Autor: REDAÇÃO

  • Câmara cria lista suja do racismo no esporte e prevê punição a equipes por atos de torcedores

    Câmara cria lista suja do racismo no esporte e prevê punição a equipes por atos de torcedores

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24) a criação da Lista Suja do Racismo no Esporte. O texto determina que sejam incluídos no cadastro entidades de prática esportiva que tenham sido condenadas por atos racistas praticados por seus torcedores, atletas, membros de comissão técnica ou dirigentes durante eventos esportivos. A proposta segue para análise do Senado Federal.

    O texto determina que o nome da organização será incluído após condenação transitada em julgado em processo judicial e permanecerá inscrito no cadastro por dois anos.

    A exclusão da lista em prazo menor poderá ocorrer se a entidade comprovar a realização de ações específicas de combate às condutas racistas em eventos esportivos.

    O projeto determina ainda que, durante o período de inscrição, a entidade esportiva ficará impossibilitada de celebrar contrato com o poder público e de receber patrocínios ou benefícios fiscais.

    A medida é semelhante à lista suja do trabalho escravo, que expõe nomes de pessoas e empresas flagradas mantendo funcionários em trabalho análogo ao de escravo e prejudica o acesso ao financiamento público.

    O texto original é de autoria do deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ), mas o projeto foi modificado durante a tramitação na Comissão do Esporte. A primeira versão se restringia ao futebol, mas a relatora na comissão, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ampliou o projeto de forma a incluir qualquer entidade de prática esportiva.

    O projeto foi aprovado de forma simbólica pelos deputados, que é utilizada quando há acordo sobre o texto.

    Durante a discussão do texto, parlamentares citaram os casos de racismo sofridos pelo atacante Vinicius Junior, que se tornaram comuns nos gramados europeus. O brasileiro já abriu mais de duas dezenas de processos junto à Justiça espanhola, e dois deles resultaram em condenações.

    Em meados de fevereiro, em jogo entre o Benfica e o Real Madrid, o atacante acusou o jogador argentino Gianluca Prestianni de ter proferido ofensas racistas contra ele, o que levou à interrupção do jogo por cerca de dez minutos. O atacante foi posteriormente suspenso pela Uefa, entidade que dirige o futebol europeu.

    Apenas um trecho foi alvo de discordância pelos parlamentares: a inclusão da punição às equipes a partir de atos racistas de torcedores. O trecho foi analisado em separado pelos parlamentares após pedido do Novo.

    “Basta um torcedor para punir uma equipe toda que tem mais de 500 funcionários no clube?”, argumentou o deputado Luiz Lima (Novo-RJ).

    “Nós temos uma série de outras manifestações, manifestações em massa de torcidas de jogar bananas nas arquibancadas para os gramados. Essa é uma realidade. O que o cadastro realiza é elencar quais são as equipes que as suas torcidas devem zelar pelos seus clubes. Essa é a natureza educativa da matéria, a torcida tem que zelar para seu clube não constar numa lista dessas”, argumentou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que relatou o texto no plenário.

    O trecho foi mantido no texto por 295 votos a 120. Os partidos PL, Novo e Missão orientaram suas bancadas a votar contra o texto.

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    Folhapress | 20:48 – 24/03/2026

    Câmara cria lista suja do racismo no esporte e prevê punição a equipes por atos de torcedores

  • Michelle comemora prisão domiciliar de Bolsonaro, autorizada 1 dia após encontro com Moraes

    Michelle comemora prisão domiciliar de Bolsonaro, autorizada 1 dia após encontro com Moraes

    Ex-primeira-dama teve reunião com o ministro do STF para reforçar o pedido de transferência; Michelle Bolsonaro diz que ‘seguirá cuidando’ do marido durante cumprimento de pena em casa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemorou nesta terça-feira (24) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de conceder a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “Obrigada, meu Deus!”, escreveu a presidente do PL Mulher em publicação nas redes sociais ao compartilhar a notícia, sem citar diretamente Moraes.

    O ministro do Supremo autorizou a transferência de Bolsonaro da Papudinha uma dia depois de a ex-primeira-dama reforçar a ele o pedido durante um encontro em seu gabinete, na sede do tribunal.

