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  • Toloi é apresentado e comemora volta ao São Paulo

    Toloi é apresentado e comemora volta ao São Paulo

    (UOL/FOLHAPRESS) – Apresentado no São Paulo nesta terça-feira (9), o zagueiro Rafael Toloi comemorou seu retorno ao Tricolor e falou sobre estar mais experiente do que em sua primeira passagem, ainda como um “menino”.

    O novo reforço da equipe paulista falou sobre evolução pessoal e afirmou estar feliz por ter a oportunidade de voltar ao clube. A primeira passagem de Toloi pelo São Paulo aconteceu entre 2012 e 2014, quando ajudou o Tricolor na conquista da Copa Sul-Americana.

    É um sonho de qualquer atleta poder jogar no São Paulo e eu estou tendo a possibilidade de estar aqui pela minha segunda vez. É uma oportunidade para mim, estou muito motivado. Não sou mais um menino de antes, nesta terça-feira (09) sou pai, tenho dois filhos, vivi uma experiência bacana na Europa e agora eu quero poder voltar para cá e viver uma experiência bacana novamente. Rafael Toloi


    O zagueiro revelou ainda interesse de outras equipes brasileiras, mas optou pelo retorno ao São Paulo por ter vivido bons momentos com a equipe anteriormente.

    Fiquei dez anos na Atalanta e foram dez anos incríveis, mas eu sentia que era o momento de uma mudança. Eu tive conversa com alguns clubes de fora e também do Brasil. Não conversas, teve interesse, me procuraram. Mas eu não cheguei a abrir conversa com ninguém, esperei o melhor momento. E a partir do momento que o São Paulo me procurou, houve uma motivação muito grande da parte minha para que desse certo. Eu voltei pra cá porque eu vivi bons momentos aqui e pretendo novamente viver esses momentos.

    “Cheguei num momento importante da temporada. Temos duas competições importantes (Brasileirão e Libertadores)”, disse o jogador. “Tive três semanas para trabalhar com essa parada para os jogos das seleções. Foram importantes também para me condicionar melhor. Tenho certeza que posso agregar com experiência com tudo que eu vivi nesses anos na Itália”.

    Yuri Alberto deu ótimos sinais durante a recuperação, encurtando sua ausência por praticamente dois meses

    Folhapress | 13:15 – 09/09/2025

    Toloi é apresentado e comemora volta ao São Paulo

  • Blake Lively responde a processo de Justin Baldoni com nova ação milionária

    Blake Lively responde a processo de Justin Baldoni com nova ação milionária

    A briga entre os dois teve início em dezembro de 2024, quando Lively acusou Baldoni de assédio sexual, que teria acontecido em diferentes ocasiões durante as gravações de “É Assim que Acaba”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Blake Lively, atriz de “É Assim que Acaba”, abriu uma nova ação milionária contra Justin Baldoni, ator e diretor do filme, em resposta ao processo de difamação aberto contra ela. A informação é da Variety.

    O imbróglio entre os dois teve início no último mês de dezembro, quando Lively acusou Baldoni de assédio sexual, que teria acontecido em diferentes ocasiões durante as gravações do longa. O ator, então, acusou a atriz de difamação ao responder com uma ação de US$ 400 milhões.

    Em junho, o juiz Lewis Liman deu uma pequena vitória a Lively ao rejeitar o processo aberto por Baldoni, e o caso de assédio sexual será julgado em março de 2026.

    Em nova ação registrada nesta segunda (8), os advogados de Lively dizem que ela deve receber milhões de dólares para cobrir os custos de defesa e ser recompensada por danos econômicos e emocionais. A defesa da atriz se baseia na Lei de Proteção de Sobreviventes Contra Processos de Difamação Armados, adotada pelo governo da Califórnia, nos Estados Unidos, em 2023.

    A lei foi tida como um dos resultados do movimento #MeToo, que trouxe à tona uma série de acusações de crimes sexuais contra mulheres cometidos por figurões de Hollywood, caso do ex-produtor Harvey Weinstein.

    A lei concede imunidade a processos por difamação àqueles que possuem motivos para abrir ações por assédio sexual “sem saber que as acusações são falsas”, e a equipe da atriz alega que o caso atende a esses critérios.

