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  • Mendonça diz que Judiciário precisa de autocontenção e repete discurso de críticos a Moraes

    Mendonça diz que Judiciário precisa de autocontenção e repete discurso de críticos a Moraes

    Sem mencionar diretamente o STF e Moraes, Mendonça defendeu reformas administrativas nos Três Poderes

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirmou nesta sexta-feira (22) que o Judiciário brasileiro precisa de “autocontenção” para não passar a “impressão de Estado judicial de Direito”.

    Mendonça discursou durante o Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro, em evento que também tem previsão da presença do ministro do STF Alexandre de Moraes, além dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

    “Estado de Direito demanda autocontenção do Poder Judiciário. Tenho legitimidade para dizer isso porque integro a mais alta corte do país. O Estado de Direito não significa a prevalência da vontade ou das pré-compreensões dos intérpretes da lei. Eu tenho meus valores, mas devo servir à lei e à Constituição. O Judiciário não pode ser o fator de criação e inovação legislativa”, afirmou.

    Em exposição marcada por recados ao Judiciário, sem mencionar diretamente o STF e Moraes, Mendonça defendeu reformas administrativas nos Três Poderes. “Se algo não está dando certo, é preciso haver reflexão séria de reforma das instituições, que perpasse Legislativo, Executivo, Judiciário, Tribunal de Contas e agências reguladoras, a fim de haver organização na sociedade brasileira.”

    O ministro afirmou que é preciso diferenciar o Estado de Direito e o que considera o “Estado judicial de Direito. Indicado à corte por Jair Bolsonaro, que será julgado no caso da trama golpista a partir de 2 de setembro, o ministro adotou discurso com argumentos semelhantes ao de críticos à atuação de Moraes e do Supremo.

    Se é verdade que no Estado de Direito forte o Judiciário tem prerrogativa de dar a última palavra, o Poder Judiciário não tem prerrogativa de dar a primeira e a ultima palavra. Essa situação passa a impressão de vivermos num Estado judicial de Direito”, afirmou. “Democracia significa garantir que os cidadãos possam livremente se expressar, sem censura direta ou indireta, sem medo de ser perseguido por falas.”

    A mesa de Mendonça teve presença do governador do Rio, Cláudio Castro, e de presidentes de partido -Antonio Rueda (União Brasil), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Valdemar da Costa Neto (PL).

    Em fala antes de Mendonça, Valdemar afirmou que considera possível aliança entre pré-candidatos à Presidência em 2026, mesmo em primeiro turno, e minimizou o ataque do vereador Carlos Bolsonaro (PL) a governadores nesta semana.

    “Tenho certeza que vamos estar juntos no segundo turno, ou até no primeiro, quem sabe. Acontece que às vezes um filho se desespera, fica nervoso, é natural. Temos que defender nossas famílias. É isso que nós estamos atravessando.”

    Mendonça diz que Judiciário precisa de autocontenção e repete discurso de críticos a Moraes

  • Dólar tem forte queda e Bolsa dispara 2% após Powell sinalizar possibilidade de corte de juros

    Dólar tem forte queda e Bolsa dispara 2% após Powell sinalizar possibilidade de corte de juros

    O dólar caía 1,51% às 12h12, cotado a R$ 5,414. Já a Bolsa estava em disparada de 2,15%, a 137.405 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em forte queda nesta sexta-feira (22), após o presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, abrir a porta para um corte de juros na próxima reunião, em setembro.

    Embora não tenha se comprometido com a redução, a possibilidade injetou otimismo nos mercados de renda variável e de câmbio globalmente.

    Por aqui, o dólar caía 1,51% às 12h12, cotado a R$ 5,414, aprofundando as perdas em relação a mais cedo. Já a Bolsa estava em disparada de 2,15%, a 137.405 pontos.

    Fed trabalha com um mandato duplo, isto é, observa de perto os dados de emprego e de inflação para decidir sobre a política monetária. O objetivo é levar a inflação à meta de 2% sem grandes danos ao mercado de trabalho.

    No discurso, Powell fez um balanço dos riscos para cada ponta desse mandato duplo. Por um lado, o mercado de trabalho parece estar em um “equilíbrio curioso”, onde a taxa de desemprego está em relativa estabilidade por causa de uma desaceleração “acentuada” tanto na oferta e quanto na demanda por trabalhadores.

    “Essa situação incomum sugere que os riscos de queda no emprego estão aumentando. E, se esses riscos se materializarem, poderão aparecer rapidamente”, disse ele.