    Em outra postagem, Michelle Bolsonaro compartilhou uma foto de 15 de abril do ano passado em que ela faz massagem nos pés do ex-presidente, que, na ocasião, estava internado para se recuperar de uma cirurgia abdominal.

    Ela também afirmou que seguirá cuidando do marido. Atualmente, o ex-presidente está internado em um hospital em Brasília com um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões e não tem previsão de alta.

    “Sim, eu CELEBRO as pequenas vitórias. Não me detenho nos detalhes do processo. Sou esposa e mãe, e clamei muito a Deus para que nos ajudasse, para que ele pudesse ir para casa e receber o cuidado necessário. O amanhã pertence a Deus. A justiça e o juízo estão nas mãos Dele”, afirmou.

    “Antes de qualquer reação, lembremos: quem está longe de casa, longe da filha menor de idade e distante do próprio lar é ele”, completou, em referência à filha do casal, Laura.

    Principal afilhado político de Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também comemorou a prisão domiciliar. Segundo ele, “nada é mais justo” do que garantir que o ex-presidente “tenha assegurado o direito a um tratamento humano em um ambiente adequado à sua recuperação”.

    “Feliz em saber que o presidente Jair Bolsonaro finalmente poderá retornar para casa, onde terá a oportunidade de seguir seu tratamento cercado pelo cuidado e pelo carinho da sua família […] Seguimos em oração pela sua saúde e confiantes de que dias melhores virão”, escreveu no X (ex-Twitter).

    Michelle e Tarcísio integraram a ofensiva de aliados do ex-presidente para pressionar Moraes a conceder a prisão domiciliar. Também participaram o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a bancada bolsonarista no Congresso Nacional e ministros do STF.

    Um argumento utilizado por políticos e por outros ministros junto a Moraes foi o risco de que a eventual morte de Bolsonaro fosse encarada politicamente como responsabilidade do Supremo. Diante disso, pelo menos cinco magistrados da corte entendiam que deixar Bolsonaro cumprir a pena em casa seria de fato a melhor opção.

    Nesta segunda, Moraes decidiu que Jair Bolsonaro poderá cumprir em casa, em um condomínio em Brasília, por um prazo inicial de 90 dias. O ex-presidente terá de usar tornozeleira eletrônica e ficará proibido de usar as redes sociais ou de gravar áudios ou vídeos.

    Apesar da comemoração, aliados de Bolsonaro também criticaram medidas impostas por Moraes em sua decisão.

    O blogueiro Paulo Figueiredo, um dos denunciados sob acusação de tentativa de golpe de Estado, afirmou que a decisão tem como objetivo “garantir que Jair continue como refém e que qualquer tentativa de impeachment por parte dos bolsonaristas (e do Flávio) possa jogar o pai de volta à prisão assim que o prazo acabar” e impedir uma articulação política do ex-presidente.

    O pedido de prisão domiciliar vinha sendo feito pela defesa desde antes do cumprimento definitivo da pena por tentativa de golpe de Estado. A condenação de 27 anos e três meses de prisão, imposta pela Primeira Turma do STF, começou a ser cumprida em novembro passado, inicialmente na superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília e depois na Papudinha.

    Segundo a ordem de Moraes, o prazo de 90 dias vai começar a ser contado a partir de sua alta médica, “para fins de integral recuperação da broncopneumonia”. Transcorridos os três meses, “será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade.”

    Michelle comemora prisão domiciliar de Bolsonaro, autorizada 1 dia após encontro com Moraes

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  • Acordo Mercosul-UE valerá provisoriamente em maio, confirma governo

    Acordo Mercosul-UE valerá provisoriamente em maio, confirma governo

    Após mais de duas décadas de negociações, o acordo é considerado pelo governo um dos mais relevantes projetos de integração econômica do país. Decreto de promulgação está em fase avançada de tramitação

    O acordo provisório de comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entrará em vigor em 1º de maio de 2026, confirmou o governo brasileiro nesta terça-feira (24). A aplicação ocorre após a conclusão dos trâmites internos e a troca formal de notificações entre as partes.

    Em nota conjunta, os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços  (Mdic), das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informaram que, em 18 de março, o Brasil avisou à Comissão Europeia que concluiu o processo interno de ratificação do acordo.

