Autor: REDAÇÃO

  • Flamengo fica no quase, e Dembélé é eleito melhor do mundo no Globe Soccer Awards

    Flamengo fica no quase, e Dembélé é eleito melhor do mundo no Globe Soccer Awards

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Dembélé foi eleito o melhor jogador do mundo no Globo Soccer Awards, premiação organizada pela Associação Europeia de Clubes (ECA) em conjunto com a Associação Europeia de Agentes de Jogadores (EFAA). O Flamengo ficou no quase em uma das categorias.

    Dembélé tinha a concorrência de Mbappé, Yamal, Raphinha e Vitinha. A cerimônia foi realizada neste domingo (28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

    O francês alcançou o “hat-trick” das premiações. Além do Globe Soccer Awards, Dembélé foi eleito melhor do mundo no prêmio Bola de Ouro, organizado pela revista France Football, e no The Best, da Fifa.

    O júri do Globe Soccer Awards conta com uma série de personalidades ligadas ao futebol. Estão entre elas jogadores, ex-jogadores, dirigentes e até árbitros.

    A premiação coroa uma temporada quase que perfeita de Dembélé no PSG. Pelo clube, o atacante conquistou a Champions, o Campeonato Francês, a Copa da França, a Supercopa da França e recentemente o Intercontinental. O clube só não venceu o Super Mundial de Clubes, onde foi vice.

    O Flamengo ficou no quase. O clube brasileiro concorria na premiação de melhor entre os times masculinos, mas foi superado pelo PSG. Jorge Mendes, agente do técnico Filipe Luís, foi eleito o melhor empresário do mundo.

    Cristiano Ronaldo também foi premiado. O astro português venceu o prêmio de melhor jogador atuando no Oriente Médio.

    Melhores do mundo Globe Soccer Awards

    2025: Dembélé
    2024: Vini Jr
    2023: Haaland
    2022: Benzema
    2021: Mbappé
    2020: Lewandowski
    2019: Cristiano Ronaldo
    2018: Cristiano Ronaldo
    2017: Cristiano Ronaldo
    2016: Cristiano Ronaldo
    2015: Messi
    2014: Cristiano Ronaldo
    2013: Ribery
    2012: Falcao Garcia
    2011: Cristiano Ronaldo

    Vencedores de 2025

    Melhor jogador: Dembélé
    Melhor jogadora: Aitana Bonmatí
    Melhor técnico: Luis Enrique
    Melhor time (masculino): PSG
    Melhor time (feminino): Barcelona
    Melhor atacante: Lamine Yamal
    Melhor meio-campista: Vitinha
    Melhor jogador do Oriente Médio: Cristiano Ronaldo
    Jogador em ascensão: Doué
    Melhor agente: Jorge Mendes
    Melhor diretor esportivo: Luís Campos

    “Melhor momento do ano: quando eu ganhei em Buenos Aires. Estava muito doente, não consegui treinar nenhum dia da semana. Na segunda-feira, eu tinha aquecido dez minutinhos, meu jogo foi adiado por causa da chuva, no dia seguinte, eu estreei e estava me sentindo bem. Enfrentei quatro argentinos em casa [ao longo do torneio] e, enfim, foi o primeiro [título de ATP]”, disse João Fonseca, ao Esporte Espetacular.

    Folhapress | 13:30 – 28/12/2025

    Flamengo fica no quase, e Dembélé é eleito melhor do mundo no Globe Soccer Awards

  • Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

    Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

    Na rede social Truth, ele não detalhou a conversa, que chamou de “muito produtiva”, nem quem fez a ligação. Se isso pode prenunciar uma negociação com alguma chance de sucesso ou apenas a usual propensão pró-Rússia do americano, é incerto.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Poucas horas antes do encontro entre Donald Trump e Volodimir Zelenski para debater a versão final de uma proposta para acabar com a Guerra da Ucrânia, o presidente americano conversou com o russo Vladimir Putin, que invadiu o vizinho há quase quatro anos.

    Na rede social Truth, ele não detalhou a conversa, que chamou de “muito produtiva”, nem quem fez a ligação. Se isso pode prenunciar uma negociação com alguma chance de sucesso ou apenas a usual propensão pró-Rússia do americano, é incerto.

    Mais cedo, a Rússia havia anunciado uma série de vitórias militares no leste do país que invadiu há quase quatro anos.

    Segundo o Ministério da Defesa russo, foram conquistada seis localidades, inclusive a estratégica Mirnohrad, na região de Donetsk (leste).

    O governo em Kiev buscou negar a perda, dizendo que os combates prosseguem na cidadezinha, que fica ao lado da vital Pokrovsk, centro logístico das forças ucranianas na área que caiu para Moscou no mês passado.

    Mas a análise de imagens georrefenciadas de soldados de Putin celebrando a conquista entre as ruínas da cidade, feita por observadores ucranianos e russos, indica que o Kremlin está certo.

    A cidade caiu em três meses de cerco, ante quase um ano no caso de Pokrovsk. Outra localidade vizinha, Huliaipole, resistiu apenas quatro semanas de assalto. Tudo isso sugere um esgarçamento da capacidade defensiva de Kiev na região pela qual mais luta nos mil quilômetros de frente de batalha.

    O “timing” da divulgação, claro, levanta suspeitas de exageros para influenciar a negociação entre o presidente americano e o ucraniano, marcada para a tarde deste domingo (28) no resort de Trump na Flórida, em Mar-a-Lago.

    Na véspera, Putin já havia feito uma demonstração de assertividade com um ataque de mísseis e drones de larga escala, que matou 1 pessoa e feriu outras 32 só em Kiev, que ficou novamente às escuras em meio ao inverno gelado da Ucrânia.

