Blog

  • STF continua a análise da tentativa de golpe; Fux vota nesta quarta

    STF continua a análise da tentativa de golpe; Fux vota nesta quarta

    Os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino votaram, nesta terça-feira, 9, pela condenação de todos

    Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) continuam a analisar nesta quarta-feira, 10, a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino votaram, nesta terça-feira, 9, pela condenação de todos.

    Neste quarto dia de análise do caso, o único ministro a votar deverá ser Luiz Fux. Ao longo da semana, ainda vão se manifestar Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Turma.

    Ao todo, estavam reservadas oito sessões, mas na tarde da última sexta-feira, 5, Moraes pediu sessões extras a Zanin, que atendeu à solicitação. Nesta quinta-feira, 11, também haverá sessões pela manhã e pela tarde. O resultado do julgamento deve ser proclamado na sexta-feira, dia 12.

    Bolsonaro e os outros réus são acusados por organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-presidente por todos os crimes listados que, somados, podem ultrapassar 40 anos de prisão. A dosimetria da pena ainda será definida pelos ministros, em caso de condenação.

    STF continua a análise da tentativa de golpe; Fux vota nesta quarta

  • Corinthians aposta no retorno de Garro, Yuri e Memphis para confirmar vaga na Copa do Brasil

    Corinthians aposta no retorno de Garro, Yuri e Memphis para confirmar vaga na Copa do Brasil

    O Corinthians sobe ao gramado da Neo Química Arena para enfrentar o Athletico Paranaense nesta quarta-feira, às 21h30, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Depois de vencer por 1 a 0 em Curitiba, o time paulista pode até empatar que garante a classificação.

    O time paulista vai contar com o retorno do trio de ataque formado por Rodrigo Garro, Yuri Alberto e Memphis Depay. Será apenas a terceira vez que o técnico Dorival Júnior terá o trio à disposição. Nas outras duas, o Corinthians venceu o Palmeiras nos dois confrontos das oitavas da Copa do Brasil (1 a 0 e 2 a 0) e avançou de fase.

    Apelidado pela torcida de GYM, o trio sofreu com problemas físicos ao longo da temporada e atuou junto somente nove vezes em 2025. Garro conviveu com dores relacionadas a uma tendinopatia patelar no joelho direito, chegando a ficar dois meses parado após a conquista do título do Paulistão.

    Já Yuri também ficou cerca de 60 dias fora por causa de uma fratura na vértebra. Recentemente, o camisa 9 passou por uma cirurgia de hérnia inguinal e está à disposição antes do previsto. “A gente sabe que após uma cirurgia o retorno é um pouco mais complicado, mas eu estou me empenhando bem e trabalhando muito para estar o mais apto possível dentro das minhas melhores condições físicas”, disse Yuri, que quer um Corinthians atento para garantir a classificação.

    Memphis foi quem teve mais sequência em 2025, mas também acabou sofrendo com lesões. O atacante ficou quase três semanas ausente depois de sentir um problema na coxa direita no duelo de ida das oitavas com o Palmeiras. Ele está 100% recuperado e, inclusive, balançou as redes pela Holanda no domingo, em jogos das Eliminatórias, se tornando o maior artilheiro da história da seleção com 52 gols.

    O Corinthians teve cinco jogadores convocados nesta Data Fifa. Do time considerado titular, José Martínez defendeu a Venezuela no duelo com a Colômbia, em Maturín, no seu país de origem, e pode ficar no banco contra o Athletico. Já o goleiro Hugo Souza, que estava com a seleção brasileira na altitude de El Alto, na Bolívia, dispôs de um planejamento com direito a voo fretado para estar na meta corintiana nesta quarta.

    Pelo lado do Athletico, o time terá de quebrar uma incômoda escrita para se classificar. O clube nunca passou das quartas de final quando perdeu a primeira partida. A equipe comandada pelo técnico Odair Hellmann vem de três vitórias consecutivas na Série B do Campeonato Brasileiro e tenta se recuperar na competição. Faltando 13 rodadas para o fim, os paranaenses estão na oitava posição, com 36 pontos, a cinco da Chapecoense, que abre o G-4 com 41.

    Caso o Corinthians confirme a classificação, o adversário nas semifinais sairá do confronto entre Cruzeiro e Atlético. O time cruzeirense venceu o primeiro jogo por 2 a 0, na Arena MRV, casa do rival, e pode perder por até um gol de diferença que avança.

    FICHA TÉCNICA

    CORINTHUIANS X ATHLETICO-PR

    CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho e Matheus Bidu; Maycon, Charles (José Martínez), Breno Bidon e Rodrigo Garro; Memphis Depay (Gui Negão) e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.