    Liman ainda não emitiu qualquer parecer sobre se a lei em questão se aplica o caso. Os advogados de Baldoni dizem que não. Segundo eles, para tomar essa decisão, o juiz teria que interromper os atuais processos para o julgamento e a lei desencorajaria os envolvidos a apresentar argumentos de boa-fé, “inibindo o exercício dos direitos garantidos pela Primeira Emenda”.

    A equipe de Lively ainda pede, caso se prove necessário, que seja feita uma audiência para determinar o valor da indenização.

    Blake Lively responde a processo de Justin Baldoni com nova ação milionária

  • Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

    Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

    O prazo começou nesta terça (9) às 10h e se encerra às 23h59 da próxima quinta-feira (18)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Candidatos aprovados em lista de espera na primeira edição do CNU (Concurso Nacional Unificado) devem manifestar interesse em continuar concorrendo aos cargos até as 23h59 da próxima quinta-feira (18). O prazo começou nesta terça (9) às 10h.

    A confirmação deverá ser feita no site ou aplicativo Sougov.br, em cada um dos cargos disponíveis. É preciso ter uma conta prata ou ouro no portal Gov.br para acessar (veja aqui como aumentar o nível da conta). Durante o prazo previsto no edital, é possível mudar a escolha quantas vezes quiser.

    Não há limite de cargos, ou seja, os aprovados poderão marcar que desejam continuar concorrendo a todos nos quais estejam em lista de espera.

    É preciso confirmar que tem interesse para continuar na lista de espera daquele cargo e futuramente, caso surjam novas vagas, conseguir ser chamado para nomeação e posse. Ou seja, essa etapa não garante que o candidato será chamado, apenas que permanecerá habilitado.

    O candidato que perder o prazo será eliminado de todos os cargos, inclusive das possíveis contratações temporárias.

    COMO MANIFESTAR INTERESSE NOS CARGOS?

    1 – Veja em quais cargos foi aprovado em lista de espera no link https://cpnu.cesgranrio.org.br/login
    2 – Acesse o site www.gov.br/sougov ou baixe o aplicativo para Android ou iOS (É preciso ter conta Gov.br nível prata ou ouro)
    3 – Acesse a área de confirmação de interesse, leia o edital e clique em “Iniciar”
    4 – Leia as orientações e clique em “Avançar”
    5 – Verifique seus dados cadastrais e, se necessário, atualize seu endereço, telefone ou email (esses dados serão utilizados para contato em caso de convocação para nomeação)
    6 – Em cada um dos cargos disponíveis, selecione “Editar”
    7 – Se deseja continuar disputando a vaga ou ainda está em dúvida, marque “Tenho interesse”
    8 – Se já tem certeza de que não vai assumir a vaga, marque “Sem interesse”
    9 – Repita o processo com cada um dos cargos aos quais está habilitado
    10 – Revise e confirme seus dados e assinale a declaração de conferência
    O resultado das novas listas de espera alteradas com base nas respostas das manifestações de interesse será divulgado até o dia 10 de outubro. Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), todos os candidatos aprovados em lista de espera serão informados por email.

    MGI TIRA DÚVIDAS EM LIVE

    Na próxima segunda-feira (15), às 16h, o MGI realizará um tira-dúvidas ao vivo em seu canal do YouTube. As dúvidas poderão ser enviadas previamente pelo perfil da pasta no Instagram.

    Além da live, dúvidas podem ser encaminhadas pela Central Sipec, após a realização de um cadastro, no ícone do CNU.

    Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

  • 30 prompts do ChatGPT que vão melhorar (e muito) seu dia a dia

    30 prompts do ChatGPT que vão melhorar (e muito) seu dia a dia

    Deixe que a IA alivie um pouco do estresse do seu dia

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    30 prompts do ChatGPT que vão melhorar (e muito) seu dia a dia

  • Dino acompanha Moraes e vota pela condenação de Bolsonaro pela trama golpista

    Dino acompanha Moraes e vota pela condenação de Bolsonaro pela trama golpista

    Dino disse durante voto que “não há dúvidas” de que Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto ocuparam posição de destaque na organização criminosa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus da trama golpista. É o segundo voto da Primeira Turma do tribunal contra a tentativa de golpe de Estado.

