Autor: REDAÇÃO

  • Clássico saudita tem dúvida sobre Cristiano Ronaldo e clima de tensão

    Clássico saudita tem dúvida sobre Cristiano Ronaldo e clima de tensão

    O futebol internacional concentra atenções nesta sexta-feira /6) no Al-Awwal Stadium, em Riade, palco do principal confronto da 21ª rodada do Campeonato Saudita. O duelo coloca frente a frente o Al Nassr, comandado pelo técnico português Jorge Jesus, e o Al-Ittihad Jeddah, dirigido pelo compatriota Sérgio Conceição.

    A partida tem início marcado para 13h30, no horário de Brasília. A principal dúvida gira em torno de Cristiano Ronaldo. Na última segunda-feira, o atacante ficou fora da lista de relacionados por decisão própria no jogo contra o Al-Riyadh, vencido por 1 a 0 no Prince Faisal bin Fahd Stadium, com gol de Sadio Mané após passe de João Félix.

    Segundo informações, o craque português estaria insatisfeito com a atuação do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, que detém participação majoritária nos quatro principais clubes do país. A avaliação de Ronaldo é de que outros projetos, especialmente o Al Hilal, vêm recebendo maior atenção. Apenas na última janela de transferências de inverno, o rival contratou sete reforços, entre eles nomes como Pablo Marí e Karim Benzema.

    O Al Nassr, por outro lado, anunciou apenas uma contratação, Haydeer Abdulkareem, o que teria aumentado o descontentamento do jogador formado no Sporting. Cristiano Ronaldo já retornou aos treinamentos, mas ainda não há confirmação de que estará em campo no clássico desta sexta-feira.

    Ultimato e interesse da Turquia

    Diante do cenário, a rádio britânica talkSPORT informou que Cristiano Ronaldo teria feito um ultimato à entidade que administra o campeonato saudita e ao próprio Fundo de Investimento Público, ameaçando deixar o clube caso a questão do financiamento do Al Nassr não seja resolvida em breve.

    O atacante renovou contrato há cerca de seis meses, com vínculo válido até junho de 2027 e cláusula de rescisão estipulada em 50 milhões de euros. O acordo tinha como objetivo mantê-lo como um dos principais embaixadores do futebol saudita, além da busca pessoal pelo milésimo gol da carreira.

    A publicação acrescenta que a instabilidade despertou o interesse de clubes da Turquia, que estariam dispostos a investir alto para contratar o jogador, que completou 41 anos na quinta-feira, em meio a um dos momentos mais delicados de sua trajetória recente no futebol.

    Resposta da liga saudita

    A Liga Profissional Saudita se manifestou na quinta-feira por meio de comunicado oficial. A entidade afirmou que o campeonato é estruturado com base na independência dos clubes, todos submetidos às mesmas regras.

    Segundo a nota, decisões sobre contratações, gastos e estratégias cabem exclusivamente a cada clube, dentro de parâmetros financeiros voltados à sustentabilidade e ao equilíbrio competitivo. A liga destacou ainda que Cristiano Ronaldo tem papel relevante no crescimento do Al Nassr desde sua chegada, mas reforçou que nenhum jogador determina decisões além do próprio clube.

    A entidade afirmou também que as movimentações recentes no mercado refletem escolhas distintas entre os clubes e ressaltou o equilíbrio da competição, com poucos pontos separando os primeiros colocados na tabela. De acordo com a liga, o foco permanece no futebol dentro de campo e na manutenção de um campeonato competitivo e credível para jogadores e torcedores.
     

    Cristiano Ronaldo festeja o 41.º aniversário em protesto com aquilo que considera ser um tratamento desigual do Fundo de Investimento Público para com o Al Nassr, e, na Arábia Saudita, esperam que o regresso ocorra já contra o Al-Ittihad Jeddah.

    Notícias ao Minuto Brasil | 05:56 – 05/02/2026

     
     

    Clássico saudita tem dúvida sobre Cristiano Ronaldo e clima de tensão

  • Kristin Stewart revela que se sente "assombrada" pela princesa Diana

    Kristin Stewart revela que se sente "assombrada" pela princesa Diana

    Atriz afirma que a experiência de viver Diana no filme Spencer segue presente anos após as filmagens. Em entrevista, Stewart falou sobre a força emocional da princesa, a perseguição dos paparazzi e o impacto duradouro da personagem em sua vida pessoal e profissional

    Kristen Stewart afirmou que ainda se sente “assombrada” pela princesa Diana, mesmo cinco anos após ter interpretado a integrante da família real britânica no filme Spencer. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal The Telegraph, publicada nesta quinta-feira, 5.

