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  • Não quero que tenham dó, diz MC Leozinho ZS, primeiro deficiente visual a liderar o Spotify Brasil

    Não quero que tenham dó, diz MC Leozinho ZS, primeiro deficiente visual a liderar o Spotify Brasil

    “Qualquer limitação que for imposta para nós não significa nada”, diz o funkeiro à reportagem. “O que importa de verdade é a nossa arte.”

    ANA CLARA COTTECCO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Da periferia de São Paulo ao topo do Spotify Brasil, MC Leozinho ZS trilhou um longo caminho. Aos 26 anos, ele emplacou um dos hits do ano –a canção “Famoso Imã”– e se tornou o primeiro artista com deficiência visual a liderar a principal parada do streaming de música no país.

    “Qualquer limitação que for imposta para nós não significa nada”, diz o funkeiro à reportagem. “O que importa de verdade é a nossa arte.”

    Por trás do top 1, há uma trajetória que começa longe dos números. Alex Oliveira Santos, o nome por trás do vulgo, nasceu em Itabuna (BA) e chegou ainda criança ao Capão Redondo (distrito periférico da zona sul da capital paulista). Foi lá que o funk entrou em seu radar ainda na infância, por meio dos CDs que ganhava.

    A decisão de seguir na música veio cedo. Segundo ele, por volta dos 12 anos resolveu virar músico e já pedia espaço para cantar em alguns bailes. Mas foi só em 2020 que ele passou a conseguir se sustentar apenas com o funk.

    O nome artístico também veio antes da carreira dar certo. Leozinho diz que a avó dizia que ele seria cantor, assim como o sertanejo Leonardo. O apelido ficou.

    Na época, o cantor já era deficiente visual -embora não tenha nascido com essa condição, ele não se lembra de como era a vida antes. Aos oito meses, um quadro de meningite levou à cegueira mesmo após duas cirurgias para tentar reverter o quadro. “Pra mim, é como se eu tivesse nascido assim”, afirma.

    Mas ele não tem tempo para lamentação ou autopiedade. Prefere falar de trabalho. “Eu não quero que ninguém tenha dó de mim”, comenta. Ao mesmo tempo, reconhece as dificuldades e preconceitos decorrentes da deficiência. “Eu sabia que precisava ser duas vezes melhor do que um MC que enxerga.”

    O reconhecimento se consolidou com “Famoso Imã”, lançada no fim de fevereiro com Lele JP, Poze do Rodo e produção de DJ Gordinho da VF. O refrão -justamente a parte cantada por ele- cresceu e dominou as plataformas, principalmente o TikTok.

    Leozinho nega que a criação da música partiu de uma estratégia de viralização. Ele afirma que a intenção era fazer uma música que funcionasse em festas, no fone de ouvido e nas redes sociais. “Se a música for boa, ela vai ser top 1 de todas as plataformas”, diz.

    Após emplacar o maior hit da carreira, ele prepara um álbum e mantém a rotina de gravações, mas diz que mantém os pés no chão. “Sou músico. Vou fazer música no top 1, no top 100, com ninguém me ouvindo ou com muita gente escutando”, conta.

    Mas o resultado ultrapassou o hit. A liderança no Spotify Brasil reposiciona o nome o artista dentro e fora do funk. Ele fala em abrir espaço para quem vem depois. “Eu quero que tenha várias pessoas deficientes cantando, vários cegos chegando no top 1, não só eu. Quero que entendam que se você trabalhar, você vai chegar longe.”

    “Acho muito importante abrir essas portas para pessoas, que como eu, tem deficiência”, afirma. “Quero fazer elas entenderem que não é um bicho de sete cabeças, que é possível se a gente trabalhar da forma correta e chegar onde a gente quiser, no top 1, no top 10, na Billboard, no Grammy. Não é sobre deficiência, é sobre o cantar, sobre a forma que você trabalha, tá ligado?”

    Não quero que tenham dó, diz MC Leozinho ZS, primeiro deficiente visual a liderar o Spotify Brasil

  • Roger ‘ressuscita’ cria da base do São Paulo alvo da seleção da Suíça

    Roger ‘ressuscita’ cria da base do São Paulo alvo da seleção da Suíça

    VALENTIN FURLAN
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Nicolas Bosshardt voltou a ter espaço no São Paulo -e a resposta foi imediata. Após período ‘encostado’, o lateral-esquerdo aproveitou a primeira chance como titular em uma competição internacional e pode reconquistar espaço no Morumbis.

