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  • Fiuk se irrita por música sobre depressão virar meme

    Fiuk se irrita por música sobre depressão virar meme

    Trecho da canção mostra cantor fumando no chuveiro. “Transformaram dor em deboche”, disse o artista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cantor Fiuk resolveu expor algumas de suas vulnerabilidades em formato de música, mas acabou sofrendo com deboche e sarcasmo nas redes sociais.

    Após lançar a canção “Depressão”, que aborda temas como a ansiedade e o abandono, ele usou seu perfil para dizer que se sentiu triste por ver que trechos da música viraram memes. Em um desses trechos, ele aparece fumando debaixo de um chuveiro.

    “Vocês ouviram uma frase e esqueceram de escutar a música inteira. Transformaram de uma maneira engraçada, dor em deboche, saudade em ofensa e, o mais louco, não estava falando só de mim”, afirmou.

    Segundo ele, que afirma já ter passado por transtornos de saúde mental, a música tem como intuito fazer refletir sobre quem sofre em silêncio. “Não, isso aqui não é um surto, isso aqui não é vitimismo e muito menos marketing, isso é só um cara cansado de ver gente machucada querendo machucar os outros de volta”, comentou.

    Na sequência, ele afirma que o lançamento não tem a pretensão de parecer perfeito, mas de mostrar o verdadeiro Fiuk.

    “Eu cantar uma música sobre família, sobre pai, sobre mãe, sobre precisar de conselho, entendo que é difícil. A internet virou um lugar estranho. As pessoas estão tão machucadas que elas começam a tentar culpar os outros pela própria ferida. A música não é um ataque, só um espelho.”

    Fiuk se irrita por música sobre depressão virar meme

  • Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega a R$ 3.722

    Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega a R$ 3.722

    O trimestre encerrado em março é o segundo consecutivo em que o salário médio supera a casa dos R$ 3,7 mil. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE

    O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026. Esse valor representa acréscimo real – já descontada a inflação – de 5,5% em relação ao registrado no mesmo período de 2025. É o maior registrado em toda série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

    O trimestre encerrado em março é o segundo consecutivo em que o salário médio supera a casa dos R$ 3,7 mil. No período de três meses terminado em fevereiro, o rendimento foi de R$ 3.702. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando o valor era de R$ 3.662, houve expansão de 1,6%.

    Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

    A pesquisa do IBGE coleta informações de dez grupos de atividades. Em oito deles, o rendimento médio ficou estável (sem variação significativa). Em dois, houve aumento médio de salários: no comércio, alta de 3% (mais R$ 86); na administração pública, 2,5% (mais R$ 127).

    CausasA coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, considera que parte desse rendimento recorde pode ser atribuída ao aumento do salário mínimo, no começo de janeiro, fixado em R$ 1.621.

    “Pode ter uma participação já dessa questão do reajuste do salário mínimo, que é uma recomposição e até ganhos reais [acima da inflação].”

    No entanto, a analista destaca outro fator: no primeiro trimestre de 2026 houve redução de 1 milhão de pessoas na quantidade de trabalhadores ocupados em comparação com o quarto trimestre de 2025.

    A diminuição do contingente foi mais concentrada em trabalhadores informais, que ganham menos.

    “Então, a média de rendimento dos que estão ocupados nesse primeiro trimestre de 2026, comparativamente, é maior que a média de rendimento do quarto trimestre”, completa.

    Rendimentos

    A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a massa de rendimento dos trabalhadores ficou em R$ 374,8 bilhões, também a maior já apurada na série histórica.

    Esse montante é o somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança.

    Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a massa salarial cresceu 7,1% acima da inflação. Isso representa, no total, R$ 24,8 bilhões a mais na mão dos trabalhadores no intervalo de um ano.

    Previdência

    O IBGE identificou que a parcela de pessoas contribuintes para fins de previdência no primeiro trimestre de 2026 ficou em 66,9% dos trabalhadores ocupados.

