Autor: REDAÇÃO

  • Irã atinge caça F-15 'inimigo' que sobrevoava Ormuz; veja o vídeo

    Irã atinge caça F-15 'inimigo' que sobrevoava Ormuz; veja o vídeo

    “Um caça F-15 inimigo foi atingido após ser detectado nos céus do sul do país, próximo à ilha de Ilha de Hormuz, por sistemas de defesa aérea. Investigações sobre o destino da aeronave continuam”, afirmou o comunicado.

    A Guarda Revolucionária do Irã declarou neste domingo (22) ter atingido um caça F-15 considerado “inimigo” enquanto a aeronave sobrevoava a região sul do país. A informação foi divulgada por meio de um comunicado reproduzido pelas agências estatais Irna e Tasnim. Segundo o texto, o jato foi identificado nas proximidades da ilha de Ormuz, localizada no Estreito de Ormuz, e acabou sendo alvo de sistemas de defesa aérea baseados em terra.

    “Um caça F-15 inimigo foi atingido após ser detectado nos céus do sul do país, próximo à ilha de Ilha de Hormuz, por sistemas de defesa aérea. Investigações sobre o destino da aeronave continuam”, afirmou o comunicado.

    Imagens divulgadas pelas agências mostram o que seria a silhueta de um avião semelhante ao modelo F-15 sendo rastreado por um sistema de mira. Em seguida, em uma cena mais distante, aparece um rastro vindo da aeronave, possivelmente no momento em que foi atingida.

     

    Até a última atualização, não havia confirmação sobre o paradeiro do caça nem sobre o país de origem. O modelo é utilizado tanto pelos Estados Unidos quanto por Israel, que ainda não comentaram o caso.

    O episódio ocorre poucos dias após a Guarda Revolucionária afirmar ter atacado um caça F-35 dos Estados Unidos, considerado um dos mais modernos do mundo. Na ocasião, segundo a imprensa internacional, a aeronave precisou realizar um pouso de emergência em uma base americana no Oriente Médio.

    O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao 23º dia neste domingo, sem indicação de trégua. As trocas de ataques seguem frequentes, com impactos em territórios iranianos e israelenses. Em resposta à presença militar americana, Teerã tem lançado mísseis e drones contra diferentes países da região.

    Nesse contexto, aeronaves militares, incluindo F-15 e outros modelos, realizam voos diários sobre o Irã e o Golfo Pérsico em missões de vigilância e bombardeio.

    Irã atinge caça F-15 'inimigo' que sobrevoava Ormuz; veja o vídeo

  • Com quarto técnico na ‘era Neymar’, Santos tenta retomada no Brasileiro contra o Cruzeiro

    Com quarto técnico na ‘era Neymar’, Santos tenta retomada no Brasileiro contra o Cruzeiro

    Juntar os cacos, virar a página e buscar a retomada. É nesse ambiente que o Santos encara o Cruzeiro neste domingo, no Mineirão, às 16h, pelo Campeonato Brasileiro, num cenário que virou rotina se for levado em conta o período que corresponde à volta de Neymar à Vila Belmiro, no início de janeiro de 2025. Depois de encontrar o técnico Pedro Caixinha na sua chegada, o atacante foi orientado na sequência por Cléber Xavier e, por último, Juan Pablo Vojvoda. Após mais uma queda no comando técnico do time principal, agora vai ser a vez do treinador Cuca entrar em ação nesta volta ao clube.

    Contratado de forma emergencial após demissão do comandante argentino no meio de semana, Cuca já chega com a missão de fazer o time ser eficaz na casa do adversário. Ele comandou o treino desta sexta-feira e, a partir daí, busca um resultado positivo para amenizar o ambiente de desconfiança que ronda o clube.

    Por meio de um vídeo nas redes sociais, o treinador se \”apresentou\” e pediu o apoio do torcedor neste momento delicado que o Santos atravessa na classificação do Campeonato Brasileiro.

    \”Vou muito animado e muito esperançoso, e também consciente da responsabilidade que a gente tem nesse momento difícil que o clube vive. Mas confiante em fazer um bom trabalho, em resgatar de cada jogador o máximo, a essência de cada um em benefício do clube\”, afirmou o treinador.

    Com apenas uma vitória em sete rodadas, a equipe ocupa a 16ª colocação e está um posto acima da zona de rebaixamento do Nacional. O revés para o Internacional tornou o clima ainda mais pesado e Cuca sabe que precisa, além de ajustes táticos\”, resgatar a estima de seus comandados.

