Blog

  • Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

    Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

    Jesús Olmo Navas ocupou o cargo de responsável pelo departamento clínico do Real Madrid entre 2013 e 2017 e, em uma longa entrevista ao jornal britânico The Sun, revelou alguns dos principais “segredos” de Cristiano Ronaldo. Segundo ele, o craque só chegou ao topo graças à enorme dedicação ao treinamento individual.

    “Ele tem muito talento, mas não era o jogador mais talentoso que já vi. Para mim, Messi, Marcelo e até Gareth Bale eram mais talentosos. Mas o Cristiano tinha algo diferente: a capacidade de treinar. Tudo começou no Manchester United”, afirmou o especialista, que hoje tem sua própria clínica em Londres.

    “Ele costumava me dizer: ‘Comecei a treinar sozinho quando fui para Manchester, porque via o tempo ruim e não tinha mais nada para fazer. É uma cidade terrível. O que eu podia fazer?’. Então começou a treinar por conta própria. Treinava com a equipe por 45 minutos e depois sozinho por três ou quatro horas em casa, onde tinha estrutura de treino”, acrescentou.

    Segundo Olmo, essa prática não era comum na época: “Hoje em dia vemos nas redes sociais muitos jogadores com treinadores pessoais, mas naquela época só Ronaldo e Sergio Ramos faziam isso. Depois, isso se espalhou por toda a equipe — e é por isso que éramos tão bons”.

    Ele destacou ainda a cultura competitiva dentro do elenco: “Os jogadores competiam entre si para jogar no fim de semana. Se você cria essa mentalidade em um grande clube, ganha tudo. Quando o PSG tinha Messi, Neymar e Mbappé, eu dizia que era uma bagunça”.

    “Eles jogavam no fim de semana apenas pelo nome. Não havia cultura de esforço”, completou Olmo, que participou de conquistas importantes do clube, como três Ligas dos Campeões, três Supercopas da UEFA, dois Mundiais de Clubes, um Campeonato Espanhol, uma Copa do Rei e uma Supercopa da Espanha.

    A trajetória de Cristiano Ronaldo no Real Madrid

    Revelado pelo Sporting, Cristiano Ronaldo chegou ao Real Madrid no verão de 2009, vindo do Manchester United, por cerca de 100 milhões de euros — valor que, na época, fez dele o jogador mais caro da história do futebol.

    O português atuou pelo clube por nove temporadas, nas quais marcou 450 gols e deu 120 assistências em 438 jogos oficiais. Durante esse período, conquistou quatro Ligas dos Campeões, duas Supercopas da UEFA, três Mundiais de Clubes, dois Campeonatos Espanhóis, duas Copas do Rei e duas Supercopas da Espanha.

    A despedida do Santiago Bernabéu aconteceu em 2018, quando foi vendido à Juventus por mais de 100 milhões de euros. Depois, retornou ao Manchester United em uma passagem pouco marcante e, posteriormente, se transferiu para a Arábia Saudita, onde atualmente joga pelo Al Nassr.

    Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

  • Nobel da Paz iraniana, Narges Mohammadi é hospitalizada: "Deterioração"

    Nobel da Paz iraniana, Narges Mohammadi é hospitalizada: "Deterioração"

    A Nobel da Paz Narges Mohammadi foi hospitalizada de urgência na sexta-feira (1º), depois de ter desmaiado pelo menos duas vezes na prisão na qual está detida. Estado de saúde está em “deterioração catastrófica”.

    A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi foi hospitalizada às pressas no noroeste do Irã, na sexta-feira, após desmaiar duas vezes na prisão onde está detida, na cidade de Zanjan.

    A informação foi divulgada pela Fundação Narges Mohammadi, que afirmou que a internação ocorreu após uma “deterioração catastrófica” do estado de saúde da ativista, incluindo dois desmaios e crises cardíacas graves.

    “A família dela, que há semanas luta por sua transferência para instalações adequadas, descreveu essa medida como uma ação desesperada, de última hora, que pode ter chegado tarde demais para atender às suas necessidades críticas”, diz o comunicado.

    O que aconteceu?

