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  • Jornal aponta Diogo Jota como substituto de CR7 meses após morte

    Jornal aponta Diogo Jota como substituto de CR7 meses após morte

    Um jornal esportivo do México gerou polêmica nas redes sociais ao publicar uma reportagem que mencionava o atacante português Diogo Jota como possível convocado para a seleção de Portugal, mesmo após a morte do jogador.

    Jota, que atuava pelo Liverpool e pela seleção portuguesa, morreu em 3 de julho, em um caso que teve grande repercussão no futebol europeu. Apesar disso, o nome do atleta apareceu em uma matéria do jornal mexicano Heraldo Deportes como uma possível opção para substituir Cristiano Ronaldo em um amistoso contra o México.

    A reportagem, assinada pelo jornalista Edgar Valero Barrospe, analisava os possíveis convocados do técnico Roberto Martínez para o jogo amistoso entre Portugal e México. No texto, o autor citava a possibilidade de Cristiano Ronaldo não ser chamado por causa de uma lesão sofrida enquanto defendia o Al Nassr.

    Ao listar possíveis alternativas para o ataque da seleção portuguesa, o jornalista mencionou o nome de Gonçalo Ramos, atacante do Paris Saint-Germain, e também o de Diogo Jota.

    A matéria afirmava ainda que a Federação Mexicana de Futebol teria solicitado a presença de Cristiano Ronaldo no amistoso e mencionava que o jogador poderia viajar com a delegação portuguesa com o título simbólico de “capitão honorário”.

    O texto também trazia outra informação incorreta ao afirmar que a convocação da seleção portuguesa seria anunciada em uma entrevista coletiva marcada para 13 de março. A Federação Portuguesa de Futebol informou que a lista de convocados será divulgada apenas em 20 de março.

    Trechos da reportagem também indicavam que o treinador Roberto Martínez poderia aproveitar a eventual ausência de Ronaldo para testar Gonçalo Ramos e “avaliar o retorno de Diogo Jota”, além de considerar a convocação do atacante Paulinho, do Toluca.

    Após a repercussão negativa, o autor da matéria tentou explicar a situação em uma publicação na rede social X. No entanto, o comentário também gerou críticas.

    “Eu estava planejando entrevistar o Jota, mas ele morreu, que pena. Da próxima vez vou me certificar de que a pessoa ainda está viva”, escreveu o jornalista.

    Portugal tem dois amistosos marcados na América do Norte. A seleção enfrentará o México no dia 29 de março, no Estádio Azteca, na Cidade do México, e depois jogará contra os Estados Unidos em 1º de abril, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
     


    Jornal aponta Diogo Jota como substituto de CR7 meses após morte

  • Trump ameaça: "Se cometerem um erro, será o fim do Irã"

    Trump ameaça: "Se cometerem um erro, será o fim do Irã"

    Presidente dos Estados Unidos afirmou em entrevista que forças iranianas teriam sido fortemente enfraquecidas após ataques liderados por Washington e Israel. Conflito já deixou mais de mil mortos no Irã e sete soldados norte-americanos mortos

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que a guerra contra o Irã pode estar “praticamente concluída”. A declaração foi dada em entrevista por telefone à emissora norte-americana CBS.

    Segundo Trump, as forças militares iranianas teriam sido severamente enfraquecidas após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel.

    “Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm marinha, não têm comunicações e não têm força aérea. Os mísseis estão espalhados por todos os lados. Os drones estão sendo destruídos em todo lugar, inclusive nas fábricas onde são produzidos”, afirmou.

    De acordo com o governo norte-americano, mais de três mil alvos iranianos já foram atingidos apenas na primeira semana desde o início do conflito.

    “Se você observar, eles não têm mais nada. Não resta praticamente nada em termos militares”, disse o presidente.

    Trump também declarou que a operação militar estaria avançando mais rapidamente do que o previsto. Inicialmente, segundo ele, a expectativa era que o conflito durasse cerca de um mês.

    Questionado sobre Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, durante os primeiros ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos, Trump evitou comentar.

    “Não tenho nenhuma mensagem para ele. Absolutamente nenhuma”, afirmou.

    Em declarações anteriores, o presidente norte-americano já havia criticado a escolha do novo líder iraniano, afirmando estar “nada satisfeito” com a decisão e sugerindo que Khamenei “não deve permanecer muito tempo” no cargo.

    Durante a entrevista, Trump também comentou a situação no estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo.

    Desde o início do conflito, o número de navios que cruzam a região diminuiu significativamente.

    Trump afirmou que o estreito permanece aberto e que a navegação continua ocorrendo, mas disse estar avaliando a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle da área.

    “Estamos pensando em assumir o controle da região. Os Estados Unidos podem fazer muita coisa em relação a isso”, declarou.

