Autor: REDAÇÃO

  • Fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia eleva risco global; entenda

    Fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia eleva risco global; entenda

    Especialistas alertam que o colapso do Novo START deixa as duas maiores potências nucleares sem limites formais para seus arsenais e pode abrir caminho para uma escalada perigosa envolvendo também a China

    A expiração do último tratado nuclear em vigor entre os Estados Unidos e a Rússia, nesta quinta-feira (5), reacendeu temores sobre uma nova corrida armamentista e o aumento do risco de conflito entre superpotências, segundo especialistas ouvidos pela CNN.

    O fim do tratado Novo START deixa, pela primeira vez em décadas, as duas maiores potências nucleares do mundo sem limites formais para seus arsenais estratégicos. Para Thomas Countryman, ex-subsecretário interino de Estado dos EUA para controle de armas, o maior risco é que incidentes previsíveis ou não acabem escalando rapidamente para um conflito nuclear, afirmou à CNN.

    Em vigor desde 2011, o Novo START limitava cada país a 1.550 ogivas nucleares implantadas e impunha restrições a mísseis balísticos intercontinentais, armas lançadas por submarinos e bombardeiros estratégicos. O acordo foi prorrogado em 2021 até fevereiro de 2026, mas não podia ser estendido novamente nos mesmos termos.

    Críticos do tratado, entre eles o presidente Donald Trump, afirmam que o pacto se tornou obsoleto por não incluir a China, que vem ampliando rapidamente seu arsenal nuclear. Um relatório do Pentágono de 2022 estima que Pequim pode alcançar cerca de 1.500 ogivas até 2035. Trump declarou ao The New York Times que, se o tratado expirasse, os Estados Unidos buscariam “um acordo melhor”.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou essa posição ao afirmar que um novo modelo de controle de armas precisa incluir a China. “O presidente tem sido claro de que, para haver um verdadeiro controle de armas no século 21, é impossível fazer algo que não inclua a China, devido ao seu vasto e crescente arsenal”, disse Rubio.

    Do lado russo, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que não recebeu respostas da administração Trump e declarou que Moscou já não se considera vinculada às obrigações centrais do tratado. Especialistas alertam que a Rússia está mais preparada do que os EUA para ampliar rapidamente seu arsenal, segundo Rose Gottemoeller, ex-negociadora-chefe americana do Novo START, também em entrevista à CNN.

    Para Daryl Kimball, diretor executivo da Arms Control Association, o fim do acordo pode abrir um período de forte instabilidade global. “Podemos ver uma perigosa corrida armamentista tripla”, afirmou. Segundo ele, o colapso do Novo START, em meio a uma postura mais agressiva dos EUA em relação a tratados internacionais, pode marcar “o início de uma nova corrida armamentista desenfreada entre Estados Unidos, Rússia e China, com alto custo para todos os países”.
     
     

     

    Fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia eleva risco global; entenda

  • PL define Carlos Bolsonaro para o Senado em SC e empurra candidata de Michelle para fora do partido

    PL define Carlos Bolsonaro para o Senado em SC e empurra candidata de Michelle para fora do partido

    PL define Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado em Santa Catarina, exclui Caroline de Toni da chapa e provoca racha no bolsonarismo, com apoio público de Michelle Bolsonaro à deputada e possível migração dela para o partido Novo

    (CBS NEWS) O PL definiu que lançará o ex-vereador Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado por Santa Catarina e comunicou à deputada federal Caroline de Toni que ela não fará parte da chapa. A parlamentar, que contava com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi informada da decisão e deve deixar o partido nos próximos dias.

    Diante do cenário, De Toni deve se filiar ao partido Novo, que já se comprometeu a lançá-la como candidata ao Senado. A deputada informou ao PL sobre sua saída, e a mudança de legenda deve ser formalizada em breve.

    O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, reforçou o convite para a filiação e afirmou que a candidatura de De Toni ao Senado pela sigla é “inegociável”. Em nota, disse que o país precisa de senadores com independência, preparo técnico e coragem para cumprir o papel constitucional da Casa Alta, qualidades que, segundo ele, a deputada reúne.

