Autor: REDAÇÃO

  • Caixa inicia novo pagamento do saque do FGTS nesta segunda (29)

    Caixa inicia novo pagamento do saque do FGTS nesta segunda (29)

    Primeira parcela será liberada em valores até R$ 1.800; governo calcula que serão liberados R$ 7,8 bilhões em duas parcelas a 14,1 milhões de pessoas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa começam a receber a primeira parcela do novo saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nesta segunda-feira (29).

    O pagamento, de até R$ 1.800, deve durar até terça-feira (30), enquanto a segunda parcela, cuja liberação será feita em valores maiores, deve ser paga até 12 de fevereiro.

    Pelas contas do Ministério do Trabalho, mais de 14,1 milhões de pessoas serão beneficiadas e o custo total da operação será de R$ 7,8 bilhões.

    Cerca de 87% dos trabalhadores com direito a saque já cadastraram conta bancária no aplicativo do FGTS e receberão o dinheiro diretamente no banco indicado. Outros 13% que ainda não estão cadastrados no aplicativo poderão sacar o valor nos caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal, casas lotéricas ou nos pontos Caixa Aqui.

    Vale lembrar que do total de trabalhadores que receberão a primeira parcela, parte tem saldo comprometido com empréstimos bancários e não receberão o valor integral do dinheiro -em alguns casos, o saldo está integralmente comprometido e não possuem valores para saque.

    Nesses casos, o aplicativo do FGTS indica qual será o valor disponível na data de pagamento.

    COMO É A DIVISÃO DA PRIMEIRA E DA SEGUNDA PARCELA?

    Primeira parcela (dezembro): R$ 3,9 bilhões, com liberação de até R$ 1.800 limitado ao saldo disponível no FGTS por conta vinculada. O valor será creditado automaticamente na conta cadastrada no aplicativo do FGTS.

    Segunda parcela (fevereiro): R$ 3,9 bilhões, liberados como saldo remanescente para trabalhadores que possuíam valor superior a R$ 1.800 para receber. A segunda parte do pagamento ocorrerá até o dia 12 de fevereiro de acordo com calendário a ser divulgado pela Caixa Econômica Federal.

    QUEM TEM DIREITO AOS SAQUES?

    Tem direito o trabalhador que optou pelo saque-aniversário e teve o contrato de trabalho suspenso ou rescindido durante a vigência da sistemática da modalidade, no período de 1º de janeiro de 2020 a 23 de dezembro de 2025, e que possua saldo disponível na conta de FGTS relativa ao contrato.

    Os valores serão liberados nos casos em que a rescisão contratual tenha ocorrido pelos seguintes motivos:

    – Despedida sem justa causa;
    – Despedida indireta, de culpa recíproca e de força maior;
    – Rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato;
    – Extinção normal do contrato a termo, inclusive o dos trabalhadores temporários;
    – Suspensão total do trabalho avulso.

    QUEM NÃO PODERÁ SACAR?

    Desde o dia 23 de dezembro, os optantes pelo saque-aniversário ou que vierem a optar pela modalidade e forem demitidos não poderão acessar o saldo do FGTS, que permanecerá retido.

    PRECISO SAIR DO SAQUE-ANIVERSÁRIO PARA TER ACESSO AOS VALORES RETIDOS?

    Não. O trabalhador pode continuar na modalidade do saque-aniversário. No entanto, após 23 de dezembro de 2025, aqueles que estão na modalidade do saque-aniversário e forem demitidos terão seus saldos retidos, podendo sacar apenas a multa rescisória.

    ESTOU EM OUTRO EMPREGO. POSSO RECEBER O DINHEIRO?

    Sim, o trabalhador poderá acessar os valores relativos ao vínculo do qual foi demitido na vigência da opção pelo saque-aniversário, mesmo que já tenha um novo emprego.

    NÃO ESTOU CADASTRADO NO APLICATIVO DA CAIXA. COMO POSSO RECEBER?

    Caso o trabalhador não tenha a conta bancária cadastrada, poderá sacar os recursos nos terminais de autoatendimento da Caixa, casas lotéricas e Caixa Aqui com cartão cidadão e senha. Caso o trabalhador não tenha o Cartão Cidadão, ainda assim, poderá realizar o saque de até R$ 1.500 com uso apenas da senha cidadão nos canais de autoatendimento, que também permite o saque por biometria digital até o limite de R$ 3.000.

    PARTE DO MEU SALDO ESTÁ COMPROMETIDO COM EMPRÉSTIMO BANCÁRIO. POSSO SACAR O RESTO?

    Sim, é possível retirar o valor que está disponível na conta, que não foi comprometido com empréstimos bancários de antecipação do saque do FGTS. Já o trabalhador que comprometeu todo o seu saldo não tem nada para receber.

    E OS CASOS DE RESCISÃO POR ACORDO ENTRE O TRABALHADOR E O EMPREGADOR?

    Nesses casos o trabalhador tem direito a sacar 80% do saldo disponível. É possível consultar se tem direito por meio dos seguintes canais:

    – Agências da Caixa;
    – 0800 726 0207 – Opção 4 “FGTS”;
    – App FGTS – Opção “Informações Úteis”.