    Dino disse que “não há dúvidas” de que Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto ocuparam posição de destaque na organização criminosa. “[Eles] Tinham domínio de todos os eventos narrados nos autos”, completou.

    O ministro apresentou ressalva em relação aos ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem -contra quem, segundo Dino, há menos provas sobre a participação nos meses finais do governo Bolsonaro. O ministro defendeu a condenação deles, mas que seja ressalvada a “participação de menor importância” quando for definido o tamanho da pena.

    O julgamento será retomado nesta quarta-feira (10), às 9h.

    No início de seu voto, Dino destacou que o Supremo decidiu pela impossibilidade de perdão para crimes contra o Estado Democrático de Direito ao derrubar o indulto concedido por Bolsonaro ao ex-deputado Daniel Silveira (à época no PTB-RJ).

    “Esses tipos penais são insuscetíveis de anistia, de modo inequívoco. Nós tivemos já muitas anistias no Brasil. Certas ou não, não somos um tribunal da história, somos tribunal do direito positivo dos fatos concretos existente. Mas é certo que jamais houve anistia em proveito de quem exercia o poder dominante”, afirmou.

    O ministro leu trechos dos votos de Luiz Fux e de Dias Toffoli sobre o caso Daniel Silveira. “Esses crimes já foram declarados pelo plenário do STF como insuscetíveis de indulto e anistia, e essas condutas políticas não podem receber extinção da punibilidade”, completou.

    Ele também se posicionou de forma contrária à tese de que o crime de golpe de Estado deveria absorver a abolição do Estado Democrático de Direito. Ele diz que os dois são crimes diferentes.

    “E se, por hipótese, os já condenados pelo tribunal tivessem invadido somente o Palácio do Planalto? Não foi isso que aconteceu. Era uma incursão sobre o Estado Democrático de Direito -por isso não havia crime-meio e crime-fim, mas sim duas condutas com desvalor que merecem ser mensurados porque não há irrelevantes penais que devem ser sugados por um crime que absorva”, completou.

    A declaração foi dada durante o voto de Dino no julgamento de Bolsonaro e outros sete réus pela trama golpista de 2022. O ministro destacou que o processo sobre a tentativa de golpe de Estado não serve para julgar as Forças Armadas e destacou a função dos militares na soberania nacional.

    “Mas, lembremos, a função preventiva do direito penal também incide no caso. Não é normal que a cada 20 anos […] nós tenhamos eventos de tentativa ou de ruptura do tecido constitucional”, disse Dino.

    “Então creio que, para muito além do julgamento criminal que nos cabe, não há dúvida que as considerações que constam na denúncia e nas defesas, no julgamento, devem se prestar a uma reflexão do conjunto de instituições de Estado para que elas se mantenham isentas e apartidárias. Não só as Forças Armadas, mas todas as instituições de Estado”, completou.

    Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação do ex-presidente e dos demais sete réus pela trama golpista.

    São eles Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI); Mauro Cid (ex-chefe da Ajudância de Ordens, que também é delator), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

    O voto de Moraes é pela condenação de todos os cinco crimes pelos quais os réus foram acusados pela PGR (Procuradoria-Geral da República): organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

    Relator do caso,o ministro votou para condenar Bolsonaro por liderar a trama golpista e os demais réus da ação por envolvimento com o plano. Moraes marcou a leitura do seu voto com referências frequentes a Dino, que é o ministro na Primeira Turma com visões mais próximas das suas em relação ao julgamento da trama golpista.

    Os réus “praticaram todas as infrações penais imputadas pela Procuradoria-Geral da República”, disse Moraes em seu voto de cerca de 5 horas.

    “Jair Bolsonaro exerceu o papel de líder da organização criminosa, utilizando-se da estrutura do Estado brasileiro para implementação do projeto autoritário de poder”, declarou o relator.

    Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o início de agosto, quando investigadores e o tribunal identificaram o que seria um risco de fuga.

    Dino acompanha Moraes e vota pela condenação de Bolsonaro pela trama golpista

  • Reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação, diz Moraes

    Reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação, diz Moraes

    A reunião em questão foi pivô da condenação de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira, 9, que a reunião em que o ex-presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas diante de embaixadores “talvez entre para a história como um dos momentos de maior entreguismo nacional”. A reunião em questão foi pivô da condenação de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.