    De acordo com seus advogados, acredita-se que Narges Mohammadi tenha sofrido um ataque cardíaco no fim de março. Eles a visitaram alguns dias depois e relataram que ela estava pálida, havia perdido peso e precisava de ajuda para caminhar.

    A fundação afirma que a transferência para o hospital ocorreu “após 140 dias de negligência médica sistemática”, desde sua prisão em 12 de dezembro.

    A pressão arterial perigosamente alta e a rápida perda de cerca de 20 quilos colocaram sua vida em “perigo iminente”.

    Segundo a fundação, a pressão já estava elevada havia três dias. A ativista, de 54 anos, também sentia dores no peito. Sua irmã relatou que Mohammadi vomitou várias vezes antes de desmaiar pela primeira vez na sexta-feira.

    Inicialmente, ela teria recusado ser transferida para o hospital em Zanjan, alegando que cardiologistas já haviam informado que a unidade não tinha estrutura adequada para tratá-la. No entanto, após o segundo desmaio, acabou sendo levada para o local.

    Narges Mohammadi, ativista de direitos humanos e vencedora do Nobel da Paz, tem sido presa em diferentes períodos desde 2016 por sua oposição à pena de morte e ao uso obrigatório do véu.

    Ela foi novamente detida após ser condenada, em 8 de fevereiro, a sete anos e meio de prisão por acusações como conspiração contra a segurança do Estado e propaganda.

    Apesar de um médico legista iraniano ter confirmado a necessidade de pelo menos um mês de cuidados cardíacos especializados, os promotores de Teerã recusaram conceder a suspensão temporária da pena, segundo o relatório da fundação.

    Nobel da Paz iraniana, Narges Mohammadi é hospitalizada: "Deterioração"

  • EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

    EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

    O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou a retirada de cerca de 5.000 soldados da Alemanha no espaço de um ano, anunciou o Pentágono na sexta-feira (1º).

    A retirada representa cerca de 15% das forças norte-americanas estacionadas no país europeu.

    “Esperamos que a retirada esteja concluída nos próximos seis a doze meses”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado.

    Atualmente, cerca de 35 mil soldados americanos estão posicionados na Alemanha.

    Na última quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que tem demonstrado repetidamente insatisfação com a OTAN por não colaborar com os EUA na guerra contra o Irã — anunciou que sua administração estava “avaliando e analisando a possível redução de tropas na Alemanha”.

    Na quinta-feira, ele admitiu que a redução pode ser ampliada para outros países da aliança, como Espanha e Itália.

    EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

  • Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple no mês de setembro e terá, desde logo, de lidar com dois grandes desafios enquanto novo líder da empresa de forma a manter a boa “saúde” da empresa.

    Será em setembro deste ano que John Ternus assumirá o cargo de novo CEO da Apple e, de acordo com o Financial Times, o novo líder da “empresa da maçã” já terá dois grandes desafios pela frente.

    O primeiro desafio será o aumento no preço da memória RAM e de outros componentes, o que tem levado várias empresas a reajustar os preços de seus dispositivos eletrônicos.

    Segundo a publicação, até pouco tempo a memória RAM representava cerca de 10% do custo final de um iPhone, mas, com os aumentos recentes, esse valor pode chegar a até 45% do preço final. Diante disso, Ternus terá que decidir se a Apple absorve esse custo, reduzindo sua margem de lucro, ou se repassa o aumento aos consumidores, correndo o risco de afetar as vendas.

    O segundo desafio está na diversificação dos locais de produção dos produtos da Apple.

    Embora a maior parte dos dispositivos ainda seja fabricada na China e na Índia, nos últimos anos aumentou a pressão dos Estados Unidos para que a empresa também amplie sua produção em território americano.

    No passado, o atual CEO Tim Cook conseguiu equilibrar essa situação com boas relações políticas, inclusive durante o governo Trump. Agora, resta saber como Ternus conseguirá manter esse equilíbrio sem prejudicar a imagem da Apple nos EUA ou na China.

    Novo CEO quer superar antecessor

    O ano de 2026 marcará a chegada de um novo CEO à Apple. Após 15 anos sob a liderança de Tim Cook, a empresa passará a ser comandada por John Ternus, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware.