    Esse é a maior proporção já registrada pela pesquisa e representa 68.174 milhões de trabalhadores protegidos socialmente.

    Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

    O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

    De acordo com Adriana Beringuy, a explicação para o recorde de participação está na queda da informalidade. “Os informais contribuem menos para a previdência.”

    No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.

    No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%.

    O IBGE esclarece que um trabalhador informal (por exemplo, um conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

    Desemprego menor

    A Pnad é o principal retrato do emprego no país e apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

    No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego ficou em 6,1%, a menor já registrada para o período.

    Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

    Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega a R$ 3.722

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  • História saberá fazer justiça à trajetória de Jorge Messias, diz Gilmar Mendes

    História saberá fazer justiça à trajetória de Jorge Messias, diz Gilmar Mendes

    “Sempre afirmei publicamente que ele (Jorge Messias) reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição”, afirmou Gilmar

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes exaltou o advogado-geral da União Jorge Messias, cuja indicação à Corte foi rejeitada pelo Senado na quarta-feira, 29. Em publicação nas redes sociais nesta quinta, 30, Gilmar ponderou que a decisão do Senado deve ser respeitada, mas classificou Messias como “um dos maiores juristas” do Brasil e disse que a “história saberá fazer justiça à sua trajetória”.

    “Trata-se de um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória, marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público, fala por si. Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição”, afirmou Gilmar.

    O ministro também ressaltou que o indicado se submeteu ao escrutínio público por cinco meses “em meio a turbulências e, por vezes, a graves ataques à sua honra”.

    “Portou-se, em todos os momentos, com coragem, dignidade e humildade. A história saberá fazer justiça à sua trajetória, diante do seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e dos relevantes serviços que já prestou às instituições. O Brasil ganha em tê-lo onde estiver”, concluiu Gilmar.

    História saberá fazer justiça à trajetória de Jorge Messias, diz Gilmar Mendes

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  • Prefeita pop de Gênova desponta como adversária de Meloni

    Prefeita pop de Gênova desponta como adversária de Meloni

    Ex-lançadora de martelo, Silvia Salis competiu nas Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012. Uma de suas primeiras medidas como prefeita foi emitir certidões de nascimento para crianças com duas mães

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – Ela é mãe, católica, loira, jovem e tem boa capacidade de comunicação com os eleitores. No passado, essas palavras foram usadas para descrever Giorgia Meloni em sua trajetória política. Agora, os mesmos termos têm sido associados a Silvia Salis, prefeita de Gênova. Mas as semelhanças entre ela e a primeira-ministra italiana param por aí.

    Eleita em maio de 2025 para administrar a importante cidade portuária do norte da Itália, Salis, 40, vem sendo chamada de “anti-Meloni”. Ela é de centro-esquerda e chegou ao cargo apoiada pelos principais partidos que fazem oposição ao governo.

    Sua figura ganhou projeção nacional depois que a conservadora Meloni, 49, perdeu o referendo constitucional do fim de março. A primeira-ministra se empenhou pessoalmente na campanha pelo “sim”, mas a reforma ligada ao sistema judiciário foi rejeitada por 53% dos eleitores.

    Desde então, os preparativos para as eleições legislativas de 2027 se intensificaram. Ajustes vêm sendo feitos internamente pelos partidos de direita que formam a coalizão no poder, e Meloni tenta manter seu Irmãos da Itália em primeiro lugar nas intenções de voto, como é hoje.

    Já a oposição viu no resultado do referendo um sinal de insatisfação popular contra o governo, uma oportunidade para derrotá-lo nas urnas. Entre as legendas de centro-esquerda, abriu-se um debate sobre como definir o candidato mais competitivo. Os holofotes encontraram Salis.

    No início de abril, seu nome ganhou ainda mais destaque depois de uma entrevista à Bloomberg, na qual disse que levaria em consideração um eventual convite para representar a oposição unida na disputa do ano que vem.

