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  • Trump diz que não há pressa para acordo com Irã

    Trump diz que não há pressa para acordo com Irã

    Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não têm pressa para fechar um acordo com o Irã e avisou que o bloqueio naval contra o país seguirá em vigor até a assinatura de um entendimento final. Negociações incluem o destino do urânio enriquecido iraniano e a possível flexibilização de sanções econômicas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump disse que orientou seus representantes a não se apressarem para fechar um acordo com o Irã e afirmou que o bloqueio naval dos EUA vai continuar até a assinatura de um texto final.

    Trump afirmou que o bloqueio dos EUA a navios e portos iranianos seguirá em vigor até um acordo ser alcançado, certificado e assinado. Em publicação na rede Truth Social, ele disse que “ambos os lados devem levar seu tempo e fazer as coisas direito”.

    O presidente dos EUA disse que ‘não há pressa’ para concluir o entendimento e que o tempo joga a favor de Washington. Segundo a agência Reuters, uma autoridade sênior do governo dos EUA disse que a Casa Branca não esperava um acordo neste domingo, e que um anúncio poderia levar dias por depender de aval de autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, Mojtaba Khamenei.

    Um esboço de proposta em negociação prevê que Teerã entregue o urânio enriquecido que mantém hoje. Segundo uma autoridade regional citada pela Associated Press, o destino do material seria definido em novas rodadas em um prazo de 60 dias, com a possibilidade de diluição de parte do estoque e envio do restante a um terceiro país.

    A Agência Internacional de Energia Atômica afirma que o Irã tem 440,9 kg de urânio enriquecido a 60%. Esse nível, de acordo com a agência, está a um passo técnico do patamar de 90% considerado grau de armamento.

    O texto em discussão também inclui medidas sobre navegação e sanções. Autoridades disseram que o Estreito de Hormuz seria reaberto de forma gradual em paralelo ao fim do bloqueio dos EUA, e que Washington poderia permitir que o Irã volte a vender petróleo com dispensas de sanções e negociar a liberação de recursos iranianos congelados no exterior.

    PONTOS QUE AINDA TRAVAM AS NEGOCIAÇÕES

    A questão nuclear deve ficar para uma etapa posterior, segundo autoridades americanas e iranianas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que não é possível resolver um compromisso nuclear “em 72 horas”, e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o tema não faz parte desta etapa.

    Israel pressiona por exigências mais duras e diz que um acordo final precisa eliminar ‘a ameaça nuclear’. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que isso envolve desmantelar instalações de enriquecimento e retirar o material nuclear enriquecido do território iraniano, além de manter “liberdade de ação” contra ameaças, inclusive no Líbano.

    Um cessar-fogo entre Irã e EUA está em vigor desde 8 de abril, mas é descrito como frágil. Trump tem dito que busca um acordo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, e autoridades americanas afirmam que a negociação dos detalhes sobre medidas nucleares levaria mais tempo.

    O rascunho citado pela Associated Press também menciona o fim da guerra entre Israel e Hezbollah e um compromisso de não interferência na região. Em discurso na TV, o líder do Hezbollah, Naim Qasem, disse esperar um acordo que inclua uma trégua no Líbano e afirmou que o desarmamento do grupo é inaceitável.

    Trump diz que não há pressa para acordo com Irã

  • Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

    Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

    Na abertura do pregão, às 19h deste domingo (24), o barril do tipo Brent -referência mundial- estava sendo negociado a US$ 99, queda de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira (22)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo abriu a semana em queda com o mercado internacional repercutindo um possível acordo entre o Irã e os Estados Unidos para o fim da guerra.

    Na abertura do pregão, às 19h deste domingo (24), o barril do tipo Brent -referência mundial- estava sendo negociado a US$ 99, queda de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira (22).

    O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, abriu a semana cotado em US$ 92, valor 5% inferior ao do encerramento do mercado na sexta.

    Ambos os contratos de petróleo atingiram o menor nível desde 7 de maio.

    Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo com o Irã não fosse “alcançado, certificado e assinado”.

    “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está ao nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

    Segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, um possível acordo para o fim da guerra levaria o número de navios autorizados a transitar pelo estreito de Hormuz a normalizar em 30 dias.

    O bloqueio naval deve ser completamente suspenso em 30 dias, de acordo com um memorando de entendimento, disse a Tasnim, acrescentando que parte dos fundos congelados do Irã deve ser liberada na primeira fase.

    No sábado (23), Trump disse que o acordo com o país persa estava nos detalhes finais. A declaração deste domingo parece contradizer o sinal de avanço do dia anterior, mas a leitura no mercado internacional de petróleo indica otimismo com a normalização de Hormuz.

    De acordo com agências de notícias do Omã, autoridades do país e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios para uma governança da liberdade de navegação em Hormuz.

    O país da península arábica foi um dos menos atingidos por ataques retaliatórios iranianos, que miraram em particular outros países árabes da região com forte presença americana em bases militares, como Qatar e Emirados Árabes Unidos.

    O analista da MST Marquee Saul Kavonic disse que, apesar de todas as ressalvas e riscos que ainda cercam o acordo de paz, agora há alguma luz no fim do túnel, o que deve trazer um alívio de curto prazo para os preços do petróleo.

    No entanto, analistas esperam que sejam necessários meses para que os fluxos de petróleo pelo estreito voltem ao normal e para que instalações danificadas sejam reparadas.

    Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Famosos que vivem relacionamentos abertos: Funciona?

    Famosos que vivem relacionamentos abertos: Funciona?

    Quando celebridades aproveitam seus relacionamentos dos seus próprios jeitos

    Existem muitos tipos diferentes de relacionamentos e a monogamia é apenas um deles. De Will Smith a Kristen Bell, muitas celebridades famosas não acreditam que a monogamia seja a chave para um relacionamento bem-sucedido e duradouro. Algumas dessas estrelas costumavam estar em relacionamentos abertos, outras se casaram com seus parceiros porque ambos compartilhavam as mesmas opiniões.

    Curioso? Clique para descobrir as celebridades que não acreditam na monogamia.

    Famosos que vivem relacionamentos abertos: Funciona?

  • Rússia confirma uso de míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

    Rússia confirma uso de míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

    A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersônicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.

    O Ministério da Defesa da Rússia confirmou, em comunicado, que utilizou mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, além de outros tipos de mísseis, em ataques contra a Ucrânia.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, já havia denunciado hoje o ataque com mísseis Orechnik na região de Kiev.

    Esta foi a terceira vez que o míssil, capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.

    Também nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, pediu o reforço do apoio ao país diante da agressão russa.

    Sybiha afirmou que a Ucrânia precisa de mais capacidade de defesa, incluindo proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defesa, aumento da pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à entrada da Ucrânia na União Europeia.

    A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque neste bombardeio, incluindo drones e mísseis de diferentes tipos.

    Rússia confirma uso de míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia

  • Bia Haddad toma virada e cai na estreia em Roland Garros

    Bia Haddad toma virada e cai na estreia em Roland Garros

    SÃO PAULO,SP (FOLHAPRESS) – A tenista brasileira Beatriz Haddad Maia não conseguiu reverter o momento ruim que atravessa dentro de quadra nos últimos meses e foi eliminada neste domingo (24) na primeira rodada do Grand Slam de Roland Garros, em Paris, na França.

    Atual 105ª do ranking da WTA (Associação das Tenistas Profissionais), a paulistana de 29 anos foi derrotada pela britânica Francesca Jones, 102ª do ranking, por 2 sets a 1, com parciais de 1/6, 7/6 (4) e 6/2, em 2h42 de partida.

    As duas já haviam se enfrentando uma vez no circuito, em 2021, na final do WTA 125 Elle Spirit Open, na Suíça, quando Bia Haddad derrotou Jones por 6/4 e 6/3.

    Na segunda rodada do Grand Slam no saibro francês, a britânica encara a tcheca Marie Bouzkova (28ª).

    Na pior posição no ranking da WTA desde 2020, a tenista brasileira amargou sua quinta derrota seguida no circuito.

    Sua última vitória foi nas oitavas de final do WTA 125 de La Bisbal, na Espanha, no fim de abril. Na ocasião, acabou eliminada nas quartas de final pela espanhola Marina Bassols Ribera, então 183ª do ranking.

    Desde então, a brasileira caiu na primeira rodada no WTA 1000 de Roma, no WTA 125 de Paris e no WTA 500 de Estrasburgo.

    Semifinalista de Roland Garros em 2023, quando parou apenas diante da polonesa Iga Swiatek, então líder do ranking, Bia já havia sido eliminada na primeira rodada do torneio nos dois últimos anos.

    Bia Haddad toma virada e cai na estreia em Roland Garros

  • Prefeito provoca revolta após disparar arma de choque contra assessor

    Prefeito provoca revolta após disparar arma de choque contra assessor

    Nas imagens, o prefeito Carlos Bruce dispara um taser nas costas de Arturo Bobbio, que estava sendo segurado por outro funcionário da prefeitura. Assim que recebeu a descarga elétrica, o assessor caiu no chão e se contorceu de dor, enquanto Bruce aparece rindo da situação. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e provocou reações negativas entre internautas.

    O prefeito de Santiago de Surco, no Peru, virou alvo de críticas após aparecer em um vídeo usando uma arma de choque contra um assessor de seu próprio gabinete. Apesar da repercussão, o episódio não foi tratado como uma agressão, mas como uma demonstração do equipamento que será utilizado por policiais locais do município.

    Nas imagens, o prefeito Carlos Bruce dispara um taser nas costas de Arturo Bobbio, que estava sendo segurado por outro funcionário da prefeitura. Assim que recebeu a descarga elétrica, o assessor caiu no chão e se contorceu de dor, enquanto Bruce aparece rindo da situação. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e provocou reações negativas entre internautas.

     

    A prefeitura de Santiago de Surco adquiriu 150 pistolas de choque importadas dos Estados Unidos para equipar agentes de segurança locais. A iniciativa é considerada inédita no Peru e tem sido apresentada pela gestão municipal como uma medida para reforçar o trabalho policial.

    Após a repercussão do caso, Carlos Bruce se pronunciou para tentar explicar o episódio. Segundo ele, as imagens foram retiradas de contexto. O prefeito afirmou que se tratava de “um vídeo tirado do contexto de uma dinâmica em ambiente privado”, conforme informou a imprensa peruana.

    Bruce também declarou que, durante a apresentação dos dispositivos, “realizavam-se simulações” e destacou que a participação dos envolvidos ocorreu de forma voluntária. “Em nenhum momento existiu uma situação de risco real e de maiores consequências”, garantiu ele.

    Nas redes sociais, o caso gerou indignação. Um usuário do X comparou a situação a práticas extremas ao escrever: “Isso me fez lembrar dos nazistas e suas experiências com os corpos de pessoas vivas”.

    A Superintendência Nacional de Fiscalização do Trabalho abriu investigação para apurar o ocorrido. Carlos Bruce é um político experiente e já ocupou cargos ministeriais nos governos de Alejandro Toledo, Pedro Pablo Kuczynski e Martín Vizcarra.

    Prefeito provoca revolta após disparar arma de choque contra assessor

  • Trump diz que que manterá bloqueio em Hormuz e pede que negociadores de acordo não se precipitem

    Trump diz que que manterá bloqueio em Hormuz e pede que negociadores de acordo não se precipitem

    “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está do nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo com o Irã não fosse “alcançado, certificado e assinado”.

    “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está do nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

    “Os dois lados têm que tomar seu tempo para fazer o acordo direito. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”, disse ainda o republicano.

    As declarações do presidente americano parecem contradizer o que ele próprio havia dito neste sábado (23), quando afirmou que as negociações estavam em seus detalhes finais e que um entendimento poderia ser alcançado ainda neste final de semana, inclusive com a reabertura de Hormuz.

    Do lado iraniano, não parece haver grandes concessões. Mais cedo, o presidente persa, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã estava pronto para reassegurar o mundo de que não busca armas nucleares, até aí algo já defendido pelo país antes do conflito, a despeito de seu programa de enriquecimento de urânio ir além do necessáro para usos civis.

    Pezeshkian disse também, por outro lado, que os negociadores iranianos não iriam abrir mão da honra e da dignidade do país, indicando poucas concessões nessa, já que Teerã considera seu programa nuclear um direito inalienável.

    Em seguida, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que ele e Trump concordaram que qualquer acordo para o fim do conflito precisa passar pelo desmantelamento do programa nuclear iraniano. O presidente americano, em sua publicação, voltou a criticar o acordo anterior existentes com Teerã, negociado pelo ex-presidente Barack Obama e do qual Trump retirou os EUA durante seu primeiro mandato.

    “A ideia de que esse presidente [Trump], dado tudo que ele já provou que está disposto fazer, vai de algum jeito concordar com um acordo que termine colocando o Irã em uma posição mais forte quando se trata de suas ambições nucleares é absurda. Isso simplesmente não vai acontecer”, afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

    Outro ponto defendido publicamente pelo Irã é o controle sobre o estreito de Hormuz, também tratado sob a ótica de que a prática é um direito do país, apesar de tratados internacionais sobre a liberdade de navegação.

    Teerã estabeleceu uma agência de administração da passagem marítima, em uma tentativa de institucionalizar o controle que estabeleceu sobre o estreito desde o início da guerra, em fevereiro. Segundo a Guarda Revolucionária, 33 embarcações teriam passado pela via após obter aval iraniano –não fica claro se esse aval significa pagamento de taxas ou outro tipo de concessão e autorização com base na origem e destino dos navios.

    De todo modo, apesar da declaração de Trump deste sábado de que o acordo em negociação prevê a reaberta de Hormuz, o Irã discorda. Mohsen Rezaei, um assessor do líder supremo Mojtaba Khamenei, afirmou neste domingo que a gestão do estreito era um “direito legal” do país.

    “A administração iraniana do estreito de Hormuz encerra 50 anos de insegurança no golfo Pérsico”, afirmou ele segundo agências do país ligadas ao regime.

    De acordo com agências de notícias do Omã, autoridades do país e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios para uma governança da liberdade de navegação em Hormuz.

    O país da península arábica foi um dos menos atingidos por ataques retaliatórios iranianos, que miraram em particular outros países árabes da região com forte presença americana em bases militares, como Qatar e Emirados Árabes Unidos.

    Segundo o jornal britânico The Guardian, cinco países do golfo (Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos e Qatar, notadamente sem assinatura de Omã), enviaram uma carta à Autoridade Marítima Internacional, um órgão de fiscalização, pedindo que embarcações comerciais não aceitem medidas estipuladas pelo Irã para Hormuz, como o pagamento de taxas.
    Na carta, os países árabes afirmam que aceitar as medidas criaria um precedente perigoso para navegação regional e mundial.

    Trump diz que que manterá bloqueio em Hormuz e pede que negociadores de acordo não se precipitem

  • Luísa Sonza enfrenta chuva, falhas técnicas e desmaios em show da Virada Cultural

    Luísa Sonza enfrenta chuva, falhas técnicas e desmaios em show da Virada Cultural

    Durante a apresentação, equipes distribuíram água ao público para tentar amenizar o calor que se formou com a aglomeração, apesar do frio de 17ºC, e o mal-estar dos fãs.

    ALANA MORZELLI E MARIA CLARA PRUDÊNCIO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O show de Luísa Sonza no palco Anhangabaú da Virada Cultural, mesmo com um grande público, foi marcado pela chuva no final da noite de sábado –que voltou após uma pancada no início da tarde–, problemas técnicos nas câmeras e cerca de dez desmaios registrados principalmente na região central da plateia, segundo bombeiros ouvidos pela reportagem.

    Durante a apresentação, equipes distribuíram água ao público para tentar amenizar o calor que se formou com a aglomeração, apesar do frio de 17ºC, e o mal-estar dos fãs.

    Mesmo com os imprevistos, a cantora manteve a apresentação de uma hora e meia e abriu o show em clima de paraíso tropical com “Me Marina”, em modo turbo, com “Campos de Morango” e um visual marcado pela pena verde no chapéu.

    Ao longo do setlist, Luísa alternou músicas do álbum novo com sucessos da carreira. A sequência mais romântica reuniu músicas como “Chico”, música escrita para o ex, Chico Moedas, e “Diferentemente”, dedicada ao atual namorado, o médico Luis Ribeirinho, antes da virada para os funks com “Motinha” e “Sentadona”. A cantora também apostou nos sucessos em espanhol, incluindo “Bunda” e “No Es lo Mío”.

    Desde a apresentação no Coachella, Luísa Sonza vem mantendo uma banda ao vivo formada inteiramente por mulheres, formação que a acompanhou no show.

    Luísa Sonza enfrenta chuva, falhas técnicas e desmaios em show da Virada Cultural

  • China revisa para 82 o número de mortos em explosão de mina de carvão

    China revisa para 82 o número de mortos em explosão de mina de carvão

    A explosão de gás ocorreu na noite de sexta-feira (22). Havia 247 trabalhadores no subsolo da mina no momento do acidente, segundo autoridades locais.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Autoridades chinesas revisaram para 82 o número de mortos na explosão da mina de carvão de Liushenyu, na província de Shanxi.

    A explosão de gás ocorreu na noite de sexta-feira (22). Havia 247 trabalhadores no subsolo da mina no momento do acidente, segundo autoridades locais.

    O número inicial de mortos era de pelo menos 90 pessoas. A chefe do condado de Qinyuan, Guo Xiaofang, disse que a contagem incorreta ocorreu por causa do caos na cena do desastre. A revisão do número de mortes foi apresentada neste sábado (23).

    “Após o incidente, a cena era caótica, a contagem da empresa sobre o número de trabalhadores não estava clara, o que levou ao número inicial impreciso”, declarou Guo Xiaofang, chefe do condado de Qinyuan, em Shanxi.
    Duas pessoas continuam desaparecidas e 128 estão feridas, segundo Guo Xiaofang. Os trabalhadores feridos foram hospitalizados para tratamento, enquanto 35 escaparam ilesos da explosão, de acordo com a chefe do condado de Qinyuan.

    O governo chinês fechou as quatro minas do Grupo de Coqueificação de Carvão Shanxi Tongzhou. A empresa é dona da mina de Liushenyu e teve seus executivos detidos pelas autoridades locais.

    O desastre em Shanxi é o mais letal na mineração chinesa em 17 anos. O recorde anterior ocorreu em 2009, quando uma explosão em Heilongjiang matou 108 trabalhadores.

    A mina de Liushenyu produz 1,2 milhão de toneladas de carvão por ano. O combustível é a base do setor energético da China, que extraiu 4,83 bilhões de toneladas no ano passado.

    O presidente Xi Jinping ordenou uma investigação sobre o incidente. Ele também pediu no sábado (23) que as autoridades não poupem esforços no tratamento médico dos feridos e nas buscas.

    A mídia estatal publicou um editorial neste domingo (24) para exigir mais segurança. O jornal Diário do Povo defendeu a reversão da tendência de priorizar o desenvolvimento em vez da proteção aos trabalhadores.

    China revisa para 82 o número de mortos em explosão de mina de carvão

  • Deolane terá de remover mega hair na prisão; influenciadora está em ala especial

    Deolane terá de remover mega hair na prisão; influenciadora está em ala especial

    Deolane foi presa na quinta-feira (21) sob suspeita de ligação com lavagem de dinheiro do PCC. O esquema utilizaria empresas de fachada, contas bancárias e patrimônio de alto padrão para ocultar recursos atribuídos à facção criminosa.

    FRANCISCO LIMA NETO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A advogada e influenciadora Deolane Bezerra terá de remover o mega hair (aplique no cabelo) para ficar na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

    Ela também não pode usar brincos e terá de retirar piercings, se tiver.

    Deolane foi presa na quinta-feira (21) sob suspeita de ligação com lavagem de dinheiro do PCC. O esquema utilizaria empresas de fachada, contas bancárias e patrimônio de alto padrão para ocultar recursos atribuídos à facção criminosa.

    A defesa diz que ela é inocente e que “os fatos serão devidamente esclarecidos em momento oportuno”. Afirmou ainda ter entrado com um habeas corpus contra a prisão da influenciadora e solicitado a mudança para o regime de prisão domiciliar.

    Na penitenciária, as detentas não podem usar extensão no cabelo para que os apliques não sejam usados em possíveis tentativas de fuga ou como moeda de troca em comércio informal dentro da prisão.

    Essas informações são de policial penal que atua na unidade para onde Deolane foi transferida na sexta-feira (22), depois de passar uma noite na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.

    A advogada está em uma ala especial destinada a advogadas presas. A ala conta com oito celas, segundo o policial penal. Cada uma tem duas camas. Deolane está sozinha em uma cela de 9 metros quadrados e não teve contato com nenhuma outra presa.

    Essa ala é separada das presas comuns. Uma não tem acesso à outra. De acordo com as informações, as presas dessa ala têm o mesmo uniforme e mesma alimentação que as demais. A diferença é que recebem dois colchões e têm ventilador na cela e chuveiro individual. Além de Deolane, há mais uma advogada presa na mesma ala.

    As visitas às presas dessa ala são aos sábados, das 8h às 16h, enquanto as das demais detentas são aos domingos.

    Cada cela tem direito a um aparelho de rádio e a uma televisão. A cela da Deolane ainda não tem os equipamentos, segundo o policial penal, porque a família precisa depositar um valor de até um salário mínimo no pecúlio dela para que os aparelhos sejam comprados e entregues a ela.

    A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) afirmou que Deolane foi alocada de acordo com decisão judicial, que reconheceu a existência de seu registro ativo como advogada.

    “Assim como as demais presas que ingressam no sistema prisional paulista, ela cumpre, atualmente, o Regime de Observação na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista e recebe refeição padrão servida na unidade, além de ter direito a banho de sol diário, em horários pré-determinados”, explicou.

    Segundo a pasta, dados individualizados de custodiados não são fornecidos. “Estruturas de celas e outras alas não são divulgadas por questões de segurança”, reforçou a SAP.

    A defesa de Deolane foi procurada, mas não respondeu até a publicação deste texto.

    A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) Seção São Paulo declarou que existe previsão legal no Estatuto da Advocacia para que advogados presos preventivamente, ou seja, antes do trânsito em julgado da sentença, sejam recolhidos em sala de Estado-Maior ou, na ausência, em local equivalente, separado dos presos comuns. O entendimento, de acordo com a Ordem, está previsto no artigo 7º, inciso V, da Lei Federal nº 8.906/94, que assegura aos advogados condições específicas de custódia antes de condenação definitiva.
    “A Comissão de Prerrogativas da OAB-SP acompanha o caso envolvendo a advogada e influenciadora Deolane Bezerra no âmbito da defesa das prerrogativas profissionais previstas em lei, e não por qualquer privilégio pessoal”, afirmou.

    Deolane terá de remover mega hair na prisão; influenciadora está em ala especial