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  • Jorge Jesus provoca Al Hilal: “Fui eu que criei esse time”

    Jorge Jesus provoca Al Hilal: “Fui eu que criei esse time”

    Cristiano Ronaldo pode conquistar nesta terça-feira seu primeiro título da Liga Saudita desde que chegou ao país. O Al Nassr recebe o Al Hilal e depende de uma vitória no clássico para garantir matematicamente a taça nacional.

    Antes da partida decisiva, o técnico Jorge Jesus aumentou a tensão do confronto ao provocar o rival durante a entrevista coletiva de pré-jogo. O treinador afirmou conhecer profundamente o Al Hilal por ter sido responsável pela montagem da equipe em sua passagem anterior pelo clube.

    “É um jogo especial para o Al Nassr, porque, se vencermos, seremos campeões. Mas também é importante para o Al Hilal, porque, se eles vencerem, ainda terão que esperar pelo jogo contra o Neom. Desde o início da temporada eu tinha certeza de que o Al Hilal seria meu principal adversário”, afirmou.

    “Não tenho medo de nada. Minha preocupação é apenas se os jogadores do Al Nassr estarão preparados. A responsabilidade sobre nós é enorme, porque fizemos um grande esforço durante toda a temporada. Sou a pessoa que melhor conhece o Al Hilal. Fui eu quem montou esse time e conheço profundamente cada detalhe”, disparou.

    Jorge Jesus também comentou o clima quente vivido na rodada passada, contra o Al Shabab, e acusou os adversários de provocarem sua equipe.

    “Os jogadores do Al Shabab nos provocaram porque eles não estão brigando pelo campeonato nem por nada, ao contrário dos jogadores do Al Hilal, para quem o próximo jogo vale a luta pelo título. Jogadores que provocam precisam assumir as responsabilidades pelos seus atos”, declarou.

    O treinador afirmou ainda que o elenco está preparado emocionalmente para a decisão.

    “Desde o começo do campeonato, nosso pensamento sempre foi vencer. Faltam dois jogos e queremos ganhar os dois. Eu me sinto da mesma forma de sempre. Já passei por muita coisa e meus sentimentos continuam positivos. O mesmo vale para os jogadores. Eles disputaram muitos jogos ao longo da carreira e sabem controlar as emoções”, disse.

    Questionado sobre o próprio futuro, Jorge Jesus revelou que ainda não decidiu se permanecerá no Al Nassr após o fim da temporada.

    “Ainda não decidi se vou ficar no Al Nassr ou não. Vou tomar essa decisão no final da temporada. Recebi muitas propostas”, afirmou.

    O confronto entre Al Nassr e Al Hilal acontece nesta terça-feira, às 15h (horário de Brasília), e pode render a Cristiano Ronaldo seu primeiro título da Liga Saudita desde que chegou ao futebol do país, na temporada 2022/23.
     
     

    Relação enviada à Fifa é sigilosa e serve de base para a convocação final da Copa de 2026; treinador avalia condições físicas dos atletas e pode ajustar nomes antes do anúncio oficial dos 26 escolhidos

    Folhapress | 10:00 – 11/05/2026

    Jorge Jesus provoca Al Hilal: “Fui eu que criei esse time”

  • PGR pede ao Supremo condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

    PGR pede ao Supremo condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

    PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro ao STF por coação no processo, após acusações de ameaças a ministros e tentativa de obter sanções internacionais para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Defesa sustenta que declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.

    O pedido faz parte das alegações finais enviadas ao Supremo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. 

    Nas alegações, Gonet disse que Eduardo apresentou condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras contra ministros da Corte e o país para “livrar” Jair Bolsonaro da condenação no processo da trama golpista.

    “Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento da AP 2.668, algumas concretizadas, a fim de favorecer o interesse de seu pai, livrando-o de qualquer responsabilização criminal”, afirmou o procurador.

    A acusação da PGR também ressaltou que as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para o Brasil.

    “A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, completou Gonet.

     Desde o ano passado, Eduardo está nos Estados Unidos. Ele perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Defesa

    Durante a tramitação do processo, Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado e foi defendido pela Defensoria Pública da União (DPU). O órgão alegou que as declarações do ex-deputado estão acobertadas pela imunidade parlamentar.