    DE VOLTA AOS HOLOFOTES

    A primeira oportunidade veio no empate sem gols contra o Millonarios, na Colômbia, pela Copa Sul-Americana. Em um cenário adverso, com time alternativo e altitude, Nicolas começou entre os titulares, atuou por 62 minutos e somou mais de 20 ações entre desarmes, interceptações e cortes.

    A atuação ganha ainda mais peso pelo contexto: o jovem, agenciado por Giuliano Bertolucci, é monitorado pela seleção da Suíça e vive momento decisivo para definir seu futuro internacional.

    Com cidadania suíça e espanhola, Nicolas já teve três reuniões com representantes da federação suíça, que tentam convencê-lo a defender o país. O movimento acontece justamente quando o lateral volta a ganhar minutos no clube.

    A atuação foi suficiente para convencer Roger Machado, que já havia preparado o teste.

    “Chamei e disse que ele jogaria hoje, que penso que ele tem capacidade para ajudar nessa partida. Para o Wendell eu disse que oportunizaria chance para o Nicolas, para que a gente pudesse sentir ele num jogo internacional. E acho que ele foi muito bem”, disse Roger, após empate em Bogotá.

    DE PROMESSA ELOGIADA A OPÇÃO ESQUECIDA

    O bom desempenho contrasta com o momento anterior do lateral. Mesmo elogiado publicamente por Roger, que destacava sua capacidade de atuar também por dentro, Nicolas vinha perdendo espaço. Desde que subiu ao profissional, foi relacionado apenas nove vezes para o banco, menos que outros jovens do elenco.

    Antes mesmo de se firmar no profissional, Nicolas já chamava atenção fora do país. Ele foi eleito pelo jornal AS o melhor lateral-esquerdo sub-17 em 2024 e despertou interesse de clubes como Barcelona e Stuttgart, onde chegou a realizar um período de treinos.

    Roger ‘ressuscita’ cria da base do São Paulo alvo da seleção da Suíça

  • Brasil, penta com Djalma, Nilton, Carlos, Cafu e Roberto, sofre nas laterais

    Brasil, penta com Djalma, Nilton, Carlos, Cafu e Roberto, sofre nas laterais

    MARCOS GUEDES
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No caminho para o primeiro de seus cinco títulos da Copa do Mundo, em 1958, o Brasil teve uma jogada emblemática na vitória por 3 a 0 sobre a Áustria. “Lembro até hoje”, disse, em 2013, Zagallo, ponta-esquerda daquela equipe. Nilton Santos era o lateral esquerdo, posição então eminentemente defensiva.

    “Ele arrancou para o ataque, e eu gritei: ‘Vai em frente que eu fico no seu lugar’”, recordou Zagallo. “O nosso técnico [Vicente Feola] se desesperou, mas acabou aplaudindo quando o Nilton surpreendeu toda a defesa adversária e fez o gol. A partir dali, os laterais nunca mais jogaram do mesmo jeito.”

    Foi o primeiro de uma série de grandes momentos dos laterais brasileiros na construção do pentacampeonato mundial.

    Em 1958 e em 1962, a direita e a esquerda eram dos históricos Djalma Santos e Nilton Santos. Em 1970, o mais belo gol do melhor time de todos os tempos foi de Carlos Alberto. Em 1994, o troféu não teria sido erguido sem uma bomba de Branco e um cruzamento de Jorginho. Em 2002, a dupla era formada pelos excepcionais Cafu e Roberto Carlos.

    Em 2026, na luta pelo hexa, os jogadores não são do mesmo nível. A seleção vive raro momento de escassez nas laterais, e o primeiro a admitir isso é o técnico Carlo Ancelotti, cujo trabalho ficou mais difícil nesta semana.

    Tudo indicava que ele utilizaria na direita o zagueiro Éder Militão, que foi seu atleta no Real Madrid e já executou a função. O beque de 28 anos, no entanto, teve de ser submetido a uma cirurgia na coxa esquerda e está fora da Copa.