    Além de De Toni, o Novo pretende lançar outros nomes de destaque na disputa pelo Senado, como o deputado Marcel van Hattem, no Rio Grande do Sul, e o ex-deputado Deltan Dallagnol, no Paraná.

    A definição da chapa bolsonarista em Santa Catarina provocou um racha no campo da direita e expôs divergências entre Carlos Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. A tensão voltou a ficar evidente nesta quarta-feira (4), quando a ex-primeira-dama publicou uma mensagem de apoio a De Toni nas redes sociais.

    Michelle compartilhou uma foto ao lado da deputada com a legenda “estaremos com você, Caroline de Toni”. O gesto foi interpretado como uma afronta a Carlos e reacendeu a troca de críticas públicas entre aliados do bolsonarismo.

    Segundo parlamentares do PL, a chapa definida no estado terá o governador Jorginho Mello como candidato à reeleição e, para o Senado, Carlos Bolsonaro e o senador Esperidião Amin, do PP. Com isso, De Toni ficou sem espaço para disputar o cargo pelo PL e não demonstra interesse em tentar a reeleição à Câmara dos Deputados pela legenda.

    Integrantes do partido afirmam que a relação entre Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente segue marcada por conflitos. Aliados de Flávio Bolsonaro, por exemplo, dizem que ela não apoia sua eventual pré-candidatura à Presidência. Nesse contexto, o apoio público a De Toni foi visto como mais um sinal de desgaste interno.

    Pessoas próximas à ex-primeira-dama, no entanto, minimizam o racha e afirmam que Carlos Bolsonaro e Jorginho Mello continuam tratando De Toni como aliada. Segundo esses interlocutores, não haveria problema em Michelle apoiar a deputada, já que candidatos bolsonaristas podem manter cooperação mesmo em partidos diferentes.

    Jorginho Mello já anunciou que seu candidato a vice-governador será o prefeito de Joinville, Adriano Silva, filiado ao Novo. Integrantes da sigla afirmam que, ainda assim, é possível lançar De Toni ao Senado em uma candidatura isolada, desvinculada da coligação ao governo, modelo autorizado pela Justiça Eleitoral em 2022.

    Aliados de Esperidião Amin dizem que ele disputará o Senado independentemente das negociações partidárias, embora prefira integrar a chapa do PL. Já aliados de De Toni demonstram otimismo quanto às chances eleitorais da deputada, citando sua votação expressiva no estado e a rejeição enfrentada por Carlos Bolsonaro entre parte do eleitorado de direita em Santa Catarina, que o vê como um candidato de fora.

    O bolsonarismo no estado também conta com a presença de Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do ex-presidente, que decidiu iniciar a carreira política em Santa Catarina. Em 2024, ele foi eleito vereador em Balneário Camboriú com a maior votação da Câmara Municipal.

    Até recentemente, Jorginho Mello defendia a possibilidade de uma chapa pura do PL, com Carol De Toni e Carlos Bolsonaro disputando o Senado. A aliança com Esperidião Amin, no entanto, passou a ser considerada estratégica.

    Em 2022, o governador concorreu de forma isolada ao Executivo estadual, mas ao longo do mandato ampliou sua base e passou a desenhar uma chapa para 2026 que pode incluir, além do PL, partidos como PP e MDB, hoje presentes no primeiro escalão do governo catarinense.

    No campo bolsonarista, Jorginho tem como principal adversário o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, do PSD, que lançou pré-candidatura ao governo e poderia receber o apoio de Amin caso o senador seja preterido pelo PL. 

    PL define Carlos Bolsonaro para o Senado em SC e empurra candidata de Michelle para fora do partido

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato

    General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato

    Tenente-general do Ministério da Defesa foi atingido por vários disparos e levado a um hospital da capital russa. Ataque ocorreu em meio a negociações sobre a guerra na Ucrânia e reforça a sequência de atentados contra altos oficiais desde 2022

    Um general russo foi levado a um hospital após ser baleado “várias vezes” em uma tentativa de homicídio ocorrida na madrugada desta sexta-feira, em Moscou, informou o Comitê de Investigação da Rússia.