     

    PGR pede ao Supremo condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

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  • Saiba o que significa o fim da criptografia nos chats do Instagram

    Saiba o que significa o fim da criptografia nos chats do Instagram

    Meta encerrou criptografia de ponta a ponta nas mensagens do Instagram, permitindo acesso ao conteúdo das conversas pela plataforma. Mudança reacende debate sobre privacidade, moderação de conteúdo, uso de dados para IA e pressão de autoridades por maior controle sobre mensagens privadas.

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Instagram deixou de oferecer criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas (DMs), o que faz com que o conteúdo dos chats possa ser lido por terceiros.

    A Meta encerrou o suporte à criptografia de ponta a ponta nas DMs do Instagram na última sexta. Em nota no site de suporte, a empresa afirma: “As mensagens criptografadas de ponta a ponta no Instagram não terão mais suporte após 8 de maio de 2026”.

    A empresa justificou a mudança dizendo que pouca gente ativava o recurso, que era opcional. Um porta-voz da Meta disse ao jornal britânico The Guardian: “Muito poucas pessoas ativavam a criptografia de ponta a ponta nas DMs, então estamos tirando essa opção do Instagram”.

    Na prática, a mudança altera quem consegue acessar o conteúdo das conversas. A criptografia de ponta a ponta é uma técnica que embaralha a mensagem para que só os aparelhos de quem envia e de quem recebe consigam ler, sem acesso pela plataforma que transporta o texto. As mensagens são protegidas, mas a Meta detém as chaves de acesso. Logo, a empresa poderá acessá-las (ler, processar e armazenar) para cumprir ordens judiciais ou para moderação humana ou análise de sistemas automatizados.

    A Meta já usa criptografia de ponta a ponta por padrão no WhatsApp e também adotou a tecnologia no Facebook Messenger em mensagens pessoais. Um porta-voz da empresa sugere que quem quiser ter conversas protegidas utilize o WhatsApp.

    Em comunicado, a companhia afirmou que os usuários afetados receberão instruções para baixar mídias e mensagens.

    PRIVACIDADE, ANÚNCIOS E SEGURANÇÃ DE CRIANÇAS

    Sem a criptografia, as mensagens passam a se encaixar de forma mais direta no conjunto de dados que a Meta admite coletar. A política de privacidade da empresa lista o conteúdo de mensagens enviadas e recebidas entre os dados coletados, o que, em tese, pode ser usado para personalizar recursos, treinar modelos de inteligência artificial (IA) e direcionar publicidade.

    A mudança também ocorre em meio à pressão de autoridades e entidades de proteção infantil, que veem a criptografia como um obstáculo à detecção de abuso. O debate ganhou força em casos como a ação do procurador-geral do Novo México nos EUA, Raúl Torrez, que alegou que a empresa sabia que a criptografia dificultaria detectar e reportar exploração sexual infantil; em março, um júri considerou a Meta responsável e fixou US$ 375 milhões em penalidades civis.

    Outras redes também têm usado o argumento do equilíbrio entre privacidade e moderação ao falar de mensagens privadas. Em março, o TikTok disse que não planeja adotar criptografia de ponta a ponta nas DMs e afirmou: “Nosso sistema de mensagens foi projetado para equilibrar a privacidade do usuário com a capacidade de responder a golpes, assédio e outras preocupações de segurança quando os usuários as denunciam ou quando exigido por lei”.

    Saiba o que significa o fim da criptografia nos chats do Instagram

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  • Kassio assume TSE após aproximação com governo Lula e sob desconfiança de aliados de Bolsonaro

    Kassio assume TSE após aproximação com governo Lula e sob desconfiança de aliados de Bolsonaro

    Ministro indicado por Bolsonaro assume presidência do TSE com perfil técnico e conciliador, em meio a desconfiança de aliados do ex-presidente e sinais de aproximação com o governo Lula. Expectativa é de atuação mais neutra e redução de tensões na Justiça Eleitoral

    (CBS NEWS) – O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), assume a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta terça-feira (12) sob clima de desconfiança por parte de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), devido aos recentes gestos de aproximação entre o magistrado e o governo Lula (PT).

    Líderes do PL celebram a chegada do indicado de Bolsonaro ao comando do TSE e exaltam seu perfil técnico, mas não ignoram os movimentos recentes do magistrado em aceno ao governo, como a campanha a favor do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga que está aberta no Supremo. O nome acabou derrotado pelo Senado.

    Parlamentares de oposição ouvidos reservadamente pela Folha de S.Paulo afirmam que Kassio até tem um alinhamento ideológico à direita, mas avaliam que a gestão do magistrado no TSE não será necessariamente favorável ao seu grupo político. O perfil apaziguador do ministro é apontado como um entrave a esse cenário.

    Kassio também deu sinais de que atuará em defesa da urna eletrônica, um tema sensível para o bolsonarismo. O ex-presidente, preso em razão da trama golpista, também foi declarado inelegível por atacar a credibilidade dos equipamentos.

    Apesar de ter votado pela absolvição naquela ocasião, Kassio tem dito que, como presidente do TSE, o combate às fake news sobre o sistema eletrônico de votação é uma pauta institucional prioritária, especialmente em tempos de inteligência artificial.

    Por outro lado, a leitura de políticos do PL é a de que o clima da direita com a Justiça Eleitoral será significativamente melhor se comparado às gestões anteriores, como a da ministra Cármen Lúcia, que entrega o cargo nesta terça, e a do ministro Alexandre de Moraes, que comandou as eleições de 2022.

    Já petistas de alto escalão reconhecem que Kassio tem uma afinidade maior com políticos bolsonaristas, mas avaliam haver espaço para um comportamento neutro por parte do ministro. Aliados de Lula veem o novo presidente do TSE como um magistrado articulado, com boa relação com figuras de diversos espectros políticos.

    Lideranças do PT e do centrão lembram que Kassio chegou ao cargo de desembargador no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) por nomeação da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2011. Natural do Piauí, o ministro era próximo do então governador Wellington Dias, hoje ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

    Ciente do papel que o magistrado desempenharia no período eleitoral, o governo teve momentos de aproximação com o ministro do STF. Ainda em 2024, a Caixa contratou como assessora a ex-mulher do magistrado, a economista Maria Socorro Mendonça Carvalho Marques.

    No ano passado, Lula indicou para uma vaga no STJ (Superior Tribunal de Justiça) o desembargador do TRF-1 Carlos Pires Brandão, nome apoiado por Kassio e ao qual os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino faziam oposição. Conforme mostrou a Folha de S.Paulo, o presidente, ao escolher Brandão, telefonou para o ministro em um gesto de deferência.

    Lula confirmou em sua agenda desta terça a ida à cerimônia de posse de Kassio. Segundo aliados, ele vai ao ao evento para prestigiar o novo presidente do TSE e transmitir ao magistrado a mensagem de que o PT não deseja qualquer tipo de conflito.

    Diante de uma possível batalha jurídica entre as campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Kassio afirmou a interlocutores que quer o TSE interferindo o mínimo possível nas disputas políticas, para que os eleitores e os candidatos sejam os verdadeiros protagonistas do pleito, e não a Justiça Eleitoral.

    O ministro sinalizou, por exemplo, que vai evitar acionar o poder de polícia da instituição para impedir irregularidades nas eleições, ao mesmo tempo em que promete ao mundo político portas abertas para o diálogo, tanto com a esquerda quanto com a direita, para distensionar a polarização.

    O poder de polícia foi muito utilizado na gestão de Moraes. Trata-se de uma atribuição do presidente do TSE para, mesmo sem um processo judicial em curso, tomar uma série de providências, como a retirada de propaganda irregular, a remoção de conteúdo ilícito e a suspensão de impulsionamento ilegal.
    *
    VEJA NOVA COMPOSIÇÃO DO TSE
    – Kassio Nunes Marques (Presidente)
    Indicado ao STF por Jair Bolsonaro (PL)

    – André Mendonça (Vice-Presidente)
    Indicado ao STF por Jair Bolsonaro (PL)

    – Dias Toffoli
    Indicado ao STF por Lula (PT)

    – Antonio Carlos Ferreira (Corregedor-Geral)
    Indicado ao STJ por Dilma Rousseff (PT)

    – Ricardo Villas Bôas Cueva
    Indicado ao STJ por Dilma Rousseff (PT)

    – Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto
    Jurista nomeado por Lula (PT) a partir de listas tríplice elaborada pelo plenário do Supremo

    – Estela Aranha
    Jurista nomeada por Lula (PT) a partir de listas tríplice elaborada pelo plenário do Supremo

    Kassio assume TSE após aproximação com governo Lula e sob desconfiança de aliados de Bolsonaro

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  • Fabiana Justus celebra fim do tratamento contra câncer

    Fabiana Justus celebra fim do tratamento contra câncer

    Fabiana Justus revelou que concluiu o tratamento contra a Leucemia Mielóide Aguda; a influenciadora contou que, a partir de agora, seguirá apenas com consultas de acompanhamento a cada três meses

    FORTALEZA, CE (UOL/CBS NEWS) – Fabiana Justus, 39, emocionou os seguidores ao revelar que concluiu o tratamento contra a Leucemia Mielóide Aguda.

    A influenciadora compartilhou uma foto ao lado do médico Nelson Hamer e comemorou o encerramento da etapa mais intensa do processo. “Algumas das selfies tradicionais com meu médico, e anjo, Dr. Nelson Hamer. nesta segunda-feira (11) tive consulta e meu tratamento realmente acabou”, escreveu ela nas redes sociais.

    Fabiana também contou que, a partir de agora, seguirá apenas com consultas de acompanhamento a cada três meses. “Dr. Nelson, muito obrigada por tudo! Sei que ainda temos muitas consultas pela frente, mas não podia deixar de vir aqui publicamente agradecer você e a toda a sua equipe maravilhosa por tudo”, declarou.

    Nos comentários, a influenciadora Duda Riedel, que também enfrentou o mesmo diagnóstico, deixou uma mensagem carinhosa: “Linda demais. Feliz por você”. Seguidores também celebraram a notícia com mensagens de apoio e felicidade. Fabiana foi diagnosticada com a doença em 2024 e passou por um transplante de medula óssea durante o tratamento.

    Fabiana Justus celebra fim do tratamento contra câncer

  • Botafogo sofre terceiro transfer ban na Fifa e segue impedido de contratar

    Botafogo sofre terceiro transfer ban na Fifa e segue impedido de contratar

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) -O Botafogo sofreu o terceiro transfer ban na Fifa nesta segunda-feira (11) e continuará impedido de contratar novos jogadores para seu elenco.

    O clube já sofreu outros dois transfer bans na Fifa recentemente. Em abril, recebeu a punição por dívida com o Ludogorets, da Bulgária, pela transferência não paga do atacante Rwan Cruz.

    Rwan foi contratado em fevereiro de 2025 por 8 milhões de euros (cerca de R$ 48 milhões). Atualmente, está emprestado ao próprio clube búlgaro.

    Em maio, o Botafogo teve outras duas sanções da entidade por transfer ban. A primeira veio no dia 7, e a outra, nesta segunda-feira.

    Botafogo sofre terceiro transfer ban na Fifa e segue impedido de contratar

  • União Europeia impõe sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia

    União Europeia impõe sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia

    Premiê Binyamin Netanyahu chama medida de ‘falência moral’ e diz que bloco europeu cria falsa simetria. Assentamentos são ilegais para a comunidade internacional, que reconhece o território como sendo palestino

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (11) que vai aplicar sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia, uma medida que acaba com impasse sobre o assunto no bloco.

    Ações do tipo eram bloqueadas havia meses pelo governo do húngaro Viktor Orbán, aliado do governo de Binyamin Netanyahu e derrotado em eleições por Péter Magyar, que tomou posse no sábado (9) com promessas de reaproximação de seu país com a Europa.

    “Era hora de superarmos o impasse e agirmos. Extremismos e violência têm consequência”, afirmou a estoniana Kaja Kallas, chefe da diplomacia do bloco europeu, em publicação no X na qual também disse que a medida atinge figuras proeminentes do Hamas. Não há, por enquanto, detalhes sobre os indíviduos alvo das sanções.

    O governo israelense reagiu ao anúncio com críticas duras à UE. “Enquanto Israel e os EUA estão ‘fazendo o trabalho sujo da Europa’ ao lutar pela civilização contra lunáticos jihadistas no Irã e em outros lugaers, a União Europeia expõe sua falência moral ao estabelecer uma falsa simetria entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas”, publicou a conta do gabinete de Netanyahu no X.

    A referência do premiê foi à declaração do primeiro-ministro da Alemanh,a Friedrich Merz, em junho do ano passado, que afirmou que o Estado judeu estava “fazendo o serviço sujo por todos nós” ao atacar o Irã, no que ficou conhecido como guerra dos 12 dias em Israel.

    A mensagem de Tel Aviv carrega ainda um dos principais debates e polêmicas relativas à Cisjordânia: a ocupação do Estado de Israel do território palestino, assim reconhecido pela maioria da comunidade internacional, inclusive o Brasil.

    “Políticos europeus são coagidos por seus eleitores radicais, mas sancionar judeus por viverem na Judeia e na Samária é inaceitável. Judeia é de onde vêm os judeus, e Israel vai sempre proteger os direitos dos judeus de viverem no coração de nossa pátria ancestral”, afirma a publicação.

    Judeia e Samária são os termos oficiais de divisão administrativa usados por Israel para se referir à Cisjordânia. Esse território palestino, assim delimitado pelo plano de partilha da área desenhado pela ONU em 1947, foi ocupado pela atual Jordânia até 1967, quando Israel toma controle do território durante a Guerra dos Seis Dias.

    Em 1993, os Acordos de Oslo criaram três áreas dentro da Cisjordânia: uma (a menor) sob controle da Autoridade Nacional Palestina, outra sob controle partilhado, e uma terceira, maior, sob controle de Israel.

    É nesta terceira onde se concentra a maioria dos assentamentos judeus que, sob a ótica do direito internacional e, em alguns casos, até mesmo sob a legislação israelense, são ilegais -Israel aprova novos assentamentos, e locais sem aprovação estão, em tese, fora da lei.

    Isso não impede, contudo, que colonos ocupem terras palestinas a despeito de possuírem autorização, e muitos deles agem com violência contra moradores palestinos, o que não é coibido nem pelo Exército nem pela polícia israelense, ambos atuantes no território a despeito de serem forças ocupantes, o que resulta com frequência em mortes e em um clima perene de medo e insegurança na região.

    Na prática, a política israelense, em particular sob a coalizão de direita radical que sustenta Netanyahu no poder e após a guerra na Faixa de Gaza, incentiva novas ocupações.

    “A iniciativa dos assentamentos não será dissuadida. Continuarem a construir, a plantar, a defender e a colonizar por toda a terra de Israel”, afirmou o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, após o anúncio europeu, chamando o bloco de “união antissemita”.

    O que Ben-Gvir chama de terra de Israel é motivo de debate no país, e em sua concepção maximalista defendida pelo campo político do ministro radical, inclui território muito além da Cisjordânia, estendendo-se do Egito ao Iraque e do Líbano a partes da Arábia Saudita.

    Um dos instrumentos utilizados pelo Estado de Israel para ampliar recentemente os assentamentos é a declaração de que terras da Cisjordânia fazem parte do Estado de Israel, o que permite que elas sejam destinadas a novos assentamentos. Tel Aviv acelerou esse mecanismo após o início do conflito com o Hamas em Gaza, declarando como tal em 2024 uma área maior do que em 23 anos anteriores.

    No terreno, o clima de tensão se traduz em violência perene e incerteza. No início de março, por exemplo, segundo a organização israelense de direitos humanos B’Tselem, colonos que invadiram a propriedade de uma família palestina ao sul de Hebron atiraram com um rifle em dois homens, um dos quais morreu no hospital. Uma semana depois, em Nablus, mais ao norte, outro grupo atacou uma vila , ferindo ao menos três e matando um palestino.

    Segundo o escritório da ONU para assuntos humanitários (Ocha), de janeiro de 2025 até o fim de março de 2026, 273 palestinos foram mortos na Cisjordânia como resultado do conflito com colonos ou com forças de segurança israelenses; 62 desses palestinos eram crianças, de acordo com a ONU, enquanto o número de mortos do lado israelense no mesmo período foi de 17, incluindo 1 criança e 6 membros de forças de segurança.