    Se a opção inicial era um improviso, as alternativas, em certa medida, também o são. Wesley, 22, que surgiu como lateral direito, atua na Roma como ala esquerdo, em papel ofensivo. Danilo, 34, foi lateral em boa parte da carreira, porém hoje é zagueiro reserva do Flamengo.

    Ancelotti já confirmou, antes mesmo da lesão de Militão, o nome de Danilo na relação de 26 a ser anunciada no próximo dia 18. E deixou claro que a escolha é mais ligada à experiência e ao papel como líder silencioso do que à produção dentro das quatro linhas.

    “Danilo é um jogador muito importante, não só em campo. É seguro que estará na lista final porque eu gosto dele. Como caráter, como personalidade, também como jogo”, disse o italiano, em clara gradação na lista de qualidades. “Entre os defensores estará o Danilo.”

    Desde que assumiu a seleção, além dos já citados, o treinador convocou Vanderson, 24, do Monaco, que está em recuperação de lesão, Paulo Henrique, 29, do Vasco, e Vitinho, 26, do Botafogo. Ibañez, 27, zagueiro do Al Ahli que esteve no último chamado, também pode ser adaptado à lateral direita.

    Não é tão diferente a situação na esquerda. No cenário atual, pelas indicações do comandante, os escolhidos serão os defensivos Alex Sandro, 35, do Flamengo, e Douglas Santos, 32, do Zenit.

    Carletto chegou a demonstrar confiança em Caio Henrique, 28, do Monaco, outro que está em recuperação de lesão. Também testou Carlos Augusto, 27, da Inter de Milão, Luciano Juba, 26, do Bahia, e Kaiki, 23, do Cruzeiro. Há entre alvinegros um clamor por Matheus Bidu, 26, talentoso com a bola no pé e em ótima fase no Corinthians, mas parece altamente improvável que alguém seja levado à Copa sem nenhuma experiência anterior na seleção.

    Esse é o cenário nas laterais, frágeis para o padrão histórico do Brasil. A prioridade, pelo que aponta o comandante, será dada a jogadores defensivamente sólidos, capazes de fazer desarmes e iniciar contragolpes para os atacantes velozes do time, como Vinicius Junior.

    Não será com Djalma Santos e Nilton Santos que a equipe verde-amarela buscará o troféu de 2026, como fez em 1958 e em 1962. O pôster do hexa, se ele vier, poderá ter Douglas Santos.

    Brasil, penta com Djalma, Nilton, Carlos, Cafu e Roberto, sofre nas laterais

  • Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

    Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

    O advogado-geral da União não conseguiu, na quarta-feira (29), a quantidade de votos necessária para virar ministro da corte, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), opor-se à indicação.

    ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lideranças evangélicas lamentaram a reprovação de Jorge Messias no STF (Supremo Tribunal Federal), mas colocaram o episódio na conta do presidente Lula (PT).

    O advogado-geral da União não conseguiu, na quarta-feira (29), a quantidade de votos necessária para virar ministro da corte, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), opor-se à indicação.
    Lideranças evangélicas haviam declarado apoio à nomeação, apesar de o nome do AGU dividir religiosos com mandato. A divergência vinha pelo fato de ele ser próximo a Lula e ser lido pelo segmento, majoritariamente à direita, como alinhado à esquerda.

    O bispo Robson Rodovalho, fundador da Igreja Sara Nossa Terra, afirma que Messias se saiu bem na sabatina, mas enfrentou contra si a insatisfação com o governo Lula. “Caíram no colo dele todas as insatisfações, todas as promessas não cumpridas do governo”, afirma Rodovalho.

    Ele diz entender que Messias “se explicou bastante durante a sabatina” sobre ações que tomou como advogado-geral. No encontro com os senadores, o indicado de Lula disse ser totalmente contra o aborto, tema levantado por conservadores em razão de um parecer da AGU contra uma norma do CFM (Conselho Federal de Medicina) que vetava um procedimento necessário para o aborto legal em gestações avançadas.

    Na sabatina, Messias também justificou pedidos de prisão durante ataques golpistas do 8 de Janeiro, assunto também levantado pela oposição. “Nunca vou me alegrar em adotar medidas constritivas de liberdade de alguém, eu fiz por obrigação, por dever de ofício. […] Não fiz com alegria, fiz com dor”, afirmou.
    Apesar de ter defendido a nomeação, Rodovalho diz que as lideranças evangélicas veem com tranquilidade a rejeição, pois “não obstante os méritos do Messias, ele é muito posicionado à esquerda”.