    Por outro lado, as tarifas do presidente Donald Trump, que tendem a pressionar os preços ao consumidor, “podem estimular uma dinâmica inflacionária mais duradoura”.

    Esses riscos estão em equilíbrio, segundo ele, e os juros estão em um território restritivo. “Isso pode justificar o ajuste de nossa postura na política monetária”, afirmou.

    Para André Diniz, economista chefe da Kinea Investimentos, a sinalização “foi o mais perto possível de dizer que vai ter um primeiro corte em setembro”.

    “Seria muito improvável que ele dissesse isso com todas as letras, mas foi claramente uma mudança na leitura de riscos entre a última entrevista coletiva do Fed, em julho, e esse discurso de Jackson Hole.”

    O Fed está em uma sinuca de bico por causa do tarifaço de Trump. Como as tarifas tendem a aumentar os preços ao consumidor e a desacelerar as contratações, qualquer ajuste na taxa de juros terá um ônus para alguma das pontas.

    Juros altos contêm a disparada inflacionária por desestimularem a tomada de empréstimos e o consumo, mas afetam as empresas, que podem reduzir o número de funcionários ou parar as contratações, resfriando o mercado de trabalho. Já um corte nos juros traria o cenário oposto: aqueceria o mercado de trabalho, mas também estimularia a inflação.

    O Fed vem mantendo a taxa de juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado, antes de Donald Trump ser empossado. Foram cinco reuniões neste ano que os diretores optaram pela manutenção da taxa, apesar da pressão de Trump que defende uma redução de três pontos percentuais.

    Antes do discurso, operadores precificavam pouco menos de 70% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros durante a próxima reunião, entre 16 e 17 de setembro, com os 30% apostando em mais uma manutenção. Agora, a probabilidade está em mais de 90%.

    Para os mercados emergentes de renda variável e de câmbio, cortes nos juros do Fed são uma boa notícia, já que normalmente vêm acompanhados de uma injeção de recursos de investidores egressos da renda fixa norte-americana. Quando os juros por lá caem, os rendimentos dos títulos ligados ao Tesouro dos Estados Unidos também caem, levando os operadores à diversificação de investimentos.

    Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o discurso trouxe um novo grau de otimismo para esses mercados.

    “Apesar de reconhecer que o ambiente macro continua desafiador, especialmente com as mudanças em imigração e políticas comerciais afetando oferta e demanda com efeitos difíceis de antecipar, o presidente do Fed afirmou que a política monetária está restritiva e sinalizou a proximidade de ajustes, o que resultou em uma resposta imediata dos ativos”, afirma.

    “Os índices de ações passaram a apresentar alta firme ao considerar o discurso ‘dovish’, ou seja, indicativo de uma política monetária mais estimulativa, que melhora as perspectivas para ações e outros ativos de risco.”

    O otimismo também estimula Wall Street, onde os principais índices estão em alta de mais de 1%. O Dow Jones subia 1,90%, enquanto S&P 500 avançava 1,56% e o Nasdaq Composite, 1,88%.

    Para o Brasil, a perspectiva de cortes de juros pelo Fed ainda tende a favorecer o real devido à percepção de que, com a taxa Selic em patamar alto por tempo prolongado, o diferencial de juros entre Brasil e EUA permanecerá favorável para o lado brasileiro.

    Por outro lado, a cena doméstica tem exercido pressão sobre o câmbio. Na segunda-feira, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu que ordens judiciais e executivas de governos estrangeiros só têm validade no país se confirmadas pelo Supremo.

    A decisão foi dada em ação sobre o rompimento da barragem de Mariana (MG) e não diz respeito diretamente à disputa entre Brasil e Estados Unidos. Na prática, porém, indica que o ministro Alexandre de Moraes, colega de corte de Dino, não pode sofrer as consequências da imposição da Lei Magnitsky, da qual foi alvo em julho pelo governo Donald Trump.

    Como sinalizou o magistrado, instituições financeiras do país podem ser penalizadas se aplicarem sanções contra Alexandre de Moraes. Essa percepção fez o setor bancário derreter na Bolsa na terça, tendo perdido mais de R$ 41,3 bilhões em valor de mercado.

    Relator do julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado, Moraes está na mira do governo Trump desde o mês passado. O magistrado é acusado de determinar prisões de forma arbitrária e suprimir a liberdade de expressão.

    Dólar tem forte queda e Bolsa dispara 2% após Powell sinalizar possibilidade de corte de juros

  • Leilão do TRT-2 terá imóveis e veículos com até 80% de desconto

    Leilão do TRT-2 terá imóveis e veículos com até 80% de desconto

    Será possível parcelar o valor arrematado em até 30 meses, com sinal de 25% para casas e carros, desde que as parcelas não sejam inferiores a R$ 1.000

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região) fará um leilão às 10h dos dias 16 e 18 de setembro no estado de São Paulo, com 170 bens imobiliários, 45 veículos e 4.224 garrafas de bebidas, incluindo uísques, licores e vinhos chilenos e italianos. São 5.058 oportunidades com até 80% de desconto.

    Para participar, os interessados devem se cadastrar no site www.fidalgoleiloes.com.br com antecedência de até 48 horas antes do leilão e buscar, na página inicial, os editais 3364 (dia 16) e 3365 (dia 18). Depois, é necessário clicar em “Habilite-se aqui” e assinar o formulário preenchido por um certificado digital reconhecido, como o próprio Gov.br.

    Será possível parcelar o valor arrematado em até 30 meses, com sinal de 25% para casas e carros, desde que as parcelas não sejam inferiores a R$ 1.000.

    As 170 propriedades estão distribuídas na cidade de São Paulo (75), em todo o ABC (17) e na região metropolitana (36).

    Também são oferecidos 16 imóveis no interior paulista, nas cidades de Avaré, Cajati, Campos do Jordão, Dois Córregos, Guararapes, Presidente Alves, Ribeirão Preto, Salto de Pirapora, Serra Negra e Sorocaba.

    Já no litoral, são 26 bens imobiliários no Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Vicente e Ubatuba.

    Entre os imóveis em destaque na capital paulista, um apartamento de 42,89 m² localizado na Vila Olímpia, zona sudoeste, é ofertado a um lance inicial de R$ 320 mil. Já em Pinheiros, uma casa de 193 m², com terreno de 329,05 m², tem lance inicial de R$ 960 mil. Ambos fazem parte do edital 3364, do dia 16, nos lotes 20 e 93, respectivamente.

    Em Jandira, região metropolitana, um apartamento avaliado em R$ 250 mil é oferecido por R$ 75 mil no lote 3 do edital 3365, no dia 18. No Guarujá, litoral paulista, é possível arrematar por R$ 380 mil um apartamento avaliado em R$ 950 mil no lote 67 da mesma data.

    Na parte de veículos, uma Range Rover de 2013/2014 é leiloada a R$ 51,5 mil no lote 86 do edital 3364. Já uma Fiat Toro Ranch, do ano 2019/2020 e avaliada em R$ 128,2 mil, é ofertada a partir de R$ 34,5 mil (cerca de 75% de desconto) no lote 54 do 3365.

    Das 4.224 garrafas de bebidas nos dois editais, 21 são do licor Frangelico, seis do licor 43 Baristo, 21 do uísque Jack Daniels, 3.456 do vinho chileno Marques de Nevado e 720 do vinho italiano Negroamaro.

    Há, ainda, 26 equipamentos ou maquinários e 537 acessórios diversos.
    COMO PARTICIPAR DO LEILÃO DO TRT-2?

    É preciso fazer um cadastro na plataforma Fidalgo Leilões. No momento de escolher um login, é importante não fornecer nenhum dado sensível, como email ou nome completo, já que se trata de uma informação que ficará visível a outros usuários.

    1 – Acesse o site www.fidalgoleiloes.com.br
    2 – Clique em “Cadastre-se”
    3 – Escolha o perfil “pessoa física” ou “pessoa jurídica”
    4 – Preencha os dados e insira os arquivos necessários
    5 – Aceite o termo de adesão e salve o cadastro

    Será preciso aguardar a análise dos dados por parte do leiloeiro, que deverá enviar um email de confirmação ao usuário cadastrado. Após esse período, será possível habilitar-se para participar do leilão.

    1 – Na página inicial da Fidalgo Leilões, encontre o edital 3364 (dia 16) ou 3365 (dia 18)
    2 – Acesse “Habilite-se aqui” ou “Habilite-se para o leilão”
    3 – Leia o edital e clique em “Aceitar e enviar”

    Quando estiver habilitado, o usuário poderá acessar o “Auditório virtual” de ambos os editais, escolher os lotes desejados e clicar em “Enviar lance”, atentando-se ao valor do lance inicial, do lance atual e ao incremento mínimo necessário.

    CRONOGRAMA DO LEILÃO

    Prazo máximo para cadastro no site leiloeiro – Até 10h do dia 14 de setembro
    Primeiro leilão (edital 3364) – 10h do dia 16 de setembro
    Segundo leilão (edital 3365) – 10h do dia 18 de setembro

    QUAIS OS TIPOS DE LEILÃO DE IMÓVEL?

    No mercado imobiliário, existem basicamente dois tipos de leilões:

    Leilões judiciais, como o do TRT-2, são feitos com base em uma ordem judicial, como parte de uma ação de execução, falência ou hipoteca. O imóvel é colocado à venda no leilão para cobrir uma dívida ou resolver uma disputa legal.

    Leilão extrajudicial pode ser realizado pelo próprio proprietário que deseja vender o imóvel rapidamente ou por bancos, instituições financeiras, empresas de construção que esgotam todas as chances de negociações da dívida com o credor, no caso de alienação fiduciária (quando o imóvel é dado como garantia de pagamento).

    QUAIS IMÓVEIS VÃO A LEILÃO?

    – Imóvel retomado pelo credor após o proprietário não conseguir pagar pelo crédito tomado
    – Imóvel com condomínios atrasados
    – Imóveis abandonados, geralmente devido a problemas financeiros ou legais
    – Imóveis confiscados por causa de atividades ilegais ou não pagamento de impostos
    – Imóveis de empresas ou particulares vendidos por motivos financeiros ou para fins de liquidação de bens

    Atenção! Os imóveis vendidos em leilão podem estar em boas ou más condições e ter ou não pendências legais ou impostos em aberto.

    Leilão do TRT-2 terá imóveis e veículos com até 80% de desconto

  • 82% dos brasileiros defendem cotas em concursos públicos, diz Datafolha

    82% dos brasileiros defendem cotas em concursos públicos, diz Datafolha

    A pesquisa Datafolha foi encomendada pelo Movimento Pessoas à Frente; foram entrevistadas presencialmente 2.008 pessoas de 16 anos ou mais em 136 municípios pelo Brasil, entre os dias 9 e 12 de junho deste ano

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A maioria dos brasileiros é a favor das cotas em concursos públicos, segundo pesquisa Datafolha, com 82% apoiando a reserva de vagas para negros, indígenas, quilombolas e até mulheres, que hoje não são contempladas pela lei.

    Além das ações afirmativas em certames, 80% concordam ainda com cotas para cargos de liderança no setor público, voltadas a esses mesmos grupos.

    Os dados também mostram o apoio a mecanismos que visam proteger servidoras no ambiente de trabalho. Ao todo, 92% dos entrevistados estão de acordo com a promoção de redes de apoio para as mulheres no setor público e 89%, com programas para combate ao assédio.

    Dos que são a favor das cotas em concursos, 12% concordam parcialmente com a política, mas os motivos não são detalhados na pesquisa. Na reserva de vagas em lideranças, a cifra dos que concordam em parte é de 16%.

    A pesquisa Datafolha foi encomendada pelo Movimento Pessoas à Frente, voltado à gestão de pessoas no setor público.

    Foram entrevistadas presencialmente 2.008 pessoas de 16 anos ou mais em 136 municípios pelo Brasil, entre os dias 9 e 12 de junho deste ano. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
    O serviço público federal ainda não alcança a equidade de gênero. Ao todo, mulheres somam 44,5% do total de servidores, enquanto os homens compõem 55,5% da força de trabalho no setor.

    O quadro é parecido nos cargos de liderança, em que elas são 42,3% das chefias e eles, 57,7%. Se levar em consideração a raça, mulheres negras são apenas 15,4% dos líderes, enquanto homens brancos são 33%.

    O percentual dos que rejeitam as cotas em concursos é de 17%. Já para posições de chefia, a cifra dos que discordam sobe para 19%.

    Para Jessika Moreira, diretora-executiva no Movimento Pessoas à Frente, ainda existe uma percepção de que a reserva de vagas se opõe à meritocracia, o que pode levar à resistência no apoio à política de cotas. Mas, segundo Jessika, as ações afirmativas não representam uma ameaça à avaliação das competências de candidatos.

    “[Com as cotas], vamos garantir que essas pessoas entrem conseguindo romper um processo que é historicamente marcado por exclusão de pessoas negras e de mulheres”, afirma.

    Com a promessa de elevar a diversidade do setor público, o primeiro CNU (Concurso Nacional Unificado) teve resultado aquém do esperado em equidade de gênero. Na primeira edição do certame, as mulheres foram 56% dos inscritos, mas apenas 37% dos aprovados.

    Isso motivou o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação) a adotar uma ação afirmativa com base na experiência do Ministério das Relações Exteriores. No ano passado, o concurso para o cargo de diplomata teve convocação adicional de candidatas para que elas fossem ao menos 40% dos aprovados na segunda fase.

    No caso do CNU, mulheres serão pelo menos metade dos candidatos que passarem para a segunda etapa do certame.

    Apesar da tentativa, a cota do Itamaraty praticamente não mudou o resultado. Elas representaram 45% dos inscritos no certame, mas foram apenas 32% do total de aprovados para a carreira -só um ponto acima do número observado em 2023.

    Segundo Ana Pessanha, especialista em conhecimento da República.org, a falta de oportunidades que priorizem mulheres e pessoas negras pode interferir no avanço da diversidade em cargos de liderança.

    Esses grupos já costumam enfrentar dificuldades particulares que afetam seu acesso ao setor público, como a dupla jornada de trabalho para cuidar de familiares e a dificuldade para ter tempo de dedicação exclusiva ao estudar para concurso, por precisar trabalhar.

    Carreiras melhor remuneradas exigem preparação prolongada, com alta carga de estudo. Esse tipo de exigência tende a excluir candidatos que não dispõem de tempo e recursos para se dedicar exclusivamente à preparação”, afirma.

    Para Jessika Moreira, do Movimento Pessoas à Frente, a reforma administrativa apresenta uma janela para propor mudanças voltadas à diversidade e inclusão no setor público.

    Nesta semana, o Movimento elaborou dois anteprojetos relacionados com a equidade de gênero. As propostas, entregues à deputada Soraya Santos (PL-RJ), sugerem a criação de uma política de promoção de equidade, com metas obrigatórias de paridade em cargos comissionados, além da criação de uma política nacional de combate ao assédio no setor.

    “Qualquer tema [de diversidade] que não for absorvido pela proposta da reforma vai gerar uma grande frustração à população brasileira, como mostra o Datafolha. O parlamento tem um dever de responder muito concretamente, através da proposta, a esse anseio.”

    82% dos brasileiros defendem cotas em concursos públicos, diz Datafolha

  • João Campos tem 55% na disputa por Pernambuco, aponta Genial/Quaest; Raquel Lyra tem 24%

    João Campos tem 55% na disputa por Pernambuco, aponta Genial/Quaest; Raquel Lyra tem 24%

    João Campos (PSB) aparece com 55% das intenções de voto, seguido pela governadora Raquel Lyra (PSD), com 24%

    O prefeito do Recife, João Campos (PSB), lidera a disputa pelo governo de Pernambuco em 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 22. Ele aparece com 55% das intenções de voto, seguido pela governadora Raquel Lyra (PSD), com 24%.

    O ex-ministro Gilson Machado (PL) soma 6%, enquanto o empresário Eduardo Moura (Novo) tem 4%. Outros 4% dos entrevistados estão indecisos e 7% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas.

    A pesquisa ouviu 1,1 mil eleitores de 13 a 17 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

    Gestão Raquel Lyra é aprovada por 51%

    A gestão de Raquel Lyra é aprovada por 51% e reprovada por 45%. A educação aparece como área mais bem avaliada, com 55% de menções positivas, 28% regulares e 17% negativas. Já a segurança pública tem o pior desempenho: 38% consideram a área negativa, 32% positiva e 30% regular.

    Quando questionados se a governadora merece reeleição, 54% responderam que não, contra 43% que disseram que sim.

    João Campos tem 55% na disputa por Pernambuco, aponta Genial/Quaest; Raquel Lyra tem 24%

  • Genial/Quaest: Paes tem 35%; Bacellar, 9%; e Washington Reis, 5% na corrida pelo governo do Rio

    Genial/Quaest: Paes tem 35%; Bacellar, 9%; e Washington Reis, 5% na corrida pelo governo do Rio

    Eduardo Paes tem 35% das intenções de voto, seguido pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL), com 9%

    O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), aparece como favorito na disputa pelo governo do Estado em 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira, 22. Paes tem 35% das intenções de voto, seguido pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL), com 9%.

    O levantamento também testou o nome do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB), que registrou 5%. Já a vereadora Mônica Benicio (PSOL) e o empresário Italo Marsili (Novo) marcaram 4% e 2%, respectivamente.

    Entre os entrevistados, 15% afirmaram estar indecisos e 30% disseram que pretendem anular o voto. A pesquisa ouviu 1,4 mil eleitores entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com 95% de nível de confiança.

    Quando perguntados se o atual governador Cláudio Castro (PL) deveria eleger um sucessor, 57% responderam que não, contra 34% que disseram apoiar um candidato indicado por ele.

    A gestão de Castro é aprovada por 43% e desaprovada por 41%. Na área de segurança pública, 60% a consideram negativa, enquanto 38% avaliaram como positiva e 33% como regular.

    Genial/Quaest: Paes tem 35%; Bacellar, 9%; e Washington Reis, 5% na corrida pelo governo do Rio

  • Genial/Quaest: Tarcísio lidera para governo de SP; Erika Hilton dispara

    Genial/Quaest: Tarcísio lidera para governo de SP; Erika Hilton dispara

    Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 43%, seguido por Geraldo Alckmin (PSB), com 21%; Erika Hilton (PSOL) crese e registra 8%

    O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), é hoje o favorito na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes no ano que vem, mostra a pesquisa Genial/Quaest publicada nesta sexta-feira, 22. Segundo o levantamento, o mandatário tem 43% das intenções de votos.

    Na sequência aparece o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com 21%. O pessebista é seguido pela deputada Erika Hilton (PSOL), que registrou 8%. Já o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) e o empresário Felipe d’Avila (Novo) marcaram 3% e 2%, respectivamente.

    Além disso, 7% dos entrevistados disseram que não sabem em quem votarão para o governo do Estado em 2026. Outros 16% afirmam que vão anular o voto. A pesquisa ouviu 1,6 mil eleitores entre 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

    A Quaest ainda questionou os paulistas sobre a preferência de apoios nacionais. Nesse quesito, 59% afirmaram que querem que o futuro governador seja um político independente. Outros 23% preferem alguém alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 17% gostariam que fosse um apoiador do presidente Lula (PT).

    Apesar de uma vitória de Tarcísio ser considerada muito provável hoje até entre seus adversários, existe a possibilidade de ele não disputar a reeleição e se lançar na corrida presidencial. De maneira similar, Alckmin, que já governou São Paulo por quase 13 anos, não demonstra tanto entusiasmo em disputar cargos no Estado.

    Gestão Tarcísio de Freitas é aprovada por 60% dos paulistas

    Segundo a pesquisa, a gestão Tarcísio de Freitas é aprovada por 60% dos paulistas, enquanto que 29% a desaprovam. Outros 11% não souberam ou não quiseram responder ao questionamento. Os números mostram uma estabilidade nos índices de avaliação do governador.

    Quando perguntados sobre a reeleição de Tarcísio, 56% dos paulistas ouvidos disseram que ele merece ser reconduzido ao cargo, ao passo que 36% avaliam que ele não merece.

    A segurança pública é a área com a pior avaliação da gestão Tarcísio. Segundo o levantamento, 36% dos entrevistados julgam a condução da segurança de forma negativa, enquanto outros 36% a consideram regular. Aqueles que a avaliam de forma positiva somam 28%.

    Por outro lado, a área de mobilidade urbana e infraestrutura tem a melhor avaliação, com 49% a avaliando como positiva. Outros 34% a julgaram como regular e 17%, como negativa.

    Genial/Quaest: Tarcísio lidera para governo de SP; Erika Hilton dispara

  • Instagram ganha Reels favoritos, função de repost e novo mapa interativo

    Instagram ganha Reels favoritos, função de repost e novo mapa interativo

    O Instagram lançou novas funções que ampliam a interação entre usuários, como a aba de Reels que exibe vídeos curtidos por amigos e o recurso de repost. A atualização também trouxe o Instagram Map, que compartilha a localização ativa, levantando dúvidas sobre privacidade e segurança

    O Instagram fez em julho algumas alterações no aplicativo e, entre elas, está a criação de uma nova aba na área dedicada aos vídeos Reels. Essa aba mostra os vídeos curtidos pelos seus contatos, incluindo aqueles em que deixaram um “like”.

    Se você não quiser que outras pessoas vejam os vídeos que curtiu, é possível ajustar as configurações do Instagram.

    Veja como:

    Abra o aplicativo do Instagram.

    Toque no ícone com a sua foto, no canto inferior direito.

    Vá até o canto superior direito e toque no ícone com três linhas horizontais.

    Em “Quem pode ver seu conteúdo”, entre na seção “Atividade” em “Amigos”.

    Escolha entre as opções “Seguidores que você também segue” ou “Ninguém”.

    Selecionando “Ninguém”, seus likes e comentários não aparecerão na aba “Amigos” dos Reels.

