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  • Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

    Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

    Trump criticou duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais, questionando sua atuação política; presidente afirma que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais

    Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”. 

    Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

    “Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.”

    Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato. Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra” 

    Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. 

    Falar com força contra a guerra

    Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”. 

    Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”. 

    Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

  • Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 15ª semana consecutiva

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,85% pela segunda semana seguida. Um mês antes, era de 1,83%. Considerando apenas as 37 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 1,81% para 1,85%.

    O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta de 1,6% para o PIB em 2026.

    Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 15ª semana consecutiva. Considerando só as 34 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 1,67% para 1,80%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 109ª e 56ª semana seguida, respectivamente.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

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  • Heidi Klum se disfarça para ver Coachella sem ser incomodada

    Heidi Klum se disfarça para ver Coachella sem ser incomodada

    Modelo de 52 anos fica irreconhecível com peruca preta e óculos;

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A modelo Heidi Klum, 52, resolveu se disfarçar para assistir aos shows do Coachella sem ser incomodada. A transformação foi publicada por ela no Instagram.

    Heidi usou uma peruca preta, óculos escuros e batom preto para passar despercebida em meio à multidão.

    Aparentemente, deu certo, e ela conseguiu ficar anônima a maior parte do tempo. Ela estava acompanhada do marido, o músico Tom Kaulitz.

    Aliás, fantasias fazem parte da vida da modelo. Toda festa de Halloween, ela causa um alvoroço com suas transformações de visual. Na última celebração, em outubro de 2025, Heidi entrou no tapete azul como o monstro mitológico grego Medusa, conhecida por seu poder de petrificar observadores.

    Heidi Klum se disfarça para ver Coachella sem ser incomodada

  • Famosos que são donos de times e até ligas esportivas

    Famosos que são donos de times e até ligas esportivas

    Quando se pertence à categoria rica e famosa da sociedade, você não precisa ser um mero torcedor… Por que não se tornar o dono do seu time de coração? Então, muitas celebridades transformaram a paixão pelo esporte em negócio! 

    Na galeria, descubra quem são os famosos que foram além do amor ao esporte e se tornaram proprietários de times! Veja na galeria!

    Famosos que são donos de times e até ligas esportivas

  • Tom Dumont, guitarrista do No Doubt, recebe diagnóstico de doença de Parkinson

    Tom Dumont, guitarrista do No Doubt, recebe diagnóstico de doença de Parkinson

    Artista diz que ainda vai se apresentar com banda em maio; Grupo que une punk e pop tem Gwen Stefani como vocalista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O guitarrista Tom Dumont, da banda americana No Doubt, recebeu o diagnóstico de Parkinson de início precoce. A informação foi divulgada num vídeo que o artista publicou em seu Instagram.

    “Há alguns anos, comecei a apresentar vários sintomas”, disse. “Fui ao meu médico, fui a um neurologista, fiz uma série de exames e recebi o diagnóstico de Parkinson de início precoce. Tem sido uma luta, uma luta diária.”

    Segundo Dumont, o diagnóstico não o impedirá de se apresentar junto ao grupo em maio, quando o No Doubt sobe ao palco da Sphere, a maior esfera do mundo, em Las Vegas. O músico ainda descreveu as preparações para o show como um tipo de alívio nesse período de vida.

    “[Estou] revendo gravações antigas, olhando fotos antigas, reaprendendo músicas antigas, ensaiando e criando todo o material de vídeo para o Sphere. Isso me fez pensar em como sou grato pela vida que tenho levado como músico todos esses anos.”

    Ele também afirmou que pretende lançar, futuramente, um vídeo com mais detalhes sobre sua atual condição, e que tem se inspirado muito em outras celebridades que vieram a público, nos últimos anos, para falar sobre Parkinson.

    “Acho que isso ajuda a diminuir o estigma e, obviamente, aumenta a conscientização, que é muito importante para a prevenção e para a pesquisa.”
    Fundado em 1986, o No Doubt é conhecido por misturar gêneros musicais como o punk, o pop e o reggae. A banda veio ao Brasil em 1997, durante a turnê de seu álbum “Tragic Kingdom”, e tem a cantora Gwen Stefani como sua vocalista.

