Autor: REDAÇÃO

  • Higuita brinca com Messi e ensaia ‘escorpião’ antes de amistoso do Inter Miami na Colômbia

    Higuita brinca com Messi e ensaia ‘escorpião’ antes de amistoso do Inter Miami na Colômbia

    O duelo amistoso entre Inter Miami e Atlético Nacional, neste sábado, no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, foi marcado pelo inusitado encontro entre o astro argentino Lionel Messi e o icônico ex-goleiro René Higuita.

    Campeão da Copa Libertadores de 1989 pelo clube de Medellín e goleiro titular da seleção colombiana na Copa de 1990, Higuita também ficou famoso ao realizar uma defesa conhecida como \”escorpião\” – saltou para frente, apoiou as mãos no chão e elevou as pernas para trás – em um chute de Jamie Redknapp em amistoso de sua seleção com a Inglaterra, em Wembley, em 1995.

    Atualmente líder institucional do Atlético Nacional, o ex-goleiro de 59 anos trocou passes com Messi antes do jogo, no qual deu o pontapé inicial, e aproveitou uma bola alta do camisa 10 para tentar repetir sua famosa defesa, desta vez sem se lançar ao gramado. O ídolo colombiano também recebeu uma bola autografada do argentino.

    Em campo, o Inter Miami venceu sua primeira partida na turnê sul-americana da pré-temporada, por 2 a 1, antes de lutar pelo bicampeonato da MLS (Major League Soccer). O Atlético Nacional saiu na frente, com Rengifo, mas levou a virada com tento de Luís Suárez, na sobra de um chute na trave de Messi, e com um gol contra de Rivero nos minutos finais.

    Agora com uma vitória e uma derrota, diante do Alianza Lima, no Peru, na semana passada, o time americano vai ao Equador enfrentar o Barcelona de Guayaquil no Estádio Monumental no sábado (7).

    Higuita brinca com Messi e ensaia ‘escorpião’ antes de amistoso do Inter Miami na Colômbia

  • Paolla Oliveira publica vídeo tomando banho de cachoeira: 'Para energizar e encerrar'

    Paolla Oliveira publica vídeo tomando banho de cachoeira: 'Para energizar e encerrar'

    Nas imagens, Paolla aparece sorridente, usando um maiô vinho com recortes laterais e detalhe em aro dourado, peça que chamou atenção pelo visual elegante mesmo em meio ao cenário rústico.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Paolla Oliveira escolheu a natureza como cenário para encerrar o mês de janeiro. No sábado (31), a atriz compartilhou nas redes sociais registros de um banho de cachoeira e resumiu o momento com poucas palavras: “Pra energizar e encerrar janeiro”.

    Nas imagens, Paolla aparece sorridente, usando um maiô vinho com recortes laterais e detalhe em aro dourado, peça que chamou atenção pelo visual elegante mesmo em meio ao cenário rústico.

    A publicação rapidamente reuniu elogios de fãs e colegas, que celebraram o momento de pausa da atriz em meio à rotina intensa de trabalho.

     
     
     

     
     
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    O banho de cachoeira surge como um respiro após semanas agitadas, especialmente no período de pré-Carnaval. Recentemente, Paolla esteve no ensaio de quadra da Grande Rio, escola da qual foi rainha de bateria por anos e que agora tem Virginia Fonseca à frente do posto. A presença da atriz não passou despercebida e gerou comentários nas redes.

    Na ocasião, Paolla também falou abertamente sobre a nova fase da vida pessoal. Ao ser questionada sobre como tem vivido o Carnaval após o fim do relacionamento de quase cinco anos com o cantor Diogo Nogueira, ela tratou o assunto com serenidade. “Nem melhor, nem pior. As pessoas criam as emoções, criam o furor. Estou apenas solteira”, afirmou.

    Paolla Oliveira publica vídeo tomando banho de cachoeira: 'Para energizar e encerrar'

  • Vini Jr. marca e Mbappé evita empate do Real Madrid com o ameaçado Rayo nos acréscimos

    Vini Jr. marca e Mbappé evita empate do Real Madrid com o ameaçado Rayo nos acréscimos

    O Real Madrid abusou da paciência de sua torcida e, com uma atuação apática e sem qualquer organização tática, precisou de inexplicáveis dez minutos de acréscimos para conseguir derrotar o modesto Rayo Vallecano por 2 a 1, neste domingo, no Santiago Bernabéu.

    No reencontro com seus fãs após a dura derrota para o Benfica por 4 a 2, em Lisboa, pela Champions League, o time da casa abriu o placar com Vinicius Jr., mas caiu de rendimento e foi vaiado durante a maior parte do jogo – e com razão. Somente nos acréscimos, com um a mais em campo e com gol de pênalti de Mbappé, os comandados de Álvaro Arbeloa conseguiram somar os três pontos e ficar apenas um atrás do líder Barcelona em La Liga (55 a 54). Os visitantes, com 22, podem entrar na zona de rebaixamento ainda nesta rodada.

    Os primeiros minutos foram desafiadores para o Real Madrid. As primeiras vaias da torcida apareceram logo aos 5 minutos, quando Akhomach aproveitou a instabilidade defensiva dos donos da casa, invadiu a área livre e finalizou à esquerda de Courtois. Três minutos depois, Bellingham sentiu dores musculares na coxa e acabou substituído por Brahim Díaz.

    O que se desenhava outra partida decepcionante do Real Madrid se transformou em alívio aos 14 minutos, quando Vini Jr. recebeu a bola na esquerda, cortou Ratiu duas vezes e mandou a bola no ângulo do goleiro Batalla para abrir o placar com um golaço. O time da casa se animou e, quatro minutos depois, o brasileiro quase ampliou.

    A partir daí, porém, o conjunto branco diminuiu o ritmo e os visitantes passaram a pressionar, assustando Courtois em dois tiros de longe. A atuação decepcionante diante de um adversário que luta contra o rebaixamento e que só venceu uma vez nas 11 rodadas anteriores irritou a torcida, que novamente expressou sua reprovação na saída os atletas para o intervalo.

    A indignação dos torcedores merengues aumentou no início da etapa final. Logo aos 3 minutos, em outra falha defensiva, Álvaro García recebeu o lançamento nas costas de Valverde e cabeceou para o meio da área, onde De Frutos levou a melhor sobre a marcação de Tchouaméni e bateu de primeira para igualar o marcador. Aos 18, o Rayo só não virou porque Ratiu chutou em cima de Courtois.

    O Real Madrid reagiu apenas aos 23 minutos do segundo tempo, quando Mbappé partiu em velocidade no contra-ataque, deu um drible da vaca no goleiro e mandou a bola no travessão com a meta vazia. Com o jogo aberto e mais perto de levar um gol do modesto adversário do que de buscar a vitória, Arbeloa acionou Rodrygo e Alaba aos 30 minutos.