    ATHLETICO – Santos, Benavídez, Aguirre, Arthur Dias (Terán) e Esquivel; Felipinho, Patrick, Leozinho (Luiz Fernando) e Zapelli; Mendoza e Viveros. Técnico: Odair Hellmann.

    ÁRBITRO – Davi Lacerda (ES).

    HORÁRIO – 21h30.

    LOCAL – Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

    Corinthians aposta no retorno de Garro, Yuri e Memphis para confirmar vaga na Copa do Brasil

  • Apple anuncia iPhone 17 em versão mais fina já feita, com preços que chegam a R$ 18.499

    Apple anuncia iPhone 17 em versão mais fina já feita, com preços que chegam a R$ 18.499

    No Brasil, os preços do iPhone 17 padrão, Air, Pro e Pro Max começam, respectivamente, em R$ 7.999, R$ 10.499, R$ 11.499 e R$ 12.499

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Apple apresentou nesta terça-feira (9) em evento na Califórnia o iPhone 17, nova geração da principal linha de produtos da empresa, com melhorias no desempenho, mudanças no design e a chegada do modelo mais fino já feito pela empresa.

    O iPhone Air, ultrafino com revestimento de titânio, tem 5,6 milímetros de espessura (cerca de duas moedas de R$ 0,50), 2,3 mm mais fino do que a versão padrão e 0,2 mm menos do que o Samsung Galaxy S25 Edge deste ano.

    A versão entra na linha de iPhones no lugar do Plus, antiga versão com tela maior. Os modelos Pro e Pro Max continuam sendo as versões mais completas.

    No Brasil, os preços do iPhone 17 padrão, Air, Pro e Pro Max começam, respectivamente, em R$ 7.999, R$ 10.499, R$ 11.499 e R$ 12.499.

    O modelo mais caro com 2 TB de armazenamento custa R$ 18.499 na loja oficial. A pré-venda começa na próxima terça-feira (16), com entregas a partir do dia 19 de setembro.

    Considerado pelo CEO da empresa, Tim Cook, o maior salto que o iPhone recebeu, o ultrafino promete 27 horas de duração de bateria, uma das principais preocupações para modelos do tipo. No rival da Samsung, a duração estimada é de 24 horas.

    No acabamento, o Air recebeu uma protuberância no topo para acomodar a câmera única, como no recém-lançado iPhone 16e. A tela é de 6,5 polegadas, maior do que a da versão padrão.

    O celular vem com o chip A19 Pro, considerado o mais avançado da empresa e capaz de competir com os MacBooks. A câmera externa tem um sensor de 48 MP, enquanto a frontal é de 18 MP.

    Para o iPhone 17 padrão, o tamanho saiu de 6,1 polegadas no ano passado para 6,3 polegadas. A tela também recebeu melhoria no brilho máximo e na taxa de atualização, agora de até 120Hz, possibilitando uma exibição mais fluida.

    O chip A19 padrão promete alta de 20% no desempenho em relação ao celular do ano passado, com A18, e a bateria deve durar oito horas a mais.

    As câmeras do modelo padrão, similares às do iPhone 16, receberam uma atualização no sensor da lente frontal que melhora a resolução de selfies, segundo a empresa. A lente ultra-angular externa, para ângulo de captura mais amplo, saiu de 12 MP para 48 MP. A câmera externa principal continua com 48 MP.

    Os modelos Pro e Pro Max, este com tela de 6,9 polegadas, também receberam a protuberância no topo e, como no Air, têm o chip A19 Pro, com performance 40% maior do que a do iPhone 16 Pro. A bateria é capaz de durar 39 horas reproduzindo vídeos, segundo a empresa. O acabamento voltou a ser de alumínio para evitar superaquecimento.

    Os novos celulares também vêm com o iOS 26 instalado de fábrica. A nova versão do sistema operacional, anunciada em junho, altera o design para o chamado Liquid Glass, com interface translúcida inspirada em vidro.

    A novidade na linha de smartphones marca a primeira de uma série de novidades que culminarão no possível lançamento de um modelo dobrável no ano que vem e de uma versão especial em 2027, quando o iPhone completa 20 anos, segundo a Bloomberg News.

    O modelo mais fino também chega em um momento de maior concorrência com a Samsung e uma série de marcas chinesas. Em maio, a sul-coreana lançou o Galaxy S25 Edge, com 5,8 mm de espessura, 2 mm mais fino do que o iPhone 16. Modelos dobráveis deste ano também apostaram no design ultrafino.

    A empresa também anunciou novas versões do AirPods Pro e do Apple Watch.
    O AirPods Pro 3, sequência do lançado em 2022, é o principal fone de ouvido in-ear da empresa. Em preço e acabamento, fica atrás apenas dos headphones AirPods Max.

    Para esta geração a promete maior qualidade de áudio, bateria maior, o dobro de desempenho no cancelamento de ruído e tradução simultânea usando IA, incluindo do português para o inglês. O modelo atual sai por R$ 2.699.