    “Agora surge a possibilidade de que o próximo presidente possa indicar essa vaga. E pode não ser o Lula”, afirmou Rodovalho, que também é presidente do Concepab (Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil).

    O apóstolo César Augusto, fundador da Igreja Fonte da Vida, diz lamentar a rejeição, por não levar a mais um evangélico ao STF, mas avalia que a derrota maior é do governo Lula.

    “Acho que as pessoas não votaram contra a capacidade jurídica ou a pessoa do Messias, ainda que ele tenha posicionamentos que alguns conservadores não entendem, mas votaram contra a ação do presidente Lula.”

    O pastor diz que mais um evangélico no Supremo seria importante para o segmento, mas que “a vida continua”.

    “Não deu, não deu. Agora é tocar o barco para frente. A derrota maior é do governo Lula, com certeza.”

    Para o pastor Silas Malafaia, presidente da ADVEC (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), “a derrota de Messias não é propriamente dele, é a derrota acachapante de Lula”, porque a indicação é um direito do presidente.

    “Quem foi derrotado foi Lula, e com recado para o STF”, afirmou Malafaia à reportagem. O pastor disse acreditar que qualquer indicado do político seria derrotado. “Não tem nada a ver com Messias, tem tudo a ver com Lula, com esse momento político e de intromissão do Judiciário em tudo que é lugar, se tornando uma instituição terrivelmente política.”

    Antes da derrota, Malafaia havia criticado Messias, a quem chamou de “esquerdopata gospel”, mas não se contrapôs à indicação por, segundo ele, uma questão de coerência e respeito à prerrogativa do presidente.

    O pastor pentecostal William Douglas, por sua vez, que é juiz federal no TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) e professor de direito constitucional, se disse “profundamente triste” com o resultado.

    Apesar do perfil conservador, ele afirma não considerar correto misturar “divergência ideológica com avaliação de capacidade”.

    “Na minha avaliação, o Senado errou”, declarou em nota. “A Constituição confere ao presidente da República a prerrogativa de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal, cabendo ao Senado rejeitar apenas quando ausentes os requisitos constitucionais -e não por razões políticas, circunstanciais ou de conveniência.”

    William Douglas, que já foi cotado para uma vaga no Supremo na gestão de Jair Bolsonaro (PL), concorda que a rejeição não foi direcionada a Messias, mas ao contexto político envolvendo o presidente Lula.

    Segundo ele, decisões como a de quarta-feira “não atingem o nome de quem foi rejeitado, mas revelam os critérios que prevaleceram na sua rejeição -e isso deixa marcas no padrão de Justiça que a República escolhe para si”.

    Pastores lamentam Messias fora do STF, mas colocam rejeição na conta de Lula

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  • À disposição no Santos, Gabigol tem números discretos no gramado sintético

    À disposição no Santos, Gabigol tem números discretos no gramado sintético

    BRUNO LIMA
    SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Ao contrário de Neymar, o centroavante Gabigol garantiu que está pronto para encarar o Palmeiras, sábado (2), no Allianz Parque. Após o empate com o San Lorenzo, o camisa 9 afastou os boatos de que teria restrições a atuar em gramados artificiais, mesmo com números discretos nesse tipo de piso.

    Desde que a tecnologia foi adotada por clubes brasileiros, em 2016, Gabigol participou de 15 jogos em gramados sintéticos e marcou cinco gols. Média de 0,33 gols por partida.

    SECA NO ALLIANZ PARQUE

    Apesar de o Palmeiras ser uma de suas maiores vítimas – com 14 gols marcados na carreira -, Gabigol vive um jejum curioso: ele nunca balançou a rede no sintético palmeirense.

    Considerando também a Arena Barueri, o centroavante jogou duas partidas contra o Palmeiras em grama artificial e teve desempenho discreto em ambas.
    Antes da adoção da tecnologia, porém, o atual camisa 9 do Santos castigou o Palmeiras três vezes. Uma pelo próprio Peixe, em 2016, e duas, no mesmo jogo, em 2019, com a camisa do Flamengo.