    Para o encontro com os mineiros, de cara, ele já vai ter um desfalque importantíssimo. Emprestado pelo Cruzeiro, Gabigol está impedido de entrar em campo por questões contratuais. Em 11 jogos, ele balançou as redes sete vezes e sua ausência aumenta o grau de dificuldade do time santista.

    O camisa dez Neymar é outro que vai ficar fora. A notícia foi dada pelo próprio treinador em sua apresentação na sexta-feira. Não é para preservar ele (Neymar), é controle de carga. Só vai ter jogo daqui a 12 dias, mas o risco de lesão é grande com três jogos em sete dias\”, afirmou o treinador.

    Mas, se o Santos vive um momento delicado, o Cruzeiro também passa por um momento crítico. Vice-lanterna, o time mineiro ainda não venceu na competição e a campanha ruim custou a saída de Tite. Para o duelo com o Santos, o conjunto celeste deverá ser orientado pelo interino Wesley Carvalho. Kaio Jorge, recuperado de um trauma no pé direito, é dúvida.

    FICHA TÉCNICA:

    CRUZEIRO X SANTOS

    CRUZEIRO – Matheus Cunha; William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Silva, Matheus Henrique, Gerson, Christian e Matheus Pereira; Kaio Jorge (Neyser). Técnico: Wesley Carvalho.

    SANTOS – Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Adonis Frias, Luan Peres e Escobar; Oliva, Gabriel Bontempo e Rollheiser; Barreal, Thaciano e Rony. Técnico: Cuca.

    ÁRBITRO – Ramon Abatti Abel (SC).

    HORÁRIO – 16h.

    LOCAL – Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).J

    Com quarto técnico na ‘era Neymar’, Santos tenta retomada no Brasileiro contra o Cruzeiro

  • Boneco indica Cowboy e Jonas para o 10º Castigo do Monstro do BBB; entenda

    Boneco indica Cowboy e Jonas para o 10º Castigo do Monstro do BBB; entenda

    O dono do colar explicou por que indicou Cowboy para o Monstro. “Não é novidade para ninguém que eu estava doido para sair da geladeira, mas não para ir ao Paredão e, sim, para jogar esse jogo de verdade. Meu primeiro indicado é alguém que estava utilizando uma estratégia bem ruim para poder esperar o momento certo de me colocar no Paredão”.

    O Monstro dessa semana no BBB 26 será em dupla. Na tarde de hoje, logo após vencer a prova, o anjo Leandro Boneco indicou Alberto Cowboy e Jonas Sulzbach para cumprir o desafio.

    O dono do colar explicou por que indicou Cowboy para o Monstro. “Não é novidade para ninguém que eu estava doido para sair da geladeira, mas não para ir ao Paredão e, sim, para jogar esse jogo de verdade. Meu primeiro indicado é alguém que estava utilizando uma estratégia bem ruim para poder esperar o momento certo de me colocar no Paredão”.

    Em seguida, ele se dirigiu a Jonas com o segundo colar do desafio. “Você sabe, né amigo? Você é f*. Vai por outros motivos”.

    Nesta semana, ocorre o castigo Cara & Coroa. Os dois participantes vão permanecer unidos, um de costas para o outro, até a formação do Paredão, domingo à noite. Haverá períodos de pausa, sinalizados pelo som de moedas. Nesses momentos, os castigados poderão se soltar. Mas devem se unir novamente quando o mesmo som voltar a tocar.

    O Anjo impede que uma pessoa vá para o 10º Paredão. Ainda pode ganhar uma imunidade extra se abdicar do vídeo de sua família.

    Boneco indica Cowboy e Jonas para o 10º Castigo do Monstro do BBB; entenda

  • Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha no NE com defesa de domiciliar para Jair e discurso anti-PT

    Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha no NE com defesa de domiciliar para Jair e discurso anti-PT

    Em um ato político em Natal (RN), Flávio disse acreditar que a prisão domiciliar pedida pela defesa do pai será concedida. Bolsonaro está internado desde o último dia 13 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star, em Brasília, onde trata um quadro de pneumonia bacteriana bilateral.

    RENATA MOURA
    NATAL, RN (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, deu a largada de sua pré-campanha no Nordeste neste sábado (21) defendendo a concessão de prisão domiciliar para o pai, Jair Bolsonaro (PL), e reforçando críticas ao governo Lula (PT).

    Em um ato político em Natal (RN), Flávio disse acreditar que a prisão domiciliar pedida pela defesa do pai será concedida. Bolsonaro está internado desde o último dia 13 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DF Star, em Brasília, onde trata um quadro de pneumonia bacteriana bilateral.

    “Os exames comprovam o agravamento da saúde dele e agora, com 71 anos de idade e comorbidades já publicamente conhecidas, a domiciliar humanitária vai ser autorizada”, disse o senador em entrevista à imprensa.

    No discurso para apoiadores, Flávio criticou o aumento do preço dos combustíveis: “Vocês já viram como está o preço da gasolina? O diesel batendo R$ 10?”, questionou.

    Sem fazer referências à guerra no Irã, o senador afirmou que Lula é um “incompetente que não consegue enfrentar uma crise”.

    Na sequência, citou medidas de redução de tributos adotadas por Bolsonaro em 2022, quando o preço dos combustíveis aumentou na esteira dos impactos da invasão da Ucrânia. Na última semana, Lula adotou uma medida semelhante ao zerar o PIS e a Cofins do óleo diesel.

    Mirando eleitores mais jovens e empreendedores, o senador prometeu reduzir impostos e facilitar a vida de quem quer abrir o próprio negócio. Também colocou a segurança pública no centro do discurso, prometendo endurecer o tratamento a organizações criminosas e a agressores de mulheres.

    O evento no Rio Grande do Norte teve bolo nas cores verde e amarelo, além de coro de feliz aniversário para o ex-presidente, que fez 71 anos neste sábado.

    Vestindo uma camiseta com a frase “Nordeste é solução”, Flávio disse que o crescimento do seu nome nas pesquisas é resultado de suas propostas e do que chamou de “grande desastre que é o governo do PT”.

    O ato político marcou a filiação ao PL do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que vai concorrer ao governo do estado. A chapa apresentada terá o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o militar Coronel Hélio (PL) como candidatos ao Senado. Babá Pereira (PL), ex- prefeito do município de São Tomé, será o vice.

    Além de Álvaro Dias, já anunciaram que são pré-candidatos ao governo o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) e o atual secretário de Fazenda do Estado, Cadu Xavier (PT).

    A governadora Fátima Bezerra (PT), que concorreria ao Senado, anunciou nesta semana que vai permanecer no cargo até o final do mandato.

    Neste domingo (22), Flávio participa ainda de um ato político na Paraíba.

    Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha no NE com defesa de domiciliar para Jair e discurso anti-PT

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  • Se aprovado, fim da 6×1 deve afetar preços relativos num primeiro momento, dizem analistas

    Se aprovado, fim da 6×1 deve afetar preços relativos num primeiro momento, dizem analistas

    No médio prazo, segundo os especialistas, o mercado se ajustará e as empresas se adequarão à nova realidade, como aconteceu em 1988, quando, na esteira da nova Constituição, a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

    O fim da jornada de 6 dias de trabalho por 1 de folga, se aprovado, terá impacto nos preços relativos da economia, pelo menos em um primeiro momento, preveem especialistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. De imediato, os custos das empresas subirão na medida em que as horas trabalhadas diminuírem e considerando que os salários não poderão ser reduzidos.

    No médio prazo, segundo os especialistas, o mercado se ajustará e as empresas se adequarão à nova realidade, como aconteceu em 1988, quando, na esteira da nova Constituição, a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

    A inflação, num primeiro momento, deve subir também porque, segundo o sociólogo, professor e coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio, com um dia a mais de folga o trabalhador passará a consumir mais.

    Na outra ponta, para atender ao aumento da demanda, o setor produtivo terá que produzir mais. Para isso terá que contratar mais funcionários, fazendo com que a roda da economia passe a girar mais rápido. \”O resultado será de um saldo positivo para a economia\”, defende Ganz Lúcio.

    Daniel Teles Barbosa, sócio da Valor Investimentos, também vê o fim da jornada 6×1 alterando os preços relativos da economia por meio de uma inevitável melhora na massa salarial. Setores que não podem interromper suas atividades aos fins de semana vão ter de buscar reposição nos seus dias de folga dos seus empregados ou pagar horas extras.

    Para o executivo, num cenário de mercado de trabalho superaquecido, com escassez de mão de obra e plataformas e aplicativos levando vantagem na disputa de trabalhadores com rendas mais atrativas, o setor formal terá que melhorar salários e benefícios para conseguir atrair o trabalhador informal para um ambiente em que terá de cumprir horários, estar sujeito a regras e normas. \”Um motorista de aplicativo hoje consegue movimentar no mês de R$ 6 mil a R$ 9 mil\”, disse Teles.