    Tom Dumont, guitarrista do No Doubt, recebe diagnóstico de doença de Parkinson

  • Sinner bate Alcaraz em decisão e assume a primeira colocação no ranking

    Sinner bate Alcaraz em decisão e assume a primeira colocação no ranking

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Jannik Sinner venceu o duelo com Carlos Alcaraz pelo título do Masters 1000 de Monte Carlo e pela liderança do ranking mundial do tênis. O italiano deu sequência à sua ótima fase e derrotou o espanhol por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7/5) e 6/3, em uma final de duas horas e 15 minutos neste domingo (12).

    O resultado deixou o campeão com 13.400 pontos na classificação da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Ele ultrapassou o vice-campeão (13.240) e retomou a primeira colocação, algo possível graças a seu desempenho 100% nos torneios da série Masters 1000 -a segunda mais importante do circuito, atrás apenas dos quatro Grand Slams.

    O novo líder já havia levado o “Sunshine Double”, a dobradinha nas disputas em Indian Wells e Miami, nos Estados Unidos. Com a trinca em Monte Carlo, ele repetiu o que só o sérvio Novak Djokovic havia alcançado, em 2015. Incluído na conta o troféu em Paris no fim do ano passado, os últimos quatro Masters 1000 ficaram com Sinner.

    “O resultado é incrível, voltar ao número um significa muito para mim. Ao mesmo tempo, como sempre digo, o ranking é secundário. Estou muito feliz por conquistar pelo menos um grande troféu nesta superfície”, disse o italiano, com sua maior taça em campeonatos de saibro nas mãos. “Hoje, o nível foi muito alto de ambos os lados.”

    Foi o 17º encontro dos tenistas que vêm dominando o circuito. O retrospecto geral ainda é favorável a Alcaraz, que tem dez vitórias, contra sete de Sinner. Eles não se enfrentavam desde novembro, quado o italiano venceu a decisão do ATP Finals -o torneio que reúne os oito melhores da temporada.

    “É impressionante o que você está conquistando agora”, disse o espanhol ao adversário na cerimônia de premiação em Monte Carlo, no principado de Mônaco. “Apenas um homem na era aberta tinha vencido o Sunshine Double e depois Monte Carlo. É algo incrível. Parabéns por tudo, pelo trabalho que você está fazendo com sua equipe.”

    Sinner bate Alcaraz em decisão e assume a primeira colocação no ranking

  • Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

    Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

    A seis meses do pleito, petista tinha vantagem maior sobre o principal opositor em todas as eleições que venceu; analistas apontam falta de marca de governo, polarização consolidada e a necessidade de ampliar a base eleitoral para além do petismo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) enfrenta, neste momento, o cenário de 1º turno mais apertado de todas as eleições em que saiu vencedor. Dados de pesquisas Datafolha, feitas a cerca de seis meses do pleito, nos anos de 2002, 2006 e 2022, mostram que a diferença do petista em relação ao seu principal opositor nunca foi tão estreita.

    Em 2002, primeira vez em que Lula foi eleito presidente da República, o político tinha, em 9 de abril, uma diferença de dez pontos percentuais do segundo colocado, o tucano José Serra.

    No pleito seguinte, quando se reelegeu, o petista estava, segundo pesquisa de junho, 17 pontos à frente de Geraldo Alckmin, então seu principal opositor pelo PSDB.

    Quando voltou para concorrer em 2022, em cenário já marcado pela polarização com o bolsonarismo, o petista tinha 48% das intenções de voto em maio daquele ano, frente a 27% de Jair Bolsonaro.

    Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra o político com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 35%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

    “Esses dados são muito simbólicos porque mostram uma redução consistente da margem de liderança em comparação com os ciclos anteriores”, analisa o cientista político Elias Tavares.

