Blog

  • EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

    EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

    O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou a retirada de cerca de 5.000 soldados da Alemanha no espaço de um ano, anunciou o Pentágono na sexta-feira (1º).

    A retirada representa cerca de 15% das forças norte-americanas estacionadas no país europeu.

    “Esperamos que a retirada esteja concluída nos próximos seis a doze meses”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado.

    Atualmente, cerca de 35 mil soldados americanos estão posicionados na Alemanha.

    Na última quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que tem demonstrado repetidamente insatisfação com a OTAN por não colaborar com os EUA na guerra contra o Irã — anunciou que sua administração estava “avaliando e analisando a possível redução de tropas na Alemanha”.

    Na quinta-feira, ele admitiu que a redução pode ser ampliada para outros países da aliança, como Espanha e Itália.

    EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

  • Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple no mês de setembro e terá, desde logo, de lidar com dois grandes desafios enquanto novo líder da empresa de forma a manter a boa “saúde” da empresa.

    Será em setembro deste ano que John Ternus assumirá o cargo de novo CEO da Apple e, de acordo com o Financial Times, o novo líder da “empresa da maçã” já terá dois grandes desafios pela frente.

    O primeiro desafio será o aumento no preço da memória RAM e de outros componentes, o que tem levado várias empresas a reajustar os preços de seus dispositivos eletrônicos.

    Segundo a publicação, até pouco tempo a memória RAM representava cerca de 10% do custo final de um iPhone, mas, com os aumentos recentes, esse valor pode chegar a até 45% do preço final. Diante disso, Ternus terá que decidir se a Apple absorve esse custo, reduzindo sua margem de lucro, ou se repassa o aumento aos consumidores, correndo o risco de afetar as vendas.

    O segundo desafio está na diversificação dos locais de produção dos produtos da Apple.

    Embora a maior parte dos dispositivos ainda seja fabricada na China e na Índia, nos últimos anos aumentou a pressão dos Estados Unidos para que a empresa também amplie sua produção em território americano.

    No passado, o atual CEO Tim Cook conseguiu equilibrar essa situação com boas relações políticas, inclusive durante o governo Trump. Agora, resta saber como Ternus conseguirá manter esse equilíbrio sem prejudicar a imagem da Apple nos EUA ou na China.

    Novo CEO quer superar antecessor

    O ano de 2026 marcará a chegada de um novo CEO à Apple. Após 15 anos sob a liderança de Tim Cook, a empresa passará a ser comandada por John Ternus, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware.

    Ternus já deverá assumir oficialmente durante o evento anual da Apple, em setembro, ocasião em que a empresa deve apresentar seu primeiro smartphone dobrável — provisoriamente chamado de iPhone Fold ou iPhone Ultra.

    Esse lançamento deve ser apenas o início de uma série de novidades. Segundo a Bloomberg, a Apple planeja entrar em cerca de dez novas categorias de produtos nos próximos anos.

    “[John] Ternus está se preparando para uma verdadeira avalanche de produtos”, afirma a publicação, destacando que ele pode levar a Apple a explorar mais categorias do que Tim Cook ao longo de seus 15 anos no comando. “Com o iPhone dobrável e outros lançamentos, a empresa poderá entrar em aproximadamente dez novas categorias, o que permitiria a Ternus superar rapidamente seu antecessor nesse aspecto.”

    Vale lembrar que, sob a liderança de Cook, a Apple entrou em poucas novas categorias: relógios inteligentes, fones de ouvido sem fio e dispositivos de realidade virtual e aumentada, com o Apple Watch, os AirPods e o Vision Pro, respectivamente.

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

  • Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

    Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

    A petrolífera japonesa Taiyo Oil adquiriu um carregamento de petróleo bruto russo, informaram hoje os meios de comunicação dos dois países, na primeira compra de crude de Tóquio a Moscou desde o encerramento do estreito de Ormuz.

    Um petroleiro proveniente do projeto russo Sakhalin-2 deve chegar em breve ao arquipélago japonês, afirmou um representante do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão à agência de notícias Kyodo.

    A mesma fonte explicou que a compra — parte da estratégia de Tóquio para diversificar o abastecimento energético — ocorre no contexto da suspensão temporária de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo.

    O jornal japonês Nikkei informou que a aquisição pela Taiyo Oil, a quarta maior refinaria do Japão, é, por enquanto, uma medida pontual solicitada pela Agência de Recursos Naturais e Energia do país.

