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  • Modo "para adultos" do ChatGPT é adiado para 2026

    Modo "para adultos" do ChatGPT é adiado para 2026

    O lançamento do modo para adultos do ChatGPT, inicialmente previsto para dezembro, foi adiado para o primeiro trimestre de 2026. A OpenAI planeja usar este tempo para aprimorar a ferramenta de detecção de idade do usuário.

    O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, havia afirmado no início do ano que a empresa estava trabalhando em um novo modo do ChatGPT voltado para maiores de 18 anos, que permitiria aos usuários conversar com o bot de Inteligência Artificial com conteúdo adulto.

    O lançamento desse modo para adultos estava originalmente previsto para este mês de dezembro, mas, de acordo com a CEO de Aplicações da OpenAI, Fidji Simo, a chegada dessa funcionalidade foi adiada para o próximo ano.

    Segundo o site Tom’s Guide, em conversa com jornalistas sobre o lançamento do modelo de linguagem GPT-5.2, Simo informou que esse modo deverá ser lançado no primeiro trimestre de 2026.

    A executiva explicou que a OpenAI usará esse tempo adicional de desenvolvimento para aprimorar a ferramenta de detecção da idade dos usuários, garantindo que menores de 18 anos não consigam contornar as restrições implementadas no ChatGPT.

    Essa ferramenta de identificação da idade dos usuários já havia sido mencionada por Altman anteriormente, em uma publicação oficial da OpenAI, na qual ele indicou que um sistema de verificação poderá ser implementado em alguns países.

    “Estamos criando um sistema de previsão de idade que estima a idade de uma pessoa pela forma como ela usa o ChatGPT”, diz a publicação de Altman compartilhada em setembro. “Em caso de dúvida, daremos prioridade à segurança e restringiremos a experiência ao modo para menores de 18 anos. Em algumas situações ou países, também poderemos solicitar um documento de identificação. Embora isso represente um problema em termos de privacidade para adultos, acreditamos que seja uma concessão válida.”

    Restrições visam proteger a saúde mental
    Foi nesse contexto que a OpenAI também anunciou mudanças em seus modelos de Inteligência Artificial para identificar situações de crise mental durante conversas com o ChatGPT, com novas salvaguardas e bloqueios de conteúdo.

    O ChatGPT já conta com uma série de medidas que são ativadas quando o sistema detecta que usuários tentam se automutilar ou expressam intenções suicidas. Nesses casos, são oferecidos recursos para buscar ajuda especializada, conteúdos sensíveis ou ofensivos são bloqueados, pedidos deixam de ser respondidos e o sistema tenta dissuadir o usuário.

    Essas medidas também são acionadas quando usuários demonstram intenção de causar danos a outras pessoas, o que pode resultar na desativação da conta e na comunicação às autoridades, caso revisores humanos considerem que exista risco real.

    Segundo a OpenAI, essas proteções são ainda mais rigorosas quando os usuários são menores de idade.

    Especificamente, a empresa vai aprimorar a detecção em conversas longas, já que, “à medida que a conversa [entre o usuário e o chatbot] se prolonga, parte do treinamento de segurança do modelo pode se deteriorar”, conforme explica a OpenAI.

    As mudanças também buscam reforçar o bloqueio de conteúdos sensíveis, como imagens de automutilação.

    Além disso, a OpenAI está explorando formas de colocar os usuários em contato com familiares, e não apenas com serviços de emergência.

    “Isso pode incluir mensagens com um clique ou ligações para contatos de emergência, amigos ou familiares, com sugestões de linguagem para tornar o início da conversa menos intimidador”, explica a empresa responsável pelo ChatGPT.

    A OpenAI anunciou essas iniciativas na terça-feira, no mesmo dia em que Matt e Maria Raine, pais de Adam Raine — um adolescente de 16 anos que se suicidou em abril —, entraram com um processo contra a empresa devido ao papel que o ChatGPT teria desempenhado, conforme relatou o The New York Times.

    Os pais acusam o chatbot de priorizar a interação com o modelo em detrimento da segurança do menor.

    No início de agosto, um estudo do Centro de Combate ao Ódio Digital, citado pela Associated Press (AP), concluiu que o ChatGPT é capaz de fornecer informações e instruções sobre comportamentos prejudiciais para jovens, como o uso de drogas ou transtornos alimentares.

    O estudo analisou mais de três horas de interações entre o chatbot e pesquisadores que se passaram por adolescentes vulneráveis. Embora o modelo de IA tenha emitido alertas contra atividades arriscadas, ele continuava fornecendo planos detalhados sobre comportamentos prejudiciais.

    Os pesquisadores do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH, na sigla em inglês) repetiram as perguntas em larga escala e classificaram mais da metade das 1.200 respostas do ChatGPT como perigosas.

    Modo "para adultos" do ChatGPT é adiado para 2026

  • Trump volta a sugerir ataques terrestres na Venezuela: "É mais fácil"

    Trump volta a sugerir ataques terrestres na Venezuela: "É mais fácil"

    O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a sugerir esta sexta-feira que o país vai iniciar ataques terrestres na Venezuela, indicando que essas operações serão contra “pessoas horríveis que estão trazendo drogas” para os Estados Unidos.

    E agora começamos por terra [os ataques]. E por terra é muito mais fácil. E isso vai começar a acontecer”, afirmou o chefe de Estado durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, ao ser questionado sobre a situação com a Venezuela.

    Em seguida, porém, acrescentou uma nuance importante: os ataques terrestres não precisam “necessariamente ser na Venezuela; nossos alvos são as pessoas que trazem drogas para o nosso país”.

    Trump afirmou que a administração norte-americana eliminou o tráfico de drogas “a níveis nunca antes vistos”, especificamente “96% das drogas que chegam por via marítima”. Ele ironizou os 4% restantes, em referência aos ataques realizados pelas forças dos Estados Unidos no Mar do Caribe contra navios que supostamente transportavam drogas, pelos quais Trump foi acusado de cometer “assassinatos extrajudiciais”.

    Entre risos e em tom de brincadeira, o presidente norte-americano disse que não gostaria de fazer parte desses 4% e, em seguida, perguntou aos presentes no Salão Oval: “Alguém quer ir pescar naquela região? Alguém quer ir pescar ali? Acho que não”.

    Os bombardeios norte-americanos contra mais de duas dezenas de embarcações já causaram mais de 80 mortes.

    Donald Trump também se recusou a revelar quais serão as próximas ações dos Estados Unidos em relação ao petróleo venezuelano, após a apreensão de um petroleiro com petróleo da Venezuela ao largo da costa do país latino-americano, na última quarta-feira.

    O ocupante da Casa Branca ainda fez críticas à Colômbia — cujo presidente, Gustavo Petro, ele afirmou que seria “o próximo” na luta contra o narcotráfico —, embora tenha diferenciado a situação da venezuelana. “A Colômbia tem, pelo menos, três fábricas de cocaína. É um país diferente. Não estamos satisfeitos com isso. Mas estamos combatendo”, afirmou.

    Trump volta a sugerir ataques terrestres na Venezuela: "É mais fácil"

  • Juiz Alexandre de Moraes agradece a Lula retirada de sanções dos EUA

    Juiz Alexandre de Moraes agradece a Lula retirada de sanções dos EUA

    O juiz Alexandre de Moraes agradeceu hoje o papel que o Presidente do Brasil teve na retirada das sanções que lhe tinham sido impostas pelo seu envolvimento no processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro.

    “Agradeço ao presidente Lula. A verdade venceu hoje”, disse Alexandre de Moraes durante a inauguração do SBT News, em São Paulo, evento que contou com a presença do chefe de Estado brasileiro.

    No mesmo discurso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ressaltou que o Brasil alcançou uma “tríplice vitória: do Judiciário brasileiro, que não se rendeu a ameaças e coerções e continuará atuando com imparcialidade; da soberania nacional; e da democracia”.

    Também no evento, Lula da Silva afirmou que a retirada das sanções dos Estados Unidos “é boa para o Brasil e para a democracia brasileira”.

    “A sua vitória [Alexandre de Moraes] é a vitória da democracia brasileira”, destacou o chefe de Estado brasileiro.

    Os Estados Unidos suspenderam, na sexta-feira, as sanções financeiras impostas ao ministro brasileiro Alexandre de Moraes.

    O nome do magistrado deixou de constar no registro do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro norte-americano.

    Os Estados Unidos haviam revogado o visto de Moraes em julho e imposto sanções financeiras após o magistrado ordenar uma série de medidas cautelares contra Bolsonaro durante o julgamento por tentativa de golpe, que terminaria, em setembro, na condenação a 27 anos e três meses de prisão.

    A medida do Departamento do Tesouro foi baseada na Lei Magnitsky, que autoriza o Executivo norte-americano a impor sanções a cidadãos estrangeiros envolvidos em atos de corrupção ou violações de direitos humanos.

    Trump também elevou as tarifas sobre as exportações brasileiras para 50% em retaliação ao julgamento contra Bolsonaro, mas Lula da Silva reagiu afirmando que a soberania e a democracia do Brasil não eram negociáveis.

    Apesar da condenação de Bolsonaro, os canais de comunicação entre os Estados Unidos e o Brasil foram reabertos, com os dois líderes participando de diversas reuniões, e Trump retirando as tarifas sobre alguns produtos brasileiros, incluindo carne bovina, legumes, café e cacau.

    Juiz Alexandre de Moraes agradece a Lula retirada de sanções dos EUA

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  • Urso ataca treinador em parque na China para tentar roubar comida

    Urso ataca treinador em parque na China para tentar roubar comida

    O incidente ocorreu no último sábado, dia 6 de dezembro, quando um urso atacou o treinador durante um espetáculo no Parque Safari de Hanzhou, na China. Apesar do pânico, ninguém ficou ferido.

    Um urso atacou um treinador de animais durante um espetáculo no Parque Safari de Hangzhou, na província de Zhejiang, na China. O incidente ocorreu no último sábado, dia 6 de dezembro. 

    Tudo parecia estar ocorrendo bem durante uma apresentação ao vivo no Parque Safari de Hangzhou quando o urso se dirigiu a um dos treinadores e o atacou.

    No vídeo, compartilhado nas redes sociais, é possível ver vários colegas do homem terem que ajudá-lo e tentando que o urso o largasse. Aliás, um dos funcionários tenta atingir o urso com um par de bancos, mas sem sucesso.

    Um outro funcionário tenta agarrar no urso, mas rapidamente recua. Já uma treinadora tenta acertar-lhe com uma tabela de basquetebol. 

    Depois de momentos de pânico, o homem finalmente consegue soltar-se do animal, que foi levado pelos funcionários.

    Segundo o New York Post, o Parque Safari de Hangzhou confirmou que, apesar do susto, não houve relatos de ferimentos e revelou que o treinador teria um saco com maçãs e cenouras, motivo pelo qual o animal teria tido aquela reação. 

    “Às 15h50, no dia 6 de dezembro, durante a nossa demonstração de comportamento animal, ocorreu um incidente onde um urso preto tentou roubar comida de um treinador”, disse um porta-voz do parque. 

    E acrescentou: “Embora nem o treinador nem o animal tenham ficado feridos, a nossa resposta no local foi insuficiente, o que causou uma experiência desagradável aos visitantes. Pedimos as mais sinceras desculpas”

    Note-se que os ursos pretos asiáticos são nativos da China e são conhecidos pela sua força, agilidade e grande apetite.

    Urso ataca treinador em parque na China para tentar roubar comida

  • Praia e Osasco encaram clubes italianos na semi do Mundial de vôlei

    Praia e Osasco encaram clubes italianos na semi do Mundial de vôlei

    O Praia Clube e o Osasco estão a dois jogos do título do Mundial de Clubes de Vôlei Feminino, no Ginásio do Pacaembu, em São Paulo. Neste sábado (13) as equipes brasileiras disputarão as semifinais contra duas potências italianas.

    Atual campeão sul-americano, o time de Uberlândia (MG) entra em quadra às 13h (horário de Brasília) contra o Scandicci. Já o clube paulista, campeão da Superliga, enfrentará às 16h30 o Conegliano, onde joga a ponteira da seleção Gabi Guimarães. Os jogos terão transmissão ao vivo na VBTV, streaming da Federação Internacional de Vôlei.

    Contando com o apoio da torcida, o Osasco vai buscar a vaga na final contra o tricampeão Conegliano (2019, 2022 e 2024), que desponta como o melhor time da atualidade. Nesta temporada, a equipe de Gabi Guimarães gabaritou com quatro títulos: Champions League, Campeonato Italiano, Copa Itália e Supercopa. A missão do Praia Clube contra o Scandicci também não será fácil. O clube europeu tem um elenco de estrelas, como Ekaterina Antropova (oposta da seleção italiana, campeã mundial), Maja Ognjenovci (levantadora da Sérvia, bicampeã mundial) e Brenda Castillo, considerada uma das principais líberos do mundo.

     


     

    O Osasco se classificou às semifinais na vice-liderança do Grupo A, atrás do Scandicci, para quem perdeu por 3 sets a 0 na segunda rodada da primeira fase. O clube paulista iniciou a campanha com vitória por 3 sets a 0 sobre o Alianza Lima (Peru) e derrotou o Zhetysu (Cazaquistão) por 3 sets a 2, no terceiro e último jogo da fase inicial. O clube paulista sonha com o bicampeonato no Mundial – o primeiro título foi em obtido em 2012, com vitória na final sobre o Rabita Baku (Azerbaijão), no Catar.

    Já o Praia Clube sonha com o título inédito na competição. Pelo terceiro ano seguido o time mineiro assegura presença nas semifinais. A equipe se classificou em segundo lugar do Grupo B, cuja liderança ficou com o Conegliano. Na estreia, o Praia bateu o Zamalek (Egito) por 3 sets a 0, mesmo placar da vitória sobre o Orlando Valkyries (Estados Unidos) na segunda rodada. No encerramento da primeira fase, o time brasileiro foi superado pelo Conegliano por 3 sets a 0.

     

     


     


    Praia e Osasco encaram clubes italianos na semi do Mundial de vôlei

  • Andy Dick é encontrado desacordado em Hollywood após suspeita de overdose

    Andy Dick é encontrado desacordado em Hollywood após suspeita de overdose

    Comediante foi atendido no local, mas recusou ser levado ao hospital; testemunhas relatam que ator precisou de intervenção médica com Narcan

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator e comediante Andy Dick foi encontrado desacordado em uma área pública de Hollywood na tarde de terça-feira (9), em um episódio tratado como suspeita de overdose por autoridades locais. Segundo o site TMZ, que revelou o caso, ele recebeu atendimento no local e recusou ser levado a um hospital.

    De acordo com relatos de testemunhas, Dick estava sentado na escadaria externa de um prédio quando caiu e perdeu os sentidos. Pessoas que passavam pelo local acionaram o socorro e tentaram ajudá-lo até a chegada dos bombeiros. Em meio à confusão, um dos presentes teria pedido Narcan, medicamento usado para reverter overdoses de opioides, que foi aplicado no comediante.

    O Corpo de Bombeiros de Los Angeles confirmou ao TMZ que atendeu a uma ocorrência envolvendo um homem de 59 anos com suspeita de overdose, mas afirmou que o paciente optou por não ser encaminhado a um hospital. A polícia também esteve no local e confirmou a recusa por atendimento médico.
    Ainda segundo o site, Andy Dick disse estar aliviado por estar bem após o que classificou como um “incidente assustador”, mas afirmou que não pretende comentar o episódio publicamente.

    Conhecido principalmente pela série de humor “NewsRadio”, exibida entre 1995 e 1999, Dick também integrou o elenco de “The Ben Stiller Show” e participou de produções mais recentes, como “Duas Garotas em Apuros”. Ao longo dos anos, sua carreira foi marcada por episódios de controvérsia e problemas com drogas.

    Em 2022, ele chegou a ser preso sob acusação de abuso sexual dentro de um trailer estacionado em um parque da Califórnia. O comediante negou a acusação, e o caso foi encerrado após a suposta vítima não colaborar com as autoridades. Além disso, Dick acumula outras detenções e registros policiais relacionados a assédio, abuso e uso de entorpecentes.

    Andy Dick é encontrado desacordado em Hollywood após suspeita de overdose

  • WTorre troca gramado do Allianz, e Palmeiras começa 2026 na Arena Barueri

    WTorre troca gramado do Allianz, e Palmeiras começa 2026 na Arena Barueri

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A WTorre iniciou o processo de troca do gramado sintético do Allianz Parque, e o Palmeiras vai iniciar a temporada do ano que vem mandando seus jogos na Arena Barueri.

    As obras para a troca do sintético foram iniciadas nesta semana e não tem data para a finalização. A expectativa inicial é de 45 dias para a reforma.

    O Palmeiras vai mandar seus jogos do início de 2026 na Arena Barueri – onde Leila Pereira também fez a troca pelo gramado sintético. Isso envolve duelos do Campeonato Paulista e do Brasileirão, que tem data de estreia no dia 28 de janeiro.

    A Soccer Grass seguirá como fornecedora do gramado sintético do Allianz Parque, e a responsável pela troca. A obra terá um custo de R$ 11 milhões.

    O gramado já era um incômodo no Palmeiras. O clube recebeu algumas reclamações do elenco e da comissão técnica pela diferença do gramado em 2025 em relação ao de outras temporadas.

    O novo piso será parecido com o atual, com o mesmo sistema, mas com algumas aprimorações. A WTorre entende que há novas tecnologias no mercado, que não existiam há 5 anos – quando foi decidido que seria instalado o sintético no estádio.

    O primeiro jogo do Palmeiras em casa no ano será o clássico contra o Santos, pelo Paulistão, e deve ser confirmado para o dia 14 de janeiro, em Barueri.

    Luiz Gustavo foi avisado por Rui Costa, homem forte do futebol do São Paulo, que o clube não lhe ofereceria uma renovação

    Folhapress | 14:24 – 12/12/2025

    WTorre troca gramado do Allianz, e Palmeiras começa 2026 na Arena Barueri

  • María Corina deixou Venezuela disfarçada e viajou de barco em mar revolto, diz imprensa

    María Corina deixou Venezuela disfarçada e viajou de barco em mar revolto, diz imprensa

    Vencedora do Nobel da Paz teve apoio de especialistas dos EUA em resgate para deixar seu país e chegar à Noruega; ela afirma que temeu pela vida durante operação e que ‘transição ordenada e pacífica’ em seu país está a caminho

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, deixou o seu país em uma operação secreta nesta semana que levou de 15 a 16 horas e incluiu o uso de peruca como disfarce, uma viagem de barco em mar revolto, além da participação de especialistas em resgate dos Estados Unidos, disseram autoridades à imprensa americana. Ela foi levada à Noruega, onde reencontrou a família após cerimônia do Prêmio Nobel da Paz.

    Bryan Stern, ex-integrante das forças especiais dos EUA e chefe da Grey Bull Rescue Foundation, que atua com resgates, descreveu a ação como uma das mais complexas e gratificantes já feitas por ele e sua equipe.

    Em entrevista à CBS News, Stern afirmou que a maior parte do trajeto ocorreu em alto-mar e com ondas altas que tornavam a navegação desconfortável, porém estrategicamente favorável. Isso porque o oceano agitado dificulta a detecção por radar, o que, para a equipe, foi uma vantagem.

    “Quanto mais alta a onda, mais difícil de ver. É assim que funciona”, afirmou ele à CBS, referindo-se à operação como uma tarefa árdua. “Estávamos todos bastante molhados. Eu e minha equipe estávamos encharcados até os ossos. Ela [María Corina] também estava com bastante frio e molhada.”

    Ainda à CBS, Stern disse que mais de 20 pessoas atuaram em diferentes frentes, incluindo inteligência, tradução, logística e navegação. Outros tantos colaboraram de forma indireta, alguns “sem saber que estavam ajudando” o transporte de María Corina.

    Ele disse que a operação foi organizada às pressas. A despeito dos meses de preparo prévio para ações em território venezuelano, foram apenas quatro dias de planejamento direto para a retirada da ativista.

    Vencedora da láurea por seu ativismo em prol da democracia, María Corina vive na clandestinidade e estava em local desconhecido. A operação começou na Venezuela, e Stern não quis revelar detalhes por questões de segurança.

    Após ser levada até um ponto de embarque, María Corina foi transferida para um barco que a conduziu a um ponto de encontro em mar aberto. No meio da noite, sob pouca lua e nuvens que dificultavam a visibilidade, Stern a recebeu para uma travessia de 13 a 14 horas até um local mantido em sigilo. De lá, ela embarcou rumo a Oslo, a capital norueguesa, também de acordo com a CBS.

    O resgate, disse, foi financiado por “alguns doadores generosos”, sem participação, segundo ele, do governo dos EUA. Stern disse que houve colaboração informal com militares americanos apenas para evitar incidentes, uma vez que embarcações em mar aberto poderiam ser confundidas com alvos.

    Nas últimas semanas, mais de 20 barcos que supostamente transportavam drogas foram bombardeados próximos à Venezuela pelas forças americanas, em ações que causaram a morte de mais de 80 pessoas.

    O governo de Donald Trump sabia dos planos para o transporte de María Corina, embora não esteja claro o grau de envolvimento do presidente, de acordo com o The Wall Street Journal. Segundo a publicação, a operação foi tensa, e María Corina teve de usar uma peruca como disfarce em território venezuelano.

    O grupo teria passado por dez postos militares, sem que a ativista fosse identificada, de acordo com uma pessoa próxima da operação mencionada pelo Wall Street Journal.

    María Corina chegou à Noruega após a cerimônia do Nobel, na quarta-feira (10). Ao público, Jorgen Watne Frydnes, presidente do comitê, afirmou que a líder opositora havia enfrentado “uma jornada em situação de extremo perigo”. Sua filha recebeu o prêmio em nome da líder opositora e disse que a laureada “voltará muito em breve” à Venezuela.

    Em Caracas, a vice-líder do regime, Delcy Rodríguez, acusou María Corina de promover “interesses imperialistas dos EUA” para pilhar os recursos naturais venezuelanos. “O show fracassou. A senhora não apareceu”, disse ela. O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, por sua vez, afirmou que a opositora seria considerada foragida caso saísse do país.

    María Corina deixou Venezuela disfarçada e viajou de barco em mar revolto, diz imprensa

  • Assessora é suspeita de direcionar emendas sob ordens diretas de Lira, diz decisão do STF

    Assessora é suspeita de direcionar emendas sob ordens diretas de Lira, diz decisão do STF

    Defesa de Tuca diz que ela tem atuação técnica e apartidária; Lira não se manifesta; são apuradas suspeitas de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou busca e apreensão e quebra de sigilo sobre Mariângela Fialek, a Tuca, levanta suspeitas de que a assessora direcionou indevidamente emendas sob a ordem do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

    De acordo com Dino, depoimentos de parlamentares prestados na investigação afirmam que Tuca “atua diretamente na operacionalização do encaminhamento de emendas, efetuando-as supostamente em nome do ex-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Arthur Lira”.

    “Constatou-se, ainda, que, mesmo após a alteração na Presidência da Casa, ela permaneceu no exercício da função”, diz a decisão.

    “Tais circunstâncias evidenciam fortes indícios de que a representada [Tuca] integra uma estrutura organizada voltada ao indevido direcionamento de emendas parlamentares, supostamente atuando sob ordens diretas da antiga Presidência da Câmara dos Deputados, exercida pelo deputado Arthur Lira, fato que ainda está em apuração.”

    A defesa de Tuca, que atualmente é assessora da liderança do PP, disse que o trabalho dela é técnico e negou irregularidades. Procurado por meio da assessoria, Lira não se manifestou sobre a operação.

    Para determinar a operação desta sexta, intitulada Transparência, Dino se baseou em quebras de sigilo anteriores e nos depoimentos de parlamentares como os deputados José Rocha (União Brasil-BA), Glauber Braga (PSOL-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP), Dr. Francisco (PT-PI) e do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).

    A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor da operação. Paulo Gonet disse que o pedido da PF para a operação estava encorpado “com significativos elementos, materializados em diversos depoimentos e análises policiais, sugestivos da atuação ilícita da requerida Mariângela Fialek”.

    Segundo Gonet, Fialek “desponta exercer o controle de indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto em benefício de uma provável organização criminosa voltada à prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”.

    Uma das medidas solicitadas pela PF e autorizadas por Dino foi a busca e apreensão no local de trabalho de Tuca, na Câmara.

    De acordo com o ministro, a medida “revela-se compatível com os princípios da necessidade e da proporcionalidade, na medida em que se mostra essencial para o adequado aprofundamento das investigações em curso”.

    “Nesse ponto, é importante destacar que a busca na estação de trabalho na Câmara de Deputados se justifica pelo fato de manter maior potencial probatório, considerando que as ações sob suspeita seriam empreendidas justamente no contexto da rotina de desempenho funcional da investigada na Casa Legislativa”.

    Dino determinou o afastamento de Tuca de “qualquer atividade ou ação atinente a emendas parlamentares, até a conclusão das investigações”.

    De acordo com a PF, estão sendo investigadas suspeitas dos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

    Em nota, os advogados de Tuca afirmam que ela é uma profissional experiente e sem histórico de vinculação partidária e desempenha, atualmente, funções na organização técnica do orçamento.

    “Nessa condição, era responsável tecnicamente pela organização das emendas parlamentares, nos exatos termos do que decidido pela Presidência da Casa e por todos os líderes partidários indistintamente (Colégio de Líderes). Sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal”, diz a nota da defesa, assinada pelos advogados Luis Inácio Adams, que foi advogado-geral da União, e Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    “Cumpre mencionar que todo material de trabalho de Mariângela Fialek é público, e que todas as informações dali constantes, sobre indicações de emendas, são encaminhadas à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, onde podem também ser encontradas, além de serem publicadas no Portal da Transparência, tal como determinou o Supremo Tribunal Federal”, acrescentam.

    “Importante mencionar que não se imputa à Mariângela Fialek a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal, e que o objetivo da medida realizada na data de hoje era o de acessar informações relacionadas à função que exerce na Câmara dos Deputados, relativas às indicações, por Deputados, de verbas de emendas. Tais informações, registre-se, hoje já são públicas.”

    No fim de 2024, a PF abriu por ordem de Dino um inquérito para apurar o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares pela Câmara. Na ocasião, o ministro decidiu pela suspensão dos repasses.

    O magistrado havia atendido a uma representação do PSOL que apresentou novos fatos a respeito do pagamento das chamadas emendas de comissão -alvo de críticas e de decisões anteriores do próprio ministro pela falta de transparência.

    A representação da legenda cita um ofício encaminhado ao governo federal e assinado por 17 líderes partidários da Câmara detalhando a indicação de 5.449 emendas de comissão.

    Esse conjunto de emendas se daria, segundo o PSOL, “sem aprovação prévia e registro formal pelas comissões, sob o pretexto de ‘ratificar’ as indicações previamente apresentadas pelos integrantes das comissões”.

    Na prática, a lista dos 17 líderes de partidos da Câmara mudava a destinação de emendas de comissão, sem aprovação dos colegiados. O ofício com a nova destinação foi encaminhado ao governo Lula (PT), e a Casa Civil deu aval à manobra.

    Assessora é suspeita de direcionar emendas sob ordens diretas de Lira, diz decisão do STF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bárbara Evans descreve pânico em voo durante vendaval

    Bárbara Evans descreve pânico em voo durante vendaval

    Influenciadora conta que aeronave tentou pousar várias vezes em SP; ela decidiu seguir viagem de carro após turbulência intensa e ventos fortes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Bárbara Evans, 34, desabafou sobre um susto que viveu na noite de quinta-feira (11). A influenciadora contou que enfrentou uma das turbulências mais fortes de sua vida durante um voo entre o Rio de Janeiro e São Paulo. O relato foi publicado em seus stories no Instagram nesta sexta (12).

    A viagem deveria terminar no aeroporto de Congonhas, mas o tempo mudou os planos. Ventos que, segundo ela, chegavam a 100 km/h impediram a aproximação segura. “Ontem foi o maior susto da minha vida, eu realmente achei que a gente fosse morrer. Só hoje está caindo a ficha”, disse, ainda abalada.

    Segundo Bárbara, o piloto tentou pousar mais de quatro vezes na capital paulista, sempre sem sucesso. Diante da instabilidade climática, o voo acabou redirecionado para Campinas, no aeroporto de Viracopos. Foi lá que ela desembarcou, aliviada, mas ainda em choque. “O pessoal queria que a gente pegasse outro voo para Congonhas, para tentar de novo. Nem pensar”, afirmou.

    A influenciadora decidiu seguir viagem de carro até chegar em casa, em busca de segurança e distância de uma nova tentativa aérea. Em seu relato, reforçou a sensação de vulnerabilidade que experimentou no ar. “Agradeço que a vida segue. Podia ser o encerramento ontem, e não foi. Estou muito agradecida.”

    Mãe de três filhos, Bárbara encerrou o depoimento prometendo novas prioridades após o susto. “Hoje vou valorizar muito mais cada segundo da minha vida. Cada segundo com meus filhos”, declarou.

    Bárbara Evans descreve pânico em voo durante vendaval