    Segundo a atriz, a presença de Diana segue constante em sua vida. “Ainda estou [assombrada]. Não consigo dirigir por esta cidade, e Paris também, sem pensar nela”, disse Stewart durante a conversa em Londres. “Todo o amor que emanava daquela mulher… Posso chorar por ela a qualquer momento”, acrescentou, ao falar da princesa de Gales, morta em 1997, aos 36 anos, em um acidente de carro na capital francesa.

    Stewart interpretou Diana, ex-mulher do rei Carlos III, no longa dirigido por Pablo Larraín e roteirizado por Stephen Knight. O filme retrata o Natal de 1991 da família real, período em que o casamento da princesa com Charles já enfrentava uma crise profunda.

    Na entrevista, a atriz também comentou a perseguição intensa sofrida por Diana ao longo da vida. “Ela foi perseguida até a morte pelos paparazzi. Suas qualidades rebeldes pareciam tão desesperadas, tão jovens e tão vulneráveis”, afirmou.

    Inicialmente, Stewart hesitou em aceitar o papel. Segundo contou, chegou a dizer ao diretor que ele deveria procurar outra atriz. “Eu disse ao Pablo que ele era louco”, relembrou. Entre as inseguranças, citou diferenças físicas, como a cor dos olhos. Apesar disso, sua atuação foi amplamente elogiada e lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

    Em entrevista à revista People, em 2022, Stewart disse que Diana “fazia as pessoas se sentirem bem” e destacou que o período retratado no filme era “difícil, turbulento e triste”, mas marcado por uma luz “imparável” da princesa.

    Diana morreu em 31 de agosto de 1997, em Paris, quando o carro em que estava colidiu dentro de um túnel. Ela viajava com o namorado Dodi al Fayed, o motorista Henri Paul e o guarda-costas Trevor Rees-Jones, único sobrevivente do acidente.

    Conhecida como “a princesa do povo”, Diana ficou marcada pela proximidade com o público, pelo envolvimento em causas humanitárias e pelo impacto duradouro de seu estilo e influência, que seguem presentes décadas após sua morte.
     

     
     

    Kristin Stewart revela que se sente "assombrada" pela princesa Diana

  • Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

    Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

    Empresa japonesa anunciou que o reator seis da central de Kashiwazaki-Kariwa deve ser reiniciado nos próximos dias, com início das operações comerciais em março. A retomada ocorre após inspeções adicionais e anos de paralisação desde o acidente de Fukushima

    A elétrica japonesa TEPCO informou nesta sexta-feira (6) que pretende reiniciar na próxima segunda-feira (9) o reator número seis da central de Kashiwazaki-Kariwa, a maior usina nuclear do mundo em capacidade instalada. A previsão é iniciar as operações comerciais em 18 de março, com cerca de um mês de atraso em relação ao cronograma inicial.

    Durante entrevista coletiva realizada no próprio complexo, o gerente da central, Takeyuki Inagaki, afirmou que todos os componentes do reator passaram por inspeções minuciosas antes da decisão de retomada das atividades.

    Em 22 de janeiro, a empresa havia interrompido o funcionamento do reator seis após um alarme ser acionado no sistema de monitoramento das barras de controle, logo após a reativação da unidade. Segundo a TEPCO, a falha foi causada por uma configuração incorreta do sistema de alarme.

    Com o problema identificado, a companhia planeja retomar o reator de forma gradual, aumentando progressivamente a geração de energia até alcançar a operação comercial em 18 de março, cerca de três semanas depois do previsto inicialmente.

    O vice-porta-voz do governo japonês, Kei Sato, afirmou que pediu à empresa para garantir a segurança do processo e manter autoridades locais e moradores informados sobre cada etapa da reativação. Segundo ele, a retomada deve ocorrer com prioridade absoluta à segurança.

    A paralisação do reator ocorreu um dia depois de a TEPCO ter reiniciado a central, encerrada havia 15 anos após o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, também sob responsabilidade da empresa.

    Em dezembro, a assembleia da província de Niigata, onde está localizada a central de Kashiwazaki-Kariwa, aprovou a reativação da unidade, após o aval do regulador nuclear nacional para religar dois dos sete reatores do complexo.

    Os reatores seis e sete haviam passado pelas revisões técnicas necessárias ainda em 2017, mas a usina permaneceu inativa por falhas relacionadas à segurança contra ataques terroristas. As medidas corretivas foram finalmente aprovadas em dezembro de 2023 e, desde então, a TEPCO vem cumprindo os trâmites para colocar ambas as unidades em funcionamento.

    Com capacidade superior a 8.000 megawatts, a central é considerada estratégica para o fornecimento de energia da empresa e está alinhada à política energética do governo japonês, liderado por Sanae Takaichi, que busca reforçar o uso da energia nuclear como parte da meta de redução das emissões de carbono.

    Esta é a primeira reativação de uma central nuclear operada pela TEPCO desde o desastre de Fukushima, provocado pelo grande terremoto e pelo tsunami que atingiram o leste do Japão em 2011.
     
     

     

    Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

  • Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

    Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

    Espécie pouco observada pode alcançar até 11 metros de comprimento e foi registrada a 250 metros de profundidade por cientistas do Schmidt Ocean Institute durante missão científica que percorreu toda a costa da Argentina, do litoral de Buenos Aires à Terra do Fogo

    Uma água-viva gigante raramente observada foi registrada em vídeo por cientistas durante uma expedição em águas profundas na costa da Argentina. O animal pode atingir até 11 metros de comprimento e pertence à espécie Stygiomedusa gigantea.

    O registro foi feito a cerca de 250 metros de profundidade por pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, a bordo do navio de pesquisa R/V Falkor, no Atlântico Sul. Segundo comunicado divulgado pelo instituto, a expedição científica percorreu toda a extensão do litoral argentino, de Buenos Aires até áreas próximas à Terra do Fogo.

    A água-viva foi avistada enquanto os cientistas analisavam a parede do cânion submarino Colorado-Rawson. Considerada uma das maiores espécies do mundo, ela possui uma campânula que pode chegar a um metro de diâmetro e braços que se estendem por vários metros, com comprimento comparável ao de um ônibus escolar.

    Apesar do tamanho impressionante, a chamada medusa fantasma raramente é vista por humanos, com pouco mais de 100 avistamentos confirmados em todo o planeta. “Não esperávamos encontrar esse nível de biodiversidade no mar profundo argentino e ficamos muito entusiasmados ao ver essas áreas tão ricas em vida”, afirmou a cientista-chefe da expedição, María Emilia Bravo, da Universidade de Buenos Aires e do CONICET.

    A diretora-executiva do Schmidt Ocean Institute, Jyotika Virmani, destacou que cada missão amplia o conhecimento sobre os oceanos. Segundo ela, o mar profundo concentra uma diversidade de vida comparável, ou até superior, à observada em terra firme, já que os oceanos reúnem cerca de 98% do espaço habitável do planeta.

    Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

  • Notebook sempre ligado à tomada? Veja os riscos e como evitá-los

    Notebook sempre ligado à tomada? Veja os riscos e como evitá-los

    Especialista afirma que o hábito não causa danos imediatos, mas a combinação de carga constante em 100% e calor acelera o desgaste ao longo do tempo. Boa ventilação e proteção contra picos de energia ajudam a preservar o equipamento.

    Manter o notebook constantemente conectado à tomada é um hábito comum, sobretudo entre quem trabalha por longos períodos no computador. Apesar de recorrente, a prática costuma levantar dúvidas sobre possíveis danos ao equipamento e impactos na vida útil da bateria.

    Em entrevista ao site TechTudo, a engenheira de software Pamella Gaiguer explicou que o efeito desse uso contínuo depende de diversos fatores e não representa, por si só, um risco imediato ao computador. Ainda assim, ela alerta que manter a bateria constantemente em 100% enquanto o aparelho segue ligado à energia pode acelerar o desgaste dos componentes ao longo do tempo.

    Segundo a especialista, a combinação entre carga máxima permanente e calor gerado pelo processo contínuo de alimentação elétrica é especialmente prejudicial. “O calor e a carga constante em 100% são os maiores inimigos da bateria; essa combinação reduz sua vida útil no longo prazo”, afirmou. Esse desgaste, no entanto, não ocorre de forma imediata, mas tende a se intensificar com os anos de uso.

    Para minimizar os efeitos negativos, Gaiguer recomenda cuidados simples no dia a dia. O principal deles é garantir boa ventilação do equipamento, mantendo o notebook em locais arejados, com as saídas de ar desobstruídas, e evitando superfícies que impeçam a dissipação do calor, como camas, sofás ou almofadas.

    Outro ponto de atenção envolve a estabilidade da rede elétrica. Em regiões onde quedas de energia são frequentes, manter o computador sempre conectado à tomada pode expor o aparelho a picos de tensão. Nesses casos, a engenheira indica o uso de dispositivos de proteção, como filtros de linha ou estabilizadores adequados, para reduzir riscos ao equipamento.

    Avaliações de confiabilidade feitas pelo Consumer Reports mostram que, além dos cuidados no uso diário, a escolha de marcas reconhecidas pela durabilidade também contribui para prolongar a vida útil dos notebooks.

    Notebook sempre ligado à tomada? Veja os riscos e como evitá-los

  • EUA fazem novo ataque no Pacífico e matam dois em barco suspeito

    EUA fazem novo ataque no Pacífico e matam dois em barco suspeito

    Ação ocorreu perto da costa da Colômbia contra uma embarcação apontada como ligada ao tráfico de drogas. Segundo os militares norte-americanos, o ataque integra a Operação Lança do Sul, alvo de críticas internacionais por possível violação do direito internacional

    Os Estados Unidos realizaram nesta quinta-feira (5) mais um ataque no Oceano Pacífico contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas, matando duas pessoas, informou o Exército norte-americano. A ação ocorreu em águas próximas à costa da Colômbia, segundo o Comando Militar dos EUA para a América Latina e o Caribe.

    O Comando Sul dos Estados Unidos divulgou um vídeo nas redes sociais que mostra a embarcação em movimento antes de ser atingida e explodir em chamas. Na nota oficial, o comando confirmou a morte de duas pessoas, classificadas como “narcoterroristas”.

    De acordo com os militares, o barco navegava por rotas conhecidas do tráfico de drogas no Pacífico Oriental e estava diretamente envolvido em operações de transporte de entorpecentes.

    O anúncio do ataque foi feito poucas horas depois de o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmar que “alguns dos principais traficantes ligados a cartéis” da região teriam decidido suspender indefinidamente suas atividades em razão dos recentes ataques “cinéticos e altamente eficazes” realizados no Caribe.

    Na terça-feira, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, esteve em Washington para uma visita oficial, na qual se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após semanas de trocas públicas de críticas e ameaças entre os dois governos.

    Com a ofensiva mais recente, ao menos 128 pessoas foram mortas e 37 embarcações destruídas desde setembro, quando teve início a chamada Operação Lança do Sul, campanha militar dos EUA voltada a barcos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. Este foi o segundo ataque registrado em 2026, depois de uma ação semelhante em 23 de janeiro, também no Pacífico.

    A administração Trump já realizou mais de 30 ataques desde o início da operação, mas nunca apresentou provas públicas de que as embarcações atingidas estivessem, de fato, ligadas ao tráfico. O presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos vivem um “conflito armado” com cartéis na América Latina e defende os bombardeios como uma escalada necessária para conter o fluxo de drogas.

    A legalidade da campanha tem sido alvo de intenso debate internacional e dentro dos próprios Estados Unidos. Especialistas e representantes da Organização das Nações Unidas classificaram as ações como execuções extrajudiciais e violações graves das leis dos conflitos armados.

    Na semana passada, familiares de dois cidadãos de Trindade e Tobago mortos em um ataque contra uma embarcação em outubro processaram o governo federal dos EUA, descrevendo a ação como crime de guerra e parte de uma campanha militar “sem precedentes e manifestamente ilegal”.

    Este é o primeiro processo judicial tornado público relacionado à ofensiva e pode colocar à prova a base jurídica utilizada por Washington para justificar os ataques. A campanha, iniciada no mar do Caribe, antecedeu a intervenção militar de 3 de janeiro, quando forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro em Caracas e o transferiram para uma prisão federal em Nova York.

    EUA fazem novo ataque no Pacífico e matam dois em barco suspeito

  • Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação no parlamento

    Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação no parlamento

    Governo Milei inicia o processo de ratificação do tratado, destacando ganhos para exportações, indústria e internacionalização das empresas. A proposta será analisada em sessões extraordinárias do Parlamento, enquanto outros países do bloco avançam e a União Europeia avalia aplicação provisória.

