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  • Governo acionou reciprocidade por não ver margem de negociação com EUA

    Governo acionou reciprocidade por não ver margem de negociação com EUA

    Aplicar retaliações era última etapa do plano para lidar com tarifaço, dizem envolvidos no tema; lei prevê possibilidade de reagir a medidas econômicas discriminatórias adotadas por outro país

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo Lula (PT) acionou o primeiro passo da Lei de Reciprocidade na noite de quinta-feira (28) por avaliar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deu margem nas últimas semanas para a abertura de negociações sobre o tarifaço de 50% imposto sobre produtos brasileiros.

    A lei estabelece os critérios que podem ser utilizados pelo Brasil para reagir com medidas retaliatórias contra sanções econômicas aplicadas por outro país.

    Segundo integrantes do governo que acompanham as discussões, o acionamento da lei ocorreu para delimitar etapas e deixar claro que o início do processo retaliatório se deu porque o Brasil é vítima de uma agressão dos americanos.

    Ainda de acordo com essas fontes, a tendência é que o Brasil não retalie os EUA com a imposição de sobretaxas sobre produtos americanos, devido aos prejuízos que uma decisão como essa traria à economia. O foco devem ser outras frentes previstas na legislação, como a suspensão de direitos de propriedade intelectual, a exemplo de patentes de medicamentos.

    Ainda segundo os envolvidos, a decisão de acionar a lei na quinta não tem relação com a aproximação do julgamento contra Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal), que está marcado para começar na próxima terça-feira (2). O caso de Bolsonaro foi usado por Trump como motivação das sanções, mas o governo Lula rejeita incluir esse tema na mesa de negociações.

    O governo já havia estabelecido quatro frentes de atuação para lidar com o tarifaço: negociação, mitigação dos efeitos (com o anúncio de medidas de contingência para amparar empresas, com o Plano Brasil Soberano), busca por novos mercados internacionais e, por fim, a aplicação da reciprocidade.

    O bloqueio dos EUA às tentativas de negociação do Brasil e a falta de abertura determinaram o acionamento da lei na noite de quinta.

    Desde o anúncio do tarifaço, a gestão de Lula vinha buscando contato com os americanos por meio do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além do chanceler, Mauro Vieira, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    Além dos entraves no contato com as autoridades americanas -havendo, por exemplo, o cancelamento da reunião entre Haddad e o secretário do Tesouro, Scott Bessent-, o clima na tratativa do tema piorou após os Estados Unidos abrirem uma investigação comercial contra o Brasil por meio do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA). O objetivo é apurar supostas práticas injustas do Brasil no comércio bilateral.

    Na ação de quinta, o Ministério de Relações Exteriores deu um prazo de 30 dias para que a Camex (Câmara de Comércio Exterior) analise os argumentos sobre a legalidade do acionamento dos instrumentos de retaliação.

    Por determinação de Lula, a equipe da Fazenda já vinha elaborando nos últimos dias, com a ajuda de outras pastas, um conjunto de medidas para eventual resposta às sanções impostas pelo governo de Trump contra o Brasil.
    De lá para cá, o governo brasileiro reforçou um discurso mais nacionalista e com reforços à ideia de soberania nacional. Em suas falas públicas, Lula tem reiterado mensagens de que o Brasil não será “subalterno” e de que não iria se humilhar diante de Trump.

    Um telefonema entre os dois chegou a ser aventado, mas, até o momento, não ocorreu. Em paralelo, Lula enviou uma carta convidando seu homólogo americano a participar da COP30, a conferência climática da ONU (Organização das Nações Unidas) que será realizada em novembro, em Belém.

    Segundo auxiliares do presidente, o texto da carta não menciona o tarifaço, limitando-se ao convite, nos mesmos moldes do que foi enviado aos demais chefes de Estado. Um dos objetivos do envio da carta é reforçar a mensagem de que Lula não tem problema direto com Trump.