    De acordo com um comunicado da refinaria, citado pela agência russa Tass, “não foi tomada nenhuma decisão sobre futuras compras de petróleo bruto” proveniente de Sakhalin-2.

    O início da guerra envolvendo Israel e os Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, somado ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã e ao bloqueio naval norte-americano contra navios e portos iranianos, provocou uma forte instabilidade no fornecimento global de petróleo, afetando especialmente a Ásia.

    O Japão, que importa cerca de 90% do petróleo da região impactada pelo conflito, vem buscando nas últimas semanas diversificar suas fontes de energia. O país também liberou milhões de barris de suas reservas estratégicas e concedeu subsídios às empresas do setor para reduzir os preços dos combustíveis.

    O governo japonês começou a disponibilizar no mercado o equivalente a 20 dias de consumo de suas reservas estatais de petróleo na sexta-feira, apesar de ter registrado um atraso devido ao mau tempo. Essa é a segunda liberação de reservas desde o início do conflito.

    Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

  • Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

    Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

    Lisa Kudrow, a famosa Phoebe de “Friends”, revelou numa entrevista que ela e os seus colegas recebem cerca de 20 milhões de dólares por ano devido ao sucesso duradouro da série.

    Lisa Kudrow, conhecida por interpretar Phoebe Buffay na série de grande sucesso Friends, deu uma entrevista ao The Times na qual falou sobre os valores que ela e seus colegas receberam — e ainda recebem — graças ao projeto.

    A atriz, atualmente com 62 anos, revelou que ela, Jennifer Aniston, Courteney Cox, David Schwimmer e Matt LeBlanc (Matthew Perry, que interpretava Chandler, morreu em 2023) recebem cerca de 20 milhões de dólares por ano (aproximadamente 17 milhões de euros) devido às reprises da série em canais de TV ao redor do mundo e à presença em plataformas de streaming.

    Esse valor, no entanto, não é fixo e pode variar de ano para ano, embora continue sendo alto.

    Lisa Kudrow também explicou que Friends “conseguiu capturar um tipo de inocência que talvez uma geração mais jovem nunca tenha tido a oportunidade de experimentar”, ao comentar sobre fãs que nasceram após o último episódio, exibido em 2004. Vale destacar que essa geração já cresceu em um mundo com internet, algo perceptível ao assistir à série.

    Friends foi exibida entre 1994 e 2004 e teve um total de dez temporadas. O elenco principal incluía Jennifer Aniston como Rachel Green, Courteney Cox como Monica Geller, David Schwimmer como Ross Geller, Matt LeBlanc como Joey Tribbiani e Matthew Perry como Chandler Bing, que faleceu em 28 de outubro de 2023, aos 54 anos, vítima de uma overdose acidental de cetamina.

    Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

  • Freira é espancada por judeu em Israel; homem foi detido

    Freira é espancada por judeu em Israel; homem foi detido

    Um homem de 36 anos foi detido em Jerusalém, Israel, após agredir uma freira francesa no meio da rua. O ataque ocorreu em frente ao Cenáculo (um local sagrado para católicos e judeus) na terça-feira e foi registado em vídeo.

    Um homem foi detido em Jerusalém após agredir uma freira de nacionalidade francesa nas ruas da capital de Israel.

    O caso aconteceu na tarde de terça-feira, mas só veio a público dois dias depois, na quinta-feira, quando a polícia israelense divulgou imagens do ataque em suas redes sociais.

    No vídeo, é possível ver o homem — identificado como judeu — correndo em direção à mulher, que estava de costas, e a empurrando, fazendo com que ela caísse no chão. Em seguida, ele começa a se afastar sem olhar para a freira, que permanece caída e aparentemente ferida. Pouco depois, muda de direção, volta até a vítima e passa a chutá-la. A agressão só termina com a intervenção de pessoas que estavam no local.

    O ataque ocorreu em frente ao Cenáculo, um edifício localizado no Monte Sião, em Jerusalém, considerado sagrado tanto para cristãos quanto para judeus.

    A polícia também divulgou outro vídeo mostrando o momento da prisão do suspeito, além de imagens dos ferimentos da freira, que sofreu um hematoma na têmpora direita.

    Em comunicado, as autoridades informaram que o homem tem 36 anos e foi “identificado e posteriormente detido” no mesmo dia do ataque. A nacionalidade não foi divulgada.