    Somente a partir dos 35 minutos, após a expulsão de Ciss por uma entrada violenta sobre Ceballos, o Real Madrid agrediu em busca do tento salvador. Apesar da desorganização, Camavinga acertou a trave e, já nos acréscimos, aos 52 minutos, graças a um pênalti infantil de Mendy em Brahim, Mbappé bateu no canto esquerdo para dar a vitória – nada merecida – ao irreconhecível time anfitrião.

    Vini Jr. marca e Mbappé evita empate do Real Madrid com o ameaçado Rayo nos acréscimos

  • Danielle Winits questiona as aparências da atualidade em lixão assombrado por aliens

    Danielle Winits questiona as aparências da atualidade em lixão assombrado por aliens

    “Estou sempre buscando personagens que talvez as pessoas não esperem de mim”, diz ela, que se firmou na TV com mulheres obcecadas pela beleza e por usar a sensualidade para conseguir o que queriam. “Sinto que, hoje, furar bolhas é uma tarefa necessária para o feminino e para aqueles que procuram um lugar distante do que os outros desejam que você ocupe.”

    DAVI GALANTIER KRASILCHIK
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As modelos que Danielle Winits interpretou em produções da Globo, como “Sex Appeal” e “Corpo Dourado”, dificilmente se sentiriam à vontade num lixão a céu aberto. Mas é exatamente onde sua nova protagonista, uma catadora que acredita em ETs, está agora, em “Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente”, espetáculo em cartaz no Teatro Faap, em São Paulo.

    “Estou sempre buscando personagens que talvez as pessoas não esperem de mim”, diz ela, que se firmou na TV com mulheres obcecadas pela beleza e por usar a sensualidade para conseguir o que queriam. “Sinto que, hoje, furar bolhas é uma tarefa necessária para o feminino e para aqueles que procuram um lugar distante do que os outros desejam que você ocupe.”

    É com o cabelo desarrumado e sem maquiagem que Trudy, papel de Winits, vaga por um verdadeiro fim de mundo. Ela encontra um cenário sem nada, à exceção dos restos de comida, das latas amassadas e das sacolas de lixo enormes. São restos de uma sociedade que abusou das técnicas de produção em massa.
    Distante da vida materialista moderna, a personagem devaneia e esconjura a rotina que deixou –antes, era consultora criativa de uma empresa de marketing.

    O projeto é o primeiro monólogo de Winits, ainda que outros seres apareçam vez ou outra durante a peça. Coprodutora atrás das cortinas, a artista sequer tem tempo para sentir a solidão desse universo em palco.

    “A recepção que tivemos no Rio de Janeiro [onde a peça foi apresentada, no ano passado] foi incrível, mas estou longe de estar com a luta ganha. Sou coprodutora há anos, mas quis vir com um pé a mais na porta porque sempre sobra espaço para o preconceito”, afirma Winits, comentando a vigilância das redes sociais.

    Gerald Thomas, diretor da peça, é tão célebre pelo radicalismo do seu trabalho teatral nas últimas décadas quanto pelas polêmicas em que se envolveu na carreira. Em 2003, por exemplo, agitou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro após mostrar a bunda e simular uma masturbação diante da plateia que vaiava sua montagem da ópera “Tristão e Isolda”. Foi parar na Justiça, sob acusação de ato obsceno e absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.

    Já no ano passado, se desculpou por defender Leo Lins –à época, disse ter visto a condenação do humorista, acusado de propagar discursos considerados discriminatórios, como um ataque à liberdade. Depois, diz ter entendido melhor o caso e se arrependido.
    “Gerald é um artista provocador, que sempre povoou meu imaginário. Ele tem uma habilidade enorme de desmembrar o que é feito para ser belo o tempo todo. No processo, não dá respostas ao público, e faz do teatro um lugar livre em que artista e plateia se transformam”, diz Winits.

    Se trabalhar com Gerald, para ela, foi a realização de um sonho, o dramaturgo diz que não a conhecia antes de receber um convite. Nada que uma ida à internet não tenha resolvido –ele explica que três cenas curtas da atriz, eróticas e intensas, serviram para convencê-lo do talento dela. Dias depois, diz ter conhecido, por Zoom, uma mulher muito sábia, séria e “politicamente por dentro das coisas”, longe da imagem apenas sexy que projetara.

    “Eu mesma me questiono muito”, afirma a artista. “Já fui uma mulher de excessos. Eu tinha peito, mas botei um pouco mais. Nessa profissão, cada dia é diferente e vivo em eterna construção de mim mesma.”

    Dona de sua própria produtora, a atriz fez sua primeira peça em 2006. Assinada por Marcelo Rubens Paiva, autor de “Ainda Estou Aqui”, “Amo-Te” trazia Winits como vítima de um relacionamento abusivo e debatia com humor a complexidade das conexões amorosas.

    Com o tempo, a Winits Produções Artísticas também chegou aos musicais, e títulos recentes como “O Mágico de Oz”, em que a atriz encarnou a Bruxa Má do Oeste, e “Meninas Malvadas”, representam outra paixão da artista.

    “Essa área me permite dizer o que realmente quero falar. Os projetos se tornam mais genuínos e, mesmo sendo um claro ato político, não deixa de ser uma conquista pessoal. Sempre serei essa mulher que bate em todas as portas. Talvez muitos nem queiram saber que sou assim, mas isso já não é problema meu.”

    Em “Choque!”, esse mundo digital que embaralha sinais de vida inteligente vira motivo de piada. Inspirado num texto da americana Jane Wagner, de 1985, o espetáculo atualiza a obra e condensa as várias personagens do original numa só figura que contesta os desdobramentos do capitalismo.

    Assim, preserva referências a nomes como Andy Warhol –com quadros que surgem no palco e tensionam limites entre a arte e os bens de consumo–, zomba de influenciadores e plataformas, como o Instagram, e abusa de efeitos de luz, canções e outros estímulos que satirizam a hiperconexão.

    Afinal, os ETs que Trudy insiste serem reais –cuja existência é sugerida, no palco, por roupas gigantes que pendem do teto– não são tão diferentes dos usuários que mantém a relevância de celebridades no plano real. São presenças que se manifestam, o tempo todo, por ideias e rastros de uma vida concreta.

    Gerald compara o Speaker’s Corner, espaço em Londres onde os cidadãos podem subir para criticar tudo e todos –à exceção da família real e do governo britânico–, com a lógica dos debates online.

    “De tarde, você vê muitas pessoas ao lado umas das outras, discursando em várias línguas, pregando e vomitando verdades diferentes. Nada mais são do que um bando de malucos, cada um com a sua verdade. A internet é exatamente assim”, afirma o dramaturgo, de sua residência em Nova York.