    COMO POSSO SABER QUANTO VOU RECEBER?

    O trabalhador pode consultar o extrato de suas contas do FGTS no aplicativo. Os valores liberados podem ser identificados pelos códigos SAQUE DEP 50S ou SAQUE DEP 50A.

    COMO FUNCIONA O SAQUE-ANIVERSÁRIO?

    Quem opta por essa modalidade recebe um saque anual, no mês de aniversário. O trabalhador continua com o direito de usar o dinheiro do fundo nas situações previstas na lei, como aposentadoria e para compra da casa própria ou pagamento de financiamento habitacional, por exemplo. Porém, se for demitido sem justa causa, o trabalhador terá direito apenas ao saque da multa rescisória, de 40%.

    Caixa inicia novo pagamento do saque do FGTS nesta segunda (29)

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • MC Cabelinho troca nome de Bella Campos pelo de rapper em tatuagem

    MC Cabelinho troca nome de Bella Campos pelo de rapper em tatuagem

    Cantor e atriz se separaram há dois anos, após rumores de traição por parte dele; em post nas redes à epoca, ela afirmou que os dois não estavam mais juntos ‘por motivos óbvios’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cantor MC Cabelinho apagou o nome de Bella Campos de seu pescoço. A tatuagem havia sido feita por ele na época em que ambos namoraram. No lugar, ele escreveu o nome de Doja Cat, uma rapper americana de quem é fã.

    O resultado foi mostrado por ele mesmo em vídeo recente nas redes sociais. O casal namorou entre 2022 e 2023.

    Em agosto de 2023, Bella Campos anunciava o rompimento com uma frase bastante clara sobre o motivo do término.

     

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Um post compartilhado por @mccabelinho

    “Até o momento estava aguardando um posicionamento público do MC Cabelinho sobre rumores de traição, mas os homens, de forma geral, são isentos desse questionamento. E nós, mulheres, precisamos sempre explicar se vamos casar, ter filhos, nos separar”, disse ela nas redes sociais.

    A atriz, em seguida, afirmou que os dois não estavam mais juntos “em função dos motivos óbvios”.

     

    MC Cabelinho troca nome de Bella Campos pelo de rapper em tatuagem

  • Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição

    Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição

    Em uma viagem a Paris, o jornalista Cásper Líbero ficou maravilhado com uma corrida realizada à noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no último dia do ano. E foi assim que, em uma noite do dia 31 de dezembro de 1925, foi realizada a primeira Corrida de São Silvestre da história. Ela recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia.

    “A São Silvestre foi uma ideia do jornalista, empresário e advogado Cásper Líbero. Ele estava passeando por Paris em 1924 e assistiu uma prova em que os corredores empunhavam tochas, fazendo um efeito super lindo à noite, com aquela vibração toda. Ele gostou, se entusiasmou e trouxe a ideia para o Brasil, para São Paulo. E já em 1925 ele criou a primeira edição da corrida de São Silvestre. Na época, inclusive, São Silvestre era escrito com Y. Foi aí que nasceu a nossa prova, que hoje está completando a sua centésima edição”, diz Eric Castelheiro, diretor-executivo da Corrida Internacional de São Silvestre, em entrevista à reportagem do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil.

    Disputada inicialmente na virada do ano, a primeira edição contou com 60 inscritos, mas apenas 48 deles participaram da largada, que ocorreu no Parque Trianon, na Avenida Paulista, às 23h40. Eles percorreram 8,8 mil metros pelas ruas de São Paulo e a corrida acabou sendo vencida por Alfredo Gomes, que completou o percurso em 23m19s. 

    “O Alfredo Gomes era um atleta negro. Em 1924, um ano antes da primeira edição da São Silvestre, ele já fazia sucesso porque estava representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele foi o primeiro negro a representar o país”, explica Castelheiro.

    Desde então, a São Silvestre se tornou a corrida mais tradicional e conhecida do país e só deixou de ser realizada em 2020, devido à pandemia da covid-19. No ano passado, a prova completou 100 anos de sua história, mas é somente neste ano de 2025 que ela chega à sua centésima edição, alcançando um recorde de participantes com mais de 50 mil corredores inscritos.

    Heróis

    Em suas primeiras edições, apenas atletas brasileiros participavam da prova. Mas, a partir de 1927 foi permitida a inscrição de estrangeiros que moravam no Brasil, o que vez com que o italiano Heitor Blasi, radicado em São Paulo, vencesse as edições de 1927 e 1929. Blasi foi o único estrangeiro a ganhar a prova na chamada fase nacional da corrida, que durou até 1944.

    A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a corrida passou a contar com a participação de atletas estrangeiros, mas inicialmente só para atletas da América do Sul. Foi só dois anos depois que ela passou a ser de fato mundial, dando início a um período de 34 anos sem vitórias de atletas brasileiros, o que só foi superado em 1980, com a vitória do pernambucano José João da Silva. As mulheres só começaram a competir em 1975, prova que foi vencida pela alemã Christa Valensieck.

