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  • Líder supremo do Irã estaria desfigurado após ataque que matou seu pai

    Líder supremo do Irã estaria desfigurado após ataque que matou seu pai

    Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos graves no rosto e nas pernas em bombardeio de EUA e Israel, mas segue lúcido e participando de decisões do regime; estado de saúde e localização ainda são incertos, segundo fontes próximas

    Mojtaba Khamenei, atual líder supremo do Irã e filho do antigo aiatolá Ali Khamenei, ficou gravemente ferido e com o rosto desfigurado após o ataque aéreo realizado por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro, que matou seu pai e marcou o início do atual conflito. Apesar da gravidade do quadro, ele permanece lúcido e segue participando das decisões do regime.

    Segundo três fontes próximas ao círculo do líder ouvidas pela agência Reuters, Khamenei, de 56 anos, sofreu ferimentos severos no rosto e em uma ou nas duas pernas durante o bombardeio ao complexo do líder supremo, em Teerã, no dia 28 de fevereiro. Desde então, ele está em recuperação.

    Mesmo com as lesões, Khamenei continua mentalmente ativo e tem participado de reuniões com autoridades de alto escalão por videoconferência, mantendo influência direta nas decisões estratégicas do país, incluindo temas ligados à guerra e às negociações com os Estados Unidos.

    A localização exata, o estado de saúde detalhado e a real capacidade de governar do líder iraniano ainda são incertos. Desde o ataque e sua nomeação como sucessor do pai, em 8 de março, não há registros públicos de imagens, vídeos ou áudios que confirmem sua condição.

    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, já havia mencionado a situação em março. “Sabemos que o novo suposto, não tão supremo, líder está ferido e provavelmente desfigurado”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.

    “Novo líder, não tão supremo, está ferido e provavelmente desfigurado”, reforçou o chefe do Pentágono ao comentar os efeitos do ataque.

    Quem é Mojtaba Khamenei

    Antes mesmo de assumir o posto máximo do regime iraniano, Mojtaba Khamenei já era apontado como um dos principais nomes nos bastidores do poder em Teerã. Nascido em Mashhad, cerca de dez anos antes da Revolução Islâmica de 1979, ele nunca ocupou cargos formais no governo, mas construiu influência política nos bastidores.

    Uma biografia oficial de Ali Khamenei relata que, ainda na infância, Mojtaba presenciou a repressão do regime do xá Mohammad Reza Pahlavi, quando agentes da polícia secreta SAVAK invadiram a casa da família, espancaram seu pai e o levaram preso. À época, foi dito aos filhos que ele havia saído de férias.

    Após a Revolução Islâmica, liderada por Ruhollah Khomeini, a família se mudou para Teerã. Nos anos 1980, Mojtaba participou da Guerra Irã-Iraque, integrando o batalhão Habib ibn Mazahir, ligado à Guarda Revolucionária, grupo que posteriormente forneceu quadros para os serviços de inteligência do país.

    Com a ascensão de Ali Khamenei ao posto de líder supremo, em 1989, Mojtaba passou a ter acesso a vastos recursos financeiros e influência sobre empresas e setores estratégicos do Estado iraniano.

    Documentos diplomáticos dos Estados Unidos divulgados pelo Wikileaks descrevem Mojtaba como “o poder atrás da cortina”. Segundo esses registros, ele teria criado uma base própria de apoio dentro do regime e ampliado sua influência política ao longo dos anos.

    Os documentos também apontam que Khamenei “é amplamente visto dentro do regime como um líder e gestor capaz e enérgico que poderá um dia suceder a, pelo menos, uma parte da liderança nacional” e que “o seu pai [Ali Khamenei] também pode vê-lo dessa forma”.

    Ele também manteve proximidade com a Guarda Revolucionária, incluindo líderes da Força Quds e da milícia Basij, conhecida por reprimir protestos no país.

    Em 2019, durante o primeiro mandato de Donald Trump, Mojtaba foi sancionado pelos Estados Unidos sob a acusação de promover “ambições regionais desestabilizadoras” e “opressão interna”.