    Já o Apple Watch Series 11 promete o dobro de resistência em relação à geração anterior, compatibilidade com 5G e mais funções de monitoramento do corpo, como avaliação de hipertensão. Os modelos SE, mais econômico, e Ultra, voltado para atividades intensas, também receberam atualizações -este recebeu a função de contato de emergência via satélite.

    Os relógios Apple Watch SE, Series 11 e Ultra 3 saem, respectivamente, por R$ 3.299, R$ 5.499 e R$ 10.499, ainda sem data definida para o Brasil.

    O ciclo desde o lançamento do iPhone 16 no ano passado foi marcado pelo atraso no lançamento de recursos mais avançados de inteligência artificial e a guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    As ações da Apple caíam cerca de 1,6% nesta terça após o lançamento. No trimestre encerrado em 28 de junho, a empresa divulgou uma receita de US$ 94 bilhões, alta de 10% em relação ao mesmo período no ano anterior. O iPhone sozinho representa cerca de 47% do faturamento da empresa, hoje a terceira maior do mundo -atrás de Microsoft e Nvidia.

    A empresa depende principalmente da China e da Índia para a produção dos iPhones, dois países alvo das políticas de Trump. Só no ano fiscal de 2024, o custo de produção de hardware bateu US$ 182,23 bilhões, o que poderia explodir neste ano com sobretaxas de dois dígitos sobre as importações dos países.

    Poderia, porque o período também foi marcado por uma reaproximação entre CEOs de grandes empresas de tecnologia e o líder republicano.

    Em fevereiro, a empresa anunciou um investimento de US$ 500 bilhões nos EUA nos próximos quatro anos em projetos relacionados a manufatura e data centers; em abril, produtos como computadores, smartphones e chips foram isentos de tarifas; no mês passado, a cifra subiu para US$ 600 bilhões, além de um troféu dado por Tim Cook a Trump.

    Na quinta-feira (4), durante jantar que reuniu alguns dos principais executivos do setor de tecnologia na Casa Branca, Cook agradeceu ao presidente.

    “Quero agradecer por dar o tom para que pudéssemos fazer um grande investimento [US$ 600 bilhões] nos Estados Unidos… isso diz muito sobre seu foco, sua liderança e seu foco na inovação”, afirmou.

    Nos EUA, a versão de 256 GB do iPhone 17 tem o preço inicial de US$ 799, mesmo valor do iPhone 16, mas agora com o dobro de armazenamento. Já o iPhone 17 Pro começará em US$ 1.099 na versão de 256 GB -mesmo preço do modelo equivalente do ano passado, mas sem a opção de entrada de menor capacidade que custava US$ 999.

    A Apple também não aumentou os preços dos novos modelos do Apple Watch nem dos AirPods Pro 3 no país.

    Apple anuncia iPhone 17 em versão mais fina já feita, com preços que chegam a R$ 18.499

  • Angela Ro Ro só recebia R$ 800 mensais ao final de sua vida, afirma advogado

    Angela Ro Ro só recebia R$ 800 mensais ao final de sua vida, afirma advogado

    O advogado Carlos Eduardo Lyrio contou que a única fonte de renda da cantora eram os cerca de R$ 800 mensais que recebia do Spotify e outras plataformas de streaming

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Angela Ro Ro, morta nesta segunda-feira (8), aos 75 anos, passou por diferentes complicações de saúde e financeiras em seus últimos meses de vida. A cantora foi internada, em junho, no Hospital Silvestre, no Rio de Janeiro, onde passou por uma traqueostomia, por conta de uma infecção pulmonar, no mês seguinte. Ela também enfrentou problemas renais e chegaram a circularam, inclusive, boatos de que poderia estar tratando um câncer.

    Para arcar com os custos hospitalares, a artista dependia de doações e fez diferentes pedidos a fãs e amigos a partir de suas redes sociais. Segundo Carlos Eduardo Lyrio, advogado da cantora, sua única fonte de renda eram os cerca de R$ 800 mensais que recebia do Spotify e outras plataformas de streaming pelo repasse de direitos autorais de suas canções.

    Dias antes de sua morte, Lyrio afirmou que Ro Ro não possuía aposentadoria e não tinha guardado reservas ao longo de sua vida.

    O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), responsável por repassar aos artistas o valor equivalente aos seus direitos autorais, afirma que a cantora está registrada como compositora de 145 músicas. No total, a sua voz está presente em 271 canções gravadas.