    Lágrimas e gritos

    Em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da EBC, o empresário e ex-atleta José João da Silva recordou daquele dia em que quebrou o tabu. “O povo começava a chorar, a gritar. O Osmar (de Oliveira, meu médico) começou a gritar e a chorar. Era [a quebra] de um tabu. O primeiro brasileiro a vencer”, conta. “Eu fui o abençoado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vitória foi um grande marco”, recorda.

    Ele, que começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, nas roças de Pernambuco, não fazia ideia do que aquela vitória na São Silvestre significaria para a sua vida. “Parou o país. Foi como uma Copa do Mundo. O povo queria invadir e foi contido pela polícia. Eu não sabia o tamanho [dessa vitória]. Depois a gente fica meio [assim], dá até vontade de chorar. É muito impactante. A tua vida muda totalmente”, recorda.

    Um brasileiro como José João da Silva e que vence essa prova acaba se tornando uma espécie de herói para a população, destaca o diretor da corrida. “Esses atletas [brasileiros], que estão em um evento tão representativo e que tem tanto alcance e história, acabam virando ídolos”, assegura.

    “Um atleta de uma corrida de rua está correndo o tempo todo em todo lugar. Então, ele acaba sendo aquele super-herói humano. Ele parece um super-herói, mas ele também é humano igual a você. Então acho que isso acaba trazendo muita identificação”, garante.

    Recorde

    Isso foi o que aconteceu com Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.

    “Os brasileiros torcem muito para [os atletas] brasileiros, independente de qual modalidade for. Na São Silvestre a gente pode sentir isso. Quando você ganha, vemos mais pessoas querendo correr também, querendo participar de prova de rua. Eu vi muitos depoimentos e até hoje escuto pessoas falando que começaram a correr porque me viram correr a São Silvestre, porque me viram ganhar a São Silvestre em 2003”, assegura.

    Maria Zeferina Baldaia também sentiu uma grande mudança em sua vida após participar e ganhar a corrida em 2001. Ela, que trabalhou por 20 anos como boia-fria [termo popular usado para ser referir a um trabalhador rural], recorda como começou a correr até se tornar referência no esporte. “Eu trabalhava como boia-fria e, na hora do almoço, desde criança, eu corria. Já saia correndo pelo carreador que são as estradas largas que dividem a cana dos dois lados”, conta.

    “Corri durante 15 anos descalça, porque eu não tinha tênis. Meus pais não tinham condições de comprar um e, mesmo assim, eu continuei correndo, apesar dos cacos de vidro e do sol quente. Eu tinha o objetivo de ajudar a minha família, então corri durante 15 anos descalça”, recorda.

    Inspiração

    Um dia ela estava assistindo a uma corrida da São Silvestre na casa de uma vizinha e surgiu a inspiração para participar do evento. “Eu vi a Rosa Mota ganhar, uma portuguesa, que ganhou a São Silvestre seis vezes. Eu corri para casa e falei para a minha mãe: ‘mãe, uma mulher pequeninha ganhou a corrida lá em São Paulo, a Corrida de São Silvestre. Será que um dia eu também posso ir lá correr?”.

    Quinze anos depois de assistir a última vitória de Rosa Mota pela TV, Maria Zeferina conseguiu realizar o seu sonho e se tornou inspiração para muitas outras mulheres.

    “Eu me espelhei na Rosa Mota. Depois da minha vitória na São Silvestre eu escuto de muitas pessoas que me procuram – muitas mães, mulheres e meninas – que querem ser igual a Maria Zeferina. Eu costumo dizer que, assim como a Rosa Mota foi meu ídolo e minha inspiração, eu hoje sirvo de inspiração, motivação e espelho para outras pessoas. Isso não tem preço”, assegura.

    Esse reconhecimento também ocorreu em sua cidade. O centro olímpico de Sertãozinho, no interior paulista, acabou sendo batizado com o nome da corredora, uma forma de eternizar sua trajetória e inspirar as futuras gerações. “Poder estar fazendo hoje o que eu ainda faço, que é correr, e poder treinar lá no centro olímpico e ver as crianças, jovens e adultos fazendo o que eu ainda faço, isso não tem preço”, explica a atleta.

    “Zeferina é uma marca muito forte porque é uma mulher brasileira e uma pessoa extremamente acessível. Isso muda muito a figura do atleta. No caso dela, sendo vencedora, mas, ao mesmo tempo, a pessoa que acolhe e que é muito gentil na conversa, a torna uma pessoa muito acessível. E ela tem também a história de que não nasceu atleta: ela cortou cana, teve uma vida muito dura e virou atleta. Então, ela também é a imagem do possível”, salienta Martha Maria Dallari, atleta e personal trainer. “O atleta de corrida de rua é muito próximo. Ele divide o chão pelo qual eu passei. Eu fiz a prova que a Zeferina fez. Eu fiz a prova que o Marilson fez. Estas são coisas muito fortes, da gente estar muito perto, compartilhando disso [com eles]” enfatiza.