    Dias depois, publicou nas redes sociais fotos suas no palco de uma apresentação da DJ belga Charlotte de Witte em uma praça de Gênova. Em um mês, Salis ganhou mais de 200 mil seguidores no Instagram.

    Com 558 mil, ela tem mais seguidores do que os prefeitos de Roma, Milão e Nápoles juntos. Nesta semana, está na capa da edição italiana da revista Vanity Fair.

    Salis foi eleita prefeita de Gênova, onde nasceu, como outsider da política. Ela não é filiada a um partido, o que contribuiu para unir uma ampla coalizão em torno do seu nome. Filha de um ex-operário e uma ex-funcionária da prefeitura, é casada com um diretor de cinema e tem um filho pequeno.

    Sua carreira foi no esporte. Na adolescência começou a praticar atletismo e se especializou no lançamento de martelo. Ganhou medalhas nacionais, competiu fora da Itália e participou das Olimpíadas de Pequim-2008 e Londres-2012, sem bons resultados.

    Deixou as competições após uma lesão e passou a atuar como dirigente esportiva. Em 2016, foi eleita para um cargo na federação de atletismo e passou a fazer parte do Comitê Olímpico Nacional Italiano, do qual se tornou vice-presidente em 2021.

    Há dois anos, chamou a atenção fora do mundo esportivo ao ser convidada para um evento organizado pelo ex-premiê Matteo Renzi, famoso por seu bom faro político. “Sempre fui apaixonada por política, sou formada em ciência política. E rapidamente me senti confortável na política esportiva”, disse Salis no evento.

    Cerca de um ano depois, foi a mais votada em Gênova, com uma campanha centrada no combate à desigualdade e na atenção aos bairros periféricos.

    “Foi um percurso construído, não improvisado, aproveitando que as forças de centro-esquerda havia muito tempo que não conseguiam apresentar um rosto novo”, diz à Folha Mara Morini, professora de ciência política da Universidade de Gênova. “Ela chegou ao lugar certo na hora certa. É mulher, jovem, com grande capacidade oratória e carismática.”

    Uma das primeiras medidas como prefeita foi emitir certidões de nascimento para crianças com duas mães. Em 2023, o governo Meloni contestou o registro com genitores do mesmo sexo, forçando as famílias a uma batalha burocrática. Em 2025, a Justiça considerou o veto ilegítimo.

    Prestes a completar um ano na administração da cidade, Salis enfrenta dificuldades na reorganização financeira da empresa de transporte público, que fechou 2024 com € 280 milhões em dívidas.

    Analistas dizem que é cedo para avaliar seu desempenho. “Ela tem dossiês difíceis, e vamos ver como conseguirá resolvê-los. Disso vamos entender efetivamente a qualidade e a eficácia das suas políticas públicas”, diz Morini.

    Enquanto os partidos discutem quem vai enfrentar Meloni, pesquisas mostram que Elly Schlein, líder do Partido Democrático (PD), é a preferida dos eleitores de centro-esquerda. Segundo o instituto YouTrend, ela é apontada por 41%, ante 25% de Salis. Outro no páreo é o ex-premiê Giuseppe Conte (Movimento 5 Estrelas), com 26% das preferências.

    Diante de divisões no “campo largo”, como é chamada a possível união da oposição, resta saber se Salis vai encarar o desafio.

    “Vamos ver a capacidade de Salis de avaliar se é melhor continuar em Gênova para evitar ser queimada em nível nacional ou aproveitar a chance de se apresentar como alternativa ao governo Meloni”, diz a professora Morini.

    Prefeita pop de Gênova desponta como adversária de Meloni

  • Entenda rejeição de Messias para vaga no STF e o que acontece agora

    Entenda rejeição de Messias para vaga no STF e o que acontece agora

    AGU enfrentou oposição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e não conseguiu quantidade de votos necessária. Reação do presidente Lula (PT) à derrota histórica pode vir na próxima semana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A indicação de Lula (PT) para levar o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) foi rejeitada no Senado nesta quarta-feira (29), em episódio considerado uma derrota histórica do petista.