    Segundo a agência estatal TASS, a porta-voz do comitê, Svetlana Petrenko, afirmou que a vítima é Vladimir Stepanovich Alekseyev, tenente-general do Ministério da Defesa da Federação Russa.

    De acordo com a investigação preliminar, um suspeito ainda não identificado efetuou vários disparos contra o militar dentro de um prédio residencial na região da Volokolamskoe Shosse, em Moscou, e fugiu em seguida. Alekseyev foi socorrido e permanece internado em um hospital da capital.

    As autoridades russas abriram um processo criminal pelos crimes de tentativa de homicídio e tráfico ilegal de armas de fogo.

    Alekseyev, de 64 anos, ganhou destaque por sua atuação em operações classificadas como secretas na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 contra grupos jihadistas e em apoio ao regime de Bashar al-Assad.

    O general é considerado braço direito de Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar russa, conhecida como GRU. Kostyukov liderou recentemente a delegação de Moscou nas negociações com Kyiv, realizadas em Abu Dhabi, com mediação dos Estados Unidos, para discutir o conflito na Ucrânia.

    Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, ao menos quatro generais russos foram mortos em ataques. O caso mais recente foi o de Fanil Sarvarov, chefe de operações do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, que morreu no fim de dezembro em Moscou após a explosão de um carro-bomba.

    Outro episódio de grande repercussão envolveu o tenente-general Igor Kirilov, então responsável pela defesa radiológica, química e biológica, assassinado em dezembro de 2024 em um ataque com explosivos em frente à sua residência.

    Em abril de 2025, morreu também o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe de operações do Estado-Maior, em um atentado com explosivo colocado em um automóvel. As autoridades russas atribuíram o ataque aos serviços de inteligência ucranianos.

    Já em novembro de 2024, o capitão Valery Trankovski, vice-comandante de uma brigada da Frota do Mar Negro, morreu na Crimeia após a explosão de seu carro em Sebastopol. O atentado foi reivindicado por serviços de inteligência da Ucrânia.

    Em outro incidente, o major-general Yuri Afanasyevsky, ex-chefe da alfândega no Donbass, e seu filho ficaram gravemente feridos quando um artefato explosivo escondido em um telefone celular detonou dentro de sua casa, ataque também atribuído por Moscou a Kyiv.

    O suposto atentado contra Alekseyev ocorreu um dia após o encerramento de uma rodada de negociações entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos em Abu Dhabi. Segundo autoridades ucranianas, as delegações concordaram em informar suas capitais e manter o diálogo trilateral nas próximas semanas.

    A segunda rodada de negociações diretas entre Kyiv e Moscou, mediada pelos Estados Unidos na capital dos Emirados Árabes Unidos, terminou sem avanços concretos nos principais pontos de divergência. Assim como em encontros anteriores realizados na Turquia em 2025, o principal resultado foi a troca de 314 prisioneiros de guerra.

    Apesar disso, o conselheiro do Kremlin Kirill Dmitriev avaliou que houve progressos e avanços positivos nas conversas. Ele também voltou a criticar o que chamou de setores belicistas na Europa e no Reino Unido, que, segundo ele, tentariam sabotar as negociações, informou a TASS.
     
     

     

    General russo é baleado em Moscou em suposta tentativa de assassinato

  • Europa depende dos EUA e nada fará se Trump invadir Groenlândia, diz analista

    Europa depende dos EUA e nada fará se Trump invadir Groenlândia, diz analista

    Especialista afirma que o continente não reagiria a uma eventual ação militar dos Estados Unidos na Groenlândia, diante da forte dependência europeia da presença militar americana e do temor de ficar vulnerável a ameaças externas, especialmente da Rússia

    (CBS NEWS) Depois de semanas de pressão e ameaças tarifárias com o objetivo de anexar a Groenlândia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no último dia 21 que havia chegado a um acordo com a Otan, a aliança militar ocidental, a respeito da ilha no Oceano Ártico.

    Quase 20 dias depois, no entanto, os detalhes do acordo ainda não são conhecidos. Enquanto isso, líderes como o presidente da França, Emmanuel Macron, o premiê da Alemanha, Friedrich Merz, e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, passaram a realizar encontros com o objetivo de demonstrar apoio à soberania dinamarquesa, país que controla a Groenlândia.