    De acordo com o coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Ganz Lúcio, num primeiro momento, será inevitável alguma pressão sobre custos das empresas, sobretudo nos das micro e pequenas, que são mais intensivas em mão de obra e carentes de condições para se automatizarem e inovarem.

    Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) quantifica o impacto que o fim da jornada 6×1 exercerá sobre custos.

    O efeito será diferente para cada setor e porte, indo de 0,5% a 6,5%, sendo que as empresas maiores e mais automatizadas sofrerão menos pressão que as micros e pequenas.

    Tendência Mundial Inevitável

    Para o presidente do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, a redução da jornada trabalho é uma tendência mundial, inevitável e bem-vinda. Defende a melhora da qualidade de vida do trabalhador, mas também algum incentivo para que as micro e pequenas empresas possam se automatizar.

    Enquanto grandes associações entendem que o debate sobre o fim da jornada 6×1 não cabe em um país com baixo ganho de produtividade e escassez de mão de obra, Couri diz que é só pagar o que o trabalhador pede e merece que a mão de obra aparece.

    Ainda, de acordo com ele, o impacto não será generalizado porque muitas empresas já cumprem uma jornada de 40 horas semanais.

    \”Quanto menos mecanizado for um segmento, maior será o impacto do fim da jornada 6×1 sobre seus custos. Quanto mais mecanizado, menos impacto terá\”, avalia o presidente do Simpi, para quem alguma contrapartida para os micros e pequenos deveria acompanhar a mudança.

    Se aprovado, fim da 6×1 deve afetar preços relativos num primeiro momento, dizem analistas

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  • Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança 'faz as guerras' em vez de evitá-las

    Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança 'faz as guerras' em vez de evitá-las

    “O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, e são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou o presidente durante o 1º Fórum de Alto Nível Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-África. Ele disse ainda estar “indignado com a passividade” da organização.

    LAIZ MENEZES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas) diante do avanço de guerras, em especial no Oriente Médio, ao discursar neste sábado (21), em Bogotá, na Colômbia. Ele afirmou que o Conselho de Segurança da entidade, criado para manter a paz e a segurança internacional, “promove guerras”, ao citar os conflitos na Faixa de Gaza, na Ucrânia e no Irã.

    “O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, e são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou o presidente durante o 1º Fórum de Alto Nível Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-África. Ele disse ainda estar “indignado com a passividade” da organização.

    Lula afirmou que o conselho não foi capaz de resolver conflitos em Gaza, na Ucrânia, na Líbia, no Iraque e no Irã. “Quem tem mais canhão, mais navio, mais avião e mais dinheiro se acha dono do mundo”, disse.

    O presidente também cobrou uma reforma urgente do órgão e defendeu maior representação de América Latina e da África. “Quando é que a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se coloca mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou.

    Ele classificou o momento atual de período com a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) e contrapôs os gastos militares à persistência da fome. “Enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome”, afirmou.

    Publicada no mês passado, a 67ª edição do Balanço Militar mostrou que o gasto militar global cresceu em 2025 e atingiu o maior patamar desde a Segunda Guerra. O avanço em relação a 2024 foi de 2,5% em termos reais, chegando a US$ 2,63 trilhões (R$ 13,58 trilhões). E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), de 638 milhões a 720 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2024.

    Lula dedicou parte do discurso ao caso do Irã. Ele relembrou que, em 2010, viajou a Teerã com o então presidente da Turquia, Abdullah Gül, para negociar um acordo sobre enriquecimento de urânio -proposta que, segundo ele, teve aval do então presidente americano, Barack Obama, em carta.

    Segundo o presidente, o acordo foi firmado, mas Estados Unidos e Europa responderam ampliando o bloqueio ao país. “Depois de alguns anos, foram fazer outro acordo pior do que aquele que a gente tinha feito”, disse.

    Para Lula, o episódio faz parte de um padrão em que potências constroem a imagem de um inimigo para justificar o uso da força. “Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras”, afirmou, em referência a argumentos usados pelo presidente Donald Trump para atacar o Irã, com base no temor de desenvolvimento de armas nucleares.

