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  • Naná Silva faz ser ouvido seu ‘dá-lhe’ e vence primeiro jogo WTA da carreira

    Naná Silva faz ser ouvido seu ‘dá-lhe’ e vence primeiro jogo WTA da carreira

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Convidada da organização para a disputa do SP Open, Nauhany Silva obteve um resultado expressivo na tarde de segunda-feira (8). Em sua primeira participação em um torneio da elite do circuito feminino, a brasileira de 15 anos triunfou sobre a compatriota Carol Meligeni Alves, de 29, para aplausos de um impressionado público no parque Villa-Lobos, em São Paulo.

    Conhecida como Naná, a adolescente mostrou personalidade para superar uma rival bem mais experiente, 237ª do ranking mundial. A jovem, 37ª no ranking de duplas e 1206ª na lista principal, conquistou uma vitória de virada, por 2 sets a 1, parciais de 6/7 (0/7), 6/2 e 6/0, em uma hora e 49 minutos.

    “Eu não estava imaginando passar da primeira rodada, não”, reconheceu. “Mas eu consegui ser mais agressiva a partir do segundo set. A grande chave foi que eu consegui me manter no jogo. Eu poderia ter perdido o foco depois do primeiro set, mas as coisas começaram a fluir”, acrescentou, com notável tranquilidade.

    Destaque dos torneios de base, a paulistana mostrou a potência de seus golpes, com saques na casa dos 170 km/h, e sensibilidade nas deixadinhas. Quando obtinha sucesso em pontos importantes, soltava seu característico “dá-lhe”, que destoa do mais habitual “vamos”, como o utilizado pela adversária desta segunda.

    Carol contava com a torcida do tio, o ex-tenista Fernando Meligeni, presente na quadra Maria Esther Bueno. Contava também com ruidosos garotos de um projeto social ligado à família Meligeni, que gritavam “Carol, Carol” a cada dois ou três pontos. Outra parcela do público reagia com “Naná, Naná”. Sorriram por último os apoiadores da garota.

    “Eu gosto de torcida. Então, eu me senti bem motivada. Estava meio dividido, né, mas eu vi que tinha bastante para mim. Eu estava bem feliz, acho que não estava com pressão, não. Acho que no início entrei um pouco mais nervosa, o que é normal na primeira rodada, mas consegui ir me soltando”, disse a vencedora.

    A expressiva vitória de Nauhany ocorreu em um lugar que já era significativo em sua trajetória. Quando (ainda mais) jovem, sem que sua família tivesse a capacidade financeira de boa parte dos praticantes do tênis, ela procurava quadras públicas para jogar. Um local frequentemente visitado era o parque Villa-Lobos.

    Quando as quadras do parque estavam ocupadas, era comum a improvisação de linhas no asfalto para os treinos. Segundo ela, crescida no bairro humilde do Real Parque, o quique irregular a ajudou a desenvolver seu tênis, agora visto pela primeira vez em um campeonato da série WTA, a principal do tênis feminino.

    “Desde pequenininha, desde que eu tinha seis anos, eu jogo nestas quadras. A gente vinha mais de sábado e domingo”, sorriu, recordando as jornadas ao lado de seu pai, Paulo Silva, conhecido como Paulinho. “Aí, aproveitava, tomava água de coco e andava de bicicleta. Era divertido para mim, são boas memórias. Agora, tem o primeiro WTA aqui também, muito especial.”

    O SP Open é um WTA 250, o quarto em ordem de importância entre os organizados pela WTA, a associação das tenistas profissionais -distribui 250 pontos à campeã, abaixo dos WTA 500, WTA 1000 e dos quatro Grand Slams. O triunfo, portanto, além de ficar marcado na trajetória da garota, vai lhe render pontos importantes, agora no circuito das adultas.

    Sua próxima partida na chave de simples deverá ocorrer na quarta-feira (10). Sua adversária será a argentina Solana Sierra, 82ª do ranking e cabeça de chave número dois em São Paulo. Antes, Naná jogará ao lado de outra adolescente brasileira, Victoria Barros, também de 15 anos, nas duplas, nesta terça (9).

    Veja a tabela do Mundial de Fórmula 1, do Mundial de Construtores e o calendário com as próximas disputas!

    Folhapress | 14:15 – 08/09/2025

    Naná Silva faz ser ouvido seu ‘dá-lhe’ e vence primeiro jogo WTA da carreira

  • Leci Brandão recebe alta quase um mês depois de ser internada por gripe

    Leci Brandão recebe alta quase um mês depois de ser internada por gripe

    A sambista foi internada no Hospital Samaritano Paulista no dia 15 de agosto, quando realizou uma série de exames para averiguar o quadro respiratório

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Leci Brandão recebeu alta nesta segunda-feira (8), quase um mês depois de ser internada com um quadro de gripe. A informação foi divulgada pela equipe da cantora e deputada estadual pelo PCdoB, em suas redes sociais.

    “A paciente encontra-se em boas condições clínicas e seguirá a recuperação em casa. Leci agradece as diversas manifestações de carinho recebidas durante o período que esteve internada”, diz o comunicado.

    Um dos maiores nomes do samba no país, Leci foi internada no Hospital Samaritano Paulista no dia 15 de agosto, quando realizou uma série de exames para averiguar o quadro respiratório. Aos 80 anos, a artista passou por sua terceira internação desde o ano passado.

    Em abril, durante um show no festival Isso é Samba, no parque Villa-Lobos, Leci precisou deixar a apresentação após passar mal. Segundo a organização do evento, ela teve uma queda de pressão e foi levada a um hospital, onde passou por tomografia.

    Leci deu entrevista à Folha de S.Paulo em 13 junho, dois dias antes do lançamento do documentário “Leci”, que retrata sua vida e carreira. Dirigido por Anderson Lima, o longa reúne dezenas de depoimentos de personagens da música e da política. Nascida no Rio de Janeiro, exerce hoje seu 4º mandato como deputada em São Paulo, onde vive desde os anos 1980.

    Leci Brandão recebe alta quase um mês depois de ser internada por gripe

  • Lula lidera intenções de voto e venceria todos cenários, aponta CNT/MDA

    Lula lidera intenções de voto e venceria todos cenários, aponta CNT/MDA

    O presidente Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno e venceria candidatos em seis cenários diferentes de segundo turno

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) tem avaliação positiva de 31% e negativa de 40%, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (8). Em junho, a avaliação positiva estava em 29%. A avaliação negativa se manteve com 40%.

    O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro, em 140 municípios de todos os estados, incluindo o Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos.

    A pesquisa mostra, no entanto, tendência de avaliação negativa neste momento do mandato para os três últimos governantes, incluindo Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB).

    A aprovação da atuação pessoal do presidente ficou em 44%, e 49,3% desaprovam suas atitudes. Na pesquisa de junho, Lula estava com 41% de aprovação neste quesito. A desaprovação na mesma seara foi de 53% em junho para 49,3% neste mês. Em fevereiro, estava em 55%.

    A aprovação de Lula é maior entre mulheres, pessoas mais velhas, com menor renda e católicos.

    O presidente Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno e venceria candidatos em seis cenários diferentes de segundo turno. A pesquisa aponta empate técnico em apenas um deles, com Ciro Gomes (PDT.).

    Caso as eleições fossem hoje, Lula lidera o primeiro turno com 36,2%, Bolsonaro tem 29,7% e Ciro ficaria em terceiro lugar, com 9,6%.

    Em cenário com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e sem Bolsonaro, Tarcísio tem 17,1% das intenções de voto e seria o segundo colocado no primeiro turno. Neste caso, Lula lideraria com 35,8%.

    Na resposta espontânea, quando o eleitor diz o nome que lhe vem à cabeça, Lula lidera com 27,5%. Em segundo lugar vem Bolsonaro, com 21,1%. Na versão da pesquisa de junho de 2025, o atual presidente tinha 23% de intenções de voto, e Bolsonaro, 21%. Tarcísio aparece com 2,2% de intenção de votos na espontânea.

    SEGUNDO TURNO

    O atual presidente venceria o segundo turno das eleições em seis cenários diferentes se a escolha fosse hoje. Em um deles, no entanto, teria empate técnico com Ciro Gomes (39,4% X 36%).

    Lula ganharia de Bolsonaro por 45,7% a 37,7%, respectivamente, de Tarcísio (43,9% X 37,6%), Romeu Zema (45% X 30,7%), Ratinho Junior (43,4% X 36,7%) e Ronaldo Caiado (44,8% X 30,4%).

    Esta é a primeira vez que o presidente Lula passa o ex-presidente Jair Bolsonaro na comparação com as duas últimas edições da pesquisa.

    Lula também se sai melhor do que Bolsonaro quando a pergunta é em qual candidato não votaria de jeito nenhum. Do total, 50% disseram não votar em Lula e 58% disseram que não dariam voto a Jair Bolsonaro. Tarcísio de Freitas ficou com 47%.

    Rejeição espontânea para presidente mostra Lula e Bolsonaro empatados: Lula com 40,2% e Bolsonaro com 40,1%. Tarcísio é rejeitado por 2,2% e a menor rejeição é de Eduardo Bolsonaro, com 1,1%. Não sabe/não responderam somam 11,7%.

    JULGAMENTO DE JAIR BOLSONARO

    Segundo a pesquisa, 36% consideram que o 8 de Janeiro foi uma tentativa de golpe de estado, 29,5% acham que foi um protesto que saiu do controle, e 20% consideram que foram atos de vandalismo de forma isolada.

    Sobre o desfecho de julgamento da trama golpista, que recomeça nesta terça-feira (9), 38,2% consideram que Bolsonaro vai ser condenado e que isso é o justo; 19,4% acreditam que ele vai ser condenado injustamente; 17,5% dizem que ele será absolvido e consideram isso justo; e 11,4% acham que ele será absolvido injustamente.

    Agrupados, 58% acreditam que ele vai ser condenado e 29% acreditam que ele vai ser absolvido.

    Em relação à Justiça, 49,6% acreditam que o correto é Bolsonaro ser condenado e 36,9% acreditam que o correto é Jair Bolsonaro ser absolvido. Do total, 32,2% acreditam que ele deve cumprir a pena em casa, e 31%, em penitenciária. Após eventual condenação, 39,4% acreditam que vai aumentar ainda mais polarização no país.

    Lula lidera intenções de voto e venceria todos cenários, aponta CNT/MDA

  • Trocar mensagens sexuais com IA é traição? Pesquisa responde

    Trocar mensagens sexuais com IA é traição? Pesquisa responde

    Há cada vez mais pessoas a interagir com ‘bots’ de Inteligência Artificial com o objetivo de terem companhia. Um estudo procura perceber que tipo de interação pode ser considerada uma infidelidade

    Nos últimos meses, temos visto crescer a tendência de usar bots de conversa com Inteligência Artificial para pedir conselhos ou simplesmente como companhia. Algumas pessoas chegam a enxergar esses bots como parceiros românticos e até como “almas gêmeas”.

    Agora, o Instituto Kinsey e o site DatingAdvice.com realizaram uma pesquisa que traz informações sobre como os usuários encaram os relacionamentos românticos com Inteligência Artificial. A questão é: trocar mensagens sexuais com um bot é traição?

    O levantamento ouviu 2 mil adultos nos EUA, e 33% afirmaram considerar traição manter um relacionamento romântico ou trocar mensagens de teor sexual com uma IA. Entre eles, 64% consideram os dois tipos de interação como infidelidade, 21% entendem que apenas a troca de mensagens sexuais é traição, enquanto 15% apontaram apenas o relacionamento romântico.

    “Entre os que consideram traição ter interações íntimas com um bot de Inteligência Artificial, parece que a maioria não faz distinção entre intimidade emocional e sexual”, disse ao Mashable Justin Lehmiller, pesquisador do Instituto Kinsey. “A maioria enxerga qualquer tipo de intimidade direcionada a essa tecnologia como ultrapassar os limites.”

    A socióloga Jennifer Gunsaullus reforça que os números “refletem a inquietação que muitas pessoas sentem em relação ao que conta como intimidade”, especialmente em um momento de maior disseminação da IA.

    “Pode ser difícil para nós saber como classificar interações com Inteligência Artificial, porque elas confundem as fronteiras entre fantasia, pornografia e as emoções que sentimos em relacionamentos humanos reais”, explicou Gunsaullus.

    A pesquisa também perguntou sobre outras atividades online que poderiam ser vistas como traição. Os destaques foram:

    • 45% apontaram o envio de dinheiro para modelos de webcam;
    • 36% disseram que seria traição se o(a) parceiro(a) conversasse com modelos de webcam;
    • 33% consideraram infidelidade assinar uma página no OnlyFans.

    Além disso, 72% disseram que considerariam traição se o(a) parceiro(a) enviasse mensagens sexuais a outra pessoa, e 13% indicaram que até mesmo curtir fotos de pessoas atraentes nas redes sociais poderia ser visto como ultrapassar os limites.

    Trocar mensagens sexuais com IA é traição? Pesquisa responde

  • CPI: Lupi assume nomeações no INSS, mas se afasta de fraudes em descontos

    CPI: Lupi assume nomeações no INSS, mas se afasta de fraudes em descontos

    Lupi colocou no INSS a responsabilidade sobre decisões relacionadas a descontos em aposentadorias

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) afirmou nesta segunda-feira (8) em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS que chancelava indicações para cargos no órgão, mas tentou se afastar do escândalo de descontos irregulares em benefícios previdenciários e preservou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Lupi também colocou no INSS a responsabilidade sobre decisões relacionadas a descontos em aposentadorias. De acordo com o ex-ministro, o órgão tem autonomia e não precisava de seu aval para tomar esse tipo de decisão. A oitiva do ex-ministro, que fala na condição de testemunha, ainda está em andamento.

    O político foi ministro do início de 2023 até maio deste ano, quando caiu por causa do escândalo de descontos irregulares. Lupi afirmou que, no início de sua gestão, preferiu aceitar indicações para a estrutura do INSS vindas de dentro do órgão, mas que as chancelava.

    Também disse que escolheu Alessandro Stefanutto, que presidia o órgão quando o escândalo emergiu, para o cargo por causa de seu currículo. Stefanutto, assim como Lupi, deixou o governo quando o caso veio a público.

    O ex-ministro repetiu em diversos momentos que o INSS é uma autarquia e tem autonomia para tomar decisões como forma de se afastar do escândalo.

    “Em nenhum momento autorizei nada dentro do INSS. O INSS é uma autarquia autônoma e independente”, disse Lupi depois de ser questionado pelo relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), se havia autorizado adesões em bloco a descontos em aposentadorias.

    “Eu não tenho nem o poder de estar dentro da autarquia, nem a função de cuidar desse processo do dia a dia da autarquia”, declarou.

    O ex-ministro afirmou que em 2023 o INSS e a Polícia Federal fizeram uma reunião para apurar fraudes. Segundo ele, naquele momento eram denúncias que ainda precisavam ser comprovadas, e de dimensão menor do que a investigação revelaria em 2025.

    Alfredo Gaspar perguntou a Lupi se ele havia relatado a Lula os indícios de fraude. “Não, em nenhum momento. Aliás, as conversas com o presidente da República são sempre de macropolíticas. Essa questão é de autonomia de uma autarquia, a maior da América Latina, que é o INSS”, declarou.

    “O presidente da República só tomou conhecimento, como eu, no dia da apuração deflagrada pela Polícia Federal”, disse Lupi.

    O ex-ministro afirmou que conhecia alguns dos dirigentes de entidades citadas nas investigações sobre descontos irregulares, mas minimizou essas relações. Foi questionado especificamente sobre José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula e vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos).

    O ex-ministro diz que conheceu Frei Chico no movimento sindical, anos atrás, e que nunca recebeu nenhum pedido do irmão do presidente.

    Lupi declarou ter boa relação com Milton Cavalo, presidente do Sindnapi. “É um membro do meu partido, filiado ao meu partido há muitos anos, assumiu essa associação não tem um ano, porque antes tinha uma outra pessoa que representava, e eu o tenho em boa conta”, declarou.

    As principais declarações foram dadas no início da reunião. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interrompeu os trabalhos por uma hora no começo da noite para que os integrantes pudessem se alimentar.

    Durante o intervalo, deputados e senadores ouvidos pela reportagem avaliavam que Lupi não havia adicionado nenhuma novidade importante à investigação.

    Na segunda parte da reunião houve um tumulto entre governistas e bolsonaristas.

    A confusão começou enquanto o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) fazia perguntas a Lupi. O deputado questionou quem era o ministro da Previdência em 2024, e Lupi declarou que não responderia. Integrantes da CPI protestaram dizendo que ele teria de responder.

    O advogado de Lupi, Walber Agra, passou a gesticular e falar fora do microfone, defendendo o direito de seu cliente ficar em silêncio. O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse que o ex-ministro só poderia ficar em silêncio se avaliasse que a resposta poderia incriminá-lo.

    Nesse momento, governistas e bolsonaristas passaram a discutir aos gritos. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), coordenador da bancada governista, protestava contra a fala de Gaspar. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), falava contra a intervenção de Pimenta.

    Rogério Correia, que estava no assento imediatamente à frente de Sóstenes, passou a defender seu colega de partido. Passou a dizer a Sóstenes, bolsonarista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria preso e a fazer sinal de cadeia com os dedos. A tensão aumentou ainda mais e Rogério se levantou.

    Carlos Viana, presidente do CPI, tentava conter o tumulto e não conseguia. Deputados e senadores tentavam conter tanto Rogério quanto Sóstenes. Vários políticos gritavam ao mesmo tempo. Paralelamente, Viana e Pimenta discutiam.

    Em seguida, o deputado Maurício Marcon entrou em cena. A discussão passou a ser entre ele e Rogério Correia, que havia se sentado mas levantou novamente. Os dois se encararam e pareciam estar prestes a brigar. Mais políticos se aproximaram para tentar acalmar a situação.

    CPI: Lupi assume nomeações no INSS, mas se afasta de fraudes em descontos

  • Itália bate Israel em jogaço de 9 gols e embola briga por vaga na Copa 2026

    Itália bate Israel em jogaço de 9 gols e embola briga por vaga na Copa 2026

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Itália superou dois gols contra, venceu Israel de virada por 5 a 4 com gol dramático no fim e embolou de vez a tabela do Grupo I das Eliminatórias Europeias para a Copa de 2026. O duelo teve mando israelense, mas foi disputado na Hungria diante dos conflitos no Oriente Médio.

    A equipe de Gennaro Gattuso vencia por 4 a 2 até os 40 minutos da etapa final, mas sofreu o empate em um intervalo de três minutos.

    Tonali, no entanto, apareceu e foi o herói italiano. O meio-campista acertou um chute de fora da área e decretou a vitória de sua seleção, que assumiu a vice-liderança da chave.

    A Noruega está no topo da tabela e tem, por enquanto, a vaga garantida no Mundial a quatro rodadas do fim. A Itália, no momento, está indo para a repescagem – Israel tem os mesmos 9 pontos dos tetracampeões mundiais, mas um jogo a mais.

    COMO FICOU O GRUPO l?

    1 – Noruega: 12 pontos (4 jogos)*
    2 – Itália: 9 pontos (4 jogos)**
    3 – Israel: 9 pontos (5 jogos)
    4 – Estônia: 3 pontos (5 jogos)
    5 – Moldávia: 0 ponto (4 jogos)
    * na zona de classificação
    ** na zona de repescagem

    COMO FOI O JOGO

    Israel começou a partida no modo ataque e, depois de pedir pênalti e ter um gol anulado, acabou premiado: aos 15 minutos, Biton recebeu passe a poucos passos da linha de fundo e cruzou rasteiro antes de Locatelli, na tentativa de afastar para escanteio, marcar contra: 1 a 0.

    O gol fez a Itália reagir e conseguir o empate depois de muita insistência – logo após Locatelli quase se redimir ao acertar o travessão, Kean recebeu de Retegui, limpou a marcação com apenas um toque na bola e finalizou com capricho para cravar o 1 a 1 antes do intervalo.

    O 2º tempo começou com o mesmo panorama do começo do duelo, e Israel voltou a balançar as redes. Solomon fez fila pela ponta esquerda e tocou para o meio da área buscando Dor Peretz, que finalizou de primeira e não deu qualquer chance de defesa a Donnarumma: 2 a 1.

    Kean, no entanto, estava inspirado e voltou a empatar a partida dois minutos depois. O atacante italiano aproveitou lambança da zaga rival após lançamento da defesa e, de primeira, surpreendeu Daniel Peretz com uma bomba de perna direita: 2 a 2.

    Os visitantes viraram a partida a partir de um lateral cobrado por Di Lorenzo. Retegui recebeu do companheiro e fez o pivô para Politano, que mostrou raciocínio rápido para chutar de primeira e deixar o goleiro rival estático: 3 a 2.

    A vitória italiana foi sacramentada aos 35 minutos com um gol coletivo. A equipe de Gennaro Gattuso segurou as investidas israelenses e, em contra-ataque, cravou o 4 a 2 com um lance que passou por Tonali e Frattesi antes de acabar com Raspadori deslocando o goleiro.

    Os minutos finais foram frenéticos e contaram com três gols: dois de Israel, que voltou a “fazer uso” de um gol contra e empatou com Dor Peretz de maneira dramática, e um da Itália, que garantiu a vitória com um chute de Tonali na base da pressão.

    Vitinho e Caio Henrique foram testados nas laterais e podem receber chance, com Fabrício Bruno e Alex aparecendo na zaga

    Folhapress | 05:00 – 09/09/2025

    Itália bate Israel em jogaço de 9 gols e embola briga por vaga na Copa 2026

  • Ministros do STF esperam retratação de Tarcísio após escalada de discurso no 7/9

    Ministros do STF esperam retratação de Tarcísio após escalada de discurso no 7/9

    Tarcísio fez neste domingo (7), um ataque contra o Supremo e o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que pode levar Jair Bolsonaro (PL) à prisão

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deveria procurar integrantes do tribunal nos próximos dias para dar explicações sobre seu discurso na manifestação na avenida Paulista no domingo (7).

    Não foram feitos contatos após 24 horas da fala. Dois ministros do Supremo afirmaram, sob reserva, que somente interlocutores de Tarcísio procuraram o tribunal para expor a situação do governador.

    O governador paulista fez neste domingo seu mais duro ataque contra o Supremo e o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que pode levar Jair Bolsonaro (PL) à prisão.

    Tarcísio chamou o magistrado de tirano e pediu uma anistia “ampla e irrestrita” que beneficie os condenados pelos ataques do 8 de Janeiro, o ex-presidente e os demais réus da trama golpista.

    “Não vamos aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro. Chega”, declarou de cima de caminhão de som. “Não vamos aceitar que nenhum ditador diga o que temos que fazer”, declarou.

    Ao ouvir que a multidão gritava “fora, Moraes”, Tarcísio chamou o magistrado de ditador. “Por que é que vocês estão gritando isso? Talvez porque ninguém aguente mais. Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que está acontecendo neste país”, afirmou.

    Ainda no domingo, o decano da corte, Gilmar Mendes, afirmou nas redes sociais neste domingo que crimes contra o Estado democrático de Direito não são passíveis de anistia e defendeu a punição dos responsáveis.

    Ele não citou nominalmente Tarcísio, mas indicou que a resposta direta era ao governador ao dizer que no Brasil “não há ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”.

    Barroso, por sua vez, disse à coluna Mônica Bergamo, que o julgamento é um reflexo da realidade. Por ora, o que posso dizer é que, tendo vivido e combatido a ditadura, nela é que não havia devido processo legal público e transparente, acompanhado pela imprensa e pela sociedade em geral. Era um mundo de sombras. Hoje, tudo tem sido feito à luz do dia”, declarou.

    A avaliação de três ministros ouvidos pela Folha é que o discurso de Tarcísio foi calculado e propositalmente radicalizado. Esse grupo entende que o governador decidiu escalar a crise com o Supremo por causa do retorno político que pode ter com a nova postura -ele é cotado para ser o candidato bolsonarista à Presidência em 2026, mas espera o aval do padrinho político para concorrer.

    A leitura feita por eles é que Tarcísio deixou de lado o perfil moderado que cultivava com o Supremo e promoveu verdadeiros ataques ao tribunal, com investida direta contra Moraes.

    Um deles disse que a decisão de Tarcísio de se radicalizar, assumindo o mesmo tom do pastor Silas Malafaia, é lamentável.

    O resultado, dizem esses ministros, é o estremecimento na relação do governador com a corte. Tarcísio era um dos aliados de Bolsonaro com mais trânsito no Supremo -posição que o fez sofrer críticas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de outros expoentes do bolsonarismo.

    Dois outros ministros afirmaram que o discurso de Tarcísio é, além de um movimento político, um desabafo diante da proximidade com o julgamento de Bolsonaro. Para eles, o governador não irá implodir suas relações com o Supremo, apesar de um estremecimento pontual.

    MOVIMENTO POLÍTICO

    Um aliado de Tarcísio disse, sob reserva, que o político ficou desconfortável com a repercussão negativa de sua fala no Judiciário e que não seria do feitio dele fazer críticas de forma tão incisiva.

    Outro afirma que o governador deveria mesmo ter subido um pouco o tom, em meio ao julgamento do seu padrinho político, mas não precisava ser tanto.

    Apesar disso, eles negam que Tarcísio tenha cometido erros e dizem que era preciso se posicionar politicamente, sobretudo diante de uma plateia de apoiadores.

    A expectativa desses aliados é que ele não escale mais o tom contra o Supremo, para não implodir pontes. Eles dizem ainda não haver qualquer rompimento do governador com o tribunal.

    O entorno do afilhado político de Bolsonaro, no geral, concorda com a avaliação de que o STF tem exagerado em suas decisões, nas palavras de aliados.

    A expectativa deles é de que o governador busque os ministros do Supremo em outro momento. Se ele o fizesse agora, poderia parecer um recuo ou que ele tem medo da corte.

    O discurso de Tarcísio também reavivou no Supremo o debate sobre as propostas de anistia que rondam o Congresso às vésperas do julgamento da trama golpista.

    Uma ala do Supremo tem defendido que o tribunal precisa ser mais aberto ao clamor popular em torno do perdão aos bolsonaristas envolvidos nos ataques do 8 de Janeiro, sem interditar o debate ou antecipar eventual declaração de inconstitucionalidade de uma lei sobre o tema.

    Os defensores dessa avaliação representam um grupo ainda minoritário no Supremo, mas avaliam ter espaço para a adesão de novos integrantes do tribunal nesta tese.

    Ministros do STF esperam retratação de Tarcísio após escalada de discurso no 7/9

  • Datena acusa SBT de censura por vetar entrevista com Fernando Haddad

    Datena acusa SBT de censura por vetar entrevista com Fernando Haddad

    A emissora teria impedido a conversa por causa da filiação do político ao Partido dos Trabalhadores; o SBT é comandado pela família Abravanel, que promove e tem ligações com políticos de direita e extrema-direita

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O apresentador José Luiz Datena, 68, acusou o SBT de censurar uma entrevista que faria com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), no início deste ano, quando ainda era funcionário da emissora da família Abravanel. Segundo ele, a direção da empresa impediu a conversa por causa da filiação do político ao Partido dos Trabalhadores.

    Após pedir demissão do SBT e migrar para a RedeTV!, no fim de maio, Datena finalmente realizou a entrevista e aproveitou a ocasião para agradecer ao ministro. “Muito obrigado ao Haddad pela entrevista, não ficou só na parte econômica, foi muito produtiva, teve repercussão”, afirmou.

    Na sequência, ele criticou seu antigo empregador e comparou a postura do SBT em relação a outros políticos: “Eu fui fazer uma entrevista com o Haddad e não me deixaram. ‘Ah, não, porque o Haddad é do PT’. Aí entrevistam o Lula, não dá para entender.” O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi entrevistado pelo apresentador César Filho no SBT Brasil, exibido nesta sexta-feira (5).

    Datena contou que, na época, recebeu a notícia do cancelamento enquanto se dirigia para a gravação: “Os caras me tiraram de dentro do avião. Isso eu não contei antes, mas estou contando agora. De repente, entrevistam o Lula. Vai entender como é que é o negócio. Eu não ia contar isso, porque não gosto de contar essas coisas. Mas também não sou cofre para ficar guardando, não”, desabafou.

    Em fevereiro, quando a entrevista estava inicialmente marcada, o SBT havia informado que o cancelamento se devia a problemas na agenda do ministro.
    A reportagem procurou a assessoria do SBT, mas não obteve resposta.

    Datena acusa SBT de censura por vetar entrevista com Fernando Haddad

  • Estes são os 8 produtos que a Apple está prestes a abandonar

    Estes são os 8 produtos que a Apple está prestes a abandonar

    A Apple vai apresentar novos produtos esta terça-feira, dia 9, e vai deixar de disponibilizar através da sua loja oficial alguns modelos antigos. Saiba os dispositivos que vão ficar pelo caminho

    A Apple fará esta terça-feira, dia 9 de setembro, a apresentação oficial da série iPhone 17 e, além da nova geração de celulares, também é esperado que a ‘Empresa da Maçã’ mostre novos produtos para os novos mercados onde se encontra presente.

    O anúncio de novos produtos significa que a Apple está prestes a abandonar outros tantos e, com base naquele que tem sido o histórico da Apple até aqui, já sabemos alguns dos que podem estar na ‘porta de saída’.

    Segundo o site ‘9to5mac’, com o anúncio do iPhone 17, iPhone 17 Air, iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max, a Apple deverá abandonar o iPhone 15, o iPhone 15 Plus e também o iPhone 16 Pro e o iPhone 16 Pro Max.