    Em junho, quando foi internada, Ro Ro relatou sua rotina exames e atendimentos médicos numa publicação em suas redes sociais. Estou sendo bem atendida por médicos da minha total confiança e estou aguardando, em breve, fazer mais mamografia e grafia de útero, ovário e endométrio, para descartar que tenha algo grave e fatal! Em breve, também farei novos exames de sangue! Já tive quatro transfusões venais de soro com eletrólitos e estou me alimentando bem! À espera de alta com sucesso”, escreveu ela.

    O último vídeo em que a artista apareceu falando, em seu Instagram, foi publicado em 4 de junho. “Estou um pouquinho com a cara amassada, mas é decorrente da anemia e dos probleminhas que a gente está superando. Vamos superar tudinho. Com a ajuda e o carinho de vocês, tenho certeza que vou superar tudo”, disse ela na publicação.

    Ícone da MPB, Ro Ro terá a sua história contada no documentário “Angela Ro Ro”, da cineasta Liliane Mutti. O filme, que usa registros e depoimentos inéditos, foi exibido em agosto no Festival Curta! Documentários, que aconteceu no Rio de Janeiro, numa sessão para projetos em fase de finalização.

    Na época da sessão, a cantora já estava internada e não compareceu ao evento, mas o filme foi bastante elogiado por figuras próximas a Ro Ro, caso da empresária e amiga Maria Braga.

    “O filme está pronto, mas agora só estou pensando em me despedir dela. Estou muito triste. Acho que ela ainda tinha muito o que dar para a música. Quando estava no palco, ela crescia, mas já vinha muito fraquinha, bem fragilizada. Eu tinha esperança que ela saísse do hospital. Ela resistiu muito a entrar. Ela dizia que tinha medo que se entrasse, ela poderia não sair. Ela ainda tinha muita sede de vida. Ela não tinha uma doença, mas tinha muito medo de médico”, disse Mutti.

    “Angela Ro Ro” ainda não possui previsão de estreia.

    Angela Ro Ro só recebia R$ 800 mensais ao final de sua vida, afirma advogado

  • Entenda em 5 pontos os votos de Moraes e Dino no julgamento da trama golpista

    Entenda em 5 pontos os votos de Moraes e Dino no julgamento da trama golpista

    Alexandre de Moraes e Flávio Dino, já deram seus votos e defenderam a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus da ação penal

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O julgamento do núcleo central da trama golpista foi retomado nesta terça-feira (9) na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), com a leitura dos votos de Alexandre de Moraes, relator do caso, e de Flávio Dino. Ambos os ministros defenderam a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus da ação penal.

    Ao longo de quase cinco horas, Moraes sustentou que o ex-presidente exerceu papel de liderança em uma organização criminosa que atuou de 2021 até os ataques de 8 de janeiro de 2023. Dino, em seguida, reforçou o entendimento, embora tenha feito ressalvas a alguns dos acusados.

    O julgamento será retomado nesta quarta-feira (10), às 9h, com previsão dos votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

    DELAÇÃO DE CID

    Moraes iniciou seu voto analisando as questões preliminares levantadas pelas defesas, rejeitando pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid e rebatendo críticas à sua condução como relator.

    O ministro disse que “beira a litigância de má-fé” que as defesas digam que os oito primeiros depoimentos de Cid sejam totalmente contraditórios ou “oito diferentes delações”. Afirmou que foi uma estratégia da Polícia Federal fazer a divisão das audiências em temas, com fatos diversos.

    LISTA COM 13 ANOS

    Na sequência, o ministro apresentou uma lista de 13 atos que classificou como executórios da tentativa de golpe, sustentando que não se tratavam de meros preparativos, mas de etapas concretas de uma ação em curso. Entre eles, citou o uso da máquina pública para monitorar adversários, a live de 2021 em que Bolsonaro questionou sem provas as urnas, o discurso a embaixadores em 2022 e o uso da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições.

    O relator destacou ainda o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato de Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin e do próprio Moraes. Segundo o ministro, a presença de Bolsonaro em reuniões em que documentos foram impressos e discutidos, além de áudios de militares envolvidos, são provas do envolvimento do ex-presidente.

    “Não há nenhuma dúvida de que houve tentativa de abolição ao Estado democrático de Direito, tentativa de golpe e atuação de uma organização criminosa”, afirmou Moraes ao defender a condenação dos oito réus. Para ele, Bolsonaro usou a estrutura do Estado para implementar um “projeto autoritário de poder”.

    CRÍTICAS ÀS DEFESAS E REAFIRMAÇÃO DE SUA CONDUTA

    Em seu voto, Moraes também respondeu diretamente a argumentos apresentados pelos advogados dos réus. Chamou de “esdrúxula” a contagem de perguntas feitas por ele durante interrogatórios e rejeitou pedidos de anulação por causa da acareação entre Mauro Cid e o general Braga Netto.

    Disse ainda que “a ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica durante o processo não tem nada a ver com o sistema acusatório”. Para o relator, sua atuação no processo seguiu todos os parâmetros legais e constitucionais.

