SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Passados 119 dias do anúncio oficial, as conversas entre o Santos e a SDC Sports LLC sobre o possível investimento na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube seguem sem uma conclusão.
Segundo o presidente do Peixe, Marcelo Teixeira, as partes assinaram um aditivo contratual que paralisou o prazo para que o raio-X financeiro feito pela empresa americana seja apresentado à diretoria.
Pelo acordo firmado, o Santos também tem total liberdade para realizar apurações paralelas sobre a real capacidade financeira da SDC Sports LLC em honrar os investimentos bilionários que estão sendo especulados para o clube.
CELEBRAÇÃO DO ACORDO NÃO VINCULANTE
No dia 25 de fevereiro, o Santos informou, por meio de nota oficial, que havia celebrado um acordo de tratativas não vinculantes com o grupo americano.
O documento permitia uma análise aprofundada (conhecida no mercado como due diligence) em diferentes aspectos fiscais e jurídicos para a eventual formalização de um investimento definitivo na futura SAF santista.
A expectativa inicial da diretoria santista era de que esse mapeamento completo fosse concluído em um período de 60 a 90 dias.
O contrato, contudo, já previa uma cláusula de renovação por mais 90 dias caso houvesse necessidade mútua.
ASSINATURA DE ADITIVO TRAVA PRAZO INICIAL
Durante a última reunião do Conselho Deliberativo do Santos, realizada na última terça-feira (23), Teixeira falou sobre o assunto e justificou o motivo de o resultado da auditoria ainda não ter sido entregue aos conselheiros.
“A due diligence ainda está dentro do seu prazo. Tivemos, durante esse período, alguns fatos entre os escritórios de advocacia e decidimos não contar o prazo corrido. Assinamos um aditivo e não concluímos o prazo das investigações”, afirmou Teixeira..
O QUE É UMA PROPOSTA NÃO VINCULANTE?
Uma proposta não vinculante funciona como um acordo de intenções com saída livre no mercado financeiro.
Na prática, isso significa que a SDC Sports LLC formalizou o interesse de compra e colocou no papel as condições iniciais do negócio, mas nenhuma das partes está legalmente obrigada a assinar o contrato final.
Esse tipo de documento serve para dar o sinal verde e a exclusividade necessários para o início da auditoria profunda nas contas da Vila Belmiro.
Com ela assinada, o Santos abre seus contratos sigilosos sabendo que há um comprador real na mesa, mas mantém a segurança de que, se o investidor olhar os papéis e achar que a dívida bilionária é alta demais, ou se o clube considerar a oferta final baixa, qualquer um dos lados pode desistir do negócio sem o pagamento de multa rescisória.

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