    “Condenamos veementemente este ataque desprezível. A violência contra pessoas inocentes, especialmente contra membros de comunidades religiosas, não tem lugar em nossa sociedade”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel, que também garantiu que o país está “firmemente comprometido em proteger a liberdade religiosa e de culto para todas as religiões”.

    Tensão com católicos tem vindo a aumentar

    A tensão com a comunidade católica em Israel parece ter crescido nos últimos meses. No fim de março, a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e um padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local para celebrar a missa de Domingo de Ramos — algo que, segundo relatos, não ocorria havia séculos.

    “Ambos foram barrados no caminho, enquanto se deslocavam de forma privada […] e foram obrigados a voltar”, informou um comunicado conjunto do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderada por Pierbattista Pizzaballa.

    “Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, acrescenta o texto, em meio ao fechamento de locais sagrados na Cidade Velha de Jerusalém Oriental por razões de segurança.

    Recentemente, também houve um episódio de vandalismo envolvendo uma estátua de Jesus Cristo crucificado. Imagens divulgadas nas redes sociais mostravam um soldado golpeando o rosto da escultura com um martelo. A estátua foi posteriormente substituída, e os dois soldados envolvidos foram punidos.

     
     

    Freira é espancada por judeu em Israel; homem foi detido

  • Hulk se despede do Atlético Mineiro em lágrimas: “Não é fácil”

    Hulk se despede do Atlético Mineiro em lágrimas: “Não é fácil”

    Hulk recorreu às redes sociais na noite de sexta-feira para publicar um vídeo no qual não escondeu a emoção ao se despedir do Atlético Mineiro, clube que defendia desde 2021 e pelo qual somou 140 gols e 55 assistências em 309 jogos oficiais.

    O ex-jogador do FC Porto rescindiu o contrato com o clube em comum acordo e, com lágrimas nos olhos, deixou um pedido emocionado:

    “Se, um dia, perguntarem quem eu fui de verdade, não olhem apenas para os números nem para os títulos. Olhem para a forma como vivi cada jogo, porque é ali, em cada lance, em cada gol…”

    Hulk se despede do Atlético Mineiro em lágrimas: “Não é fácil”

  • Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    “O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos, para ir na igreja, para visitar os pais idosos. E muitos dirão que isso não é possível, mas eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com a aprovação do décimo terceiro salário e, com horas extras. E não vai quebrar com mais este avanço”, disse Tebet.

    A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu há pouco, durante ato do Dia do Trabalhador, a necessidade de o Brasil aprovar o fim da escala 6 por 1, sem redução salarial. Ela disse que a medida é importante para garantir mais tempo aos trabalhadores e que não é verdade que o País irá \”quebrar\” com o novo modelo de trabalho.

    \”O trabalhador precisa de tempo para dormir, descansar, para estar com os filhos, para ir na igreja, para visitar os pais idosos. E muitos dirão que isso não é possível, mas eu garanto para vocês que o Brasil não quebra, como não quebrou quando a gente passou de 15 dias de férias para 30 dias, como não quebrou com a aprovação do décimo terceiro salário e, com horas extras. E não vai quebrar com mais este avanço\”, disse Tebet.

    O ato acontece na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, na capital paulista. Também participam do evento o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Tebet e Marina são cotadas para disputar a eleição pelo Senado por São Paulo.

    Durante sua fala, Tebet também exaltou alguns feitos na área econômica do atual governo do presidente Lula e de Haddad à frente da Fazenda, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

    \”O trabalhador brasileiro não paga mais imposto de renda no Brasil. E a classe média, que ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00 também teve diminuição do imposto. E nós precisamos mostrar que quem fez isso fomos nós. E que isso está fazendo a diferença na vida dele do trabalhador, porque ele ainda não conseguiu entender\”, disse Tebet. Em seguida, ela também defendeu a necessidade de equiparação de salário entre homens e mulheres que desempenham a mesma função.

    A ex-ministra do Planejamento ainda destacou a importância de uma participação cada vez maior de mulheres na vida pública e exaltou a trajetória política de Marina Silva, de quem disse ser \”discípula\”. Ela disse que Marina Silva sabe que não há desenvolvimento sem sustentabilidade, e que o meio ambiente \”não briga com a agricultura familiar e com o agronegócio\”.