    DINO ACOMPANHA MORAES

    O ministro Flávio Dino foi o segundo a votar. Ele acompanhou integralmente a posição de Moraes quanto à condenação de Bolsonaro e da maior parte dos réus, afirmando que “não há dúvidas” de que o ex-presidente e Braga Netto ocupavam posições de comando na organização criminosa.

    Logo no início de seu voto, o ministro destacou o precedente do caso Daniel Silveira para reforçar que crimes contra o Estado democrático de Direito não podem ser objeto de anistia ou indulto. “Jamais houve anistia em proveito de quem exercia o poder dominante”, afirmou.

    Ele também se posicionou contra a tese de absorção do crime de abolição violenta do Estado democrático pelo de golpe de Estado. Para Dino, são infrações distintas, cada uma com desvalor próprio.

    O ministro ressaltou ainda que o processo não serve para julgar as Forças Armadas como instituição, mas deve funcionar como alerta. “Não é normal que, a cada 20 anos, tenhamos episódios de ruptura constitucional. Creio que, para além do julgamento que nos cabe, não há dúvidas de que as considerações aqui devem se prestar a uma reflexão para que todas as instituições do Estado se mantenham isentas e apartidárias”, declarou.

    Ministro faz ressalvas

    Dino, porém, defendeu que os réus Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem sejam condenados com reconhecimento de participação de menor importância, a ser considerada na dosimetria da pena. Segundo o ministro, há menos provas contra este grupo sobre a participação na trama nos meses finais do governo Bolsonaro.

    “Creio que uma técnica justa […] é considerarmos que há possibilidade de redução da pena abaixo do mínimo legal”, sugeriu.

    O resultado final do julgamento depende ainda dos votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O processo seguirá até sexta-feira (12).

    Entenda em 5 pontos os votos de Moraes e Dino no julgamento da trama golpista

  • Cabos de celular mais baratos? Aqui tem 6 bons motivos para não comprar!

    Cabos de celular mais baratos? Aqui tem 6 bons motivos para não comprar!

    Os cabos de carregamento de custo mais baixo apresentam muitas vezes problemas de durabilidade que não devem ser menosprezados. Além disso, também não contribuem para um carregamento estável dos seus dispositivos móveis

    Ao longo dos últimos anos tem aumentado cada vez mais o número de dispositivos eletrônicos que nos acompanham no dia a dia e, naturalmente, com esse número crescente aumenta também a quantidade de cabos necessários para carregar todos estes ‘gadgets’.

    O elevado número de cabos de carregamento pode levá-lo a cair na tentação de poupar e optar por propostas mais baratas que, por muito interessantes que sejam inicialmente do ponto de vista financeiro, podem tornar-se a longo prazo um problema para quem os utiliza.

    Mesmo que lhe possa parecer que estes cabos não configuram um risco de segurança, damos-lhe abaixo seis motivos que o deve levar a considerar investir um pouco mais e adquirir cabos de carregamento de marcas confiáveis e que têm uma probabilidade mais reduzida de lhe apresentar problemas.

    Problemas elétricos

    O baixo custo de determinados cabos significa que, muito provavelmente, os fabricantes optaram por materiais mais baratos que poderão não aguentar com a carga elétrica que está passando.

    Danos para o dispositivo

    Naturalmente, este tipo de cabos poderá criar um carregamento instável e acabar por prejudicar a bateria a longo prazo. Mesmo que os celulares modernos já tenham proteções para prevenir este tipo de situações, um cabo que não foi construído com a segurança em mente pode apresentar situações inesperadas.

    Carregamento instável

    Ninguém quer ficar horas à espera que o celular carregue a bateria mas, com um cabo comprado apenas pelo preço, terá certamente uma maior instabilidade com a velocidade de carregamento a variar ao longo do tempo.

    Risco para os seus dados pessoais

    Ainda que seja mais invulgar, o site How To Geek conta que já foi demonstrado por especialistas em cibersegurança que é possível modificar um cabo para que seja possível instalar software malicioso. Por isso mesmo, comprar cabos baratos de marcas desconhecidas pode ser sempre um risco.

    Problemas de longevidade

    Como já destacamos, os fabricantes de cabos de preço mais acessível escolhem muitas vezes materiais mais baratos que oferecem poucas garantias de durabilidade. Com o tempo e utilização, é natural começar a verificar um desgaste maior e, eventualmente, pode até apresentar riscos de incêndio.

    Custos ambientais

    O desgaste mais rápido destes cabos baratos fará com que tenha de comprar novos cabos mais frequentemente, o que tem um custo para o ambiente. Muitos cabos nem vão ao encontro dos padrões para que possam ser reciclados, o que significa que se tornam simplesmente mais lixo que não poderá ser aproveitado.

