Autor: REDAÇÃO

  • Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

    Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

    Ministro do Supremo Tribunal Federal afirma que não ficou provada interferência de esquema; ainda restam quatro votos a serem proferidos no julgamento de Cláudio Castro (PL)

    RIO DE JANEIRO, RJ E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Kassio Nunes Marques votou nesta terça-feira (24) para absolver Cláudio Castro (PL) no processo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

    O placar está 2 votos a 1 pela condenação dos acusados. Ainda restam quatro votos a serem proferidos.

    Kassio considerou que não há prova suficiente no processo que permita a condenação de Castro e os demais acusados na ação eleitoral sobre o chamado escândalo da “folha secreta de pagamento”. Ele considerou como “relatos pontuais” testemunhas que apontaram o uso eleitoreiro de projetos sociais do governo.

    “Para além de os relatos serem pontuais, considerada a dimensão das contratações efetuadas, eles padecem de inconsistência. […] É de se indagar como a existência de apenas três depoimentos em um universo de 27 mil contratações seria suficiente para comprovar a intenção de impactar o pleito que ocorreria em 2022”, disse Nunes Marques.

    Ele afirmou também que não é possível determinar que a reeleição de Castro ocorreu em razão do esquema. O ex-governador foi eleito no primeiro turno com 58,67% dos votos válidos.

    “É extremo de dúvida que as cifras envolvidas neste caso concreto são superlativas. […] Ocorre que os elementos existentes não se traduzem em um grau de certeza que permita apenar os integrantes da chapa eleita no pleito de 2022 para o governo do estado do Rio de Janeiro, tampouco demais recorridos, com as duras penas”, declarou o ministro.

    Castro renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), véspera da retomada do julgamento, a fim de evitar a pena de cassação. O objetivo foi garantir a realização de uma eleição indireta para o mandato-tampão, que vai até o fim deste ano. A retirada do cargo pelo TSE poderia levar à realização de um pleito direto, reduzindo o poder de influência do governador sobre sua sucessão imediata.

    A ação eleitoral teve como origem o chamado escândalo da “folha secreta de pagamento”, revelado pelo UOL em junho de 2022. O caso se refere ao uso da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo e sem a divulgação de seus nomes.

    Uma investigação do Ministério Público do Rio descobriu saques de dinheiro vivo na “boca do caixa”. Ao todo, R$ 248 milhões foram retirados em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas que integrariam o suposto esquema. As contratações só foram interrompidas em agosto, após a ação civil pública do Ministério Público estadual.

    O caso gerou duas ações de investigação judicial eleitoral, uma movida pela chapa de Marcelo Freixo (PT), derrotado na eleição, e outra pela Procuradoria Eleitoral. Castro foi absolvido no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) em maio de 2024 em votação apertada, por 4 a 3. O Ministério Público Eleitoral levou o caso ao TSE, ao recorrer da decisão.

    Kassio vota para absolver Castro, e TSE tem 2 votos a 1 contra ex-governador

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  • ‘Neymar chegou ao fundo do poço’, diz jornal espanhol

    ‘Neymar chegou ao fundo do poço’, diz jornal espanhol

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Fora da lista de convocados da seleção brasileira para os amistosos contra França e Croácia, sem jogar regularmente pelo Santos e dedicado ao pôquer. Com esse histórico, o jornal espanhol As descreve que Neymar chegou ao “fundo do poço” de sua carreira como jogador.

    O veículo destaca que, sem ser chamado pelo treinador Carlo Ancelotti para os dois últimos amistosos da seleção brasileira antes da Copa do Mundo, e cortado do time alvinegro para o jogo contra o Cruzeiro, que aconteceu no domingo (22), o craque voltou ao centro das críticas.

    O atacante foi poupado pelo técnico Cuca sob a justificativa de controle de carga de trabalho por risco físico elevado.

    Ainda de acordo com o AS, durante o período de descanso, Neymar dedicou quase 24 horas para participar de um campeonato virtual de pôquer. A reportagem afirma que o comportamento deixa dúvidas sobre as reais prioridades do jogador.