    Ao mesmo tempo, Trump, que esteve envolvido em uma disputa acirrada com a oposição para aprovar o orçamento do governo, parece ter deixado o tema de lado, ao menos por enquanto. O republicano tem concentrado suas publicações nas redes sociais e declarações à imprensa em assuntos como movimentações militares contra o Irã, negociações com a Venezuela e novas acusações infundadas de que teria sido o verdadeiro vencedor das eleições de 2020.

    Na quarta-feira (4), a União Europeia decidiu retomar as tratativas para implementar o acordo comercial com os Estados Unidos, que haviam sido suspensas após a investida de Trump contra a Groenlândia. O movimento foi interpretado como um sinal de arrefecimento das tensões.

    Mudar de assunto, porém, não é uma opção para os países europeus. Discussões sobre a melhor estratégia para dissuadir o presidente da maior potência militar do mundo de invadir e ocupar a Groenlândia seguem intensas nos centros de poder em Londres, Paris, Berlim e Copenhague. Isso ocorre porque, segundo o analista militar Carlo Masala, caso a invasão se concretize, a Europa não reagirá.

    “Trump descartou isso em Davos, mas, se imaginarmos que ele conquiste a Groenlândia militarmente, não acredito que a Europa fará algo”, afirma Masala, diretor do Centro de Inteligência da Universidade das Forças Armadas alemãs, em Munique. Questionado sobre os cerca de 70 mil soldados americanos estacionados em bases no continente, o analista avalia que é pouco provável que sua presença seja contestada, mesmo em um cenário extremo de invasão.

    “Ninguém quer se envolver em uma guerra contra os Estados Unidos. Se acordos de posicionamento de tropas forem encerrados e a Europa forçar uma retirada completa dos americanos do continente, haverá um problema. Não estamos preparados para nos defender sozinhos diante de uma invasão russa a um país europeu”, diz.

    Atualmente, cerca de 70 mil soldados dos EUA estão distribuídos em bases pelo continente europeu, sendo aproximadamente 35 mil na Alemanha. Essa presença é um legado da ocupação militar após o fim da Segunda Guerra Mundial e do período da Guerra Fria. Os Estados Unidos também mantêm armas nucleares em países como Holanda, Itália e Alemanha.

    Segundo Masala, esse cenário ajuda a explicar a estratégia adotada por Berlim. O governo alemão, liderado por Friedrich Merz, tem evitado críticas mais duras a Washington e conduz o que críticos classificam como uma política de apaziguamento.

    “Enquanto Trump estiver no poder, acredito que a Alemanha e outros países tentarão conquistá-lo, convencê-lo a mudar de rumo. Aceitar exigências, acomodar, talvez não completamente, mas sempre tentar acomodar. Por trás disso está o temor de que, sem os americanos, a Europa fique indefesa”, afirma o analista, acrescentando que essa condição não será superada antes de cinco ou seis anos.

    Para Masala, no entanto, a eficácia dessa estratégia chegou ao fim com a pressão aberta dos Estados Unidos para anexar a Groenlândia.

    “Já está claro que não é possível mudar a posição de Trump por um período significativo. É possível fazê-lo temporariamente, mas não há garantia de que ele mantenha uma opinião diferente sobre determinado assunto daqui a duas semanas”, diz. “Por isso, acredito que seja necessário reconhecer que a estratégia de apaziguamento chegou ao limite e que será preciso adotar uma linguagem mais clara contra os Estados Unidos.”

    Ao mesmo tempo, segundo o analista, existem forças dentro da Casa Branca interessadas em enfraquecer as lideranças europeias com o objetivo de desmantelar a União Europeia. “A UE é uma pedra no sapato de Trump, porque é muito mais fácil negociar com Estados individuais do que com um bloco que representa 500 milhões de pessoas”, afirma.

    Esse objetivo também explicaria a preferência de Washington por partidos de ultradireita e extrema direita na Europa, como a AfD, na Alemanha, a Reunião Nacional de Marine Le Pen, na França, e o Reform UK, de Nigel Farage, no Reino Unido. “Esses partidos são hostis à União Europeia. Se chegarem ao poder, tentarão enfraquecer o bloco, o que é de enorme interesse para o governo Trump.”