    O ministro ainda completou a reflexão sobre o “entreguismo nacional”, alfinetando a articulação de bolsonaristas junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Na verdade, os últimos acontecimentos demonstram que essa reunião foi só preparatória para uma tentativa de retorno à condição de colônia brasileira, somente não mais de Portugal”.

    Moraes ponderou que a reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação em massa, juntando notícias, vídeos e fotos fraudulentas “para deslegitimar não só o Poder Judiciário e a Justiça Eleitoral, agora perante diversos embaixadores, mas também para já preparar o descrédito no resultado das eleições, sempre dentro daquele intuito desse grupo político de se perpetuar no poder independentemente do resultado das eleições”, disse.

    O relator ainda contestou as alegações, em interrogatório, de Bolsonaro de que outros presidentes também se reuniam com embaixadores. “É óbvio. Não há ilegalidade na reunião. Não há ilegalidade em se reunir com embaixadores. A ilegalidade está no conteúdo da reunião. Mais um ato executório, atentando contra a democracia, o estado democrático de direito, atentando contra o Poder Judiciário. E o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu isso, julgando procedente a ação de investigação judicial eleitoral”, afirmou.

    Reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação, diz Moraes

  • Promessa que jogou com Alisson e Neymar vira psicólogo e quer a seleção

    Promessa que jogou com Alisson e Neymar vira psicólogo e quer a seleção

    (UOL/FOLHAPRESS) – Luis Guilherme poderia ter sido um dos convocados por Carlo Ancelotti para os jogos contra Chile e Bolívia. Era ele o goleiro titular nas seleções de base do Brasil da famosa geração 1992 ao lado de Neymar, Philippe Coutinho, Casemiro, Alex Sandro e Dudu. O reserva era Alisson. Os anos se passaram e enquanto os outros tiveram uma carreira de sucesso nos gramados, o ex-goleiro do Botafogo tomou um caminho bem diferente.

    Sem disputar uma partida profissional desde 2019, quando defendeu o São Gonçalo, clube que disputava a segunda divisão do estadual do Rio de Janeiro, Luis Guilherme decidiu pendurar as chuteiras. O novo campo passou a ser a psicologia.

    Formado em 2017, ele ainda conciliou nos dois últimos anos a nova profissão com a de atleta, dividindo o tempo entre a rotina de treinamentos com a de atendimentos.

    O retorno ao futebol não demorou, mas não foi pelo Botafogo ou pela seleção brasileira. Em 2023, ele foi contratado como psicólogo das categorias de base do Fluminense. Aos 33 anos, apesar de longe dos gramados, Luis ainda sonha com a amarelinha e uma Copa do Mundo.

    Sempre penso que poderia estar na seleção. Todo mundo que jogou bola sonha com isso. Penso como poderia ter acontecido e como teria sido minha vida como jogador. Mas eu sou grato ao que vivi. nesta segunda-feira (08) trabalho com atletas novos e sei como é difícil essa fase. E nesta segunda-feira (08) também posso sonhar alto de novo. Sonho em ser o psicólogo da seleção brasileira, sonho em ser um professor universitário e escrever um livro. O estudo me abriu muitas portas novamente

    LUIS GUILHERME ERA UMA DAS PRINCIPAIS PROMESSAS DA SUA GERAÇÃO

    O ex-goleiro e agora psicólogo do Fluminense convocado pela primeira vez como jogador em 2006 para um amistoso da seleção sub-14. Já a última vez foi em 2010 para a sub-19.

    No total, foram 77 convocações, com destaque para os títulos do Sul-Americano e Mundial sub-17 em 2009.

    Dois problemas pesaram para a trajetória do então goleiro. Uma foi o alto número de lesões. A primeira foi uma fratura de quinto metatarso que o deixou fora dos gramados por quatro meses após o corpo rejeitar o parafuso da cirurgia.

    A segunda foi o planejamento do clube. Aos 15 anos de idade, Luiz Guilherme foi promovido ao time profissional mesmo sem poder jogar já que só poderia assinar contrato com o clube no ano seguinte.