    Outro tema abordado foi a disputa por minerais críticos e terras raras. Lula afirmou que países da América Latina e da África ainda enfrentam as consequências da colonização e alertou para o risco de uma nova forma de dominação, agora com base em recursos estratégicos. Segundo ele, potências estrangeiras tentam repetir uma lógica histórica de exploração.

    “[Com os minerais críticos] é a chance de Bolívia, África e América Latina não aceitar ser apenas exportadora”, disse, defendendo que investidores estrangeiros se instalem e produzam nesses países.

    Lula também defendeu que o Atlântico Sul permaneça livre de disputas geopolíticas e anunciou que o Brasil organizará, em 9 de abril, uma reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul.

    Lula critica ONU e diz que Conselho de Segurança 'faz as guerras' em vez de evitá-las

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  • Tim Cook reafirma compromisso da Apple com a China e promete apoio

    Tim Cook reafirma compromisso da Apple com a China e promete apoio

    O presidente executivo da Apple, Tim Cook, defendeu hoje em Pequim o papel da cooperação como motor de crescimento e reafirmou o compromisso da empresa com a China, com promessas de apoio à inovação, desenvolvimento sustentável e educação.

    Durante uma participação no Fórum de Desenvolvimento da China 2026, o CEO da Apple destacou a importância da colaboração para gerar valor adicional e ressaltou o potencial do trabalho em conjunto para “produzir resultados superiores à soma das partes”.

    Cook, citado pelo veículo 21st Century Business Herald, chamou atenção para os avanços da China na transição para um modelo de crescimento “de alta qualidade” e afirmou que a comunidade de desenvolvedores do país é um “exemplo claro” das chamadas “novas forças produtivas”.

    No setor industrial, o executivo elogiou os “avanços extraordinários” dos parceiros da empresa nas áreas de automação e manufatura inteligente, segmentos em que a Apple mantém uma ampla rede de fornecedores.

    Em relação ao meio ambiente, ele destacou que mais de 90% da produção da Apple na China já utiliza energia limpa. Além disso, mais de 90 fornecedores assumiram o compromisso de usar eletricidade 100% renovável até 2030 na fabricação dos produtos da companhia.

    As declarações de Cook ocorreram durante uma visita ao país, na qual o executivo se reuniu, na sexta-feira, em Pequim, com o ministro do Comércio da China, Wang Wentao.

    Tim Cook reafirma compromisso da Apple com a China e promete apoio

  • Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

    Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

    O exército iraniano anunciou no domingo que atacará as infraestruturas energéticas e as instalações de dessalinização de água na região, caso Donald Trump concretize as ameaças de destruir as centrais elétricas iranianas.

    Se a infraestrutura petrolífera e energética do Irã for atacada pelo inimigo, todas as infraestruturas energéticas, de tecnologia da informação e de dessalinização de água pertencentes aos Estados Unidos e ao regime da região serão alvo de ataques”, declarou o porta-voz do comando operacional do exército, Khatam al-Anbiya, em comunicado divulgado pela agência Fars.

    A fonte não especificou a qual “regime” estava se referindo.

    Antes disso, Donald Trump deu ao Irã um prazo de 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob ameaça de destruir as usinas elétricas iranianas.

    Irã visará centrais de dessalinização na região, se Trump atacar centrais iranianas

  • Líder do Pinterest defende proibição de adolescentes das redes sociais

    Líder do Pinterest defende proibição de adolescentes das redes sociais

    Bill Ready acredita que a indústria tecnológica já teve tempo suficiente para se autorregular, considerando que os legisladores devem agora criar um standard claro e banir os jovens menores de 16 anos das redes sociais.

    O CEO do Pinterest, Bill Ready, compartilhou uma publicação no LinkedIn afirmando que governos de diferentes países deveriam proibir o acesso de jovens com menos de 16 anos às redes sociais.

    “Como CEO e pai, acredito que precisamos ser honestos: as redes sociais, da forma como existem hoje, não são seguras para jovens com menos de 16 anos”, escreveu. “No Pinterest, já vimos que proteger os jovens e construir uma empresa forte não são coisas incompatíveis. É possível — e necessário — fazer as duas coisas ao mesmo tempo”.

    Além disso, Ready defendeu que as redes sociais precisam de “regras mais claras, melhores ferramentas para os pais e maior responsabilização”, citando como exemplo uma medida recente adotada pela Austrália.

    Na publicação, o executivo também compartilhou um artigo de sua autoria divulgado no site da revista Time, no qual defende a criação de um padrão global para proteger os mais jovens.