    Maiores vencedores

    A maior vencedora da São Silvestre é a portuguesa Rosa Mota, com seis vitórias consecutivas alcançadas no início dos anos 1980. Em seguida, está o queniano Paul Tergat: cinco vitórias. Entre os brasileiros, o título fica com Marílson Gomes dos Santos: três vitórias.

    Desde 1945, quando a competição se tornou internacional, os brasileiros conquistaram 16 vezes essa prova, sendo 11 conquistas entre os homens e cinco entre as mulheres. No masculino, a última vitória brasileira foi conquistada em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. No feminino, a última vitória foi com Lucélia Peres, em 2006.

    “Tive a oportunidade de correr muitas provas, em outros países. Mas correr dentro de casa, no último dia do ano, com as pessoas comemorando e muita gente acompanhando pela TV e torcendo, pessoalmente é uma energia contagiante”, opina Marilson, em entrevista à reportagem do programa da TV Brasil. “É uma prova que, sem dúvida nenhuma, qualquer atleta que se preze quer ganhar. E qualquer atleta tem que se preparar muito para chegar bem, tem realmente que visar como se fosse a prova da vida, porque foi a prova da minha vida”, acrescenta. 

    Prova democrática

    Atualmente, a São Silvestre é aberta para todos os públicos, com largadas especiais para mulheres e homens corredores de elite e também para cadeirantes, demais atletas PCDs e atletas amadores. Além disso, ela conta com uma edição especial, realizada em um outro dia e no Centro Olímpico do Ibirapuera, chamada de São Silvestrinha, onde competem crianças e adolescentes. 

    “A gente tem uma organização de largada em ondas. Por exemplo, a prova começa às 7h25 com PCDs e os cadeirantes muito rápidos e que inclusive estão acostumados a disputar campeonatos mundiais e paralímpicos. Às 7h40 larga a elite feminina, [composta] por atletas de ponta de vários países. Às 8h05 larga a elite masculina em dois pelotões, A e B, por nível técnico, com os mais rápidos à frente. Depois, vêm os outros pelotões [e o público, em geral]”, detalha o diretor da corrida.

    Isso, diz ele, faz com que a prova seja bastante democrática, contando com a participação de pessoas de diversas partes do país e do mundo.

    Quebrando marcas

    “A gente sempre fala que a São Silvestre é uma das mais democráticas competições esportivas e até do entretenimento porque nem todo mundo vem para competir. Tem gente que vem para fazer realizações pessoais, quebrar sua própria marca e por seu próprio objetivo. Cada um vem com seu plano e todo mundo é bem recebido”, enfatiza Castelheiro. Isso é, inclusive, o que torna a São Silvestre mais especial, destaca Martha Maria Dallari. “O forte da São Silvestre são essas histórias, são essas pessoas que resolvem correr, desafiar, encontrar amigos e celebrar o ano novo”.

    Acrescenta que outro aspecto importante é que a corrida de rua faz com que as pessoas voltem a se conectar e se apropriar do espaço público.

     “Quando você corre a São Silvestre, você corre por alguns dos lugares mais bonitos da cidade ou por lugares que são marcos na cidade. Essa é uma forma de se conectar com a história e com os pontos históricos da cidade”, salienta.

     

    Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição

  • Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

    Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

    Justiça da Itália anulou processos em episódios recentes em que se comprovou fraude, diz Celeste Di Leo; no caso de Moggio Udinese, prefeitura pode desfazer emissão de documentos ou Ministério Público pode entrar com ação civil

    MILÃO, ITÁLIA (CBS NEWS) – Os brasileiros que obtiveram a cidadania italiana após se beneficiarem de suposto esquema de residência fictícia na cidade de Moggio Udinese podem ter o reconhecimento anulado, se comprovada a fraude. A cidadania por direito de sangue em geral não pode ser revogada -ao contrário do que ocorre com outras modalidades, como a obtida por casamento, que pode ser cancelada em caso de crimes graves-, mas existe margem para contestação judicial e administrativa, por meio da prefeitura.

    Segundo a advogada italiana Celeste Di Leo, há casos na jurisprudência recente do país em que o processo de obtenção da cidadania foi considerado nulo justamente por comprovantes oficiais de residências baseados em falsificações ou fiscalização forjada dos requisitos.

    Em 2019, o Tribunal de Milão decidiu que, sem a condição fundamental da moradia na cidade onde foi feito o pedido da cidadania, a “competência funcional da prefeitura” também foi perdida. “Como consequência, as medidas de reconhecimento da cidadania foram consideradas nulas e sem efeito”, disse Celeste, do escritório milanês Canella Camaiora.

    “A declaração de nulidade da medida administrativa de reconhecimento tem o efeito de privá-la de qualquer efeito jurídico desde a origem, levando à conclusão de que o requerente nunca adquiriu o status de cidadão”, afirmou.