    “Era engraçado porque chegava com a roupa da escola e ia treinar. Foi um acordo que fiz com a minha mãe. Eu poderia treinar com o time, mas não poderia abandonar os estudos. Os mais velhos brincavam muito, mas também me apoiavam porque eles não tiveram essa mesma chance”, relembrou.

    A faculdade de psicologia entrou na vida de Luis Guilherme quando ele fraturou o quinto metatarso e saiu do radar da seleção para disputar o Sul-Americano Sub-20 em 2011. Em tratamento de recuperação e sem poder treinar, fez matrícula na Faculdade IBMR para poder ter uma alternativa caso a vida no futebol não vingasse. Por isso, ele se vê como uma exceção ao meio.

    “Muita gente reclama do atleta não ter interesse no estudo, mas é muito difícil conciliar tudo. Não vou dizer que é impossível, mas exige muito. E antes era ainda mais difícil porque era tudo 100% presencial. Eu morava na Pavuna, a faculdade era em Botafogo e depois passou para a Barra da Tijuca. Eu estudava, treinava e ainda ficava mais de três horas no trânsito”, relembrou a rotina de estudante e jogador.

    A vivência no futebol auxilia Luis Guilherme na ajuda com os jovens jogadores. Além dos jogos no fim de semana, ele tem o trabalho diário no clube, com a elaboração de relatórios, avaliações e atendimentos individuais e coletivos com os jogadores e comissão técnica.

    Fora do horário no clube, ele atende de forma particular pessoas do esporte e de outras áreas. Apesar da experiência que adquiriu no campo, a psicologia ainda segue como pilar do trabalho.

    A psicologia é a base sempre. Isso é primordial, mas tento juntar os dois mundos. Só pelo fato de ter sido jogador, não posso me basear na minha experiencia. É preciso ler muito, me atualizar, para juntar essas duas valências. Ter uma linguagem do futebol e uma base cientifica ajuda. Ter o lado da psicologia para transcrever para os atletas. O atleta é o centro do processo. Eu não posso ser muito acadêmico ou muito boleiro. Não é assim que funciona

    COMO FOI A PASSAGEM PELA SELEÇÃO

    Nestes quatro anos de seleção, Luis jogou com Neymar, Casemiro, Danilo, Philippe Coutinho, Alex Sandro, Oscar e Alisson, nomes que disputaram ao menos uma Copa do Mundo pelo Brasil. Apesar do período longo, ele admite que não tem mais relação com o grupo, mas que guarda boas saudades.

    “Sempre fui mais na minha e os caras atingiram um patamar difícil de chegar. Olha o Neymar. É muito assédio em todos os lugares que ele vai. Mesma coisa com o Coutinho. Nós jogamos futsal no Madureira, mas depois perdemos contato”, explica.

    Tinha uma relação boa era com o Alisson. Nós éramos companheiros de quarto e sempre ficávamos juntos. A gente jogava muito videogame. Era legal a convivência com ele. Ele sempre gostou muito de música e quando achava um violão, ele gostava muito de tocar. Ele era um cara do rock e sertanejo. Gostava de tocar as músicas gaúchas e sempre defendia o Rio Grande do Sul com unhas e dentes. Mas era um cara pacato, que não gosta de aparecer. Gosto muito dele

    Desde 2015, Alisson é nome certo em todas as convocações do Brasil. São 75 partidas no total e duas Copas do Mundo disputadas. Se for convocado para o Mundial de 2026, que será o terceiro consecutivo, atingirá marca obtida apenas por Taffarel, atual preparador de goleiros do Brasil.

    “Eu era o titular até o Sul-Americano de 2009, mas depois o Alisson passou o trator. Ele sempre foi muito acima da média. Tem uma cobrança exagerada nesta segunda-feira (08) nele, mas ninguém disputa duas Copas e agora [pode ir] para a terceira se não for muito bom. O Alisson merece tudo o que conquistou.”

    Sem mágoas por não ter atingido o mesmo sucesso que o ex-reserva Alisson, Luis Guilherme tem orgulho do passado e quer registrar a sua história em um livro que chamará ?Entre luvas e livros?.