    O atual líder iraniano também foi acusado de apoiar a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2005, e sua reeleição em 2009, processo que desencadeou os protestos conhecidos como “Movimento Verde”.
     
     
     

    Líder supremo do Irã estaria desfigurado após ataque que matou seu pai

  • Menino é resgatado nu e desnutrido após quase dois anos  preso em van

    Menino é resgatado nu e desnutrido após quase dois anos preso em van

    A criança foi encontrada nua, desnutrida e incapaz de andar após mais de um ano mantida pelo pai dentro de uma van usada no trabalho. O caso levou à prisão do homem, à acusação de omissão contra a madrasta e à proteção estatal dos três irmãos

    Um menino de 9 anos foi resgatado em condições extremas após passar cerca de 17 meses vivendo dentro de uma van estacionada no pátio de um conjunto residencial em Hagenbach, no leste da França. O caso veio à tona na segunda‑feira (6/4), quando um vizinho ouviu choros vindos do veículo e acionou a polícia.

    Ao abrir a van, os agentes encontraram a criança nua, desnutrida, em posição fetal e coberta apenas por um cobertor. O menino estava deitado sobre lixo e próximo a fezes, pálido e debilitado. Segundo as autoridades, após quase dois anos praticamente imóvel, ele já não conseguia mais andar.

    A promotoria informou que o pai, de 43 anos, admitiu ter mantido o filho no veículo desde novembro de 2024. Ele afirmou que temia que a companheira internasse o menino em um hospital psiquiátrico. A própria criança relatou aos investigadores que tinha conflitos com a madrasta, que “não o queria mais em casa”.

    A mulher negou saber que o menino vivia em cativeiro. Em depoimento, disse ter ouvido barulhos vindos da van e questionado se havia alguém ali, mas afirmou não ter recebido resposta. A meia‑irmã da vítima, porém, contou à polícia que a mãe também ouviu os sons e perguntou sobre a origem, recebendo como explicação que se tratava do miado de um gato.

    O pai foi indiciado por sequestro e privação de cuidados e permanece preso. A madrasta foi acusada por omissão de socorro e está sob supervisão judicial. O menino de 9 anos, a irmã de 12 e a meia‑irmã de 10 foram colocados sob proteção do Estado.

    Último banho em 2024
    Durante o período em que manteve o filho na van, o pai afirmou que levava comida duas vezes ao dia, fornecia água e permitia contato por celular. A criança usava garrafas e sacos de lixo para necessidades básicas e, segundo depoimento, tomou seu último banho no fim de 2024, quando ainda tinha 7 anos.

    A investigação aponta que o menino permanecia dentro do veículo inclusive durante os deslocamentos diários do pai, que utilizava a van para trabalhar. No último verão europeu, ele foi autorizado a entrar no apartamento apenas quando a família estava viajando de férias.

    Menino é resgatado nu e desnutrido após quase dois anos preso em van

  • Harry nega acusações e é processado por ONG que fundou na África

    Harry nega acusações e é processado por ONG que fundou na África

    Duque de Sussex rebate denúncias da Sentebale, que o acusa de difamação após sua saída da entidade; disputa interna expõe conflitos na organização criada em homenagem à princesa Diana e leva caso à Justiça britânica

    O príncipe Harry, filho do rei britânico Carlos III, negou nesta quarta-feira “categoricamente” as acusações feitas contra ele pela organização não governamental africana Sentebale, que entrou com um processo por difamação contra o duque de Sussex.

    “Na qualidade de cofundadores e membros do conselho de administração original de Sentebale, rechaçamos categoricamente estas acusações ofensivas”, afirmou, em um breve comunicado, o porta-voz de Harry e de seu amigo Mark Dyer, que também é alvo da ação.

    A instituição de caridade, criada por Harry na África em homenagem à sua mãe, a princesa Diana, decidiu processá-lo após ele ter deixado o cargo de patrono no ano passado.

    A Sentebale, que apoia jovens que vivem com HIV em Botsuana e no Lesoto, apresentou a ação no mês passado no Tribunal Superior de Londres, segundo documentos judiciais.