    Tebet ainda fez menção à importância econômica de São Paulo para o País, dizendo que o Estado é a \”locomotiva\” do Brasil. \”Quando São Paulo vai bem, o Brasil vai bem, quando São Paulo vai mal, o Brasil inteiro sente\”, destacou.

    Tebet: garanto que Brasil não quebra com fim da 6×1, como não quebrou com férias de 30 dias

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Conheça os trabalhadores que ganham até R$ 3.000 e têm o nome sujo

    Conheça os trabalhadores que ganham até R$ 3.000 e têm o nome sujo

    “Peguei um empréstimo de R$ 8.000 e logo depois fui demitida. Só consegui pagar a primeira parcela”, diz Ana Carla. A dívida existe há cerca de sete anos e ela diz continuar com o nome sujo, apesar de estar empregada.

    DANIELE MADUREIRA E GABRIEL GAMA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A vendedora Ana Carla Dias de Oliveira, 49, foi ao evento da Força Sindical neste 1º de maio, dia do Trabalho, atraída pelo sorteio de Pix: foram 27 ao todo, com valores de R$ 3.000 a R$ 10 mil. Saiu de mãos vazias. “Não foi dessa vez”, disse ela, que tirou a sorte grande no evento da Força em 2006, quando ganhou um “apertamento” de 38 m². Vendeu para reformar a casa própria onde mora.

    Hoje, porém, conta que está endividada e com o nome sujo. “Peguei um empréstimo de R$ 8.000 e logo depois fui demitida. Só consegui pagar a primeira parcela”, diz Ana Carla. A dívida existe há cerca de sete anos e ela diz continuar com o nome sujo, apesar de estar empregada.

    Quanto à jornada 6×1, um dos motes das centrais sindicais em atos do 1º de Maio de deste ano, reclama ser uma rotina cansativa, especialmente para mulheres, que acumulam jornadas. “No meu caso, trabalho domingo sim, domingo não. A gente que é mãe e dona de casa não tem tempo para nada.”

    O caso de Ana Carla é comum. Segundo a pesquisa “Radiografia da Inadimplência 2026”, da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, a inadimplência do consumidor bateu recorde e chegou a 44,4% dos brasileiros adultos em março deste ano, o maior índice desde janeiro de 2015, quando o levantamento do birô de crédito SPC Brasil começou a ser feito. Mas o calote não está ligado à falta de emprego: 82% dos inadimplentes trabalham (48% são CLT, 23% autônomos e 11% empreendedores).

    É o que acontece com Fabiana de Oliveira França, 47, atendente de lanchonete. “Estou inadimplente com cartão de crédito”, diz ela, que veio de Mogi das Cruzes (SP) com o marido e a filha para o ato da Força. Fabiana ganha o salário mínimo para uma jornada de 8 horas por dia, de segunda a sexta-feira, sem benefícios. “A empresa só paga condução”, diz. “Ou a gente come ou paga as contas, esse setor de alimentação paga muito pouco, não reconhece nosso trabalho.”

    Embora seja eleitora do presidente Lula, não é a favor de usar o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagar as contas, como propôs o governo com o programa Desenrola 2 (que vai liberar o uso de até 20% do saldo). “O nosso Fundo de Garantia é um seguro para a gente, no caso de ficar desempregado.”

    Além dos Pix, foram sorteadas duas bicicletas e barris de chope. A organização explicou aos presentes que os sorteios seriam após a saída de Fernando Haddad, Simone Tebet e da ex-ministra Marina Silva, para evitar acusações de crime eleitoral.

    O marido de Fabiana, Tiago Romão de Assis, 39, já usou o saque-aniversário para quitar dívidas. “No governo anterior eu fiquei endividado”, disse. “É uma saída para quem está afogado”, diz ele, que é metalúrgico e ganha cerca de R$ 3.200 ao mês. Tiago gomeçou a vender acessórios, como óculos e relógios nas redes sociais, na tentativa de complementar renda. “A gente tem que buscar uma segunda alternativa, porque o que ganha não paga as contas.”

    Nilce Rosa Gomes da Silva, 45, auxiliar de produção em uma metalúrgica, também reclama da falta de reconhecimento, que se traduz na ausência de benefícios. “Não temos plano de saúde, cesta básica, vale-transporte, nada”, diz ela, que ganha menos de R$ 2.000 ao mês e trabalha na escala 5×2. “Chega ao fim do mês e não sobra nada. É só o cartão de crédito que salva”, diz a auxiliar, para quem o sorteio incentivou a participação no ato, mas afirma que a defesa dos direitos conta mais. “A gente quer melhorar as condições de trabalho, estão retirando as nossas conquistas. Já cansamos de ser a base.”