    “A igreja é assim, o teatro é assim, a academia é assim, o mundo inteiro é assim desde sempre e nada mudou. Mas, hoje, há uma sede enorme de falar e pular para fora das telas de monitores e celulares, de convencer o outro de algo, mesmo que o próximo post vá contradizer absolutamente tudo que foi dito.”

    No ano passado, o diretor veio ao Brasil para lançar “Sabius, Os Moleques”, espetáculo apocalíptico em que a própria Terra sucumbe à humanidade. Após alguns meses no país, voltou para os Estados Unidos, onde sua rotina foi registrada pela equipe de um documentário sobre sua vida. “Só paravam a câmera quando eu ia ao banheiro”, diz. Enquanto isso, deixou a temporada em São Paulo às ordens de seu assistente, Osni Silva, e vai acompanhar o processo como um avatar virtual.

    “O Gerald é uma verdadeira entidade. Estou acostumada com espetáculos com equipes muito grandes, mas durante esse meu primeiro solo eu nunca me senti só”, diz Winits. O contraste que ela descreve se aplica à peça em si, que mobiliza um espaço cênico rico em detalhes, mas sintetiza dramas de toda a humanidade em uma só personagem.

    É o tipo de dualidade, explica Gerald, que encanta os mais jovens e pode desagradar veteranos, como a sua amiga Fernanda Montenegro, habituada a produções mais intimistas. “Acho que o meu excesso nunca é demais. Cabe ao público ignorar o que não querem ver ou esquecer o que não gostaram. É um pouco como a digestão –você caga aquilo que não digeriu.”

    À luz de episódios recentes, o diretor defende que o choque humano jamais será banalizado. Ele diz que as mortes que vem acontecendo em Minneapolis, nos Estados Unidos, evidenciam que grandes líderes mundiais se esforçam cada vez menos para manter as boas aparências. “Não há metáfora. Eles estão construindo o quarto Reich dentro da sua própria casa.”

    Para Winits, essa força eletromagnética também não vai se dissipar. “Não posso entrar numa zona de conforto, porque muitos dos avanços que acontecem hoje se dão na oratória, mas não nas atitudes”, diz. “Minha marcha não possui linha de chegada, mas devo mostrar para outras mulheres que ela perseverá.”

    Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente
    Quando: Sex. e sáb., às 20h; Dom., às 17h; Até 29/3
    Onde: Teatro FAAP – Rua Alagoas, 903, São Paulo
    Preço: R$ 160, em teatrofaap.showare.com.br
    Classificação: 12 anos
    Autoria: Jane WagnerElenco Danielle Winits
    Direção: Gerald Thomas

    Danielle Winits questiona as aparências da atualidade em lixão assombrado por aliens

  • Virginia fala sobre ansiedade, críticas e fantasia ousada na estreia como rainha da Grande Rio

    Virginia fala sobre ansiedade, críticas e fantasia ousada na estreia como rainha da Grande Rio

    Em sua primeira vez no posto, a influenciadora admite ansiedade na reta final, mas diz que tem buscado manter o foco e a tranquilidade para aproveitar cada etapa da preparação até o grande dia na Marquês de Sapucaí.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Faltando duas semanas para o Carnaval, Virginia Fonseca, 26, vive a expectativa de sua estreia como rainha de bateria da Grande Rio. Em sua primeira vez no posto, a influenciadora admite ansiedade na reta final, mas diz que tem buscado manter o foco e a tranquilidade para aproveitar cada etapa da preparação até o grande dia na Marquês de Sapucaí.

    Entre ensaios intensos e compromissos profissionais, ela afirma que prefere viver um dia de cada vez. Sem espaço para pesadelos de última hora, Virginia confia que tudo vai dar certo na avenida. Sobre a fantasia, a rainha antecipa um visual ousado, marcado pela “entrega de shape”. “Queria a bunda um pouco mais tampada, mas disseram que ela é linda e tinha que aparecer (risos)”, conta.

    Apesar da intensa repercussão em torno da família, de sua saída do SBT e, em especial, da relação com o jogador Vini Jr., Virgina firma viver um momento de gratidão e acolhimento. Ela antecipa que o jogador, no entanto, não estará presente no Carnaval por causa dos compromissos profissionais com o Real Madrid, mas deve acompanhar o desfile à distância, pela televisão. Confira abaixo a entrevista.
    *
    F5 – Faltam duas semanas para o Carnaval. É a sua estreia e logo como rainha de bateria da Grande Rio. Você está ansiosa?
    Virginia Fonseca – Estou muito ansiosa, sim, mas estou evitando pensar demais. Estou focada só no Carnaval (risos). Vivo um dia de cada vez, cumprindo muitos compromissos nessa reta final. Estou feliz, grata e tentando manter a calma.
    F5 – Tem pesadelos nessa reta final? Tipo a fantasia rasgar na avenida ou a sandália estourar?
    Virginia Fonseca – Não! Não penso nessas coisas. Se Deus quiser, vai dar tudo certo. Sapato, roupa, tudo vai funcionar. Vai na fé.
    F5 – Agora todo mundo está elogiado seu samba no pé, mas no começo houve muitas críticas. Você sofreu com elas? A repercussão da sua apresentação, substituindo Paolla Oliveira, te abalou?
    Virginia Fonseca – Primeiro, graças a Deus, as aulas estão funcionando e eu me sinto um pouquinho mais segura. Não sofri com as críticas porque eu já entrei sabendo que não sabia sambar. Eu improvisava um pouco, mas sambar mesmo eu não sabia. Entrei de peito aberto, disposta a aprender. Já imaginava que teria críticas e usei isso como força para melhorar.
    F5 – Já viu a fantasia? Fez algum pedido especial?
    Virginia Fonseca – Vi o croqui há um tempo e achei lindo. Só pedi para entregarem tudo na fantasia e falei: ‘Vamos fazer algo incrível’. É isso que vai acontecer no dia do desfile da Grande Rio. O único pedido que fiz, eles não atenderam: eu queria a bunda um pouco mais tampada, mas disseram que ela é linda e tinha que aparecer (risos).
    F5 – Então podemos dizer que é uma fantasia mais ousada?
    Virginia Fonseca – Amor, é entrega de shape. A bunda tem que estar no lugar certo, aparecendo. A virilha também, tudo bem cavado. Cheguei a falar: ‘Gente, vamos fazer algo um pouco mais tampadinho, porque ainda não estou preparada’.
    F5 – O carnavalesco e o figurinista aceitaram?
    Virginia Fonseca – Não muito (risos). Vou ter que treinar, jogar o corpo, e a fantasia vai sustentar bem. A única coisa que pedi e eles atenderam foi deixar a roupa o mais confortável possível.
    F5 – O que você espera do desfile?
    Virginia Fonseca – Que todo mundo sinta a energia surreal que é desfilar na Sapucaí. Quero ser feliz, me jogar e viver intensamente esse momento, porque é um lugar que poucas pessoas têm a oportunidade de estar.
    F5 – Pensa em voltar no ano que vem como rainha de bateria?
    Virginia Fonseca – Com certeza. A comunidade de Caxias me abraçou demais, a Grande Rio nem se fala. Quero voltar em 2027, se Deus quiser.
    F5 – Como é essa vida corrida entre Goiânia, Rio, Madrid e São Paulo?
    Virginia Fonseca – Uma loucura que eu amo (risos). Essa correria é o que me move e me preenche, sabe. E o fato de conseguir fazer tudo isso perto da minha família torna tudo mais especial.
    F5 – O namoro vai bem?
    Virginia Fonseca – Vai muito bem, obrigada. [Estou] muito feliz.
    F5 – Como você vê a repercussão em torno da sua família e a relação com a família do Vini Jr.?
    Virginia Fonseca – Essa repercussão já acontece há anos. As pessoas gostam da nossa família, e eu me sinto muito abraçada. A família do Vini também é maravilhosa. É só gratidão. Vivo um momento maravilhoso na minha vida.
    F5 – O Vini Jr. vai estar presente no Carnaval?
    Virginia Fonseca – Não, zero chance. Ele ama Carnaval, mas não consegue vir por causa dos jogos do Real Madrid. São compromissos importantes. Ele é muito profissional, e eu jamais prejudicaria isso. Ele vai acompanhar de longe, pela televisão, torcendo por nós.

