Autor: REDAÇÃO

  • Gigante das criptomoedas cobra R$ 1,6 bilhão do Master na Justiça e pede penhora de bens

    Gigante das criptomoedas cobra R$ 1,6 bilhão do Master na Justiça e pede penhora de bens

    Em agosto, banco deixou de pagar parcelas da dívida firmada via empresa em paraíso fiscal. OUTRO LADO: Defesa de Vorcaro não quis comentar o caso

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Maior empresa de criptomoedas no mundo, a Tether cobra o Banco Master na Justiça paulista o pagamento de um empréstimo de US$ 300 milhões que fez a uma holding ligada à instituição financeira em março do ano passado.

    A multinacional, conhecida por criar uma das versões do dólar digital, o USDT, cobra do Master R$ 1,64 bilhão (US$ 327,4 milhões), considerando os juros anuais e moratórios que somam 13,87%. O caso foi revelado pelo jornal o Estado de S.Paulo e confirmado pela Folha de S.Paulo.

    A dívida venceria em março deste ano, mas teve seu prazo de pagamento antecipado por cláusulas contratuais acionadas quando o banco de Daniel Vorcaro teve sua nota de crédito rebaixada no ano passado. A Tether pede a penhora de uma conta que era destino do pagamento de empréstimos consignados para servidores públicos, usada como garantia do negócio, e a localização de demais bens do Master para liquidação do débito.

    Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro, presidente e controlador do Master na época do negócio, disse que não irá comentar o caso. A Tether afirma que o calote desde setembro não afeta a liquidez de suas criptomoedas, que são lastreadas em ativos reais como o dólar, o euro e ouro.

    Documentos anexados aos autos mostram que o Master reconheceu a dívida em uma corte de arbitragem de Londres. A Tether alega ainda que não sabia das operações policiais que estavam em curso contra o banco, que foram anunciadas apenas em novembro.

    Com o pedido, a Tether também tenta furar a fila de credores do Master, estabelecida desde a liquidação, que prioriza créditos trabalhistas e tributários. Uma estimativa recente do Fundo Garantidor de Créditos aponta que o Master consumiu cerca de R$ 50 bilhões.

    O gigante das criptomoedas, sediado em El Salvador, alega que seu contrato de empréstimo foi firmado com uma empresa de fora do conglomerado bancário do Master, a Titan Holding, uma companhia que Vorcaro abriu nas Ilhas Cayman e depois repassou para outros diretores do Master. O trato envolveu ativos no Brasil como garantia, e a Tether pede que a Justiça desconsidere esses ativos como patrimônio do Master no cumprimento de dívidas com outras instituições.

    O Master garantiu o empréstimo com a multinacional com cédulas de créditos bancários decorrentes de empréstimos consignados de servidores públicos da linha Credcesta, então operadas pelo próprio banco. Os valores caem mensalmente em uma conta no Master, segundo o contrato firmado com a Tether.

    A Titan recebeu o empréstimo em duas parcelas: US$ 100 milhões em 28 de março de 2025 e US$ 200 milhões em 1º de abril do mesmo ano. Em agosto, suas empresas deixaram de pagar a rolagem mensal da dívida -o valor principal tampouco foi quitado.

    O empréstimo deveria ser pago, com valor acrescido de juros anuais de 11,78%, no prazo de um ano, que se esgotaria em março. A multinacional argumenta, no entanto, que uma cláusula de vencimento antecipado foi acionada quando a agência de avaliação de risco Fitch rebaixou a nota do Master devido ao veto a compra do banco de Vorcaro pelo BRB (Banco de Brasília).

    O contrato ainda determinava o vencimento antecipado da dívida em outras situações, como o não pagamento de qualquer valor no vencimento e eventos relacionados à situação do Banco Master, entre eles a suspensão de suas atividades, a perda da autorização do Banco Central para operar como instituição financeira, o descumprimento de requisitos regulatórios de capital ou sua liquidação extrajudicial. Todos os eventos aconteceram desde que a Polícia Federal anunciou investigações contra o Master em novembro.

    O Master mantinha negócios com empresas de criptomoedas desde que Vorcaro assumiu o controle da instituição, ainda chamada de Banco Máxima, em 2019. A chegada do ex-banqueiro mineiro à instituição alavancou as operações de câmbio da instituição financeira, que, em geral, eram voltadas a operações com criptoativos.

    A operação Colossus, da Polícia Federal, mostrou que o então Banco Máxima fez remessas de US$ 531 milhões, entre dezembro de 2018 e abril de 2021, para uma empresa investigada sob a suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC e o grupo terrorista Hezbollah.

    Gigante das criptomoedas cobra R$ 1,6 bilhão do Master na Justiça e pede penhora de bens

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  • Dosimetria: Alcolumbre promulga lei que beneficia condenados pelo 8/1

    Dosimetria: Alcolumbre promulga lei que beneficia condenados pelo 8/1

    A Lei da Dosimetria reduz as penas para os condenados por tentativa de golpe de Estado no Brasil no contexto dos atos de 8 de janeiro de 2023. Congresso Nacional derrubou veto do presidente Lula, na semana passada

    O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta sexta-feira (8) que promulgou a Lei da Dosimetria. A decisão deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

    “Nos termos da Constituição Federal, compete ao Presidente do Senado Federal promulgar a lei quando o Presidente da República não o faz no prazo constitucional de 48 horas”, informou, por meio de nota, o senador Alcolumbre.

    A Lei da Dosimetria reduz as penas para os condenados por tentativa de golpe de Estado no Brasil no contexto dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com o resultado das eleições de 2022, depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar e a deposição do presidente eleito democraticamente. O projeto de lei foi vetado na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alegou que o texto viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia. Porém, Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula

    Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou 1,4 mil pessoas por crimes contra a democracia, sendo 431 penas de prisão, 419 penas alternativas e outros 552 acordos de não persecução penal. 

    De acordo com levantamento do STF, o maior grupo de condenados é formado por 404 réus que receberam penas de um ano de prisão, número equivalente a 28% do total de condenações.

    Em seguida, foram registradas 213 condenações a 14 anos de prisão, representando 15,19% do total.

    A pena mais alta foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, único condenado a 27 anos e três meses de prisão. Para se beneficiar da redução das penas, os condenados devem ingressar com um pedido para recalcular a pena no Supremo.

    Entenda

    O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

    O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

    Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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  • Grazi Massafera se despede de 'Três Graças' e celebra sucesso de Arminda

    Grazi Massafera se despede de 'Três Graças' e celebra sucesso de Arminda

    Atriz relembra os bastidores da novela, diz ter se surpreendido com a repercussão da trama e define a personagem como louca, varrida e doida. Após o fim das gravações, ela fala sobre férias, rotina intensa e emoção ao deixar o elenco: ‘Vou sentir falta de tudo’

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Após meses mergulhada em uma rotina intensa de gravações, Grazi Massafera finalmente entrou no modo férias –ainda que admita que a ficha ainda não caiu completamente. Em clima descontraído e nostálgico, a atriz falou sobre o fim de “Três Graças”, relembrou os bastidores da produção e comemorou o sucesso de Arminda, personagem que conquistou o público com humor, exageros e momentos inesperados.

    Animada com os desdobramentos da trama, Grazi contou ter ficado surpresa com o alcance da novela. “Gente! Uma novela que virou show. Olha que especial isso. Eu nunca tinha visto isso antes”, afirmou.

    A atriz ainda definiu Arminda como uma personagem “louca, varrida e doida”, mas confessou que acabou se divertindo bastante ao longo do processo. Segundo ela, encontrar o tom da personagem foi um desafio no começo. “No início foi desesperador e depois foi… Me diverti muito. Tive ótimos parceiros”, contou.

    Grazi também comentou sobre o lado cômico da personagem, apontado por muitos telespectadores como um dos grandes trunfos da novela. Para ela, o humor foi essencial para que Arminda funcionasse em cena. “Ela já vem escrita com esse toque cômico, mas tinha liberdade de improvisar, colocar uns cacos”, entregou.

    Sem poder dar spoilers sobre o desfecho de Arminda, Grazi disse ter gostado do final da personagem. “Gostei. Tenho que ver a cena toda, porque gravamos em pedaços. Mas tem tudo a ver com ela”, afirmou.

    Agora longe dos estúdios, Grazi pretende aproveitar o descanso para dormir mais, viajar, cuidar da saúde e ficar perto da família. Ainda assim, ela admite que desacelerar não é tão simples. “Arrimo de família nunca tem férias. Eu sou mãe dos meus pais desde os 22 anos, então estou sempre cuidando da galera”, declarou.

    Sem esconder a emoção pelo encerramento do trabalho, a atriz revelou que o que mais vai sentir falta são os bastidores e a convivência com o elenco. “Vou sentir falta de tudo, das nossas conversas, de um elenco muito disponível e prazeroso de trocar”, afirmou.

    Grazi Massafera se despede de 'Três Graças' e celebra sucesso de Arminda

  • Endrick não se vê garantido na Copa

    Endrick não se vê garantido na Copa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Endrick afirmou que não se vê como um nome garantido na lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.

    O atacante do Lyon destacou que disputa posição com “jogadores de ponta”. Ele esteve na última convocação da seleção brasileira, para amistosos contra França e Croácia, disputados em março.

    “Ainda não [me vejo garantido]. Disputo posição com jogadores de ponta como João Pedro, Igor Thiago, Richarlison, Vitor Roque e Kaio Jorge. Jogadores de ponta, que estão no Brasil e na Europa. O Ancelotti escolherá o melhor para o Brasil. Preciso ir bem no Lyon para realizar esse sonho de criança. […] Tem duas vagas entre os 26 jogadores e eu estou lutando por uma delas. Vou seguir lutando até o final, fazendo o que for preciso para estar lá”, disse Endrick em entrevista a Placar.

    Endrick exaltou a força coletiva na briga pelo hexa. “O bom é formarmos uma família, não pode ficar tudo nas costas do Vini ou de um jogador só. Se o Brasil for campeão, vai ser por causa do grupo todo. Acredito no coletivo. Um jogador pode ganhar um jogo, mas não um campeonato sozinho. Cada um tem que assumir um pouco da responsabilidade”, disse o atacante.

    O atacante desconversou sobre uma possível convocação de Neymar, mas elogiou o camisa 10 do Santos. “Eu não tenho uma decisão muito formada. Eu pude ver o jogo dele contra o Atlético-MG e a gente vê que é um jogador incrível. E fico muito feliz de poder ver ele jogar, ver que ele está bem, ver ele com a família, com as filhas deles. Ver que ele está bem no Santos. Espero que Deus possa abençoá-lo para que não tenha nenhuma lesão, que possa conseguir jogar o máximo de jogos possíveis para poder, pelo menos, ter sido cotado para a seleção. É um grande jogador, a gente sabe do potencial incrível que ele tem. Se ele for para a seleção, não tenho dúvida que vai se doar inteiro”, disse.

    Enquanto busca uma vaga na seleção brasileira, Endrick tenta levar o Lyon à Liga dos Campeões. Se vencer os dois jogos restantes pelo Campeonato Francês, o time -atual terceiro colocado- retornará ao principal torneio europeu.

    CASEMIRO DIZ QUE ENDRICK ‘AINDA NÃO É DO GRUPO’

    O capitão da seleção afirmou recentemente que o atacante não está garantido no Mundial. As falas de Endrick e Casemiro não têm relação direta.

    Se ele for para a Copa do Mundo, e temos de ser realistas que ele ainda não é do grupo, a gente não pode botar uma pressão de que vai resolver, que vai entrar nos jogos para resolver. A gente sabe que têm jogadores de frente que precisam puxar mais, tirar mais da equipe – Casemiro, à TNT SportsO volante também evitou colocar pressão sobre Endrick: “Foi boa essa ida dele para o Lyon, para ele ver e ter a sensação de jogar, mas é muito jovem. A gente não pode colocar uma pressão nele, não pode dizer que ele vai solucionar o nosso problema na Copa do Mundo, porque é muito jovem”.

    Endrick não se vê garantido na Copa

  • "Insinuar uma pandemia é desonesto", diz casal francês a bordo do Hondius

    "Insinuar uma pandemia é desonesto", diz casal francês a bordo do Hondius

    Um casal francês retido no navio Hondius, onde foi registrado um surto de hantavírus, garantiu que “está tudo bem” a bordo e defendeu que “não há necessidade de dramatizar”

    Um casal francês retido a bordo do cruzeiro Hondius, onde foi registrado um surto de hantavírus, garantiu que “está tudo bem” dentro do navio e defendeu que “insinuar uma pandemia é desonesto”.

    Julia e Roland Seitre são dois dos cinco franceses a bordo e, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP), contaram que têm uma vida “quase normal”. 

    “Não há pânico a bordo. Está tudo bem para nós, bem como para os outros três franceses”, indicou o casal, que tem cerca de 60 anos e reside em Indre-et-Loire. 

    “Estamos ‘no mesmo barco’ desde 1 de abril. Falar em epidemia é errado, insinuar uma pandemia é desonesto”, frisaram os franceses, acrescentando que “não há necessidade de dramatizar demais”.

    Como é o dia a dia a bordo do navio de cruzeiro Hondius?

    Segundo contaram, os passageiros são “aconselhados a permanecer nas cabines o máximo de tempo possível para evitar grandes aglomerações”.

    No entanto, há “liberdade para circular, especialmente nos decks externos, onde se pode trocar as máscaras” de proteção individual. 

    “Podemos conversar entre nós em pequenos grupos e à distância e fazemos as nossas refeições no refeitório, respeitando o distanciamento social”, explicou o casal, garantindo que “está tudo bem para os turistas, assim como a tripulação deste navio envolvido nesta aventura improvável”.

    Hondius “distante das atividades de lazer tipicamente associadas a cruzeiros”

    Os franceses explicaram, ainda, que não se trata de um cruzeiro de luxo ou de lazer clássico e que não há, por exemplo, piscina, sauna, academia ou cinema.

    “Todos os passageiros são indivíduos apaixonados com objetivos diferentes, mas bem distantes das atividades de lazer tipicamente associadas a cruzeiros. Temos ornitólogos, entusiastas de história e geografia, amantes de lugares remotos, botânicos, especialistas em cetáceos e astrónomos”, destacaram.

    Julia e Roland Seitre são veterinários de formação, mas descrevem-se como “jornalistas freelancers especializados em natureza e meio ambiente”.

    O surto de hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já causou três mortes e há cinco outros casos suspeitos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera baixo o risco para a população mundial.

    A empresa proprietária do navio e organizadora do cruzeiro, a Oceanwide Expeditions, informou na quinta-feira que “não existem indivíduos sintomáticos a bordo” do Hondius, que partiu ao final da tarde de quarta-feira de Cabo Verde em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, especificamente para o porto de Granadilla, em Tenerife, viagem com a previsão de demorar entre três e quatro dias.

    Os hantavírus são vírus zoonóticos, caracterizados por infectar roedores, e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e no continente americano. Apenas algumas das espécies estão associadas a infecção humana, caso em que podem causar doença grave.

    Não existe vacina nem tratamento específico para este vírus, cuja estirpe dos Andes, detectada em passageiros do cruzeiro infectados, é a única em que se conhecem casos de transmissão entre humanos.

    O cruzeiro onde foram registados os casos e, até agora, três mortes zarpou de Ushuaia, na Patagônia, em 1 de abril, para uma viagem através do oceano Atlântico, e os investigadores querem determinar se o contágio aconteceu em terra (na Argentina, no Chile ou no Uruguai), através de roedores, ou já a bordo do navio.

    "Insinuar uma pandemia é desonesto", diz casal francês a bordo do Hondius

  • França sugere Tebet ou Marina como vice para resolver impasse na chapa de Haddad em SP

    França sugere Tebet ou Marina como vice para resolver impasse na chapa de Haddad em SP

    Ex-ministro defende chapa com vice mulher para equilibrar disputa em São Paulo e destravar impasse na formação do grupo de Haddad; Tebet descarta vice, enquanto Marina ainda não se posicionou publicamente sobre o convite

    Pré-candidato ao Senado, o ex-ministro Márcio França sugeriu, nesta quarta-feira (7), que Simone Tebet (PSB) ou Marina Silva (Rede) sejam indicadas como vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Na avaliação de França, a composição ajudaria a resolver o impasse na formação da chapa petista.

    França, Tebet e Marina disputam duas vagas ao Senado por São Paulo, enquanto Haddad ainda não definiu seu companheiro de chapa. O ex-prefeito chegou a sondar a pecuarista Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), mas ela não pretende disputar as eleições.

    Em entrevista à RedeTV!, Márcio França afirmou que, ao comunicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua intenção de concorrer ao Senado, ouviu do petista que gostaria de ver Tebet também na disputa pela Casa.

    “Daí surgiu a Marina. Como tem quatro pessoas e quatro vagas, isso precisa ser composto entre essas posições. A minha sugestão é ter um governador com uma vice-governadora e um senador com uma senadora. Isso equilibraria a chapa”, declarou.

    Questionado se isso significaria Marina ou Tebet como vice, respondeu: “Eu imagino que sim, mas a decisão é do Haddad”. Segundo França, não adianta falar em equilíbrio de gênero e não cumprir. “Do lado de lá, do Tarcísio, só tem homens”, acrescentou.

    O atual governador deve repetir a chapa com o vice Felício Ramuth (MDB), enquanto Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) são cotados para disputar o Senado.

    Simone Tebet já descartou a possibilidade de ser vice. Segundo a ex-ministra do Planejamento, ela pretende concorrer ao Senado ou ficar fora da disputa. Marina Silva ainda não se posicionou publicamente sobre o tema, mas, no início da semana, rejeitou a hipótese de ser suplente de Tebet.

    Nos últimos dias, Márcio França chegou a dizer que aceitaria ser suplente de uma das duas. Na entrevista, afirmou que mantém a pré-candidatura e classificou a declaração como um “gesto gentil”.

    “Tanto a Marina quanto a Simone são muito preparadas, são mulheres, ministras, já disputaram a Presidência. Naturalmente, você pode fazer esse gesto: ‘eu aceito ser suplente de quem aceita ser meu suplente’. É normal”, concluiu.

    França sugere Tebet ou Marina como vice para resolver impasse na chapa de Haddad em SP

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  • Gilberto Gil coloca apartamento de luxo à venda em Copacabana, no Rio

    Gilberto Gil coloca apartamento de luxo à venda em Copacabana, no Rio

    Cantor decide vender apartamento de 344 m² em Copacabana após imóvel ficar pequeno para a família; casal pretende permanecer no bairro e busca nova residência maior na zona sul do Rio

    (CBS NEWS) – Gilberto Gil, 83, colocou à venda o apartamento em que vive com a mulher, Flora Gil, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O imóvel fica no Edifício Chopin, ao lado do Copacabana Palace, e passou por reforma realizada pelo casal.

    O músico mora na unidade, de 344 m², no quarto andar do prédio, desde 2019. A venda foi confirmada por Flora, mas o valor não foi divulgado. “Vamos sair do Chopin com o coração partido, mas a minha família é enorme, ficou pequeno para nós. Não queremos deixar Copacabana de jeito nenhum. Amamos o bairro”, disse a empresária à colunista Lu Lacerda.

    Gilberto Gil e Flora se mudaram para o bairro há cerca de sete anos, após deixarem um apartamento de 600 m² em São Conrado, também na zona sul. À época, afirmaram que o imóvel havia se tornado grande demais depois da saída dos filhos. Agora estão a procura de uma propriedade entre 450 m² e 500 m²

    O edifício é conhecido por reunir moradores famosos, como Narcisa Tamborindeguy, Fábia Porchat e Regina Gonçalves, além de já ter abrigado Maitê Proença. Inaugurado em 1956, o prédio tem 12 andares e 60 apartamentos.

    As unidades variam entre 300 m² e 344 m², com até quatro quartos, três suítes, cinco banheiros e duas vagas de garagem. Apartamentos maiores, com vista frontal para o mar, hall privativo e áreas amplas, podem chegar a R$ 8,5 milhões. Já os laterais, de cerca de 300 m², têm três quartos, uma suíte, três banheiros e uma vaga.

    “O Chopin é um edifício clássico e tem uma localização excelente. Se o apartamento foi modernizado e a decoração for de primeira, esse preço pode passar dos R$ 10 milhões”, disse a corretora Priscilla Jucá.

    A reportagem entrou em contato com corretores e imobiliárias do Rio para apurar os valores. Segundo Cintia Mileppe, apartamentos de 340 m² a 360 m² em Copacabana variam entre R$ 6,5 milhões e R$ 9 milhões. “O Chopin é um imóvel conhecido e esses valores tendem a ser mais altos. Tudo depende da negociação. O proprietário pode começar pedindo R$ 11 milhões e fechar por R$ 10 milhões.”

    Para Victor Cassiano, corretor associado à Somma Rio, um apartamento de 344 m² no Chopin por R$ 9 milhões pode ser considerado um bom negócio. “Depende muito de alguns fatores do imóvel, mas a média fica entre R$ 18 mil e R$ 22 mil o metro quadrado. Como se trata do Edifício Chopin, de frente para o mar e em bom estado, estamos falando de um preço dentro do esperado.”

    Gilberto Gil coloca apartamento de luxo à venda em Copacabana, no Rio

  • Para navegar nas stablecoins, precisamos separar função monetária e tecnológica, diz Lagarde

    Para navegar nas stablecoins, precisamos separar função monetária e tecnológica, diz Lagarde

    Presidente do BCE afirma que stablecoins apresentam riscos à estabilidade financeira e critica pressão para adoção na Europa; para ela, avanço tecnológico não exige necessariamente a criação de moedas digitais privadas denominadas em euros

    A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta sexta-feira (8) que os benefícios atribuídos às stablecoins se baseiam em duas funções distintas, a monetária e a tecnológica. Segundo ela, essas dimensões são frequentemente confundidas no debate atual, e é preciso separá-las para uma análise adequada.

    “Uma vez que desembaraçamos essas duas funções, o caso de promover stablecoins denominadas em euros parece muito mais fraco do que aparenta, e surge uma pergunta ainda mais fundamental: nós realmente precisamos de stablecoins para obter os benefícios que se alega que elas oferecem? Ou estamos confundindo o instrumento com o resultado, a árvore com a floresta?”, questionou.

    Lagarde afirmou que, na dimensão monetária, as stablecoins representam riscos à estabilidade financeira e à transmissão da política monetária, superando os possíveis ganhos de curto prazo.

    Já no aspecto tecnológico, ela apontou dois problemas estruturais no modelo atual: a fragilidade e a fragmentação.

    “Mas a resposta não está em rejeitar a tecnologia, nem em desestimular stablecoins por completo, nem em sufocar a inovação. De forma alguma. Em vez disso, precisamos construir uma infraestrutura pública que permita que instrumentos alternativos, como stablecoins e outras formas de dinheiro tokenizado, operem dentro de um arcabouço ancorado em dinheiro de banco central”, afirmou.

    As declarações foram feitas durante palestra no I Fórum Econômico do Banco da Espanha para a América Latina, realizado em Roda de Bará, na Espanha.

    Na abertura, Lagarde disse que faria uma análise técnica para desmistificar o papel das stablecoins e explicar por que não considera essencial que a Europa avance nessa direção ou, em outras palavras, que passe a competir com as moedas digitais já existentes.

    Ela destacou que a maioria das stablecoins é denominada em dólares e que o mercado é dominado por dois emissores, sediados em El Salvador e nos Estados Unidos.

    Segundo a presidente do BCE, com a expansão do uso dessas moedas e o aumento da integração com o sistema financeiro tradicional, os riscos à estabilidade ficaram mais evidentes, especialmente em regiões como América Latina e África. Ainda assim, o tema passou a ganhar espaço também em economias avançadas, como a Europa.

    Lagarde lembrou que a União Europeia foi pioneira na regulação do setor, mas ressaltou que os Estados Unidos avançaram além, com a chamada Lei GENIUS, que adota uma abordagem mais ampla.

    “A administração dos EUA a descreve explicitamente como uma ferramenta para, e eu cito, ‘garantir a continuidade da dominância global do dólar americano’, consolidando a demanda por títulos do Tesouro dos EUA”, afirmou.

    Para ela, esse movimento mudou o foco do debate. “Não se trata mais de saber se as stablecoins deveriam existir, mas se as jurisdições podem se dar ao luxo de não tê-las. O argumento crescente é que a Europa deve responder promovendo stablecoins em euros. Caso contrário, enfrentaria um cenário de dolarização digital e perda de soberania monetária.”

    Lagarde, no entanto, avalia que essa conclusão parte de uma confusão entre as funções tecnológica e monetária das stablecoins.

    Para navegar nas stablecoins, precisamos separar função monetária e tecnológica, diz Lagarde

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  • Corinthians se classifica às oitavas da Libertadores sem entrar em campo

    Corinthians se classifica às oitavas da Libertadores sem entrar em campo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Corinthians não entrou em campo nesta sexta-feira (08), mas está classificado para as oitavas de final da Libertadores. A vaga antecipada veio nesta quinta-feira, após o empate por 1 a 1 entre Platense e Peñarol, em jogo do pelo Grupo E do torneio.

    O resultado entre argentinos e uruguaios garantiu o clube paulista no mata-mata da competição continental. O alvinegro não alcançava as oitavas da Liberta desde a edição de 2022.

    O Corinthians, que ficou no 1 a 1 nesta quinta-feira (07) contra o Santa Fe, lidera a chave com 10 pontos e não pode mais sair da zona de classificação. A equipe de Fernando Diniz soma três vitórias e um empate.

    O Timão venceu todos os seus adversários no primeiro turno. O clube, agora, tenta confirmar a liderança da chave para ter vantagem no mata-mata. Restam duas rodadas em disputa.

    O próximo compromisso do Corinthians no torneio será contra o Peñarol, fora de casa, no dia 21. A despedida da fase de grupos ocorre contra o Platense, em Itaquera, na semana seguinte.

    Conmebol abrirá processo para analisar confusão em Medellín; se vitória for confirmada, rubro-negro pode antecipar classificação às oitavas, enquanto clube colombiano ainda corre risco de punições adicionais, como multa e jogos com portões fechados.

    Notícias ao Minuto | 06:03 – 08/05/2026

    Corinthians se classifica às oitavas da Libertadores sem entrar em campo

  • INSS Empresa vai mostrar afastamento de trabalhadores aos empregadores

    INSS Empresa vai mostrar afastamento de trabalhadores aos empregadores

    Novo sistema INSS Empresa permitirá que empregadores consultem afastamentos por auxílio-doença de funcionários de forma online; ferramenta substitui sistema anterior e traz mais transparência sobre benefícios concedidos durante o período de vínculo trabalhista

    (FOLHAPRESS) – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai implantar, a partir de 15 de maio, um novo sistema para empresas, chamado de INSS Empresa, ferramenta que vai mostrar ao empregador dados de afastamento de seus trabalhadores que estiverem em auxílio-doença durante o período que permanecerem contratado sna companhia.

    O INSS Empresa substituirá o Conadem (Consulta Auxílio-Doença por Empresas). O novo sistema poderá ser acessado no site empresa.inss.gov.br. Para acessar, o responsável pelo uso do certificado digital deverá fazer a autenticação com conta Gov.br, utilizando certificado digital de pessoa jurídica da empresa.

    Segundo o INSS, serão aceitos certificados digitais de PJ do tipo A1 ou A3, emitidos por autoridades certificadoras credenciadas pelo ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação). Não é permitido o uso de certificado em nuvem.

    Após o acesso, o responsável da empresa poderá autorizar algum representante a visualizar as informações contidas na página. Somente quem for autorizdo é que poderá saber a situação dos funcionários. Para acessar o sistema, no entanto, esse representante terá de usar sua próprio conta Gov.br, utilizando CPF e senha. É preciso ter nível prata ou ouro.

    Dentre as informações que serão disponibilizadas estão dados essenciais do afastamento do funcionário como a espécie do benefício, as datas de requerimento do auxílio-doença, de concessão, de início e de fim do benefício, se houver, bem como a situação do benefício no momento da consulta.

    O sistema permite consulta remota, sem necessidade de comparecimento presencial a nenhuma unidade da Previdência Social ou do governo. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6), por meio de portaria, que passará a valer em 15 de maio.

    O QUE É O AUXÍLIO-DOENÇA E QUEM TEM DIREITO?

    O auxílio-doença, chamado de benefício por incapacidade temporária, é concedido para quem está impedido de trabalhar temporariamente devido a uma doença ou a um acidente, que pode ou não ser relacionado com o emprego.

    O trabalhador com carteira assinada recebe da empresa nos 15 primeiros dias e deve fazer a solicitação ao INSS partir do 16º dia, quando o governo passa a ficar responsável pelo pagamento.

    Já o contribuinte individual (autônomo), facultativo, avulso e doméstico pode entrar com o pedido no INSS assim que sofrer a incapacidade. Para trabalhadores com carteira assinada, o auxílio-doença é pago pelo INSS se o período de afastamento for superior a 15 dias seguidos ou de 15 dias em um intervalo de 60 dias.

    O QUE É O ATESTMED?

    É o sistema do INSS no qual o segurado doente que necessita do auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, envia o atestado médico para conseguir o benefício. O atendimento à demanda é feito totalmente online, pelo aplicativo ou site Meu INSS

    COMO CONSEGUIR O AUXÍLIO-DOENÇA A DISTÂNCIA?

    – Acesse o aplicativo ou site Meu INSS
    – É necessário ter senha do Portal Gov.br; informe CPF e, depois, a senha
    – Clique em “Pedir benefício por incapacidade”
    – Os agendamentos de perícia vão aparecer na próxima página, mas, para fazer a solicitação, é preciso clicar em “Novo requerimento”
    – Vá em “Benefício por incapacidade (Auxílio-doença)” e, depois, em “Ciente”
    – Leia as informações na tela e clique em “Avançar”
    – Na próxima página, informe os dados pessoais, como CPF, número de telefone, endereço e email
    – Escolha “Sim” para acompanhar o número do processo pelo aplicativo, email ou pela Central Telefônica 135
    – Indique se é autônomo ou empregado de empresa privada (neste caso, é preciso informar a data do último dia de trabalho e o CNPJ da empresa)
    – Abaixo, clique no sinal de mais e inclua os seus documentos, como o atestado e os laudos médicos, além dos documentos pessoais
    – A cada inclusão, clique em “Anexar”, depois, em “Avançar”
    – Em seguida, indique o CEP da residência para que se possa escolher a agência do INSS mais próxima ao qual estará vinculado
    – Confira as informações, clique em “Declaro que li e concordo com as informações acima” e vá novamente em “Avançar”

    COMO DEVE SER O ATESTADO PARA TER O AUXÍLIO-DOENÇA PELA INTERNET?

    O atestado médico ou odontológico deve ser em papel sem rasuras, e conter as seguintes informações:
    – Nome completo
    – Data de emissão (que não pode ser igual ou superior a 90 dias dias da data de entrada do requerimento)
    – Diagnóstico por extenso ou código da CID (Classificação Internacional de Doenças)
    – Assinatura do profissional, que pode ser eletrônica e deve respeitar as regas vigentes
    – Identificação do médico, com nome e registro no conselho de classe (Conselho Regional de Medicina ou Conselho Regional de Odontologia), no Ministério da Saúde (Registro do Ministério da Saúde), ou carimbo
    – Data de início do repouso ou de afastamento das atividades habituais
    – Prazo necessário para a recuperação, de preferência em dias (essa data pode ser uma estimativa)

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