    Já Roberto Gualberto, 55, que trabalhava como caixa, está desempregado e recebe auxílio-acidente, depois de ter caído da laje de casa. Tem dificuldade de locomoção e cuida da filha, que é especial. A mulher trabalha como diarista e sustenta a casa. “Estou inadimplente, depois que fiquei desempregado, as dívidas acumularam e peguei empréstimo em banco”, diz ele. “Queria muito quitar. Vou ver se vale a pena aderir ao Desenrola.”

    SACAR FGTS É BOM PARA O GOVERNO, DIZ OPERÁRIO

    A dona de casa e pensionista Bernadete Teixeira, 54, diz estar com o nome sujo há seis anos. O motivo é o atraso no pagamento de carnês do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) do apartamento em que mora em São Bernardo do Campo.

    “Se eu não pagar, posso perder meu apartamento”, afirma. “Tenho que fazer empréstimo para sobreviver. Se ficou alguma conta pendente, faço empréstimo. Se tem que comprar alguma coisa para as crianças, também tenho que pegar.” Ela sustenta as filhas e netas com a pensão de R$ 1.600.

    O operário do setor de vidros Armando Alves também afirma ter dívidas, mas não pretende usar o Desenrola 2 para pagar as contas. “Pegar FGTS é bom para o governo. O trabalhador tem que ter consciência de que é um dinheiro para ficar guardado.”

    Djanira de Carvalho, 60, é consultora de cosméticos e diz que “todo mundo tem dividas”. Ela afirma que já sacou o FGTS e planeja usar novamente neste ano. “Eu gosto, me ajuda muito.”

    Conheça os trabalhadores que ganham até R$ 3.000 e têm o nome sujo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Marina diz que redução de penas a golpistas é vergonha, e Haddad fala em acordo por impunidade

    Marina diz que redução de penas a golpistas é vergonha, e Haddad fala em acordo por impunidade

    “Ontem, no Congresso Nacional, uma vergonha. Aqueles que atacaram a nossa democracia, que temem a nossa soberania, querendo diminuir a pena com um discurso falso, hipócrita, de que é por aquele coitado que não sabia o que estava fazendo”, afirmou Marina.

    MARIA CLARA MATOS, JULIANA ARREGUY E ALANA MORZELLI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os ex-ministros Marina Silva (Meio Ambiente) e Fernando Haddad (Fazenda) criticaram nesta sexta-feira (1º) a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria e afirmaram que os envolvidos em ataques à democracia não deveriam ter suas penas reduzidas.

    “Ontem, no Congresso Nacional, uma vergonha. Aqueles que atacaram a nossa democracia, que temem a nossa soberania, querendo diminuir a pena com um discurso falso, hipócrita, de que é por aquele coitado que não sabia o que estava fazendo”, afirmou Marina.

    “A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior”, disse a ex-ministra em ato do VAT (Vida Além do Trabalho) realizado na praça Roosevelt, em São Paulo. Ela deixou a pasta neste ano para disputar as eleições.

    Haddad, que deve disputar o Governo de São Paulo, disse a aprovação do PL da Dosimetria é fruto de um acordo pela impunidade no país.

    O relator da proposta, aprovada nesta quinta (30) pelo Congresso Nacional, foi o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que estava no evento desta manhã. Ex-presidente da organização, ele foi chamado a compor a mesa de autoridades junto com os ex-ministros Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, mas preferiu não subir ao palco.

    “E sou da opinião de que essa derrota, essa dita derrota no Congresso, ela foi uma derrota do combate à corrupção. Eu compartilho com os analistas que eu tenho lido nos jornais de que por trás dessa derrota tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”, afirmou Haddad.

    Tebet, que deve concorrer ao Senado por São Paulo, evocou Darcy Ribeiro ao dizer que “jamais gostaria de estar ao lado de quem me derrotou”.

    O PL da Dosimetria reduz as penas dos condenados por golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na Câmara, 318 deputados votaram contra o veto do chefe do Executivo, enquanto 144 congressitas votaram para que ele fosse mantido. As abstenções foram cinco. No Senado, a derrubada contou com 49 votos favoráveis e 24 contrário, sem abstenções.