    Ternus já deverá assumir oficialmente durante o evento anual da Apple, em setembro, ocasião em que a empresa deve apresentar seu primeiro smartphone dobrável — provisoriamente chamado de iPhone Fold ou iPhone Ultra.

    Esse lançamento deve ser apenas o início de uma série de novidades. Segundo a Bloomberg, a Apple planeja entrar em cerca de dez novas categorias de produtos nos próximos anos.

    “[John] Ternus está se preparando para uma verdadeira avalanche de produtos”, afirma a publicação, destacando que ele pode levar a Apple a explorar mais categorias do que Tim Cook ao longo de seus 15 anos no comando. “Com o iPhone dobrável e outros lançamentos, a empresa poderá entrar em aproximadamente dez novas categorias, o que permitiria a Ternus superar rapidamente seu antecessor nesse aspecto.”

    Vale lembrar que, sob a liderança de Cook, a Apple entrou em poucas novas categorias: relógios inteligentes, fones de ouvido sem fio e dispositivos de realidade virtual e aumentada, com o Apple Watch, os AirPods e o Vision Pro, respectivamente.

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

  • Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

    Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

    A petrolífera japonesa Taiyo Oil adquiriu um carregamento de petróleo bruto russo, informaram hoje os meios de comunicação dos dois países, na primeira compra de crude de Tóquio a Moscou desde o encerramento do estreito de Ormuz.

    Um petroleiro proveniente do projeto russo Sakhalin-2 deve chegar em breve ao arquipélago japonês, afirmou um representante do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão à agência de notícias Kyodo.

    A mesma fonte explicou que a compra — parte da estratégia de Tóquio para diversificar o abastecimento energético — ocorre no contexto da suspensão temporária de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo.

    O jornal japonês Nikkei informou que a aquisição pela Taiyo Oil, a quarta maior refinaria do Japão, é, por enquanto, uma medida pontual solicitada pela Agência de Recursos Naturais e Energia do país.

    De acordo com um comunicado da refinaria, citado pela agência russa Tass, “não foi tomada nenhuma decisão sobre futuras compras de petróleo bruto” proveniente de Sakhalin-2.

    O início da guerra envolvendo Israel e os Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, somado ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã e ao bloqueio naval norte-americano contra navios e portos iranianos, provocou uma forte instabilidade no fornecimento global de petróleo, afetando especialmente a Ásia.

    O Japão, que importa cerca de 90% do petróleo da região impactada pelo conflito, vem buscando nas últimas semanas diversificar suas fontes de energia. O país também liberou milhões de barris de suas reservas estratégicas e concedeu subsídios às empresas do setor para reduzir os preços dos combustíveis.

    O governo japonês começou a disponibilizar no mercado o equivalente a 20 dias de consumo de suas reservas estatais de petróleo na sexta-feira, apesar de ter registrado um atraso devido ao mau tempo. Essa é a segunda liberação de reservas desde o início do conflito.

    Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

  • Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

    Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

    Lisa Kudrow, a famosa Phoebe de “Friends”, revelou numa entrevista que ela e os seus colegas recebem cerca de 20 milhões de dólares por ano devido ao sucesso duradouro da série.

    Lisa Kudrow, conhecida por interpretar Phoebe Buffay na série de grande sucesso Friends, deu uma entrevista ao The Times na qual falou sobre os valores que ela e seus colegas receberam — e ainda recebem — graças ao projeto.

    A atriz, atualmente com 62 anos, revelou que ela, Jennifer Aniston, Courteney Cox, David Schwimmer e Matt LeBlanc (Matthew Perry, que interpretava Chandler, morreu em 2023) recebem cerca de 20 milhões de dólares por ano (aproximadamente 17 milhões de euros) devido às reprises da série em canais de TV ao redor do mundo e à presença em plataformas de streaming.

    Esse valor, no entanto, não é fixo e pode variar de ano para ano, embora continue sendo alto.

    Lisa Kudrow também explicou que Friends “conseguiu capturar um tipo de inocência que talvez uma geração mais jovem nunca tenha tido a oportunidade de experimentar”, ao comentar sobre fãs que nasceram após o último episódio, exibido em 2004. Vale destacar que essa geração já cresceu em um mundo com internet, algo perceptível ao assistir à série.