    “A nossa indústria teve vários anos para mitigar esses riscos, mas falhou repetidamente”, afirmou Ready. “O tempo da autorregulação já passou e, se as empresas de tecnologia não mudarem, o caminho para os legisladores é evidente. Precisamos de um padrão claro: proibição de redes sociais para menores de 16 anos, com fiscalização efetiva e responsabilização dos sistemas operacionais de smartphones e dos aplicativos que funcionam neles.”

    Líder do Pinterest defende proibição de adolescentes das redes sociais

  • Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

    Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana

    Cuba sofreu no sábado um novo apagão nacional, devido ao desligamento total do Sistema Elétrico Nacional às 18h38 locais (22h38 de Lisboa), o segundo em menos de uma semana e o sétimo em ano e meio.

    O Ministério de Energia e Minas de Cuba informou nas redes sociais sobre um novo incidente: “Ocorreu um desligamento total do Sistema Elétrico Nacional. Já estão sendo aplicados os protocolos para a restauração” do fornecimento de energia.

    Até o momento, não foram apontadas possíveis causas para o apagão. Diferentemente de ocasiões anteriores, os motivos do blecaute nacional de segunda-feira — o primeiro desta semana — não foram explicados.

    Cuba enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2014, uma situação com causas estruturais que se agravou nos últimos três meses devido ao embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, elevando os cortes de energia a níveis recordes.

    Nas últimas duas semanas, foram registrados dois apagões nacionais e uma interrupção em grande escala que deixou dois terços da ilha sem eletricidade.

    Mesmo sem imprevistos, a situação já é crítica: em Havana, os cortes chegam a cerca de 15 horas por dia, e algumas regiões ficaram até dois dias consecutivos sem energia.

    Com base em experiências anteriores, a recuperação do Sistema Elétrico Nacional (SEN) é um processo lento e complexo, que pode levar dias. Ele envolve iniciar a geração de energia com fontes de arranque mais simples (solar, hidrelétrica e geradores), abastecendo pequenas áreas que depois são interligadas.

    O objetivo é restabelecer rapidamente energia suficiente para as usinas termoelétricas — principal base da produção elétrica em Cuba — para que possam voltar a operar e gerar energia em grande escala.

    O principal problema que diferencia a situação atual das anteriores é que o país praticamente não dispõe de diesel e óleo combustível para alimentar seus geradores, devido ao embargo petrolífero dos Estados Unidos.

    Colocar as usinas termoelétricas em funcionamento sem essa fonte de energia inicial rápida pode ser um grande desafio, como explicou recentemente o diretor-geral de Eletricidade do Ministério de Energia e Minas, Lázaro Guerra, após um apagão que afetou cerca de seis milhões de cubanos.

    Esse novo apagão ocorre no momento em que centenas de políticos e ativistas, principalmente da América Latina e da Europa, se reuniram em Havana em solidariedade a Cuba, protestando contra o embargo petrolífero dos Estados Unidos.

    Antes do desligamento total do SEN, Cuba já previa para sábado cortes prolongados ao longo do dia, com a expectativa de que, no pico da demanda, cerca de 60% do país ficasse simultaneamente sem energia.

    No sábado, 10 das 16 unidades de produção termoelétrica do país estavam fora de operação devido a falhas ou manutenção — apesar de essa fonte representar cerca de 40% da matriz energética.

    Essas interrupções não estão diretamente relacionadas ao embargo petrolífero, já que utilizam principalmente petróleo nacional, mas sim às condições precárias dessas infraestruturas antigas, com décadas de uso e falta crônica de investimentos.

    Outros 40% da matriz energética vinham da chamada geração distribuída (geradores a diesel e óleo combustível), que o governo informou estar completamente paralisada desde janeiro devido à falta de combustível.

    Especialistas independentes apontam que a crise energética cubana resulta de uma combinação de subfinanciamento crônico do setor e do embargo norte-americano.

    O governo cubano destaca principalmente o impacto das sanções dos Estados Unidos e acusa Washington de promover uma “asfixia energética”.

    Estimativas independentes indicam que seriam necessários entre 8 e 10 bilhões de dólares para recuperar o sistema elétrico do país.

    Os apagões vêm prejudicando a economia, que já encolheu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais.

    Além disso, têm sido um dos principais gatilhos de protestos nos últimos anos, desde a revolta social de 11 de julho de 2021 até manifestações mais recentes em Havana e Morón, no centro da ilha.

    Cuba sofre novo apagão nacional, o segundo numa semana