    A resposta da União Europeia foi enviada em 24 de março, cumprindo as exigências previstas no texto para o início da vigência provisória. Na semana passada, o Congresso Nacional promulgou o acordo, mas faltam algumas formalidades. Segundo a nota conjunta, o decreto de promulgação, ato final que incorpora o tratado ao ordenamento jurídico, está em fase avançada de tramitação. Esse é o último passo para tornar o acordo obrigatório no país.

    Integração

    Após mais de duas décadas de negociações, o acordo é considerado pelo governo um dos mais relevantes projetos de integração econômica do país. A expectativa é ampliar o acesso de empresas brasileiras a um dos maiores mercados do mundo.

    “O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a plena implementação do Acordo Provisório de Comércio e seguirá trabalhando, em estreita coordenação com os demais Estados-Partes do Mercosul e com a União Europeia, para que seus benefícios se traduzam em crescimento, geração de empregos e desenvolvimento sustentável”, destacou a nota oficial.

    Impactos

    Com a entrada em vigor, mesmo que provisória, o acordo prevê:

    • Redução gradual de tarifas
    • Eliminação de barreiras comerciais
    • Maior previsibilidade regulatória.

    A medida deve favorecer exportações, atrair investimentos e integrar o Brasil às cadeias globais de valor, além de ampliar a oferta de produtos europeus no mercado interno.

    Resistências

    Ontem (23), a UE tinha anunciado a aplicação provisória do acordo a partir de 1º de maio. Apesar do avanço, o acordo enfrenta resistência dentro da Europa.

    Países como a França, com apoio de nações como Polônia, Irlanda e Áustria, temem impactos negativos sobre o setor agrícola, diante da concorrência de produtos sul-americanos. O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a aceleração da aplicação provisória, enquanto agricultores e ambientalistas europeus também se opõem ao tratado.

    Por outro lado, países como Alemanha e Espanha apoiam o acordo por enxergarem oportunidades comerciais e estratégicas, como a diversificação de parceiros e acesso a recursos naturais.

    O texto ainda passa por análise no Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a entrada em vigor definitiva, caso sejam identificadas incompatibilidades com as regras do bloco.

    Acordo Mercosul-UE valerá provisoriamente em maio, confirma governo

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  • Exame de Mbappé foi feito no joelho errado pelo Real Madrid, diz jornal

    Exame de Mbappé foi feito no joelho errado pelo Real Madrid, diz jornal

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de um início de temporada excepcional, Kylian Mbappé desfalcou o Real Madrid em jogos importantes após um erro médico do clube, que examinou a perna errada do jogador durante uma ressonância magnética, segundo o site The Athletic, do The New York Times.

    O exame foi realizado no joelho direito, que não apresentava sinais de lesão nem queixas de dor, e o atacante acabou liberado para atuar normalmente.

    De acordo com a publicação, Mbappé já apresentava sinais de inflamação no joelho esquerdo, que de fato estava lesionado, mas seguiu em campo mesmo com desconforto.

    Os primeiros indícios do problema surgiram após a derrota por 2 a 0 para o Celta de Vigo, em 7 de dezembro, quando o francês sofreu uma pancada no joelho. A lesão o tirou do jogo seguinte, contra o Manchester City, pela Champions League, mas ele retornou pouco depois e atuou em três partidas ainda com dores.

    Foi apenas no fim de dezembro, durante um treinamento, que o Real decidiu realizar um novo exame, ao notar o jogador levando as mãos ao joelho esquerdo enquanto conversava com os médicos.

    A avaliação, feita em 31 de dezembro, indicou inicialmente uma entorse e suspeita de lesão ligamentar. No dia seguinte, o clube divulgou boletim médico e informou que adotaria um tratamento conservador.

    Mbappé chegou a desfalcar a semifinal da Supercopa da Espanha, mas voltou a atuar na decisão contra o Barcelona, mesmo sem estar plenamente recuperado. Na sequência, engatou oito partidas com carga de trabalho controlada pela comissão técnica.

    Insatisfeito com a evolução do quadro, o atacante decidiu buscar uma avaliação independente em Paris. Foi então que exames mais detalhados confirmaram uma ruptura parcial do ligamento posterior do joelho esquerdo.

    O Real Madrid não se pronunciou sobre o caso. O episódio ocorre em meio a mudanças no departamento médico do clube na virada do ano, com a saída de profissionais da área.