    Friends foi exibida entre 1994 e 2004 e teve um total de dez temporadas. O elenco principal incluía Jennifer Aniston como Rachel Green, Courteney Cox como Monica Geller, David Schwimmer como Ross Geller, Matt LeBlanc como Joey Tribbiani e Matthew Perry como Chandler Bing, que faleceu em 28 de outubro de 2023, aos 54 anos, vítima de uma overdose acidental de cetamina.

    Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

  • Freira é espancada por judeu em Israel; homem foi detido

    Freira é espancada por judeu em Israel; homem foi detido

    Um homem de 36 anos foi detido em Jerusalém, Israel, após agredir uma freira francesa no meio da rua. O ataque ocorreu em frente ao Cenáculo (um local sagrado para católicos e judeus) na terça-feira e foi registado em vídeo.

    Um homem foi detido em Jerusalém após agredir uma freira de nacionalidade francesa nas ruas da capital de Israel.

    O caso aconteceu na tarde de terça-feira, mas só veio a público dois dias depois, na quinta-feira, quando a polícia israelense divulgou imagens do ataque em suas redes sociais.

    No vídeo, é possível ver o homem — identificado como judeu — correndo em direção à mulher, que estava de costas, e a empurrando, fazendo com que ela caísse no chão. Em seguida, ele começa a se afastar sem olhar para a freira, que permanece caída e aparentemente ferida. Pouco depois, muda de direção, volta até a vítima e passa a chutá-la. A agressão só termina com a intervenção de pessoas que estavam no local.

    O ataque ocorreu em frente ao Cenáculo, um edifício localizado no Monte Sião, em Jerusalém, considerado sagrado tanto para cristãos quanto para judeus.

    A polícia também divulgou outro vídeo mostrando o momento da prisão do suspeito, além de imagens dos ferimentos da freira, que sofreu um hematoma na têmpora direita.

    Em comunicado, as autoridades informaram que o homem tem 36 anos e foi “identificado e posteriormente detido” no mesmo dia do ataque. A nacionalidade não foi divulgada.

    “Condenamos veementemente este ataque desprezível. A violência contra pessoas inocentes, especialmente contra membros de comunidades religiosas, não tem lugar em nossa sociedade”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel, que também garantiu que o país está “firmemente comprometido em proteger a liberdade religiosa e de culto para todas as religiões”.

    Tensão com católicos tem vindo a aumentar

    A tensão com a comunidade católica em Israel parece ter crescido nos últimos meses. No fim de março, a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e um padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local para celebrar a missa de Domingo de Ramos — algo que, segundo relatos, não ocorria havia séculos.

    “Ambos foram barrados no caminho, enquanto se deslocavam de forma privada […] e foram obrigados a voltar”, informou um comunicado conjunto do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderada por Pierbattista Pizzaballa.

    “Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, acrescenta o texto, em meio ao fechamento de locais sagrados na Cidade Velha de Jerusalém Oriental por razões de segurança.

    Recentemente, também houve um episódio de vandalismo envolvendo uma estátua de Jesus Cristo crucificado. Imagens divulgadas nas redes sociais mostravam um soldado golpeando o rosto da escultura com um martelo. A estátua foi posteriormente substituída, e os dois soldados envolvidos foram punidos.

     
     

    Freira é espancada por judeu em Israel; homem foi detido

  • Hulk se despede do Atlético Mineiro em lágrimas: “Não é fácil”

    Hulk se despede do Atlético Mineiro em lágrimas: “Não é fácil”

    Hulk recorreu às redes sociais na noite de sexta-feira para publicar um vídeo no qual não escondeu a emoção ao se despedir do Atlético Mineiro, clube que defendia desde 2021 e pelo qual somou 140 gols e 55 assistências em 309 jogos oficiais.