    O presidente também fez um alerta ao Irã sobre a possibilidade de fechamento do estreito.

    “Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor não tentarem nada precipitado, ou será o fim daquele país. Se cometerem um erro, isso será o fim do Irã. Nunca mais se ouviria falar desse país”, disse.

    Os Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar contra o Irã, alegando o objetivo de eliminar ameaças consideradas iminentes do regime iraniano.

    Em resposta, o Irã realizou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em países como Chipre, Azerbaijão e Turquia.

    Segundo estimativas divulgadas até agora, o conflito já deixou mais de mil mortos no Irã e sete soldados norte-americanos mortos.

    Trump ameaça: "Se cometerem um erro, será o fim do Irã"

  • Meteorito cai na Alemanha é confundido com míssil na web; assista

    Meteorito cai na Alemanha é confundido com míssil na web; assista

    Objeto luminoso que cruzou o céu e atingiu o telhado de uma casa em Coblença gerou especulações na internet. Autoridades alemãs esclareceram que se tratava de um meteorito e descartaram qualquer relação com ataque ou incidente de segurança.

    Um meteorito atravessou o céu da Alemanha e atingiu o telhado de uma casa na cidade de Coblença, no estado da Renânia-Palatinado, abrindo um buraco do tamanho aproximado de uma bola de futebol.

    O incidente ocorreu no domingo, 8 de março, por volta das 14h no horário de Brasília.

    “Por volta das 19h desta noite, um corpo celeste incandescente atingiu o telhado de um prédio residencial no bairro de Güls, em Coblença”, informou a polícia local, em comunicado citado pelo jornal alemão Der Spiegel.

    Durante a queda, o meteorito se fragmentou em pedaços menores. Um desses fragmentos acabou atingindo o telhado da residência e atravessou parte da estrutura, atingindo um dos quartos da casa.
     
       Fragmento do meteorito que passou pela Alemanha© @NicosPanoptikum/X

    O chefe do corpo de bombeiros da cidade, Benjamin Marx, informou que havia pessoas dentro da residência no momento do impacto, mas ninguém estava no quarto atingido.

    Após o ocorrido, imagens do meteorito cruzando o céu começaram a circular nas redes sociais. Alguns usuários chegaram a levantar a hipótese de que o objeto poderia ser, na verdade, um míssil.

    “Vocês têm certeza de que não é um míssil iraniano?”, questionou uma usuária na rede social X em comentários de um dos vídeos. Outro usuário perguntou ao Grok, ferramenta de inteligência artificial da plataforma, se o objeto poderia ser um míssil ou apenas um meteorito.

    As autoridades alemãs rapidamente descartaram qualquer possibilidade de ameaça ou incidente relacionado à segurança do país.

    Segundo os investigadores, não há “absolutamente nenhuma evidência de um incidente relacionado à segurança”, e tudo indica que o objeto era, de fato, um meteorito.
     

    Meteorito cai na Alemanha é confundido com míssil na web; assista

  • Irmãos gêmeos viram pais no mesmo dia e no mesmo hospital nos EUA

    Irmãos gêmeos viram pais no mesmo dia e no mesmo hospital nos EUA

    Filhos de irmãos gêmeos nasceram com poucas horas de diferença no mesmo hospital, na Louisiana, e foram atendidos pelo mesmo médico. As famílias, que vivem próximas, pretendem criar os primos juntos para que cresçam praticamente como irmãos.

    A vida dos irmãos gêmeos Auston e Ashton Tureaud sempre foi marcada por coincidências. Eles nasceram no mesmo dia, cresceram juntos e se formaram na mesma data. Agora, voltaram a compartilhar um marco importante: ambos se tornaram pais no mesmo dia.

    Os filhos dos dois nasceram em 2 de março, no Hospital Baton Rouge, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, com poucas horas de diferença. O mais curioso é que os partos foram realizados pelo mesmo médico.

    Inicialmente, as famílias não imaginavam que os nascimentos aconteceriam tão próximos. A previsão era de que os bebês viessem ao mundo com nove dias de diferença.

    “Brincávamos dizendo: ‘E se os bebês nascerem no mesmo dia e ao mesmo tempo?’”, contou Auston à emissora WAFB. “Mas todos diziam que isso não iria acontecer.”

    A situação mudou quando a bolsa de uma das gestantes rompeu antes do esperado. Naquele momento, os irmãos perceberam que a coincidência poderia, de fato, se concretizar.

    Os dois casais foram para o mesmo hospital, onde acompanharam, quase simultaneamente, a chegada dos novos integrantes da família.

    O primeiro bebê a nascer foi Briggs, filho de Ashton, às 7h30 da manhã, pesando 2,89 quilos. Algumas horas depois, por volta das 14h, nasceu Tate, filho de Auston, com 2,92 quilos.