    Em resposta às críticas, Neymar admitiu, na tarde desta segunda-feira (23), no perfil do Instagram, estar jogando online desde o dia anterior. “É o que mais gosto de fazer depois do futebol. Estou jogando até agora e muito feliz com minha performance”, disse o atleta em um vídeo.

    Entre jogadores, inclusive alguns convocados por Ancelotti, Neymar recebeu apoio. Muitos defendem o retorno dele à seleção brasileira.

    Marquinhos, zagueiro e capitão da seleção, afirmou que “ele está muito ansioso pela oportunidade e para voltar com tudo. Nós, como companheiros também queremos que ele participe desta Copa”.

    Já Romário, tetracampeão com o Brasil, enviou mensagem diretamente para Ancelotti para defender a convocação do jogador do Santos. “É melhor ter um craque como o Neymar, mesmo que ele não esteja 100%, do que convocar outro”, disse.

    A decisão pelo afastamento de Romeu Tuma Júnior foi tomada com 115 votos favoráveis, 15 contrários e sete abstenções, entre 137 votantes; ambiente segue tenso nos bastidores

    Folhapress | 18:24 – 24/03/2026

    ‘Neymar chegou ao fundo do poço’, diz jornal espanhol

  • Argentinos lotam praça de Maio e criticam Milei em ato relembrando 50 anos do golpe militar

    Argentinos lotam praça de Maio e criticam Milei em ato relembrando 50 anos do golpe militar

    A praça de Maio, onde mães de desaparecidos durante a ditadura se reuniam para dar voltas na pirâmide em frente à sede do governo, mais uma vez se tornou palco do Dia da Memória

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Bolívar, Defensa, Reconquista e San Martín -ruas que prestam homenagem a personalidades, locais e passagens da história argentina e que circundam a Casa Rosada se encheram de manifestantes na tarde desta terça-feira (24) em recordação aos 50 anos do golpe militar.

    A praça de Maio, onde mães de desaparecidos durante a ditadura se reuniam para dar voltas na pirâmide em frente à sede do governo, mais uma vez se tornou palco do Dia da Memória.

    O ato, conhecido pelos argentinos como 24M, sempre costuma reunir manifestantes de diferentes grupos políticos e sociais, mas em 2026 teve um peso histórico ainda maior: a marca de 50 anos do golpe que começou em 24 de março de 1976 e que novamente foi relativizado pelo governo do presidente Javier Milei nesta terça.

    Pais carregavam crianças em seus ombros acompanhando a marcha das Mães e Avós da Praça da Maio. Idosos e estudantes se espremiam para chegar até a praça, e a multidão fazia coro para canções de Charly García e Mercedes Sosa. Gritos de protesto, como “são 30 mil desaparecidos, todos presentes”, eram comuns.

    Conforme a manifestação avançava, a praça e a avenida de Maio se encheram de pessoas carregando retratos de desaparecidos durante o período ditatorial. Mesmo após o fim oficial do ato, muitos manifestantes continuavam se dirigindo até a Casa Rosada.

    A marcha também relembrou vítimas brasileiras da ditadura argentina em um ato organizado pela agrupação peronista La Campora, o Núcleo do PT na Argentina e convidados internacionais. Um dos homenageados foi o músico Francisco Tenório Cerqueira Júnior, sequestrado em março de 1976.

    Adversários, como o ex-prefeito de Buenos Aires Horacio Rodríguez Larreta e o ex-ministro da Economia e derrotado nas eleições de 2023, Sergio Massa, condenaram os atos cometidos na última ditadura. Na calçada, políticos dividiram espaço com intelectuais e artistas argentinos.

    Por volta das 15h, a avenida de Maio estava cheia de pessoas que se moviam lentamente, acompanhadas por tambores e alegria. Os cafés estavam lotados e as filas aumentavam.

    Um manifestante segurava um retrato do personagem principal de “O Eternauta”, história em quadrinhos e que recentemente virou uma série da Netflix, e cujo autor, Héctor Oesterheld, e suas quatro filhas estão entre as vítimas do regime.

    Ao passar pela multidão, uma bandeira branca e azul com os rostos dos desaparecidos trouxe um momento de silêncio seguido de palmas e cantos protestando contra os responsáveis pelos crimes.

