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  • Jennifer Aniston revela que passou 20 anos tentando engravidar

    Jennifer Aniston revela que passou 20 anos tentando engravidar

    Aos 56 anos, Jennifer Aniston falou sobre as tentativas frustradas de engravidar e rebateu rumores de que teria priorizado a carreira. A atriz contou que passou por fertilização in vitro e lamentou não ter congelado os óvulos mais cedo. Atualmente, vive um novo romance com o coach Jim Curtis

    Jennifer Aniston, de 56 anos, abriu o coração em entrevista à edição britânica da revista Harper’s Bazaar, ao falar sobre sua luta contra a infertilidade durante mais de 20 anos.

    A atriz contou que tentou engravidar por duas décadas, sem sucesso, e criticou os boatos de que teria optado por não ter filhos por priorizar a carreira.

    “Ninguém sabe da minha história nem do que vivi nos últimos 20 anos tentando formar uma família, porque não saio por aí contando meus problemas de saúde”, afirmou. “Isso não diz respeito a ninguém. Mas chega um momento em que você não consegue ignorar as narrativas de que não tem filhos porque é egoísta ou viciada em trabalho. Isso dói — sou humana, como todos nós”, completou a estrela de Friends.

    Em 2022, Aniston já havia revelado que tentou fertilização in vitro (FIV) sem sucesso e lamentou não ter congelado seus óvulos mais cedo. “Nos meus 30 e 40 anos, passei por momentos muito difíceis. Eu estava tentando engravidar, fiz fertilização in vitro, tomei chás chineses, tentei de tudo. Gostaria que alguém tivesse me dito: ‘Congele seus óvulos’. Eu não pensava nisso naquela época. E aqui estou hoje”, contou.

    Jennifer foi casada com Brad Pitt entre 2000 e 2005, e à época circularam rumores de que o fim do relacionamento estaria ligado à ausência de planos para ter filhos. Dez anos depois, ela se casou com Justin Theroux, de quem se separou em 2018.

    Atualmente, a atriz está em um novo relacionamento com o coach Jim Curtis, com quem começou a ser vista em julho deste ano. Segundo o Daily Mail, amigos próximos acreditam que o casal combina perfeitamente: “Eles compartilham um profundo interesse pelo autoconhecimento, e Jennifer o admira muito. Ainda assim, ela está levando tudo com calma.”

    Jennifer Aniston revela que passou 20 anos tentando engravidar

  • Palmeiras enfrentará rival durante Data FIFA

    Palmeiras enfrentará rival durante Data FIFA

    (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF divulgou a nova data do confronto atrasado entre Santos e Palmeiras, pelo primeiro turno do Brasileiro. O clássico será no dia 15 de novembro, às 20:00 de Brasília, na Vila Belmiro.

    Os rivais se enfrentam pelo segundo turno do Brasileirão pouco antes, no dia 6 de novembro, no Allianz Parque. Entre os dois clássicos, o Verdão visita o Mirassol, enquanto o Peixe enfrenta o Flamengo no Maracanã.

    O jogo atrasado, no dia 15, ocorrerá durante uma data FIFA, portanto os clubes podem ter desfalques importantes. Na atual data FIFA, por exemplo, o Palmeiras teve seis jogadores convocados para suas seleções, apesar de Ramón Sosa não ter se apresentado ao Paraguai por conta de uma lesão na coxa.

    O lateral Piquerez também costuma ser convocado para a seleção uruguaia, mas foi poupado desta vez. Contra o Santos, o uruguaio pode ser mais um desfalque. Andreas Pereira e Vitor Roque também vivem a expectativa de retornar à seleção brasileira.

    A equipe de Carlo Ancelotti encara a Coreia do Sul nesta sexta (10), às 8h, em Seul, no primeiro amistoso da Data Fifa de outubro. Vinícius Júnior e Rodrygo voltam à seleção, enquanto John e Paulo Henrique estreiam. A partida terá transmissão na Globo, Sportv e GE TV

    Notícias ao Minuto | 04:32 – 10/10/2025

    Palmeiras enfrentará rival durante Data FIFA

  • 'Vi, vivi e sobrevivi', diz Nicole Kidman, recém-divorciada

    'Vi, vivi e sobrevivi', diz Nicole Kidman, recém-divorciada

    Após o divórcio de Keith Urban, Nicole Kidman refletiu sobre envelhecer com graça e sabedoria, afirmando que sobreviveu a muitos desafios e quer compartilhar o que aprendeu. Aos 58 anos, a atriz diz se sentir grata por sua trajetória e confiante para enfrentar qualquer dor

    (CBS NEWS) – Recém-divorciada de Keith Urban, com quem viveu por quase 20 anos, Nicole Kidman falou sobre beleza, envelhecimento e sabedoria em uma entrevista à Harper’s Bazaar publicada nesta quinta-feira (9).
    “Vi muito, vivi muito e sobrevivi a muito. Quero passar adiante todo o conhecimento e sabedoria que adquiri”, falou a atriz.

    Para Nicole, de 58 anos, a melhor parte de envelhecer é acumular e dividir experiências. “É saber que, não importa o que aconteça, vou superar”, diz. Na entrevista, ela afirma se sentir “grata por sobreviver como mulher, como atriz e como produtora, profissionalmente e pessoalmente.”

    “Existe algo em saber que não importa quão dolorido, quão difícil e quão devastador algo seja, sempre existe um caminho”, diz. “Você vai ter que sentir, não dá para entorpecer. É preciso sentir, sofrer e muitas vezes você vai se sentir quebrado, mas vai passar”, diz.

    SEPARAÇÃO

    No final de setembro, Nicole Kidman e Keith Urban anunciaram o fim do casamento. Eles eram casados desde 2006 e são pais de duas filhas, Sunday Rose, 17, e Faith Margaret, 14.

    Nicole também é mãe de Isabella, 32, e Connor, 30, do relacionamento anterior com Tom Cruise. A atriz é dona de um Oscar, dois Emmys e seis Globos de Ouro.

    'Vi, vivi e sobrevivi', diz Nicole Kidman, recém-divorciada

  • Meghan Markle e Harry brilham e atraem todos os olhares em gala em NY

    Meghan Markle e Harry brilham e atraem todos os olhares em gala em NY

    Os duques de Sussex foram homenageados pelo Project Healthy Minds com o Prêmio de Humanitários do Ano por suas ações em prol da segurança digital e do bem-estar mental. O casal compareceu de mãos dadas à gala em Nova York, exibindo looks de alfaiataria totalmente pretos

    Meghan Markle e o príncipe Harry marcaram presença na noite desta quinta-feira (9) na gala anual do Project Healthy Minds, realizada em Nova York, onde receberam o Prêmio de Humanitários do Ano. O evento, dedicado ao Dia Mundial da Saúde Mental, reconheceu o casal por suas ações voltadas à segurança digital e ao bem-estar de famílias e jovens.

    De mãos dadas e sorridentes, os duques de Sussex atraíram todos os olhares no tapete vermelho, ambos vestidos de preto em looks de alfaiataria. Meghan escolheu um terno Armani elegante, combinado com salto alto, bolsa e colar dourado, enquanto Harry usou terno escuro clássico, camisa branca e gravata.

     
     

     
     
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    Ao receberem a homenagem, Meghan e Harry destacaram em comunicado à revista People a importância do trabalho que desenvolvem:

    “Trabalhar com famílias e jovens para priorizar a segurança online tem sido um dos trabalhos mais significativos de nossas vidas. Como pais, fomos movidos pelo poder de suas histórias e nos sentimos honrados em apoiá-los. Temos orgulho de ser parceiros de longa data do Project Healthy Minds, enquanto continuamos a lançar luz sobre uma das questões mais urgentes do nosso tempo.”

    Os duques são cofundadores da Archewell Foundation, criada em 2020, que tem como uma de suas principais iniciativas a Parent’s Network, lançada em 2023 durante o mesmo festival do Project Healthy Minds. A rede oferece apoio a pais e cuidadores de crianças afetadas por danos nas redes sociais, incluindo famílias que perderam filhos ou enfrentaram casos graves de exposição online.

    Meghan, de 44 anos, e Harry, de 41, são pais de Archie, de seis anos, e Lilibet, de quatro. A aparição pública do casal foi uma das raras ocasiões em que participaram juntos de um evento desde que deixaram oficialmente as funções da realeza britânica.

    Dias antes, Meghan havia feito sua estreia na Semana de Moda de Paris, ao assistir ao desfile da Balenciaga em 4 de outubro, evento que também contou com a presença de Georgina Rodríguez, companheira de Cristiano Ronaldo.

    Meghan Markle e Harry brilham e atraem todos os olhares em gala em NY

  • Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

    Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

    Bombardeios russos atingiram instalações energéticas em Kiev, Zaporíjia e Dnipropetrovsk, provocando cortes de luz e gás. Mais de dez pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. Zelensky prometeu retaliar e reforçar os ataques de longo alcance contra alvos russos

    A Rússia lançou na madrugada desta quinta-feira (10) um ataque em larga escala contra a Ucrânia, mirando instalações de energia e provocando cortes de eletricidade e gás nas regiões de Kiev (norte), Zaporíjia (sudeste) e Dnipropetrovsk (centro), segundo autoridades locais.

    A empresa pública de gás de Zaporíjia informou nas redes sociais que as infraestruturas da capital regional foram danificadas, o que a obrigou a suspender temporariamente o fornecimento de gás natural.

    Em Kiev, o metrô opera com restrições, devido às interrupções no abastecimento de energia causadas pelos bombardeios russos. Já a companhia privada DTEK relatou que parte da capital permanece sem luz após os ataques à rede elétrica.

    O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que mais de dez pessoas ficaram feridas, mas não há registro de mortes até o momento.

    Em Dnipropetrovsk, o governador regional confirmou ataques russos ao sistema energético de Dnipro, Kamiansk e Krivi Rig, realizados com drones e mísseis.

    Nos últimos dias, a Rússia tem intensificado os bombardeios contra infraestruturas ucranianas de gás e eletricidade, estratégia que visa enfraquecer a capacidade energética do país antes do inverno.

    O presidente Volodimir Zelensky prometeu responder aos ataques e ordenou o reforço das capacidades de defesa e ataque de longo alcance da Ucrânia.

    Rússia lança ataque em massa e deixa Kiev e regiões sem energia e gás

  • Ubisoft cancela Assassin’s Creed da Guerra Civil dos EUA por polêmica

    Ubisoft cancela Assassin’s Creed da Guerra Civil dos EUA por polêmica

    Segundo o site Game File, o jogo teria como protagonista um ex-escravo que enfrentava o grupo Ku Klux Klan. Fontes afirmam que a Ubisoft cancelou o projeto em 2024 temendo repercussões negativas após a polêmica com Assassin’s Creed Shadows e o atual clima político dos EUA

    A Ubisoft teria decidido cancelar um novo jogo da franquia Assassin’s Creed ambientado durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, segundo informações do site Game File. A decisão, tomada em 2024, teria sido motivada por polêmicas recentes envolvendo representatividade e temas raciais.

    De acordo com cinco fontes ligadas à empresa — algumas ainda empregadas na Ubisoft e que pediram anonimato —, o projeto teria como protagonista um ex-escravo que lutava contra o grupo supremacista Ku Klux Klan. A proposta, no entanto, acabou sendo considerada arriscada pelo estúdio, que avaliou que o contexto político polarizado nos EUA poderia gerar reações negativas.

    O cancelamento teria ocorrido após a controvérsia em torno de Assassin’s Creed Shadows, novo título da série que traz Yasuke, um samurai negro, como um dos personagens principais. A Ubisoft, segundo as fontes, decidiu evitar novas controvérsias públicas e suspendeu o projeto ainda em fase inicial de desenvolvimento.

    Ubisoft cancela Assassin’s Creed da Guerra Civil dos EUA por polêmica

  • Hoje tem Seleção Brasileira: veja o horário e onde assistir ao amistoso

    Hoje tem Seleção Brasileira: veja o horário e onde assistir ao amistoso

    A Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira (10), às 8h (horário de Brasília), para enfrentar a Coreia do Sul em amistoso no Estádio Sang-am, em Seul. O duelo marca o início da série de jogos preparatórios comandados por Carlo Ancelotti rumo à Copa do Mundo de 2026.

    O Brasil chega ao confronto após encerrar as Eliminatórias Sul-Americanas na quinta colocação — o pior desempenho de sua história na competição. O jogo também marca o reencontro com os atacantes Vinícius Júnior e Rodrygo, do Real Madrid, que voltam à equipe principal. Entre as novidades estão o goleiro John (Nottingham Forest) e o lateral Paulo Henrique (Vasco), ambos convocados pela primeira vez.

    Por outro lado, Ancelotti não poderá contar com Marquinhos, Raphinha, Andrey Santos, Wesley e Vanderson, todos lesionados. Após o amistoso em Seul, o Brasil segue para Tóquio, onde enfrenta o Japão na próxima terça-feira (14), encerrando a Data Fifa de outubro.

    Onde assistir
    A partida entre Coreia do Sul e Brasil terá transmissão ao vivo pela Globo (TV aberta), Sportv (TV fechada) e GE TV (YouTube), a partir das 8h (horário de Brasília).

    A Coreia do Sul, comandada por Hong Myung-bo, vive boa fase. Na última Data Fifa, venceu os Estados Unidos por 2 a 0 e empatou com o México em 2 a 2. O técnico contará com seus principais nomes: Son Heung-min (Los Angeles FC), Lee Kang-in (PSG) e Kim Min-jae (Bayern de Munique).

    A equipe de Carlo Ancelotti encara a Coreia do Sul nesta sexta (10), às 8h, em Seul, no primeiro amistoso da Data Fifa de outubro. Vinícius Júnior e Rodrygo voltam à seleção, enquanto John e Paulo Henrique estreiam. A partida terá transmissão na Globo, Sportv e GE TV.

    Brasil enfrenta Coreia do Sul em amistoso nesta sexta-feira (10), em Seul, às 8h (de Brasília); no retrospecto, seleção tem ampla vantagem, com sete vitórias e apenas uma derrota

    Folhapress | 16:47 – 09/10/2025

    Hoje tem Seleção Brasileira: veja o horário e onde assistir ao amistoso

  • Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

    Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

    Com 122 votos a favor, o Parlamento peruano aprovou a saída da presidente Dina Boluarte. A líder, que não recorreu da decisão, será substituída interinamente pelo chefe do Congresso até as eleições gerais de 2026. Manifestantes celebraram o afastamento nas ruas de Lima

    O Congresso do Peru aprovou na noite desta quinta (9) a destituição da presidente Dina Boluarte, de 63 anos, em meio à crescente onda de criminalidade e instabilidade política no país. A medida foi aprovada por 122 votos a favor, e a governante não apresentou recurso contra a decisão.

    O presidente do Congresso, José Jerí, anunciou oficialmente a saída da líder peruana após a votação. Boluarte, que havia sido convocada para comparecer à sessão, não esteve presente. Com a destituição, o presidente do Parlamento assumirá interinamente o poder até as eleições gerais previstas para abril de 2026.

    A decisão foi recebida com comemorações nas ruas de Lima, onde manifestantes exibiam bandeiras do Peru e cartazes com frases como “Somos governados pela vergonha”, celebrando o afastamento da presidenta.

    Dina Boluarte chegou ao poder em dezembro de 2022, após a tentativa frustrada de golpe do então presidente Pedro Castillo, e tornou-se a primeira mulher a governar o país. Desde então, enfrentou forte impopularidade e diversas acusações de má gestão, frivolidade e incapacidade moral permanente, além de protestos que marcaram seu mandato.

    Desde 2016, o Peru vive uma profunda crise política, com seis presidentes em menos de uma década: dois foram destituídos pelo Congresso, dois renunciaram antes de enfrentar o mesmo destino, um completou um mandato interino e agora Boluarte se junta à lista de governantes afastados.

    Congresso do Peru destitui Dina Boluarte após onda de criminalidade

  • Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

    Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

    Os ministros de Israel estiveram reunido várias horas antes da votação final do documento que será assinado na sexta-feira no Egito; Ben-Gvir, da Segurança Nacional, votou contra o acordo de cessar-fogo mas a aprovação foi assegurada pelos restantes ministros

    BRASÍLIA, DF E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel aprovou nesta quinta-feira (9) o acordo assinado com o grupo terrorista Hamas para encerrar, após dois anos e dois dias, a guerra na Faixa de Gaza. Mais cedo, a facção palestina havia dito ter recebido garantias dos Estados Unidos e dos mediadores Turquia, Qatar e Egito de que o conflito oficialmente acabou.

    Falando na reunião de gabinete que ratificou o acordo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que o país está prestes a conseguir o retorno dos reféns ainda em poder do Hamas. “Lutamos por dois anos para atingir nossos objetivos de guerra”, afirmou o premiê, em inglês, ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente Donald Trump que participaram da reunião. “Um desses objetivos era a volta dos reféns, todos eles, vivos e mortos. E estamos prestes a atingir esse objetivo.”

    A reunião, que contou com a presença de todos os ministros do governo Netanyahu, durou horas e se estendeu até a madrugada no horário local. A aprovação do gabinete era a última etapa necessária para que o acordo entrasse em vigor -com isso, o cessar-fogo tem início imediato e as tropas israelenses devem começar seu primeiro recuo, movimentação que tem prazo de 24 horas para acontecer.

    Em seguida, assim que os soldados se retirarem, o Hamas tem 72 horas para entregar todos os reféns israelenses que estão no território. A expectativa levantada por Trump é de que os primeiros cheguem em Israel no sábado.

    Não há clareza se os corpos dos reféns mortos também serão recuperados no mesmo período, e Trump disse na quinta que pode haver dificuldade de devolver alguns dos cadáveres. Durante esses três dias, o Hamas e Tel Aviv precisam ainda negociar a lista de prisioneiros palestinos que serão libertados por Israel -a facção diz que todas as mulheres e crianças presas serão soltas.

    O Exército israelense afirmou, em comunicado, que já iniciou “preparações operacionais” para a primeira fase do acordo, quando os soldados recuarão a uma linha intermediária, mas não deixarão Gaza por completo. Hoje, as Forças Armadas de Israel controlam mais de 70% do território -ao final da retirada, devem ter domínio de somente 53%, tendo deixado também os principais centros urbanos.

    Um recuo mais amplo deve acontecer apenas após o estabelecimento de uma força internacional transitória de estabilização do território palestino. Na quinta, autoridades americanas disseram à agência de notícias Reuters que o governo Trump vai enviar 200 soldados a Israel para auxiliar na estabilização de Gaza, mas que os americanos não vão entrar no território palestino.

    Com todas as fases do acordo concluídas, Israel ainda manterá uma zona-tampão por todo o perímetro de Gaza, inclusive no chamado corredor Filadélfia, área no sul do território palestino que vai da costa até o território israelense.

    Ou seja, na prática, a previsão é de que Tel Aviv mantenha o controle da fronteira de Gaza com o Egito, ainda que o plano do presidente americano proponha a entrada de ajuda humanitária no território palestino sem interferências -cerca de 150 caminhões de suprimentos já estão a caminho da fronteira sul do território, e a expectativa é que eles possam entrar assim que os soldados israelenses se retirem.

    Outro ponto ainda sem resolução, e que ameaça derrubar o acordo em próximas fases, é o desarmamento do Hamas. O grupo disse que não aceitará entregar suas armas, enquanto o governo israelense definiu como objetivo de guerra a desmilitarização do território e o presidente americano promete que isso vai acontecer nas próximas etapas de negociações.

    Especialistas israelenses ouvidos pela Folha de S.Paulo apontam que Tel Aviv pode ter que aceitar um desarmamento parcial, assim como o Hamas terá que aceitar uma retirada parcial de tropas israelenses de Gaza. Também pode ser necessário flexibilizar a exigência de que o grupo terrorista não tenha qualquer papel no governo do território quando a guerra terminar.

    Ainda assim, Netanyahu sofre pressão externa e interna para concordar com os termos negociados, a começar pelo próprio presidente americano.

    Trump faz campanha para receber o Prêmio Nobel da Paz, agora endossado por Netanyahu, tem proximidade com países árabes mediadores do conflito e críticos de Israel, e incluiu em seu plano para Gaza menções a um “caminho crível” para o estabelecimento de um Estado palestino. Ainda que nebulosa, a ideia é rejeitada pelo premiê israelense.

    Internamente, Netanyahu tenta colher créditos pelo fim de uma guerra que ele próprio estendeu além do que a sociedade israelense parece suportar: poucos meses após o mega-ataque terrorista do Hamas, que deixou 1.200 mortos e deu início ao conflito, Netanyahu passou a ser duramente cobrado por críticos e familiares de reféns pela demora no retorno dos sequestrados -dos 251 levados pela facção palestina, 50 ainda estão em Gaza, e apenas 20 deles supostamente vivos. Em Gaza, mais de 67 mil morreram nos dois anos de guerra, segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas.