    O ex-jogador do FC Porto rescindiu o contrato com o clube em comum acordo e, com lágrimas nos olhos, deixou um pedido emocionado:

    “Se, um dia, perguntarem quem eu fui de verdade, não olhem apenas para os números nem para os títulos. Olhem para a forma como vivi cada jogo, porque é ali, em cada lance, em cada gol…”

    Hulk se despede do Atlético Mineiro em lágrimas: “Não é fácil”

  • Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    “O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos, para ir na igreja, para visitar os pais idosos. E muitos dirão que isso não é possível, mas eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com a aprovação do décimo terceiro salário e, com horas extras. E não vai quebrar com mais este avanço”, disse Tebet.

    A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu há pouco, durante ato do Dia do Trabalhador, a necessidade de o Brasil aprovar o fim da escala 6 por 1, sem redução salarial. Ela disse que a medida é importante para garantir mais tempo aos trabalhadores e que não é verdade que o País irá \”quebrar\” com o novo modelo de trabalho.

    \”O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos, para ir na igreja, para visitar os pais idosos. E muitos dirão que isso não é possível, mas eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com a aprovação do décimo terceiro salário e, com horas extras. E não vai quebrar com mais este avanço\”, disse Tebet.

    O ato acontece na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, na capital paulista. Também participam do evento o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Tebet e Marina são cotadas para disputar a eleição pelo Senado por São Paulo.

    Durante sua fala, Tebet também exaltou alguns feitos na área econômica do atual governo do presidente Lula e de Haddad à frente da Fazenda, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

    \”O trabalhador brasileiro não paga mais imposto de renda no Brasil. E a classe média, que ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00 também teve diminuição do imposto. E nós precisamos mostrar que quem fez isso fomos nós. E que isso está fazendo a diferença na vida dele do trabalhador, porque ele ainda não conseguiu entender\”, disse Tebet. Em seguida, ela também defendeu a necessidade de equiparação de salário entre homens e mulheres que desempenham a mesma função.

    A ex-ministra do Planejamento ainda destacou a importância de uma participação cada vez maior de mulheres na vida pública e exaltou a trajetória política de Marina Silva, de quem disse ser \”discípula\”. Ela disse que Marina Silva sabe que não há desenvolvimento sem sustentabilidade, e que o meio ambiente \”não briga com a agricultura familiar e com o agronegócio\”.

    Tebet ainda fez menção à importância econômica de São Paulo para o País, dizendo que o Estado é a \”locomotiva\” do Brasil. \”Quando São Paulo vai bem, o Brasil vai bem, quando São Paulo vai mal, o Brasil inteiro sente\”, destacou.

    Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Conheça os trabalhadores que ganham até R$ 3.000 e têm o nome sujo

    Conheça os trabalhadores que ganham até R$ 3.000 e têm o nome sujo

    “Peguei um empréstimo de R$ 8.000 e logo depois fui demitida. Só consegui pagar a primeira parcela”, diz Ana Carla. A dívida existe há cerca de sete anos e ela diz continuar com o nome sujo, apesar de estar empregada.

    DANIELE MADUREIRA E GABRIEL GAMA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A vendedora Ana Carla Dias de Oliveira, 49, foi ao evento da Força Sindical neste 1º de maio, dia do Trabalho, atraída pelo sorteio de Pix: foram 27 ao todo, com valores de R$ 3.000 a R$ 10 mil. Saiu de mãos vazias. “Não foi dessa vez”, disse ela, que tirou a sorte grande no evento da Força em 2006, quando ganhou um “apertamento” de 38 m². Vendeu para reformar a casa própria onde mora.

    Hoje, porém, conta que está endividada e com o nome sujo. “Peguei um empréstimo de R$ 8.000 e logo depois fui demitida. Só consegui pagar a primeira parcela”, diz Ana Carla. A dívida existe há cerca de sete anos e ela diz continuar com o nome sujo, apesar de estar empregada.

    Quanto à jornada 6×1, um dos motes das centrais sindicais em atos do 1º de Maio de deste ano, reclama ser uma rotina cansativa, especialmente para mulheres, que acumulam jornadas. “No meu caso, trabalho domingo sim, domingo não. A gente que é mãe e dona de casa não tem tempo para nada.”