    Rebatendo falas de Milei que questionam o número de desaparecidos, as organizações de direitos humanos ressaltaram que 30 mil pessoas sumiram, exigindo esclarecimentos do governo.

    Um documento lido durante o ato, assinado pelas Avós e Mães da Praça de Maio e outras entidades de defesa da memória do período, pediu justiça e reafirmou que “a memória é defendida pela luta”.

    Mais cedo, a Casa Rosada divulgou um vídeo em que o governo volta a relativizar ditadura e faz acusações à esquerda. O governo defende a visão de “memória completa”, com relatos de vítimas da ditadura e também de organizações terroristas da época.

    Ao contrário de presidentes que o precederam desde a volta da democracia em 1983, o governo ultraliberal de Milei tem insistindo na chamada “teoria dos dois demônios”, que equipara a última ditadura aos grupos que a combatiam.

    As organizações reunidas na praça de Maio criticaram a postura do governo de minimizar o número de desaparecidos, denunciando a situação e afirmando que “não esquecemos, não perdoamos e não nos reconciliamos”.

    Durante a ditadura argentina, crianças eram tiradas de seus pais -muitas vezes militantes presos pela repressão- e entregues a outras famílias. Até agora, as Avós da Praça de Maio recuperaram 140 netos e ajudaram na condenação de mais de 50 apropriadores de bebês.

    A presidente das Avós da Praça de Maio e referência na luta pelos direitos humanos no país, Estela de Carlotto, afirmou que “o plano sistemático de roubo de bebês ainda persiste” enquanto a busca ativa por “quase 300 homens e mulheres com identidades alteradas” permanece.

    O discurso final do ato relacionou a aliança entre governos de direita da região e os Estados Unidos, afirmando que a última ditadura na Argentina instituiu um novo modelo econômico prejudicial ao desenvolvimento e à organização popular.

    Argentinos lotam praça de Maio e criticam Milei em ato relembrando 50 anos do golpe militar

  • Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

    Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

    Alexandre de Moraes vai decidir se mantém a prisão domiciliar humanitária em 90 dias; ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda-feira (23) à noite

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A reavaliação do quadro de saúde de Jair Bolsonaro (PL) para manutenção da prisão domiciliar humanitária, determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na terça-feira (24), foi alvo de críticas da defesa do ex-presidente e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Moraes entendeu que o quadro de Bolsonaro, que está internado desde o último dia 13, após ser diagnosticado com uma broncopneumonia por aspiração, justificava o cumprimento da pena em casa. O ex-presidente deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na segunda (23) à noite, mas segue sem previsão de alta.

    A decisão que concedeu a medida humanitária foi criticada em parte por um dos advogados de Bolsonaro, o criminalista Paulo Cunha Bueno. Para ele, o caráter temporário da medida, que será reavaliada no prazo de 90 dias, é “singularmente inovadora”. Os cuidados médicos são, segundo Bueno, permanentes e “demandados por toda vida”.

    O filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, também criticou o trecho. Em entrevistas aos canais GloboNews e CNN, ele classificou a decisão como “exótica” e chamou de inovação o que chamou de “prisão domiciliar provisória”.

    “Ele está tendo uma domiciliar humanitária, porque, no local onde ele está há um risco de agravamento do seu estado de saúde. Ele vai para casa para melhorar esse quadro. Daqui a 90 dias, se saúde dele melhorar, ele volta pro ligar onde a saúde ele tava piorando?”, questionou o senador.

    A reavaliação periódica já foi utilizada por Moraes na concessão de outras prisões domiciliares humanitárias. Um precedente previsto ocorreu no caso de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que previa uma reavaliação médica a cada dois meses.

    Defesa e Flávio criticam Moraes por ordem temporária de domiciliar a Bolsonaro

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  • Suécia luta para evitar fracasso de geração bilionária e voltar à Copa

    Suécia luta para evitar fracasso de geração bilionária e voltar à Copa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A geração badalada da Suécia chega à semifinal da repescagem para a Copa do Mundo cercada de desconfianças após dar vexame nas Eliminatórias e ser salva pelo regulamento. Na quinta-feira, a seleção encara a Ucrânia, às 16h45 (de Brasília).

