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  • Panamá deporta ex-ministro Franklin Martins e depois pede desculpas

    Panamá deporta ex-ministro Franklin Martins e depois pede desculpas

    Agentes panamenhos o interrogaram, fotografaram e coletaram impressões digitais, colocando-o depois em um voo de volta para o Rio de Janeiro. Franklin atribuiu o incidente à sua prisão durante a ditadura militar e à colaboração intensa entre os governos panamenho e americano

    (CBS NEWS) – O governo do Panamá reteve e depois deportou para o Brasil, na última sexta-feira (6), o jornalista e ex-ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) Franklin Martins, quando este fazia uma escala com destino à Cidade da Guatemala, onde participaria de um seminário.

    Agentes panamenhos o interrogaram, fotografaram e coletaram impressões digitais, colocando-o depois em um voo de volta para o Rio de Janeiro. Franklin atribuiu o incidente à sua prisão durante a ditadura militar e à colaboração intensa entre os governos panamenho e americano.

    O governo brasileiro pediu explicações à chancelaria panamenha, que no domingo (8) emitiu um pedido formal de desculpas. “O sr. Franklin de Souza Martins será sempre bem-vindo ao Panamá e teremos o prazer de recebê-lo em nosso país”, diz a mensagem.

    Em relato enviado ao Itamaraty, Franklin afirma ter sido abordado no desembarque do aeroporto por dois policiais à paisana e conduzido até uma sala de interrogatório. Lá pediram que ele preenchesse dados pessoais e perguntaram se já havia sido preso.

    “[O policial] deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela -e isso não era um crime, mas um dever para os democratas”, diz o relato.

    Franklin foi detido no Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Ibiúna (SP), em 1968. Depois, integrou grupo guerrilheiro que participou do sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, trocado por presos políticos da ditadura militar.

    O ex-ministro relata que perguntou o motivo da prisão aos agentes panamenhos, e que estes teriam citado a Lei de Migração de 2008, que proíbe conexões via Panamá a passageiros que tenham cometido crimes graves, entre eles sequestros.

    Ele diz ter sido levado para outra sala, ao lado do guichê de imigração, onde foi fotografado de frente e de perfil e teve as impressões digitais coletadas.

    “Pelo menos, os funcionários da Migración eram mais sociáveis. Permitiram que eu fosse ao banheiro. Autorizaram a compra de um hambúrguer na hora do almoço. Ajudaram a recarregar meu celular. E procuraram mostrar simpatia, dando a entender que sabiam que, às vezes, erros eram cometidos com os ‘retenidos’”, diz o relato.

    Franklin foi colocado em um voo para o Rio de Janeiro por volta das 14h. No Brasil, recebeu de volta o passaporte.

    Em resposta à consulta feita pela Folha de S.Paulo, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o ministro Mauro Vieira entrou em contato com o chanceler do Panamá e este mandou mensagem pedindo desculpas e dizendo que Franklin Martins é bem-vindo naquele país.

    “Permita-me expressar, em nome do Governo Nacional do Panamá, nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado por esta situação, que ocorreu no âmbito da aplicação estritamente administrativa dos procedimentos automáticos de imigração”, diz a mensagem do chanceler panamenho.

    “Ao mesmo tempo, desejamos transmitir que o sr. Franklin de Souza Martins será sempre bem-vindo ao Panamá e teremos o prazer de recebê-lo em nosso país em uma data que ele julgar conveniente, em um espírito de respeito, amizade e consideração por sua carreira pessoal e profissional.”

    Veja abaixo o relato enviado pelo ex-ministro Franklin Martins ao Itamaraty e o pedido de desculpas do governo panamenho
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    RELATO DO EX-MINISTRO FRANKLIN MARTINS 

    “No dia 6 de março de 2026, pouco depois da 01:00 h da madrugada, deixei o aeroporto do Galeão a bordo de um avião da Copa Airlines. Meu destino final era a Cidade da Guatemala, onde participaria durante três dias de um seminário promovido pela iniciativa “Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas”, na Universidade Rafael Landívar. No trajeto, faria uma conexão na Cidade do Panamá.

    Lá chegamos por volta das 06:00 da manhã. O voo para a capital da Guatemala deveria sair duas horas e meia depois. Ao desembarcar do avião, no final do ‘finger’ que dava para a entrada da área internacional do aeroporto, dois policiais à paisana pediam aos passageiros seus passaportes, que eram examinados rapidamente e devolvidos. Quando entreguei meu documento, um dos agentes dirigiu-se ao seu colega (provavelmente seu superior) e entregou-lhe o passaporte. Imediatamente o policial pediu-me que o acompanhasse. Perguntei-lhe o motivo. Respondeu apenas que precisava fazer uma entrevista comigo.

    Levou-me até as dependências de uma área fechada, ainda na parte internacional do aeroporto, que não possuía qualquer identificação. Ao chegarmos, pediu que eu me sentasse numa cadeira em frente à mesa e dirigiu-se à sala ao lado. Falou com alguém e voltou em poucos minutos. Os dois ambientes eram separados por uma grande parede de vidro. Através dela, os chefes dos interrogadores e outros policiais, sem serem vistos pelo interrogado, poderiam acompanhar tudo que estava acontecendo e sendo dito na sala ao lado.

    O agente pediu-me que preenchesse um documento com meus dados (nome, profissão, idade, endereço, motivo da viagem, se já tinha sido preso, motivo da prisão etc). Perguntei a razão da entrevista e ele não quis responder. Disse que era um procedimento padrão autorizado pela lei de migração de 2008 e que depois me daria outras informações. E começou a fazer perguntas que, de um modo geral, apenas repetiam o que já estava informado no documento que eu havia preenchido. Pediu-me provas de que eu iria participar de um seminário numa universidade da Guatemala. Mostrei-lhe a programação, que ele fotografou. Tirou fotos minhas também e colheu minhas impressões digitais três vezes.

    Visivelmente, o policial estava querendo ganhar tempo. Deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela – e isso não era um crime, mas um dever para os democratas. Depois de mais algumas perguntas sem importância, pediu-me que aguardasse. Entrou na sala ao lado, separada da dependência em que estávamos pela grande parede de vidro. E não voltou mais.

    Depois de uns 20 minutos sozinho na sala, preocupado com a possibilidade de perder o voo do Panamá para a Guatemala, que sairia às oito e pouco da manhã, bati na porta várias vezes. Não responderam. Pouco depois, outro policial veio falar comigo. Disse que meu caso tinha sido decidido por seus superiores. Eu não poderia viajar para a Guatemala. Seria deportado de volta para o Brasil no primeiro voo com destino ao Rio de Janeiro. Perguntei-lhe a razão. Ele tampouco explicou claramente. Como seu colega, voltou a falar na Lei de Migração de 2008. Disse que ela determinava que estrangeiros não poderiam entrar no Panamá ou fazer conexões para outros países através do Panamá se tivessem cometido crimes considerados graves, como tráfico de drogas, crimes financeiros, assassinatos, sequestros etc. Mais uma vez afirmei que não havia cometido crime algum, mas lutado contra uma ditadura. E me orgulhava disso.
    Pedi então que eles entrassem em contato com a Embaixada do Brasil ou me permitissem fazer uma ligação telefônica para nossa representação diplomática. O policial respondeu que não fariam isso. Alegou que se tratava de uma decisão soberana e exclusiva das autoridades panamenhas.

    Por volta das 10:00hs da manhã, deixei a sala acompanhado por dois policiais – sem identificação, mas provavelmente integrantes da Policía Nacional – e fui levado para o andar de baixo, sendo confinado numa sala de Migración de Panamá, ao lado dos guichês de controle dos passaportes dos viajantes. Lá fiquei por mais quatro horas sem qualquer explicação. Novamente, fui fotografado de frente e perfil. Colheram por duas vezes minhas impressões digitais.

    Pelo menos, os funcionários da Migración eram mais sociáveis. Permitiram que eu fosse ao banheiro. Autorizaram a compra de um hamburguer na hora do almoço. Ajudaram a recarregar meu celular. E procuraram mostrar simpatia, dando a entender que sabiam que, às vezes, erros eram cometidos com os “retenidos”. Voltaram a falar na Lei de 2008, mas deixaram escapar que sua aplicação havia se tornado mais rígida depois de decretos recentes do governo. Em 2025, os EUA e o Panamá assinaram acordos bastante abrangentes na área da segurança.

    Pouco depois das 14:00hs, outro funcionário da Migración, levando meu passaporte e a passagem da Copa Airlines da Cidade do Panamá para o Rio de Janeiro, acompanhou-me até o portão de embarque. O documento foi entregue à chefe dos comissários de bordo, com a determinação de que só me fosse devolvido no Rio. Ao chegarmos na Cidade Maravilhosa, a aeromoça entregou-o a uma funcionária brasileira da Copa Airlines, que me acompanhou até a sala da Polícia Federal ao lado dos guichês de controle dos passaportes. Em um minuto, recebi de volta o documento.

    Uma observação final: é evidente que não se tratou de uma operação fortuita. Ela foi planejada, provavelmente a partir do cruzamento de informações das bases de dados panamenhas e/ou norte-americanas – a cooperação entre os órgãos de segurança dos dois países é intensa – com os nomes dos passageiros do voo. Não creio que se tratou de uma perseguição à minha pessoa. Devem estar adotando esse procedimento como um padrão. Talvez seja um sinal dos tempos turbulentos que estamos vivendo.

    Será que quem lutou contra a ditadura militar no Brasil e, em algum momento, foi condenado pelos tribunais militares daquela época, não deve ser alertado se for visitar o Panamá ou mesmo fazer uma conexão para outro país? Não seria o caso do governo brasileiro, através de seus representantes diplomáticos, conversar sobre esses abusos com as autoridades panamenhas?”

    PEDIDO DE DESCULPAS DO GOVERNO DO PANAMÁ

    Sua Excelência
    Mauro Viera
    Saudações cordiais.

    Escrevo-lhe em relação ao recente incidente ocorrido no Aeroporto Internacional de Tocumen, envolvendo o cidadão brasileiro Franklin de Souza Martins, que estava em trânsito para a Guatemala e teve sua entrada negada devido à aplicação automática de procedimentos de imigração com base em informações dos sistemas automatizados de alerta utilizados pelas nossas autoridades.

    Após analisar o incidente, gostaria de expressar que este evento não reflete, de forma alguma, a consideração e o respeito que o Governo da República do Panamá nutre pelo sr. de Souza Martins, nem por sua distinta trajetória pública como jornalista e servidor público no Brasil durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Permita-me expressar, em nome do Governo Nacional do Panamá, nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado por esta situação, que ocorreu no âmbito da aplicação estritamente administrativa dos procedimentos automáticos de imigração.

    Ao mesmo tempo, desejamos transmitir que o sr. Franklin de Souza Martins será sempre bem-vindo ao Panamá e teremos o prazer de recebê-lo em nosso país em uma data que ele julgar conveniente, em um espírito de respeito, amizade e consideração por sua carreira pessoal e profissional.

    Aproveito esta oportunidade para reiterar o profundo apreço do Panamá pela República Federativa do Brasil e por sua distinta liderança diplomática. As relações entre nossos dois países são excelentes, caracterizadas por estreita cooperação, diálogo político fluido e sincera amizade entre nossos governos e entre os presidentes de ambas as nações.

    Reiterando os meus mais altos e distintos cumprimentos, envio-lhe minhas mais cordiais saudações.

    Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez
    Ministro das Relações Exteriores
    República do Panamá

    Panamá deporta ex-ministro Franklin Martins e depois pede desculpas

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  • Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

    Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

    Projeções do mercado financeiro para crescimento do PIB e inflação foram mantidas na edição mais recente do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Expectativa para a taxa básica de juros em 2026 também foi revisada pelos analistas

    As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026, como o crescimento da economia e a inflação, permaneceram estáveis na edição desta segunda-feira (9) do Boletim Focus. A pesquisa reúne projeções de instituições financeiras e é divulgada semanalmente pelo Banco Central.

    A estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano foi mantida em 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 1,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado financeiro prevê expansão de 2% em ambos os anos.

    Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado marcou o quinto ano consecutivo de crescimento, com avanço em todos os setores e destaque para a agropecuária.

    Nesta edição do Boletim Focus, a previsão para a cotação do dólar no fim de 2026 permanece em R$ 5,41. Para o final de 2027, a estimativa é que a moeda norte-americana esteja em R$ 5,50.

    A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, também foi mantida em 3,91% para este ano. Para 2027, a previsão passou de 3,79% para 3,8%. Já para 2028 e 2029, a expectativa é de inflação de 3,5% em ambos os anos.

    A estimativa para a inflação em 2026 permanece dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. O objetivo é manter a inflação em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o limite inferior é de 1,5% e o superior, de 4,5%.