    Para Auston, a sequência de coincidências envolvendo a família é impressionante.

    Agora, os irmãos planejam criar os filhos praticamente como irmãos. Como moram próximos, os primos devem crescer juntos, compartilhando boa parte da infância lado a lado.

    “Espero que eles sejam como duas ervilhas na mesma vagem. Que sejam tão próximos quanto for possível”, disse.

    Irmãos gêmeos viram pais no mesmo dia e no mesmo hospital nos EUA

  • Pegadinha termina em tragédia: aluno atropela professor nos EUA

    Pegadinha termina em tragédia: aluno atropela professor nos EUA

    Professor de matemática morreu após ser atingido por um carro dirigido por um estudante que fugia depois de uma brincadeira em frente à casa do docente, na Geórgia. O adolescente foi acusado de homicídio pelas autoridades

    Um adolescente de 18 anos foi acusado de homicídio após atropelar o próprio professor de matemática na Geórgia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu na noite de sexta-feira, 6 de março, quando um grupo de estudantes fez uma brincadeira em frente à casa do docente.

    Segundo as autoridades, Jayden Ryan Wallace estava acompanhado de outros quatro adolescentes. O grupo teria enrolado árvores próximas à residência do professor Jason Hughes, da escola North Hall High School, com papel higiênico, uma pegadinha relativamente comum entre estudantes nos Estados Unidos.

    Após a brincadeira, os jovens entraram em dois carros para deixar o local. No momento em que se preparavam para sair, foram surpreendidos pelo professor.

    De acordo com o departamento do xerife, Wallace começou a dirigir sua caminhonete pela rua North Gate Drive quando Hughes tropeçou ao sair de casa e caiu na via.

    “Quando Wallace começou a conduzir sua caminhonete na North Gate Drive, Hughes tropeçou e caiu na estrada, sendo atingido pelo veículo”, informou a polícia em comunicado.

    Os adolescentes pararam imediatamente após o acidente e prestaram socorro ao professor, além de acionar as autoridades.

    Equipes de emergência chegaram ao local por volta das 23h40 e levaram Hughes ao hospital. O professor, de 40 anos, não resistiu aos ferimentos.

    Em entrevista ao jornal The New York Times, Laura Hughes, esposa do professor e também professora na mesma escola, afirmou que o marido tinha uma relação próxima com os estudantes envolvidos.

    Segundo ela, Hughes sabia da brincadeira e aguardava os alunos para flagrá-los.

    “Esta é uma tragédia terrível, e nossa família está determinada a evitar que outra tragédia aconteça, arruinando a vida desses estudantes”, disse Laura, acrescentando que a família apoia o arquivamento das acusações contra os jovens.

    As autoridades informaram que a investigação ainda está em andamento. Os outros quatro adolescentes envolvidos foram acusados de invasão de propriedade privada e descarte ilegal de lixo.

    Wallace, por sua vez, responde por homicídio em primeiro grau com uso de veículo, direção perigosa, invasão de propriedade privada e descarte ilegal de lixo.
     
     

     

     

    Pegadinha termina em tragédia: aluno atropela professor nos EUA

  • Lula defende reforço da defesa nacional e alerta para risco de invasão

    Lula defende reforço da defesa nacional e alerta para risco de invasão

    Durante encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em Brasília, Lula afirmou que o Brasil precisa estar preparado na área de defesa, embora tenha ressaltado que a América do Sul continua sendo uma região de paz

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil precisa reforçar sua capacidade de defesa para evitar uma eventual invasão. A declaração foi feita em Brasília durante encontro com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

    Ao falar com a imprensa, Lula destacou que a defesa nacional deve funcionar como instrumento de dissuasão, mas alertou que o país não pode negligenciar essa área.

    “Nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou.

    Apesar do alerta, o presidente brasileiro ressaltou que a América do Sul é uma região marcada pela estabilidade e pela ausência de conflitos armados.

    “Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra”, disse.

    Ramaphosa também defendeu a busca por soluções pacíficas para os conflitos internacionais. Segundo ele, em um momento de aumento das tensões globais, é fundamental priorizar o diálogo e respeitar a Carta das Nações Unidas.

    O presidente sul-africano iniciou nesta segunda-feira uma visita oficial ao Brasil. Ele foi recebido com honras de Estado no Palácio do Planalto, onde os dois líderes se reuniram para discutir o fortalecimento das relações bilaterais e a ampliação do comércio entre os países.

    Após o encontro reservado, Brasil e África do Sul assinaram memorandos de cooperação para incentivar o comércio e o turismo entre as duas nações.

    Durante a visita, Ramaphosa também participa de um almoço no Ministério das Relações Exteriores e de um fórum empresarial. Estão previstas ainda visitas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.

    O comércio entre Brasil e África do Sul, principal tema da agenda bilateral, movimentou cerca de 2,3 bilhões de dólares no ano passado. O Brasil registra superávit na relação comercial, exportando principalmente carnes, açúcar e veículos, enquanto importa prata, platina e outros minerais.

    Lula afirmou que o volume de negócios entre os dois países permanece praticamente estagnado há quase duas décadas.

    “O intercâmbio anual entre Brasil e África do Sul está estagnado há quase 20 anos”, disse o presidente, acrescentando que não há “nenhuma explicação política” para um comércio tão reduzido entre dois membros fundadores do grupo de economias emergentes BRICS.

    Ramaphosa concordou com a avaliação e destacou que o potencial de crescimento é significativo.

    “O comércio entre os dois países precisa ser muito maior do que ele é hoje”, afirmou.
     

    Lula defende reforço da defesa nacional e alerta para risco de invasão

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  • Trump acusa Irã de criar novo local para desenvolver armas nucleares

    Trump acusa Irã de criar novo local para desenvolver armas nucleares

    Presidente dos Estados Unidos afirmou que o país estaria construindo uma nova instalação para armas nucleares após ataques militares. Segundo ele, ofensiva de EUA e Israel evitou que Teerã ampliassse sua influência no Oriente Médio.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9), durante uma entrevista coletiva, que o Irã estaria desenvolvendo um novo local para a produção de armas nucleares protegido por granito, após as instalações anteriores terem sido bombardeadas pelos EUA no ano passado.

    “Mas eles estavam começando a trabalhar em outro local, um local diferente, um tipo diferente de instalação, e esse estava protegido por granito”, disse Trump aos jornalistas.

    Segundo o presidente norte-americano, o Irã também buscava ampliar sua capacidade militar com o avanço de mísseis balísticos, o que, na avaliação dele, dificultaria qualquer tentativa de impedir o país de obter uma arma nuclear.

    Trump afirmou ainda que o Irã poderia dominar o Oriente Médio caso os Estados Unidos e Israel não tivessem iniciado a atual campanha de ataques aéreos.

    “Se eu não os atacasse primeiro, eles atacariam nossos aliados primeiro. Eu acredito nisso com base em informações”, declarou. “Eles iriam tomar conta do Oriente Médio.”

    O republicano também comentou a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Trump disse estar decepcionado com a decisão e afirmou que a mudança representa “mais do mesmo” para o país.

    Apesar das críticas, o presidente afirmou que não seria apropriado comentar se o novo líder iraniano poderia ser alvo de um ataque semelhante ao que matou seu pai.

    Trump disse ainda que veria com bons olhos a escolha de um líder interino no Irã, selecionado entre figuras políticas locais. Ele citou como exemplo o caso da Venezuela, mencionando a atual liderança de Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas.

    “Acho que mostramos isso até agora na Venezuela. Temos uma mulher, Delcy Rodríguez, que é muito respeitada e está fazendo um grande trabalho”, afirmou.

    O presidente também disse que gostaria de ver no Irã um líder que fosse “interno e permanente”.

    Ainda nesta segunda-feira, Trump conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a guerra e outros temas internacionais. Segundo o Kremlin, os dois líderes tiveram uma conversa descrita como “franca e objetiva”, que durou cerca de uma hora.

    Os Estados Unidos e Israel iniciaram, em 28 de fevereiro, uma campanha de ataques militares contra o Irã. Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas em países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Também foram registrados incidentes com projéteis iranianos em países como Chipre, Azerbaijão e Turquia.

    Trump acusa Irã de criar novo local para desenvolver armas nucleares

  • Ações de companhias aéreas caem e preço das passagens dispara com intensificação da guerra no Irã

    Ações de companhias aéreas caem e preço das passagens dispara com intensificação da guerra no Irã

    Especialista projeta um aumento de 5% a 10% no preço das passagens em voos no Brasil, cenário que pode ser de até 20% a depender do desenrolar da guerra no Oriente Médio. Hoje, o mercado nacional é dominado por três companhias: Azul, Gol e Latam -a primeira, inclusive, acaba de anunciar sua saída do Chapter 11, mecanismo similar à recuperação judicial nos Estados Unidos

    (FOLHAPRESS) – As ações das companhias aéreas despencavam nesta segunda-feira (9), enquanto o preço das passagens disparava, à medida que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã causou forte alta nos preços do petróleo, gerando temores de uma profunda queda nas viagens e da possibilidade de uma paralisação generalizada dos aviões.

    Os preços do petróleo eram negociados com alta de mais de 15%, em níveis não vistos desde 2022, uma vez que alguns dos principais produtores cortaram o fornecimento e os temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo tomaram conta do mercado. Em determinado momento, os futuros do petróleo bruto Brent subiram até 29%.

    Essa situação deve aumentar a pressão sobre as companhias aéreas que já operam em um espaço aéreo restrito, à medida que os viajantes se esforçam para evitar o conflito no Oriente Médio.

    Dentre as companhias que operam no Brasil, a ação da Latam recuava próximo a 2% por volta das 13h40. Já a ação preferencial da Gol recuava 0,5% no mesmo período.

    A tendência, segundo especialistas do setor, é que as companhias aéreas brasileiras sejam penalizadas com o desenrolar da guerra. “A margem de lucro das empresas é muito pequena. Está entre 3% e 6%, então essa forte alta do combustível tem o potencial de consumir rapidamente o caixa das companhias aéreas, forçando ajustes de rotas, redução de frequência de voos e aumento de tarifas”, afirma Francisco Lyra, presidente do Instituto Brasileiro de Aviação e sócio-fundador da consultoria C-Fly Aviation.

    Lyra projeta um aumento de 5% a 10% no preço das passagens em voos no Brasil, cenário que pode ser de até 20% a depender do desenrolar da guerra no Oriente Médio. Hoje, o mercado nacional é dominado por três companhias: Azul, Gol e Latam -a primeira, inclusive, acaba de anunciar sua saída do Chapter 11, mecanismo similar à recuperação judicial nos Estados Unidos.

    Hoje, o queresone de aviação representa entre 30% e 40% dos custos de uma companhia aérea no Brasil. O setor é duplamente impactado pelo dólar, que voltou a subir devido ao aumento das tensões geopolíticas. “As empresas que voam para o exterior têm maior exposição ao risco cambial”, diz Lyra.

    Além da escalada dos preços do petróleo e da recuperação do dólar frente a moedas de países emergentes, Ricardo Fenelon Junior, ex-diretor da Anac e sócio da FBR Advogados, projeta uma perda de valor para companhias que têm voos para o Oriente Médio. “O conflito está em uma região do mundo que vinha funcionando como um grande hub nos últimos anos. Tem voos, inclusive para o Brasil, que estão sendo impactados.”

    Segundo o especialista, ainda é cedo para apontar os impactos do aumento do custo do combustível de aviação para as companhias que operam no país. “As empresas que saíram recentemente dessa recuperação judicial nos EUA ficaram com uma dívida muito menor e menos alavancadas. Hoje elas têm caixa, mas também serão impactadas, naturalmente.”

    MENOS TURISTAS NO FUTURO?

    Para agravar ainda mais a situação dos consumidores, houve um aumento significativo nos preços das passagens aéreas. Os voos diretos de Seul para Londres em 11 de março com a Korean Air Lines, por exemplo, passaram de US$ 564 sete dias antes para US$ 4.359, de acordo com dados do Google Flights.

    “O problema para as companhias aéreas agora é que a demanda por viagens pode ser reduzida à medida que os custos se tornarem proibitivos para os quem viaja a lazer e à medida que algumas empresas começarem a limitar as viagens de negócios devido às perspectivas incertas”, disse Lorraine Tan, diretora de pesquisa de ações para a Ásia da Morningstar.

    O impacto das altas tarifas aéreas pode limitar a demanda por viagens durante grande parte de 2026, acrescentou Tan.

    Na Europa, a Air France KLM , a IAG , proprietária da British Airways, e a Lufthansa caíam entre 4% e 6% no início das negociações, enquanto as principais companhias aéreas dos EUA se desvalorizavam cerca de 4% no pré-mercado.

    O combustível é a segunda maior despesa das companhias aéreas, depois da mão de obra, representando, em geral, de um quinto a um quarto das despesas operacionais. Algumas das principais companhias aéreas asiáticas e europeias têm hedge de petróleo em vigor, mas as companhias aéreas dos EUA abandonaram essa prática em grande parte nas últimas duas décadas.

    “Se o petróleo bruto está subindo 20%, o combustível de aviação está subindo várias vezes mais, pois está ainda mais escasso, adicionando um custo significativo às operações, juntamente com os recursos da tripulação, que são sobrecarregados devido aos tempos de voo mais longos quando o espaço aéreo está fechado”, disse Subhas Menon, diretor da Association of Asia Pacific Airlines.

    Isso pode ter implicações terríveis para o setor.

    AERONAVES PODEM FICAR PARADAS

    “Sem um alívio a curto prazo, as companhias aéreas em todo o mundo poderão ser obrigadas a manter milhares de aeronaves em solo, enquanto algumas das transportadoras mais frágeis financeiramente do setor poderão interromper suas operações”, afirmaram analistas do Deutsche Bank em nota aos clientes.

    Eles também observaram que um aumento acentuado nos custos do combustível de aviação em 2005, após os furacões Katrina e Rita, resultou em danos generalizados e significativos para o setor, incluindo o pedido de falência das principais companhias aéreas Delta e Northwest, de acordo com o Capítulo 11, naquele ano.

    Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, até 8 de março, mais de 37 mil voos de e para o Oriente Médio foram cancelados, de acordo com dados da Cirium.

    Com o espaço aéreo severamente restrito, as companhias aéreas foram forçadas a redirecionar voos, transportar combustível extra ou fazer paradas adicionais de reabastecimento para se protegerem contra desvios repentinos ou rotas de voo mais longas por meio de corredores mais seguros.

    Juntas, a Emirates, a Qatar Airways e a Etihad normalmente transportam cerca de um terço dos passageiros da Europa para a Ásia e mais da metade de todos os passageiros da Europa para a Austrália, Nova Zelândia e ilhas próximas do Pacífico, de acordo com a Cirium

    Ações de companhias aéreas caem e preço das passagens dispara com intensificação da guerra no Irã

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  • Relação de Vorcaro com políticos arrasta nomes de direita e esquerda para escândalo do Banco Master

    Relação de Vorcaro com políticos arrasta nomes de direita e esquerda para escândalo do Banco Master

    Desde o ano passado, quando o banco foi liquidado, já foram citadas no caso, direta ou indiretamente, lideranças políticas dos dois lados, incluindo nomes do Congresso, governadores, ex-ministros e prefeitos -sem falar nos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O escândalo do Banco Master tem provocado intensa troca de ataques entre governistas e opositores, que se acusam de envolvimento com os negócios suspeitos de Daniel Vorcaro, preso novamente na última quarta-feira (4).

    Desde o ano passado, quando o banco foi liquidado, já foram citadas no caso, direta ou indiretamente, lideranças políticas dos dois lados, incluindo nomes do Congresso, governadores, ex-ministros e prefeitos -sem falar nos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

    A proposta de uma CPI sobre a instituição financeira foi apresentada, mas o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já indicou que não vai abrir a comissão.

    Veja o que já se sabe sobre as relações do banqueiro com líderes políticos e autoridades à direita e à esquerda:
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    NOMES LIGADOS A VORCARO

    ANTÔNIO RUEDA
    A quebra de sigilo do telefone de Vorcaro revelou que ele ofereceu carona de helicóptero para Antônio Rueda, presidente do União Brasil, durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos, em 2024, e também para o presidente do PP, Ciro Nogueira. Rueda não se manifestou sobre o tema.

    CIRO NOGUEIRA
    Vorcaro se referiu ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), como “grande amigo de vida” em mensagem de celular. O parlamentar apresentou em 2024 no Congresso uma proposta que foi apelidada de “emenda Master”. Ela aumentaria a garantia de cobertura de correntistas no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão em caso de liquidação da instituição financeira.
    O senador diz que “não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”.

    CLÁUDIO CASTRO
    O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi arrastado para o escândalo com a Operação Barco de Papel, da Polícia Federal, relativa a suspeitas no fundo de previdência dos servidores do estado, o Rioprevidência, que aplicou recursos no Master.

    O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) também instaurou apuração sobre os investimentos da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) no banco.

    Em janeiro, o governador exonerou Deivis Marcon Antunes, então diretor-presidente do Rioprevidência, disse que o governo realiza procedimento interno para apurar os fatos e que a intenção é reforçar o “compromisso com a proteção do patrimônio previdenciário do funcionalismo”.

    DAVI ALCOLUMBRE
    O dono do Banco Master disse em mensagens que teve uma reunião na residência oficial do Senado em agosto passado, sem citar nominalmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    Além disso, as investigações sobre o Master têm como um dos alvos Jocildo Silva Lemos, que dirigiu a Amprev (Amapá Previdência). Lemos foi nomeado para a instituição em 2023 pelo governador Clécio Luís (União Brasil), mas foi indicado por Alcolumbre, de quem foi tesoureiro na campanha das eleições de 2022.

    A Polícia Federal apura investimentos realizados pela autarquia estadual em letras financeiras emitidas pelo Master, com acusações de gestão temerária. Documentos mostram que, em menos de 20 dias, foram aprovadas e executadas três aplicações sucessivas, que totalizam quase R$ 400 milhões.
    Alcolumbre foi procurado por meio da assessoria, mas não se manifestou sobre o caso.

    GUIDO MANTEGA
    Ministro da Fazenda de 2006 a 2014 (governos Lula e Dilma Rousseff), Mantega foi contratado para ser consultor do Master. Segundo o próprio Lula afirmou, foi o ex-ministro quem intermediou um encontro entre o presidente e Vorcaro em 2024, no Palácio do Planalto.