    O presidente da Argentina, Javier Milei, encaminhou ao Parlamento o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul para dar início ao processo de ratificação, apesar de o texto ainda depender de análise do Tribunal de Justiça da União Europeia.

    O projeto de lei foi enviado na quinta-feira à Câmara dos Deputados, câmara baixa do Congresso argentino. No texto, o governo afirma que o acordo traz “inúmeros benefícios”, entre eles um forte impulso às exportações de bens e serviços e a criação de condições mais favoráveis para a internacionalização das empresas do país.

    Segundo o documento, diversos produtos argentinos destinados ao mercado europeu terão “melhorias significativas” de acesso, como carne bovina, camarão, lula, pescada, mel, cítricos, biodiesel e vinho, além de itens regionais como leguminosas e erva-mate.

    Para a indústria local, o projeto destaca a ampliação do acesso a matérias-primas industriais e a abertura de novas oportunidades de exportação no setor manufatureiro.

    A proposta deve ser analisada durante as sessões extraordinárias do Parlamento, iniciadas na segunda-feira e previstas para seguir até 27 de fevereiro. O texto foi divulgado nas redes sociais pela deputada Sabrina Ajmechet, do partido governista, que manifestou a expectativa de que a Argentina seja o primeiro país do Mercosul a ratificar o acordo e começar a colher seus benefícios.

    Uruguai, Paraguai e Brasil também deram início, na última semana, aos respectivos processos de ratificação parlamentar.

    “Um dia histórico para os argentinos”, escreveu o chanceler Pablo Quirno na rede social X, em referência tanto ao acordo entre UE e Mercosul quanto ao tratado firmado com os Estados Unidos. “A Argentina retorna ao mundo”, acrescentou.

    Horas antes, Quirno havia anunciado a assinatura de um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos. Em novembro, os dois países informaram ter chegado a um entendimento para abrir o mercado argentino a produtos norte-americanos, em troca da redução de tarifas sobre determinadas exportações argentinas pelo governo do então presidente Donald Trump.

    O acordo entre UE e Mercosul foi assinado em 17 de janeiro, em cerimônia realizada em Assunção, após 25 anos de negociações. Para entrar em vigor, precisa ser ratificado por ao menos um país do Mercosul e pela União Europeia.

    O Parlamento Europeu não pode ratificar o tratado antes da manifestação do Tribunal de Justiça da UE. Ainda assim, do ponto de vista jurídico, a Comissão Europeia poderia optar por aplicá-lo de forma provisória. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, já defendeu que o acordo passe a valer assim que for ratificado por algum dos parceiros sul-americanos.

    O tratado prevê a eliminação de tarifas para 91% das exportações da UE ao Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas ao mercado europeu, criando uma área comercial potencial de mais de 700 milhões de consumidores. 
     
     

    Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação no parlamento

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real

    Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real

    O ministro da Defesa afirmou que exercícios e incursões chinesas se repetem com frequência ao redor da ilha, combinando pressão militar e cibernética. Segundo ele, a estratégia busca normalizar a ameaça, enquanto Taiwan acelera compras de armamentos dos Estados Unidos.

    O ministro da Defesa de Taiwan alertou nesta sexta-feira (6) que a repetição de exercícios militares da China ao redor da ilha pode anestesiar a percepção de risco da população, embora a ameaça seja, segundo ele, imediata e concreta.

    Em declarações à agência estatal CNA, Wellington Koo Li-hsiung afirmou que Pequim intensificou as chamadas “patrulhas de aplicação da lei” nas ilhas periféricas e nas proximidades da linha média do Estreito de Taiwan, numa tentativa de criar a falsa impressão de que a região integra águas territoriais chinesas.

    Segundo o ministro, a pressão não se limita ao plano militar. Autoridades chinesas também recorrem a ciberataques e intrusões digitais, combinando instrumentos políticos, econômicos, militares e psicológicos para conduzir uma estratégia de “guerra cognitiva” contra Taiwan.

    “A repetição constante dessas ações nos preocupa porque pode adormecer as defesas psicológicas da sociedade. Na prática, a ameaça do adversário é urgente e real”, afirmou Koo.

    Dados oficiais indicam um avanço significativo das incursões chinesas. Em 2025, aeronaves principais e de apoio do Exército chinês cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan e ingressaram na Zona de Identificação de Defesa Aérea taiwanesa em 3.764 ocasiões, ante 3.066 no ano anterior, alta de cerca de 23%. No mesmo período, navios de guerra entraram na área em 2.640 oportunidades, frente a 2.475 em 2024, crescimento aproximado de 7%.