    Cabos de celular mais baratos? Aqui tem 6 bons motivos para não comprar!

  • Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

    Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

    Lula afirmou ainda que organizações criminosas são “verdadeiras multinacionais embrenhadas em diversos setores da sociedade” e que “os mais vulneráveis são os que mais sofrem”

    CURITIBA, PR E MANAUS, AM (FOLHAPRESS) – Ao falar sobre o crime organizado nesta terça-feira (9), em Manaus (AM), o presidente Lula disse que a investigação “finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima”, em referência à megaoperação do final de agosto que desvendou a infiltração do crime organizado em setores da economia.

    “Para combater o crime de forma efetiva, é preciso neutralizar suas lideranças e asfixiar seus mecanismos de financiamento. Há poucos dias, realizamos no Brasil a maior operação da história contra o crime organizado que finalmente alcançou o andar de cima do crime organizado, a Faria Lima, a famosa linha bancária do Brasil”, disse Lula.

    Ao todo, três operações que miraram a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) ocorreram ao mesmo tempo no dia 28 de agosto. A mais importante delas é a Carbono Oculto, uma parceria entre o Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal, vinculada ao governo federal. As outras duas, Quasar e Tank, foram feitas pela Polícia Federal.

    “Não podemos permitir que os moradores das periferias, os povos indígenas e as comunidades ribeirinhas tenham suas vidas marcadas pela violência enquanto os mais endinheirados ficam impunes. Os mais vulneráveis são os que mais sofrem com a criminalidade”, continuou o presidente.

    No dia das operações, Lula também turbinou a divulgação das ações contra o crime organizado depois de saber que o secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) participaria do anúncio à imprensa sobre a Carbono Oculto.

    O episódio foi mais um capítulo da disputa da Polícia Federal com o Ministério Público de São Paulo e deu uma amostra de uma possível disputa eleitoral de Lula contra Tarcísio.

    Nesta terça Lula afirmou ainda que organizações criminosas são “verdadeiras multinacionais embrenhadas em diversos setores da sociedade” e que “os mais vulneráveis são os que mais sofrem”.

    O presidente citou a operação durante discurso na cerimônia de inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia.

    Segundo o governo federal, a unidade, chamada CCPI Amazônia, com sede em Manaus, quer promover a colaboração entre os nove países amazônicos e os nove estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal no enfrentamento de crimes ambientais, tráfico de entorpecentes, armas e pessoas.

    No início da noite, em mais uma agenda de Lula em Manaus, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, também citou a Faria Lima. “Nunca chegava no andar de cima, nunca chegava nas fintechs, nas organizações financeiras, e [a operação agora] mostrou a conexão do crime com a Faria Lima, com os poderosos”, disse ele.

    “Eles [crime organizado] não vão tomar conta da Amazônia porque agora tem governo e tem coragem para enfrentar o crime nesta sociedade”, continuou Mercadante.

    O evento da CCPI Amazônia contou com a presença do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e também da vice-presidente do Equador, María José Pinto.

    “É a primeira vez na história da Amazônia que tantos atores se reúnem no mesmo espaço físico em torno de um objetivo comum. Não precisamos de intervenções estrangeiras nem de ameaças à nossa soberania. Somos perfeitamente capazes de sermos protagonistas das nossas próprias soluções”, disse Lula.

    “Não existem espaços vazios. O crime ocupa os lugares que o Estado não preenche. Nossa missão é restituir a força da lei pela presença do estado. É isso que simboliza este centro”, continuou.

    O CCPI Amazônia funcionará como espaço de articulação entre a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e as forças de segurança dos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), além de autoridades policiais de países da Panamazônia e de organismos internacionais.

    Segundo o governo federal, o CCPI tem investimento de R$ 36,7 milhões do Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e gerido pelo BNDES.

    Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

  • CR7 iguala recorde e ajuda Portugal a vencer a Hungria nas Eliminatórias

    CR7 iguala recorde e ajuda Portugal a vencer a Hungria nas Eliminatórias

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Portugal virou sob a Hungria por 3 a 2 e contou com Cristiano Ronaldo igualando o recorde de gols em Eliminatórias para se manter na liderança do Grupo F da disputa entre seleções europeias.

    Pela 2ª rodada, a Hungria saiu na frente jogando em casa, mas viu Portugal empatar com Bernardo Silva e virar com CR7. Os mandantes ainda voltaram a igualar, mas João Cancelo garantiu a vitória no fim.

    O tento de número 943 na carreira também garantiu mais um recorde ao camisa 7 português: ele igualou Carlos Ruiz, da Guatemala, como jogador com mais gols na história das Eliminatórias para a Copa do Mundo, com 39 gols.

    Com a vitória, Portugal chegou aos seis pontos e ampliou sua liderança no Grupo F. Já a Hungria ficou com apenas um ponto, em terceiro lugar.