    À VONTADE NA ARENA, SECA EM BH

    O melhor aproveitamento do atacante no piso artificial é na Arena da Baixada, onde ele acumula 11 partidas disputadas.

    Na casa do Athletico-PR, Gabigol marcou todos os seus cinco gols feitos em gramados sintéticos.

    Por outro lado, na Arena MRV, o atacante passou em branco nas duas vezes em que enfrentou o Atlético-MG desde que a tecnologia foi instalada. É preciso ressaltar que essas duas participações se resumem a apenas 25 minutos em campo.

    O centroavante ainda não enfrentou Botafogo e Chapecoense desde que os clubes instalaram seus gramados artificiais.

    À disposição no Santos, Gabigol tem números discretos no gramado sintético

  • Guerra no Irã pressiona custos da construção civil no Brasil

    Guerra no Irã pressiona custos da construção civil no Brasil

    Dados recentes mostram que a alta já aparece nos indicadores. O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) acelerou 1,04% em abril, após registrar alta de 0,36% em março, refletindo o encarecimento de insumos para as obras, em movimento associado à disparada do petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e logística global.

    ANA PAULA BRANCO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A escalada da guerra no Irã pressiona os custos da construção civil no Brasil, com impacto disseminado sobre materiais, fretes e planejamento das obras, mas sem sinais, por ora, de desabastecimento.

    Dados recentes mostram que a alta já aparece nos indicadores. O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) acelerou 1,04% em abril, após registrar alta de 0,36% em março, refletindo o encarecimento de insumos para as obras, em movimento associado à disparada do petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e logística global.

    A inflação preocupa construtores que vão da incorporação imobiliária às obras de infraestrutura. Para o mercado imobiliário, os preços mais altos chegam em um ano em quem especialistas projetavam um cenário de recuperação, impulsionado por um pacote de medidas governamentais e uma expectativa de queda gradual da taxa dos financiamentos.

    Esses aumentos também colidem com o esforço do governo Lula de ampliar o acesso ao financiamento imobiliário. Em março, o conselho curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou a ampliação da renda máxima das famílias elegíveis ao Minha Casa, Minha Vida e do teto dos imóveis que podem ser financiados pelo programa, que é uma vitrine eleitoral de gestões petistas.

    “O INCC de abril mostrou que [a guerra] já está impactando no preço dos produtos. A tendência parece ser um fato e o [INCC] de maio ser impactado também”, diz Dionysio Klavdianos, vice-presidente de inovação da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). “Temos ouvido relatos de aumentos de até 30%. Se isso persistir, haverá impacto no custo das obras e, posteriormente, no preço dos imóveis.”

    O barril de petróleo do tipo Brent, referência internacional, se aproxima de US$ 115 (cerca de R$ 572) em meio à deterioração das relações entre Estados Unidos e Irã e às ameaças envolvendo o estreito de Hormuz -por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

    Os dados do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) apontam que os principais aumentos em abril ocorreram em itens como massa de concreto, cimento, tubos e conexões de PVC -derivados de petróleo-, além de vergalhões e arames de aço ao carbono.

    Em abril, o preço do alumínio atingiu o maior valor em quatro anos em meio à guerra no Irã. O Oriente Médio é responsável por cerca de 9% da oferta global do metal.

    Pelo menos três casas de análise de ações -BTG Pactual, Itaú BBA e Santander- disseram em relatórios divulgados recentemente que os custos pós-guerra podem mexer com as perspectivas do setor. Analistas do BTG Pactual afirmaram que os preços mais alto de materiais como concreto, PVC e alumínio ainda não foram integralmente incorporados aos índices de inflação do setor. O principal risco, de acordo com os analistas, é que as incorporadoras precisem elevar o preço dos imóveis, o que afetaria a demanda dos consumidores.

    “Estamos ficando mais cautelosos em relação a incorporadoras, particularmente com as de baixa renda”, afirmaram os analistas do BBA.
    No início de abril, dez entidades da construção civil enviaram ofícios à Casa Civil e aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e das Relações Institucionais pedindo medidas emergenciais diante da disparada dos preços de insumos.