    Significa que, a partir de amanhã à tarde, o catálogo de celulares da Apple será composto pelo iPhone 16e, pelo iPhone 16, pelo iPhone 16 Plus, pelo iPhone 17, pelo iPhone 17 Air, pelo iPhone 17 Pro e pelo iPhone 17 Pro Max.

    O alinhamento de celulares disponível na loja oficial da Apple não deverá ser o único a sofrer alterações. Acredita-se que, com a apresentação de novos relógios inteligentes e fones sem fios, a Apple deverá descontinuar as vendas do Apple Watch Series 10, do Apple Watch Ultra 2, do Apple Watch SE 2 e também dos AirPods Pro 2.

    Por enquanto isto não passa de especulação, o que significa que terá de estar atento à apresentação da Apple desta terça-feira e que poderá seguir através da aplicação Apple TV, no canal oficial da empresa no YouTube e também no site oficial.

    A transmissão do evento terá início às 14:00 (hora de Brasília).

    Estes são os 8 produtos que a Apple está prestes a abandonar

  • Fase final do julgamento de Bolsonaro começa hoje

    Fase final do julgamento de Bolsonaro começa hoje

    Alexandre de Moraes, relator do processo, dará o primeiro voto no caso depois de se pronunciar sobre a sua análise dos fatos

    O julgamento contra Jair Bolsonaro entra hoje na última semana com a votação dos cinco dos ministros do STF, até sexta-feira, que podem condenar o ex-Presidente por tentativa de golpe de Estado.

    O tribunal programou sessões diárias até o fim da semana para concluir o processo, depois de, na semana passada, o julgamento ter ficado marcado pelo pedido de condenação de todos os acusados por parte da Procuradoria Geral da República e com a defesa dos réus pedindo a absolvição dos seus clientes.

    O coletivo de juízes que forma a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) é composto pelo juiz Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

    Hoje, o primeiro voto será feito por Alexandre de Moraes, relator do processo, depois de se pronunciar sobre a sua análise dos fatos.

    O juiz, que sofreu sanções por parte dos Estados Unidos com a justificação de estar promovendo “uma caça às bruxas”, já garantiu por diversas vezes que não se vai intimidar e, na semana passada, na abertura do julgamento, afirmou que foi feita uma tentativa de golpe de Estado, “atentando contra as instituições” com o objetivo de criar um “estado de exceção”.

    Seguem-se depois as decisões dos restantes juízes que votam em ordem crescente de antiguidade no Tribunal, ficando por último o presidente do coletivo, Cristiano Zanin, que também será o responsável por proclamar o resultado.

    Na sexta-feira, caso haja condenações, está previsto que os cinco juízes debatam sobre a fixação da pena para cada réu.

    Em caso de condenação, para a qual é necessária uma maioria de pelo menos três votos, a entrada na prisão não será automática, pois ainda há espaço para alguns recursos.

    Após a publicação do acórdão, a defesa e a acusação podem interpor embargos de declaração, no prazo de cinco dias, para corrigir eventuais contradições ou omissões.

    Caso a decisão não seja unânime (3 a 2, com pelo menos dois votos pela absolvição), a defesa pode ainda recorrer por meio de embargos infringentes, que levam a matéria divergente ao plenário do STF, que tem 11 juízes.

    Esses recursos podem prolongar o processo por semanas ou meses, e, mesmo após eventual rejeição, podem surgir novos incidentes, como agravos.

    Há também a possibilidade de um ou mais juízes da Primeira Turma de solicitar vista do processo. Caso isso aconteça, deverá devolver os autos para retomada do julgamento no prazo de 90 dias. Ainda assim, mesmo que algum dos juízes peça vista, isso não impede os restantes juízes de votarem.

    Além de Jair Bolsonaro, estão em julgamento o deputado federal Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general na reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República Augusto Heleno, o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general na reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Neto.

    Este grupo chamado de “Núcleo 1” ou “Núcleo Crucial”, composto por oito réus, responde por tentativa de abolição violenta do Estado de Direito Democrático, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património.

    O ex-presidente não deverá marcar presença no tribunal, alegando motivos de saúde, permanecendo na sua residência, onde cumpre prisão domiciliar após ter violado medidas cautelares impostas pelo tribunal.

    Fase final do julgamento de Bolsonaro começa hoje