    Vale lembrar que Mbappé foi convocado pela França para o amistoso com a seleção brasileira marcado para o próximo dia 26, às 17h (de Brasília).

    Exame de Mbappé foi feito no joelho errado pelo Real Madrid, diz jornal

  • Miley Cyrus nega nova temporada de Hannah Montana apesar de especial

    Miley Cyrus nega nova temporada de Hannah Montana apesar de especial

    Programa especial “Hannah Montana”, de comemoração de 20 anos, vai ao ar hoje, dia 24, no Disney; episódio terá personagens do elenco original e está disponível nas plataformas Disney+ e Hulu

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Miley Cyrus celebrou na noite desta segunda-feira (23), em Los Angeles, os 20 anos de “Hannah Montana” com um tapete vermelho e a pré-estreia de um especial comemorativo da personagem da Disney. A produção chega às plataformas Disney+ e Hulu nesta terça (24).

    Durante o evento, Cyrus afirmou que, embora esteja feliz em revisitar a personagem que a projetou mundialmente, não considera um retorno da série. “Eu já estou cansada. Isso aqui já foi muita coisa”, disse, ao ser questionada sobre a possibilidade de um reboot.

    A cantora também revelou que a ideia do especial surgiu de forma pouco convencional. Em entrevista recente à revista Variety, contou ter seguido um conselho de Dolly Parton, que disse que para promover um projeto ela deveria começar com alegações antes mesmo de ele existir.

    “Se você quer que algo aconteça, divulgue antes. Assim ninguém pode dizer não”, relatou. Segundo Cyrus, ela começou a anunciar o especial de 20 anos mesmo sem tê-lo concretizado.

    O especial reúne apresentações de músicas marcantes da série, além de uma entrevista conduzida por Alex Cooper, do podcast “Call Me Daddy”, parte do elenco e uma participação surpresa de Selena Gomez, que interpretou a rival Mikayla Skeech na segunda temporada do programa.

    Miley Cyrus nega nova temporada de Hannah Montana apesar de especial

  • Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

    Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

    Ministro do Supremo Tribunal Federal afirma que não ficou provada interferência de esquema; ainda restam quatro votos a serem proferidos no julgamento de Cláudio Castro (PL)

    RIO DE JANEIRO, RJ E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Kassio Nunes Marques votou nesta terça-feira (24) para absolver Cláudio Castro (PL) no processo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

    O placar está 2 votos a 1 pela condenação dos acusados. Ainda restam quatro votos a serem proferidos.

    Kassio considerou que não há prova suficiente no processo que permita a condenação de Castro e os demais acusados na ação eleitoral sobre o chamado escândalo da “folha secreta de pagamento”. Ele considerou como “relatos pontuais” testemunhas que apontaram o uso eleitoreiro de projetos sociais do governo.

    “Para além de os relatos serem pontuais, considerada a dimensão das contratações efetuadas, eles padecem de inconsistência. […] É de se indagar como a existência de apenas três depoimentos em um universo de 27 mil contratações seria suficiente para comprovar a intenção de impactar o pleito que ocorreria em 2022”, disse Nunes Marques.

    Ele afirmou também que não é possível determinar que a reeleição de Castro ocorreu em razão do esquema. O ex-governador foi eleito no primeiro turno com 58,67% dos votos válidos.

    “É extremo de dúvida que as cifras envolvidas neste caso concreto são superlativas. […] Ocorre que os elementos existentes não se traduzem em um grau de certeza que permita apenar os integrantes da chapa eleita no pleito de 2022 para o governo do estado do Rio de Janeiro, tampouco demais recorridos, com as duras penas”, declarou o ministro.

    Castro renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), véspera da retomada do julgamento, a fim de evitar a pena de cassação. O objetivo foi garantir a realização de uma eleição indireta para o mandato-tampão, que vai até o fim deste ano. A retirada do cargo pelo TSE poderia levar à realização de um pleito direto, reduzindo o poder de influência do governador sobre sua sucessão imediata.

    A ação eleitoral teve como origem o chamado escândalo da “folha secreta de pagamento”, revelado pelo UOL em junho de 2022. O caso se refere ao uso da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo e sem a divulgação de seus nomes.

    Uma investigação do Ministério Público do Rio descobriu saques de dinheiro vivo na “boca do caixa”. Ao todo, R$ 248 milhões foram retirados em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas que integrariam o suposto esquema. As contratações só foram interrompidas em agosto, após a ação civil pública do Ministério Público estadual.

    O caso gerou duas ações de investigação judicial eleitoral, uma movida pela chapa de Marcelo Freixo (PT), derrotado na eleição, e outra pela Procuradoria Eleitoral. Castro foi absolvido no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) em maio de 2024 em votação apertada, por 4 a 3. O Ministério Público Eleitoral levou o caso ao TSE, ao recorrer da decisão.

    Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

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  • ‘Neymar chegou ao fundo do poço’, diz jornal espanhol

    ‘Neymar chegou ao fundo do poço’, diz jornal espanhol

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Fora da lista de convocados da seleção brasileira para os amistosos contra França e Croácia, sem jogar regularmente pelo Santos e dedicado ao pôquer. Com esse histórico, o jornal espanhol As descreve que Neymar chegou ao “fundo do poço” de sua carreira como jogador.

    O veículo destaca que, sem ser chamado pelo treinador Carlo Ancelotti para os dois últimos amistosos da seleção brasileira antes da Copa do Mundo, e cortado do time alvinegro para o jogo contra o Cruzeiro, que aconteceu no domingo (22), o craque voltou ao centro das críticas.

    O atacante foi poupado pelo técnico Cuca sob a justificativa de controle de carga de trabalho por risco físico elevado.

    Ainda de acordo com o AS, durante o período de descanso, Neymar dedicou quase 24 horas para participar de um campeonato virtual de pôquer. A reportagem afirma que o comportamento deixa dúvidas sobre as reais prioridades do jogador.

    Em resposta às críticas, Neymar admitiu, na tarde desta segunda-feira (23), no perfil do Instagram, estar jogando online desde o dia anterior. “É o que mais gosto de fazer depois do futebol. Estou jogando até agora e muito feliz com minha performance”, disse o atleta em um vídeo.

    Entre jogadores, inclusive alguns convocados por Ancelotti, Neymar recebeu apoio. Muitos defendem o retorno dele à seleção brasileira.

    Marquinhos, zagueiro e capitão da seleção, afirmou que “ele está muito ansioso pela oportunidade e para voltar com tudo. Nós, como companheiros também queremos que ele participe desta Copa”.

    Já Romário, tetracampeão com o Brasil, enviou mensagem diretamente para Ancelotti para defender a convocação do jogador do Santos. “É melhor ter um craque como o Neymar, mesmo que ele não esteja 100%, do que convocar outro”, disse.

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    Folhapress | 18:24 – 24/03/2026

    ‘Neymar chegou ao fundo do poço’, diz jornal espanhol

  • Argentinos lotam praça de Maio e criticam Milei em ato relembrando 50 anos do golpe militar

    Argentinos lotam praça de Maio e criticam Milei em ato relembrando 50 anos do golpe militar

    A praça de Maio, onde mães de desaparecidos durante a ditadura se reuniam para dar voltas na pirâmide em frente à sede do governo, mais uma vez se tornou palco do Dia da Memória

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Bolívar, Defensa, Reconquista e San Martín -ruas que prestam homenagem a personalidades, locais e passagens da história argentina e que circundam a Casa Rosada se encheram de manifestantes na tarde desta terça-feira (24) em recordação aos 50 anos do golpe militar.

    A praça de Maio, onde mães de desaparecidos durante a ditadura se reuniam para dar voltas na pirâmide em frente à sede do governo, mais uma vez se tornou palco do Dia da Memória.

    O ato, conhecido pelos argentinos como 24M, sempre costuma reunir manifestantes de diferentes grupos políticos e sociais, mas em 2026 teve um peso histórico ainda maior: a marca de 50 anos do golpe que começou em 24 de março de 1976 e que novamente foi relativizado pelo governo do presidente Javier Milei nesta terça.

    Pais carregavam crianças em seus ombros acompanhando a marcha das Mães e Avós da Praça da Maio. Idosos e estudantes se espremiam para chegar até a praça, e a multidão fazia coro para canções de Charly García e Mercedes Sosa. Gritos de protesto, como “são 30 mil desaparecidos, todos presentes”, eram comuns.

    Conforme a manifestação avançava, a praça e a avenida de Maio se encheram de pessoas carregando retratos de desaparecidos durante o período ditatorial. Mesmo após o fim oficial do ato, muitos manifestantes continuavam se dirigindo até a Casa Rosada.

    A marcha também relembrou vítimas brasileiras da ditadura argentina em um ato organizado pela agrupação peronista La Campora, o Núcleo do PT na Argentina e convidados internacionais. Um dos homenageados foi o músico Francisco Tenório Cerqueira Júnior, sequestrado em março de 1976.

    Adversários, como o ex-prefeito de Buenos Aires Horacio Rodríguez Larreta e o ex-ministro da Economia e derrotado nas eleições de 2023, Sergio Massa, condenaram os atos cometidos na última ditadura. Na calçada, políticos dividiram espaço com intelectuais e artistas argentinos.

    Por volta das 15h, a avenida de Maio estava cheia de pessoas que se moviam lentamente, acompanhadas por tambores e alegria. Os cafés estavam lotados e as filas aumentavam.

    Um manifestante segurava um retrato do personagem principal de “O Eternauta”, história em quadrinhos e que recentemente virou uma série da Netflix, e cujo autor, Héctor Oesterheld, e suas quatro filhas estão entre as vítimas do regime.

    Ao passar pela multidão, uma bandeira branca e azul com os rostos dos desaparecidos trouxe um momento de silêncio seguido de palmas e cantos protestando contra os responsáveis pelos crimes.

    Rebatendo falas de Milei que questionam o número de desaparecidos, as organizações de direitos humanos ressaltaram que 30 mil pessoas sumiram, exigindo esclarecimentos do governo.

    Um documento lido durante o ato, assinado pelas Avós e Mães da Praça de Maio e outras entidades de defesa da memória do período, pediu justiça e reafirmou que “a memória é defendida pela luta”.

    Mais cedo, a Casa Rosada divulgou um vídeo em que o governo volta a relativizar ditadura e faz acusações à esquerda. O governo defende a visão de “memória completa”, com relatos de vítimas da ditadura e também de organizações terroristas da época.

    Ao contrário de presidentes que o precederam desde a volta da democracia em 1983, o governo ultraliberal de Milei tem insistindo na chamada “teoria dos dois demônios”, que equipara a última ditadura aos grupos que a combatiam.

    As organizações reunidas na praça de Maio criticaram a postura do governo de minimizar o número de desaparecidos, denunciando a situação e afirmando que “não esquecemos, não perdoamos e não nos reconciliamos”.

    Durante a ditadura argentina, crianças eram tiradas de seus pais -muitas vezes militantes presos pela repressão- e entregues a outras famílias. Até agora, as Avós da Praça de Maio recuperaram 140 netos e ajudaram na condenação de mais de 50 apropriadores de bebês.

    A presidente das Avós da Praça de Maio e referência na luta pelos direitos humanos no país, Estela de Carlotto, afirmou que “o plano sistemático de roubo de bebês ainda persiste” enquanto a busca ativa por “quase 300 homens e mulheres com identidades alteradas” permanece.

    O discurso final do ato relacionou a aliança entre governos de direita da região e os Estados Unidos, afirmando que a última ditadura na Argentina instituiu um novo modelo econômico prejudicial ao desenvolvimento e à organização popular.

    Argentinos lotam praça de Maio e criticam Milei em ato relembrando 50 anos do golpe militar

  • Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

    Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

    Alexandre de Moraes vai decidir se mantém a prisão domiciliar humanitária em 90 dias; ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda-feira (23) à noite

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A reavaliação do quadro de saúde de Jair Bolsonaro (PL) para manutenção da prisão domiciliar humanitária, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na terça-feira (24), foi alvo de críticas da defesa do ex-presidente e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Moraes entendeu que o quadro de Bolsonaro, que está internado desde o último dia 13, após ser diagnosticado com uma broncopneumonia por aspiração, justificava o cumprimento da pena em casa. O ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda (23) à noite, mas segue sem previsão de alta.