    Nesta quinta, Bredrosian, a porta-voz do premiê, afirmou que “todos os objetivos do primeiro-ministro foram atingidos”, referindo-se ao returno dos reféns, à derrota e ao desmantelamento do Hamas e à garantia de que Gaza não será mais uma ameaça para Israel.

    Também nesta quinta-feira, a Praça dos Reféns, local em Tel Aviv que se tornou o centro das manifestações pelo fim da guerra, familiares celebraram o anúncio de Trump de que o acordo foi concluído, com faixas de agradecimento ao presidente americano. Opositores de Netanyahu, como Yair Lapid e Benny Gantz, visitaram a praça e tiraram fotos com manifestantes.

    A percepção generalizada entre críticos do prolongamento do conflito é que o premiê o fez colocando interesses políticos pessoais acima da população. Antes do ataque do Hamas, Netanyahu era alvo de protestos massivos contra uma reforma judicial controversa que retirava poderes do Judiciário em meio a investigações criminais contra ele por corrupção.

    Seu gabinete, o mais à direita desde a criação do Estado judeu, tem integrantes da extrema direita nacionalista que sustentam a coalizão governista e são contrários a um acordo que termine a guerra sem a destruição completa do Hamas -Bezalel Smotrich (Finanças) e Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) falam ainda abertamente na anexação dos territórios e expulsão dos palestinos de lá.

    Por isso, o fim do conflito em termos que não agradam a ala mais extremista do governo pode se transformar em um novo desafio para que Netanyahu, que perde com o fim da guerra o principal elemento para desviar o holofote das críticas, mantenha-se no poder. Antes da reunião, Smotrich, por exemplo, adiantou que não votaria a favor do acordo de paz, e Ben-Gvir disse que derrubaria o governo se o Hamas não for desmantelado.

    Na quinta, Netanyahu voltou a defender que o presidente americano Donald Trump deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz pelo esforço para o fim do conflito. O perfil do gabinete do premiê publicou montagem em que Trump aparece com um grande colar com a medalha da láurea ao lado do primeiro-ministro.

    De acordo com o gabinete, Netanyahu e Trump conversaram por telefone após o anúncio do republicano de que um acordo havia sido alcançado. “Foi uma conversa calorosa e emotiva e os dois líderes se parabenizaram por esta conquista histórica”, disse a porta-voz do governo israelense Shosh Bedrosian. O americano é esperado em Jerusalém no próximo domingo.

    Israel aprova acordo com Hamas para fim da guerra na Faixa de Gaza

  • Fachin fala em contribuição de Barroso para democracia, e Gilmar diz não guardar mágoas

    Fachin fala em contribuição de Barroso para democracia, e Gilmar diz não guardar mágoas

    Ministro do Supremo anunciou aposentadoria no fim de sessão desta quinta (9); Gilmar e Barroso se envolveram em discussões no plenário e reataram após crise na relação

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O anúncio da aposentadoria compulsória do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso deu início a uma série de homenagens ao ex-presidente do tribunal. As primeiras manifestações se deram no plenário do Supremo.

    O presidente do STF, Edson Fachin, disse que o ministro deixou sua marca na construção do direito constitucional brasileiro. A atuação de Barroso no Supremo, diz Fachin, produziu “efeitos profundos [que] perdurarão ainda por muitas gerações”

    “Queremos que vossa Excelência saiba que sua contribuição para a democracia brasileira transcende os votos e as decisões. Vossa Excelência ajudou a construir uma cultura constitucional mais sólida, mais consciente, mais comprometida com os direitos fundamentais”, disse Fachin.

    “Que sua trajetória continue inspirando gerações de juristas a amar o Direito com ideal, a defender a democracia com coragem, e a buscar a justiça com determinação”, completou.

    O ministro Gilmar Mendes também manifestou apoio à decisão de Barroso. Os dois se envolveram em discussões no tribunal, em 2018, com acusações dos dois lados.

    “Não guardo mágoas”, disse Gilmar nesta quinta-feira (9). “Um grande abraço, seja feliz”.

    O ministro Flávio Dino escreveu nas redes sociais que o STF perde no plenário o talento de um grande ministro. “Ele continuará a ser uma referência para nós, como um dos mais eruditos, inovadores e produtivos constitucionalistas brasileiros”, completou.

    Fachin fala em contribuição de Barroso para democracia, e Gilmar diz não guardar mágoas