    União Europeia impõe sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia

  • Justiça inicia fase de processo em que Oruam é acusado de tentativa de homicídio de policiais

    Justiça inicia fase de processo em que Oruam é acusado de tentativa de homicídio de policiais

    Rapper é acusado de arremessar pedras contra policiais civis durante operação no Joá. OUTRO LADO: defesa afirma que ele não atentou contra a vida de ninguém e que fatos serão esclarecidos

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A audiência de instrução e julgamento do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, está marcada para a tarde desta segunda-feira (11) no Rio de Janeiro. Ele é réu por tentativa de homicídio contra policiais civis. Atualmente, o artista é considerado foragido da Justiça.

    Nessa fase do processo o juiz ouve testemunhas, analisa provas e interroga o réu para esclarecer os fatos. Ao final, a acusação e a defesa apresentam seus argumentos. O juiz, então, decide os próximos passos do processo, podendo levar o réu a júri popular ou absolvê-lo por falta de provas, ou ainda mudar a classificação do crime e pedir novas diligências antes da decisão final.

    No caso, como o rapper está foragido, ele será representado somente por sua defesa.

    A reportagem procurou por ligação e mensagem o advogado de Oruam, Fernando Henrique Cardoso, às 8h13 e às 10h23 desta segunda, mas não obteve retorno.

    Na ocasião em que o rapper virou réu, sua defesa disse que ele não atentou contra a vida de ninguém e isso será esclarecido no processo. Também afirmou que ele se entregou às autoridades anteriormente e que as ações policiais têm sido marcadas por violações de direitos.

    Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado relacionadas a um episódio ocorrido em julho de 2025. Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um menor investigado por tráfico de drogas, que estava na residência de Oruam, no Joá, zona sudoeste do Rio.

    Segundo a Promotoria, Oruam e outro acusado teriam arremessado pedras contra os policiais, assumindo o risco de causar a morte dos agentes. Além das acusações de tentativa de homicídio, o rapper também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.

    O oficial de cartório sofreu ferimentos nas costas e no calcanhar esquerdo. Já o delegado se escondeu atrás de um carro da polícia para não ser atingido.

    “Ambos tiveram que se esconder e desviar dos constantes arremessos, os quais persistiram com elevada intensidade e com clara intenção de atingi-los”, diz trecho da denúncia assinada pelo promotor Eduardo Paes Fernandes.

    Atualmente, Oruam é considerado foragido após a revogação de um habeas corpus e o restabelecimento da prisão preventiva, motivados pelo descumprimento de medidas cautelares, incluindo regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

    Além desse processo, o rapper também é investigado em outra operação. No fim de abril, ele foi incluído na lista de procurados em uma ação da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.

    Também foram alvos da operação a mãe do cantor, a empresária Márcia Gama, e o irmão Lucas Santos Nepomuceno. Márcia já havia sido alvo de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada.

    No início de abril, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus à mãe do rapper, que deixou de constar na lista de procurados. Atualmente, segundo as investigações, o rapper e o irmão seguem foragidos.

    Oruam é filho de Marcinho VP, 55. O traficante, por sua vez, é líder máximo do Comando Vermelho e considerado de alta periculosidade, conforme a polícia. Sua prisão ocorreu em setembro de 1996 sob acusação de comandar o tráfico no Complexo do Alemão, na zona norte. Ele possui condenações que somam 55 anos e oito meses de reclusão. O criminoso está detido em presídio federal.

    Justiça inicia fase de processo em que Oruam é acusado de tentativa de homicídio de policiais

  • Kassio será relator de revisão pedida por Bolsonaro para anular condenação no STF

    Kassio será relator de revisão pedida por Bolsonaro para anular condenação no STF

    Sorteio ocorreu nesta segunda e incluiu apenas ministros da Segunda Turma, que não participou de julgamento. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar trama golpista

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Kassio Nunes Marques será o relator do pedido de revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado foi sorteado nesta segunda-feira (11).

    Apenas os integrantes da Segunda Turma foram incluídos no sistema de escolha de relatoria do tribunal. Por ter participado de toda a tramitação da ação do núcleo central da trama golpista de 2023, Luiz Fux ficou de fora.

    A defesa do ex-presidente pediu na sexta (8) ao presidente da corte, Edson Fachin, a anulação do processo que resultou na condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.

    Com isso, os advogados do ex-presidente dão início a um novo processo na corte, chamado revisão criminal, que ganhará outro número -e não tramitará na ação penal 2668, a ação do núcleo central da trama golpista de 2022 e que transitou em julgado.