    Governo acionou reciprocidade por não ver margem de negociação com EUA

  • Mais de 3,3 mil pessoas querem acompanhar julgamento de Bolsonaro

    Mais de 3,3 mil pessoas querem acompanhar julgamento de Bolsonaro

    STF somente concederá passe para 1.200 interessados

    O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu 3.357 pedidos de pessoas interessadas em acompanhar presencialmente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista, a partir do dia 2 de setembro.

    As inscrições para assistir as sessões foram abertas na semana passada pela Corte e estavam disponíveis para o público em geral e advogados dos réus dos demais três núcleos da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe de Estado, em 2022. 

    Apesar do grande número de inscritos, somente os primeiros 1.200 pedidos serão atendidos, devido à limitação de espaço. 

    Os contemplados vão acompanhar o julgamento na sala da Segunda Turma da Corte, por meio de um telão, e não poderão ficar na Primeira Turma, onde o será o julgamento. O espaço será destinado somente aos advogados dos réus e aos profissionais de imprensa.

    Foram disponibilizados 150 lugares para cada uma das oito sessões de julgamento, marcadas para os dias 2, 9, 10 e 12 de setembro.

    O Supremo entrará em contato com os contemplados e enviará um e-mail para informar o dia e horário de comparecimento. 

    Imprensa

    A Corte também recebeu 501 pedidos de credenciamento de profissionais da imprensa nacional e internacional interessados em cobrir o julgamento.

    Julgamento

    O julgamento será na Primeira Turma da Corte, composta pelo relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

    Bolsonaro e os demais réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

    Em caso de condenação, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

    Os réus do núcleo 1:

    • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; 
    • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
    • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
    • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
    • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
    • Paulo Sérgio Nogueira (general), ex-ministro da Defesa;
    • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022.
    • Mauro Cid (tenente-coronel), ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

    Mais de 3,3 mil pessoas querem acompanhar julgamento de Bolsonaro

  • Google vai começar a bloquear apps Android consideradas suspeitas

    Google vai começar a bloquear apps Android consideradas suspeitas

    A empresa começará a bloquear a instalação em celulares Android de apps não verificadas que sejam provenientes de lojas alternativas à Play Store da Google

    A Google anunciou que está trabalhando em uma nova medida de segurança para os celulares Android que impedirá que os utisuários instalem nos dispositivos aplicativos não verificadas de outras lojas virtuais.

    O objetivo desta medida destina-se a impedir que os usuários instalem software malicioso nos respectivos celulares e, em uma recente análise feita pela empresa, a Google descobriu que lojas virtuais alternativas têm “50 vezes mais software malicioso” do que apps disponíveis através do Google Play.

    Assim sendo, a Google exigirá que os developers de aplicativos presentes em outras lojas virtuais têm de ser registrados por developers verificados de forma a ser instaladas em dispositivos Android certificados (ou seja, todos os que tenham serviços Google Play).

    A gigante tecnológica comparou o processo de verificar os aplicativos com a “apresentação de um documento de identificação”, notando que apenas verificará se o app foi verificada e não analisará o conteúdo.

    Sabe-se que este processo começará por estar presente no final de 2026 no Brasil, Singapura, Indonésia e Tailândia, com o lançamento global a seguir-se nos meses seguintes.

    Google vai começar a bloquear apps Android consideradas suspeitas

  • PGR se posiciona contra presença de policiais dentro da casa de Bolsonaro

    PGR se posiciona contra presença de policiais dentro da casa de Bolsonaro

    O entendimento da PGR, assinado por Paulo Gonet (foto), foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que julga Bolsonaro pela trama golpista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta sexta-feira (29) contra a necessidade de ampliar a segurança de Jair Bolsonaro (PL) e manter policiais dentro de sua casa. O pedido havia sido feito pela Polícia Federal. O entendimento da PGR foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que julga Bolsonaro pela trama golpista.

    O documento assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma, por outro lado, que se justifica a proteção das adjacências da casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, “como a rua em que a casa está situada e até mesmo da saída do condomínio”.

    O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, havia sugerido na terça-feira (26) ao ministro Alexandre de Moraes a entrada de uma equipe de policiais dentro da casa do ex-presidente para vigilância 24 horas.

    Em ofício enviado ao STF, o chefe da PF argumentou que essa seria a melhor forma de garantir que Bolsonaro não tentaria fugir às vésperas de seu julgamento pela trama golpista.

    Segundo Andrei, a presença de policiais nas proximidades da casa de Bolsonaro seria insuficiente, por dois motivos.

    O primeiro, que a tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro funciona online e depende de sinal da operadora de telefonia para emitir sinais de movimentação do réu.

    O segundo, que seria preciso monitorar todo o fluxo de veículos na residência de Bolsonaro e de vizinhos próximos para garantir que a fiscalização contra fugas seria efetiva.

    Segundo Andrei, há precedente que permite a permanência de policiais 24 horas na casa de réus em prisão domiciliar. O diretor levantou apenas um caso, o do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto. Em 2004, por ordem do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ele ficou em prisão domiciliar sob a custódia da PF.

    Minutos após Andrei Rodrigues enviar o documento, o ministro Alexandre de Moraes enviou o caso para análise da PGR.

    PGR se posiciona contra presença de policiais dentro da casa de Bolsonaro

  • Feriado do dia 7 de setembro, que cai no domingo, não será movido para segunda-feira

    Feriado do dia 7 de setembro, que cai no domingo, não será movido para segunda-feira

    Curitiba, com 2 milhões de habitantes, comemora o dia de sua padroeira no dia 8, em folga municipal; quem trabalha no feriado deverá receber descanso compensatório ou pagamento em dobro; veja direitos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – É falsa a informação de que o feriado do dia 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, que neste ano cairá no domingo, será movido para segunda-feira, dia 8. As buscas sobre o assunto no Google cresceram no último dia.

    A lista de feriados e pontos facultativos de 2025 foi definida pelo governo federal em uma portaria publicada no fim do ano passado no Diário Oficial da União.

    O MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos), responsável pelo cronograma de servidores, não comunicou mudanças em seu calendário oficial de feriados e pontos facultativos, que prevê a folga no domingo. Procurado, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) também não confirmou qualquer adiamento.

    Textos que circulam sobre o assunto dizem que 2 milhões de pessoas serão beneficiadas. Trata-se, na verdade, de uma referência a Curitiba, que comemora a padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, em 8 de setembro e terá feriado municipal. A data não tem relação com o Dia da Independência e, portanto, não comprova um adiamento de feriado.

    QUAIS SÃO OS DIREITOS DOS TRABALHADORES?

    Para quem trabalha aos domingos, é possível que a escala caia no dia do feriado de 7 de setembro. Por isso, o funcionário deverá receber folga compensatória ou pagamento em dobro, de acordo com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

    O advogado trabalhista Daniel Ribeiro, do VLF Advogados, diz que a regra não se aplica aos trabalhadores sob escala 12×36, pois a remuneração já inclui o pagamento de feriados e descanso semanal remunerado.

    As empresas também podem definir escalas de trabalho diferenciadas em convenções coletivas, que devem ser seguidas quando houver previsão para funcionamento em feriados.

    Segundo Priscila Arraes Reino, sócia do Arraes e Centeno, acordos de banco de horas podem substituir o pagamento de horas extras por folgas compensatórias ou redução da jornada, desde que previsto em acordo coletivo ou individual formal.

    QUEM PODE TRABALHAR NO FERIADO DE 7 DE SETEMBRO?

    Podem ser convocados profissionais de setores essenciais, como:
    – Indústria;
    – Comércio e varejo;
    – Transportes;
    – Comunicações e publicidade;
    – Serviços funerários;
    – Agricultura, pecuária e mineração;
    – Saúde e serviços sociais;
    – Atividades financeiras e serviços relacionados;
    – Serviços como segurança, telemarketing, lotéricas e construção civil.

    Para trabalhadores autônomos, não há obrigatoriedade de parar ou trabalhar no feriado, pois não existe vínculo de subordinação. Assim, eles definem a própria rotina na data.

    O QUE FAZER SE NÃO HOUVER COMPENSAÇÃO?

    Ribeiro diz que aqueles que trabalharem nos feriados e não receberem compensação (folga ou pagamento em dobro) podem apresentar uma ação trabalhista, que provavelmente será aceita pela Justiça.

    Já Priscila comenta que o trabalhador também deverá denunciar a empresa ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), pois se a fiscalização constatar a irregularidade, a empresa pode ser multada.

    VEJA OS PRÓXIMOS FERIADOS DE 2025

    Setembro
    – 7 de setembro (domingo): Independência do Brasil – feriado nacional
    Outubro
    – 12 de outubro (domingo): Nossa Senhora Aparecida – feriado nacional
    Novembro
    – 2 de novembro (domingo): Finados – feriado nacional
    – 15 de novembro (sábado): Proclamação da República – feriado nacional
    – 20 de novembro (quinta-feira): Dia de Zumbi e da Consciência Negra – feriado nacional
    Dezembro
    – 24 de dezembro (quarta-feira): Véspera de Natal – ponto facultativo após as 14h
    – 25 de dezembro (quinta-feira): Natal – feriado nacional
    – 31 de dezembro (quarta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2026 – ponto facultativo após as 14h

    Feriado do dia 7 de setembro, que cai no domingo, não será movido para segunda-feira

  • Mais de 2 milhões aderiram ao acordo do INSS de devolução de descontos indevidos

    Mais de 2 milhões aderiram ao acordo do INSS de devolução de descontos indevidos

    A adesão ao acordo é obrigatória para quem deseja receber os valores de forma administrativa, diretamente na conta em que recebe a aposentadoria ou pensão, sem necessidade de recorrer à Justiça

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Mais de 2 milhões de beneficiários já aderiram ao acordo que prevê a devolução de descontos indevidos de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até esta sexta-feira (28), segundo informações do governo federal. O número representa cerca de 70% do total de aposentados e pensionistas que estão aptos a receber.

    Entre eles, 1,995 milhão (99,5% dos que aderiram) terão os valores creditados até a próxima segunda-feira (1º). O pagamento integral, corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi iniciado no dia 24 de julho, com depósitos diários para até 100 mil pessoas.

    O plano previa que a fila de pagamentos seguiria a ordem cronológica da adesão, ou seja, quem aceitou primeiro a proposta foi ressarcido primeiro.

    “Ultrapassamos a marca de dois milhões de adesões, mas ainda há cerca de 800 mil beneficiários que já estão aptos e ainda não aderiram ao acordo. Nosso compromisso é garantir que cada aposentado e pensionista tenha seu dinheiro de volta com toda a segurança”, diz o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior.

    A adesão ao acordo é obrigatória para quem deseja receber os valores de forma administrativa, diretamente na conta em que recebe a aposentadoria ou pensão, sem necessidade de recorrer à Justiça.

    O pagamento será integral, mas condicionado à desistência de eventual ação judicial contra o INSS com pedido de indenização por danos morais ou devolução em dobro. Ainda será possível, no entanto, acionar judicialmente a entidade que realizou o desconto.

    O valor a ser recebido pode ser consultado antes da adesão, tanto pelo aplicativo ou site Meu INSS quanto presencialmente em uma agência dos Correios. A assinatura do acordo é gratuita, não exige envio de documentos e deve ser feita exclusivamente por esses dois canais.

    A Central 135 está disponível apenas para informações e para o registro de contestações, mas não é possível aderir ao acordo por telefone.

    Segundo dados do próprio INSS, mais de 5,4 milhões de beneficiários afirmam não ter autorizado os descontos em seus benefícios. Em contraste, apenas 121 mil reconhecem que autorizaram os débitos.

    COMO ACEITAR O ACORDO PELO MEU INSS?

    1. Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
    2. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
    3. Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
    4. Clique em “Enviar”. É preciso, então, aguardar o pagamento.

    QUEM TEM DIREITO AO RESSARCIMENTO E PODE ADERIR AO ACORDO?

    O acordo permite que aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos entre março de 2020 e março de 2025 recebam os valores de volta por via administrativa. Após o aceite do acordo, o valor será depositado automaticamente na conta bancária em que o segurado já recebe o benefício previdenciário.

    No momento, estão aptos a aderir ao acordo os beneficiários que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade após 15 dias úteis.

    QUEM NÃO CONTESTOU OS PAGAMENTOS AINDA PODE PEDIR A DEVOLUÇÃO

    PELO MEU INSS
    – Entre no site ou aplicativo Meu INSS
    – Informe seu CPF e a senha cadastrada
    – Siga para “Do que você precisa?”
    – Digite: “Consultar descontos de entidades”
    – Caso tenha descontos, marque se foram ou não autorizados
    – Informe email e telefone para contato
    – Declare se os dados são verdadeiros
    – Confirme no botão “Enviar Declarações”

    PRESENCIALMENTE
    Aposentados também podem procurar agências próprias dos Correios para buscar ajuda com a consulta e o pedido de devolução de descontos indevidos.

    Mais de 2 milhões aderiram ao acordo do INSS de devolução de descontos indevidos

  • Meta perde talentos para a OpenAI apesar de salários milionários

    Meta perde talentos para a OpenAI apesar de salários milionários

    Mesmo com ofertas milionárias, a Meta não conseguiu segurar engenheiros que voltaram para a OpenAI. Especialistas apontam que, além do dinheiro, propósito e missão pesam mais na decisão dos profissionais de inteligência artificial

    Mesmo após anunciar a suspensão de novas contratações, a Meta — dona do Facebook e do Instagram — vem investindo pesado em sua divisão Meta Superintelligence Labs (MSL), voltada para o desenvolvimento de inteligência artificial.

    Nos últimos meses, a empresa de Mark Zuckerberg contratou profissionais até de concorrentes como a OpenAI e a Apple, oferecendo salários milionários para atrair pesquisadores e especialistas em IA.

    Apesar disso, nem todos permaneceram. Segundo a revista Wired, os engenheiros Avi Verma e Ethan Knight deixaram a OpenAI para ingressar na Meta, mas cada um ficou menos de um mês na companhia antes de decidir voltar à antiga empregadora. Outro caso é o de Chaya Nayak, que estava há anos na Meta e também migrou para a OpenAI.

    Não está claro o que motivou o retorno desses profissionais, embora se cogite que a OpenAI tenha feito ofertas mais vantajosas. Ainda assim, especialistas destacam que a remuneração não é o único fator determinante.

    Em entrevista à Wired, a CEO da AMD, Lisa Su, comentou a disputa entre gigantes de tecnologia pelo mesmo grupo de talentos. Para ela, altos salários não garantem engajamento.

    “Embora o dinheiro seja importante, não é a coisa mais importante quando se busca atrair talentos. É essencial estar competitivo nesse aspecto, mas também é fundamental oferecer uma missão que inspire e motive as pessoas”, disse Su.

    Enquanto isso, a Meta também se movimenta no campo político: a companhia vai financiar candidatos na Califórnia que defendem uma regulamentação mais branda para a inteligência artificial — um setor em que a empresa tem feito apostas estratégicas e bilionárias.

    Meta perde talentos para a OpenAI apesar de salários milionários

  • EUA prorrogam parte de isenções à China

    EUA prorrogam parte de isenções à China

    Em junho, foram prorrogadas 178 exclusões até 31 de agosto de 2025 e, agora, o órgão determinou uma prorrogação adicional de 90 dias. De acordo com o texto, “o USTR determinou que uma nova extensão adicional de 90 dias (até 29 de novembro) é apropriada”

    O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) publicou no Federal Register, o diário oficial americano, a decisão de estender novamente, de 31 de agosto para 29 de novembro, certas exclusões tarifárias concedidas a produtos chineses no âmbito da investigação da Seção 301, conjunto de medidas criadas para pressionar a China em disputas sobre transferência de tecnologia e direitos de propriedade intelectual.

    Em junho, foram prorrogadas 178 exclusões até 31 de agosto de 2025 e, agora, o órgão determinou uma prorrogação adicional de 90 dias. De acordo com o texto, “o USTR determinou que uma nova extensão adicional de 90 dias (até 29 de novembro) é apropriada”.

    O documento especifica ainda que a alteração passa a valer a partir de segunda-feira.

    EUA prorrogam parte de isenções à China

  • Setor público tem déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, revela BC

    Setor público tem déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, revela BC

    O rombo foi ligeiramente maior do que indicava a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de R$ 63,250 bilhões. Todas as estimativas do mercado eram negativas, de R$ 71,20 bilhões a R$ 58,0 bilhões

    O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, após um saldo negativo de R$ 47,091 bilhões em junho, informou o Banco Central nesta sexta-feira, 29.

    O rombo foi ligeiramente maior do que indicava a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de R$ 63,250 bilhões. Todas as estimativas do mercado eram negativas, de R$ 71,20 bilhões a R$ 58,0 bilhões.

    Esse é o maior déficit para meses de julho desde 2020, quando o resultado primário do setor público havia sido negativo em R$ 81,071 bilhões. Em julho de 2024, o déficit foi de R$ 21,348 bilhões.

    O governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 56,361 bilhões no mês passado. Estados e municípios tiveram déficit de R$ 8,148 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 2,058 bilhões.

    Isoladamente, os Estados tiveram déficit de R$ 6,546 bilhões, e os municípios, déficit de R$ 1,602 bilhão.

    Acumulado

    O setor público consolidado tem déficit primário de R$ 44,537 bilhões no acumulado de janeiro a julho de 2025, informou o Banco Central. O montante equivale a 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB).

    O resultado de 2025 é puxado por um déficit primário de R$ 68,684 bilhões nas contas do governo central, o equivalente a 0,95% do PIB. Estados e municípios têm superávit de R$ 32,431 bilhões (0,45% do PIB), e as empresas estatais, déficit de R$ 8,285 bilhões (0,11% do PIB).

    Isoladamente, os Estados têm superávit de R$ 27,621 bilhões no acumulado de janeiro a julho, e os municípios, saldo positivo de R$ 5,170 bilhões.

    Setor público tem déficit primário de R$ 66,566 bilhões em julho, revela BC

  • Receita publica norma que obriga fintechs a informarem movimentações suspeitas de clientes

    Receita publica norma que obriga fintechs a informarem movimentações suspeitas de clientes

    De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), a medida visa combater “os crimes contra a ordem tributária, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes”

    A Receita Federal publicou instrução normativa que obriga as instituições de pagamento e os participantes de arranjos de pagamentos – as chamadas fintechs – a seguirem a partir desta sexta-feira, 29, as mesmas normas dos bancos para a comunicação de movimentações financeiras suspeitas de seus clientes.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia antecipado na quinta, 28, que o Fisco igualaria a norma entre essas empresas e os grandes bancos. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), a medida visa combater “os crimes contra a ordem tributária, inclusive aqueles relacionados ao crime organizado, em especial a lavagem ou ocultação de dinheiro e fraudes”.

    A Avenida Faria Lima amanheceu nesta quinta com equipes de Polícia Federal, Polícia Militar, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), além de agentes e fiscais das Receitas Estadual e Federal como parte da Operação Carbono Oculto. Integrada nesta quinta às Operações Quasar e Tank, de diversas instituições em dez Estados, se tornou a maior já feita até hoje para combater a infiltração do crime organizado na economia formal do País. A estimativa é de que as fraudes, coordenadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), movimentaram R$ 23 bilhões.

    Receita publica norma que obriga fintechs a informarem movimentações suspeitas de clientes