    A nomeação de Messias sofreu resistência do presidente da Casa, David Alcolumbre (União Brasil -AP), que tinha como preferido o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

    Depois de Alcolumbre conseguir o apoio da maioria dos senadores, o advogado-geral da União não conseguiu a quantidade necessária de votos, de ao menos 41, para virar ministro.

    Entenda por que a rejeição aconteceu e os próximos passos.

    POR QUE MESSIAS NÃO VIROU MINISTRO DO STF?

    Na existência de vaga na corte, que tem 11 ministros, a indicação cabe ao presidente da República. O nome escolhido é sabatinado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e, em seguida, precisa ser aprovado por maioria absoluta do plenário da Casa. Assim, é necessário obter ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores.

    Na quarta-feira (29), Messias discursou aos senadores e foi sabatinado. Ele foi aprovado pela CCJ, por 16 votos a 11, e seguiu para a decisão do plenário. Nesta segunda etapa, porém, Messias alcançou apenas 34 dos 41 votos necessários na votação secreta. Por isso, ele não vai ser conduzido à cadeira do STF.

    QUEM SERÁ INDICADO AGORA PARA A VAGA DO SUPREMO?

    Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, aliados do presidente Lula divergem sobre o que fazer com a vaga no STF. Uma ala defende deixar a cadeira vaga para evitar nova derrota em ano eleitoral e diante da falta de tempo para nova sabatina antes do recesso de julho. Já outro grupo sugere indicar um nome “irrecusável” -preferencialmente uma mulher negra.

    QUANDO SERÁ ANALISADO O NOME DO NOVO MINISTRO?

    Políticos da oposição afirmaram que Alcolumbre sinalizou que a escolha ficará por conta do presidente eleito em outubro. A oposição considera que o senador só vai ceder e permitir a indicação por Lula se o escolhido for o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

    QUAL SERÁ A REAÇÃO DO GOVERNO LULA À DERROTA NO CONGRESSO?

    Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações).

    Uma reação do presidente à derrota, entretanto, é esperada para a semana que vem, após o feriado do 1º de maio e a identificação dos responsáveis pela derrota.

    O QUE ACONTECE NO STF COM A VAGA EM ABERTO?

    O STF tem duas turmas de julgamento. Na que opera com quatro ministros desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, prevalece automaticamente a decisão mais favorável ao réu.

    No plenário, as regras variam conforme a natureza do processo. Em julgamentos que exijam maioria absoluta, a questão é considerada decidida de forma contrária ao pedido em caso de empate. Já nas ações que questionam a constitucionalidade de um ato, a lei exige ao menos seis votos no mesmo sentido para que se reconheça ou afaste a validade de uma norma, o que pode forçar a suspensão do julgamento até a chegada de um novo ministro.

    Entenda rejeição de Messias para vaga no STF e o que acontece agora

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  • Novo sistema da Receita leva 257 mil declarações do Imposto de Renda à malha fina

    Novo sistema da Receita leva 257 mil declarações do Imposto de Renda à malha fina

    Divergência entre dados enviados por empresas e contribuintes em novo sistema da Receita tem sido problema. Contribuinte que está na malha por este motivo deve pedir correção dos dados a fontes pagadoras

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O número de declarações do Imposto de Renda retidas na malha fina cresceu em 2026. O principal motivo é a mudança de sistemas para fontes pagadoras -como empresas, planos de saúde e outras- informarecem os dados à Receita Federal.

    Segundo o Fisco, até o último dia 23 foram entregues pouco mais de 15,1 milhões de declarações, das quais 1,05 milhão (6,96%) ficaram retidas na malha, percentual superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando era de 5,22%. Desse total, 257,8 mil declarações estão retidas por causa de inconsistências geradas pelo novo modelo de cruzamento de dados.

    A mudança ocorre após o fim da Dirf (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte), substituída por dois sistemas, o eSocial e a EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), que passaram a fornecer dados mais detalhados e mensais sobre rendimentos, pagamentos efetuados e IR descontado.

    “A Receita Federal identificou, neste ano, um aumento pontual no número de declarações do Imposto de Renda retidas em malha fiscal, especialmente entre trabalhadores assalariados”, diz o fisco.

    Segundo José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, a mudança deveria ter ocorrido desde 2024, mas foi adiada por dois anos seguidos. Um deles porque os sistemas ainda não estavam adaptados e no outro, porque algumas empresas ainda não haviam se adaptado.

    A alteração, neste ano, ocorre a pedido, segundo ele. “Muita gente reclamava que já envia os dados pelo eSocial e tinha de fazer a Dirf, então neste ano, fizemos a mudança”, diz.

    A nova estrutura, no entanto, expôs erros no envio e na classificação de informações por parte das fontes pagadoras, especialmente pequenas e médias empresas ainda em adaptação ao sistema, diz a Receita, o que seria algo normal, está em monitoramento e em fase de tirar dúvidas das companhias.

    No início do prazo de entrega, 19,3% das declarações haviam caído na malha fina, cerca de dois em cada dez contribuintes. Esse índice recuou para 10,6% após a Receita identificar a origem do problema, concentrada principalmente em dados incorretos na declaração pré-preenchida.

    Entre os erros mais frequentes estão classificações erradas de rendimentos como salário, 13º e férias, códigos incorretos referentes aos dados da folha de pagamento, valores informados em duplicidade e divergências envolvendo rendimentos isentos ou despesas médicas, como planos de saúde declarados duas vezes.

    Esses problemas decorrem, em grande parte, de falhas técnicas na parametrização das chamadas “rubricas” salariais no eSocial, o que afeta o enquadramento correto do que é tributável e do que é isento.

    Em nota, a Receita diz que “esses erros são esperados quando ocorre a transição de um sistema para outro”, e orienta o contribuinte a seguir o informe de rendimentos enviado a ele pelo empregador, e não confirmar sem checar dados que estejam na declaração pré-preenchida.

    O fisco diz ter verificado que as empresas estão se adequando à nova metodologia e enviando retificações de suas informações. “Estas retificações são processadas em um prazo de sete dias, e o efeito delas é retirar as declarações dos contribuintes que haviam caído na malha fiscal por estas divergências”, afirma, lembrando que, na maioria dos casos, o contribuinte é retirado da malha fina automaticamente.

    “É importante esclarecer que a malha fiscal não é punição, mas uma etapa normal de conferência. Todos os anos, milhões de declarações passam por esse processo, especialmente no início da campanha, quando informações ainda estão sendo ajustadas, confirmadas ou retificadas por contribuintes e fontes pagadoras. Historicamente, cerca de 80% das declarações retidas inicialmente são liberadas automaticamente até o final do ano, após a correção das informações”, diz a nota.

    Novo sistema da Receita leva 257 mil declarações do Imposto de Renda à malha fina

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  • Presidente dos EUA republica mapa que renomeia Hormuz para 'estreito de Trump'

    Presidente dos EUA republica mapa que renomeia Hormuz para 'estreito de Trump'

    Imagem compartilhada na Truth Social mostra navios americanos navegando pelo canal. Passagem importante para o comércio de petróleo está bloqueada devido ao conflito entre Washington e Teerã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou numa rede social uma imagem que mostra o estreito de Hormuz, uma das principais rotas de energia do mundo, com o nome “estreito de Trump”.

    A imagem, compartilhada pelo líder republicado na plataforma Truth Social, é um mapa da região e retrata vários navios com a bandeira dos EUA navegando pelo canal. Atualmente, o estreito por onde passava antes da guerra cerca de um quinto do petróleo comercializado em todo o mundo está bloqueado devido ao conflito de Washington com o Irã, a despeito da entrada em vigor de um cessar-fogo.

    Diante do impasse no conflito e do aumento dos preços na energia global, os EUA tentam formar uma coalizão internacional com o objetivo de reabrir o estreito. Aliados de Washington, incluindo França e Reino Unido, já discutiram a possibilidade de participar da iniciativa, mas indicaram que só estariam dispostos a atuar após o fim das hostilidades.

    A coalizão deverá se chamar Construção da Liberdade Marítima. Os EUA não divulgaram mais detalhes sobre a iniciativa. Segundo a agência de notícias AFP, porém, Trump planeja manter o bloqueio naval contra portos iranianos por vários meses para pressionar a economia de Teerã.

    Já o regime iraniano disse que qualquer ataque dos EUA contra o país levará a “ataques longos e dolorosos” contra posições americanas na região. E o líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, escreveu em mensagem divulgada nesta quinta que os EUA sofreram uma derrota vergonhosa na guerra.

    Presidente dos EUA republica mapa que renomeia Hormuz para 'estreito de Trump'

  • Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

    Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

    Desde 2022, país ganhou 58 posições no levantamento global. Em relação ao ano de 2025, o Brasil cresceu 11 posições

    O Brasil chegou à 52ª colocação no último ranking que avalia a liberdade de imprensa no mundo. Com o resultado, o país cresceu 58 posições desde 2022 e ultrapassou, pela primeira vez, os Estados Unidos, que ocupa a posição 64.

    O levantamento foi divulgado, na quinta (30), pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF). 

    Em relação ao ano de 2025, o Brasil cresceu 11 posições. Na América do Sul, ficou atrás apenas do Uruguai, que está na 48ª colocação. Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, no entanto, o caso de melhora brasileiro é uma das exceções no mundo. 

    “Trata-se de um avanço muito expressivo em um contexto em que a maioria dos países tem vivido um cenário de deterioração”, considerou o diretor da ONG para América Latina, o jornalista brasileiro Artur Romeu. 

    Para ele, o Brasil é um ponto fora da curva com evolução depois dos momentos de tensão durante o governo de Jair Bolsonaro, quando havia ataques diários contra jornalistas. “Um dos marcadores é um cenário de volta à normalidade, a uma relação institucional dentro de um ambiente democrático entre um governo e a imprensa”, afirmou Romeu.

    Outro motivo de evolução brasileira foi não ter jornalistas assassinados no país, desde a morte de Dom Philips, em 2022, na Amazônia. Entre 2010 e 2022, foram 35 jornalistas assassinados no Brasil. Além disso, o país tem estruturado ações de proteção ao trabalho jornalístico.

    “O Brasil tem observado uma agenda da regulação das plataformas, de inteligência artificial, da defesa da integridade da informação e do enfrentamento à desinformação.”

    Outras medidas pontuais citadas pelo diretor na entidade foi a criação de um Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas e a adoção de um protocolo de investigação de crimes cometidos contra a imprensa. No entanto, Artur Romeu contextualiza que o crescimento do Brasil tem também relação com a degradação da situação em outras nações. 

    Parâmetro negativo

    A pontuação do Brasil subiu em torno de 11 pontos. Por outro lado, os Estados Unidos têm se tornado um parâmetro negativo, já que também encorajaram outros governos mais alinhados aos Estados Unidos a adotarem e reproduzirem práticas semelhantes. “Os efeitos disso vêm sendo constatados também na Argentina, do presidente Javier Milei. O país caiu já 69 posições desde 2022 para cá”.

    No caso dos Estados Unidos, segundo avalia o diretor da ONG, é que o governo opera para instrumentalizar uma visão deturpada de liberdade de expressão ao atacar a imprensa. “A gente vê, em vários desses países, uma lógica de hostilidade sistêmica ao trabalho da imprensa, que capitaliza ganhos eleitorais ao alimentar uma lógica de polarização política”.

    Pressões

    As ameaças não chegam apenas de representantes eleitos. Há, ainda como exemplo, a instrumentalização da Justiça para intimidar jornalistas e a imprensa. A imprensa brasileira também seria alvo de processos judiciais abusivos.

    “Há um cenário de criminalização do jornalismo, que é quando através de legislações são usadas para calar a imprensa.”

    Artur Romeu explica que, nos últimos quatro anos, quatro dos cinco indicadores do Brasil subiram. Apenas um caiu. Foi o que mede questões como a percepção de confiança da sociedade à imprensa, o volume e intensidade de campanhas de ódio contra jornalistas, a pluralidade de opiniões refletidas na imprensa e a percepção sobre autocensura de jornalistas.

    Pelo mundo

    “Pela primeira vez na história do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, mais da metade dos países do mundo se encontra em uma situação difícil ou grave”, apontou o relatório.

    Nos 25 anos em que é feito o ranking, a pontuação média de todos os países do mundo nunca foi tão baixa. A situação dos Estados Unidos, por exemplo, é observada no relatório em função de que o presidente Donald Trump transformou os ataques aos jornalistas, na avaliação dos pesquisadores, uma prática sistemática. Isso fez com que houvesse uma queda de sete posições neste ano.

    De acordo com o relatório, o jornalismo nas Américas apresenta tendência de autoridades que agravam as pressões por caminhos como “retórica hostil”, “restrições jurídicas e

    administrativas”, “acesso limitado à informação pública” e “instrumentalização dos sistemas jurídicos”. 

    No caso dos Estados Unidos, há ainda a prática de cortes orçamentários em emissoras públicas, interferências políticas na propriedade dos meios de comunicação e investigações com motivação política contra jornalistas e veículos de imprensa. 

    “Desde seu retorno ao poder, os jornalistas também passaram a ser alvo durante manifestações, o que reflete uma deterioração mais ampla que constitui uma das crises mais graves para a liberdade de imprensa na história moderna dos Estados Unidos”, ressalta o relatório.

    A Argentina, sob o governo de Javier Milei, também teve queda na situação de liberdade de imprensa. Chegou à 98ª posição após cair 11 posições. Já há uma perda de 69 posições desde 2022.

    Ainda nas Américas, o Equador teve a maior queda na região (com 31 posições), por causa do avanço do crime organizado que matou três jornalistas no último ano. O Peru (144ª), que teve quatro jornalistas assassinados no ano passado, perdeu 14 posições no ranking este ano. Isso significou queda de 67 posições desde 2022.

    Na América Central, El Salvador (na posição 143ª) manteve sua tendência de queda, com perda de 74 posições desde a chegada, em 2019, do presidente Nayib Bukele ao poder. 

    Na América do Norte, o México (122ª) é o país da região com uma das piores pontuações do indicador de segurança, perdendo apenas para a Nicarágua (172ª). Na lanterna da região, seguem países como Nicarágua (172ª), Cuba (165ª) e Venezuela (160ª), onde a liberdade de imprensa permanece em seu nível mais baixo. As piores posições globais são do Irã, China, Coreia do Norte e Eritreia, segundo o relatório.

    A melhor posição das Américas é a do Canadá (em 20º). Os 19 primeiros são todos europeus. O ranking é liderado pela Noruega, seguido da Holanda e da Estônia.

    Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

  • ‘Fim se aproximando’: a 30 gols do milésimo, CR7 fala em adeus à carreira

    ‘Fim se aproximando’: a 30 gols do milésimo, CR7 fala em adeus à carreira

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Cristiano Ronaldo está cada vez mais perto de duas importantes marcas em sua carreira: o seu milésimo gol, uma vez que ontem (29) anotou o 970º, e o título do Campeonato Saudita, que seria seu segundo pelo Al-Nassr. Também próximo, porém, está o fim de sua carreira, segundo o próprio craque.