    “O fundamento dessa ação é a reparação do erro judiciário, para que a jurisdição penal volte a atuar segundo os postulados da justiça”, dizem os advogados.

    A peça é assinada por Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury.

    A Segunda Turma é composta por André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, presidente. Fux participava na Primeira Turma, votou pela absolvição de Bolsonaro e depois pediu para mudar de colegiado.

    No documento de 90 páginas, a defesa pediu que o relator fosse sorteado apenas entre os integrantes da Segunda Turma da corte, para assegurar que o comando da ação não caia para o mesmo ministro que conduziu a condenação, Alexandre de Moraes.

    André Mendonça foi indicado ao Supremo por Bolsonaro em julho de 2021 com a vaga aberta com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello. Ele ocupava o cargo de advogado-geral da União na época.

    O então juiz federal Kassio Nunes Marques também foi indicado à corte ao Supremo por Bolsonaro, em outubro de 2020 com a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

    Já Fux pediu para ser transferido para a Segunda Turma após Luís Roberto Barroso antecipar sua aposentadoria e deixar a corte. No julgamento da trama golpista, Fux se tornou uma voz dissonante e divergir de Moraes e ao votar para anular o processo e absolver réus, inclusive Bolsonaro.

    Na época, o voto de Fux surpreendeu as defesas dos réus, que identificaram argumentos para questionar a ação no futuro e, eventualmente, anular uma provável condenação. O posicionamento do ministro também irritou a ala do tribunal próxima de Moraes.

    Kassio será relator de revisão pedida por Bolsonaro para anular condenação no STF

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  • Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

    Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

    Importação russa quase dobrou, chegando a US$ 1,76 bilhão em diesel, e domina mercado brasileiro. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total

    O Brasil ampliou fortemente as compras de diesel da Rússia desde o início da guerra no Oriente Médio, após a suspensão das importações vindas da região. Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que Rússia e Estados Unidos passaram a liderar o fornecimento do combustível ao país nos últimos meses.

    Em março e em abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel. Desse total, US$ 1,43 bilhão tiveram origem na Rússia, equivalente a 81,25% das compras externas do produto. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total.

    Apenas em abril, a dependência do diesel russo aumentou ainda mais. O país comprou US$ 924 milhões do combustível da Rússia, o que correspondeu a 89,84% das importações no mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98% das compras, enquanto o Reino Unido teve participação residual.

    Principais números

    •    US$ 1,76 bilhão em diesel importado em março e abril
    •    81,25% do total vieram da Rússia
    •    US$ 924 milhões importados da Rússia apenas em abril
    •    89,84% de participação russa nas compras de abril

    Antes do conflito, o Brasil ainda mantinha parte das importações vindas do Oriente Médio. Em março, o país recebeu carregamentos enviados antes do agravamento da guerra, incluindo compras dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

    Os números mostram uma rápida escalada das compras russas. Em fevereiro, o Brasil importou US$ 433,22 milhões em diesel da Rússia. O valor subiu para US$ 505,86 milhões em março e se aproximou de US$ 1 bilhão em abril.

    Medidas

    Para conter os impactos da alta do diesel sobre consumidores e transportadores, o governo federal anunciou uma série de medidas de compensação.Em março, uma medida provisória liberou R$ 10 bilhões em subsídios para importação e comercialização do combustível. Paralelamente, decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel.

    Segundo o governo, a desoneração tributária deve reduzir o preço em R$ 0,32 por litro nas refinarias. O subsídio adicional a produtores e importadores pode gerar nova queda de R$ 0,32 por litro.

    A equipe econômica afirma que a perda de arrecadação foi compensada pelo aumento das receitas com royalties do petróleo, impulsionadas pela valorização internacional do barril.

    Corte do ICMS

    Em abril, o governo federal lançou um programa para incentivar os estados a reduzirem o ICMS sobre o diesel importado. O custo da medida é dividido entre União e governos estaduais.

    A redução estimada é de R$ 1,20 por litro nas bombas, com custo total de R$ 4 bilhões em dois meses. Apenas Rondônia não aderiu ao acordo.

    O governo também anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês. 

    Empresas beneficiadas precisarão comprovar o repasse da redução ao consumidor final.

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