    Os registros mostram que Harry e Mark Dyer, que também integra a administração da organização, estão sendo processados por difamação ou calúnia.

    Os conflitos dentro da instituição começaram em 2023, após divergências em relação a uma nova estratégia de arrecadação de recursos.

    Harry e o príncipe Seeiso, do Lesoto, cofundadores da entidade, renunciaram aos cargos de patronos em março de 2025.

    Na ocasião, os dois afirmaram que a relação entre o conselho de administração e a presidente da organização, Sophie Chandauka, estava irremediavelmente desgastada.

    Posteriormente, Chandauka acusou Harry de ter orquestrado uma campanha de intimidação e assédio para forçá-la a deixar o cargo.

    A comissão reguladora das instituições de caridade do Reino Unido investigou o caso e criticou ambas as partes por permitirem que o conflito se tornasse público, prejudicando a imagem da organização, mas não encontrou evidências de intimidação ou misoginia dentro da Sentebale.

    “Os problemas da Sentebale tornaram-se públicos, permitindo que uma disputa prejudicial manchasse a reputação da instituição de caridade, arriscando-se a ensombrar as suas muitas conquistas e comprometendo a capacidade da instituição de ajudar os próprios beneficiários para quem foi criada”, afirmou o CEO da comissão, David Holdsworth, em comunicado divulgado em agosto de 2025.
     
     

     

    Harry nega acusações e é processado por ONG que fundou na África

  • Artemis II retorna à Terra após missão histórica ao redor da Lua; veja

    Artemis II retorna à Terra após missão histórica ao redor da Lua; veja

    Cápsula Orion amerissou no Pacífico após dez dias de missão ao redor da Lua; astronautas retornam com dados inéditos, enquanto a NASA avança nos planos de novas etapas do programa Artemis, incluindo futuras missões tripuladas à superfície lunar

    A missão Artemis II, da NASA, foi concluída com sucesso na noite de sexta-feira, após o retorno da tripulação à Terra. Os quatro astronautas amerissaram no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, encerrando uma jornada histórica ao redor da Lua.

    A cápsula Orion pousou nas águas do Pacífico, nas proximidades de San Diego, desacelerada por grandes paraquedas, às 17h07 no horário local (21h07 em Brasília), exatamente como previsto pela agência espacial norte-americana.

    Minutos após a amerissagem, os astronautas deixaram a nave pela primeira vez em dez dias e foram transferidos com segurança para um bote inflável do Exército dos Estados Unidos.

    Na sequência, a tripulação da Artemis II foi içada por helicópteros e levada ao porta-aviões USS John P. Murtha, onde passou por exames médicos.

    Lançados em 1º de abril, na Flórida, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, dos Estados Unidos, além do canadense Jeremy Hansen, viajaram mais longe no espaço do que qualquer ser humano antes deles. Eles retornam com centenas de gigabytes de dados da primeira missão lunar desde o fim do programa Apollo, em 1972.

    A missão foi transmitida ao vivo em diversas plataformas e incluiu a passagem por trás da Lua na última segunda-feira, quando a equipe registrou imagens em alta definição da Terra surgindo no horizonte lunar, em meio a tons de cinza e marrom.

    A NASA prevê uma nova missão para 2027, que não chegará até a Lua, antes de enviar astronautas à superfície lunar em 2028, durante a quarta missão do programa Artemis, prevista para o último ano do mandato de Donald Trump e, em tese, antes da China, que pretende levar seus astronautas ao satélite natural até 2030.

    Especialistas, no entanto, demonstram ceticismo quanto ao cumprimento desse cronograma, especialmente em relação aos módulos lunares em desenvolvimento por empresas dos bilionários Elon Musk e Jeff Bezos.

    Um astronauta japonês e, posteriormente, um alemão, estavam previstos para futuras missões Artemis, mas essas vagas passaram a ser incertas após mudanças no programa. A Agência Espacial Europeia já reconheceu que precisará negociar para manter sua participação.

    O chefe da NASA reiterou na noite de sexta-feira que os parceiros internacionais continuam sendo essenciais para o futuro do programa Artemis.
     
     

     

    Artemis II retorna à Terra após missão histórica ao redor da Lua; veja

  • TSE mantém condenação do 'deputado da motosserra' por crimes eleitorais

    TSE mantém condenação do 'deputado da motosserra' por crimes eleitorais

    Hildebrando Pascoal foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) pelos crimes de corrupção eleitoral, concentração e transporte ilegal de eleitores e associação criminosa

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta quinta-feira, 9, por unanimidade, a condenação do ex-deputado federal Hildebrando Pascoal Nogueira Neto a 14 anos de reclusão e multa por crimes cometidos durante as eleições de 1998 no Acre. A defesa havia pedido a revisão criminal da condenação, mas o plenário rejeitou o recurso.

    A relatora, ministra Estela Aranha, foi acompanhada pelos ministros Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. O Estadão tenta contato com a defesa do ex-deputado. O espaço está aberto.

    Hildebrando foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) pelos crimes de corrupção eleitoral, concentração e transporte ilegal de eleitores e associação criminosa. A sentença transitou em julgado em maio de 2004.

    Na revisão criminal, a defesa levantou três argumentos para tentar desconstituir a condenação: impedimento dos magistrados que participaram do julgamento original, ausência de supervisão judicial do inquérito policial em razão do foro por prerrogativa de função que o réu detinha à época e suposta dupla punição pelo mesmo fato.

    O TSE rejeitou todas as teses. Sobre o impedimento dos juízes, o tribunal registrou que a arguição não foi apresentada em nenhum momento durante a tramitação da ação penal original e só foi suscitada em 2022, 18 anos após o trânsito em julgado da condenação. Para o tribunal, a defesa perdeu o prazo para fazer a alegação.

    Quanto à supervisão do inquérito, o tribunal anotou que os atos investigatórios realizados enquanto Hildebrando detinha mandato parlamentar se restringiram a oitivas e declarações de testemunhas, sem a prática de medidas sujeitas à cláusula de reserva de jurisdição. A Corte também rejeitou o argumento de que mudanças na jurisprudência posteriores à condenação definitiva pudessem beneficiar o réu.

    A alegação de dupla punição pelo mesmo fato foi igualmente descartada. A relatora destacou que o tema já havia sido apreciado e rejeitado pelo próprio TSE em recurso julgado em 2004, quando a Corte concluiu que as condutas tipificadas nos dois dispositivos legais são distintas. A revisão criminal, segundo o tribunal, não pode ser utilizada para rediscutir fundamentos já apreciados e rejeitados.

    Conhecido como “deputado da motosserra”, Hildebrando Pascoal foi deputado estadual pelo Partido da Frente Liberal (PFL) entre 1995 e 1999 e, em seguida, eleito deputado federal, cargo do qual foi cassado em setembro de 1999 por quebra de decoro parlamentar. Ele é apontado como líder de um esquadrão da morte formado por policiais militares e civis no Acre e acumula múltiplas condenações, incluindo por homicídios. Permanece preso desde 1999, atualmente em regime domiciliar.

    A conduta de Hildebrando contribuiu para a aprovação, em 2001, da Emenda Constitucional 35, que permite ao Supremo Tribunal Federal investigar crimes de parlamentares sem autorização prévia da Casa Legislativa, reservando ao Congresso o direito de suspender ações penais apenas depois de abertas.

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  • Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%; “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico”, afirmou o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves

    O faturamento do varejo brasileiro registrou expansão de 0,6%, já descontando a inflação, em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Segundo o levantamento, como o carnaval de 2026 caiu no mês passado e a Páscoa no primeiro fim de semana de abril isso impactou diretamente nas vendas do setor no período. No primeiro trimestre, a receita, no entanto, apresentou retração real, com queda de 1,3% no volume de vendas, apesar do crescimento nominal de 1,8%, evidenciando que a inflação anulou o avanço observado em valores correntes, conforme a Cielo.

    De acordo com a pesquisa, o comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%. A performance do canal digital está associada, sobretudo, às campanhas promocionais do mês do consumidor, tradicionalmente mais concentradas no ambiente online.

    “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico. Mesmo com inflação pressionando e o consumidor mais cauteloso, estímulos promocionais, efeitos positivos de calendário e a força do digital ajudaram a sustentar o crescimento nominal. O cenário mostra um consumidor seletivo, mas ainda disposto a consumir quando há oportunidade clara de valor”, afirmou, em nota, o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves.

    De acordo com o levantamento, o resultado de março foi influenciado principalmente pela base de comparação mais favorável, já que o carnaval ocorreu em fevereiro em 2026, enquanto em 2025 foi celebrado em março. Esse deslocamento beneficiou segmentos que costumam ter restrições operacionais durante o feriado, como autopeças e serviços automotivos, ao mesmo tempo em que impactou negativamente setores tradicionalmente aquecidos pela data, como bares e restaurantes.

    Outro fator relevante foi a antecipação da Páscoa, celebrada no início de abril em 2026, o que concentrou parte das compras no fim de março e contribuiu para o desempenho do varejo no período.

    No entanto, se descontar o efeito calendário, o ICVA revela um recuo de 1,0% em março. Ou seja, os eventos deste ano foram responsáveis pelo resultado positivo. O desempenho mais fraco sem os efeitos das datas comemorativas reforça a percepção de um consumidor ainda cauteloso, com a renda pressionada pela inflação e o endividamento recorde das famílias – que alcançou 80,4% em março, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ainda assim, houve recuo na parcela de famílias que declara não ter condições de quitar suas dívidas, o que indica um esforço maior de organização financeira, com priorização de gastos essenciais e maior intermitência nas compras discricionárias.

    Em março, descontada a inflação, o macrossetor de bens não duráveis foi o destaque em março, com crescimento de 3,2%, impulsionado principalmente pela Páscoa, informa a Cielo. O varejo alimentício especializado apresentou bom desempenho, enquanto cosméticos e higiene pessoal recuaram. O macrossetor de Serviços registrou queda de 3,7%, impactado por Alimentação – Bares e Restaurantes. Já Bens duráveis e semiduráveis apresentaram recuo de 1,8%, com destaque positivo para móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento, beneficiados por promoções.

    Regiões

    Na análise regional, o Nordeste foi a região que apresentou o maior crescimento real, com alta de 1,9% no ICVA deflacionado sem ajuste de calendário. O Sul teve avanço de 1,4%. As demais regiões registraram queda. Segundo o levantamento, no recorte por unidades da federação, alguns Estados se destacaram positivamente no desempenho do varejo em março. Em termos deflacionados, Sergipe liderou o crescimento, com alta de 6,5%, seguido por Amapá (+5,0%) e Minas Gerais (+4,0%), indicando um dinamismo regional relevante mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador. “Os resultados sugerem que, nesses Estados, fatores como estímulos sazonais, recomposição de consumo e maior resiliência de setores específicos contribuíram para um desempenho acima da média nacional”, informou a Cielo.

    Na outra ponta, alguns Estados registraram retração no período. Pará apresentou a maior queda, com recuo de 3,4%, seguido por Goiás (-2,0%) e Roraima (-1,4%). O desempenho mais fraco nessas regiões pode refletir uma combinação de fatores, como maior sensibilidade à inflação, menor intensidade de estímulos ao consumo e dinâmica setorial menos favorável no mês.

    A Cielo ressalta, ainda, que a cautela do consumidor também pode explicar o crescimento das vendas em setores não essenciais como turismo e transportes, que registraram alta relevante no mês, especialmente companhias aéreas. “A elevação do preço do barril de petróleo, ao gerar incerteza sobre custos futuros, pode ter estimulado a antecipação na compra de passagens, em um contexto em que as passagens aéreas avançaram 5,94% no período”, acrescenta. “Dinâmica semelhante foi observada nos postos de combustíveis, onde o consumo nominal cresceu, possivelmente refletindo a preocupação do consumidor com novas altas nos preços na bomba.”

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

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  • Nem pouso no solo, nem aterrissagem: Artemis II fará amerissagem nesta sexta-feira; entenda

    Nem pouso no solo, nem aterrissagem: Artemis II fará amerissagem nesta sexta-feira; entenda

    Escolha da Nasa pela amerissagem não é à toa. Ela permite uma dissipação mais segura da energia do impacto e facilita operações de resgate dos astronautas

    Não, leitor, não escrevemos errado. A palavra existe, e é justamente ela que define o desfecho previsto para a missão Artemis II nesta sexta-feira, 10. Segundo definição presente no glossário da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), amerissagem é o ato de realizar um pouso controlado sobre a água.

    No caso da Artemis II, a operação marcará o retorno da tripulação após o sobrevoo lunar e testes considerados fundamentais para o programa de exploração profunda da NASA. A cápsula deve reentrar na atmosfera terrestre em alta velocidade e, após a desaceleração controlada por escudos térmicos e paraquedas, completar sua trajetória com o contato com o oceano.

    O termo é utilizado em contextos de aviação e exploração espacial para diferenciar esse tipo de operação de uma aterrissagem em solo firme. A amerissagem é um método adotado em diversas missões espaciais tripuladas e não tripuladas ao longo da história, especialmente no retorno de cápsulas que não utilizam sistemas de pouso terrestre.

    A escolha pelo pouso na água não é aleatória. Ela permite uma dissipação mais segura da energia do impacto e facilita operações de resgate, já que equipes podem se deslocar rapidamente até o ponto de pouso previsto.

    Apesar de pouco comum no vocabulário cotidiano, o termo “amerissagem” é amplamente utilizado na engenharia aeroespacial e em documentos técnicos. Ele deriva do francês amerrir, literalmente “pousar no mar”, e segue a mesma lógica de termos como “aterrissar”, aplicado ao solo.

    Assim, quando a cápsula da Artemis II tocar o oceano nesta sexta-feira, não haverá erro de português, apenas precisão técnica.

    Nem pouso no solo, nem aterrissagem: Artemis II fará amerissagem nesta sexta-feira; entenda

  • Xi Jinping se reúne com líder da oposição de Taiwan e diz que rejeita independência

    Xi Jinping se reúne com líder da oposição de Taiwan e diz que rejeita independência

    Encontro ocorre em momento de pressão militar de Pequim; Cheng Li-wun é a primeira líder do partido Kuomintang (KMT) a visitar a China em uma década

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O dirigente da China, Xi Jinping, afirmou que o país “absolutamente não tolerará” a independência de Taiwan. A frase foi dita durante um encontro com a líder da oposição da ilha, Cheng Li-wun, nesta sexta-feira (10) em Pequim.

    Presidente do Kuomintang (KMT), Cheng é a primeira líder do partido a visitar a China em uma década. Ela chamou a viagem de missão de paz para reduzir as tensões em um momento em que o regime comunista intensificou a pressão militar contra Taiwan.

    De todo modo, sua ida gerou debate, com críticos acusando-a de ser pró-Pequim. A China se recusa a dialogar com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, a quem chama de separatista.

    No encontro desta sexta, realizado no Grande Salão do Povo, Xi reforçou o princípio de “uma só China” e disse que a independência taiwanesa é a principal ameaça à estabilidade. Também pediu que o KMT e o Partido Comunista Chinês atuem juntos pela reunificação.

    O dirigente disse que “a tendência geral de compatriotas dos dois lados do estreito se aproximarem, ficarem mais próximos e se unirem não mudará”.

    “Isso é uma parte inevitável da história. Temos plena confiança nisso.”

    Xi também disse que a China está disposta a fortalecer o diálogo com grupos em Taiwan, incluindo o KMT. O partido defende relações mais próximas com a China.

    Em uma conversa com jornalistas após o encontro, Cheng ecoou a posição de Xi. Ela falou sobre necessidade de as gerações mais jovens entenderem “quais desafios enfrentamos neste momento” e “como, ao se opor à independência de Taiwan, podemos evitar a guerra”.

    Um porta-voz do DPP, partido governista de Taiwan, disse que a China deveria respeitar o “compromisso de Taiwan com a liberdade e a democracia, em vez de interferir nas escolhas do povo taiwanês”.

    “As diferenças entre os dois lados devem ser tratadas por meios pacíficos e iguais, e não por meio de supressão e intimidação”, disse o porta-voz Lee Kuen-cheng.

    Pequim tem aumentado a pressão militar sobre Taiwan nos últimos anos, realizando quase diariamente exercícios militares e enviando caças e navios de guerra próximos à ilha.

    Parlamentares taiwaneses têm entrado em conflito sobre o plano do governo de gastar US$ 39 bilhões (cerca de R$ 197 bilhões) em defesa. O projeto está parado há meses no Parlamento, controlado por partidos de oposição, incluindo o KMT.

    O principal formulador de políticas para a China de Taiwan, Chiu Chui-cheng, disse a jornalistas nesta sexta que apenas o povo da ilha poderia decidir seu futuro.

    A viagem de Cheng ocorre um mês antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitar Pequim para uma cúpula com Xi. Os EUA têm pressionado parlamentares da oposição em Taiwan a apoiarem uma proposta de compras de defesa, incluindo armas americanas, para dissuadir um possível ataque chinês.

    Cheng criticou a proposta do governo, insistindo que “Taiwan não é um caixa eletrônico”, e apoiou, em vez disso, um plano do KMT de destinar US$ 12 bilhões para armas dos EUA, com opção de novas aquisições.

    Embora membros do KMT viajem regularmente à China para intercâmbios com autoridades, o último líder do partido a visitar o país foi Hung Hsiu-chu, em 2016.

    As relações entre os dois lados do estreito pioraram especialmente desde a eleição do sucessor de Tsai, Lai Ching-te. Em um post nas redes sociais nesta sexta, ele disse que “as ameaças militares da China dentro e ao redor do Estreito de Taiwan e da cadeia de ilhas prejudicaram gravemente a paz e a estabilidade regionais”.

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  • Amigos dizem que excesso de treino afetou morte de Chuck Norris, diz site

    Amigos dizem que excesso de treino afetou morte de Chuck Norris, diz site

    Duas semanas antes de morrer, no dia em que completou 86 anos, o ator publicou um vídeo treinando boxe, reforçando a imagem de vitalidade que mantinha até os últimos dias

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Amigos de Chuck Norris acreditam que a rotina intensa de exercícios pode ter influenciado sua morte, aos 86 anos, no Havaí.

    Pessoas próximas ao astro de ação levantaram a hipótese de que a dedicação extrema aos treinos teria contribuído para o desfecho. A informação foi compartilhada em entrevistas ao Radar Online, que apontou preocupações entre conhecidos do ator. Conhecido por papéis em filmes como “O Voo do Dragão”, “McQuade, o Lobo Solitário” e “Comando Delta”, Norris morreu em 19 de março, deixando fãs e amigos surpresos.

    De acordo com a publicação, amigos do artista “temem que o esforço excessivo desnecessário possa ter acelerado o fim de sua vida”. Uma fonte relatou: “Chuck era tão vibrante e parecia décadas mais jovem do que realmente era. É muito difícil para os amigos aceitarem que ele se foi. Mesmo estando na casa dos 80 anos e tendo vivido uma vida incrivelmente plena, ainda há a sensação de que ele partiu antes da hora”. A fonte ainda acrescentou: “Os amigos estão em choque, buscando respostas e se perguntando se talvez ele tenha se exigido demais”.

    Duas semanas antes de morrer, no dia em que completou 86 anos, o ator publicou um vídeo treinando boxe, reforçando a imagem de vitalidade que mantinha até os últimos dias. Até o momento, representantes da família de Chuck Norris não comentaram oficialmente as informações divulgadas pelo Radar Online.

    Amigos dizem que excesso de treino afetou morte de Chuck Norris, diz site

  • Khamenei reforça que Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem

    Khamenei reforça que Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem

    Líder Supremo do Irã aconselhou vizinhos a se afastem de Israel e EUA: “Certamente levaremos a gestão do Estreito de Ormuz a um novo patamar. Não fomos e não somos belicistas, mas não renunciaremos a nenhum dos nossos direitos legítimos”, disse

    Em pronunciamento à nação, o novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, reafirmou que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras daqui para frente.

    Ele ainda aconselhou os países do Golfo Pérsico a se afastarem de Israel e dos Estados Unidos (EUA), além de confirmar que o Irã levará “em consideração” todas as frentes de batalha no Oriente Médio, o que inclui Líbano e Faixa de Gaza.  

    “Certamente levaremos a gestão do Estreito de Ormuz a um novo patamar. Não fomos e não somos belicistas, mas não renunciaremos a nenhum dos nossos direitos legítimos. E, nesse sentido, consideramos a união de toda a frente de Resistência”, disse Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, que foi assassinado no primeiro dia da guerra.

    A “frente da Resistência”, ou Eixo da Resistência, é todo grupo ou partido que se opõem à política de Israel e EUA no Oriente Médio, como Hezbollah, no Líbano, Hamas, em Gaza, e os Huthis, no Iêmen.

    Já o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% de todo petróleo e gás do planeta, causou elevação dos preços da energia em todo o mundo. A ação foi uma retaliação do Irã contra agressão sofrida dos EUA e Israel, que passaram a bombardear o país persa no dia 28 de fevereiro.

    O pronunciamento do novo líder do Irã foi lido nas emissoras do Irã na noite dessa quinta-feira (9), em meio aos atos de homenagem ao 40º dia da morte do pai do novo líder, Ali Khamenei. Os atos levaram multidões às ruas de diferentes cidades do país.

    Mensagem 

    Mojtaba Khamenei enviou ainda mensagem aos “vizinhos do Sul” do Irã, entendidos como os países do Golfo Pérsico que foram alvos de mísseis iranianos e acusados por Teerã de colaborarem com EUA e Israel na agressão contra o país persa, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita.

    “Aos nossos vizinhos do Sul, eu digo: Vocês estão testemunhando um milagre. Portanto, observem com atenção e compreendam-no bem, permaneçam no lugar certo e cuidado com as falsas promessas dos malignos”, disse.

    O líder Supremo do Irã acrescentou que ainda aguarda “uma resposta adequada” por parte desses países, “para que possamos demonstrar nossa fraternidade e boa vontade para com vocês”.

    Para Mojtaba Khamenei, essa boa vontade não poderia ser alcançada, sem o distanciamento “dos poderes arrogantes que nunca perdem a oportunidade de humilhá-los e explorá-los”.

    O líder Supremo reafirmou também que o país vai exigir uma indenização “por todos os danos causados, o pagamento do sangue dos mártires e o pagamento do sangue dos feridos nesta guerra”.

    Mensagem ao povo iraniano

    O aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei também se dirigiu diretamente ao povo iraniano para enfatizar a importância de as pessoas permanecerem nas ruas protestando.

    “Assim como fizeram nos últimos 40 dias, essa presença [nas ruas] é um pilar crucial da dignidade sobre a qual o poderoso Irã se estabeleceu”, ressaltou, ao acrescentar que “não se deve pensar que, com o anúncio de negociações com o inimigo, a presença nas ruas seja desnecessária”.

    O líder Supremo ainda afirmou que as diferenças entre os setores da sociedade foram reduzidas nos 40 dias de guerra.

    “Uma parte significativa dessa união foi conquistada nestes 40 dias. Os corações do povo se aproximaram. O gelo entre os diferentes segmentos com diversas inclinações começou a derreter. Todos se reuniram sob a bandeira da pátria.”

    Khamenei pediu ainda que as pessoas se apoiem mutuamente para mitigar a pressão da escassez de recursos causada pela guerra e alertou para a influência da propaganda do inimigo divulgada pelos meios de comunicação.

    “Esses meios de comunicação não desejam o bem do nosso país, e isso já foi comprovado inúmeras vezes. Portanto, devemos evitá-los completamente ou abordar suas publicações com extremo ceticismo”, completou.

    Entenda

    Após 40 dias de guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irã, os países anunciaram um cessar-fogo de duas semanas para negociações.  Ao mesmo tempo, os ataques massivos de Israel contra o Líbano levaram as autoridades iranianas a ameaçarem romperem o acordo.

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