    Especificamente sobre o caso de Moggio Udinese, a advogada diz que os caminhos para a anulação do reconhecimento da cidadania seriam dois. No primeiro, o próprio município pode emitir, em regime de autotutela, uma ordem de retirada dos registros civis e do reconhecimento da cidadania dos brasileiros. Moggio Udinese tem nova prefeita desde 2024 -os casos investigados teriam ocorridos no mandato anterior.

    Uma segunda opção seria o Ministério Público de Udine, atual responsável pela investigação, apresentar uma ação civil para buscar o cancelamento formal dos certificados de cidadania e das transcrições das certidões de nascimento do registro civil, documentos que são ponto de partida para a obtenção do passaporte italiano.

    Brasileiros beneficiados por suposto esquema podem perder cidadania italiana, diz advogada

  • Mário Gomes pede pix a fãs e diz que está com dificuldade para comprar comida

    Mário Gomes pede pix a fãs e diz que está com dificuldade para comprar comida

    Ator vem passando por dificuldades financeiras e já vendeu sanduíche na praia; veterano perdeu casa no ano passado em execução de dívida trabalhista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com dificuldades financeiras, Mário Gomes, 73, decidiu recorrer aos fãs. O ator publicou um vídeo em suas redes sociais pedindo pix aos seguidores.

    “Sempre fiz muitos projetos e o dinheiro foi consequência. Perdi minha casa no ano passado de forma desonesta. Esse ano perdi todo o meu dinheiro, mas tenho recebido muitas sugestões de seguidores falando para eu fazer uma vaquinha pedindo R$ 10 de cada um”, falou o artista.

    “Relutei muito, mas acabei cedendo e estou fazendo isso: estou pedindo uma vaquinha. Não precisa ser R$ 10, qualquer valor vai me ajudar muito. Está ficando muito difícil, está faltando coisa para comer”, desabafou.

    O ator disse ainda que está pensando em novos projetos e que, assim que se estabilizar financeiramente, poderá ir adiante com as novidades profissionais. “Me aguardem, não sou de conversa fiada. O que eu falo, eu faço”, encerrou.

    A reação dos seguidores foi, em sua maioria, de apoio. Muitos disseram ter feito contribuições. “Vou colaborar, tamo junto”, escreveu um fã. “Feito” e “já fiz”, comentaram outras duas seguidoras.

    Nos últimos anos, Mário Gomes passou por várias dificuldades. Essa não é a primeira vez que o ator pede dinheiro na internet. No ano passado, após ser despejado da mansão onde morava, ele pediu pix de R$ 1 aos seguidores. Na época, também chegou a vender sanduíche na praia.

    DÍVIDA TRABALHISTA

    Em setembro de 2024, Mário Gomes foi despejado da casa onde morava no Joá, bairro luxuoso do Rio de Janeiro. A casa foi leiloada para pagar dívidas trabalhistas de 84 costureiras de uma antiga confecção que ele tinha no Paraná. A casa, de frente para o mar e avaliada em mais de R$ 20 milhões, foi arrematada por R$ 720 mil.

    Mário Gomes pede pix a fãs e diz que está com dificuldade para comprar comida

  • Filipe Luís chega a acordo com Flamengo e renova até 2027

    Filipe Luís chega a acordo com Flamengo e renova até 2027

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Após uma novela que durou meses e ganhou contornos dramáticos nos últimos dias, o técnico Filipe Luís chegou a um acordo com o Flamengo e renovou seu contrato até dezembro de 2027. O clube oficializou a renovação nesta segunda-feira (29).

    O QUE ACONTECEU

    A negociação viveu momentos de impasse e incertezas. A pedida inicial feita pelo staff do treinador foi acima do que o Rubro-Negro estava disposto a pagar, e o cenário pesou para o lado do pessimismo nos últimos momentos de 2025.

    O UOL apurou, porém, que a principal pendência para o entrave -que era a questão salarial dos auxiliares- foi resolvida com o aceite dos termos oferecidos pelo clube, ou seja, com os valores já inclusos no pacote sugerido ao técnico, que é na casa dos cerca de 4 milhões de euros (R$ 26,1 milhões) anuais livres de impostos. O valor mensal é de pouco mais de R$ 2 milhões.

    A pendência foi resolvida após uma decisão pessoal de Filipe Luís em uma negociação direta entre o técnico e o diretor de futebol, José Boto. Sem intermediações.

    O desfecho positivo só foi possível porque havia, de ambas as partes, o desejo genuíno de continuidade do projeto, além da disposição conjunta para convergir interesses e construir um acordo equilibrado e sustentável, que atendesse aos anseios do técnico, mas também às políticas de governança do clube estabelecidas pelo BAP (Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo). José Boto, diretor executivo de futebol do Flamengo

    Filipe Luís teve um grande reajuste salarial e agora só fica abaixo de Abel Ferreira, do Palmeiras, nos vencimentos entre os técnicos. Campeão brasileiro e da Libertadores, recentemente, ele agora terá a tranquilidade para continuar o planejamento e montagem do elenco para a próxima temporada.

    VEJA, NA ÍNTEGRA, O COMUNICADO DO FLAMENGO

    O Clube de Regatas do Flamengo informa que chegou a um acordo para a renovação do contrato do técnico Filipe Luís até dezembro de 2027.

    “O desfecho positivo só foi possível porque havia, de ambas as partes, o desejo genuíno de continuidade do projeto, além da disposição conjunta para convergir interesses e construir um acordo equilibrado e sustentável, que atendesse aos anseios do técnico, mas também às políticas de governança do clube estabelecidas pelo BAP (Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo)”, comentou José Boto, diretor executivo de futebol do clube.

    A renovação simboliza a continuidade de uma história de longa data entre Filipe Luís e o Flamengo. Rubro-negro desde a infância, o treinador construiu uma relação afetiva profunda com o clube, que se fortaleceu dentro de campo, quando defendeu o Manto como jogador, e segue agora à beira do gramado, liderando a equipe durante um dos períodos mais vitoriosos de sua história.

    Com a renovação de Filipe Luís, o Flamengo reafirma sua convicção na continuidade do trabalho desenvolvido e trabalhará firmemente para que os próximos anos sejam marcados por ainda mais sucesso, crescimento profissional e conquistas.

    Para permanecer no poder, dirigente precisa articular mudança no estatuto do clube; mesmo com investimento recorde, de quase R$ 700 milhões, equipe amargou vices em 2025

    Folhapress | 09:15 – 29/12/2025

    Filipe Luís chega a acordo com Flamengo e renova até 2027

  • Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    No último dia 10, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Há um mês, estava em 12,0%. Considerando apenas as 88 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,13%. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 29.

    No último dia 10, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

    Na ata, o colegiado afirmou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 46ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 9,75%. Há um mês, estava em 9,50%.

    Selic no fim de 2026 segue em 12,25%, aponta Focus

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

    Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

    Mais citada desde final da década de 1990, sigla de esquerda se mantém estável durante o governo Lula; PL tem índice recorde e crescimento expressivo comparado a 2021, quando Bolsonaro se filiou à legenda

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua na dianteira como a sigla preferida dos brasileiros, agora acompanhado pelo PL, legenda alavancada na memória nacional pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mostra nova pesquisa Datafolha.

    O partido de esquerda segue como o mais lembrado, feito que mantém desde o final da década de 1990. Atualmente ele é citado por 24% dos brasileiros, contra 12% do PL, a segunda sigla preferida dos brasileiros.

    O cenário é de estabilidade para o PT no terceiro governo Lula, cujos índices variaram de 23% a 27%. Já a legenda de Bolsonaro alcançou índice recorde na série histórica, iniciada em 1989.

    Os dados vêm de pergunta que aceitou respostas espontâneas e únicas no Datafolha, feito com 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 4 de dezembro, em 113 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

    Considerando dados desde dezembro de 2021, quando o PL passou a ser citado de maneira consistente nas pesquisas, o ponto máximo do PT ocorreu em setembro de 2022, quando a sigla foi lembrada por 31% dos brasileiros.

    Na época, Jair Bolsonaro governava o país, fazendo oposição direta ao PT. Atualmente inelegível e preso, Bolsonaro já declarou querer reeditar a disputa com Lula pessoalmente ou por meio de um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Considerando toda a série histórica do Datafolha, com dados para esta pergunta desde 1989 (ano das primeiras eleições diretas para presidente após a ditadura militar), o PT só perdeu como a sigla mais lembrada para o PMDB. A legenda, que antes de 1980 tinha o nome MDB, recuperado em 2017, chegou a ter 19% das menções em 1992 e 1993. Hoje, registra 2%.

    A posição mudou no final da década de 1990, quando o PT entrou e nunca mais saiu da dianteira.

    Desde o início da série histórica, porém, o maior índice entre os brasileiros é daqueles que dizem não ter preferência de partido. A opção nunca teve índice menor que 40%.

    O PSDB, que já foi considerado um dos principais opositores do PT, começou a série histórica em 1989 com 1% e teve pico de 9% em junho de 2015, época de protestos contra o governo Dilma Rousseff (PT) que levaram ao impeachment da então presidente.

    Esse período, de fevereiro de 2015 a dezembro de 2016, também é um dos piores para o PT desde que ele ascendeu no final da década de 1990. Em março de 2015 e dezembro de 2016, a sigla, acostumada a dois dígitos, fez 9%.

    PSDB e PMDB/MDB disputaram o segundo lugar da preferência partidária na maior parte das duas primeiras décadas dos anos 2000, até que o PSL começou a ultrapassar as legendas em outubro de 2018.

    A época é antecedida pela facada levada, em 6 de setembro daquele ano, por Jair Bolsonaro durante campanha presidencial. O político era do PSL, que teve pico de menção de 7% em outubro de 2018 e depois caiu.

    Já o PL passou a ser lembrado com consistência a partir de dezembro de 2021, sendo citado por ao menos 1% dos brasileiros. Bolsonaro foi para a legenda em 30 de novembro daquele ano.

    Desde então, o partido foi subindo nas pesquisas, chegando a uma porcentagem com duas casas em outubro de 2022, quando Bolsonaro foi para o segundo turno com Lula, para quem perdeu.