    Virginia fala sobre ansiedade, críticas e fantasia ousada na estreia como rainha da Grande Rio

  • Líder supremo do Irã compara onda de protestos no país a golpe de Estado

    Líder supremo do Irã compara onda de protestos no país a golpe de Estado

    “[Os manifestantes] atacaram a polícia, prédios governamentais, quartéis da Guarda Revolucionária, bancos, mesquitas e queimaram o Alcorão… Foi um verdadeiro golpe de Estado”, disse Khamenei, citado pela agência Tasnim. Segundo o líder, a tentativa de golpe fracassou.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou neste domingo (1º) que a onda de manifestações que se espalhou por Teerã e outras grandes cidades do país assemelha-se a um golpe de Estado.

    “[Os manifestantes] atacaram a polícia, prédios governamentais, quartéis da Guarda Revolucionária, bancos, mesquitas e queimaram o Alcorão… Foi um verdadeiro golpe de Estado”, disse Khamenei, citado pela agência Tasnim. Segundo o líder, a tentativa de golpe fracassou.

    Os protestos no Irã começaram em dezembro e se transformaram na mais séria ameaça à teocracia desde sua instalação, em 1979. O regime respondeu com uma brutal repressão. Organizações de direitos humanos contabilizam mais de 6.000 vítimas, enquanto Teerã admitiu que 3.000 pessoas morreram durante as manifestações.

    Khamenei também afirmou que eventuais ataques dos Estados Unidos contra o país desencadearão um conflito regional. “Os americanos devem saber que se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional.” Washington apoiou os protestos contra o regime e tem pressionado Teerã pelo controle de sua infraestrutura nuclear com a ameaça de bombardeios.

    Na noite de sábado (31), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã negocia com o governo americano um acordo sobre seu programa nuclear. “Espero que negociem algo aceitável”, disse a repórteres durante uma viagem à Flórida, acrescentando que Teerã deveria aceitar um tratado sem armas nucleares. “Não sei se eles o farão, mas estão conversando conversando seriamente conosco”, disse.

    Mais cedo, o chefe do Ex ército do Irã, Amir Hatami, afirmou que a infraestrutura atômica do país não será suprimida. Washington, Israel e várias potenciais ocidentais afirmam que o aparato iraniano visa alcançar uma bomba atômica, algo que Teerã nega.
    “O conhecimento e a tecnologia nuclear da República Islâmica do Irã não podem ser eliminados, mesmo que os cientistas e os filhos da nação se tornem mártires”, disse, em referência aos bombardeios que atingiram instalações e cientistas iranianos durante a guerra de 12 dias, em junho passado

    Hatami também disse, em alerta aos Estados Unidos e a Israel, que as Forças Armadas de Teerã estão em estado de alerta máximo após um deslocamento expressivo de navios de guerra americanos no Golfo.

    “Se o inimigo cometer um erro, isso colocará sem dúvida alguma em perigo sua própria segurança, a da região e a do regime sionista”, disse o chefe do Exército, citado pela agência de notícias iraniana Irna, acrescentando que as Forças Armadas estão “plenamente preparadas”.

    Washington enviou ao Oriente Médio uma força naval de ataque liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocamento que desperta o temor de um confronto direto com o Irã. A nação islâmica tem avisado que, se for atingida, responderá disparando mísseis às bases norte-americanas no Oriente Médio e atacando os aliados dos EUA, em particular Israel.

    Também neste domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou de terroristas os Exércitos europeus. O anúncio, cujas consequências imediatas ainda não estão claras, é uma resposta à decisão da União Europeia, na última quinta-feira (29), de incluir a Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações vistas como terroristas pelo bloco.
    “A repressão não pode ficar sem resposta”, escreveu Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, em post no X, referindo-se à repressão violenta de Teerã contra as manifestações que se espalharam pelo país.

    “De acordo com o artigo 7 da lei sobre contramedidas relativas à designação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, os Exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas”, disse Ghalibaf, vestido com um uniforme da guarda em sinal de solidariedade.

    Líder supremo do Irã compara onda de protestos no país a golpe de Estado

  • 'Selic em 15% faz bilionário ganhar R$ 400 mil por dia sem produzir nada', diz ex-consultor da ONU

    'Selic em 15% faz bilionário ganhar R$ 400 mil por dia sem produzir nada', diz ex-consultor da ONU

    O professor titular de pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e ex-consultor de agências da ONU (Organização das Nações Unidas) não tem dificuldade em explicar cifras e indicadores a partir de exemplos do cotidiano.

    DANIELE MADUREIRA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “As pessoas têm imensa dificuldade em entender grandes números”, diz o economista Ladislau Dowbor, 84, que até gravou um vídeo intitulado “Entenda a economia em 15 minutos”. O professor titular de pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e ex-consultor de agências da ONU (Organização das Nações Unidas) não tem dificuldade em explicar cifras e indicadores a partir de exemplos do cotidiano.

    “Pago R$ 350 pelo dia de trabalho da minha faxineira, valor transferido para a conta dela de maneira digital. Como ela tem problemas de saúde, contratou um desses planos geridos por empresas que não entendem nada de saúde. Então descubro que entre os sócios deste grupo está a BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, que administra trilhões de dólares. Ou seja: parte do dinheiro que eu pago para uma pessoa pobre no Brasil vai para um grupo americano riquíssimo -que também é acionista da bandeira de cartão de crédito que eu uso para pagar o café da manhã na padaria.”