    Em janeiro, o aumento nos preços da energia elétrica e da gasolina fez com que a inflação do mês fechasse em 0,33%, o mesmo índice registrado em dezembro. Segundo o IBGE, o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

    O índice de inflação referente a fevereiro será divulgado na próxima quinta-feira (12) pelo instituto.

    Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza principalmente a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Mesmo com a queda recente da inflação e do dólar, o colegiado manteve os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva, na decisão tomada no fim de janeiro.

    Esse é o maior nível da taxa desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom indicou que pode iniciar a redução dos juros na reunião de março, caso a inflação permaneça sob controle e não haja mudanças inesperadas no cenário econômico. Ainda assim, a tendência é de manutenção dos juros em níveis considerados restritivos.

    As projeções do mercado para a Selic também foram ajustadas. A estimativa passou de 12% para 12,13% ao ano no final de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de queda para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a previsão é de que a taxa chegue a 9,5% ao ano.

    Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é reduzir o consumo e conter pressões inflacionárias. Juros mais altos tornam o crédito mais caro e incentivam a poupança, o que tende a desacelerar a atividade econômica. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores para definir as taxas cobradas dos consumidores, como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro.

    Por outro lado, quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato. Isso estimula o consumo e os investimentos, o que pode impulsionar a atividade econômica, mas também diminui o controle sobre a inflação.
     
     

     

    Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

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  • IA da Anthropic encontra falhas de segurança no navegador Firefox

    IA da Anthropic encontra falhas de segurança no navegador Firefox

    Modelo Claude Opus 4.6 identificou vulnerabilidades e bugs graves durante testes realizados em parceria com a Mozilla para avaliar a capacidade da inteligência artificial de detectar falhas em softwares complexos

    A Anthropic informou em publicação em seu blog oficial que seu modelo mais recente de inteligência artificial, o Claude Opus 4.6, identificou 22 vulnerabilidades diferentes e 14 bugs considerados graves no navegador Firefox, desenvolvido pela Mozilla.

    Segundo a empresa, a análise foi realizada em parceria com a própria Mozilla. O objetivo da iniciativa foi avaliar como a inteligência artificial pode ajudar a detectar falhas de segurança e contribuir para melhorar a proteção do navegador.

    “Escolhemos o Firefox porque ele possui uma base de código complexa e é um dos projetos de código aberto mais testados e seguros do mundo”, afirmou a Anthropic na publicação. “Isso torna mais desafiador avaliar a capacidade da inteligência artificial de encontrar novas vulnerabilidades de segurança em comparação com outros softwares open source usados anteriormente para testar nossos modelos.”

    Durante o processo, o Claude Opus 4.6 foi inicialmente treinado com vulnerabilidades antigas do Firefox. Os pesquisadores pediram que o sistema reproduzisse essas falhas conhecidas antes de avançar para a próxima etapa.

    Após esse treinamento inicial, a inteligência artificial passou a analisar o código do navegador em busca de novas vulnerabilidades que ainda não haviam sido identificadas.

    A Anthropic destacou que a maioria das falhas detectadas pelo modelo já foi corrigida pela equipe da Mozilla na atualização Firefox 148, lançada recentemente para o navegador.
     
     

     

    IA da Anthropic encontra falhas de segurança no navegador Firefox

  • Relembre a trajetória profissional de Babu Santana

    Relembre a trajetória profissional de Babu Santana

    O carioca cresceu no Morro do Vidigal e entrou para a arte ao entrar para o grupo de teatro Nós do Morro, em 1997. Nos últimos 30 anos, somou mais de 70 trabalhos na TV, cinema e teatro, além de fazer parte do movimento negro e integrar a luta antirracista

    (CBS NEWS) – O ator Babu Santana enfrenta a berlinda pela segunda vez no BBB 26 (Globo). O veterano é recordista de paredões e passou pela experiência dez vezes em sua primeira passagem pelo programa, em 2020. O brother foi convidado para participar do reality por conta de seu trabalho no mundo da atuação.

    O carioca cresceu no Morro do Vidigal e entrou para a arte ao entrar para o grupo de teatro Nós do Morro, em 1997. Nos últimos 30 anos, somou mais de 70 trabalhos na TV, cinema e teatro, além de fazer parte do movimento negro e integrar a luta antirracista.

    A trajetória profissional do brother conta com uma gama de papéis estereotipados por conta de sua cor e porte físico. Seu currículo conta com personagens sem nome, indicados por adjetivos como “presidiário”, “bandido” e “capanga”. Babu chegou a declarar que ainda não está “no patamar” de recusar esse tipo de trabalho.