    “O futebol me deu muito, conheci muitos lugares do mundo, joguei na Seleção e vivi o lado luxuoso do futebol. Mas eu também conheci o lado B, com estruturas ruins, clubes pequenos. Essas condições mais difíceis me ajudaram a compreender o futebol. É bom falar sobre o futebol que deu certo, mas o esporte tem muitas nuances. Eu bebi em todas as fontes. Do mais alto nível ao mais baixo. Isso tudo eu vou escrever no meu livro”, concluiu.

    “Não há um jogador brasileiro que tenha a mesma característica do Casemiro, mas há alguns que podem jogar nessa posição, com características diferentes”, disse Ancelotti

    Folhapress | 12:15 – 08/09/2025

    Promessa que jogou com Alisson e Neymar vira psicólogo e quer a seleção

  • 'Bolsonaro instigou milhares de pessoas contra o STF', diz Moraes

    'Bolsonaro instigou milhares de pessoas contra o STF', diz Moraes

    Moraes citou em seu relato algumas das diversas vezes que Bolsonarou instigou seus eleitores contra ministros e pedindo interferência no Poder Judiciário

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu um recado nesta terça-feira, 9, ao destacar as declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro no feriado de 7 de setembro de 2021 no contexto da tentativa de golpe de Estado julgada na Corte máxima. Apontando que, à época, Bolsonaro “instigou milhares de pessoas contra o Supremo Tribunal Federal e especificamente contra um ministro”, Moraes afirmou: “Recentemente, frases semelhantes foram ditas para tentar nova interferência, agora internacional, na independência deste Poder Judiciário”.

    A declaração ocorre no rescaldo do 7 de setembro deste ano. Em ato bolsonarista em São Paulo, marcado pela exibição de bandeiras dos Estados Unidos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) chamou Moraes de “tirano”.

    Em outra passagem das ponderações sobre o 7 de Setembro de 2021, Moraes ponderou: “Qualquer pessoa decente, qualquer pessoa decente de boa fé, sabe que um líder político, num alto cargo, instigando, insuflando milhares de pessoas dessa forma aumenta exponencialmente as agressões, ameaças ao Supremo Tribunal Federal, aos ministros do Supremo Tribunal Federal e às suas famílias”, frisou.

    “Atitudes criminosas confessadas no dia 7 de setembro de 2021. Não há nenhuma dúvida de que os atos executórios são para extinguir a independência do Poder Judiciário mediante graves ameaças. E me parece que qualquer estudante de direito, qualquer estudante de primeiro ano de direito vai caracterizar o que ocorreu como uma grave ameaça. E também a consecução”, completou, lembrando ainda a frase de Bolsonaro de que só sairia do poder “preso ou morto”.

    O ministro deu ênfase a outras frases de Bolsonaro no 7 de Setembro de 2021, entre elas a afirmação direcionada pelo ex-presidente ao então presidente do Supremo, Luiz Fux: “ou chefe desse Poder enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que não queremos, porque nós valorizamos, reconhecemos e sabemos o valor de cada Poder da República”.

    Segundo Moraes, a “frase confessa em viva voz” o crime de abolição do Estado democrático de direito. “Clara e grave ameaça de impedir o livre exercício do poder judiciário”, destacou. O ministro lembrou ainda que a declaração fez o STF reforçar a segurança de magistrados.

    “Isso não é conversa de bar. Isso não é alguém no clube conversando com um amigo. Isso é o presidente da República no 7 de setembro a data da independência do Brasil instigando milhares de pessoas contra o Supremo Tribunal Federal, contra o Poder Judicial e especificamente contra um ministro do Supremo Tribunal Federal”.

    Ditaduras

    Questionando outra passagem, em que Bolsonaro afirmou que um “ministro do Supremo que ousa continuar fazendo aquilo que nós não admitimos”, Moraes retrucou: “Só nas ditaduras, só nas ditaduras, juízes ou ministros fazem o que o ditador determina. E nem em ditaduras todos os juízes ou ministros fazem”.

    'Bolsonaro instigou milhares de pessoas contra o STF', diz Moraes

  • 'Isso nunca me foi omitido', disse Luiza Possi sobre romance da mãe com Angela Ro Ro

    'Isso nunca me foi omitido', disse Luiza Possi sobre romance da mãe com Angela Ro Ro

    A cantora Angela Ro Ro morreu nesta segunda-feira (8), aos 75 anos, no Rio de Janeiro; A artista e Zizi Possi se envolveram romanticamente no final dos anos de 1980

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – No início da década de 1980, Angela Ro Ro e Zizi Possi se envolveram romanticamente, mas a história não acabou bem. Rumores da época deram conta de que as duas teriam se agredido fisicamente, algo que nenhuma delas nunca confirmou.