    A proposta inclui a criação de um normativo temporário que estabeleça uma referência para a variação dos índices contratuais -em patamar considerado “justo e suportável”- e permita reajustes mensais enquanto durar o cenário de exceção.

    Além de derivados do petróleo, o preço dos combustíveis também está em alta, impactando diretamente no valor do frete e pressionando toda a cadeia da construção. “O impacto mais imediato é no frete, devido ao diesel. E o frete tem peso relevante, porque é assim que os materiais chegam às obras”, diz Klavdianos.

    Para tentar conter a alta do diesel, o governo federal criou uma série de medidas, incluindo isenção de impostos federais e incentivo à importação.

    Apesar da alta dos custos, a construção civil descarta, neste momento, uma crise de oferta semelhante à observada durante a pandemia. “Não há falta de materiais e não tem nada paralelo com o que houve na pandemia. Agora, as fábricas estão funcionando. Conseguimos trabalhar”, diz Klavdianos.

    O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, afirma que o impacto atual é predominantemente de custo, não de oferta, ao longo da cadeia produtiva. Materiais como resinas, polímeros e tintas também já registram alta.

    O principal problema, segundo o setor, é a imprevisibilidade. A volatilidade internacional dificulta o planejamento financeiro das empresas, a formação de preços e a negociação com fornecedores. O setor, que opera com ciclos longos, depende de maior estabilidade para precificar lançamentos e contratos.

    Há ainda limitações estruturais que agravam a exposição ao cenário externo. Diferentemente de outros setores, a construção civil tem baixa capacidade de estocagem. Insumos como concreto e aço são adquiridos conforme o avanço das obras, o que reduz a possibilidade de antecipar compras e proteger margens.

    Mesmo assim, empresas com maior capacidade financeira vêm tentando se antecipar. “Quem tem caixa e consegue armazenar está antecipando compras para formar estoque”, afirma Klavdianos.

    Os custos mais recentes da construção ainda não aparecem nos imóveis que estão sendo entregues, porque esses empreendimentos foram orçados e vendidos há dois ou três anos, quando insumos, mão de obra e crédito estavam em patamares menores.

    A alta atual, porém, já altera a conta dos novos projetos. Com materiais mais caros, fretes pressionados e maior incerteza no planejamento, incorporadores tendem a rever lançamentos, enxugar margens ou repassar preços, o que pode encarecer as próximas entregas e reduzir o ritmo de obras se o cenário se mantiver por tempo prolongado.

    Segundo os analistas do Santander, os balanços das incorporadoras do primeiro trimestre, que começam a ser divulgados nesta semana, devem mostrar que as empresas começam a incluir o preço mais alto do petróleo em seus custos, até mesmo com revisão de orçamentos.

    Muitas empresas têm buscado se defender da escalada de preços. “As construtoras têm resistido a pedidos de reajuste sem comprovação clara de aumento nos custos de produção, solicitado esclarecimentos aos fornecedores e buscado trazer os reajustes para patamares mais equilibrados, além de redobrar a atenção ao planejamento diante da volatilidade”, diz Estefan, do SindusCon-SP.

    Guerra no Irã pressiona custos da construção civil no Brasil

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  • Ex-Miss é presa por se passar por médica e deixar pacientes desfigurados

    Ex-Miss é presa por se passar por médica e deixar pacientes desfigurados

    Segundo informações divulgadas pelo site Radar Online nesta sexta-feira (1º), ela teria provocado ferimentos graves em pacientes, deixando alguns deles “desfigurados”.

    Jenny Rahmadi Fitri, que já participou do Puteri Indonésia, um dos concursos de beleza mais importantes do país, acabou presa após ser acusada de se passar por médica e realizar cirurgias plásticas ilegais. Segundo informações divulgadas pelo site Radar Online nesta sexta-feira (1º), ela teria provocado ferimentos graves em pacientes, deixando alguns deles “desfigurados”.

    Natural da região de Riau, Fitri não possui formação na área da saúde, mas ainda assim operou por mais de cinco anos à frente da própria clínica, a Arauana Beauty Aesthetic Clinic, sem qualquer autorização legal. Apresentando-se como especialista em procedimentos estéticos, ela atraía clientes oferecendo preços reduzidos e condições vantajosas.