    Apenas os primeiros colocados de cada grupo se classificam direto para a Copa do Mundo. Completando a chave de Portugal, a Armênia ocupa a segunda posição, com três pontos, e a Irlanda está na lanterna, com um.

    Na próxima Data Fifa, em outubro, Portugal recebe a Irlanda e enfrenta novamente a Hungria. Enquanto os húngaros enfrentam a Armênia além dos portugueses.

    COMO FOI O JOGO

    Portugal começou a partida com mais controle de bola e tentando abrir o placar, mas foi surpreendida pela Hungria. Na primeira chance dos mandantes, Szoboszlai acionou Nagy que, de primeira, cruzou para Varga cabecear no contrapé de Diogo Costa e inaugurar o marcador aos 21 minutos.

    Os portugueses seguiram insistindo e chegaram ao empate com Bernardo Silva. Após Cristiano Ronaldo e João Neves serem frustrados pelo goleiro Tóth, o camisa 10 aproveitou passe de João Cancelo e mandou no ângulo para igualar aos 36.

    A virada de Portugal veio em cobrança de pênalti de com recorde Cristiano Ronaldo. Aos 10 minutos da segunda etapa, o camisa 7 tentou arremate para o gol e a bola pegou na mão Négo. Na batida, o Robozão mandou no canto direito e superou o goleiro, se tornando o maior artilheiro da história das Eliminatórias, com 39 gols, e chegando ao tento de número 943 na carreira.

    Os portugueses ainda viram a Hungria empatar com mais um gol de Varga, aos 38, mas voltaram à frente do placar dois minutos depois. João Cancelo pressionou na saída húngara e recebeu de Bernardo Silva para mandar no canto de Tóth.

    Ancelotti mandou a campo uma equipe que repetiu apenas Alisson e Bruno Guimarães; a seleção brasileira segue sua preparação em outubro, quando viaja para a Ásia para amistosos

    Folhapress | 05:00 – 10/09/2025

    CR7 iguala recorde e ajuda Portugal a vencer a Hungria nas Eliminatórias

  • Bruno Gagliasso reage a ataques de Luana Piovani e fala em 'pessoas problemáticas'

    Bruno Gagliasso reage a ataques de Luana Piovani e fala em 'pessoas problemáticas'

    Luana Piovani falou sobre a crise de abastecimento de água em Fernando de Noronha e citou empresários e famosos que mantêm negócios no local, entre eles o ator e a esposa, Giovanna Ewbank

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Bruno Gagliasso, 43, se manifestou na noite desta segunda-feira (8) após as críticas feitas por Luana Piovani, 49, sobre a crise de abastecimento de água em Fernando de Noronha. A atriz, que passou alguns dias na ilha, usou as redes sociais para reclamar da situação e, em tom de alfinetada, citou empresários e famosos que mantêm negócios no local, entre eles o ator e a esposa, Giovanna Ewbank.

    Nos stories do Instagram, Gagliasso publicou mensagens interpretadas como uma resposta indireta à atriz. Sem mencioná-la diretamente, ele escreveu: “Algumas pessoas me inspiram tanto a nunca ser como elas”. Em seguida, acrescentou: “É tão bom ficar longe de fofocas, pessoas problemáticas”.

    As declarações foram feitas poucas horas depois do desabafo de Piovani, que criticou o silêncio do casal diante da crise hídrica e outros problemas em Noronha. Segundo ela, o comércio local e os preços elevados prejudicam os moradores. “As pessoas aqui pagam o preço dos turistas para tudo […]. Quando você entra numa pousada, tem aviso pedindo para economizar água. E aí o que descobre? Que tem pousada com jacuzzi”, disse em vídeo.

    A atriz, que diz frequentar a ilha há mais de 30 aos, também relatou ter visto, no porto, a chegada de um navio carregado com sacos de areia em vez de água. “Adivinha para quê? Para construções”, questionou.

    As críticas de Luana dividiram opiniões nas redes. Muitos internautas cobraram um posicionamento de Bruno e Giovanna, donos de uma pousada e de outros empreendimentos na região. “Será que os famosos não pensam em ajudar os moradores em vez de só pensarem na diversão e, claro, no lucro?”, comentou um seguidor. Outra fã questionou: “Por onde andam os defensores da ilha?”. Piovani respondeu rapidamente: “Cadê, né? Eles têm pousada aqui”.