    Ro Ro, que morreu nesta segunda-feira (8), falava com leveza do assunto, inclusive fazendo piadinhas no palco. Chegou a brincar que iria pedir exame de DNA de Luiza Possi. “Ela é a minha cara”, falou.

    Em uma entrevista de 2016 à Época, Luiza falou pela primeira vez sobre o assunto. Disse que sempre soube que sua mãe namorou Ro Ro e que isso nunca foi um tabu dentro de casa.

    “Sempre soube da relação delas, isso nunca me foi omitido. Quando nasci, em 1984, minha mãe e a Ro Ro não estavam mais juntas. Nunca vivi isso”, falou Luiza à revista.

    “Conheci a Ro Ro há 15 anos, no palco do Theatro Municipal do Rio, durante uma premiação. Foi engraçado porque o teatro parou enquanto ela me beijou, ficou todo mundo segurando a respiração. Ela foi muito carinhosa comigo e eu com ela, não teria por que ser diferente. Ela é uma grande cantora, sou fã”, completou.

    'Isso nunca me foi omitido', disse Luiza Possi sobre romance da mãe com Angela Ro Ro

  • Cúpula militar pede para Bolsonaro não ser preso em quartel

    Cúpula militar pede para Bolsonaro não ser preso em quartel

    Recado chegou à cúpula do Supremo; fardados temem romaria de aliados e manifestantes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cúpula militar brasileira fez chegar ao Supremo Tribunal Federal um pedido: que Jair Bolsonaro (PL) não seja detido em um quartel, caso venha a ser condenado à prisão em regime fechado no julgamento da trama golpista, ora em fase final.

    A prisão de Bolsonaro é amplamente vista como inevitável, e a questão da dosimetria da pena deverá ser decidida na próxima sexta (12), caso isso se confirme.

    A expectativa no Supremo e no Exército é de que Alexandre de Moraes conceda ao ex-presidente a prisão domiciliar devido aos problemas de saúde de Bolsonaro, mas isso só ocorre na fase de recurso. Ela pode ser curta, de alguns dias, mas levará à questão sobre onde prendê-lo.

    Três opções principais foram aventadas, nunca publicamente: uma unidade militar, da Polícia Federal ou a área reservada a presos mais expostos na Papuda, o principal presídio do Distrito Federal.

    Segundo dois generais de alta patente, o Alto-Comando do Exército avalia que Bolsonaro gostaria de ir para um quartel, já que é capitão reformado. O general Walter Braga Netto, réu no mesmo processo, está detido em uma sala na 1ª Divisão do Exército, no Rio.

    Um militar que esteve na unidade na semana passada relata constrangimento no local, mas a preocupação com Bolsonaro é outra: que uma detenção em Brasília, talvez no Comando Militar do Planalto, iria gerar uma romaria de visitas de aliados ou, pior, concentração de apoiadores nas imediações.

    A memória dos acampamentos golpistas em torno de quartéis nas semanas que antecederam o 8 de Janeiro assombra os fardados, até porque desta vez seriam obrigado a agir contra manifestantes.

    A opção pela PF parece racional, dada a isonomia com o caso de Lula (PT), que passou 580 dias presos na superintendência do órgão em Curitiba. Lá, havia vigília constante de aliados, mas como não há limitação de concentração de pessoas como há em torno de unidades militares, o problema é menor.

    Uma questão levantada em conversas de ministros do Supremo é a eventual associação, entre apoiadores de Bolsonaro, da PF com a prisão. A polícia, afinal, é um órgão do governo federal liderado pelo petista.

    Sobra então a Papuda, que adicionaria um gosto de punição extra a Bolsonaro -é um presídio notório e de longa história. Contra essa opção, há a ideia de que isso potencializaria a vitimização do ex-presidente, ainda que por pouco tempo. A palavra final será de Moraes, se a hipótese da prisão for confirmada.

    Cúpula militar pede para Bolsonaro não ser preso em quartel