    Um dos casos relatados envolve uma paciente que pagou por um facelift, mas enfrentou complicações sérias após o procedimento. A vítima apresentou sangramentos intensos e infecções durante o período de recuperação, necessitando de atendimento médico posterior.

    Ade Kuncoro, diretor do departamento de investigação da Polícia de Riau, afirmou: “A vítima teve feridas e inchaço severo, o que exigiu tratamento adicional e cirurgias em várias unidades de saúde em Batam”. Apesar de não correr risco de vida, a paciente ficou “permanentemente desfigurada” e possui cicatrizes que impedem o crescimento de cabelo em determinadas áreas da cabeça.

    De acordo com as autoridades, pelo menos 15 pessoas foram afetadas, mas esse número pode aumentar conforme o avanço das investigações. Entre as principais queixas registradas estão “trauma psicológico, desfiguração e sequelas permanentes”, indicando a gravidade dos danos causados pelas intervenções realizadas ilegalmente.

    Ex-Miss é presa por se passar por médica e deixar pacientes desfigurados

  • Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

    Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

    Após o episódio, a funcionária deixou a sala e acionou outros membros da equipe médica. O senador, no entanto, teria recusado atendimento posterior. A vítima relatou dor e vermelhidão no rosto e afirmou estar com receio de reencontrá-lo.

    Uma técnica de radiologia procurou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para registrar uma ocorrência contra o senador Magno Malta (PL-ES), acusando-o de agressão durante atendimento no hospital DF Star. De acordo com o relato, o parlamentar teria dado um tapa em seu rosto e a ofendido verbalmente, chamando-a de “imunda” enquanto realizava um exame. O hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso, registrado na quinta-feira (30).

    Segundo a profissional, o senador estava internado para a realização de uma angiotomografia de tórax e coronariana. Ela era responsável por conduzi-lo até a sala, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo a aplicação de soro para acesso venoso. Durante a injeção de contraste, o equipamento detectou uma oclusão e interrompeu automaticamente o exame. Ao verificar, a técnica identificou extravasamento do líquido no braço do paciente.

    Ainda conforme o depoimento, ao explicar que seria necessário fazer compressão no local afetado, o senador reagiu de forma agressiva. Ele teria se levantado e, quando a profissional tentou auxiliá-lo, a atingiu com um tapa no rosto, chegando a entortar seus óculos. Além disso, teria proferido ofensas como “imunda” e “incompetente”.

    Após o episódio, a funcionária deixou a sala e acionou outros membros da equipe médica. O senador, no entanto, teria recusado atendimento posterior. A vítima relatou dor e vermelhidão no rosto e afirmou estar com receio de reencontrá-lo. O caso será investigado pela PCDF.

    Em nota, o hospital declarou que está prestando suporte à colaboradora e permanece à disposição das autoridades. Já o senador alegou falha técnica no procedimento, afirmando que havia alertado sobre dores intensas. “Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento). Ressalta-se que Magno Malta possui dificuldades de locomoção e poderia ter sofrido queda ou agravamento do quadro em razão da desorientação causada pelo episódio, o que evidencia a gravidade e a irresponsabilidade da condução adotada”, disse.

    Questionado sobre a agressão, afirmou lembrar apenas da dor causada pelo contraste.

    O parlamentar foi internado após passar mal a caminho do Congresso Nacional. Em vídeo, declarou: “Estou no hospital. Acabei de fazer uma tomografia e, graças a Deus, estou bem. Queria estar no plenário para me pronunciar, porque hoje é um dia muito importante. Mas estou bem. Vou voltar mais forte”.

    Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

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  • Shakira lota as areias de Copacabana em ensaio para show deste sábado

    Shakira lota as areias de Copacabana em ensaio para show deste sábado

    A própria artista também apareceu, pouco antes da apresentação, acenando para os fãs na sacada do hotel, fazendo expressões de surpresa diante da multidão.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Shakira lotou as areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, em frente ao hotel Copacabana Palace, na noite desta sexta, para o ensaio do show que ela apresentará no palco no sábado. Em vídeos nas redes sociais, fãs mostram uma multidão em clima de Carnaval à espera da colombiana, mesmo ainda com uma barreira de tapumes barrando a visão mais próxima ao palco.