    “Enquanto a gente estiver em menor número nessas áreas de criação, execução, ainda vamos viver esse drama de aceitar papéis que colocam os negros nesse lugar de estereótipo. Eu aceito [esses papéis], tenho que pagar as minhas contas”, afirmou.

    Entre filmes, novelas, peças e séries, relembre alguns trabalhos da carreira do brother:
    *
    “Estômago” (2007)
    O longa conta a história de Raimundo Nonato (João Miguel), um migrante nordestino que chega à cidade grande e passa a trabalhar como cozinheiro. Babu interpreta Bujiú, um detento veterano e influente que compartilha a cela com o protagonista.

    “Tim Maia” (2014)
    Maior trabalho da carreira do carioca, que interpretou o músico que dá nome ao drama biográfico. O filme é baseado no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, de Nelson Motta, que conta a história de vida do cantor.

    “Mundo Cão” (2016)
    Babu brilhou como protagonista do longa, que conta a história de seu personagem, Santana, que trabalhava no Departamento de Combate às Zoonoses em uma época em que não era proibido sacrificar animais sadios.

    “Os Suburbanos” (2015-2020)
    Interpretou Wellington de Souza na série de comédia que acompanha a vida de Jefinho, um motorista de kombi que sonha em ser um cantor de pagode famoso.

    “Novo Mundo” (2017)
    Na novela de época das 18h que mostrava o Brasil da época de Dom Pedro I, Babu deu vida a Jacinto, capataz do vilão Thomas.

    “Amor Perfeito” (2023)
    O romance de época que foi ao ar no horário das 18h contou com Babu na pele de Frei Severo, um dominicano durão, mas de grande coração.

    “Oeste Outra Vez” (2024)
    O aclamado longa de drama com elementos de neo-western aborda masculinidade tóxica, crises existenciais e violência no sertão de Goiás. Babu interpretou Durval no filme com elenco 100% masculino que foi pré-selecionado para representar o Brasil no Oscar 2026, mas perdeu o posto para “O Agente Secreto”.

    “Irmãos Karamázov” (2025)
    Em adaptação da obra de Fiódor Dostoiévski para o teatro, Babu dividiu o palco com o amigo Caio Blat e imprimiu senso de humor ao patriarca Fiódor Karamázov. Ele ganhou o prêmio Bibi Ferreira pelo papel.

    Relembre a trajetória profissional de Babu Santana

  • Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

    Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

    Segundo nota divulgada pelos advogados, a defesa protocolou um pedido solicitando providências para garantir o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília

    A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as conversas entre o banqueiro e seus advogados no presídio não sejam gravadas.

    Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, que integra o Complexo da Papuda. No local, ele cumpre prisão preventiva determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, para evitar possível obstrução das investigações sobre fraudes supostamente cometidas por ele e por seus aliados.

    Segundo nota divulgada pelos advogados, a defesa protocolou um pedido solicitando providências para garantir o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília.

    “Diante desse cenário, a defesa requereu ao Supremo Tribunal Federal que seja garantida a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação, com a possibilidade de ingresso de cópias impressas dos autos e de registro de anotações durante os encontros”, afirmaram os advogados.

    O presídio onde o banqueiro está detido prevê que as visitas aos detentos ocorram por meio de interfone, com filmagem e gravação, ou por videoconferência, também com monitoramento.

    No pedido, a defesa afirma que, caso as visitas não possam ocorrer sem gravação, será solicitada a transferência de Vorcaro para outra unidade prisional.

    “A defesa destacou que a comunicação reservada entre advogado e cliente constitui garantia essencial do direito de defesa. Caso essas prerrogativas não possam ser asseguradas pela unidade prisional, foi solicitado que Daniel Vorcaro seja transferido para outro estabelecimento em Brasília capaz de garantir o pleno exercício dessas garantias legais”, disseram os advogados.

    O Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestou sobre o pedido.

    Vorcaro foi preso na última quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. Desde a prisão, os advogados afirmam que ainda não conseguiram visitar o banqueiro.

    “Segundo informações prestadas pela direção da unidade prisional, a visita dos advogados não poderia ocorrer de imediato, dependendo de agendamento para alguma data da próxima semana. Foi informado ainda que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo e que os defensores não poderiam ingressar sequer com papel e caneta”, disseram.