    Masala avalia, porém, que essas forças políticas enfrentam agora uma situação mais delicada após a campanha de Trump em torno da Groenlândia. “Eles percebem que grande parte da população europeia passou a se posicionar contra o governo do republicano. E não querem perder esses eleitores, por isso ensaiam um distanciamento de Trump”, diz.

    Questionado sobre as ações intervencionistas de Washington em relação à Europa e à América Latina, o pesquisador aponta uma diferença central. “Os Estados Unidos veem a América Latina como seu quintal e a Europa como irrelevante. De repente, fala-se em Hemisfério Ocidental, em esfera de influência direta dos EUA. A Europa, por sua vez, precisa se virar sozinha. As duas posições são ruins para os continentes envolvidos.”

    Europa depende dos EUA e nada fará se Trump invadir Groenlândia, diz analista

  • Lidi Lisboa é assaltada e agredida no Rio

    Lidi Lisboa é assaltada e agredida no Rio

    A atriz relatou ter sido abordada por dois homens em uma motocicleta no Recreio dos Bandeirantes, reagiu por impulso e sofreu ferimentos no rosto. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio, enquanto a mãe da artista fez um apelo público pela devolução do celular roubado

    (CBS NEWS) – Atriz e ex-participante de A Fazenda (Record), Lidi Lisboa foi assaltada no Rio de Janeiro na noite da última terça-feira (3).

    Em sua redes sociais, a artista desabafou sobre o assalto. Ela disse que foi abordada por dois homens em uma motocicleta no Recreio dos Bandeirantes, que reagiu por impulso e teve o rosto machucado.

    Lidi teve o celular e um documento roubados. A mãe dela, a artista plástica Lidia Lisboa, que expôs na última Bienal de São Paulo, fez um apelo ao ladrão para devolvesse o aparelho.

    “Você aí, o que você acha de devolver o telefone da minha filha? Faça diferente, mude a sua vida. Essa vida não vai te levar a nada”, falou Lídia. “É difícil trabalhar, né? É difícil lavar a louça, varrer um chão, limpar uma vidraça. É mais fácil pegar o que é do outro”, falou.

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou ao F5 que a investigação está sob responsabilidade da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). “Diligências estão em andamento, agentes buscam por imagens de câmera de segurança e realizam cruzamento de dados, para identificar a autoria e esclarecer os fatos”, diz nota enviada pelo órgão.

    Lidi Lisboa é assaltada e agredida no Rio

  • Clássico saudita tem dúvida sobre Cristiano Ronaldo e clima de tensão

    Clássico saudita tem dúvida sobre Cristiano Ronaldo e clima de tensão

    O futebol internacional concentra atenções nesta sexta-feira /6) no Al-Awwal Stadium, em Riade, palco do principal confronto da 21ª rodada do Campeonato Saudita. O duelo coloca frente a frente o Al Nassr, comandado pelo técnico português Jorge Jesus, e o Al-Ittihad Jeddah, dirigido pelo compatriota Sérgio Conceição.

    A partida tem início marcado para 13h30, no horário de Brasília. A principal dúvida gira em torno de Cristiano Ronaldo. Na última segunda-feira, o atacante ficou fora da lista de relacionados por decisão própria no jogo contra o Al-Riyadh, vencido por 1 a 0 no Prince Faisal bin Fahd Stadium, com gol de Sadio Mané após passe de João Félix.

    Segundo informações, o craque português estaria insatisfeito com a atuação do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, que detém participação majoritária nos quatro principais clubes do país. A avaliação de Ronaldo é de que outros projetos, especialmente o Al Hilal, vêm recebendo maior atenção. Apenas na última janela de transferências de inverno, o rival contratou sete reforços, entre eles nomes como Pablo Marí e Karim Benzema.

    O Al Nassr, por outro lado, anunciou apenas uma contratação, Haydeer Abdulkareem, o que teria aumentado o descontentamento do jogador formado no Sporting. Cristiano Ronaldo já retornou aos treinamentos, mas ainda não há confirmação de que estará em campo no clássico desta sexta-feira.

    Ultimato e interesse da Turquia

    Diante do cenário, a rádio britânica talkSPORT informou que Cristiano Ronaldo teria feito um ultimato à entidade que administra o campeonato saudita e ao próprio Fundo de Investimento Público, ameaçando deixar o clube caso a questão do financiamento do Al Nassr não seja resolvida em breve.

    O atacante renovou contrato há cerca de seis meses, com vínculo válido até junho de 2027 e cláusula de rescisão estipulada em 50 milhões de euros. O acordo tinha como objetivo mantê-lo como um dos principais embaixadores do futebol saudita, além da busca pessoal pelo milésimo gol da carreira.

    A publicação acrescenta que a instabilidade despertou o interesse de clubes da Turquia, que estariam dispostos a investir alto para contratar o jogador, que completou 41 anos na quinta-feira, em meio a um dos momentos mais delicados de sua trajetória recente no futebol.

    Resposta da liga saudita

    A Liga Profissional Saudita se manifestou na quinta-feira por meio de comunicado oficial. A entidade afirmou que o campeonato é estruturado com base na independência dos clubes, todos submetidos às mesmas regras.

    Segundo a nota, decisões sobre contratações, gastos e estratégias cabem exclusivamente a cada clube, dentro de parâmetros financeiros voltados à sustentabilidade e ao equilíbrio competitivo. A liga destacou ainda que Cristiano Ronaldo tem papel relevante no crescimento do Al Nassr desde sua chegada, mas reforçou que nenhum jogador determina decisões além do próprio clube.

    A entidade afirmou também que as movimentações recentes no mercado refletem escolhas distintas entre os clubes e ressaltou o equilíbrio da competição, com poucos pontos separando os primeiros colocados na tabela. De acordo com a liga, o foco permanece no futebol dentro de campo e na manutenção de um campeonato competitivo e credível para jogadores e torcedores.
     

    Cristiano Ronaldo festeja o 41.º aniversário em protesto com aquilo que considera ser um tratamento desigual do Fundo de Investimento Público para com o Al Nassr, e, na Arábia Saudita, esperam que o regresso ocorra já contra o Al-Ittihad Jeddah.

    Notícias ao Minuto Brasil | 05:56 – 05/02/2026

     
     

    Clássico saudita tem dúvida sobre Cristiano Ronaldo e clima de tensão

  • Kristin Stewart revela que se sente "assombrada" pela princesa Diana

    Kristin Stewart revela que se sente "assombrada" pela princesa Diana

    Atriz afirma que a experiência de viver Diana no filme Spencer segue presente anos após as filmagens. Em entrevista, Stewart falou sobre a força emocional da princesa, a perseguição dos paparazzi e o impacto duradouro da personagem em sua vida pessoal e profissional

    Kristen Stewart afirmou que ainda se sente “assombrada” pela princesa Diana, mesmo cinco anos após ter interpretado a integrante da família real britânica no filme Spencer. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal The Telegraph, publicada nesta quinta-feira, 5.

    Segundo a atriz, a presença de Diana segue constante em sua vida. “Ainda estou [assombrada]. Não consigo dirigir por esta cidade, e Paris também, sem pensar nela”, disse Stewart durante a conversa em Londres. “Todo o amor que emanava daquela mulher… Posso chorar por ela a qualquer momento”, acrescentou, ao falar da princesa de Gales, morta em 1997, aos 36 anos, em um acidente de carro na capital francesa.

    Stewart interpretou Diana, ex-mulher do rei Carlos III, no longa dirigido por Pablo Larraín e roteirizado por Stephen Knight. O filme retrata o Natal de 1991 da família real, período em que o casamento da princesa com Charles já enfrentava uma crise profunda.

    Na entrevista, a atriz também comentou a perseguição intensa sofrida por Diana ao longo da vida. “Ela foi perseguida até a morte pelos paparazzi. Suas qualidades rebeldes pareciam tão desesperadas, tão jovens e tão vulneráveis”, afirmou.

    Inicialmente, Stewart hesitou em aceitar o papel. Segundo contou, chegou a dizer ao diretor que ele deveria procurar outra atriz. “Eu disse ao Pablo que ele era louco”, relembrou. Entre as inseguranças, citou diferenças físicas, como a cor dos olhos. Apesar disso, sua atuação foi amplamente elogiada e lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

    Em entrevista à revista People, em 2022, Stewart disse que Diana “fazia as pessoas se sentirem bem” e destacou que o período retratado no filme era “difícil, turbulento e triste”, mas marcado por uma luz “imparável” da princesa.

    Diana morreu em 31 de agosto de 1997, em Paris, quando o carro em que estava colidiu dentro de um túnel. Ela viajava com o namorado Dodi al Fayed, o motorista Henri Paul e o guarda-costas Trevor Rees-Jones, único sobrevivente do acidente.

    Conhecida como “a princesa do povo”, Diana ficou marcada pela proximidade com o público, pelo envolvimento em causas humanitárias e pelo impacto duradouro de seu estilo e influência, que seguem presentes décadas após sua morte.
     

     
     

    Kristin Stewart revela que se sente "assombrada" pela princesa Diana

  • Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

    Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

    Empresa japonesa anunciou que o reator seis da central de Kashiwazaki-Kariwa deve ser reiniciado nos próximos dias, com início das operações comerciais em março. A retomada ocorre após inspeções adicionais e anos de paralisação desde o acidente de Fukushima

    A elétrica japonesa TEPCO informou nesta sexta-feira (6) que pretende reiniciar na próxima segunda-feira (9) o reator número seis da central de Kashiwazaki-Kariwa, a maior usina nuclear do mundo em capacidade instalada. A previsão é iniciar as operações comerciais em 18 de março, com cerca de um mês de atraso em relação ao cronograma inicial.

    Durante entrevista coletiva realizada no próprio complexo, o gerente da central, Takeyuki Inagaki, afirmou que todos os componentes do reator passaram por inspeções minuciosas antes da decisão de retomada das atividades.

    Em 22 de janeiro, a empresa havia interrompido o funcionamento do reator seis após um alarme ser acionado no sistema de monitoramento das barras de controle, logo após a reativação da unidade. Segundo a TEPCO, a falha foi causada por uma configuração incorreta do sistema de alarme.

    Com o problema identificado, a companhia planeja retomar o reator de forma gradual, aumentando progressivamente a geração de energia até alcançar a operação comercial em 18 de março, cerca de três semanas depois do previsto inicialmente.

    O vice-porta-voz do governo japonês, Kei Sato, afirmou que pediu à empresa para garantir a segurança do processo e manter autoridades locais e moradores informados sobre cada etapa da reativação. Segundo ele, a retomada deve ocorrer com prioridade absoluta à segurança.

    A paralisação do reator ocorreu um dia depois de a TEPCO ter reiniciado a central, encerrada havia 15 anos após o acidente nuclear de Fukushima, em 2011, também sob responsabilidade da empresa.

    Em dezembro, a assembleia da província de Niigata, onde está localizada a central de Kashiwazaki-Kariwa, aprovou a reativação da unidade, após o aval do regulador nuclear nacional para religar dois dos sete reatores do complexo.

    Os reatores seis e sete haviam passado pelas revisões técnicas necessárias ainda em 2017, mas a usina permaneceu inativa por falhas relacionadas à segurança contra ataques terroristas. As medidas corretivas foram finalmente aprovadas em dezembro de 2023 e, desde então, a TEPCO vem cumprindo os trâmites para colocar ambas as unidades em funcionamento.

    Com capacidade superior a 8.000 megawatts, a central é considerada estratégica para o fornecimento de energia da empresa e está alinhada à política energética do governo japonês, liderado por Sanae Takaichi, que busca reforçar o uso da energia nuclear como parte da meta de redução das emissões de carbono.

    Esta é a primeira reativação de uma central nuclear operada pela TEPCO desde o desastre de Fukushima, provocado pelo grande terremoto e pelo tsunami que atingiram o leste do Japão em 2011.
     
     

     

    Maior central nuclear do mundo planeja reinício na segunda-feira

  • Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

    Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

    Espécie pouco observada pode alcançar até 11 metros de comprimento e foi registrada a 250 metros de profundidade por cientistas do Schmidt Ocean Institute durante missão científica que percorreu toda a costa da Argentina, do litoral de Buenos Aires à Terra do Fogo

    Uma água-viva gigante raramente observada foi registrada em vídeo por cientistas durante uma expedição em águas profundas na costa da Argentina. O animal pode atingir até 11 metros de comprimento e pertence à espécie Stygiomedusa gigantea.

    O registro foi feito a cerca de 250 metros de profundidade por pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, a bordo do navio de pesquisa R/V Falkor, no Atlântico Sul. Segundo comunicado divulgado pelo instituto, a expedição científica percorreu toda a extensão do litoral argentino, de Buenos Aires até áreas próximas à Terra do Fogo.

    A água-viva foi avistada enquanto os cientistas analisavam a parede do cânion submarino Colorado-Rawson. Considerada uma das maiores espécies do mundo, ela possui uma campânula que pode chegar a um metro de diâmetro e braços que se estendem por vários metros, com comprimento comparável ao de um ônibus escolar.

    Apesar do tamanho impressionante, a chamada medusa fantasma raramente é vista por humanos, com pouco mais de 100 avistamentos confirmados em todo o planeta. “Não esperávamos encontrar esse nível de biodiversidade no mar profundo argentino e ficamos muito entusiasmados ao ver essas áreas tão ricas em vida”, afirmou a cientista-chefe da expedição, María Emilia Bravo, da Universidade de Buenos Aires e do CONICET.

    A diretora-executiva do Schmidt Ocean Institute, Jyotika Virmani, destacou que cada missão amplia o conhecimento sobre os oceanos. Segundo ela, o mar profundo concentra uma diversidade de vida comparável, ou até superior, à observada em terra firme, já que os oceanos reúnem cerca de 98% do espaço habitável do planeta.

    Água-viva gigante rara é avistada em expedição no fundo do mar argentino

  • Notebook sempre ligado à tomada? Veja os riscos e como evitá-los

    Notebook sempre ligado à tomada? Veja os riscos e como evitá-los

    Especialista afirma que o hábito não causa danos imediatos, mas a combinação de carga constante em 100% e calor acelera o desgaste ao longo do tempo. Boa ventilação e proteção contra picos de energia ajudam a preservar o equipamento.

    Manter o notebook constantemente conectado à tomada é um hábito comum, sobretudo entre quem trabalha por longos períodos no computador. Apesar de recorrente, a prática costuma levantar dúvidas sobre possíveis danos ao equipamento e impactos na vida útil da bateria.

    Em entrevista ao site TechTudo, a engenheira de software Pamella Gaiguer explicou que o efeito desse uso contínuo depende de diversos fatores e não representa, por si só, um risco imediato ao computador. Ainda assim, ela alerta que manter a bateria constantemente em 100% enquanto o aparelho segue ligado à energia pode acelerar o desgaste dos componentes ao longo do tempo.

    Segundo a especialista, a combinação entre carga máxima permanente e calor gerado pelo processo contínuo de alimentação elétrica é especialmente prejudicial. “O calor e a carga constante em 100% são os maiores inimigos da bateria; essa combinação reduz sua vida útil no longo prazo”, afirmou. Esse desgaste, no entanto, não ocorre de forma imediata, mas tende a se intensificar com os anos de uso.

    Para minimizar os efeitos negativos, Gaiguer recomenda cuidados simples no dia a dia. O principal deles é garantir boa ventilação do equipamento, mantendo o notebook em locais arejados, com as saídas de ar desobstruídas, e evitando superfícies que impeçam a dissipação do calor, como camas, sofás ou almofadas.

    Outro ponto de atenção envolve a estabilidade da rede elétrica. Em regiões onde quedas de energia são frequentes, manter o computador sempre conectado à tomada pode expor o aparelho a picos de tensão. Nesses casos, a engenheira indica o uso de dispositivos de proteção, como filtros de linha ou estabilizadores adequados, para reduzir riscos ao equipamento.

    Avaliações de confiabilidade feitas pelo Consumer Reports mostram que, além dos cuidados no uso diário, a escolha de marcas reconhecidas pela durabilidade também contribui para prolongar a vida útil dos notebooks.

    Notebook sempre ligado à tomada? Veja os riscos e como evitá-los