    Embora chame a atenção para a legenda na qual se encontra, Bolsonaro tem também rejeição para seu nome e de familiares, como mostra o Datafolha.

    Na análise por segmento, o último levantamento sobre preferência partidária mostra que o PT tem taxas de menções mais altas entre aqueles com ensino fundamental (31%), entre os moradores do Nordeste (31%), católicos (30%), os que avaliam o STF como ótimo ou bom (48%) e os que votaram em Lula em 2022 (50%).

    Por sua vez, o PL se destaca entre os que têm renda familiar mensal de 5 a 10 salários mínimos (19%), com ensino médio e superior (14% cada), que avaliam o STF como ruim ou péssimo (30%) e votaram em Bolsonaro em 2022 (29%).

    Datafolha: PT é partido preferido de 24% dos eleitores, e PL fica em segundo, com 12%

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Após ano sem título, Leila encara oposição em luta por 3º mandato no Palmeiras

    Após ano sem título, Leila encara oposição em luta por 3º mandato no Palmeiras

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O 2025 sem títulos do Palmeiras, justamente no ano de maior investimento no futebol, fez ecoarem vozes de oposição à atual diretoria, abafadas nas temporadas anteriores com o sucesso esportivo da equipe.

    Dispersos e sem grande capacidade de articulação nos últimos anos, os grupos de oposição à presidente Leila Pereira viram na falta de retorno aos cerca de R$ 700 milhões investidos a chance de se unir para contestar o projeto da dirigente de buscar um terceiro mandato no clube.

    O desejo de Leila depende de uma mudança estatutária, alvo de críticas mesmo entre alguns apoiadores. Atualmente, é possível apenas uma reeleição no time alviverde. O segundo mandato da atual presidente vai até o fim de 2027.

    A ambição da dirigente, que a manteria na cadeira até 2030, ganhou o rótulo de “golpe” pela oposição.

    “Nosso estatuto prevê a possibilidade de alteração. Não existe golpe quando o Conselho decide e os associados ratificam isso”, defendeu a dirigente.

    Ela citou o poderoso clube espanhol Real Madrid, de forma irônica, para rebater as críticas de quem defende a alternância na presidência. “Essa questão de alternância de poder não acontece no Real Madrid. O presidente está lá há 20 anos. O Real Madrid é um clube pequeno, sabe? E nem um pouco vitorioso…”

    Não foi vitorioso o 2025 do Palmeiras, com duras derrotas para o Corinthians, tradicional arquirrival, e para o Flamengo, principal oponente nas disputas dos últimos anos.

    Desde que Leila assumiu a presidência, em dezembro de 2021, este foi o primeiro ano sem a adição de troféus à galeria alviverde. A última chance desperdiçada foi na final da Copa Libertadores, em novembro, 1 a 0 para o Flamengo.

    O fracasso na tentativa de buscar o tetra na competição continental se somou ao vice no Campeonato Brasileiro -também com Flamengo campeão- e a duas pancadas do Corinthians: na decisão do Campeonato Paulista e nas oitavas de final da Copa do Brasil, cujo título ficaria com o alvinegro. Na Copa do Mundo de Clubes, uma campanha irregular foi interrompida nas quartas de final, pelo Chelsea.

    Na ocasião da perda do troféu estadual para o rival preto e branco, torcedores criticaram o comportamento de Leila na entrega da taça de vice-campeão aos atletas. “Pelo sorriso, ganharam o Mundial que estava faltando”, ironizaram, nas redes sociais.

    As frustrações levaram Leila a fazer um longo desabafo, de pouco mais de dez minutos, aos conselheiros do clube presentes na reunião para aprovação do orçamento para 2026, realizada neste mês.

    A presidente admitiu que ficou com um “gosto amargo” após a derrota para o Flamengo na Libertadores e não poupou críticas ao próprio elenco. A maior bronca foi com o fato de o time comandado por Abel Ferreira, que teve seu vínculo estendido recentemente até 2027, não ter acertado um chute na direção do gol durante a decisão.

    “Como que eu posso querer ganhar a Libertadores se meus jogadores não deram um chute a gol? Vocês conhecem alguma forma de ganhar um jogo sem gol? Eu não conheço. Agora, não posso falar isso fora, senão vou chatear meus atletas? Não. Tem que falar, sim. A responsabilidade é deles, não é minha. Eu fiz o que eu pude”, afirmou Leila.

    “Investi o que eu pude, mas eles não tiveram a capacidade de dar um chute a gol”, acrescentou a dirigente, que destacou ainda tropeços nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro -contra Mirassol (derrota), Vitória e Fluminense (empates em casa)- que custaram o título nacional.

    “Como que pode, dentro da minha casa, no Allianz Parque, eu não vencer o Vitória? Foi por causa do meu elenco? Óbvio que não. Meu sub-20 tinha que ganhar do Vitória. Como que eu não ganho na minha casa do Fluminense? Não foi incapacidade nossa? Claro que foi”, reclamou.