    O caso de Ana Carla é comum. Segundo a pesquisa “Radiografia da Inadimplência 2026”, da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, a inadimplência do consumidor bateu recorde e chegou a 44,4% dos brasileiros adultos em março deste ano, o maior índice desde janeiro de 2015, quando o levantamento do birô de crédito SPC Brasil começou a ser feito. Mas o calote não está ligado à falta de emprego: 82% dos inadimplentes trabalham (48% são CLT, 23% autônomos e 11% empreendedores).

    É o que acontece com Fabiana de Oliveira França, 47, atendente de lanchonete. “Estou inadimplente com cartão de crédito”, diz ela, que veio de Mogi das Cruzes (SP) com o marido e a filha para o ato da Força. Fabiana ganha o salário mínimo para uma jornada de 8 horas por dia, de segunda a sexta-feira, sem benefícios. “A empresa só paga condução”, diz. “Ou a gente come ou paga as contas, esse setor de alimentação paga muito pouco, não reconhece nosso trabalho.”

    Embora seja eleitora do presidente Lula, não é a favor de usar o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar as contas, como propôs o governo com o programa Desenrola 2 (que vai liberar o uso de até 20% do saldo). “O nosso Fundo de Garantia é um seguro para a gente, no caso de ficar desempregado.”

    Além dos Pix, foram sorteadas duas bicicletas e barris de chope. A organização explicou aos presentes que os sorteios seriam após a saída de Fernando Haddad, Simone Tebet e da ex-ministra Marina Silva, para evitar acusações de crime eleitoral.

    O marido de Fabiana, Tiago Romão de Assis, 39, já usou o saque-aniversário para quitar dívidas. “No governo anterior eu fiquei endividado”, disse. “É uma saída para quem está afogado”, diz ele, que é metalúrgico e ganha cerca de R$ 3.200 ao mês. Tiago gomeçou a vender acessórios, como óculos e relógios nas redes sociais, na tentativa de complementar renda. “A gente tem que buscar uma segunda alternativa, porque o que ganha não paga as contas.”

    Nilce Rosa Gomes da Silva, 45, auxiliar de produção em uma metalúrgica, também reclama da falta de reconhecimento, que se traduz na ausência de benefícios. “Não temos plano de saúde, cesta básica, vale-transporte, nada”, diz ela, que ganha menos de R$ 2.000 ao mês e trabalha na escala 5×2. “Chega ao fim do mês e não sobra nada. É só o cartão de crédito que salva”, diz a auxiliar, para quem o sorteio incentivou a participação no ato, mas afirma que a defesa dos direitos conta mais. “A gente quer melhorar as condições de trabalho, estão retirando as nossas conquistas. Já cansamos de ser a base.”

    Já Roberto Gualberto, 55, que trabalhava como caixa, está desempregado e recebe auxílio-acidente, depois de ter caído da laje de casa. Tem dificuldade de locomoção e cuida da filha, que é especial. A mulher trabalha como diarista e sustenta a casa. “Estou inadimplente, depois que fiquei desempregado, as dívidas acumularam e peguei empréstimo em banco”, diz ele. “Queria muito quitar. Vou ver se vale a pena aderir ao Desenrola.”

    SACAR FGTS É BOM PARA O GOVERNO, DIZ OPERÁRIO

    A dona de casa e pensionista Bernadete Teixeira, 54, diz estar com o nome sujo há seis anos. O motivo é o atraso no pagamento de carnês do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) do apartamento em que mora em São Bernardo do Campo.

    “Se eu não pagar, posso perder meu apartamento”, afirma. “Tenho que fazer empréstimo para sobreviver. Se ficou alguma conta pendente, faço empréstimo. Se tem que comprar alguma coisa para as crianças, também tenho que pegar.” Ela sustenta as filhas e netas com a pensão de R$ 1.600.

    O operário do setor de vidros Armando Alves também afirma ter dívidas, mas não pretende usar o Desenrola 2 para pagar as contas. “Pegar FGTS é bom para o governo. O trabalhador tem que ter consciência de que é um dinheiro para ficar guardado.”

    Djanira de Carvalho, 60, é consultora de cosméticos e diz que “todo mundo tem dividas”. Ela afirma que já sacou o FGTS e planeja usar novamente neste ano. “Eu gosto, me ajuda muito.”

    Conheça os trabalhadores que ganham até R$ 3.000 e têm o nome sujo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia