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  • Durigan evita reforçar críticas do governo e PT a Galípolo e diz que não haverá ajuda ao BRB

    Durigan evita reforçar críticas do governo e PT a Galípolo e diz que não haverá ajuda ao BRB

    Ministro evita criticar presidente do Banco Central, defende medidas fiscais do governo e descarta ajuda federal ao BRB em meio a crise; declarações ocorrem após pressão política sobre atuação da autoridade monetária e investigação envolvendo o Banco Master

    Após críticas nos bastidores do governo e do PT à postura recente do Banco Central, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, evitou avaliar diretamente a atuação do presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. “Eu não vou comentar o papel do BC porque tem a sua competência”, disse. Ainda assim, afirmou que, “do lado da Fazenda”, há decisões “colocando na mesa” para reforçar o ajuste fiscal, citando “reforma tributária”, a revisão do Perse e “corte linear de 10% nos benefícios tributários”. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

    O Palácio do Planalto e o PT intensificaram críticas a Galípolo após o depoimento do presidente do BC à CPI do Crime Organizado, na quarta-feira (8). Na ocasião, ele afirmou não haver indícios de responsabilidade de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no caso Master, contrariando a estratégia governista de associar as fragilidades da instituição à gestão de Jair Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a se referir ao Master como “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto.

    Na entrevista, Durigan manteve um tom técnico. O ministro afirmou que “o fiscal não é motivo” para o Banco Central “colocar o pé no freio” e disse adotar uma postura de “cautela”, com o compromisso de não repetir o cenário de 2022. “Não vamos deixar pauta-bomba do Executivo para as próximas gestões, como aconteceu em 2022. Não vamos repetir esse cenário para 2027”, declarou. Ele acrescentou que o governo não está adiando temas como precatórios e Fundeb, nem “tirando IPI ou IOF do próximo governo”.

    Questionado sobre duas vagas em aberto na diretoria do Banco Central, Durigan afirmou que ainda não discutiu o tema com o presidente Lula. “Não tive a oportunidade de tratar com o presidente Lula sobre isso”, disse.

    Sobre a situação do BRB, o ministro afirmou que a orientação do governo é de que “não deve haver ajuda federal” e reforçou que a responsabilidade recai sobre o governo do Distrito Federal, acionista da instituição.

    “A orientação é que não deve haver ajuda federal. Os bancos federais, atuando como bancos, podem avaliar o interesse em comprar carteira, operação, imóvel. Os bancos privados estão avaliando. O que a gente não pode perder de vista é que a responsabilidade é do governo do Distrito Federal, acionista do BRB”, afirmou.

    Em meio a uma nova crise de liquidez, o BRB negocia a venda de ativos herdados do Banco Master por R$ 15 bilhões e busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a outras instituições financeiras para cobrir o rombo deixado pela gestão de Daniel Vorcaro.

     

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    Durigan evita reforçar críticas do governo e PT a Galípolo e diz que não haverá ajuda ao BRB

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  • Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

    Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

    Presidente dos Estados Unidos critica duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais, questiona sua atuação política e afirma que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Papa Leão XIV e afirmou que o pontífice é “terrível em política externa”, em referência às posições do Vaticano sobre o Irã e a Venezuela. Em publicação nas redes sociais, ele também pediu que o papa “deixe de agradar à esquerda radical”.

    “O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, em uma longa mensagem na qual afirmou que o líder religioso deveria “concentrar-se em ser um grande Papa, não um político”, pois, segundo ele, “está a prejudicar a Igreja Católica”.

    “Não quero um Papa que ache que está bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (…). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.

    Trump também sugeriu que Leão XIV foi escolhido para o cargo por ser norte-americano, dizendo que isso teria sido visto como uma forma de facilitar a relação com ele, e afirmou que o pontífice deveria “estar grato”.

    “Leão devia se dar ao trabalho de ser Papa, usar o bom senso, deixar de agradar à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político”, acrescentou.

    O presidente ainda fez uma comparação pessoal e afirmou: “Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente MAGA (‘Make America Great Again’). Ele compreende isso, e o Leão não”.

    As declarações ocorrem em meio a divergências públicas entre o Vaticano e a Casa Branca. Desde o início de seu pontificado, Leão XIV tem adotado um tom cauteloso, mas crítico, em relação a conflitos internacionais, condenando a guerra no Irã e defendendo soluções diplomáticas.

    No sábado, durante um pronunciamento no Vaticano, o papa fez um apelo direto aos líderes mundiais para que evitem a escalada de tensões e priorizem o diálogo. Sem citar países, ele pediu o fim de qualquer “demonstração de força” e defendeu que os governos “se sentem à mesa do diálogo e da mediação”, em um contexto que coincide com as negociações recentes entre Estados Unidos e Irã.
     
     
     

    Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"

  • Corinthians e Palmeiras empatam com confusão dentro e fora do gramado

    Corinthians e Palmeiras empatam com confusão dentro e fora do gramado

    Corinthians e Palmeiras ficaram no empate por 0 a 0 neste domingo, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcada por forte tensão dentro e fora de campo, com direito a confusão e troca de acusações.

    Sem o técnico Abel Ferreira no banco de reservas, suspenso por punição, o clássico paulista teve poucos momentos de destaque técnico na Neo Química Arena.

    O time da casa terminou a partida com apenas nove jogadores em campo, após as expulsões de André, aos 35 minutos, e Matheuzinho, aos 71, ambos com cartão vermelho direto. Mesmo com a vantagem numérica, o Palmeiras não conseguiu aproveitar e o placar permaneceu zerado até o apito final.

    Com o resultado, o Palmeiras interrompe uma sequência de cinco vitórias, mas segue na liderança do Brasileirão, com 26 pontos. Logo atrás aparecem Flamengo e São Paulo, ambos com 20 pontos, sendo que a equipe comandada por Leonardo Jardim ainda tem um jogo a menos.

    Já o Corinthians soma mais um ponto, chega a oito jogos sem vitória na competição e permanece na 16ª colocação, com 11 pontos, ainda fora da zona de rebaixamento.

    O clássico terminou em clima de tensão. Na saída para os vestiários, houve confusão generalizada no túnel, e imagens do momento passaram a circular. Após o episódio, os dois clubes trocaram acusações públicas sobre o ocorrido.

    O Corinthians afirma que os jogadores Gabriel Paulista e Breno Bidon teriam sido agredidos por seguranças do Palmeiras. O clube também denunciou um caso de racismo envolvendo o goleiro Carlos Miguel.

    “O Corinthians vem a público manifestar total solidariedade ao atleta Carlos Miguel, alvo de ofensas de cunho racista durante a partida realizada neste domingo. O clube repudia de forma veemente qualquer ato de racismo ou discriminação, reforçando seu compromisso histórico na luta por respeito, igualdade e inclusão dentro e fora de campo. O Corinthians informa que não medirá esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) deste ato inaceitável, colaborando integralmente com as autoridades competentes para que as devidas providências sejam tomadas”, diz o comunicado divulgado pelo clube.
     

    Por sua vez, o Palmeiras, equipe comandada por Abel Ferreira, também fez acusações e afirmou que um funcionário do Corinthians teria agredido o atacante Luighi.

    “Após o jogo, enquanto se dirigia para o exame antidoping, o atacante Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians na área de acesso aos vestiários. O atleta, juntamente com testemunhas, registrará a ocorrência no Jecrim (Juizado Especial Criminal)”, informou o clube.
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    Artur Jorge de regresso às vitórias 

    Já o confronto entre Cruzeiro e RB Bragantino foi mais tranquilo. A partida, válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com vitória do time mineiro por 2 a 1 e marcou o terceiro triunfo do técnico Artur Jorge em quatro jogos.

    Mesmo jogando no Mineirão, em Belo Horizonte, o Cruzeiro saiu atrás no placar logo aos seis minutos, com gol de Andres Hurtado.

    A reação, porém, veio rapidamente. Aos 18 minutos, Neyser Villarreal, após assistência de Fagner, deixou tudo igual. O empate se manteve até o intervalo.

    No início do segundo tempo, o Cruzeiro conseguiu a virada. Christian marcou aos 50 minutos e garantiu o resultado positivo.

    Com a vitória, o Cruzeiro chegou aos 10 pontos, mas segue na zona de rebaixamento, na 17ª colocação. A equipe está a apenas um ponto do primeiro time fora do Z-4, o Corinthians, que soma 11 pontos.

    Com dois gols de Pedro, Flamengo domina clássico, supera rival no saldo e assume a vice-liderança do Brasileirão, enquanto Fluminense reage no fim e pressiona até os acréscimos, em jogo marcado por polêmicas e mudança de data

    Folhapress | 03:30 – 13/04/2026


    Corinthians e Palmeiras empatam com confusão dentro e fora do gramado

  • 59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro e 37% querem volta ao regime anterior, aponta Datafolha

    59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro e 37% querem volta ao regime anterior, aponta Datafolha

    No último dia 27, o ex-presidente foi transferido para sua casa após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar a prisão domiciliar temporária por 90 dias. Depois desse período, Moraes poderá prorrogar a prisão domiciliar ou determinar que Bolsonaro volte para a Papudinha

    (CBS NEWS) – A maior parte dos brasileiros, 59%, afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria cumprir pena em sua casa em vez de voltar para a prisão, segundo pesquisa Datafolha.

    Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para a prisão somam 37%, enquanto 5% não souberam responder. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

    O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades do país entre terça-feira (7) e quinta-feira (9) de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026.

    No último dia 27, o ex-presidente foi transferido para sua casa após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar a prisão domiciliar temporária por 90 dias. Depois desse período, Moraes poderá prorrogar a prisão domiciliar ou determinar que Bolsonaro volte para a Papudinha.

    Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na trama golpista após perder a eleição de 2022, Bolsonaro cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, até ser internado no último dia 13.

    O ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões causada por aspiração, devido a suas crises de soluço. Diante disso, a defesa de Bolsonaro apresentou novo pedido de prisão domiciliar, enquanto Michelle Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) tiveram reuniões com Moraes para reforçar o pleito, que acabou sendo atendido pelo ministro.

    A porcentagem de quem diz que Bolsonaro deveria permanecer em casa é de 61% entre quem tem mais de 60 anos e chega a 81% entre empresários. Já quem defende que o ex-presidente cumpra pena na prisão soma 44% entre jovens de 16 a 24 anos e 42% entre desempregados.

    Entre moradores do Nordeste, 48% querem a prisão domiciliar e 47% querem a prisão comum, com quatro pontos de margem de erro, o que configura empate técnico.

    Há variação também conforme a posição política declarada pelo entrevistado. Os que se classificam como de centro têm 53% a favor da domiciliar e 41% pela volta à Papudinha. Entre os mais bolsonaristas, 94% defendem a prisão domiciliar e 3% não o fazem. Já entre os mais petistas, 28% preferem o ex-presidente em casa e 68% querem a volta da prisão.

    Quando consideramos quem pretende votar em Lula (PT) neste ano, 30% defendem a prisão domiciliar e 66% querem a volta à prisão. Os eleitores declarados de Flávio Bolsonaro pensam diferente, são 93% a favor de que o pai do senador cumpra pena em casa e somente 5% afirmam que ele deve voltar para a Papudinha.

    Já os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) se dividem entre 80% pela permanência de Bolsonaro em casa e 15% pela volta dele à prisão.

    Moraes concedeu a prisão domiciliar a Bolsonaro em caráter humanitário e temporário. O descumprimento das medidas cautelares poderá acarretar a volta para o regime fechado, alertou o ministro.

    Bolsonaro é obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar as redes sociais ou de gravar áudios ou vídeos. Também foram proibidas aglomerações em um raio de um quilômetro de distância da sua casa.

    O ex-presidente pode receber os filhos, mas sob os mesmos horários e regras da Papudinha, que prevê visitas às quartas e sábados, entre 8h e 16h. Os advogados podem visitá-lo todos os dias, por 30 minutos, mas precisam agendar previamente com a Polícia Militar. Já os médicos do ex-presidente têm acesso livre.

    Outras visitas estão proibidas dentro desses 90 dias para preservar a saúde de Bolsonaro e evitar infecções, segundo a decisão de Moraes. Nesse ponto, as regras são mais restritas do que na Papudinha, onde o ex-presidente recebia aliados para discutir o cenário eleitoral. Por isso, como mostrou a Folha, a defesa estuda recorrer.

    O levantamento do Datafolha, divulgado no sábado (11), mostrou ainda que Lula perdeu vantagem em um segundo turno da eleição deste ano.

    Ele foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio, que atingiu 46% ante 45% do petista. Quando o rival é Caiado ou Romeu Zema (Novo), o mandatário marca 45% a 42%. Todos os resultados configuram empates dentro da margem de erro.

    59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro e 37% querem volta ao regime anterior, aponta Datafolha

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  • Caiado deixa cargo em Goiás com ao menos 10 parentes no governo

    Caiado deixa cargo em Goiás com ao menos 10 parentes no governo

    No total, aparecem 50 Caiados na folha de pagamento do estado de março -somando as remunerações, são mais de R$ 650 mil por mês. O grupo inclui servidores reformados, aposentados, pensionistas, efetivos, temporários e comissionados

    (CBS NEWS) – Nascer Caiado em Goiás é um bom começo. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) deixou o posto no último dia 31, mas pelo menos 10 parentes seus ficaram em cargos comissionados.

    No total, aparecem 50 Caiados na folha de pagamento do estado de março -somando as remunerações, são mais de R$ 650 mil por mês. O grupo inclui servidores reformados, aposentados, pensionistas, efetivos, temporários e comissionados. Se considerarmos familiares com outros sobrenomes, cresce ainda mais.

    A reportagem filtrou 10 parentes comissionados, que são funcionários nomeados livremente por uma autoridade para exercer funções de direção, chefia ou assessoramento, sem necessidade de concurso público, além de três familiares alocados em uma entidade que tem parceria com o estado.

    Dos 10 nomes identificados pela reportagem, 9 são primos e 1 é marido de prima do ex-governador.

    Adriano da Rocha Lima, primo de Caiado, é um deles. Assessor na Secretaria de Relações Institucionais, é cotado para ser vice na chapa do atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que assumiu depois que Caiado lançou sua pré-candidatura à Presidência pelo PSD.

    Como outros da lista, Lima argumenta que é um primo distante do presidenciável. “Eu nem sei contar qual é o grau de parentesco”, diz. Outro exemplo é a prima Andrea Parrode da Rocha Lima Dantas, chefe de gabinete na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.

    Juliana Ramos Caiado, prima do ex-governador, é assessora especial na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social.

    Paulo Henrique Caiado Canedo, também primo, é conselheiro do CAT (Conselho Administrativo Tributário), vinculado à Secretaria de Estado da Economia, e assessor na Assembleia Legislativa de Goiás.

    Outro primo, Jorge Luiz Ramos Caiado Júnior, é chefe de Gabinete na Secretaria de Estado da Administração.

    Ronaldo Caiado afirma que “todas as contratações mencionadas foram previamente analisadas pela Procuradoria-Geral do Estado e estão em total conformidade com a legislação vigente e com a súmula vinculante nº 13, do STF (Supremo Tribunal Federal)”.

    Para especialistas, os casos apurados entram em brechas na lei que classifica o nepotismo, porque primo é considerado parente de 4º grau, mas é possível questionar o comportamento na Justiça. Para ser considerado nepotismo, a nomeação deve ser de cônjuges, companheiros e parentes de até 3º grau em funções de confiança ou cargos em comissão.

    Outra brecha explorada pelo governador foi a nomeação de pessoa ligada à família no chamado cargo político de primeiro escalão, caso dos secretários em governos estaduais. Nesse tipo de cargo, o STF já entendeu poder haver a nomeação de parentes.

    No governo de Caiado, Cesar Augusto de Sotkeviciene Moura, casado com uma prima do político, foi colocado à frente da Secretaria de Estado da Retomada. A reportagem tentou falar com Moura, que não respondeu.

    Segundo os especialistas em direito administrativo Leandro Mello Frota, membro do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), e Manoel Peixinho, professor da PUC-Rio, ainda que dentro das exceções previstas em lei, os casos podem gerar ações na Justiça sob o argumento de violação de princípios constitucionais de moralidade, impessoalidade e eficiência.

    “Estamos falando de dinheiro público e de funções importantes para a vida da sociedade. É importante olhar as atitudes do governante, que, embora não estejam, em um primeiro momento, praticando nepotismo, podem estar afrontando outros princípios da Constituição”, diz Mello Frota.

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    ENTIDADE COM CONTRATO COM GOVERNO TEM MAIS PARENTES DE GRACINHA E CAIADO
    Na folha de pagamento da OVG (Organização das Voluntárias de Goiás), entidade sem fins lucrativos que tem parceria com o governo de Goiás, está a esposa de um primo de Caiado e dois sobrinhos da ex-primeira-dama Gracinha Caiado.
    A entidade recebeu, no último aditivo, 70% a mais de repasse do Estado, se comparado ao ano anterior. Foi um salto de R$ 434 milhões no orçamento referente ao período de julho de 2024 a junho de 2025 para R$ 738 milhões de julho de 2025 a junho de 2026.
    A presidência de honra da organização foi, até o último dia 31, de Gracinha, agora pré-candidata ao Senado pelo União Brasil. O cargo é voluntário e sem remuneração.
    Uma das sobrinhas de Gracinha, Roberta Wendorf de Carvalho, é diretora na OVG e recebe R$ 28.739,50.
    O segundo sobrinho é Décio Agrário Calazans Wendorf de Carvalho, que consta como assessor especial na OVG, com salário de R$ 19.480,67. Ele também é membro do conselho do Departamento Estadual de Trânsito, com remuneração de R$ 4.800.
    A diretoria geral da OVG fica por conta de Adryanna Leonor Melo de Oliveira Caiado, com salário de R$ 40,5 mil, que é casada com um primo do ex-governador.
    Adryanna também preside o conselho de administração da Companhia de Investimentos e Parcerias do Estado de Goiás, a Goiás Parcerias, que é uma sociedade de economia mista vinculada ao estado, com remuneração de R$ 17,3 mil por mês. Na Saneago, de saneamento, é conselheira administrativa, com vencimentos de R$ 9,8 mil. No total, ela recebe R$ 67,6 mil por mês.
    Em nota, a OVG afirma que o nome de Adryanna foi aprovado pelo conselho de administração da organização e que, sob sua gestão, a entidade teve crescimento histórico. A diretora afirma que “tem quase 30 anos de serviço público em Goiás” e que sua formação e experiência “no Estado foram fatores determinantes para a ocupação da diretoria-geral da OVG e dos cargos nos dois conselhos”.
    Gracinha diz que, no período em que foi presidente de honra da OVG, “liderou o maior programa de superação da pobreza da história de Goiás”. A entidade realiza em parceria com o estado programas sociais como distribuição de alimentos e acolhimento a grávidas, crianças e idosos.
    Caiado também afirma que “todos os servidores mencionados exercem regularmente suas funções, possuem qualificação técnica compatível com os cargos que ocupam e desempenham suas atribuições sem qualquer irregularidade ou prejuízo à administração pública”.

    PARENTES DE RONALDO CAIADO NO GOVERNO
    1- Adriano da Rocha Lima, primo: assessor na Secretaria de Relações Institucionais
    2- Andrea Parrode da Rocha Lima Dantas, prima: chefe de gabinete na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer
    3- Antonio Lopes Xavier Nunes, primo: assessor na Secretaria de Estado de Segurança Pública
    4- Cesar Augusto de Sotkeviciene Moura, marido da prima: secretário de Estado na Secretaria de Estado da Retomada
    5- Jorge Luiz Ramos Caiado Júnior, primo: chefe de Gabinete na Secretaria de Estado da Administração
    6- Juliana Ramos Caiado, prima: assessora especial na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social
    7- Leoni di Ramos Caiado Neto, primo: superintendente de Reintegração Social e Cidadania da Polícia Penal
    8- Marlon Antonio Santos Ramos Caiado, primo: assessor especial da governadoria
    9- Patricia Mundim Caiado, prima: assessora na Secretaria de Estado da Saúde
    10- Paulo Henrique Caiado Canedo, primo: conselheiro do CAT (Conselho Administrativo Tributário), vinculado à Secretaria de Estado da Economia, e assessor na Assembleia Legislativa de Goiás

    PARENTES DE GRACINHA E CAIADO NA OVG
    1- Adryanna Leonor Melo de Oliveira Caiado, casada com primo de Caiado: diretora geral da OVG, preside o conselho de administração da Goiás Parcerias e é conselheira administrativa na Saneago
    2- Roberta Wendorf de Carvalho, sobrinha de Gracinha Caiado: diretora na OVG
    3- Décio Agrário Calazans Wendorf de Carvallho, sobrinho de Gracinha Caiado: assessor especial na OGV e membro do conselho do Departamento Estadual de Trânsito
    Colaboraram Evelyn Aires, Iran Alves, Gabriel Serpa, Guilherme Matos, Malu Araujo, Mariana Grasso e Richard Henrique

    Caiado deixa cargo em Goiás com ao menos 10 parentes no governo

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  • Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

    Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

    Demolição do antigo Mandarin Oriental, em Brickell Key, foi a maior da cidade em uma década e abre espaço para novo complexo de alto padrão, que combinará hotel e residências com entrega prevista para 2030

    Um hotel localizado em uma das áreas mais exclusivas de Miami, na Flórida, foi demolido neste domingo em uma operação que durou menos de 20 segundos. A implosão do prédio de 23 andares foi registrada em vídeo e rapidamente compartilhada nas redes sociais.

    O edifício era o antigo hotel Mandarin Oriental, situado em Brickell Key, uma ilha artificial. De acordo com a agência Associated Press, essa foi a maior implosão realizada em Miami na última década, após dois anos de planejamento.

    Inaugurado há cerca de 25 anos, o hotel foi derrubado para dar lugar ao complexo Residências Mandarin Oriental, que reunirá hotel e unidades residenciais. A previsão é que o novo empreendimento seja concluído até 2030.

    Durante a operação, moradores que vivem a até 244 metros do local foram orientados a permanecer dentro de casa, com portas e janelas fechadas. Já outras pessoas acompanharam a demolição a partir de pontos considerados seguros.

    Hotel de luxo é implodido em 20 segundos em área nobre de Miami; veja

  • "Não me importo se o meu namorado se envolver com outras, até gosto"

    "Não me importo se o meu namorado se envolver com outras, até gosto"

    Comediante Nikki Glaser surpreende ao expor dinâmica do relacionamento com o produtor Chris Convy, afirma que não sente ciúmes e revela que já incentivou o parceiro a flertar com outras mulheres, enquanto ela própria prefere manter exclusividade

    A comediante Nikki Glaser, anfitriã da última edição do Globo de Ouro, revelou detalhes pouco convencionais sobre sua vida amorosa durante entrevista ao podcast “Call her Daddy”, apresentado por Alexandra Cooper.

    A artista, de 41 anos, mantém um relacionamento com o produtor de televisão Chris Convy e afirmou que não se incomoda com a possibilidade de o parceiro se envolver com outras mulheres, embora não tenha o mesmo interesse.

    “Numa relação eu realmente não me importo se o meu namorado se envolver com outras pessoas. Mas isso não vale para mim, eu não sou alguém que gosta de se envolver com outras pessoas quando estou num relacionamento. Eu realmente não me importo com isso. Na verdade, eu até gosto”, disse.

    Nikki e Chris estão juntos desde 2013, quando se conheceram durante as gravações do programa “Nikki & Sara”, exibido pela MTV.

    Ao comentar relacionamentos duradouros, a comediante adotou um tom reflexivo. “No fundo, é uma questão de acomodação”, afirmou. Tu não sabes se a pessoa com quem estás é a melhor pessoa para ti. Há muita gente neste planeta, tu não conheceste nenhuma delas. E nunca conhecerás. Então tens que te acomodar”, acrescentou.

    Glaser também contou que chegou a incentivar o namorado a flertar com outras pessoas. “Ele provavelmente não gostaria que eu entrasse em detalhes, mas aconteceram coisas interessantes e foi muito divertido para mim ouvir e vivenciar… Às vezes estou ocupada demais para ser sexy, então penso: «Sai e chama a atenção».”

    Segundo a comediante, a ideia é manter ao lado alguém que também desperte interesse em outras mulheres.
     

    "Não me importo se o meu namorado se envolver com outras, até gosto"

  • Delegado revisa inquérito e conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

    Delegado revisa inquérito e conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

    Polícia Federal reafirma ausência de provas contra Bolsonaro em investigação sobre interferência, e caso volta à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se arquiva definitivamente ou pede novas diligências

    A atual gestão da Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que investigava supostas interferências indevidas do então presidente Jair Bolsonaro na corporação e concluiu, pela segunda vez, que não há provas da prática de crimes no caso.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, havia determinado a reabertura da investigação, iniciada após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Na ocasião, Moro afirmou ter sofrido pressão do presidente para promover mudanças em cargos de comando da Polícia Federal, supostamente por receio do avanço do inquérito das fake news contra aliados do governo. À época, a PF já havia concluído pela inexistência de interferência indevida, e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento do caso.

    Agora, sob o governo Lula, a Polícia Federal reavaliou as provas reunidas e reafirmou que não há elementos que justifiquem uma imputação penal.

    “Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial.

    O relatório também destaca que a PF solicitou ao ministro Alexandre de Moraes o compartilhamento de provas do inquérito das fake news que indicassem eventual interferência indevida, mas recebeu como resposta que não havia elementos nesse sentido.

    A conclusão aponta ainda que eventuais indícios de interferência, caso existam, devem ser apurados diretamente nos inquéritos sob relatoria de Moraes.

    Após receber o relatório complementar, o ministro encaminhou o caso ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que poderá solicitar novas diligências ou pedir o arquivamento definitivo da investigação.

    Delegado revisa inquérito e conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

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  • Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

    Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

    Autoridades apontam milhares de vítimas, incluindo centenas de crianças, após ataques de Israel e EUA; Teerã reagiu com ofensivas e fechamento do Estreito de Ormuz, enquanto Trump ameaça bloqueio naval e amplia risco de escalada no conflito

    As autoridades do Irã informaram neste domingo que 3.375 pessoas morreram, entre elas 383 crianças, em decorrência dos bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos no país desde o dia 28 de fevereiro.

    Os dados foram divulgados pelo diretor do Instituto de Medicina Legal iraniano, Abbas Masjedi, em declaração à agência estatal IRNA, reproduzida pela EFE. Segundo ele, das vítimas fatais, 2.875 eram homens e 496 mulheres ao longo de 39 dias de conflito.

    De acordo com Masjedi, a maior parte das crianças mortas tinha entre 1 e 12 anos. Ele também destacou que há vítimas estrangeiras entre os mortos, incluindo cidadãos de países como Afeganistão, Síria, Turquia, Paquistão, China, Iraque e Líbano.

    Em resposta aos ataques, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e realizou ofensivas contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em diversos países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

    Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha norte-americana pode iniciar “imediatamente” um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, após o encerramento das negociações com o Irã sem um acordo.

    Trump também declarou que os Estados Unidos estão prontos para agir no “momento apropriado” contra o Irã, ressaltando que as ambições nucleares de Teerã foram determinantes para o fracasso nas tentativas de encerrar o conflito.

    Irã registra 3.375 mortos nos bombardeios dos EUA e de Israel

  • Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

    Péter Magyar diz em discurso de vitória que Hungria será forte aliada da União Europeia e da Otan

    Após derrotar Viktor Orbán, novo líder promete reaproximação com União Europeia e Otan, sinaliza apoio à Ucrânia e fala em restaurar instituições democráticas, além de responsabilizar aliados do governo anterior por corrupção

    (CBS NEWS) – O futuro primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, deixou claro ao mundo que pretende alterar radicalmente a política externa de seu país, que há anos adota uma postura crítica à União Europeia e favorável à Rússia. Em seu primeiro discurso após derrotar Viktor Orbán nas urnas, Magyar prometeu que Budapeste será, a partir de agora, um parceiro próximo das instituições ocidentais.

    “Os húngaros disseram sim à Europa”, disse o político de direita a apoiadores depois que Orbán, no poder há 16 anos, reconheceu o resultado da eleição.

    “A Hungria será uma forte aliada da UE e da Otan [aliança militar liderada pelos EUA], e minha primeira viagem ao exterior será à Varsóvia”, afirmou. A visita à capital da Polônia, país que vive rápida militarização após a invasão da Ucrânia, é uma sinalização clara de apoio a Kiev contra Moscou.

    “Depois, irei a Viena e a Bruxelas para recuperar o financiamento da UE”, prosseguiu Magyar -graças à autocratização crescente da Hungria e a casos de corrupção do governo Orbán, o bloco europeu deixou de repassar € 19 bilhões (R$ 110 bilhões) ao país nos últimos anos.

    “Peço que o primeiro-ministro não tome medidas que limitem nossas ações no futuro”, afirmou, em aparente referência ao temor de que o controle de Orbán do país possa se perpetuar mesmo com o autocrata fora do poder -ele passou anos aparelhando o Judiciário e colocando a mídia sob controle de aliados.

    “Nossas instituições foram capturadas ao longo de 16 anos”, disse Magyar, que pediu as renúncias do presidente do país, um aliado de Orbán que foi eleito indiretamente pelo Parlamento, e dos chefes do Tribunal Constitucional, da Procuradoria da República e do órgão regulador de mídia. “Vamos restaurar o sistema de freios e contrapesos”, afirmou.

    Ao fim do discurso, sem citar diretamente Orbán, Magyar disse que vai responsabilizar aqueles que “saquearam” a Hungria, e concluiu: “Representarei todos os húngaros, incluindo aqueles fora do país”.

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