    A decisão que concedeu a medida humanitária foi criticada em parte por um dos advogados de Bolsonaro, o criminalista Paulo Cunha Bueno. Para ele, o caráter temporário da medida, que será reavaliada no prazo de 90 dias, é “singularmente inovadora”. Os cuidados médicos são, segundo Bueno, permanentes e “demandados por toda vida”.

    O filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, também criticou o trecho. Em entrevistas aos canais GloboNews e CNN, ele classificou a decisão como “exótica” e chamou de inovação o que chamou de “prisão domiciliar provisória”.

    “Ele está tendo uma domiciliar humanitária, porque, no local onde ele está há um risco de agravamento do seu estado de saúde. Ele vai para casa para melhorar esse quadro. Daqui a 90 dias, se saúde dele melhorar, ele volta pro ligar onde a saúde ele tava piorando?”, questionou o senador.

    A reavaliação periódica já foi utilizada por Moraes na concessão de outras prisões domiciliares humanitárias. Um precedente previsto ocorreu no caso de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que previa uma reavaliação médica a cada dois meses.

    Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

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  • Suécia luta para evitar fracasso de geração bilionária e voltar à Copa

    Suécia luta para evitar fracasso de geração bilionária e voltar à Copa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A geração badalada da Suécia chega à semifinal da repescagem para a Copa do Mundo cercada de desconfianças após dar vexame nas Eliminatórias e ser salva pelo regulamento. Na quinta-feira, a seleção encara a Ucrânia, às 16h45 (de Brasília).

    SOB DESCONFIANÇA

    A Suécia começou as Eliminatórias cercada de expectativas por causa dos seus jogadores. A dupla de ataque formada por Gyökeres e Isak movimentou 212 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) na última janela. O primeiro foi comprado pelo Arsenal e o segundo, pelo Liverpool.

    Mas o desempenho ficou muito aquém. A Suécia somou só dois pontos e terminou o Grupo B das Eliminatórias na última colocação -a chave tinha Suíça, Kosovo e Eslovênia. O ataque, tão badalado e falado no futebol europeu, marcou apenas quatro gols ao longo dos seis jogos.

    Mesmo com o vexame, a Suécia não ficou fora da repescagem. A seleção foi salva por causa do desempenho na Liga das Nações, onde foi campeã do seu grupo -a repescagem europeia conta com as 12 segundas colocadas das Eliminatórias e quatro campeãs de chave da Liga das Nações e que não se classificaram.

    O desempenho recente e a ausência na última Copa colocam pressão na “geração do bilhão” sueca. Além de Gyökeres e Isak, a seleção conta com Elanga (Newcastle), Bergvall (Tottenham), Bardghij (Barcelona) e Ayari (Brighton) entre os principais destaques -todos com menos de 25 anos.

    O caminho não é nada fácil. A Suécia vai enfrentar a Ucrânia na semifinal da repescagem. Se vencer, terá o vencedor do duelo entre Polônia e Albânia pela frente no jogo que valerá a vaga na Copa do Mundo. Se for finalista, a seleção fará o jogo decisivo em casa.

    A equipe tem um desfalque de peso. Isak sofreu uma fratura na fíbula esquerda e teve uma contusão no tornozelo em dezembro, durante jogo entre Liverpool e Tottenham. O atacante passou por cirurgia e ainda está em fase de recuperação. Por este motivo, não foi convocado para a repescagem.

    NOVO DRAMA E SEM IBRA

    A Suécia joga a repescagem para a Copa do Mundo pela quarta vez seguida. A seleção só conseguiu avançar ao Mundial em 2018, quando eliminou a Itália no jogo decisivo.

    Portugal e Polônia foram algozes em 2014 e 2022, respectivamente. Em todas as ocasiões, a Suécia contou com Ibrahimovic, que agora está aposentado.

    Se classificar para a Copa, a Suécia ficará no Grupo F. A chave tem Holanda, Japão e Tunísia. Na última participação em Mundial, em 2018, a seleção foi eliminada pela Inglaterra nas quartas de final.

    A decisão pelo afastamento de Romeu Tuma Júnior foi tomada com 115 votos favoráveis, 15 contrários e sete abstenções, entre 137 votantes; ambiente segue tenso nos bastidores

    Folhapress | 18:24 – 24/03/2026

    Suécia luta para evitar fracasso de geração bilionária e voltar à Copa