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  • Justiça rejeita recurso do São Paulo para votação de impeachment de Casares

    Justiça rejeita recurso do São Paulo para votação de impeachment de Casares

    (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça de São Paulo rejeitou o recurso apresentado pelo São Paulo Futebol Clube contra a decisão que definiu as regras da votação do processo de impeachment do presidente Julio Casares, mantendo os termos fixados pela liminar que favorecem a condução da sessão em formato híbrido

    Em uma nova derrota judicial, o clube viu seu agravo de instrumento ser negado por instância superior, em decisão que confirmou a liminar da 3ª Vara Cível do Butantã, proferida pela juíza Luciane Cristina Silva Tavares. A medida havia determinado que a reunião do Conselho Deliberativo para deliberar sobre o afastamento de Casares ocorra de forma híbrida -com presença física e participação remota de conselheiros- e com novos critérios de quórum e aprovação.

    ENTENDA O RECURSO

    O São Paulo havia apresentado o recurso depois de a Justiça atender parcialmente a um pedido de conselheiros oposicionistas que haviam questionado as regras inicialmente definidas internamente pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior. Na decisão contestada, a magistrada autorizou a votação híbrida na sessão marcada para sexta-feira, em vez da exigência de presença 100% presencial defendida pela defesa de Casares.

    Além disso, a liminar determina que a destituição do presidente deve passar por um quórum mínimo de 75% dos conselheiros (191 votantes no total) e ser aprovada pelos votos favoráveis de 2/3 do total de conselheiros (171 votos), e não pelos 75% de votos que o São Paulo argumentava ser o estatutariamente correto para a matéria.

    Com o recurso rejeitado, a Justiça manteve as regras fixadas na liminar, que reduzem a barreira estatutária para o impeachment e ampliam as possibilidades de participação dos conselheiros. A decisão reforça que, mesmo com participação remota, a votação seguirá válida e que o ajuste nos quóruns está em conformidade com a interpretação da magistrada sobre os artigos do estatuto do clube.

    DIA DECISIVO PARA CASARES

    A votação do impeachment de Casares segue agendada para a próxima sexta-feira (16), a partir das 18h30 no Salão Nobre do Morumbis. Caso seja aprovada a destituição no Conselho Deliberativo, o presidente será imediatamente afastado e o processo seguirá para a Assembleia Geral de Sócios, que necessita de maioria simples para confirmar a destituição de Julio Casares.

    Abertura em 28 de janeiro terá 8 duelos, entre eles Fla x São Paulo

    Folhapress | 13:00 – 14/01/2026

    Justiça rejeita recurso do São Paulo para votação de impeachment de Casares

  • EUA suspende emissão de visto para 75 países, incluindo Brasil

    EUA suspende emissão de visto para 75 países, incluindo Brasil

    Lista incluem países como Brasil, Rússia, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen

    Nesta quarta-feira (14), a rede de TV norte-americana Fox News revelou que o governo dos Estados Unidos deve suspender os vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação teria vindo de um memorando do Departamento de Estado enviado a funcionários consulares.

    Segundo o documento, a suspensão acontecerá até que o departamento revise as diretrizes de visto vigentes. Os países da lista incluem Rússia, Brasil, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Somália e Iêmen.

    Em entrevista à Fox News, Tommy Piggot, porta-voz do Departamento de Estado, disse que a medida visa “considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano”, referindo-se a estrangeiros que poderiam depender do sistema de assistência social e benefícios públicos dos EUA.

    No último dia 12, o perfil oficial no X do Departamento de Estado norte-americano comemorou a revogação pelo governo de Donald Trump de 100 mil vistos. Na publicação, o órgão diz que continuará deportando “criminosos para manter a América segura”.

    Em novembro de 2025, o departamento já havia enviado comunicado a consulados em todo o mundo determinando regras mais rígidas de avaliação com base na cláusula de “encargo público” da legislação migratória. Na ocasião, os agentes foram orientados a negar vistos a candidatos levando em conta sua saúde (incluindo possibilidade de necessidade de cuidados médicos a longo prazo), idade, domínio do inglês e situação financeira.

    De acordo com as normas, quem for mais velho, com sobrepeso ou que tenha histórico de uso de assistência financeira governamental também pode ter pedidos de visto americano negados.

    A Embaixada dos EUA no Brasil ou o Itamaraty ainda não se pronunciaram sobre o assunto.

    EUA suspende emissão de visto para 75 países, incluindo Brasil

  • Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real

    O dólar à vista abriu esta quarta-feira, 14, em ligeira queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,3715, influenciado principalmente pelo desempenho da moeda americana frente a seus pares e às divisas emergentes. O ambiente é de cautela global antes da divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e da publicação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 no Brasil.

    Os investidores monitoram a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) e das vendas no varejo dos EUA, ambos às 10h30, além da publicação do Livro Bege do Federal Reserve, às 16h. Os dados podem ajudar a calibrar as apostas sobre o ritmo de cortes de juros ao longo de 2026, após o CPI divulgado ontem ter vindo em linha com as expectativas.

    Também estão previstos discursos do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari (14h), e do presidente do Fed de Nova York, John Williams (16h10), em meio ao aumento da pressão política do governo americano sobre a autoridade monetária.

    O ambiente externo é agravado pela escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, com impacto em mercados que já acompanham a desvalorização acentuada da moeda local frente ao dólar nos últimos meses.

    No Brasil, o mercado acompanha a divulgação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, às 10h, que traz a avaliação do governo e um retrato inicial do cenário eleitoral. Em dezembro, o levantamento mostrou o presidente Lula à frente em todos os cenários testados, com o senador Flávio Bolsonaro como o nome mais competitivo da direita. O resultado tende a ser monitorado de perto pelo mercado de câmbio, em um momento em que o risco político volta a ganhar peso na precificação dos ativos.

    Ainda no radar doméstico está a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal, que mira suspeitas envolvendo o Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser alvo de mandados de busca e apreensão. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso pode se configurar como a “maior fraude bancária” da história do país.

    Na terça-feira, 13, o dólar à vista encerrou em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,3759, após oscilar entre a mínima de R$ 5,3649 e a máxima de R$ 5,394. Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 2,06% em 2026 frente ao real.

     

     
     
     

    Dólar à vista abre em queda de 0,08%, a R$ 5,3715, em meio à cautela global

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  • Aline Campos explica no BBB 26 por que abandonou o sobrenome Riscado

    Aline Campos explica no BBB 26 por que abandonou o sobrenome Riscado

    Ela contou ainda que o sobrenome Riscado pertencia ao seu ex-marido e, embora mantenha uma relação cordial com ele por causa do filho Nathan, de 14 anos, precisava de uma identidade que fosse apenas sua

    (CBS NEWS) — Aline Campos, conhecida nacionalmente por anos como Aline Riscado, explicou o motivo da mudança de nome artístico durante uma conversa com brothers e sisters do BBB 26. A ex-dançarina do Faustão contou que a decisão, tomada em 2021 após 11 anos usando o sobrenome Riscado, não teve relação direta com o divórcio do empresário Rodrigo Riscado, ocorrido em 2015.

    Segundo Aline, a mudança foi resultado de um processo profundo de autoconhecimento e da necessidade de romper com estereótipos que já não representavam quem ela é hoje. De acordo com a modelo, o sobrenome a mantinha associada a uma imagem de “símbolo sexual” que não condizia mais com sua essência.

    “Durante o meu processo de autoconhecimento, me desfazendo de algumas coisas, senti que esse nome não estava mais fazendo sentido”, afirmou. “Eu sentia que estava atraindo os mesmos trabalhos, as mesmas pessoas, as mesmas conexões, e aí percebi que o nome interferia nisso. Todo mundo me chamou de maluca, minha mãe também”, contou a participante do grupo Camarote.

    Aline, de 38 anos, revelou ainda que chegou a consultar a numerologia antes de confirmar a decisão, que hoje considera uma das melhores de sua vida. Mesmo assim, enfrentou resistência. “Eu ouvia muito: ‘Aline Campos é muito simples, Aline Riscado é mais diferente, você já é conhecida, as pessoas não vão te reconhecer’. Mas eu sou simples”, declarou.

    Ela explicou que o sobrenome Riscado pertencia ao ex-marido e que, apesar de manter uma relação cordial com ele por causa do filho Nathan, de 14 anos, sentiu a necessidade de construir uma identidade que fosse exclusivamente sua. “Perdi muitos seguidores que não me reconheceram nessa mudança, mas tenho ganhado muitos outros”, afirmou, destacando que hoje é vista de forma mais humana e menos estereotipada.

    Ao final, Aline pediu respeito à escolha que fez. “Se você me respeita, me chame de Aline Campos ou de Aline.”

    Aline Campos explica no BBB 26 por que abandonou o sobrenome Riscado

  • Novas imagens mostram discussão de Ruben Neves e Cristiano Ronaldo

    Novas imagens mostram discussão de Ruben Neves e Cristiano Ronaldo

    O clássico entre Al Hilal e Al Nassr, vencido pelo Al Nassr por 3 a 1 na última segunda-feira, segue repercutindo na Arábia Saudita. Novas imagens gravadas por torcedores nas arquibancadas mostram uma discussão entre Rúben Neves e Cristiano Ronaldo, companheiros de seleção portuguesa que defendem clubes rivais em Riade.

    O meio-campista do Al Hilal esteve diretamente envolvido no lance que resultou na expulsão do goleiro do Al Nassr. Nas imagens, Rúben Neves aparece tentando explicar a jogada a Cristiano Ronaldo, que demonstra insatisfação e reage de forma exaltada às justificativas do compatriota.

    Apesar do clima tenso durante a partida, o desentendimento não se prolongou. Após o apito final, os dois jogadores se cumprimentaram em campo, indicando que o episódio ficou restrito ao calor do jogo e foi superado ao fim do confronto.

    Confira o vídeo. 

    Meio-campista do Real Madrid reagiu com dureza a rumores de que teria comemorado a demissão do treinador espanhol, criticou desinformação nas redes sociais e afirmou que nunca faltou respeito ao técnico.

    Notícias ao Minuto | 07:30 – 14/01/2026

    Novas imagens mostram discussão de Ruben Neves e Cristiano Ronaldo

  • Pesquisa Quaest: Lula venceria em todos os cenários

    Pesquisa Quaest: Lula venceria em todos os cenários

    A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 8 de janeiro, sob o número BR-00835/2026.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno nas eleições de 2026, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 14. No levantamento anterior, publicado em 16 de dezembro, Lula tinha 46% e Flávio, 36%.

    A Quaest testou diferentes cenários eleitorais estimulados, considerando possíveis candidaturas de governadores de direita à Presidência, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Jr. (PSD-PR).

    Em uma disputa contra Tarcísio, Lula registra 44% das intenções de voto, contra 39% do adversário. Em relação à pesquisa anterior, o presidente oscilou um ponto percentual para cima, enquanto o governador de São Paulo avançou de 35% para 39%.

    Nas simulações de segundo turno, Lula aparece com vantagem que varia de cinco a 20 pontos percentuais sobre os adversários. Os cenários são os seguintes:

    Lula 45% x 38% Flávio Bolsonaro
    Lula 44% x 39% Tarcísio de Freitas
    Lula 43% x 36% Ratinho Jr.
    Lula 44% x 33% Ronaldo Caiado
    Lula 46% x 31% Romeu Zema
    Lula 46% x 26% Renan Santos
    Lula 45% x 27% Aldo Rebelo

    Na disputa com Ratinho Jr., Lula recuou de 45% para 43% em relação ao levantamento anterior, enquanto o governador oscilou de 35% para 36%. No cenário com Caiado, os percentuais se mantiveram os mesmos da pesquisa anterior. Já contra Zema, Lula variou de 45% para 46%, enquanto o governador mineiro caiu de 33% para 31%. Esta é a primeira pesquisa que inclui os nomes de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).

    O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. No caso de Lula, 44% dos entrevistados dizem conhecê-lo e votar nele, enquanto 54% afirmam que o conhecem, mas não votariam. Flávio Bolsonaro apresenta a maior taxa de rejeição, com 54%, embora esse índice tenha caído em relação à pesquisa anterior, quando era de 60%. Outros 34% dizem conhecê-lo e votar nele.

    Entre os entrevistados, 26% afirmam conhecer Tarcísio de Freitas e votar nele, enquanto 43% dizem conhecê-lo, mas não votariam. Em relação a Ratinho Jr., 22% declaram que o conhecem e votariam nele, e 41% dizem conhecê-lo, mas não votar.

    Caiado e Zema aparecem como os menos conhecidos e, também, os menos rejeitados. No caso de Caiado, 13% dizem conhecê-lo e votar nele, enquanto 36% afirmam conhecê-lo, mas não votar. Já Zema é conhecido e apoiado por 12% dos entrevistados, enquanto 36% dizem conhecê-lo, mas não votar.

    A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 8 de janeiro, sob o número BR-00835/2026.
     
     

     

    Pesquisa Quaest: Lula venceria em todos os cenários

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  • Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar após queda e diz que não se pode contar com 'sorte'

    Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar após queda e diz que não se pode contar com 'sorte'

    O pedido foi levado ao Supremo no mesmo dia em que Moraes negou o recurso apresentado contra a condenação de Bolsonaro. Nele, os advogados também afirmam que o ex-presidente, segundo laudo fisioterapêutico, “não consegue se firmar sozinho”

    (CBS NEWS) A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente.

    No pedido apresentado nesta terça-feira (13), os advogados citam o estado de saúde de Bolsonaro, a queda sofrida na última semana e solicitam, em caráter de urgência, uma avaliação médica independente sobre a compatibilidade do quadro clínico com a cela onde ele está preso.

    Segundo a defesa, o direito à saúde e à integridade física impõem uma atuação preventiva, especialmente quando os riscos são conhecidos e documentados. “Não se exige que o sistema prisional cause a morte ou lesão irreversível do custodiado para que se reconheça sua incompatibilidade com o cárcere”, afirmam.

    O pedido foi protocolado no Supremo no mesmo dia em que Moraes negou o recurso apresentado contra a condenação de Bolsonaro. Na petição, os advogados também sustentam que o ex-presidente, conforme laudo fisioterapêutico, “não consegue se firmar sozinho”.

    Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

    “A execução penal, sobretudo quando envolve pessoa idosa e clinicamente vulnerável, não pode se estruturar sobre a expectativa de que a sorte continue a intervir. A tutela jurisdicional deve ser preventiva, e não reativa a tragédias consumadas”, diz a defesa.

    De acordo com os advogados, Bolsonaro sofreu uma síncope, caiu e teve traumatismo craniano, e as consequências não foram mais graves por circunstâncias aleatórias. O episódio, segundo eles, altera o cenário que embasou a última negativa de prisão domiciliar, em 1º de janeiro.

    “Caso o impacto tivesse recaído sobre região temporal, occipital ou base do crânio, considerando-se a idade avançada do peticionário, as alterações degenerativas cervicais documentadas e o uso contínuo de medicações de ação central, o que hoje se discute poderia ser um óbito ou uma sequela neurológica irreversível”, afirmam.

    Para a defesa, nenhuma adaptação estrutural da cela seria capaz de substituir a presença contínua de um cuidador ou profissional de saúde ao lado de Bolsonaro para intervir quando necessário.

    “O que está em causa, portanto, não é a suficiência de equipamentos ou adaptações arquitetônicas, mas a impossibilidade estrutural do cárcere de oferecer assistência humana contínua, condição indispensável à preservação da integridade física do peticionário”, argumentam.

    Na manhã desta terça-feira, Moraes negou o recurso apresentado pela defesa na segunda-feira (12), que pedia que prevalecesse o voto do ministro Luiz Fux, favorável à absolvição, com anulação da condenação. O relator afirmou que o pedido é juridicamente incabível, uma vez que o processo se encerrou em novembro e o cumprimento da pena já foi iniciado.

    Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal no fim de novembro. Na mesma data, oficializou a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, sob a acusação de liderar uma trama golpista.

    Os ministros da Primeira Turma do STF consideraram o ex-presidente culpado pelos crimes de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio e deterioração de patrimônio tombado.

    Bolsonaro foi apontado como líder do movimento que não reconheceu o resultado da eleição presidencial de 2022, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva, e que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

    Os advogados também anexaram ao processo um relatório médico da última quinta-feira (8), que afirma que o quadro clínico atual de Bolsonaro decorre de um conjunto de patologias crônicas, estruturais e permanentes desde a facada sofrida em 2018.

    “O documento médico é claro ao consignar que o peticionário apresenta vulnerabilidade clínica permanente, com risco concreto de quedas, confusão mental, episódios súbitos de descompensação cardiovascular, crises hipertensivas, eventos aspirativos, obstruções intestinais e traumatismos secundários, exigindo acompanhamento contínuo, vigilância clínica permanente e acesso imediato a atendimento hospitalar especializado”, afirmam.

    No início do ano, ao negar a última tentativa da defesa de obter prisão domiciliar após a alta hospitalar do ex-presidente, Moraes afirmou que houve melhora no estado de saúde de Bolsonaro após as intervenções médicas.

    O ex-presidente havia sido internado no hospital DF Star, em Brasília, em 24 de dezembro, para a realização de uma cirurgia de hérnia. Durante o período, apresentou picos de hipertensão e crises de soluço, o que levou à realização de três procedimentos cirúrgicos no fim do ano.

    “Diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”, afirmou Moraes.

    Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar após queda e diz que não se pode contar com 'sorte'

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  • Trump quer Gronelândia para projeto de escudo antimíssil norte-americano

    Trump quer Gronelândia para projeto de escudo antimíssil norte-americano

    O presidente Donald Trump voltou a defender que o território, hoje sob soberania da Dinamarca, é estratégico para o escudo antimíssil americano e afirmou que a OTAN deveria liderar uma ação para garantir o controle da ilha.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quarta-feira que o país “precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional”, classificando a ilha como estratégica para a chamada “Cúpula Dourada”, projeto de escudo antimíssil norte-americano.

    Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu que a Gronelândia é “vital” para o sistema de defesa que os Estados Unidos pretendem implementar. O presidente também defendeu que a OTAN deveria “liderar o caminho” para que os EUA passem a controlar o território.

    As declarações foram feitas poucas horas antes de uma reunião prevista em Washington entre o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e representantes dos governos da Dinamarca e da Gronelândia.

    Trump voltou a sustentar que, caso os Estados Unidos não ajam, potências como a Rússia ou a China poderiam ampliar sua influência na região do Ártico. “Isso não vai acontecer”, escreveu.

    O presidente norte-americano também argumentou que, sem o “poder significativo dos Estados Unidos”, a OTAN não seria uma força de dissuasão eficaz. Segundo ele, a aliança militar se tornaria “muito mais forte” com a Gronelândia sob controle americano, classificando qualquer outro cenário como “inaceitável”.

    Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem reiterado publicamente a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle da Gronelândia, território autônomo sob soberania dinamarquesa, localizado no Ártico e com cerca de 50 mil habitantes.

    As declarações têm provocado forte reação em Copenhague e em Nuuk, capital da ilha, onde autoridades rejeitam qualquer cessão de soberania e defendem que a segurança da Gronelândia deve ser tratada exclusivamente no âmbito da OTAN.

    Trump quer Gronelândia para projeto de escudo antimíssil norte-americano

  • É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

    É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

    A peça lança um olhar satírico sobre temas contemporâneos e, nesse mosaico de tom quase confessional, o público pode se reconhecer em diversos momentos. O cavalheiro Roobertchay — nome real do ator — também funciona como um espelho voltado para a plateia, incluindo ironias direcionadas ao próprio Chay e à sua condição de celebridade.

    (CBS NEWS) — Chay Suede não fazia ideia de que profissão teria quando, ainda muito jovem, estrelou um vídeo publicitário hospitalar coordenado pelo pai. Anos depois, também para dar uma mãozinha ao genitor, vestiu-se de monstro e deu sustos no público de uma atração de terror em um shopping.

    Mal sabia ele que, em breve, iria parar na TV, despontando como ídolo de uma fictícia banda pop teen e, depois, se firmando como astro de novelas do horário nobre, além de eventuais aparições no cinema.

    Sem se dar conta, havia se tornado ator. Ainda faltava ao currículo, porém, o que para a maioria dos colegas costuma ser o primeiro passo na carreira: uma peça de teatro. Ausência que o ator, hoje com 33 anos, supre a partir desta quinta-feira (15), com a estreia, no Rio de Janeiro, do monólogo Peça Infantil: A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay. O espetáculo tem direção de Felipe Hirsch, que assina a dramaturgia ao lado de Caetano W. Galindo.

    Apesar do título, não se trata de um espetáculo para crianças. O termo “infantil” remete mais à ludicidade da proposta, que brinca o tempo todo com o espectador, embora também dialogue com possíveis memórias da infância de Chay presentes no texto.

    Entre os episódios narrados — que podem ou não ser reais — estão uma circuncisão acidental em uma janela, a amizade com o filho de um pastor pedófilo e a surra que o ator teria levado do mesmo amigo ao reencontrá-lo depois de famoso.

    O protagonista funciona como uma espécie de duplo de Chay Suede, mas em uma composição híbrida que incorpora outras referências, especialmente ao personagem picaresco Tristram Shandy, do escritor britânico Laurence Sterne, conhecido por narrativas cheias de digressões e verdades duvidosas.

    A peça lança um olhar satírico sobre temas contemporâneos e, nesse mosaico de tom quase confessional, o público pode se reconhecer em diversos momentos. O cavalheiro Roobertchay — nome real do ator — também funciona como um espelho voltado para a plateia, incluindo ironias direcionadas ao próprio Chay e à sua condição de celebridade.

    “A peça é a dramaturgia criada pelo Felipe e pelo Caetano em cima de conversas que tivemos, de muitas fantasias que eles criaram baseadas em alguma realidade”, diz o ator após um ensaio. “Foram umas 30 horas de conversa. Coisas que falei por 40 segundos, às vezes, viraram um capítulo inteiro da peça, que tem 12 no total. E outras, que eu detalhei por uma hora, não renderam nada. Às vezes até eu me perco com o quanto de realidade existe ali.”

    O projeto surgiu quando Chay procurou Hirsch para uma parceria. O diretor avaliou que o encontro poderia render algo promissor. “Naquele momento, eu já tinha muita consciência do Chay como ator. A gente se encontrou, pensei em algumas ideias e achei ele realmente muito surpreendente como persona”, afirma.

    Hirsch explica que, ao ouvir as histórias, passou a imaginar um espetáculo que extrapolasse o caráter anedótico das narrativas, aprofundando discussões presentes em trabalhos anteriores sobre a ideia de autenticidade. “Eu queria fazer alguma coisa sobre verdade. Esta peça desenvolve um caminho que percorri em espetáculos recentes, que tratam da noção do que é autêntico e de como nos reconhecemos como verdade no que vemos, nesse espelho constante.”

    O diretor pensou a montagem como uma espécie de mockumentary, termo usado para pseudodocumentários que assumem pouco ou nenhum compromisso com a realidade.

    Para Chay, o maior desafio foi trabalhar as nuances do texto, repleto de frases pomposas, com aparência de outra época, mas atravessadas por um subtexto contemporâneo. “O nome desse personagem eu partilho comigo, mas ele é um outro. Com o tempo, fomos encontrando maneiras de deixar isso claro cenicamente, porque não adianta só a gente entender; o público precisa perceber também.”

    A carreira de Chay Suede na TV foi uma das mais meteóricas dos últimos anos. Se as primeiras experiências vieram para ajudar o pai, foi também por insistência dele que o ator topou fazer um teste para o reality musical Ídolos, da Record, em 2010. Na época, tinha 18 anos e acabou sendo convidado para integrar a versão brasileira de Rebelde, fenômeno teen que já havia explodido no México.

    A consolidação como ator veio após a ida para a Globo, em 2014. Em Império, quando viveu o protagonista na primeira fase da novela, ele passou a se enxergar como ator de fato e começou a estudar atuação com mais afinco.

    “No começo, minha preocupação era se algum dia eu conseguiria deixar de ser considerado um ex-Rebelde. Não por vergonha, mas porque eu queria ir além. Cheguei a pensar que poderia atuar ocasionalmente, mas não achava que isso seria a minha vida.”

    A vontade de estrear no teatro não surgiu como cobrança externa. “Lá no início, senti um pouco por vir de um reality musical. Depois, não mais. O fato é que recebi muitos depoimentos de amigos dizendo o quanto o teatro mudaria minha vida, pela experiência em si”, afirma.

    Chay reconhece que alguns podem enxergar no espetáculo uma exaltação pessoal, já que sua estreia nos palcos se dá em um monólogo com elementos autobiográficos. Para ele, essa leitura também faz parte do debate proposto. “É muito difícil viver nosso tempo sem algum nível de narcisismo. O diferencial é perceber quando você está sendo empurrado para esse lugar.”

    Atento às transformações sociais e políticas, o ator também comenta o cenário cultural do país. Ele elogia os governos Lula e associa o atual momento do cinema brasileiro às políticas de incentivo. “A quantidade de projetos, o apoio à arte e à cultura e a revolução que está acontecendo no cinema têm relação direta com essas políticas.”

    Por fim, Chay diz não temer a reação dos fãs mais antigos diante de um projeto tão desafiador. “É um espetáculo que exige cabeça aberta. Ele frustra algumas expectativas, mas alimenta outras inimagináveis. Estou curioso para ver como o público da época de Rebelde vai reagir.”

    PEÇA INFANTIL: A VIDA E AS OPINIÕES DO CAVALHEIRO ROOBERTCHAY
    Quando: janeiro, qui. a sáb., às 20h30; dom., às 19h30. Fevereiro: sex., às 20h30; sáb., às 18h e 20h30; dom., às 19h30. De 15 de janeiro a 1º de março
    Onde: Teatro Casa Grande — av. Afrânio de Melo Franco, 290, loja A, Rio de Janeiro
    Preço: R$ 160 a R$ 220
    Classificação: 14 anos
    Autoria: Felipe Hirsch e Caetano W. Galindo
    Elenco: Chay Suede
    Direção: Felipe Hirsch
    Ingressos: https://www.ticketmaster.com.br/event/a-vida-e-as-opinioes-do-cavalheiro-roobertchay-rio-de-janeiro 
     
     
     

     

    É difícil não ter algum nível de narcisismo hoje, diz Chay Suede, em sua primeira peça

  • Ala do centrão ameaça poder de Motta, que tenta se aproximar de Lula por sobrevivência

    Ala do centrão ameaça poder de Motta, que tenta se aproximar de Lula por sobrevivência

    Motta esteve com Lula nesta terça-feira (13) em uma cerimônia do governo que marcou uma nova etapa da regulamentação da reforma tributária. Ele viajou a Brasília para participar do evento, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não comparece

    (CBS NEWS) — A possibilidade de crescimento de uma ala do centrão nas eleições de outubro ameaça o poder do atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Hoje, a recondução de Motta ao comando da Casa, em eleição interna prevista para 2027, é considerada incerta por líderes da Câmara. O deputado saiu fragilizado após enfrentar um motim que inviabilizou os trabalhos do plenário por 30 horas, no ano passado. Integrantes do centrão atribuem ao paraibano parte do desgaste da Casa junto à opinião pública, como no episódio do projeto que ampliava o número de deputados. A insatisfação culminou em um atrito com seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL).

    Em paralelo, aliados apontam uma reaproximação entre o presidente da Câmara e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de 2026, diante da necessidade de Motta preservar o cargo e ampliar a influência eleitoral da família na Paraíba.

    Motta esteve com Lula nesta terça-feira (13) em uma cerimônia do governo que marcou uma nova etapa da regulamentação da reforma tributária. Ele viajou a Brasília para participar do evento, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não comparecer.