    O projeto, aprovado em dezembro do ano passado, prevê que penas por golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático não sejam cumulativas no mesmo contexto. Em caso de penas iguais, aplica-se uma delas aumentada de um sexta a metade. Crimes de tentativa de golpe ou abolição praticados em multidão têm redução de um terço a dois terços, exceto para financiadores ou líderes.

    Um dos principais articulares do projeto e relator da proposta na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força (Solidariedade-SP) não se juntou a ex-ministros do governo Lula no palco durante o ato de 1° de Maio promovido pela Força Sindical, movimento do qual já foi presidente.

    O deputado chegou a ser anunciado para compor a mesa das autoridades e, presente no evento, optou por não subir. No auditório da Força, um manifestante carregava um cartaz com os dizeres: “Paulinho, que confusão, o PL da Dosimetria vai soltar estuprador e ladrão”.

    Também presente no ato contra a escala 6×1 em São Paulo, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma das PECs (Propostas de Emenda à Constituição) contra a escala 6×1, classificou a aprovação da derrubada do veto do presidente Lula à dosimetria como “uma espécie de anistia disfarçada”.

    Em nota, a parlamentar disse se tratar de uma proteção a uma classe política “corrupta” e que também tem um nítido interessante em atacar o STF a viabilizar impeachment de ministros da corte.

    “É uma decisão que, inevitávelmente, fragiliza o Congresso diante do povo e a democracia brasileira diante do mundo, pois é uma tentativa de desmontar por dentro as instituições, preparando o terreno para um regime autoritário no país”, acrescentou a congressista do PSOL.

    A derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria foi a segunda derrota seguida do governo em menos de 24 horas. Na última quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Lula, o advogado-geral da União Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Em uma segunda agenda na liberdade, Marina mencionou o veto à indicação de Messias.

    “Quando eles dizem que derrotaram o presidente Lula, não aprovando o nosso companheiro Messias, eu não concordo. Quem perdeu não foi o presidente Lula. A derrota foi para o Brasil. E ninguém pode derrotar mais de 200 milhões de pessoas impunemente.”

    Marina diz que redução de penas a golpistas é vergonha, e Haddad fala em acordo por impunidade

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Petróleo fecha em queda com nova proposta de paz do Irã, mas Brent sobe 9% na semana

    Petróleo fecha em queda com nova proposta de paz do Irã, mas Brent sobe 9% na semana

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 2,98% (US$ 3,13), a US$ 101,94 o barril. Já o Brent para julho fechou em baixa de 2,02% (US$ 2,23), a US$ 108,17 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana, porém, ambos acumularam ganhos de 7,99% e 9,12%, respectivamente.

    Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira após informações de que o Irã entregou uma nova proposta de acordo ao Paquistão – mediador para negociações com os EUA – ontem. Uma nova rodada de conversas desperta otimismo dos investidores de que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve.

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 2,98% (US$ 3,13), a US$ 101,94 o barril. Já o Brent para julho fechou em baixa de 2,02% (US$ 2,23), a US$ 108,17 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana, porém, ambos acumularam ganhos de 7,99% e 9,12%, respectivamente.

    Uma fonte iraniana disse à CNN que Teerã pode ver as negociações serem retomadas se os EUA suspenderem o bloqueio aos portos iranianos e o Irã reabrir completamente o Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país persa, Esmaeil Baqaei, enfatizou que encerrar a guerra e estabelecer uma paz sustentável continuam sendo as principais prioridades nas negociações.

    O presidente americano, Donald Trump, contudo, disse nesta tarde não estar satisfeito com o Irã, após conversas por telefone com a liderança persa e recentes negociações bilaterais. Washington tenta reinserir a questão nuclear no texto da proposta de paz, principal ponto de atrito com o lado iraniano, diz a Axios. Para Samer Hasn, do XS.com, Trump deve priorizar a erradicação do programa nuclear de Teerã em detrimento da reabertura total do estreito, já que os EUA são um exportador de energia.

    Em abril, o Brent terminou o mês acima de US$ 110 o barril, após ter tocado na quinta-feira seu nível mais alto desde 2022. \”O petróleo teve um desempenho em forma de \’U\’, terminando não muito longe de onde começou, mas com o Brent subindo mais de 25% em relação às mínimas do meio do mês\”, pontua o Deutsche Bank.

    Petróleo fecha em queda com nova proposta de paz do Irã, mas Brent sobe 9% na semana

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia