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  • Trump captura petroleiro perto da Venezuela, e Maduro fala em 'interferência brutal'

    Trump captura petroleiro perto da Venezuela, e Maduro fala em 'interferência brutal'

    A captura do navio cargueiro ocorreu em águas internacionais, e a tripulação não ofereceu resistência, afirmou o governo americano. Segundo a imprensa dos EUA, trata-se do petroleiro Skipper, de bandeira da Guiana

    (CBS NEWS) – Na escalada mais grave da crise militar entre os Estados Unidos e a Venezuela até aqui, as Forças Armadas americanas capturaram um petroleiro em águas próximas à costa do país sul-americano, informou nesta quarta-feira (10) o presidente Donald Trump.

    A captura do navio cargueiro ocorreu em águas internacionais, e a tripulação não ofereceu resistência, afirmou o governo americano. Segundo a imprensa dos EUA, trata-se do petroleiro Skipper, de bandeira da Guiana. Plataformas de rastreamento apontam que a última viagem da embarcação foi entre o porto de Basra, no Iraque, e Georgetown, capital guianense.

    A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, tem uma economia dependente de exportações dessa commodity.

    “Acabamos de tomar um petroleiro na costa da Venezuela -um navio muito grande, o maior já capturado, na verdade. Outras coisas também estão acontecendo, vocês verão mais tarde”, disse Trump à imprensa, sem entrar em detalhes. Pouco depois, o presidente disse que o petroleiro foi interceptado “por uma ótima razão”.

    Em resposta, o ditador Nicolás Maduro afirmou em comunicado que a Venezuela “exige o fim da intervenção brutal e ilegal dos Estados Unidos” no país. Trump, questionado sobre o que aconteceria com o navio e sua carga de petróleo venezuelano, respondeu: “Acho que vai ficar conosco”.

    Na mesma conversa com a imprensa, o republicano ameaçou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro: “é melhor ele ficar esperto, ou será o próximo. Espero que ele esteja escutando: será o próximo”. Trump também acusa a Colômbia de enviar cocaína aos EUA.

    Nesta quarta, Petro pediu anistia geral e um governo de transição para a Venezuela, insistindo em saída pacífica para a crise. O presidente colombiano é alvo de sanções americanas, acusado de “contribuir com o tráfico de drogas” -não há qualquer prova que sustente a afirmação.

    Mais tarde, o chanceler da Venezuela, Yván Gil, chamou a captura do petroleiro de “ato de pirataria internacional”. “Não é a primeira vez que [Trump] admite (…) que seu objetivo é ficar com o petróleo venezuelano”, afirmou Gil.

    A captura do petroleiro amplia o cerco militar de Washington contra o regime de Maduro, considerado ilegítimo pelos EUA e contra o qual o republicano já ameaçou fazer bombardeios diretos e enviar tropas em meio a sua campanha de ataques a embarcações no Caribe -com um saldo de 87 mortes até aqui.

    Apesar da intensa pressão militar contra a Venezuela, essa é a primeira vez que Washington interfere diretamente na principal fonte de arrecadação do regime de Maduro -suas exportações de petróleo, que têm a China como principal destino.

    A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, disse que a captura foi conduzida pelo FBI (a polícia federal americana), e pelos Departamento de Segurança Interna e de Defesa com o objetivo de tomar um navio “usado para transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã” que seria usado para “financiar organizações terroristas”.

    A indústria petrolífera venezuelana está sob sanções econômicas dos EUA há anos, embora a americana Chevron tenha permissão para operar no país ao lado da PDVSA, a empresa estatal de petróleo de Caracas. Autoridades do governo Trump disseram à Bloomberg que o petroleiro capturado era alvo de sanções relacionadas a comércio com o Irã e que havia saído de um porto venezuelano sem se identificar com a bandeira de nenhum país. Outros membros do governo afirmaram ao jornal The New York Times que o navio exibia uma bandeira falsa e estava carregado de petróleo venezuelano.

    Segundo especialistas, um bloqueio dos EUA contra exportações da Venezuela -o que seria um ato de guerra- asfixiaria a economia venezuelana, aumentando ainda mais a pressão pela saída de Maduro. Por outro lado, uma ação como essa poderia aumentar críticas de países latino-americanos, como o Brasil.

    O presidente Lula (PT) disse no último dia 3 que pediu a realização de ações conjuntas de combate ao crime organizado com o emprego de inteligência, sem a necessidade do uso de armas, em referência implícita aos ataques americanos no Caribe.

    Desde setembro deste ano, as Forças Armadas dos EUA já mataram 87 pessoas em pequenas embarcações que, segundo a Casa Branca, pertenciam a organização criminosas e transportavam drogas destinadas aos EUA. O governo Trump não apresentou provas robustas para sustentar a afirmação.

    Também nesta quarta, a Câmara dos EUA aprovou um projeto que pressiona o Pentágono a divulgar o vídeo completo de um desses ataques, que matou 11 pessoas. O texto, que ainda precisa ter aprovação do Senado e depois aval de Trump, condiciona parte do orçamento de viagens do secretário de Defesa, Pete Hegseth, à liberação do material e à transparência sobre as dezenas de ofensivas na América Latina.

    Washington aumentou sua presença militar no Caribe, deslocando para a região caças, cerca de 15 mil soldados e o maior navio de guerra do mundo, o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford. Embora o governo fale em operação contra o tráfico de drogas, a pressão para que Maduro deixe o poder é clara.

    Membros da linha dura da Casa Branca defendem uma intervenção direta com o objetivo de derrubar Maduro no poder. Já outras alas incentivam que Trump aceite a suposta proposta feita por Maduro de dar aos EUA participação significativa na indústria petrolífera da Venezuela.

    No último dia 30, Trump confirmou ter conversado por telefone com o venezuelano. O ditador disse que a ligação foi cordial e em tom de respeito, mas o cerco militar contra seu regime só cresceu desde então.

    A captura do petroleiro ocorre ainda depois de o governo Trump tornar pública a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA. O documento coloca a América Latina novamente em foco e revive a Doutrina Monroe, preceito que estabelece o continente como esfera de influência de Washington e foi utilizado para justificar uma série de intervenções em países da região no passado.

    Trump captura petroleiro perto da Venezuela, e Maduro fala em 'interferência brutal'

  • Memphis marca, e Corinthians sai na frente do Cruzeiro na semi da Copa do Brasil

    Memphis marca, e Corinthians sai na frente do Cruzeiro na semi da Copa do Brasil

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Memphis Depay deu ao Corinthians nesta quarta-feira (10) uma importante vantagem sobre o Cruzeiro no jogo de ida pela semifinal da Copa do Brasil. Com um gol do holandês, a equipe paulista venceu a partida no Mineirão por 1 a 0.

    As duas equipes voltam a se encontrar agora no domingo (14), desta vez, na casa corintiana, em Itaquera. A bola vai rolar na Neo Química Arena às 18h (de Brasília). Para avançar à decisão, os donos da casa terão a vantagem de jogar pelo empate.

    Se a formação mineira vencer por um gol de diferença, a vaga será definida nos pênaltis.

    Favorito antes de a bolar rolar por sua temporada mais equilibrada, sobretudo no Campeonato Brasileiro, no qual disputou o título e terminou na terceira colocação, o time mineiro viu o Corinthians abrir o placar no primeiro tempo, aos 22 minutos, quando Carrillo lançou a bola na grande área, a zaga tentou afastar a bola, mas a sobra ficou com o camisa 10 corintiano, que dividiu de cabeça e depois só desviou para o gol.

    Ídolo histórico do Corinthians, mas agora vestindo a camisa celeste, o goleiro Cássio nem teve tempo para reagir enquanto viu a bola morrer no fundo da rede.

    O gol não saiu por acaso. Mesmo fora de casa, o time de Dorival Júnior adotou uma postura ofensiva e, em boa parte da primeira etapa, teve o domínio do jogo. Depay foi o principal nome do time em campo.

    O holandês foi substituído aos 28 minutos do segundo tempo, como parte de sua programação para jogar em alto nível. Ele chegou à partida recém-recuperado de um edema ósseo no joelho esquerdo e passou por um intensivo, que contou com programação especial e até mesmo treinamento em dois períodos, para encarar o Cruzeiro.

    Apesar da pequena vantagem, na volta do intervalo, o Corinthians jogou para administrar o placar e tentar a sorte em algum contra-ataque. O Cruzeiro, por sua vez, pressionou em busca do empate, mas esbarrou em noite inspirada do goleiro Hugo, que fez pelo menos três importantes defesas para segurar a vitória da equipe do Parque São Jorge.

    “A primeira parte é muito importante. Um jogo difícil, porque o Cruzeiro time é bom. Mas ganhamos um gol e defendemos bem. Os zagueiros estavam muito concentrados e agora relaxar, descansar, recuperar e se preparar para o próximo jogo”, festejou Memphis Depay.

    Na outra semifinal, Vasco e Fluminense fazem o jogo de ida nesta quinta-feira (11), no Maracanã, às 20h (de Brasília). O jogo de volta será no mesmo estádio, no próximo domingo (14), às 20h30.

    O time brasileiro volta a campo no próximo sábado (13), às 14h (horário de Brasília), contra o egípcio Piramyds. Quem ganhar, decidirá o  título com o francês Paris Saint-Germain (PSG) no dia 17 de dezembro (uma quarta-feira).

    Agência Brasil | 19:48 – 10/12/2025

    Memphis marca, e Corinthians sai na frente do Cruzeiro na semi da Copa do Brasil

  • Câmara mantém mandato de Carla Zambelli

    Câmara mantém mandato de Carla Zambelli

    Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição.

    A Câmara dos Deputados rejeitou, por insuficiência de votos, a perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Houve 227 votos a favor da perda do mandato e 110 contra, com 10 abstenções.

    Para aprovar a perda de mandato, seriam necessários 257 votos. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada.

    Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição.

    Parecer da CCJ
    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (10) parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da parlamentar pela “incompatibilidade fática absoluta do encarceramento em regime fechado com o exercício do mandato”. “Como alguém pode exercer o mandato estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao Plenário e participar das comissões”, disse.

    Cajado citou jurisprudência do STF, baseada no julgamento de ação penal contra o então deputado Nelson Meurer em 2018.

    A representação contra Carla Zambelli foi apresentada pela Mesa Diretora em razão de comunicado do Supremo, cuja interpretação da Constituição pela 1ª Turma definia a declaração de perda do mandato pela Mesa.

    No entanto, jurisprudência da interpretação da Câmara sobre processos envolvendo parlamentares condenados em definitivo amparam a análise pela comissão.

    Documentos falsos
    A 1ª Turma do STF condenou Zambelli também a multa e indenização de R$ 2 milhões por ter participado como “instigadora” das invasões dos sistemas por Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer, presos no âmbito da Operação Spoofing.

    Segundo o Ministério Público, no começo de janeiro de 2023, houve 13 invasões dos sistemas do CNJ para inserir 16 documentos falsos, como mandatos de prisão, alvarás de soltura e ordem judicial de bloqueio de ativos bancários, além de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre Moraes, do STF, emitido por ele próprio.

    Parecer vencedor
    A relatoria inicial do processo contra Zambelli coube ao deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que recomendava a manutenção do mandato, mas a CCJ o rejeitou.

    Garcia argumentara que não havia provas da participação direta da deputada na autoria dos crimes e que os autos demonstrariam fragilidades de provas circunstanciais. Ele se baseou ainda em depoimento de testemunha da deputada, o perito Anderson de Jesus Anchieta Carvalho, que traçou um perfil de compulsão à mentira (mitômano) de Delgatti.

    Defesa
    O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, criticou a “fragilidade” das provas que incriminam a deputada e ressaltou que a condenação se baseou no depoimento questionável de Walter Delgatti, por ter alterado seis vezes o próprio testemunho, conforme perícia contratada pela defesa. “Tudo o que a deputada mais quer é que não seja cassada, para ela ter dignidade onde está presa. Pois só mostrando à Justiça italiana que seus pares não a cassaram, ela vai ter uma chance de ficar livre”, disse.

    Segundo Pagnozzi, Zambelli comentou que pediria renúncia caso tivesse seu mandato mantido para não incomodar os demais deputados. “A Carla Zambelli só quer dignidade.”

    O deputado Diego Garcia, relator de parecer vencido na CCJ, disse que produziu um relatório técnico, que só não foi aprovado por haver tido troca de membros da comissão antes da votação.

    Segundo ele, não existem provas contra a deputada Carla Zambelli nos autos do processo judicial. “Tudo o que a acusação afirma estar no relatório policial, não se encontra lá. Uma deputada da esquerda [que também acessou os autos] me disse que não poderia ir contra o voto por eu estar falando a verdade”, declarou.

    Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder do governo, a decisão judicial pela perda do mandato deveria ter sido colocada em prática por meio de decisão administrativa da Câmara, e não ser levada para análise do Plenário. “Se não fosse uma deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está presa”, disse.

    O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que o Plenário não analisasse a cassação de Zambelli considerando que, em uma semana, a Mesa Diretora poderia declarar a perda de mandato por ela ter faltado a mais de 1/3 das sessões da Câmara neste ano, ultrapassando o limite de faltas permitido pela Constituição. “Vamos respeitar o mandato da deputada e, daqui a uma semana, deixar que a Mesa resolva este assunto e não trazer esse problema para todos nós deputados”, afirmou. O deputado Júlio Lopes, a partir de parecer dos técnicos da Câmara, afirmou que Zambelli só atingiria esse total de faltas no final de fevereiro de 2026.

    Porém, a líder da Minoria, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), ressaltou que cabe à Câmara decidir sobre a perda de mandato ou não. Segundo ela, a cassação perpetuaria a injustiça contra Zambelli. 

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

    Câmara mantém mandato de Carla Zambelli

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  • Plenário da Câmara deve votar PEC da Segurança Pública na terça-feira

    Plenário da Câmara deve votar PEC da Segurança Pública na terça-feira

    Projeto original foi encaminhado pelo Governo Federal em abril; parecer pede ampliação da competência da Polícia Federal

    O Plenário da Câmara dos Deputados deve votar na próxima terça-feira (16) o relatório substitutivo à proposta de emenda constitucional da Segurança Pública (PEC-18). Nesta quarta-feira (10), a comissão especial na Câmara trouxe argumentos favoráveis e contrários ao parecer do relator da matéria, o deputado Mendonça Filho (União-PE). Outras sugestões ao texto final podem ser enviados até a votação. 

    Entre as propostas previstas no parecer, estão a ampliação da competência da Polícia Federal, a previsão de um referendo popular sobre a redução da maioridade penal para menores envolvidos no crime organizado e crimes violentos e a autorização para medidas cautelares que busquem asfixiar empresas envolvidas com facções criminosas, como expropriação de bens de empresas.

    Recursos

    O relator também é a favor da proibição do bloqueio ou contingenciamento de recursos da União destinados à área da segurança. Ele manteve a constitucionalização prevista no texto original do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). Hoje, esses fundos são o principal mecanismo de financiamento federal para a segurança pública.

    No parecer de Mendonça Filho, está prevista a ampliação de fontes de financiamento de políticas públicas de combate ao crime organizado, com distribuição de recursos para estados e municípios.Segundo o relator informou nesta terça-feira (9), a proposta amplia as fontes de financiamento para a área da segurança e, conforme previa o texto original do Executivo, constitucionaliza os Fundos Nacionais de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Nacional Penitenciário (Funpen).

    Integração

    O deputado Jorge Solla (PT-BA) destacou a necessidade, no projeto, da criação de uma instância interfederativa, como estava previsto no projeto original encaminhado pelo governo em abril. Um sistema único de segurança pública, com responsabilidades compartilhadas, como ocorre com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Acho que essa é uma lacuna”, disse. 

    Em resposta, o relator, Mendonça Filho, disse que os pontos essenciais da proposta original do governo foram contemplados. “O que eu defendo é cooperação e integração, cada um cuidando das suas responsabilidades”, afirmou. Ele defendeu que cabe ao governo central o combate ao tráfico internacional de armas e de drogas, e às facções que atuam em zonas de fronteira e zonas interestadual. 

    Pela oposição ao governo, o deputado Capitão Alden (PL-BA) disse que “esperava mais” do texto da PEC, já que na opinião dele não está previsto o piso salarial de policiais. Ele criticou ainda o item que prevê a criação da polícia municipal comunitária, e regras de transição para os guardas municipais se tornarem policiais. 

    Pela proposta de Mendonça Filho, a Polícia Federal, além de atuar contra crime organizado e milícias, vai combater crimes ambientais. Mendonça Filho também propôs a criação da polícia municipal comunitária, com foco na proteção comunitária e regras específicas, e regras de transição para os guardas municipais se tornarem policiais. 

    O parlamentar também defendeu autorização para compartilhamento de dados contra crime organizado e de medidas cautelares para expropriação patrimonial de pessoas jurídicas que se envolvam com facções lesivas e perigosas. 

    Maioridade

    Outra proposta do relator é a de um referendo nacional sobre redução da maioridade, em 2028, para menores envolvidos em crime organizado e crimes violentos. 

    Mendonça Filho também apresentou proposta com objetivo de alterar a gestão de presídios. O texto cria o Sistema de Políticas Penais para definir regime disciplinar interno, aplicar sanções e regulamentar visitas. O parecer também aumenta a competência da Polícia Penal para atuar como polícia administrativa, para controlar presos e gerir o sistema prisional.

    Plenário da Câmara deve votar PEC da Segurança Pública na terça-feira

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  • Câmara tem reviravolta e decide suspender Glauber por seis meses em vez de cassá-lo

    Câmara tem reviravolta e decide suspender Glauber por seis meses em vez de cassá-lo

    Punição não tem a ver com confusão da terça (9), mas com agressão do deputado a um militante de direita; por 226 a 220, seis votos de diferença, Casa decidiu votar punição menor antes da cassação

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Em uma reviravolta, a Câmara dos Deputados determinou, nesta quarta-feira (10), a suspensão por seis meses no lugar da cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por chutar um militante do MBL (Movimento Brasil Livre), um dia após ele ter sido expulso do plenário à força pela polícia legislativa.

    O deputado havia ocupado a Mesa Diretora e se recusava a sair em protesto pelo fato de sua cassação ter sido pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Por 226 a 220, apenas 6 votos de diferença, a Câmara decidiu votar, antes da cassação, uma punição menor, de seis meses de suspensão. Em seguida, a suspensão foi aprovada por 318 a 141.

    A perda do mandato do deputado era esperada na Casa, já que ele não conta com sustentação política e apoio dos principais partidos. A ocupação da cadeira do presidente ainda agravou a situação de Glauber, mas o deputado obteve apoio para suavizar sua pena e se livrar também da inelegibilidade

    Deputados de esquerda chegaram a dizer que a agressão foi um erro, mas não justificava a cassação.

    Na terça (9), o protesto de Glauber foi comparado ao motim bolsonarista, que tomou conta da Mesa Diretora no início de agosto, e, nos bastidores, foi criticado até por deputados aliados, por utilizar o mesmo método que eles criticaram anteriormente.

    Glauber afirmou que sua punição foi patrocinada pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que nega qualquer perseguição política. “Essa tentativa de cassação não tem nada a ver com o chute na bunda dado num provocador. Quem deu força a essa representação foi o ex-presidente da Câmara.”

    O deputado disse que, no caso da agressão, se exaltou após o militante do MBL ofender a sua mãe, que estava em estágio avançado de Alzheimer e viria a morrer dias depois.

    Durante a sessão, deputados de esquerda apresentaram uma série de questões de ordem como forma de tentar obstruir a votação. Também houve bate-boca e confusão no plenário.

    Motta anunciou, nesta terça, para surpresa dos líderes partidários, que pautaria, até o fim do ano, as votações a respeito da perda de mandato de Braga, Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). O caso de Zambelli também deve ser votado nesta quarta, após a CCJ (Comissão de Justiça e Cidadania) opinar pela cassação.

    Glauber afirmou que Motta decidiu pautar seu caso e o de Zambelli no mesmo dia para criar uma “falsa simetria”, já que a deputada foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    Glauber iniciou seu discurso com o mote “Congresso inimigo do povo” e disse que, se fosse para “simplesmente se comportar” e deixar de discutir os grandes temas para evitar a cassação, ele estaria se corrompendo.

    O deputado afirmou que Motta não liberou as galerias da Câmara para que o público acompanhasse a votação. A circulação estava restrita ao público na Casa nesta quarta.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, após Glauber se recusar a deixar a Mesa na terça, a sessão foi suspensa e deixou de ser transmitida pela internet. A polícia legislativa foi acionada para intervir e o parlamentar foi retirado à força da cadeira. Obrigada a deixar o plenário, a imprensa não conseguiu registrar imagens. Apenas parlamentares tiveram acesso à cena e divulgaram vídeos da polícia retirando Glauber.

    A confusão da expulsão continuou pelo salão verde, com jornalistas, policiais e deputados em um tumulto com empurra-empurra e agressões.

    Glauber teve a recomendação da cassação do mandato aprovada pelo Conselho de Ética da Casa em abril pela agressão ao militante do MBL. No mesmo dia, ele iniciou uma greve de fome só encerrada após compromisso de Motta de não pautar a votação do caso em plenário no primeiro semestre.

    “A minha presença na Mesa Diretora da Câmara foi exatamente para demonstrar que a gente não pode se render. Do que é que me acusam de ter defendido a honra da minha mãe, de ter denunciado orçamento secreto, de ter batido de frente com o todo poderoso Arthur Lira? Me desculpe, mas isso não é nenhum motivo para cassação de mandato”, disse Glauber na terça.

    “Para defender a minha família, sou capaz de muito mais que um chute na bunda”, acrescentou nesta quarta.

    Membro do MBL, o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) chamou o discurso de defesa de Glauber de teatro.

    Câmara tem reviravolta e decide suspender Glauber por seis meses em vez de cassá-lo

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  • Meghan Markle acusa Daily Mail de violar "limites éticos claros" durante internação do pai

    Meghan Markle acusa Daily Mail de violar "limites éticos claros" durante internação do pai

    Segundo Meghan, a presença constante de um repórter do Daily Mail no hospital dificultou a comunicação privada entre ela e o pai Thomas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Meghan Markle fez duras críticas ao Daily Mail, acusando o veículo de violar “limites éticos claros” ao cobrir a internação de seu pai, Thomas Markle, nas Filipinas, onde ele foi submetido a uma amputação de perna. Segundo informações da Reuters, a Duquesa de Sussex revelou que, após dias de tentativas frustradas de contato, finalmente conseguiu enviar uma carta ao pai.

    A presença constante de um repórter do Daily Mail no hospital, segundo Meghan, dificultou a comunicação privada entre ambos. “Com o apoio de contatos confiáveis, a correspondência dela agora está em segurança em suas mãos”, afirmou um porta-voz da duquesa.

    A reportagem do Daily Mail, conduzida pela jornalista Caroline Graham -amiga de Thomas Markle desde 2018- gerou nova polêmica. Meghan acusou o veículo de invadir a privacidade de seu pai ao divulgar detalhes íntimos de suas interações. Em resposta, o grupo de mídia negou veementemente as acusações, chamando-as de “demonstravelmente falsas”. Segundo a publicação, Caroline foi convidada por Thomas para ficar ao seu lado durante a internação, oferecendo cuidados e apoio.

    Este episódio ocorre em meio a uma crescente tensão entre Meghan, seu pai e a mídia, e também antes do início do processo judicial de seu marido, o príncipe Harry, contra o Daily Mail e seu editor, acusado de coleta ilegal de informações. O julgamento, que promete repercussão internacional, está previsto para começar no próximo ano.

    A relação entre Meghan e Thomas Markle se deteriorou desde o casamento da Duquesa, em 2018, quando ele anunciou que não compareceria à cerimônia devido a problemas de saúde depois de admitir ter posado para fotos de paparazzi. Desde então, Meghan tem tentado restabelecer contato com o pai, mas suas tentativas têm sido constantemente prejudicadas pela invasão de sua privacidade pela mídia.

    Atualmente residindo na Califórnia com seus filhos, Meghan e Harry seguem firmes no combate à invasão de sua privacidade pela imprensa, uma questão central em suas ações desde que deixaram os deveres reais em 2020.

    Meghan Markle acusa Daily Mail de violar "limites éticos claros" durante internação do pai

  • Abel Braga revela cirurgia no coração pouco antes de voltar ao Internacional

    Abel Braga revela cirurgia no coração pouco antes de voltar ao Internacional

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Internacional divulgou, nesta quarta-feira (10), bastidores dos oitos dias que separaram a chegada de Abel Braga até a vitória contra o Bragantino, que garantiu a permanência do clube na Série A.
    Em sua primeira conversa com o elenco, Abel revelou que, pouco antes de assumir a missão de salvar o Inter, passou uma cirurgia no coração.

    “Vocês devem estar pensando: ‘Esse cara, que tem um nome fudido aqui, pegou Mundial contra o Barcelona, o que ele está fazendo aqui, ele é maluco?’, se eu estivesse no lugar de vocês [jogadores], eu ia estar pensando isso. Vocês sabem o que eu estava fazendo sexta-feira retrasada, 15 dias atrás? É a pressão que o treinador sofre aqui no Brasil, eu estava fazendo ablação no coração, é a quarta que eu faço”, disse Abel.

    Abel Braga chegou ao Internacional no dia 30 de novembro, faltando dois jogos para o final do Brasileirão. Com o time gaúcho na zona de rebaixamento, a vitória contra o Bragantino na última rodada -junto com as derrotas de Ceará e Fortaleza- garantiram que o Internacional se salvasse da queda.

    Pouco antes de voltar ao clube, Abel passou por uma ablação no coração. A cirurgia é um procedimento minimamente invasivo para tratar arritmia. Ele associou o problema aos anos de pressão que viveu no futebol.

    “E o maluco está aqui. Vocês acham que é à toa? Quando o D’Ale me ligou ontem, falei que estava maluco. Será que não dá para vocês entenderem porque eu estou nessa porra aqui. A relação que eu tenho com o clube, é como se fosse minha vida. O Braga, do meu nome, é como se estivesse aqui nesse símbolo”, afirmou Abel.

    Depois de garantir a permanência do Inter, o técnico de 73 anos voltou à aposentadoria. Ele já havia avisado que comandaria a equipe apenas nas duas rodadas finais. O clube segue à busca de um novo técnico.

    Rodrygo não balançava as redes pelo time desde o dia 4 de março, sendo 32 partidas sem qualquer gol do atacante

    Folhapress | 18:35 – 10/12/2025

    Abel Braga revela cirurgia no coração pouco antes de voltar ao Internacional

  • Trump diz ter interceptado petroleiro próximo à Venezuela

    Trump diz ter interceptado petroleiro próximo à Venezuela

    A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo e tem uma economia dependente de exportações dessa commodity

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em escalada mais grave da crise militar entre os Estados Unidos e a Venezuela até aqui, as Forças Armadas americanas interceptaram um petroleiro em águas próximas à costa do país sul-americano, informou nesta quarta-feira (10) o presidente Donald Trump.

    Ainda não se sabe a bandeira do navio cargueiro nem se a interceptação ocorreu em águas territoriais venezuelanas ou internacionais. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e tem uma economia dependente de exportações dessa commodity.

    “Acabamos de tomar um petroleiro na costa da Venezuela -um navio muito grande, o maior já interceptado, na verdade. Outras coisas também estão acontecendo, vocês verão mais tarde”, disse Trump à imprensa, sem entrar em detalhes. Mais tarde, o presidente disse que o petroleiro foi interceptado “por uma ótima razão”. Com isso, Trump amplica o cerco militar de Washington contra o regime de Nicolás Maduro, considerado ilegítimo pelos EUA.

    Segundo a agência de notícias Reuters, a interceptação teria sido realizada pela Guarda Costeira americana. Apesar da intensa pressão militar contra a Venezuela, essa é a primeira vez que o governo Trump interfere diretamente com a principal fonte de arrecadação do regime de Maduro -suas exportações de petróleo, que têm como destino principalmente a China.

    A indústria petrolífera venezuelana está sob sanções econômicas dos EUA há anos, embora a americana Chevron tenha permissão para operar no país ao lado da PDVSA, a empresa estatal de petróleo de Caracas. Funcionários do governo Trump disseram ao site Bloomberg que o petroleiro interceptado era alvo de sanções relacionadas a comércio com o Irã, e que o navio havia saído de um porto venezuelano sem se identificar com a bandeira de nenhum país.

    Segundo especialistas, um bloqueio dos EUA contra exportações da Venezuela -o que seria um ato de guerra- asfixiaria a economia venezuelana, aumentando ainda mais a pressão pela saída de Maduro. Por outro lado, uma ação como essa poderia aumentar críticas de países latino-americanos, como o Brasil.

    O presidente Lula (PT) disse no último dia 3 que pediu a realização de ações conjuntas de combate ao crime organizado com o emprego de inteligência, sem a necessidade do uso de armas, em referência implícita aos ataques americanos no Caribe.

    Desde setembro deste ano, as Forças Armadas dos EUA já mataram mais de 80 pessoas em pequenas embarcações que, segundo a Casa Branca, pertenciam a organização criminosas e transportavam drogas destinadas aos EUA. O governo Trump não apresentou provas robustas para sustentar a afirmação.

    Ao mesmo tempo, Washington aumentou consideravelmente sua presença militar no Caribe, deslocando para a região caças, cerca de 15 mil soldados e o maior navio de guerra do mundo, o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford. Embora o governo fale em operação contra o tráfico de drogas, a pressão para que Maduro deixe o poder é clara.

    Membros da linha dura da Casa Branca, como o secretário de Estado, Marco Rubio, defendem uma intervenção direta com o objetivo de derrubar Maduro no poder. Já outras alas incentivam que Trump aceite a suposta proposta feita por Maduro de dar aos EUA participação significativa na indústria petrolífera da Venezuela.

    No último dia 30, Trump confirmou ter conversado por telefone com o venezuelano. O ditador disse mais tarde que a ligação foi cordial e em tom de respeito, mas o cerco militar contra seu regime só cresceu desde então.

    A interceptação do petroleiro ocorre dias depois de o governo Trump tornar pública a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA. O documento coloca a América Latina novamente em foco e revive a Doutrina Monroe, preceito que estabelece o continente como esfera de influência de Washington e foi utilizado para justificar uma série de intervenções em países da região no passado.

    Trump diz ter interceptado petroleiro próximo à Venezuela

  • Setor produtivo critica cautela do BC e cobra início do corte de juros

    Setor produtivo critica cautela do BC e cobra início do corte de juros

    Economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados, Felipe Queiroz, considerou que o Banco Central mantém uma política desconectada da conjuntura nacional e internacional

    A manutenção da Taxa Selic – juros básicos da economia – em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Apesar de a decisão ter sido amplamente esperada pelo mercado, entidades empresariais e sindicais veem na postura do Banco Central (BC) um entrave ao crescimento econômico num cenário de inflação em queda, desaceleração da economia e perda de fôlego do mercado de trabalho.

    CNI: decisão ignora desaceleração

    Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o BC desconsiderou “evidências robustas” de que a economia já permitiria iniciar um ciclo de redução da Selic. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção dos juros “é excessiva e prejudicial”, intensificando a perda de ritmo da atividade, encarecendo o crédito e inibindo investimentos. Para ele, há espaço para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação para a meta.

    Comércio

    O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, considerou que o BC mantém uma política desconectada da conjuntura nacional e internacional. Ele lembrou que países como os Estados Unidos iniciaram cortes enquanto o Brasil conserva uma das maiores taxas reais do mundo. Segundo Queiroz, a postura atual “prejudica investimentos, consumo e agrava entraves estruturais”, além de dificultar a condução da política fiscal. 

    Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a manutenção era esperada e reflete um ambiente ainda delicado. Para o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, a inflação e as expectativas continuam acima da meta, e o contexto inclui expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas internacionais. Ele afirmou que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) será decisivo para entender a sinalização dos próximos passos.

    Centrais sindicais

    Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a decisão como um “descumprimento das necessidades da população e do setor produtivo”. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que a Selic elevada desvia recursos do investimento produtivo para o “rentismo”. Economistas ligados à central afirmam que a inflação está controlada e que o aperto monetário já provoca queda no consumo, desaceleração do PIB e perda de dinamismo no mercado de trabalho.

    A Força Sindical criticou de forma contundente a decisão, classificando-a como “vergonha nacional”. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, o Copom favorece especuladores e estrangula a economia ao insistir em juros elevados. Ele afirma que a política atual prejudica campanhas salariais, limita o consumo e impõe obstáculos ao desenvolvimento. “Estamos vivendo a era dos juros extorsivos”, afirmou em comunicado.

    Setor produtivo critica cautela do BC e cobra início do corte de juros

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Taylor Swift foi associada ao nazismo em ataque virtual coordenado, afirma pesquisa

    Taylor Swift foi associada ao nazismo em ataque virtual coordenado, afirma pesquisa

    Os debates em torno da cantora envolveram assuntos como a sua suposta proximidade com o movimento Make America Great Again e o suposto conservadorismo por trás de seu noivado com o jogador de futebol americano Travis Kelce

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um ataque digital coordenado contra Taylor Swift, à época do lançamento de “The Life of a Showgirl”, seu álbum mais recente, foi identificado pela plataforma de inteligência artificial Gudea. Segundo um relatório feito pela rede, milhares de publicações e contas de redes variadas foram analisadas entre o dia 4 e 18 de outubro. Os posts associavam a artista e materiais de divulgação do disco a ideais nazistas e de extrema-direita e vinham principalmente de contas, segundo a Gudea, de esquerda e “criadas para causar revolta”.

    Parte das publicações investigadas acusavam Swift de esconder mensagens escondidas em suas letras e diziam que um colar em formato de raio, vendido como parte dos produtos da cantora, se assemelhava a uma suástica. O relatório concluiu que 3.77% dessas contas foram responsáveis por 28% das últimas discussões a respeito da artista que aconteceram, virtualmente, naquele período.

    Os debates em torno de Swift também envolveram assuntos como a sua suposta proximidade com o movimento Maga (Make America Great Again) e o suposto conservadorismo por trás de seu noivado com o jogador de futebol americano Travis Kelce. A Gudea ainda constatou que, em um pico identificado entre os dias 6 e 7 de outubro, 35% das publicações analisadas haviam sido feitas por contas automáticas.

    A plataforma de IA também concluiu que, apesar da falta de maiores informações sobre os verdadeiros responsáveis pelos posts, houve uma “sobreposição entre usuários de contas que promoveram ataques contra Taylor Swift e aquelas que promoveram uma campanha de manipulação de opiniões públicas contra a atriz Blake Lively”. A constatação diz respeito à disputa judicial entre Lively e o ator e cineasta Justin Baldoni, que a atriz acusou de assédio sexual em 2024. O caso será julgado no ano que vem.

    “Os dados revelam uma rede de amplificação de eventos, que influencia desproporcionalmente múltiplas controvérsias envolvendo celebridades e injeta desinformação em conversas que, de outra forma, seriam espontâneas”, afirmou o relatório da Gudea.

    Pesquisadores envolvidos com a rede ainda identificaram comparações entre Swift e o cantor Kanye West, que nos últimos meses se envolveu em uma série de controvérsias ao publicar declarações abertamente nazistas e produzir a canção “Heil Hitler”, lançada no último mês de ano. O rapper americano, aliás, estava previsto para se apresentar em São Paulo no final de novembro, mas a sua apresentação foi cancelada pela prefeitura de São Paulo em ação contrária às declarações do músico.

    Segundo o CEO da Gudea, Keith Presley, a discordância em relação às informações falsas também é um dos objetivos dos autores por trás dessas publicações. “Esse é um dos objetivos desse tipo de narrativa, para quem a está promovendo. Principalmente com essas narrativas inflamatórias -o algoritmo vai recompensá-las. Você verá os influenciadores se lançarem primeiro, porque isso vai gerar cliques para eles”, disse ele à revista Rolling Stone.

    Taylor Swift foi associada ao nazismo em ataque virtual coordenado, afirma pesquisa