    Neste ano, partidos que anteriormente lançaram candidaturas de oposição a Motta, como PSD e União Brasil, traçam planos robustos de crescimento de bancadas na Câmara. O PSD, comandado por Gilberto Kassab, projeta alcançar 100 cadeiras. Já a federação formada por União Brasil e PP também mira uma expansão significativa.

    Segundo aliados, a perspectiva de um desequilíbrio nas forças do centrão eleva o risco à recondução de Motta à presidência da Câmara em 2027. Mesmo se reeleito deputado, ele teria de negociar com legendas mais fortalecidas para permanecer no cargo após um primeiro ano considerado turbulento.

    Nesse contexto, interlocutores avaliam que Motta deve intensificar a reaproximação com Lula em 2026, buscando garantir o apoio da bancada governista à sua permanência no comando da Casa. A federação PT-PCdoB-PV, núcleo da base lulista, projeta eleger cerca de 90 deputados no próximo pleito, impulsionada pelo controle da máquina administrativa.

    Além disso, a aproximação com o Planalto pode ajudar Motta a ampliar seu capital eleitoral na Paraíba. Além de renovar o próprio mandato, o presidente da Câmara pretende viabilizar a candidatura do pai, Nabor Wanderley, ao Senado.

    A Paraíba é historicamente lulista e deu 64,2% dos votos ao petista no primeiro turno de 2022. O apoio, ou ao menos a neutralidade do PT, seria decisivo para fortalecer a candidatura de Nabor. O principal adversário é o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que busca a reeleição e também integra a base de Lula.

    Do lado do governo, há o interesse em evitar surpresas em ano eleitoral. Em 2025, Motta impôs derrotas ao Planalto ao entregar relatorias da PEC da Segurança Pública e do projeto de lei antifacções a parlamentares da oposição. Também deixou caducar a medida provisória do IOF e pautou a discussão sobre a dosimetria das penas dos réus do 8 de Janeiro.

    Segundo interlocutores, movimentos recentes de Motta buscam pavimentar essa reaproximação. O primeiro foi se afastar da condução direta do debate sobre a dosimetria das penas. O segundo, a cassação, de ofício, dos mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    Lula, por sua vez, também tem interesse na reaproximação. O Planalto pretende aprovar rapidamente pautas como a Medida Provisória do Gás do Povo, que precisa ser votada até 11 de fevereiro para não perder validade. A iniciativa é vista pelo governo como de forte apelo eleitoral.

    Planos partidários

    O PSD perdeu quatro cadeiras nas eleições de 2022 com o fim das coligações, elegendo 42 deputados. Para este ano, a sigla aposta na filiação de governadores e candidatos a cargos majoritários em estados onde teve baixo desempenho, buscando ampliar sua capilaridade eleitoral.

    No Rio Grande do Sul, por exemplo, o partido tinha apenas um deputado e agora conta com o governador Eduardo Leite. Em Pernambuco, filiou a governadora Raquel Lyra, em um estado onde não havia conquistado nenhuma vaga na última eleição. Em Minas Gerais, onde tem cinco deputados, a expectativa é crescer com a filiação do vice-governador Mateus Simões, pré-candidato ao governo estadual.

    Outra aposta do PSD é o chamado “voto de estrutura”, baseado na transferência de apoio da base de prefeitos para candidatos a deputado. A legenda foi a maior vencedora das eleições municipais de 2024, ao conquistar o comando de 887 municípios, incluindo cinco capitais.

    Já União Brasil e PP formam uma federação que atuará de forma conjunta no pleito. O modelo favorece a eleição de deputados ao somar votos proporcionais das duas siglas. Atualmente, juntas, elas somam 109 cadeiras na Câmara e almejam chegar a 120 na próxima legislatura.

    A federação também deverá concentrar a maior fatia do fundo eleitoral e o maior tempo de propaganda na televisão, fatores que tendem a atrair candidatos e reforçar o peso político do grupo no próximo Congresso.
     

    Ala do centrão ameaça poder de Motta, que tenta se aproximar de Lula por sobrevivência

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