    IBANEIS ROCHA
    Em março de 2025, o BRB (Banco de Brasília), vinculado ao Governo do Distrito Federal, anunciou a aquisição de 58% das ações do Master. A iniciativa acabou na mira de órgãos de controle, e, em novembro, foi deflagrada operação da PF para apurar a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado fraudulentas à instituição do DF.
    Vorcaro já afirmou ter discutido a compra do banco com Ibaneis Rocha (MDB), que confirmou ter se encontrado com o empresário, mas disse não ter debatido o tema.

    JAIR BOLSONARO
    O ex-presidente teve como maior doador na eleição de 2022 o pastor da Igreja Lagoinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que deu R$ 3 milhões à campanha de Bolsonaro.

    Zettel foi preso na última quarta-feira. Segundo a PF, ele integrava grupo de Vorcaro responsável por intimidar adversários e pessoas ligadas às investigações.

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou a importância do repasse, durante entrevista à GloboNews: “Todo mundo doa, esse pessoal doa pela força e pelo prestígio do Bolsonaro.”

    JAQUES WAGNER
    Líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) confirmou ter indicado Ricardo Lewandowski como consultor do Banco Master depois que o ex-ministro do STF deixou a corte.

    Além disso, o parlamentar era secretário de Desenvolvimento Econômico na Bahia quando conduziu a privatização da estatal Ebal. A partir de um dos ativos vendidos, Augusto Lima, que foi sócio do Master, criou o Credcesta, um cartão de benefício consignado usado pelo banco. Lima e Wagner se tornaram amigos.
    O senador tem afirmado que a privatização foi um bom negócio para a Bahia.

    JOÃO CARLOS BACELAR
    O deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) foi o elo que levou o caso Master ao Supremo, ainda em 2025. O parlamentar aparece em documento apreendido com Vorcaro sobre um negócio imobiliário em Trancoso, na Bahia.

    Segundo o deputado, o documento fazia referência à criação de um fundo destinado à construção do empreendimento.

    Vorcaro teria demonstrado interesse na aquisição de parte do projeto, mas a transação não avançou, de acordo com o deputado.

    JOÃO HENRIQUE CALDAS
    Há investigação em Maceió (AL), capital administrada por João Henrique Caldas (PL), em razão de aplicação, feita pelo instituto de previdência local, de R$ 97 milhões em letras financeiras do Master. O Maceió Previdência afirma que os investimentos são regulares e que, à época, o Master estava habilitado no Banco Central e no Ministério da Previdência.

    O Ministério Público também faz investigação em outras cidades, como Aparecida de Goiânia (GO). O fundo do município aplicou R$ 40 milhões no Master. A Folha de S.Paulo tentou contato com a prefeitura, de Leandro Vilela (MDB), e com o fundo, mas não teve retorno.

    LULA
    O presidente da República se encontrou com Vorcaro fora de sua agenda oficial em dezembro de 2024, antes de as acusações contra o banco virem a público.

    O mandatário justificou o encontro dizendo receber todos os bancos no mandato, sendo a reunião um pedido do ex-ministro Guido Mantega. Também afirmou que convidou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para a reunião.

    Segundo o presidente, na ocasião da conversa entre eles, o banqueiro disse que estava sendo alvo de “perseguição” e que “tinha gente interessada” em derrubá-lo.

    “O que eu disse para ele? Não haverá posição política pró ou contra o Banco Master. O que haverá será uma investigação técnica feita pelo Banco Central. Foi essa a conversa”, disse Lula, em entrevista em fevereiro.

    Em mensagens trocadas com a sua namorada, a influenciadora Martha Graeff, Vorcaro elogiou a reunião: “Foi ótimo”.

    O dono do Master esteve outras vezes no Planalto. Há ao menos três registros de entrada do banqueiro na portaria da Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo.

    NIKOLAS FERREIRA

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou um jatinho ligado a Vorcaro para fazer campanha pelo então presidente Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022. O avião passou por todas as capitais nordestinas e por cidades do interior mineiro entre 20 e 28 de outubro de 2022.

    Nikolas afirmou que não sabia quem era o dono da aeronave e que, naquela época, não existia suspeita sobre Vorcaro.

    RICARDO LEWANDOWSKI

    Ricardo Lewandowski prestou serviços ao banco, segundo ele, no hiato entre deixar o Supremo, em 2023, e virar ministro da Justiça de Lula, em 2024. Porém seu escritório de advocacia, a cargo da esposa e um filho, seguiu prestando serviços ao Master até agosto de 2025. O Ministério da Justiça é o responsável pela Polícia Federal, que investiga o banco.

    Na época em que a informação foi revelada, Lewandowski afirmou que, ao ser convidado para assumir a pasta de Lula, “retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”.