    A profunda transformação da sociedade na era digital e o seu impacto no capitalismo e na ampliação da desigualdade é um dos temas centrais na pesquisa de Dowbor. O assunto é tema do livro “Os Desafios da Revolução Digital” (editora Elefante), que venceu o Prêmio Brasil de Economia 2025 do Cofecon (Conselho Federal de Economia). No ano anterior, outro livro do catalão de origem polonesa, naturalizado brasileiro, havia vencido o mesmo prêmio: “Resgatar a Função Social da Economia” (Elefante).

    Autor ou organizador de mais de 45 livros, Dowbor mantém boa parte das obras no seu site com acesso gratuito. Em 2021, também foi finalista do Prêmio Jabuti.
    *
    Folha – Por que tantos segmentos de serviços e da indústria correm o risco de enfrentar apagão de mão de obra?
    Ladislau Dowbor – O desafio número um no Brasil é a desigualdade, é o país mais desigual do mundo. O PIB brasileiro soma R$ 12,3 trilhões. Se a gente dividir pela população do país, 215 milhões, arredondando, dá R$ 20 mil por mês, para uma família de quatro pessoas. Dá para viver, não? Mas há um alto grau de concentração de renda.
    Os 300 bilionários no Brasil têm muito dinheiro guardado. Imagine o dono de R$ 1 bilhão que, em vez de investir em serviços ou produtos, compra títulos do governo atrelados à Selic, que pagam 15% de juros ao ano. Sem produzir nada, esse bilionário vai ganhar mais de R$ 400 mil ao dia. Ou seja, quanto mais rico, mais dinheiro aplicado, maior o enriquecimento. É algo completamente diferente do que acontece com 80% da população, que não só não acumula, como enfrenta dificuldade em manter o que tem. O problema deles não é ‘o que que eu faço com o meu dinheiro?’. O que ganham nem dá para fechar o mês.

    Folha – Se o bilionário não investe em gerar riquezas, não emprega…
    Ladislau Dowbor – Pense no quanto a economia fica fragilizada. A concentração de renda fragiliza a demanda que, naturalmente, vai fragilizar a produção. Imagine alguém com dinheiro: ele vê que as famílias não estão comprando. Se quiser pegar um empréstimo no banco para montar um negócio, vai pagar 25% ao ano –na China, é 2% ao ano, na Europa, entre 3% e 4%. Como ele vai completar o capital para desenvolver uma indústria com um custo desses? Vai ficar atolado em dívida. Por outro lado, ele tem a opção de comprar ativos do governo que pagam 15% de juros.

    Folha – Por que esse sistema se mantém?
    Ladislau Dowbor – Se você visita deputados, senadores, vai descobrir que eles mantêm aplicações financeiras e vivem disso. Eles têm consciência de que nós temos um sistema que drena em vez de gerar recursos, o núcleo básico da economia. Você precisa ter famílias com mais recursos para ter demanda, que dinamiza o investimento empresarial, que gera empregos, consumo, mais impostos para o Estado, que aplica o dinheiro de volta para fomentar a economia, e então o ciclo se completa. No Brasil, o ciclo da economia não fecha. Ganha-se muito mais dinheiro através de processos financeiros do que produtivos.

    Folha – A questão central não é o empresário que paga R$ 2.000 ao mês ao trabalhador da escala 6×1, que muitas vezes decide prestar serviços para os aplicativos, esperando ganhar mais?
    Ladislau Dowbor – É o conjunto do sistema que está travando a economia. Se, em vez de se preocupar com o arcabouço fiscal –que eu chamo de ‘palhaçada’, não de maneira irresponsável–, você se preocupa com políticas sociais, colocando mais dinheiro na educação, na saúde, é uma maneira de enriquecer as famílias. Porque sobra dinheiro para o consumo, que vai elevar as vendas, o lucro. Ganhando mais, o empresário vai pagar melhor e atrair mais pessoas.
    É essencial entender que se trata de um ciclo. Uma economia desigual não se desenvolve. Com os governos Lula e Dilma 1 melhorou um pouco, crescemos 3,8%, em média, durante dez anos. O Banco Mundial chamou o período de ‘The Golden Decade’, a década dourada do Brasil. Com os governos Temer e Bolsonaro, a farra financeira aumentou muito mais.

    Folha – Por que o senhor chama o arcabouço fiscal de ‘palhaçada’?
    Ladislau Dowbor – Nas economias que funcionam, 40% do bem-estar econômico das famílias não correspondem a quanto elas têm no bolso, mas sim o quanto elas têm de hospitais públicos na região onde moram, as ruas do bairro asfaltadas, o parque perto de casa –tudo isso é salário indireto. É bem-estar econômico construído através de políticas públicas,
    O Canadá, por exemplo, tem um salário mais baixo que o dos americanos, mas lá as pessoas contam com creche, escola, universidade, hospital, tudo bom e de graça, parques por toda parte, água limpa. Interessante, não? A título de comparação, a esperança de vida do americano é de 78 anos, ao custo de US$ 11 mil ao ano por pessoa para o sistema de saúde. Na China, a esperança de vida é de 79 anos, ao custo de US$ 1.000 ao ano, porque o país investe, por exemplo, em água limpa. A saúde preventiva é imensamente mais eficaz do que ter hospitais, médicos e um monte de remédios. Mas na contabilidade do arcabouço fiscal no Brasil, investimento público no bem-estar econômico é chamado de gasto. É uma cretinice dizer que, quando o país cresce pouco, é preciso reduzir gastos do governo.

    Folha – O que o governo deve fazer?
    Ladislau Dowbor – É preciso investir na inclusão produtiva, que envolve, sim, o repasse para benefícios como o Bolsa Família. Nessa hora, o pessoal da Faria Lima grita: ‘Meu Deus, vai gerar déficit!’. Não, este dinheiro é para dinamizar a economia. Em segundo lugar, investir em infraestrutura. Pouco importa de onde o governo tira o dinheiro. Se não tiver o suficiente, pode gerar déficit, usar conversão das reservas cambiais, emitir dinheiro, aumentar a dívida… O que importa é para onde vai o dinheiro.
    Na ONU, a gente calcula que a cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 são economizados em saúde. Ou seja, tem um efeito multiplicador, você enriquece a sociedade. Se você constrói uma ferrovia, reduz dramaticamente os gastos transportando soja de caminhão, a economia se torna muito mais produtiva. O dinheiro que o governo investe volta, com imposto sobre a atividade.
    Também é preciso reduzir a transferência de dinheiro para paraísos fiscais; tem banco com mais de 30 filiais em paraísos fiscais, onde nenhum cliente tem nome, é só um número. No Brasil, o dinheiro vai justamente para grupos financeiros em favor da austeridade fiscal.

    Folha – A questão dos impostos é muito discutida porque, no Brasil, metade da tributação é sobre o consumo.
    Ladislau Dowbor – Isso é uma deformação radical brasileira. Quase tudo da renda dos 80% da base da população é voltado para o consumo, são essas pessoas que pagam imposto. Quanto ao rico, quantas bistecas ele consegue comer por dia, quantas camas ele precisa para dormir? Ele atende todas as suas necessidades e ainda conta com 90% da renda disponível. Entende? O impacto relativo do imposto sobre o consumo é essencialmente sobre a massa da população. No Brasil, a taxa de juros para as famílias é de 58% ao ano, para as empresas, de 25%, enquanto na China os juros são limitados a 2% ao ano. Por isso não faz sentido para o chinês fazer aplicação financeira, ele prefere produzir. Essa é uma mudança do papel do Estado, de fomentar a economia em parceria com as empresas, em favor da sociedade.

    Folha – Qual seria um exemplo dessa parceria?
    Ladislau Dowbor – A China precisa sair do consumo de carvão, que provoca uma tragédia ambiental. Decidiram investir pesado na energia solar. Mas para isso não fizeram uma grande estatal de painéis solares –construíram uma grande estatal de máquinas e equipamentos voltados à produção de painéis solares. Resultado: hoje o país tem milhares de empresas de produção de painéis solares. Em qualquer cidade, um empreendedor compra as máquinas, pagando juros de 2%, e passa a produzir painéis solares. O investimento pesado em termos financeiros e de tecnologia já foi feito pelo estado. Ou seja: você gerou proteção ambiental, empregos, lucros, usando o estado como um motor de arranque para dinamizar milhares de atividades.

    Folha – Mas a China é uma ditadura e as decisões são centralizadas. Aqui temos uma democracia com presidencialismo de coalizão
    Ladislau Dowbor – Esta é uma questão estrutural. Em 1997, foi aprovado algo absurdo: o financiamento de campanhas políticas por empresas. Depois de 18 anos, no final de 2015, o Supremo Tribunal Federal se deu conta que tinha sido violado o artigo 1 da Constituição, que diz que “todo poder emana do povo” –não das empresas, nem dos bancos. Um momento de clareza. Mas qual o impacto estrutural dessa influência durante quase 20 anos, do poder local ao nacional, no legislativo e executivo? Houve uma apropriação privada da política, que transformou radicalmente a relação entre os sistemas público e privado, que se perpetuou. Essa articulação nefasta entre o financeiro, que não gera emprego, não produz, e os políticos que participam desse tipo de lucro, é uma deformação estrutural da economia. Eu uso a China como exemplo porque ela assegura que o dinheiro seja produtivo. Aqui chamamos aplicação financeira de investimento. Mas até nos Estados Unidos existe essa diferença: o ‘productive investment’ [investimento produtivo] e o ‘speculative investment’ [investimento especulativo]. São duas coisas bem distintas.

    Folha – O capital especulativo ganhou espaço demais na sociedade?
    Ladislau Dowbor – Eu escrevi um artigo chamado ‘O dreno financeiro’. É o seguinte: a taxa Selic a 15% tira 10% do PIB em pagamento de juros, que vão para os grandes grupos da Faria Lima, para a BlackRock etc. Hoje o dinheiro é apenas uma informação no computador. Você dá ‘enter’ e transfere milhões, sem qualquer controle público sobre este processo. Outro dreno: o endividamento das famílias, que consome também 10% do PIB. Os juros de 25% ao ano pagos pelas pequenas e médias empresas (as grandes pegam dinheiro internacional a 3%), drenam mais 4% do PIB. A evasão fiscal (dinheiro que deveria entrar no país e não entra), mais 6%. Renúncias fiscais, mais 4% -sendo que essas renúncias podem ser até positivas, como tecnologias para a agricultura familiar, mas aqui costuma ser por amizade com políticos. A tudo isso você acrescenta o fato de que, no Brasil, desde 1995, lucros e dividendos são isentos de impostos. Eu pago 27%, mas os bilionários pagam 0%. Também a Lei Kandir isenta de impostos a produção para exportação de bens primários e semiprimários -os grandes frigoríficos, o agronegócio, a extração de minério, todos isentos de imposto. O ITR, Imposto Territorial Rural, também costuma não ser cobrado. Tudo somado representa um dreno financeiro da ordem de 30% do PIB. Todo esse dinheiro poderia ser investido em ferrovias, saneamento básico, saúde, educação etc.

    Folha – A falta de investimento em educação se reflete na falta de mão de obra qualificada
    Ladislau Dowbor – No Brasil, 21% têm curso superior. No Canadá, são 62%. É um desequilíbrio estrutural que demanda décadas, gerações para ser corrigido. Isso limita o investimento das empresas, o país deixa de gerar riquezas.

    'Selic em 15% faz bilionário ganhar R$ 400 mil por dia sem produzir nada', diz ex-consultor da ONU

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  • Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

    Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

    Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem utilizado a influência política que conseguiu após anos de construção de alianças na direita internacional para tentar impulsionar a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

    A princípio, Flávio informou ao Senado que se afastaria do Brasil em missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro e custearia a viagem com dinheiro público. Depois, o senador postergou a volta por mais cinco dias e afirmou que pagaria suas despesas com recursos próprios.

    Os irmãos já visitaram Israel e Bahrein e planejam seguir para os Emirados Árabes Unidos e para o Catar. Avaliam ainda viajar pela Europa, mas os países ainda não estão definidos. No início de janeiro, Flávio Bolsonaro também foi aos Estados Unidos, onde o irmão mora desde março de 2025.

    Ainda que tenha sido cassado no final do ano por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro continua sendo apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.

    Sem mandato e após sofrer derrotas recentes na relação com Donald Trump, que depois de diálogo com Lula diminuiu o impacto das tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro agora foca em apresentar o irmão a lideranças internacionais da direita com foco em sua pré-candidatura ao Planalto.

    “Senhoras e senhores, eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil”, afirmou Flávio em discurso na conferência em Israel, na última terça-feira (27).
    Disse ainda que os Estados Unidos ajudaram a “construir um novo modelo de cooperação internacional” e uma nova fase para a América Latina.

    Em Israel, os irmãos se encontraram o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu; o presidente, Isaac Herzog; e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, com quem gravaram um vídeo no qual Eduardo chama integrantes do Hamas de “selvagens”.

    Os dois também estiveram com outras autoridades, como o ex-primeiro-ministro da Áustria Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish. A foto que postaram com o embaixador foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

    Os irmãos ainda publicaram fotos com ao menos seis deputados do Parlamento Europeu, como os espanhóis Hermann Tertsch e Jorge Buxadé, do partido Vox, o português Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, e o polonês Dominik Tarczynski. Após o encontro, Tarczynski fez uma publicação em que defende a eleição de Flávio em 2026.

    Em Bahrein, estiveram com o primeiro-ministro e príncipe herdeiro, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, com o príncipe Sheikh Khalid bin Hamad Al Khalifa, e com o parlamentar Hassan Ibrahim Hassan. De acordo com o senador, os compromissos são voltados “ao diálogo institucional, à cooperação internacional e à troca de experiências em temas estratégicos”.

    A aproximação de Flávio Bolsonaro com as articulações internacionais de Eduardo marca uma virada na trajetória política do senador, que não participou das principais comitivas parlamentares lideradas por Eduardo desde 2024 para denunciar a suposta existência de uma “ditadura” no país e pedir por sanções contra o país.

    Depois que Jair Bolsonaro (PL) deixou a Presidência, o senador fez apenas três viagens internacionais em missão oficial: foi a um seminário promovido por bolsonaristas na Espanha e a uma conferência na Itália e visitou prisões em El Salvador.

    O senador não integrou, por exemplo, a comitiva bolsonarista a Washington que envolveu ao menos 15 parlamentares em abril passado. Entre eles, estiveram os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que agora acompanham os irmãos na viagem ao Oriente Médio.

    Eduardo foi denunciado em setembro passado sob a acusação de tentar intervir nos processos do ex-presidente. Em novembro, Moraes determinou o cancelamento do passaporte diplomático dele.

    “A articulação internacional é central para a extrema direita e para o bolsonarismo, porque a ascensão da ultradireita é um fenômeno global”, afirma o professor de relações internacionais e coordenador do Observatório da Extrema Direita, David Magalhães.

    Ele avalia que o respaldo que Flávio busca com as autoridades estrangeiras pode beneficiá-lo tanto internacionalmente, ao “reduzir o custo político” de posições radicais, quanto nacionalmente, ao construir uma “imagem de pertencimento a um campo político global” para os apoiadores mais ideológicos.

    Nesse processo, o professor considera que Eduardo é essencial, em função do “capital político que ele acumulou ao longo dos últimos anos”. “O que se observa agora é uma tentativa de transferir parte desse capital político, dessas conexões e dessa legitimidade internacional para Flávio Bolsonaro, apresentando-o como herdeiro e continuidade dessa articulação internacional já consolidada”, finaliza.

    Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

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  • Flamengo e Corinthians se enfrentam na Supercopa Rei 2026

    Flamengo e Corinthians se enfrentam na Supercopa Rei 2026

    Flamengo e Corinthians medem forças na decisão da Supercopa Rei neste domingo, 1º, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. O duelo, marcado para às 16h, reúne os dois clubes de maior torcida no País, mas que vivem momentos distintos no que diz respeito às finanças. Enquanto o rubro-negro carioca nada de braçada em rios de dinheiro e tornou-se o primeiro clube nacional a ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões em receita, os paulistas buscam soluções para estancar a sangria nos cofres e se aproximam de uma dívida de R$ 3 bi.

    Às vésperas do confronto na capital federal, duas notícias marcaram a semana dos finalistas. Na quarta-feira, o Flamengo anunciou o retorno de Lucas Paquetá ao futebol brasileiro depois de oito anos na Europa. O clube concordou em pagar 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões na cotação atual) e protagonizou a contratação mais cara da história do País, ultrapassando a de Gerson pelo Cruzeiro, estipulada em 27 milhões de euros (R$ 187 milhões), realizada semanas antes.

    No dia anterior, o Corinthians divulgou balancete informando um déficit de R$ 247,8 milhões no acumulado de 11 meses em 2025 – valor próximo do que o Flamengo pagou por Paquetá -, ano em que foi campeão Paulista e da Copa do Brasil. O total do passivo chegou aos R$ 2,8 bi de maneira inédita e a dívida, a cada dia que passa, torna-se mais difícil de ser controlada. A diretoria busca recursos para honrar compromissos a curto prazo e pregou uma política de austeridade para este ano, diminuindo custos e negociando atletas para aliviar a folha de pagamento.

    Cada clube terá direito a R$ 6,35 milhões, valor que foi incrementado em R$ 300 mil em comparação aos R$ 6,05 milhões pagos a Flamengo e Botafogo na edição de 2025. O vencedor receberá também US$ 1 milhão (R$ 5,25), verba enviada pela Conmebol à CBF. Se para os cariocas a quantia serve para incrementar ainda mais as finanças, para os paulistas trata-se de dinheiro para capital de giro e pagamento de compromissos imediatos.

    Independentemente do momento financeiro, ambos os times precisam dar uma resposta ao torcedor no domingo. O Corinthians vem de derrota para o Bahia, por 2 a 1, na estreia do Brasileirão, em partida disputada na Vila Belmiro, resultado que irritou a torcida, que entoou os cantos de \”domingo é guerra\” nas arquibancadas. Os comandados de Dorival Júnior estão na zona de classificação às quartas de final do Paulistão, mas ainda têm compromissos importantes antes do fim da fase de grupos, como Palmeiras e São Bernardo.

    Campeão Brasileiro e da Libertadores, o Flamengo teve um início de temporada muito aquém do esperado. Além de ter sido derrotado pelo São Paulo, por 2 a 1, depois de sair na frente do placar, no MorumBis, o time rubro-negro vive situação dramática no Carioca. O clube corre sério risco de jogar o quadrangular contra o rebaixamento depois de acumular apenas uma vitória em cinco jogos, três delas disputadas com a equipe sub-20, como previa o planejamento da diretoria.

    Os titulares e o técnico Filipe Luís foram acionados para os clássicos, o que gerou o triunfo diante do Vasco, mas não impediu o revés diante do Fluminense.

    \”Somos uma equipe altamente qualificada, jogadores com muita qualidade e nível. E que costumam errar pouco. Aconteceram erros nos últimos jogos que acabaram em gols. Isso temos que tentar evitar, corrigir e treinar para voltar ao caminho das vitórias. É um grupo que está acostumado a ganhar. Vamos ter que levantar rápido para recuperar a confiança e jogar bem a final\”, analisou Filipe Luís, depois do jogo contra o São Paulo.

    Diferentemente do Flamengo, o Corinthians está jogando com o elenco principal desde o início do Paulistão, com Dorival alternando titulares e reservas para preservar os jogadores neste início de temporada. Para a decisão da Supercopa, o time alvinegro deve ir a campo com uma escalação semelhante à utilizada na derrota para o Bahia, com Rodrigo Garro, Memphis e Yuri Alberto na frente.

    \”Não tivemos tempo de preparação, temos que ter todo o cuidado possível. Dentro de todos os jogos que fizemos, nós nos preocupamos muito com tudo isso. Nenhum dos jogadores jogou três partidas seguidas, vamos tentar colocar o que temos de melhor em campo no domingo. Estamos nos preparando para termos os jogadores descansados para um jogo de grande importância\”, argumentou Dorival, após o duelo com o Bahia.

    O Flamengo controlou a minutagem de alguns de seus principais jogadores, como Jorginho e De Arrascaeta, e deve ir a campo com a cavalaria. Lucas Paquetá, que assinou contrato na tarde de sexta-feira, está regularizado e será opção no banco de reservas mesmo tendo realizado apenas um treino com os demais companheiros.

    Esta será apenas a terceira final entre Flamengo e Corinthians na história, com um título para cada lado. Em 1991, os paulistas venceram a antiga Supercopa do Brasil, por 1 a 0, com gol de Neto. Em 2022, os cariocas levaram a melhor nas penalidades e ficaram com o troféu da Copa do Brasil. Pesa contra o time alvinegro ter vencido apenas 3 dos últimos 20 confrontos entre as equipes, com 5 empates e 12 vitórias da equipe rubro-negra.

    A expectativa é de bom público no Mané Garrincha, cuja capacidade é de aproximadamente 70 mil pessoas. Até sexta-feira, restavam poucos ingressos para a final em Brasília, com valores entre R$ 398,00 e R$ 798,00. Cerca de 100 ônibus com torcedores do Corinthians deslocaram-se à capital federal para acompanhar a decisão da Supercopa – aproximadamente 70 somente saindo de SP. Antes de a bola rolar, os torcedores presentes assistirão ao show de abertura do cantor e compositor pernambucano João Gomes.

    FICHA TÉCNICA

    FLAMENGO X CORINTHIANS

    FLAMENGO – Rossi; Varela, Léo Pereira, Léo Ortiz e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho, Plata, Arrascaeta e Carrascal; Pedro. Técnico: Filipe Luís.

    CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho (Gabriel Paulista) e Matheus Bidu; Raniele, Carrillo, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Memphis e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.

    ÁRBITRO – Rafael Rodrigo Klein (RS).

    HORÁRIO – 16h.

    LOCAL – Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF).

    Flamengo e Corinthians se enfrentam na Supercopa Rei 2026

  • Sob ataque no caso Master, BC vive clima de desconfiança com investigação interna

    Sob ataque no caso Master, BC vive clima de desconfiança com investigação interna

    De acordo com relatos de funcionários do BC, ouvidos sob condição de anonimato, as informações sobre o tema estão restritas a um grupo de servidores, e essa opacidade gera questionamentos e incertezas sobre a conduta de funcionários do banco. A maior preocupação relatada é que o BC e o seu corpo técnico se transformem em bode expiatório em meio à troca de acusações no caso.

    NATHALIA GARCIA E ADRIANA FERNANDES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Central vive um clima de desconfiança entre os servidores depois da abertura de uma investigação interna, a pedido do presidente Gabriel Galípolo, para apurar eventuais falhas no processo de supervisão e fiscalização do Banco Master.

    De acordo com relatos de funcionários do BC, ouvidos sob condição de anonimato, as informações sobre o tema estão restritas a um grupo de servidores, e essa opacidade gera questionamentos e incertezas sobre a conduta de funcionários do banco. A maior preocupação relatada é que o BC e o seu corpo técnico se transformem em bode expiatório em meio à troca de acusações no caso.

    O órgão regulador é conhecido pelo seu forte corporativismo e foi difícil até mesmo formar os membros da comissão de sindicância, de acordo com relatos obtidos pela reportagem.

    Com o avanço da investigação, o chefe do departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, e o chefe-adjunto da área, Paulo Souza, entregaram seus cargos de confiança. A saída foi oficializada na quinta-feira (29) no DOU (Diário Oficial da União).

    Para um servidor da autoridade monetária, não está claro se os colegas deixaram suas funções comissionadas para permitir um avanço mais imparcial das investigações pela corregedoria do BC ou se eles foram obrigados a deixar os cargos de confiança porque já foi identificada alguma falha pela sindicância.

    O risco de resistências do chamado “RH do BC” [recursos humanos] à abertura da sindicância entrou no radar de Galípolo ao pedir a investigação interna após a liquidação do banco Master.

    Mas não há até o momento um sentimento generalizado de apoio ou de repulsa ao escrutínio que está sendo conduzido a pedido do presidente do órgão. No quadro funcional, muitos estão desconfiados e tentando entender o que, de fato, aconteceu no escândalo envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos.

    Servidores questionam, por outro lado, se o intuito do descomissionamento dos chefes do departamento de Supervisão Bancária tenha sido para preservar a investigação, uma vez que o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, não se afastou.

    Outro interlocutor relata o sentimento de insegurança, sobretudo em departamentos envolvidos diretamente no caso Master. Na visão dele, o sigilo em torno dos motivos para abertura da investigação leva a crer que o objetivo final da sindicância é apontar culpados, e a falta de proteção legal é prejudicial para o trabalho da autarquia.

    Entre dirigentes do setor bancário, a leitura da decisão do presidente do BC foi a de que ele é o primeiro a ter interesse em identificar o que aconteceu para que não haja dúvidas sobre a condução técnica do caso. Outra percepção é que Galípolo não autorizaria essa sindicância se não tivesse seguro de que ela vai trazer resultados positivos para o BC, inclusive de aprendizado.

    Até o momento, não há acusações formais contra os dois servidores afastados do BC. De acordo com uma fonte a par dos procedimentos, a análise não é uma caça às bruxas. O plano é usar o episódio envolvendo o caso Master como uma autópsia para aperfeiçoar procedimentos e condutas se eventos semelhantes vierem a ocorrer no futuro.

    O processo está sendo conduzido sob sigilo pela corregedoria do BC. Ainda não há prazo para o término da investigação. Havia a expectativa de que um primeiro relatório fosse elaborado até o fim de fevereiro, mas a área tem total autonomia no caso, e a análise pode levar mais tempo em caso de desdobramentos e novas sindicâncias.

    Em nota, a ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central), que representa uma parcela dos servidores, disse seguir acompanhando com atenção as investigações em curso relacionadas ao caso Master e confiar no trabalho “técnico, colegiado e responsável” do BC.

    Segundo a entidade, os servidores atuam com base em processos “formais, documentados e colegiados”, especialmente em áreas sensíveis como fiscalização, supervisão e resolução de instituições financeiras.

    “Esses procedimentos incluem mecanismos permanentes de controle interno, rastreabilidade decisória, auditoria e prestação de contas, que amparam a correção técnica das decisões e permitem seu contínuo aperfeiçoamento institucional”, afirma.

    “Avaliações conclusivas e eventuais responsabilizações devem ocorrer nos foros competentes, com base em fatos apurados, provas documentadas e pleno respeito ao devido processo institucional”, acrescenta.

    Sob ataque no caso Master, BC vive clima de desconfiança com investigação interna

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