    CR7 FALA EM ADEUS

    Após marcar um gol e ajudar o Al-Nassr a vencer o Al-Ahli por 2 a 0, ficando perto do título saudita, Cristiano Ronaldo deu uma declaração sobre seus últimos passos em campo.

    “Eu continuo jogando não só para esta geração, mas para a anterior e a que está por vir. Eu aprecio isso dia após dia, jogo após jogo, ano após ano, mesmo enquanto me aproximo do fim da minha carreira. Isso é um fato”, disse o português ao Canal GOAT.

    Para o maior goleador da atual geração, tão importante quanto a longevidade é que sua forma e boa fase sejam mantidas.

    “Minha carreira tem sido brilhante e eu quero mantê-la assim. Eu ainda aprecio isso, continuo marcando gols? mas acima de tudo, é sobre vencer. E nós realmente queremos vencer a liga”, concluiu o atacante.

    O gol de Cristiano Ronaldo contra o Al-Ahli foi o 970º de sua carreira. Com a quantidade de jogos restantes na temporada, é pouco provável que o craque de 42 anos alcance o milésimo até a Copa do Mundo, mas, com seu retrospecto recente, o feito pode ocorrer ainda este ano.

    Já o título saudita está mais perto: o Al-Nassr lidera o campeonato com 79 pontos, oito à frente do Al-Hilal, que tem um jogo a menos. Restam quatro rodadas para o fim da competição, o que significa que os líderes têm uma boa vantagem para administrar rumo à taça.

    ‘Fim se aproximando’: a 30 gols do milésimo, CR7 fala em adeus à carreira

  • Genial/Quaest: Daniel Vilela lidera cenários de 1º e 2º turno em Goiás

    Genial/Quaest: Daniel Vilela lidera cenários de 1º e 2º turno em Goiás

    Governador lidera cenários de primeiro turno e também vence adversários no segundo; para o Senado, liderança é da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), e segunda vaga registra empate técnico quádruplo

    Pesquisa Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral de Goiás divulgada nesta quinta-feira, 30, mostra que o governador Daniel Vilela (MDB) lidera os cenários de primeiro turno para o governo do Estado e também detém vantagem contra os seus adversários em um eventual segundo turno.

    Nos cenários de pesquisa estimulada, Vilela tem de 33% a 34% das intenções de voto. O instituto testou cenários com diferentes opções de candidaturas de esquerda, como Adriana Accorsi (PT), Edward Madureira (PT) e Cíntia Dias (PSOL). Nos três cenários avaliados, a segunda colocação é do ex-governador Marconi Perrilo (PSDB).

    Vilela também lidera os cenários de segundo turno. Contra Marconi Perrilo, venceria o tucano por 46% a 27% dos votos, com 12% de indecisos e 15% de votos brancos e nulos. Contra Wilder Morais, venceria por 51% a 21%, com 12% de indecisos e 16% de votos nulos ou brancos.

    A disputa ao Senado mostra a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) na liderança, com 22% de menções. Na sequência, quatro nomes aparecem em empate técnico no intervalo da margem de erro: Vanderlan Cardoso (PSDB) tem 12%, Zacharias Calil (MDB), 11%, Gustavo Gayer (PL), 10%, e Humberto Teófilo (Novo), 8%.

    Alexandre Baldy (PP) tem 5%, Oséias Varão, do PL, 3%, e Iure Castro, do Cidadania, 1%. Humberto Chaves e Marcelo Moreira, ambos do PSOL, não pontuaram. São 16% os indecisos, e 12% pretendem votar branco ou nulo para o cargo.

    A pesquisa Genial/Quaest fez 1.104 entrevistas a domicílio com eleitores de Goiás entre os dias 24 e 28 de abril. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais, e o nível de confiança é 95%. O levantamento foi registrado no TSE com o código GO-00211/2026.

    Genial/Quaest: Daniel Vilela lidera cenários de 1º e 2º turno em Goiás

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