    SOB DESCONFIANÇA

    A Suécia começou as Eliminatórias cercada de expectativas por causa dos seus jogadores. A dupla de ataque formada por Gyökeres e Isak movimentou 212 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) na última janela. O primeiro foi comprado pelo Arsenal e o segundo, pelo Liverpool.

    Mas o desempenho ficou muito aquém. A Suécia somou só dois pontos e terminou o Grupo B das Eliminatórias na última colocação -a chave tinha Suíça, Kosovo e Eslovênia. O ataque, tão badalado e falado no futebol europeu, marcou apenas quatro gols ao longo dos seis jogos.

    Mesmo com o vexame, a Suécia não ficou fora da repescagem. A seleção foi salva por causa do desempenho na Liga das Nações, onde foi campeã do seu grupo -a repescagem europeia conta com as 12 segundas colocadas das Eliminatórias e quatro campeãs de chave da Liga das Nações e que não se classificaram.

    O desempenho recente e a ausência na última Copa colocam pressão na “geração do bilhão” sueca. Além de Gyökeres e Isak, a seleção conta com Elanga (Newcastle), Bergvall (Tottenham), Bardghij (Barcelona) e Ayari (Brighton) entre os principais destaques -todos com menos de 25 anos.

    O caminho não é nada fácil. A Suécia vai enfrentar a Ucrânia na semifinal da repescagem. Se vencer, terá o vencedor do duelo entre Polônia e Albânia pela frente no jogo que valerá a vaga na Copa do Mundo. Se for finalista, a seleção fará o jogo decisivo em casa.

    A equipe tem um desfalque de peso. Isak sofreu uma fratura na fíbula esquerda e teve uma contusão no tornozelo em dezembro, durante jogo entre Liverpool e Tottenham. O atacante passou por cirurgia e ainda está em fase de recuperação. Por este motivo, não foi convocado para a repescagem.

    NOVO DRAMA E SEM IBRA

    A Suécia joga a repescagem para a Copa do Mundo pela quarta vez seguida. A seleção só conseguiu avançar ao Mundial em 2018, quando eliminou a Itália no jogo decisivo.

    Portugal e Polônia foram algozes em 2014 e 2022, respectivamente. Em todas as ocasiões, a Suécia contou com Ibrahimovic, que agora está aposentado.

    Se classificar para a Copa, a Suécia ficará no Grupo F. A chave tem Holanda, Japão e Tunísia. Na última participação em Mundial, em 2018, a seleção foi eliminada pela Inglaterra nas quartas de final.

    A decisão pelo afastamento de Romeu Tuma Júnior foi tomada com 115 votos favoráveis, 15 contrários e sete abstenções, entre 137 votantes; ambiente segue tenso nos bastidores

    Folhapress | 18:24 – 24/03/2026

    Suécia luta para evitar fracasso de geração bilionária e voltar à Copa

  • Wagner Moura é cotado para viver vilão em próximo filme de 007

    Wagner Moura é cotado para viver vilão em próximo filme de 007

    Produção será dirigida por Denis Villeneuve e tem estreia prevista para 2028. Segundo o Radar Oline, ator brasileiro aparece ao lado de Jean Dujardin e Christian Friedel entre possíveis antagonistas

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O ator Wagner Moura está entre os nomes cotados por produtores da franquia 007 para interpretar o vilão do próximo longa do espião James Bond. O filme será o 26º da série, tem estreia prevista para 2028 e será dirigido por Denis Villeneuve. A produção está em pré-produção.

    O longa mais recente, “007 – Sem Tempo para Morrer”, marcou a despedida de Daniel Craig do papel principal. O novo intérprete de Bond ainda não foi anunciado, mas nomes como Jacob Elordi, Callum Turner e Aaron Taylor-Johnson aparecem entre os cotados.

    Segundo o site Radar Online, o ator brasileiro é citado ao lado de Jean Dujardin e Christian Friedel como possíveis intérpretes do antagonista.

    Conforme a publicação, a escolha do vilão costuma equilibrar reconhecimento e novidade, e Moura se encaixa nesse perfil. O protagonista de “O Agente Secreto” é apontado como alguém capaz de construir tensão em cena sem recorrer a exageros.

    A publicação também destaca a versatilidade entre charme e frieza de Dujardin, vencedor do Oscar por “O Artista”. Já em relação a Friedel, são citados trabalhos em “Zona de Interesse” e na série “The White Lotus” como exemplos de uma atuação contida e inquietante.

    Os estúdios MGM e os produtores da franquia ainda não se pronunciaram sobre os rumores envolvendo o elenco do próximo filme.

    Wagner Moura é cotado para viver vilão em próximo filme de 007

  • Boca de urna na Dinamarca mostra vitória apertada de primeira-ministra

    Boca de urna na Dinamarca mostra vitória apertada de primeira-ministra

    Confirmadas projeções, Frederiksen dependerá de centrista para compor um terceiro gabinete; bem-estar de animais e contaminação de água superam Groenlândia nos debates da campanha

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – O Partido Social-Democrata de Mette Frederiksen venceu de forma apertada a eleição parlamentar na Dinamarca, nesta terça-feira (24), segundo pesquisas boca de urna. Tão apertada que ainda não está claro se o desempenho será suficiente para manter no cargo a primeira-ministra, uma das figuras mais importantes do atual cenário político europeu.

    De acordo com os principais levantamentos, a sigla de Frederiksen obteve de 19% a 21% dos votos, o pior resultado do partido de raízes trabalhistas desde 1901. A vitória amarga deixa o futuro de Frederiksen na mão dos Moderados, legenda do ministro de Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, que alcançou de 7,9% a 8,2% dos votos.

    O político, que já foi premiê do país por dois períodos, declarou na véspera do pleito que não almeja o cargo, mas que trabalhará pela melhor coalizão de governo.

    Pelas primeiras projeções, o bloco que reúne os partidos de esquerda e centro-esquerda, sociais-democratas incluídos, alcançariam 83 das 179 cadeiras no Folketing, o Parlamento dinamarquês. Tampouco o bloco à direita, com 78 cadeiras, chegaria perto da maioria (90).

    Em qualquer situação, as 14 cadeiras previstas para os Moderados tornam Rasmussen peça fundamental em qualquer negociação de coalizão. “É ele quem ditará o ritmo agora. Ainda acho que Frederiksen continuará a primeira-ministra, mas sem dúvida estará enfraquecida no cargo”, afirma à Folha Lykke Friis, diretora do think tank dinamarquês Europa.

    “Não será um problema para ela compor com os Moderados, já fez isso em 2022”, diz a cientista política. “Mas tudo vai depender dos resultados finais e das negociações.”

    Segundo Friis, o fato de Frederiksen ter chamado eleições após um pico de popularidade proporcionado pelas ameaças de Donald Trump sobre a Groenlândia não foi um movimento especulativo. “Ela teria que fazê-lo até outubro e sabe-se lá o que poderia acontecer nesse meio tempo.”

    Apesar de ser o principal assunto a atrair atenção internacional ao país europeu de 6 milhões de habitantes, a Groenlândia foi superada largamente por questões domésticas durante a campanha. O bem-estar animal na criação de suínos e a contaminação da água potável por fertilizantes deixaram as bravatas de Trump e a guerra da Ucrânia para trás.

    Cenário bem diferente do visto em Nuuk. “Penso que é a eleição dinamarquesa mais importante da história da Groenlândia”, declarou à agência AFP Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da ilha, território autônomo que pertence ao Reino da Dinamarca.

    Dos 179 assentos do Parlamento em Copenhague, dois são decididos pelos groenlandeses e dois pelos habitantes das Ilhas Faroe. Para Nielsen, a situação do território “ainda é muito séria”.

    Em aceno aos eleitores de esquerda, frustrados com a última coalizão que montou, com Moderados e também o Partido Liberal, Frederiksen atrelou sua campanha à taxação de 0,5% do patrimônio privado acima de R$ 20 milhões para bancar reformas sociais, irritando parceiros de coalizão. Prometeu ainda estudar a flexibilização da idade de aposentadoria, 70 anos a partir de 2040, uma das mais altas entre os países da União Europeia.

    Com 12 partidos e uma cláusula de barreira de 2%, obter maioria não é tarefa fácil no sistema político dinamarquês. Desde a reforma política de 1973, apenas 2 dos 23 governos formados não foram conduzidos por coalizões minoritárias, algo que, ao contrário do que ocorre com frequência em outros países europeus, não prejudica a governabilidade.

    Apesar do histórico, Friis não se mostra muito otimista. “Está cada vez mais difícil montar governos. A ver o que como Frederiksen e Rasmussen se sairão desta vez.”

    As negociações para a montagem do novo gabinete devem consumir semanas.

    Boca de urna na Dinamarca mostra vitória apertada de primeira-ministra

  • Governo propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel após impasse do ICMS

    Governo propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel após impasse do ICMS

    União quer dividir custo com estados até maio; alternativa, apresentada prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre União e estados

    A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos estados para conter a alta do diesel após resistência dos governadores em zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível, anunciou nesta terça-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    A alternativa, apresentada prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre União e estados.

    Pelo modelo sugerido:

    • R$ 0,60 seriam pagos pelo governo federal
    • R$ 0,60 ficariam a cargo dos estados

    “Essa linha dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra, o efeito é mais célere, e não exige uma renúncia fiscal de ICMS, podemos ter essa contraproposta, por meio de subvenções, com efeitos mais rápidos”, disse Durigan a jornalistas.

    Medida temporária

    A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

    Na semana passada, a pasta tinha informado que o gasto seria de R$ 3 bilhões mensais, totalizando R$ 6 bilhões. No entanto, a Fazenda corrigiu a informação nesta terça.

    O governo espera uma resposta dos estados até sexta-feira (27), durante reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receitas dos estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudará a compensar o impacto da subvenção.

    “Tudo que já foi anunciado pelo governo federal está valendo, segue igual. O que estamos fazendo é outra frente agora, para que não seja necessária apenas a renúncia fiscal pelos estados. Aliás, existem estados que vão ganhar mais na arrecadação com esse aumento nos preços do petróleo, o que acaba compensando”, disse o ministro.

    Mudança de estratégia

    A nova proposta surge após governadores rejeitarem a ideia inicial de zerar o ICMS sobre o diesel importado. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o subsídio permitiria uma resposta mais rápida aos efeitos da alta do petróleo.

    A medida busca reduzir o impacto no preço final sem exigir renúncia direta de arrecadação por parte dos estados.

    Ações paralelas

    A nova ajuda se soma a outra medida já anunciada pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores.

    Esse valor deve ser repassado ao consumidor final no preço do combustível.

    Cenário externo

    O governo avalia que a alta recente do diesel está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões no Oriente Médio.

    Outras medidas seguem em análise, incluindo possível redução de tributos sobre o biodiesel, a depender da evolução do cenário internacional.

    Governo propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel após impasse do ICMS

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  • Internautas denunciam votação do BBB 26: "não deixa eu votar no Jonas"

    Internautas denunciam votação do BBB 26: "não deixa eu votar no Jonas"

    Jonas Sulzbach está no Paredão contra Juliano Floss e Gabriela Saporito; internautas reclamam que site da Globo não permite usuários votarem para saída do modelo

    Na tarde desta terça-feira (24), o X (antigo Twitter) foi inundado de críticas contra a TV Globo por supostas falhas no site onde acontecem as votações do ‘Big Brother Brasil 26’ com participação do público. Internautas alegam que estão sendo impedidos de votarem para a eliminação do participante Jonas Sulzbach, que está no Paredão contra Juliano Floss e Gabriela Saporito.

    A decisão para a permanência de participantes no ‘Paredão’ do reality acontece apenas no site oficial da emissora.

    Nas redes sociais, internautas estão publicando relatos alegando que o site apresenta erros e que não é possível votar em Jonas, tanto na opção de voto único, quanto da torcida. “O site tá travando. Poxa tô votando aqui no Jonas e tá demorando cinco minutos ou tá dizendo que ocorreu um erro. Pô Globo vocês estão passando pano, é isso mesmo? Vai ser roubado isso mesmo? Não dá pra votar no favorito de vocês, o site ficar cinco minuto na tela pra completar o voto e ainda dá erro”, disse um usuário do X. “Simplesmente isso parece manipulação! Sabemos que o Jonas é o favorito da produção, mas tá feio! Não conseguimos votar para ele sair! Muito estranho!”, disse outro.

    O crítico de TV Bruno Carvalho, publicou um print no X alegando que votou em Jonas e que o voto não tinha sido computado. Na postagem, muitos internutas reclamaram da mesma situação.

    Muito internautas reclamam que os votos no participante Jonas estariam sumindo ou eles estariam sendo impedidos por erros do site em votar no brother. A mesma situação não acontece com Juliano ou Gabriela.

     

    No Instagram do reality show, os administradores do perfil responderam internautas que questionaram a situação e indicaram que era possível fazer reclamações tanto no site quanto por mensagem privada no perfil do Instagram. 

    Notícias ao Minuto [Reclamações na página oficial do programa]© Reprodução / Instagram  

    Internautas denunciam votação do BBB 26: "não deixa eu votar no Jonas"

  • Trump insiste que Irã quer acordo e volta a dizer que venceu guerra

    Trump insiste que Irã quer acordo e volta a dizer que venceu guerra

    Presidente afirma que morte de lideranças significa mudança de regime, embora República Islâmica continue de pé. Americano diz que Teerã deu ‘presente valioso’ relacionado a petróleo e concordou em não ter arma nuclear; regime nega

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (24) que venceu a guerra contra o Irã, muito embora insista que os supostos vencidos estejam negociando um acordo para encerrar o conflito -algo que Teerã nega enquanto continua a atirar projéteis contra Israel e aliados árabes de Washington no Oriente Médio.

    No Salão Oval da Casa Branca, durante cerimônia que oficializou a posse do novo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, Trump respondeu perguntas de repórteres e afirmou que o Irã já concordou em nunca produzir uma bomba atômica.

    “Eles concordam em nunca ter uma arma nuclear. Eu não quero me adiantar, mas eles concordaram, eles nunca terão uma arma nuclear”, disse o republicano, sem esclarecer como essas conversas, que Teerã diz não existirem, estariam sendo conduzidas e por quem exatamente. Ele citou seu genro, Jared Kushner, seu enviado especial Steve Witkoff, o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.

    A mudança de regime no Irã, um dos objetivos iniciais da guerra que deixou aos poucos a comunicação oficial da Casa Branca, foi retomado por Trump com certa liberdade conceitual que é desafiada pela realidade no terreno, ao menos a partir das reações vindas do Irã, que nesta terça lançou ataques contra Tel Aviv, além do Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita.

    “Nós temos mudança de regime, essa é uma mudança no regime, porque os líderes são todos muito diferentes daqueles que criaram todos esses problemas. Então acho que podemos dizer que isso é uma mudança de regime, certo?”, afirmou aos jornalistas na Casa Branca.

    “Nós matamos toda a liderança deles. Depois escolheram novos líderes e matamos todos. Agora temos um novo grupo, e podemos fazer isso facilmente [de novo], mas vamos ver como eles se saem”, disse.

    Referindo-se novamente às supostas negociações, Trump afirmou ainda que a República Islâmica “deu um presente” para os EUA nesta segunda.

    “Eles vão fazer um acordo. Na verdade eles fizeram algo ontem que foi incrível, eles nos deram um presente, que chegou hoje, e foi um presente muito grande, com um valor monetário tremendo. Não vou dizer que presente é esse, mas foi um prêmio muito significativo, que eles falaram que iam nos dar e nos deram. Isso significou uma coisa para mim: que estamos lidando com as pessoas certas”, disse o republicano.

    Em seguida, sem detalhar o dito presente, Trump afirmou apenas que ele tinha relação com petróleo e gás e com o estreito de Hormuz, bloqueado por Teerã após os ataques americanos e israelenses.

    Trump insiste que Irã quer acordo e volta a dizer que venceu guerra