    O último título conquistado pelo Palmeiras foi o Paulista de 2024. Depois, naquele ano, em temporada em que investiu R$ 193 milhões em reforços, também amargou fracassos em competições nacionais e internacionais.

    O desabafo de Leila se tornou arma para seus opositores dentro do Palmeiras. Para evitar que seus rivais consigam se unir a ponto de prejudicar suas ambições, ela buscou apoio de velhos conhecidos da política palmeirense.

    Dois ex-presidentes do clube têm atuado pela viabilizar a mudança no estatuto, Mustafá Contursi (1993 a 2005) e Arnaldo Tirone (2011 a 2013). Ambos ainda são bastante influentes entre conselheiros do Palmeiras.

    A alteração no estatuto requer maioria em votação do Conselho Deliberativo e maioria também em votação com todos os associados do clube. Na eleição presidencial mais recente, no ano passado, Leila venceu com facilidade seu único opositor, Savério Orlandi, no filtro do Conselho (168 a 85) e na Assembleia Geral (2.295 a 858).

    Agora, a oposição tenta se unir para frear a nova investida da empresária.

    Após ano sem título, Leila encara oposição em luta por 3º mandato no Palmeiras

  • Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

    Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky

    Ucraniano não diz como seriam as garantias de segurança, ponto crítico da negociação de paz liderada pelos EUA; Kremlin reafirma que Kiev deve deixar toda a região do Donbass, mas adota tom mais otimista em relação a acordo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (29) que Donald Trump ofereceu garantias de segurança por 15 anos contra uma nova invasão da Rússia, caso os rivais cheguem a um acordo para encerrar o conflito mais grave em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

    Na véspera, ambos passaram cerca de duas horas conversando pessoalmente na residência do presidente americano em Mar-a-Lago, na Flórida. Antes, Trump passou uma hora e 15 minutos ao telefone com o russo Vladimir Putin.

    “Nos documentos [sobre a paz], são 15 anos, com a possibilidade de estender essas garantias de segurança. Eu disse ao presidente que realmente gostaria que fosse considerada a possibilidade de 30, 40, 50 anos. Ele disse que iria pensar”, afirmou a repórteres por meio de um grupo de WhatsApp.

    As garantias são um seguro contra novas agressões em caso de cessar-fogo. Zelensky reafirmou que a melhor opção seria o posicionamento de tropas internacionais em seu país, algo que Putin rejeita liminarmente.

    Ele já abdicou do ingresso na Otan, intenção que era um dos “casus belli” dos russos. Agora, defende que os Estados Unidos e a Europa deem a Kiev uma proteção semelhante à do artigo 5 da carta da aliança militar ocidental, segundo a qual todos defendem um membro que seja atacado.

    É incerto, contudo, o que Trump oferece de fato. O risco de um confronto direto entre a Otan e a Rússia, potencialmente nuclear, sempre norteou o grau de ajuda militar aos ucranianos, mesmo quando a política americana sob Joe Biden era de apoio irrestrito a Zelensky -o que o republicano reverteu.

    Zelensky voltou a dizer que há dificuldades em especial com questões territoriais. Os EUA defendem a desmilitarização dos 20% da região de Donetsk que Kiev ainda controla, e o ucraniano diz que isso precisaria ser submetido a um referendo.

    Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, adotou um tom mais otimista do que o normal acerca das conversas, mas reafirmou que a Rússia exige a concessão total do território histórico do Donbass, que compreende a já ocupada Lugansk e Donetsk.

    Não está claro o que Putin pensa sobre outras questões em aberto, como o congelamento das frentes de batalha em outras áreas invadidas ou o destino do controle da usina nuclear de Zaporíjia, ora em mãos russas.

    “Não é apropridado discutir isso em público”, afirmou Peskov. Questionado se concordava com a assertiva de Trump da véspera, segundo a qual um acordo “está mais próximo do que nunca”, ele disse: “É claro que sim”.

    Zelensky segue mais pressionado, com novas perdas militares no leste de seu país anunciadas nesta segunda. Os bombardeios intensos do sábado (27), véspera da cúpula, contudo não foram repetidos.

    Ele estava visivelmente incomodado com as posições simpáticas a Putin expressadas por Trump durante a entrevista coletiva de ambos no domingo (28), quando o americano disse entender por que o russo não aceitava um cessar-fogo sem antes ter seus termos considerados.

    O cronograma das discussões se moveu para janeiro, frustrando o desejo de Trump de encerrar a guerra iniciada por Putin em 2022 ainda neste ano. Dois grupos de trabalho russo-americanos serão formados para discutir a questão das garantias e aspectos econômicos do eventual fim da guerra.

    Já Zelensky quer uma reunião entre negociadores americanos, europeus e ucranianos em Kiev “nos próximos dias” para refinar a discussão. Hoje, ele tem à mesa 20 pontos que atendem mais as demandas ucranianas, em oposição aos 28 anteriores propostos por Trump com ajuda russa, que eram pró-Kremlin.

    Trump prometeu seguro de 15 anos contra invasão russa, diz Zelensky