    ROBERTO CAMPOS NETO

    Foi na gestão do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto que o Banco Master foi criado e cresceu em meio a fraudes, fato usado pela oposição para atrelar o escândalo a Bolsonaro, presidente que indicou Campos Neto para o cargo.

    O ex-presidente do BC nega inércia no caso e argumenta que a autoridade monetária fez alertas ao Master para que ajustasse as condutas às regras vigentes.

    Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados na casa do ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, que cumpriu a função entre 2019 e 2023, na gestão Campos Neto. O ministro André Mendonça afirmou, ao autorizar os mandados, que Souza atuou como uma “espécie de empregado/consultor” de Vorcaro.

    RUI COSTA
    O nome de Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil, aparece na teia de relações do Banco Master porque o Credcesta, benefício consignado usado pelo banco, teve contrato de exclusividade de 15 anos durante a gestão do petista na Bahia, o que beneficiou o produto.

    O Credcesta se expandiu pelo país, chegando a 24 estados e 176 municípios no final de 2024. Agora, o benefício está envolto em acusações de irregularidade.

    TARCÍSIO DE FREITAS

    Fabiano Zettel também foi o maior doador da campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022. Zettel repassou R$ 2 milhões para a candidatura de Tarcísio.

    Relação de Vorcaro com políticos arrasta nomes de direita e esquerda para escândalo do Banco Master

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  • Conselheiro de Trump próximo a Eduardo Bolsonaro deve vir ao Brasil de olho nas eleições

    Conselheiro de Trump próximo a Eduardo Bolsonaro deve vir ao Brasil de olho nas eleições

    Darren Beattie terá agenda com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro e deve discutir liberdade de expressão, minerais críticos e crime organizado; americano é crítico contumaz do governo Lula e do ministro do STF Alexandre de Moraes

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, deve viajar ao país na próxima semana para uma agenda que inclui reunião com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e compromissos voltados a acompanhar temas ligados ao processo eleitoral brasileiro.

    A informação foi confirmada por fontes ligadas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Crítico do governo Lula e do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Beattie pretende entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. Esta será a primeira viagem dele ao Brasil como conselheiro do governo de Donald Trump.

    O americano mantém proximidade com Eduardo Bolsonaro e com o influenciador Paulo Figueiredo. Aliados do bolsonarismo nos Estados Unidos, eles têm intensificado pedidos para que a comunidade internacional acompanhe o processo eleitoral brasileiro. A mobilização ocorre após o governo Trump recuar da aplicação de sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky.

    Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais conduzidos pelo STF. Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por indicados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o ministro Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.

    A confirmação do americano ao posto de Conselheiro Sênior de Política para o Brasil aconteceu no fim de fevereiro. O conselheiro americano já chamou Moraes de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição contra o (ex-presidente brasileiro Jair) Bolsonaro”. Após a imposição de sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes, Eduardo Bolsonaro agradeceu a Beattie por seus esforços em uma publicação no X. O americano também é secretário assistente interino para assuntos culturais no departamento.

    Darren deve passar por Brasília e São Paulo. Na capital paulista, vai participar de um evento sobre minerais críticos. O governo americano vem negociando acordos de fornecimento preferencial desse tipo de recurso com diversos países.

    O Brasil, que possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, tem resistido a acordos de exclusividade e busca contrapartidas em investimentos para o processamento local dos minérios -o Departamento do Estado já afirmou que os EUA têm interesse no processamentos das matérias-primas.

    Outro assunto que deve permear a primeira viagem de Beattie ao Brasil é o crime organizado. Como uma reportagem do UOL mostrou, os Estados Unidos devem declarar as facções CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas nos próximos dias, decisão que contraria os esforços do governo brasileiro.

    O governo Lula entregou uma proposta de combate ao crime organizado no fim do ano passado para o Departamento do Estado, porém, segundo fontes próximas ao Departamento do Estado, a pasta considerou a proposta inadequada por, entre outros motivos, não conter a declaração de facções como grupos terroristas.

    Em fevereiro do ano passado, o governo americano designou facções do narcotráfico como a venezuelana Tren de Aragua e a mexicana Cartel de Sinaloa como “organizações terroristas estrangeiras”. Depois da designação, o governo Trump começou a atacar embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, afirmando que as tripulações eram compostas de “narcoterroristas”.

    Lula tenta planejar uma visita a Trump, em Washington -o próprio presidente brasileiro já havia anunciado essa intenção para meados de março. Porém, como uma reportagem da Folha de S. Paulo mostrou, com o início da guerra no Irã, o encontro pode ser adiado para abril. Lula já sinalizou que deve usar a reunião com o republicano para debater questões de segurança.

    Conselheiro de Trump próximo a Eduardo Bolsonaro deve vir ao Brasil de olho nas eleições

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