     

    Bruno Gagliasso reage a ataques de Luana Piovani e fala em 'pessoas problemáticas'

  • Empresários criticam radicalização de Tarcísio e dizem que ele 'pode perder apoio'

    Empresários criticam radicalização de Tarcísio e dizem que ele 'pode perder apoio'

    “Errou muito na dose e pode perder apoio”, disseram empresário após o governador de São Paulo atacar a Justiça brasileira

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A recente radicalização de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos gestos de embate contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e seu apoio incondicional a Jair Bolsonaro não foi bem recebida pelo empresariado -uma fatia da sociedade que demonstra simpatia ao nome do governador de São Paulo como candidato à Presidência em 2026.

    O alerta começou no fim do mês passado, quando Tarcísio anunciou a promessa de conceder um indulto a Bolsonaro caso seja eleito presidente no ano que vem. Mas o desconforto cresceu no empresariado durante o fim de semana, após o discurso em que o governador fez um duro ataque ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que miram os bolsonaristas.

    Nas conversas reservadas, o nome do governador costumava ser o primeiro citado por representantes do setor privado como uma alternativa à dobradinha entre o petismo e o bolsonarismo. Sua postura extremada, porém, levantou ressalvas. O tema eleitoral é sempre tratado com discrição por CEOs e empresários, que evitam demonstrar preferências publicamente, mas a rejeição ao cenário polarizado que o Brasil enfrenta há anos é mais consensual.

    Para o empresário Antônio Carlos Pipponzi, que é hoje membro do conselho de administração do grupo RD Saúde, o radicalismo desanima.

    “Até aqui era notório que Tarcísio era o candidato preferido do empresariado, seja pela sua visão sobre a economia, seja pelo seu equilíbrio com relação ao extremismo que ainda toma conta das discussões políticas no país. Suas falas radicais arrefecem muito o entusiasmo da linha mais equilibrada da ala empresarial, que coloca a manutenção do Estado de Direito com respeito à Constituição acima do direcionamento econômico. Ao mesmo tempo, as novas lideranças que estão se apresentando como pré-candidatos vão começar a ganhar tração, e poderemos ter surpresas na disputa final”, diz Pipponzi.

    Em discurso na manifestação do 7 de Setembro, neste domingo, na avenida Paulista, em São Paulo, Tarcísio chamou Moraes de tirano e afirmou que o STF está julgando “um crime que não existiu”, em referência ao julgamento da trama golpista.

    O empresário Fábio Barbosa, que foi presidente de Santander e da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e permanece em conselhos de várias companhias, afirma que compreende a lógica de Tarcísio ao buscar apoio e votos na direita bolsonarista. “Mas acho que errou muito, e desnecessariamente, na dose. E com isso pode perder o apoio do centro e moderados de direita. Preocupa, pois era, ou é, visto como um bom nome da direita”, afirma Barbosa.

    Nas últimas semanas, o governador vinha fazendo movimentos de aproximação ao empresariado, participando de eventos de bancos, associações setoriais e fóruns do agronegócio.

    O banqueiro Ricardo Lacerda, fundador da BR Partners, alerta que o eleitorado pode rejeitar os discursos extremados.

    “Estamos em uma fase do processo eleitoral na qual os candidatos falam para suas bases. Daí o discurso de pobres contra ricos do presidente Lula e a recente radicalização pró-Bolsonaro do governador Tarcísio. Mas eu acho que no decorrer do processo ambos buscarão mais o centro. Teremos uma disputa que será decidida por 2% ou 3% de eleitores de centro, então é preciso cuidado para não explodir pontes com esse grupo”, diz Lacerda.

    João Camargo, fundador do grupo de empresários Esfera, também faz ressalva à polarização. “A eleição ainda está a 13 meses de distância, e até lá muita coisa pode mudar. O processo democrático prevê que as convenções partidárias escolham os melhores representantes, tanto no campo progressista quanto no liberal. O essencial, acima de nomes ou polarizações, é que o Brasil tenha um verdadeiro plano de Estado, sólido, de longo prazo e capaz de guiar o país com estabilidade e visão”, diz Camargo.

    Para Lawrence Pih, que foi um dos primeiros empresários a apoiar o PT nos anos 1980 e também um dos primeiros a criticar o governo Dilma Rousseff publicamente, Tarcísio se mostra como um “ente político de criação de Bolsonaro, que não existe como político pensante próprio”, e a imagem do governador como um “Bolsonaro light” é uma ficção.

    “Ele diz que não confia na Justiça e, se eleito presidente, irá indultar o golpista Bolsonaro como primeiro ato de governo. Tarcísio não mede esforço para viabilizar o projeto da anistia ampla para livrar Bolsonaro do golpe de estado que arquitetou, mesmo afrontando as mais sagradas instituições do país. Na realidade Tarcísio está convicto de que Bolsonaro continuará inelegível e prepara terreno para seguir os passos do mentor”, afirma Pih.

    Nas listas de possíveis nomes citados por empresários para as eleições de 2026, também aparecem os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

    Empresários criticam radicalização de Tarcísio e dizem que ele 'pode perder apoio'