    A Penitenciária Federal de Brasília é uma das cinco unidades de segurança máxima administradas pelo governo federal. Entre os detentos está, por exemplo, o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além de outros integrantes da facção.

    Vorcaro passará a maior parte do tempo sozinho na cela. Ele só poderá sair para tomar banho, receber visitas em salas separadas por vidro, com comunicação por interfone, e para o banho de sol. As visitas, tanto de familiares quanto de advogados, podem durar até três horas, e todas as conversas são gravadas.
     
     

     

    Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

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  • Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

    Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

    Presidente da Câmara afirmou que o governo Lula mantém diálogo positivo com os Estados Unidos e destacou que o país tem defendido sua soberania nas relações com Washington, mesmo após medidas comerciais adotadas por Donald Trump

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem interesse em interferir nas eleições brasileiras.

    A declaração foi feita nesta segunda-feira (9), durante entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia. Na ocasião, Motta disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem mantido um “bom diálogo” com o governo norte-americano.

    “O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos. Com relação ao Brasil, o presidente Lula tem conseguido implementar um bom diálogo com o presidente Trump depois das tarifas que ele decidiu impor ao Brasil”, afirmou Motta.

    O presidente da Câmara acrescentou que as conversas entre os dois países têm ocorrido de forma positiva.

    “Esse diálogo vem se dando de forma positiva. O Brasil demonstrou capacidade de diálogo, defendendo a sua soberania”, disse.

    Por fim, Motta reforçou que não acredita em qualquer tentativa de interferência nas eleições brasileiras.

    “O Brasil, neste ponto, está bem posicionado, e eu não acredito que o presidente Trump tenha interesse de interferir nas eleições brasileiras”, afirmou.
     

     
     

    Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

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  • Ônibus da equipe da ex-BBB Flay se envolve em acidente com morte de motociclista

    Ônibus da equipe da ex-BBB Flay se envolve em acidente com morte de motociclista

    As circunstâncias da colisão ainda estão sendo apuradas. O motorista do ônibus e algumas testemunhas foram ouvidos. “Seguimos colaborando integralmente com as autoridades para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos.”

    (CBS NEWS) – A cantora e ex-BBB Flay, que participou da edição de 2020 do reality, relatou por meio das redes sociais que o ônibus de sua equipe bateu de frente com um motociclista que vinha na direção contrária. Com o impacto, o homem morreu.

    Segundo ela, o caso aconteceu na madrugada de sábado para domingo (8), por volta das 3h50, nas proximidades de Condado, em Pernambuco, enquanto seguia viagem após um show.

    A motocicleta teria invadido a contramão e colidido frontalmente com o veículo da equipe. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, a colisão foi registrada pela Delegacia de Goiana como acidente de trânsito com vítima fatal.

    “Nossa equipe sofreu alguns ferimentos leves, mas todos estão bem, embora muito abalados física e emocionalmente com o ocorrido. Pedimos compreensão e respeito neste momento tão delicado”, diz nota de Flay.

    As circunstâncias da colisão ainda estão sendo apuradas. O motorista do ônibus e algumas testemunhas foram ouvidos. “Seguimos colaborando integralmente com as autoridades para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos.”

    Ônibus da equipe da ex-BBB Flay se envolve em acidente com morte de motociclista

  • João Fonseca vence Tommy Paul e avança às oitavas de Indian Wells

    João Fonseca vence Tommy Paul e avança às oitavas de Indian Wells

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – João Fonseca, 19, derrotou o americano Tommy Paul no Masters 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3. Com a vitória, neste domingo (8), ele garantiu vaga nas oitavas de final do torneio.

    Na próxima fase, o brasileiro, 35º no ranking da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), vai enfrentar o italiano Jannik Sinner, número 2 do mundo. A vitória foi uma das mais importantes na jovem carreira de Fonseca. Com o resultado, ele está entre os 16 melhores do torneio no deserto californiano.

    Fonseca impôs sua potência a partir do fundo da quadra e controlou a partida desde o início diante de Paul, 23º cabeça de chave do primeiro Masters 1000 da temporada.

    O brasileiro quebrou cedo no primeiro set e manteve a pressão para fechá-lo com tranquilidade por 6/2.

    Na segunda parcial, repetiu o roteiro com solidez no saque, agressividade com sua direita e uma nova quebra que acabou encaminhando o triunfo definitivo por 6/3.