    Novidades do Instagram

    Além da aba que mostra os vídeos curtidos pelos amigos, o Instagram também trouxe outras novidades na atualização mais recente.

    Uma delas é o Repost, recurso semelhante ao antigo Retweet do Twitter (atual X), que permite compartilhar publicações de outras pessoas para que sejam exibidas aos seus seguidores. O recurso funciona tanto para Reels quanto para posts do feed e sempre credita a página original.

    As publicações repostadas podem aparecer até para pessoas que não seguem a conta original, ampliando o alcance dos conteúdos. O botão de repost já está disponível logo abaixo das postagens, ao lado dos ícones de comentário e de compartilhamento por mensagem direta. Além disso, o perfil do usuário ganha uma nova aba exclusiva para reunir todas as publicações repostadas.

    Instagram Map e privacidade

    Outra novidade anunciada foi o Instagram Map, inspirado no recurso do Snapchat, que permite compartilhar a última localização ativa sempre que o app é aberto.

    Segundo a plataforma, essa função pode ser desativada a qualquer momento, e o usuário controla quem pode visualizar sua localização. Criadores de conteúdo e usuários podem usar o recurso para destacar seus locais favoritos.

    Quando ativado, o Instagram Map mostra Stories, publicações e Reels compartilhados na região em questão. O recurso aparece no topo das mensagens diretas e já está disponível nos EUA, com previsão de ser expandido para outras regiões em breve.

     
     

    Instagram ganha Reels favoritos, função de repost e novo mapa interativo

  • Receita libera consulta a quarto lote de restituição do IR

    Receita libera consulta a quarto lote de restituição do IR

    Ao todo, 1.884.035 contribuintes receberão R$ 2,92 bilhões; o lote também contempla restituições residuais de anos anteriores

    A partir das 10h desta sexta-feira (22), cerca de 1,9 milhão de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano acertarão as contas com o Leão. Nesse horário, a Receita Federal liberará a consulta ao quarto dos cinco lotes de restituição de 2025. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    Ao todo, 1.884.035 contribuintes receberão R$ 2,92 bilhões. A maior parte do valor, informou o Fisco, irá para contribuintes sem prioridade no reembolso, que declararam perto do fim do prazo.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma: 

    • 1.454.509 contribuintes sem prioridade;
    • 312.915 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
    • 72.434 contribuintes de 60 a 79 anos;
    • 22.841 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
    • 13.515 contribuintes acima de 80 anos;
    • 7.821 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

    Embora não tenham prioridade por lei, os contribuintes que usaram dois procedimentos em conjunto, pré-preenchida e Pix, passaram a ter prioridade no recebimento da restituição neste ano. No entanto, a maior parte das restituições a esse público foi paga nos três lotes anteriores.A consulta poderá ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    O pagamento será feito em 29 de agosto, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

    Receita libera consulta a quarto lote de restituição do IR

  • Centrão e direita correm para consolidar Tarcísio, conter clã Bolsonaro e disputar vice

    Centrão e direita correm para consolidar Tarcísio, conter clã Bolsonaro e disputar vice

    Os maiores partidos de centro e de direita no país defendem a consolidação do governador de São Paulo como nome para enfrentar Lula (PT) em 2026

    BRASÍLIA, DF E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O indiciamento e a divulgação de troca de mensagens entre Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo foram vistos por integrantes do centrão e partidos de direita como uma janela para ampliar a pressão por unidade em torno de uma candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o que inclui a definição do vice na chapa.

    Os maiores partidos de centro e de direita no país defendem, há tempos, a consolidação do governador de São Paulo como nome para enfrentar Lula (PT) em 2026, mas enfrentam a indefinição de Bolsonaro -que está inelegível e às portas de uma condenação, dada como certa, no caso da trama golpista.

    Mais do que o indiciamento por suposta tentativa de obstruir esse processo, a troca de mensagens entre Eduardo e o pai indica divergências em relação à atuação política da família e uma forte desconfiança por parte do deputado em relação a Tarcísio, o que provocou reações entre expoentes do mundo político do centro à direita nesta quinta-feira (21).

    Ainda que as conversas cristalizem um cenário de campo minado para Tarcísio no seio da família Bolsonaro, políticos avaliam que as brigas, tornadas públicas, causam desgaste principalmente para Eduardo, apontado como nome radical do clã.

    Na visão de dirigentes partidários, o episódio enfraquece ainda mais o filho do ex-presidente e cria uma janela para que o governador obtenha certa autonomia em relação à família Bolsonaro, sem perder o apoio do ex-presidente, crucial para qualquer nome desse campo que almeje ser competitivo no ano que vem.

    As mensagens mostram Eduardo manifestando, por várias vezes, contrariedade e desconfiança em relação a Tarcísio. Uma delas alerta que o governador de São Paulo nunca ajudou o pai no STF (Supremo Tribunal Federal).

    “Sempre esteve de braço cruzado vendo você se foder e se aquecendo para 2026.”

    Uma ala do centrão vê ganhos para Tarcísio principalmente com a reiteração do que seria uma bagunça generalizada na família do ex-presidente, que exigiria mais do que nunca um presidenciável que faça parte do bolsonarismo, mas que não carregue nas costas todo o desgaste do sobrenome.

    Tarcísio foi ministro da Infraestrutura durante o governo Bolsonaro (2019-2022) e eleito governador de São Paulo graças à indicação e apoio do ex-presidente. Em sua gestão, é alvo frequente de bolsonaristas que dizem não ver alinhamento total e defesa enfática de Bolsonaro, apesar de o governador comparecer inclusive aos protestos liderados pelo ex-presidente na avenida Paulista.

    Do grupo de governadores mais à direita que almejam disputar a presidência em 2026, Tarcísio é o preferido da maior parte dos partidos que hoje controlam o Congresso, incluindo o quinteto que integra a Esplanada dos Ministérios de Lula –União Brasil, PP, PSD, MDB e Republicanos.

    Políticos desses partidos temem principalmente que Bolsonaro resolva, como chegou a sinalizar a alguns aliados, optar por um nome da família para 2026, como a mulher, Michelle, ou o filho Flávio Bolsonaro.

    O indiciamento e as mensagem fragilizam essa hipótese, na visão de aliados, por reforçar a vulnerabilidade política da família. Ainda assim, políticos de centro e direita sempre fazem a ressalva de que Bolsonaro é imprevisível e de que muito pode mudar nos 12 meses que faltam para a oficialização das candidaturas.

    Em fevereiro, por exemplo, Lula atingia sua pior avaliação popular. Agora, seis meses depois, demonstra recuperação.

    Com a avaliação de que cresceram as chances de um candidato bolsonarista sem o sobrenome Bolsonaro, há quem defenda inclusive um vice de fora da família. Por ora, o nome do ex-ministro da Casa Civil e senador Ciro Nogueira (PP-PI) é um dos mais fortes.

    Ciro preside o PP e comanda, ao lado de Antonio Rueda, presidente do União Brasil, a montagem de uma federação que, apesar de ter quatro ministros sob Lula, vem se posicionando como ponta de lança da oposição para 2026.

    Juntos, os dois partidos têm 109 deputados federais, mais de 20% do tamanho da Câmara.

    No ato da federação na última quarta, em Brasília, a principal estrela foi Tarcísio.

    Aliados de Bolsonaro e do governador de São Paulo dizem ainda ver alinhamento entre o ex-presidente e o governador, mesmo diante dos ataques de Eduardo nas mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-presidente.

    O deputado já havia falado publicamente contra Tarcísio, sendo o principal expoente de uma ala crítica ao governador, que tenta apontá-lo como “candidato do sistema”.

    “Agora ele [Tarcísio] quer posar de salvador da pátria. Se o sistema enxergar no Tarcísio uma possibilidade de solução, eles não vão fazer o que estão pressionados a fazer. E pode ter certeza, uma ‘solução Tarcísio’ passa longe de resolver o problema, vai apenas resolver a vida do pessoal da Faria Lima”, disse Eduardo, em uma das mensagens.

    O deputado também pleiteia a sucessão eleitoral do pai à Presidência da República. Mas, diante do avanço dos inquéritos no STF, não deve retornar ao Brasil.

    Nesta quinta, Tarcísio defendeu Bolsonaro e criticou a divulgação das mensagens. “Minha relação com Bolsonaro vai ser como sempre foi, uma relação de lealdade, relação de amizade, relação de gratidão com uma pessoa que, eu entendo, fez muito pelo Brasil e fez muito por mim”.

    Líder da bancada do PL na Câmara e próximo a Malafaia, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) afirmou que, em sua visão, nada muda com o indiciamento e com as mensagens.

    “Isso aí é mais do mesmo com relação ao Tarcísio e o Eduardo, esse assunto já foi superado lá atrás. O dois se falaram depois disso. E a franqueza e a firmeza são práticas normais na nossa convivência do dia a dia”, afirmou.

    Centrão e direita correm para consolidar Tarcísio, conter clã Bolsonaro e disputar vice