    Segundo ele, o cenário é reflexo de um eleitorado mais dividido e um ambiente mais competitivo para o petista, que não conseguiu emplacar grandes marcas ou programas que o reconectassem com a população, como foi o “Fome Zero”, de combate à insegurança alimentar, no início dos anos 2000.

    “Em 2002, Lula vinha numa onda de mudança, com discurso novo e expectativa alta. Em 2006, mesmo com o desgaste do mensalão, ainda tinha uma liderança relativamente confortável. Em 2022, apesar da polarização, conseguiu sustentar uma vantagem consistente, muito também porque havia uma rejeição elevada ao Jair Bolsonaro, e o Lula soube ocupar esse espaço como principal contraponto a um governo que enfrentava insatisfação relevante naquele momento”, analisa Tavares.

    Segundo o especialista, a perda de folga obriga o pré-candidato, desgastado pelos longos anos na política, a “disputar o voto o tempo inteiro, sem margem para erro”.

    Pesa no cálculo também o fato de a oposição começar mais consolidada do que os adversários de anos anteriores, reflexo de uma “polarização mais imediata e com menos espaço para crescimento” para Lula, avalia Tavares.

    Bruno Bolognesi, cientista político e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), também coloca na polarização parte da justificativa que gera cenário mais apertado para o petista, o que para o especialista torna o pleito imprevisível.

    Nesse contexto, afirma, ganha peso a exploração do voto útil, usado no segundo turno pelo eleitor mais para evitar que o opositor vença o pleito do que para apoiar um candidato. “É uma eleição em que o voto útil deve imperar de novo, o que é comum em países polarizados como Brasil e Estados Unidos.”

    Lula e Flávio têm índices de rejeição similares. Segundo o último Datafolha, o petista tem 48% de rejeição, contra 46% de Flávio. Os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, têm 17% e 16% respectivamente, mas são menos conhecidos.

    Em 2022, marcado também pela polarização entre Lula e o bolsonarismo, o petista tinha rejeição menor, de 33% a 40%, frente a uma variação de 51% a 55% de Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisas Datafolha de maio a outubro daquele ano.

    Para Luis Gustavo Teixeira, doutor em ciência política e professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), o cenário mais apertado para Lula reflete um governo marcado pelo desgaste e desidratação, além da “dificuldade de articular com uma base social e eleitoral mais ampla, para além das fronteiras do petismo”.

    Ainda assim, há espaço para movimentação a seu favor ao longo da corrida eleitoral, avalia Teixeira, sobretudo pela falta de experiência de Flávio Bolsonaro em um cargo no Executivo. “Enfrentar um processo eleitoral não é fácil, basta lembrar, por exemplo, o desmaio de Flávio no debate eleitoral para a prefeitura do Rio de Janeiro”, diz Teixeira, para quem pode pesar também contra o pré-candidato o escrutínio relacionado a acusações de corrupção.

    Flávio desmaiou durante um debate transmitido ao vivo na TV, em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio. O vídeo foi recuperado nas redes sociais desde que o político anunciou ser pré-candidato à Presidência.

    Também é preciso considerar, na comparação entre os pleitos analisados, o alto número de votos em branco e de indecisos, parcela que pode ser decisiva para definir o rumo das eleições, avalia Teixeira.

    Para Antonio Lavareda, cientista político e sociólogo do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), o resultado da mais recente pesquisa aponta cenário em que Lula pode ser ultrapassado “caso a economia piore e a maré de escândalos ganhe maiores proporções”.

    Lavareda avalia que o maior problema do petista é no segundo turno, quando empata tecnicamente com os adversários em todos os cenários testados pelo Datafolha. Ele diz que Lula precisa de “uma gordura estatística de três ou quatro pontos de margem, por conta da abstenção diferenciada no seu caso, devido à concentração de seus votos na base da pirâmide social, onde está a maioria dos ausentes das urnas”.

    Para Luciana Chong, diretora-geral do Datafolha, a comparação entre as pesquisas aponta um cenário em que Lula tem menor vantagem mesmo sem dividir votos com outros nomes da esquerda. Ela compara com o quadro de 2002, que tinha mais candidatos considerados à época como alinhados ao campo, exemplo de Garotinho e Ciro Gomes.

    No pleito atual, a dispersão está na direita, com Flávio, Caiado, Zema e outros políticos de menor expressão. “Vamos ter que observar o comportamento dos eleitores que hoje estão votando nos pré-candidatos de direita [fora Flávio Bolsonaro], que somados têm 13% das intenções de voto”, afirma.

    Já a favor de Lula pesaria o fato de ele estar na Presidência, uma vez que as pesquisas mostram que o candidato à reeleição tende a melhorar sua avaliação à medida que o pleito avança, diz Chong.

    O resultado de abril de 2026 vem de pesquisa Datafolha feita com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 cidades, de terça (7) a quinta (9). Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

    Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

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  • Restituição do Imposto de Renda é oportunidade para quitar dívidas, dizem especialistas

    Restituição do Imposto de Renda é oportunidade para quitar dívidas, dizem especialistas

    Recomendação é usar para pagar débitos de serviços básicos e adiantar parcelas de financiamento; caso o contribuinte queira investir o valor restituído, a dica é optar por ativos de renda fixa

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Receita Federal começa a pagar as restituições do Imposto de Renda 2026 a partir do dia 29 de maio, com expectativa de beneficiar 23 milhões de contribuintes em quatro lotes, que serão depositados entre os finais de maio e agosto.

    Para especialistas em finanças pessoais e investimentos ouvidos pela Folha de S. Paulo, o principal erro dos contribuintes é não se organizar para poder mapear onde o dinheiro será melhor empregado.

    “Quando entra na conta sem um planejamento, esse dinheiro é quase como um presente, um bônus, e não como uma quantia que em algum momento fez parte do seu salário”, diz Hellen Kato, professora da Me Poupe!, plataforma de educação financeira. “Se você não der um endereço para esse dinheiro, ele vai sumir.”

    A prioridade, segundo Kato, é aproveitar a quantia para quitar dívidas e aliviar a vida financeira.

    As dívidas prioritárias são as que podem colocar em risco algum patrimônio, serviços essenciais ou o salário do contribuinte. Exemplos disso são parcelas atrasadas do financiamento de um imóvel ou automóvel, contas de luz, água e gás em atraso e, em alguns casos, empréstimos com desconto na folha de pagamento, como o consignado.

    “Esse tipo de dívida não dá para esperar para um momento de renegociação, como feirões de limpa nome. A inadimplência, aqui, vai implicar o corte do serviço ou a perda do bem.”

    Algumas instituições financeiras, como o Banco do Brasil, já anunciaram linhas de crédito que antecipam o valor da restituição, em empréstimos com incidência de juros. Vale verificar antes se os juros e outros encargos cobrados são menores do que os da dívida atual.

    Se a vida financeira do contribuinte estiver em ordem, a segunda prioridade para os especialistas é engordar o caixa da reserva de emergência. Como o nome sugere, trata-se de um dinheiro destinado para imprevistos, desde um reparo doméstico até uma enfermidade ou uma demissão.

    O volume desse colchão financeiro depende do perfil de cada pessoa. O ideal é poupar o equivalente a seis meses do custo de vida -o que não costuma ser rápido. Mesmo pequenas quantias fazem diferença no longo prazo, diz Kato, e a restituição pode acelerar o processo.

    “A reserva de emergência é fundamental inclusive para proteger a carteira de investimentos. Caso algum imprevisto aconteça, o investidor não precisa fazer resgates antes da hora e não vai perder o rendimento da aplicação”, diz a planejadora financeira.

    A dica é colocar o dinheiro da reserva em investimentos de baixo risco e liquidez diária para mantê-la rendendo e rapidamente à mão. Rafael Winalda, especialista em renda fixa do Inter, recomenda alocações vinculadas à taxa Selic, como Tesouro Selic, no caso de títulos do governo federal, ou CDBs (Certificados de Depósito Bancário), seu equivalente no mercado privado.

    A taxa básica de juros da economia foi cortada em 0,25 ponto percentual em março para o patamar de 14,75% ao ano. Mesmo com a previsão de mais cortes ao longo do ano, a Selic mantém a atratividade.

    “Acreditamos que ela pode chegar a 12,5% em dezembro, o que significa uma Selic média em torno de 13% ao longo de 2026. Isso ainda é muita coisa”, diz Winalda.

    Caso a reserva de emergência já esteja montada ou bem encaminhada, a decisão sobre o que fazer com a restituição vai depender dos objetivos de cada pessoa. A quantia pode ser separada para outro plano de longo prazo, como a compra de um imóvel, ou mesmo para desejos de consumo.

    Para quem pretende investir o dinheiro da restituição para além da reserva de emergência, a renda fixa segue sendo a mais indicada.

    Winalda recomenda títulos de prazos maiores para investidores que já estão com a carteira montada, em especial os atrelados à inflação, como IPCA+. “Esses ativos estão com taxas muito elevadas agora, dado que o mercado está passando por um momento de estresse pela guerra no Irã”, afirma.

    Prefixados também são uma boa pedida para quem consegue tolerar as chamadas “marcações a mercado”, isto é, quando a dinâmica das operações faz o preço flutuar para cima e para baixo, causando desconforto em operadores mais conservadores. Nesses contratos, o ideal é manter a aplicação até a data de resgate para não sofrer prejuízo.

    No caso de LCIs e LCAs (letras de crédito imobiliário e do agronegócio), debêntures, CRIs e CRAs (certificados de recebíveis imobiliários e do agronegócio), crises recentes no mercado de crédito privado aumentaram a importância de avaliar os riscos.

    O investidor, diz Winalda, precisa ser criterioso sobre onde está alocando dinheiro. “Quando a Selic está alta, muitas empresas alavancadas sofrem. Temos evitado o setor de agronegócio, por exemplo, porque está apresentando dificuldades de inadimplência, e estamos preferindo empresas com boa avaliação de crédito [nas agências de classificação de risco]”, afirma.

    A ideia não é que o investidor evite esses produtos, mas que seja mais criterioso e olhe além da taxa de retorno e, nos casos de títulos incentivados, da isenção do Imposto de Renda. “Quais são os fundamentos financeiros dessa companhia? Quem são os emissores, quais são os lastros?”, diz Winalda.

    O pagamento é uma devolução de valores descontados a mais do contribuinte durante o ano anterior -no caso, 2025. Quando o IR retido na fonte supera o imposto devido no ano, o saldo é restituído pela Receita.

    As restituições do Imposto de Renda serão pagas em quatro lotes, um a cada mês, a partir de maio. O primeiro lote não tem correção monetária, pois essa atualização, feita pela Selic, começa a contar a partir do fim do prazo de entrega do IR.

    Por causa da correção, muitos contribuintes podem optar por entregar a declaração do IR mais tarde e, assim, ficar nos lotes finais. Essa não é a recomendação de Winalda.

    “Você consegue o mesmo rendimento investindo no próprio Tesouro Selic, ou até ganha um pouco mais investir em CDBs de bancos sólidos. Quanto mais cedo você conseguir receber a restituição, mais cedo você aplica e garante rendimentos maiores”, afirma.

    VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IR 2026

    Lote – Data de pagamento
    1º lote – 29 de maio
    2º lote – 30 de junho
    3º lote – 31 de julho
    4º lote – 31 de agosto

    Serão quatro lotes:

    O dinheiro é depositado na conta informada ao declarar o IR ou por meio do Pix, desde que a chave seja o CPF do contribuinte.

    QUAL É A ORDEM DE PRIORIDADE DA RESTITUIÇÃO?