    A própria artista também apareceu, pouco antes da apresentação, acenando para os fãs na sacada do hotel, fazendo expressões de surpresa diante da multidão.

    O show no Rio de Janeiro é gratuito e aberto ao público, a partir das 21h30 deste sábado. A diva se apresenta depois de Lady Gaga e Madonna tomarem o mesmo palco nos anos anteriores. Nesta sexta, acontece a passagem de som e o teste de luz da estrutura.

    No sábado, a expectativa é de um repertório que combine faixas do álbum mais recente de Shakira com sucessos de diferentes fases da carreira. Entre as músicas mais prováveis estão canções novas, como “Puntería” e “La Fuerte”, além de hits como “Hips Don’t Lie”, “Chantaje” e “Suerte (Whenever, Wherever)”. Parcerias recentes, como “TQG”, com Karol G, e “BZRP Music Sessions #53”, com Bizarrap, também devem aparecer, além de “Choka Choka”, com Anitta, e uma possível participação de Ivete Sangalo, segundo rumores que circularam nesta sexta.

    O repertório ainda deve abrir espaço para momentos nostálgicos, com músicas como “Antología”, “Estoy Aquí” e “Pies Descalzos, Sueños Blancos”.

    Shakira lota as areias de Copacabana em ensaio para show deste sábado

  • Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

    Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

    Jesús Olmo Navas ocupou o cargo de responsável pelo departamento clínico do Real Madrid entre 2013 e 2017 e, em uma longa entrevista ao jornal britânico The Sun, revelou alguns dos principais “segredos” de Cristiano Ronaldo. Segundo ele, o craque só chegou ao topo graças à enorme dedicação ao treinamento individual.

    “Ele tem muito talento, mas não era o jogador mais talentoso que já vi. Para mim, Messi, Marcelo e até Gareth Bale eram mais talentosos. Mas o Cristiano tinha algo diferente: a capacidade de treinar. Tudo começou no Manchester United”, afirmou o especialista, que hoje tem sua própria clínica em Londres.

    “Ele costumava me dizer: ‘Comecei a treinar sozinho quando fui para Manchester, porque via o tempo ruim e não tinha mais nada para fazer. É uma cidade terrível. O que eu podia fazer?’. Então começou a treinar por conta própria. Treinava com a equipe por 45 minutos e depois sozinho por três ou quatro horas em casa, onde tinha estrutura de treino”, acrescentou.

    Segundo Olmo, essa prática não era comum na época: “Hoje em dia vemos nas redes sociais muitos jogadores com treinadores pessoais, mas naquela época só Ronaldo e Sergio Ramos faziam isso. Depois, isso se espalhou por toda a equipe — e é por isso que éramos tão bons”.

    Ele destacou ainda a cultura competitiva dentro do elenco: “Os jogadores competiam entre si para jogar no fim de semana. Se você cria essa mentalidade em um grande clube, ganha tudo. Quando o PSG tinha Messi, Neymar e Mbappé, eu dizia que era uma bagunça”.

    “Eles jogavam no fim de semana apenas pelo nome. Não havia cultura de esforço”, completou Olmo, que participou de conquistas importantes do clube, como três Ligas dos Campeões, três Supercopas da UEFA, dois Mundiais de Clubes, um Campeonato Espanhol, uma Copa do Rei e uma Supercopa da Espanha.

    A trajetória de Cristiano Ronaldo no Real Madrid

    Revelado pelo Sporting, Cristiano Ronaldo chegou ao Real Madrid no verão de 2009, vindo do Manchester United, por cerca de 100 milhões de euros — valor que, na época, fez dele o jogador mais caro da história do futebol.

    O português atuou pelo clube por nove temporadas, nas quais marcou 450 gols e deu 120 assistências em 438 jogos oficiais. Durante esse período, conquistou quatro Ligas dos Campeões, duas Supercopas da UEFA, três Mundiais de Clubes, dois Campeonatos Espanhóis, duas Copas do Rei e duas Supercopas da Espanha.

    A despedida do Santiago Bernabéu aconteceu em 2018, quando foi vendido à Juventus por mais de 100 milhões de euros. Depois, retornou ao Manchester United em uma passagem pouco marcante e, posteriormente, se transferiu para a Arábia Saudita, onde atualmente joga pelo Al Nassr.

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