    Koo também destacou que a capacidade produtiva vinculada às compras de armamentos dos Estados Unidos vem se recuperando gradualmente. Washington, acrescentou, passou a conceder a Taipé o mesmo tratamento dado aos países do chamado NATO Plus, o que deve acelerar procedimentos administrativos e reduzir prazos de notificação ao Congresso norte-americano. O grupo reúne os principais aliados dos EUA fora da Aliança Atlântica, como Japão, Austrália, Coreia do Sul, Israel e Nova Zelândia.

    Caso o orçamento geral do governo seja aprovado sem entraves, o ministro afirmou que os tanques M1A2T poderão ser entregues integralmente ainda neste ano. Sistemas HIMARS, mísseis Harpoon, munições Switchblade 300 e drones Altius 600 e MQ-9B devem chegar em lotes ao longo do exercício.

    As declarações ocorrem dois dias após uma conversa telefônica entre os presidentes dos Estados Unidos e da China. Na ocasião, Xi Jinping advertiu Donald Trump a tratar com “máxima prudência” a venda de armas à ilha autogovernada.

    No fim de 2025, Taipé anunciou um orçamento especial de Defesa de 1,25 trilhão de dólares taiwaneses, cerca de 33,4 bilhões de euros, para o período de 2026 a 2033, destinado principalmente à aquisição de equipamentos militares dos Estados Unidos. A proposta segue bloqueada no Parlamento pelos partidos de oposição Kuomintang e Partido Popular de Taiwan, que detêm uma maioria estreita de cadeiras.
     

    Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real

  • Recuperado de lesão, João Fonseca mira sequência de Buenos Aires e Rio Open

    Recuperado de lesão, João Fonseca mira sequência de Buenos Aires e Rio Open

    ALEXANDRE ARAUJO
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – João Fonseca diz estar 100% recuperado e preparado para a sequência que terá no ATP 250 de Buenos Aires e Rio Open.

    No começo do ano, o tenista brasileiro, número 34 do mundo, desistiu do ATP 250 de Adelaide, na Austrália, por causa de uma lesão na coluna. Seria a estreia dele em 2026.

    “Já estou 100% recuperado, treinando dois turnos todo dia. Preparado, fazendo bons treinos e bons jogos-treinos aqui na Yes. Estou preparado, 100% e confiante para esses próximos dois torneios”, disse.

    No último dia 20, Fonseca disputou o Australian Open e foi superado pelo norte-americano Eliot Spizzirri por 3 sets a 1, com parciais de 6/4, 2/6, 6/1 e 6/2. Esta foi a única partida dele nos últimos três meses.

    O brasileiro realizou um treino aberto nesta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro, e mais uma das atividades que vem cumprindo para adquirir ritmo de jogo. O torneio na capital argentina vai de 9 a 16 de fevereiro, enquanto a competição na Cidade Maravilhosa vai de 14 a 22 de fevereiro.

    “[Em Buenos Aires] Vai ser minha primeira vez defendendo um título de ATP. Pressão vai ter, expectativa vai ter, mas temos de trabalhar essa situação. É chegar lá e dar o melhor”, afirmou.

    Recuperado de lesão, João Fonseca mira sequência de Buenos Aires e Rio Open

  • Clima Extremo: Impactos diários já batem à nossa porta

    Clima Extremo: Impactos diários já batem à nossa porta

    Já parou para pensar como isso te afeta diretamente?

    Muitas vezes descartamos as mudanças climáticas como um problema quase abstrato, uma questão remota que não nos afetará diretamente e nem impactará nossas vidas diárias. Em nossas mentes, o aumento de um grau na temperatura global, ou o derretimento das calotas polares, é uma preocupação para ambientalistas excessivamente cautelosos. Mas e quando se trata do aumento do nível do mar ou a seca prolongada? Bem, isso é um problema para outra pessoa, certo? Só que não.

    O impacto das alterações climáticas e do aquecimento global está atingindo duramente a humanidade, além de ter graves implicações para o mundo natural, especialmente para os já frágeis ecossistemas da Terra. Mas você já parou para pensar como descreveria as consequências desse fenômeno assustador na nossa vida cotidiana?

    Clima Extremo: Impactos diários já batem à nossa porta