    Fonseca já havia mostrado personalidade na rodada anterior ao virar uma partida dramática contra o russo Karen Khachanov, salvando dois match points antes de se impor em três sets para alcançar pela primeira vez a terceira rodada do torneio californiano.

    Após encerrar 2025 na 24ª posição do ranking mundial, Fonseca começou a nova temporada enfrentando dificuldades físicas. Ele desistiu de participar dos campeonatos de Adelaide e Brisbane em razão de um problema crônico na região lombar e, com um desempenho abaixo do nível habitual, foi eliminado na estreia do Australian Open, o primeiro Grand Slam do calendário, e do ATP 250 de Buenos Aires.

    No Rio Open, em fevereiro, chegou às oitavas de final de simples, mas não conseguiu passar pelo peruano Ignacio Buse. Já na competição de duplas, conquistou o título ao lado do brasileiro Marcelo Melo.

    No dia (1º), Fonseca venceu o MGM Slam, em Las Vegas, torneio que não integra o circuito de tênis nem soma pontos no ranking mundial.

    Com a vitória sobre o Novorizontino neste domingo (8) no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (a 352 km da capital paulista), o luso chegou ao seu quarto título do Campeonato Paulista e ao 11º com o Palmeiras

    Folhapress | 10:00 – 09/03/2026

    João Fonseca vence Tommy Paul e avança às oitavas de Indian Wells

  • Erro comum com carregadores pode pesar na conta de luz; entenda

    Erro comum com carregadores pode pesar na conta de luz; entenda

    Mesmo sem estar carregando o aparelho, alguns carregadores continuam consumindo energia, principalmente os modelos mais antigos. Especialistas recomendam retirar o dispositivo da tomada quando não estiver em uso

    Muitas pessoas costumam deixar o carregador do celular sempre conectado à tomada, mesmo quando nenhum aparelho está sendo carregado. Apesar de parecer inofensivo, esse hábito pode gerar um pequeno consumo de energia e, ao longo do tempo, impactar a conta de luz.

    Isso acontece porque alguns carregadores continuam consumindo eletricidade mesmo quando não estão conectados a um dispositivo. Esse fenômeno, conhecido como consumo em standby, é mais comum em modelos mais antigos.

    Em média, um carregador pode gastar cerca de 2,5 quilowatts-hora por ano quando permanece constantemente ligado à tomada. Embora seja um consumo relativamente baixo, qualquer gasto desnecessário de energia pode ser evitado.

    Por isso, a recomendação é retirar o carregador da tomada sempre que ele não estiver sendo utilizado.

    Para quem prefere manter os carregadores conectados em determinados pontos da casa, uma alternativa é utilizar extensões ou réguas de energia com interruptor. Assim, é possível desligar completamente a corrente elétrica quando o equipamento não estiver em uso.

    Outra orientação importante é sempre utilizar carregadores originais ou certificados pelo fabricante. Além de serem mais eficientes no consumo de energia, esses modelos também seguem padrões de segurança mais rigorosos.

    Erro comum com carregadores pode pesar na conta de luz; entenda

  • Dólar desacelera alta ante real com fluxo comercial positivo

    Dólar desacelera alta ante real com fluxo comercial positivo

    Há fluxo comercial positivo e leve redução de posições cambiais no mercado futuro para auferir ganhos, comenta o diretor. Às 9h45 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,22%, a R$ 5,2544. O dólar futuro para abril caía 0,08%, a R$ 5,2840

    O dólar abriu em alta nesta segunda-feira, 9, registrou máxima intradiária aos R$ 5,2864 (+0,81%) no mercado à vista após a abertura da sessão, mas desacelerou e renovou mínima a R$ 5,2454 (+0,03%).

    O rali do petróleo aumenta a aversão a risco global por temores de inflação, mas favorece países exportadores da commodity, como o Brasil, assim como a valorização de 2,28% do minério de ferro na China e o forte carry trade do País, que ajudam a amenizar a força do dólar ante o real, afirma Jefferson Rugik, diretor da Correparti.

    Há fluxo comercial positivo e leve redução de posições cambiais no mercado futuro para auferir ganhos, comenta o diretor. Às 9h45 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,22%, a R$ 5,2544. O dólar futuro para abril caía 0,08%, a R$ 5,2840.

    Dólar desacelera alta ante real com fluxo comercial positivo

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