    • O pagamento segue uma ordem de prioridade. Em caso de empate, o critério de desempate será a data e o horário do envio da declaração.
    • Quem entregou mais cedo terá vantagem. Veja a ordem de prioridade:
    • Idoso com 80 anos ou mais
    • Idoso com 60 anos ou mais, e pessoa com deficiência e com doença grave
    • Contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério
    • Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição por Pix
    • Contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição por Pix
    • Demais contribuintes

    Restituição do Imposto de Renda é oportunidade para quitar dívidas, dizem especialistas

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  • 'Achei que eu arrasei', se gaba Anitta sobre performance no Saturday Night Live

    'Achei que eu arrasei', se gaba Anitta sobre performance no Saturday Night Live

    Cantora foi a primeira brasileira a ocupar posto de convidada musical na história do programa; ela apresentou ‘Choka Choka’, do novo álbum, e versão de ‘Várias Queixas’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Anitta ficou orgulhosa de sua apresentação no Saturday Night Live. “Achei que eu arrasei. Achei que eu cantei muito, dancei muito. Estava tudo mara, eu estava linda”, se gabou em vídeo publicado nas suas redes sociais. Ela conquistou mais um marco na carreira ao ser a primeira brasileira convidada a cantar no programa, um dos mais populares da TV americana.

    “Estava muito feliz mesmo. Adorei. Achei tudo perfeito”, completou ela sobre a experiência, que foi ao ar neste sábado (11). Quem comandou a edição foi o ator americano Colman Domingo.

    Anitta apresentou “Choka Choka”, parceria com Shakira, na qual dança sob batidas de funk e canta trechos em português. O trabalho fará parte de seu novo álbum, “Equilibrivm”, lançado a partir deste mês. Ela um colar de guia com miçangas vermelhas e pretas, tradicionalmente associado à proteção, força e equilíbrio de energias nas religiões de matriz africana, como Umbanda e Candomblé.

    A segunda performance foi uma versão em espanhol de “Várias Queixas”, lançada pela banda Olodum e popularizada pelo trio Gilsons, formado por filho e netos de Gilberto Gil, num palco decorado com várias flores e plantas. Ambas foram elogiadas pela crítica internacional.

    'Achei que eu arrasei', se gaba Anitta sobre performance no Saturday Night Live

  • Pausa forçada abre brecha para F1 rever regras e aplacar ira dos pilotos

    Pausa forçada abre brecha para F1 rever regras e aplacar ira dos pilotos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A pausa forçada no calendário da F1 provocada pelos cancelamentos das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, devido à guerra entre Estados Unidos e Irã que se espalhou pelo Oriente Médio, abriu uma janela para pilotos e equipes pressionarem a categoria por mudanças no regulamento recém-adotado.

    Representantes das 11 escuderias estão reunidos com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) desde quinta-feira (9), em Londres, para apresentar as queixas e avaliar a necessidade de mudanças ainda durante esta temporada. Os encontros devem se estender até o dia 20.

    O ponto central debatido neste momento é relacionado aos motores com sistema híbrido de potência adotados neste ano. A parte elétrica passou a oferecer quase 50% da potência total do carro, com o restante proporcionado por combustão. A nova configuração exige que os pilotos utilizem diferentes técnicas de direção ao longo de uma mesma volta para recarregar as baterias.

    Quando elas estão quase zeradas, a perda de potência e velocidade é significativa, deixando os pilotos vulneráveis aos ataques dos concorrentes. Por isso, nas três etapas disputadas até aqui, com os GPs da Austrália, da China e do Japão, foi comum ver as chamadas ultrapassagens “iôiô”: os pilotos se revezaram em trocas constantes de posição, ocasionadas pela variação de carga nas baterias.

    Há ainda a questão da segurança dos pilotos, principal motivo pelo qual a F1 e a FIA estão sendo pressionadas. Com mudanças quase repetinas de perda de potência e velocidades, os carros estão mais sujeitos a acidentes.

    Foi o que aconteceu na prova disputada em Suzuka, em 29 de março, a última antes da pausa que vai se estender até o dia 3 de maio, com a volta no GP de Miami. No circuito japonês, o britânico Oliver Bearman, da Haas, bateu no argentino Franco Colapinto, da Alpine, que repentinamente apareceu mais lento à sua frente.

    A diferença de velocidade entre eles chegou a quase 100 km/h. A variação se deu por um fenômeno que a categoria batizou de “super clipping”, a perda súbita de velocidade mesmo com o pedal do acelerador totalmente pressionado. A queda ocorre porque, enquanto o piloto está recarregando a bateria do carro, passa a contar apenas com o motor a combustão, que representa pouco mais da metade da potência total do veículo.

    “Já tínhamos falado sobre essa possibilidade desde que esses carros foram concebidos. É o que temos que aceitar, com essas unidades de potência. Não há uma maneira fácil de contornar isso”, disse o australiano Oscar Piastri, da McLaren, após a corrida. Ele terminou em segundo lugar, atrás do italiano Kimi Antonelli, da Mercedes.

    Bearman, segundo nota da Haas, sofreu no acidente “uma contusão no joelho direito após o impacto”. Ele foi mais um a observar que o tema já vinha sendo debatido entre os competidores antes mesmo do choque.

    “Como grupo, alertamos a FIA sobre o que poderia acontecer, e este foi um resultado realmente infeliz de uma enorme diferença de velocidade que nunca tínhamos visto antes na F1”, declarou o britânico.

    Os problemas não se resumem à segurança, e ecoam no paddock críticas dos pilotos sobre a competitividade das provas. O holandês Max Verstappen tem se mostrado o mais insatisfeito com as diretrizes do novo regulamento.

    Tetracampeão, o piloto da Red Bull figura apenas na nona posição do Mundial, tendo como seu melhor resultado até aqui o sexto lugar na Austrália. Ele tem afirmado que pensa em deixar a categoria.

    “Eu posso aceitar facilmente ser sétimo ou oitavo, porque sei que você não pode toda vez dominar, ser primeiro ou segundo, lutar por pódios. Sou muito realista, já estive nessa situação antes. Mas, ao mesmo tempo, quando você está em sétimo ou oitavo e não está gostando de toda a fórmula por trás disso, não parece natural para um piloto de corrida”, disse.

    “Não é legal a forma como você tem que correr. É realmente antipilotagem. Então, chega a um ponto em que, sim, não é o que eu quero fazer. Claro que você pode olhar isso e fazer muito dinheiro. Legal. Mas no fim das contas isso não é mais sobre dinheiro, porque essa sempre foi minha paixão”, argumentou.

    Um exemplo do que ele chama de “antipilotagem” foi visto no Japão durante uma disputa entre os britânicos Lando Norris e Lewis Hamilton. Após a corrida, o piloto da McLaren afirmou que foi quase obrigado a ultrapassar o compatriota da Ferrari sem querer. Depois, acabou perdendo a posição.

    “Eu nem queria ultrapassar o Lewis. É só uma questão da a bateria se descarregar. Eu não queria que se descarregasse, mas não conseguia controlar. Então, eu o ultrapassei, e aí fiquei sem bateria, e ele simplesmente passou voando. Isso não é corrida, isso é efeito ioiô”, disse.

    Mesmo com a insatisfação dos pilotos, a F1 deve ser cautelosa com qualquer mudança em seu novo regulamento. Até mesmo o chefe da equipe Haas, Ayao Komatsu, que teve seu piloto envolvido no acidente, defendeu que é preciso um longo debate antes de qualquer alteração.

    “Estamos analisando a questão sob todos os ângulos porque, quando fazemos mudanças, precisamos que sejam as mudanças certas. Não podemos tomar decisões precipitadas e, algumas corridas depois, dizer: ‘Essa foi uma má escolha’”, disse Komatsu.

    Pausa forçada abre brecha para F1 rever regras e aplacar ira dos pilotos