    A eletricidade só foi restabelecida nesta manhã de domingo para as áreas afetadas. O país enfrenta a pior crise energética desde a invasão de 2022 devido à intensificação dos ataques russos.

    O presidente russo também voltou a dizer, no sábado, que se a Ucrânia não fizer concessões, será dobrada à força. Simbolicamente, estava vestido com fardamento militar, o que costuma fazer quando busca projetar uma imagem de força.

    Zelenski chegou aos Estados Unidos no sábado (27). Ele irá discutir seu plano de 20 pontos, desenhado como uma reação ao programa de 28 itens que havia sido proposto inicialmente pelos EUA -a partir de uma trabalho conjunto com Moscou.

    A versão inicial era francamente favorável ao Kremlin, enquanto a atual atende a boa parte das demandas de Kiev para o fim da guerra. Há vários pontos que a Rússia já disse não aceitar, como o congelamento das linhas de batalha como estão para daí negociar concessões territoriais.

    Putin quer todos os territórios que anexou ilegalmente em 2022, fazendo questão publicamente da totalidade do Donbass, composto pela já 100% russa Lugansk e por Donetsk, a joia da coroa da região, que está cerca de 80% ocupada segundo sites de monitoramento da guerra.

    Já nas meridionais Zaporíjia e Kherson, ambas aproximadamente com 75% de seu território sob controle russo, Putin indicou em encontro com Trump realizado em agosto que toparia ficar com o que já tem, abrindo mão do restante das regiões. Resta saber se retiraria suas forças de outras áreas, como Sumi, Kharkiv, Mikolaiv e Dnipropetrovsk.

    Os EUA propuseram, nas semanas de negociação com os ucranianos e russos, de forma separada, que a parte de Donetsk sob controle de Kiev seja desmilitarizada. Moscou disse que aceitaria o plano desde que o policiamento e controle da região fossem feitos por forças suas -o que Zelenski rejeita.

    A questão territorial é a principal, mas não a única a dividir as opiniões. Antes do encontro, Zelenski lembrou que só poderá haver paz com garantias de seguranças dadas por outros países para o caso de Putin voltar a atacar.

    Moscou não aceita a proposta de uma força de paz internacional, e é incerto como reagiria a uma proteção que implicasse uma guerra com os EUA e os aliados europeus de Washington na aliança Otan.
    De todo modo, o presidente ucraniano disse que se não houver acordo sem perdas, ele terá de fazer uma consulta popular sobre o que for decidido com Trump.

    Mesmo isso é incerto, pois ao fim depende de combinar com os russos. E todas as indicações de Putin até aqui são de que ele só irá parar a guerra se puder vender o acordo como uma vitória de seus termos.

    Trump conversa com Putin antes de se reunir com Zelenski

  • Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

    Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

    “Um homem matou quatro adultos e cinco crianças com um objeto cortante em uma residência em Hadji Iding Soemitaweg”, afirmou a polícia local em um comunicado, informando o nome da rua, no distrito de Commewijne.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A polícia do Suriname prendeu neste domingo (28) um homem a leste da capital, Paramaribo, que esfaqueou até a morte quatro adultos e cinco crianças, além de ferir outras duas pessoas.

    “Um homem matou quatro adultos e cinco crianças com um objeto cortante em uma residência em Hadji Iding Soemitaweg”, afirmou a polícia local em um comunicado, informando o nome da rua, no distrito de Commewijne.

    “Uma sexta criança e um adulto ficaram gravemente feridos e foram levados de ambulância para o pronto-socorro do Hospital Universitário de Paramaribo, onde foram internados para tratamento médico”, continuou a polícia.

    De acordo com a imprensa local, o ministro da Justiça, Harish Monorath, afirmou que o homem atacou os próprios filhos com uma faca após discutir com sua esposa sobre a guarda das crianças. O suspeito, que teria transtornos mentais, esfaqueou também vizinhos que tentaram intervir, de acordo com os relatos.

    “Esta manhã, estamos chocados com o violento incidente em Commewijne. Num momento em que familiares e amigos deveriam estar se apoiando e se fortalecendo mutuamente, somos confrontados com a dura realidade de que existe outro lado do mundo”, afirmou a presidente do país, Jennifer Simons.

    “Um pai que tira a vida dos próprios filhos e, de quebra, mata também seus vizinhos. Desejo a todos os enlutados muita força, coragem e conforto neste momento inimaginavelmente difícil”, continuou a política no Facebook.

    Homem mata 4 adultos e 5 crianças a facadas no Suriname, diz polícia

  • Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

    Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

    Em publicação nas redes sociais, ela detalhou que o ex-presidente enfrenta crises de soluço há cerca de nove meses e que a intervenção tem como objetivo aliviar o problema.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou neste sábado (27) que Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico para a realização de um novo procedimento médico. Em publicação nas redes sociais, ela detalhou que o ex-presidente enfrenta crises de soluço há cerca de nove meses e que a intervenção tem como objetivo aliviar o problema.

    Segundo Michelle, o procedimento realizado é um bloqueio do nervo frênico, responsável por controlar o diafragma. A técnica reduz temporariamente a atividade do nervo e pode interromper os soluços. “Meu amor acabou de ir para o centro cirúrgico para realizar o bloqueio do nervo frênico. Peço que intercedam em oração por mais esse procedimento, para que seja exitoso e traga alívio definitivo. Já são nove meses de luta e de angústia com soluços diários”, escreveu.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução / Instagram  

    Jair Bolsonaro está internado desde a última quarta-feira (24) no Hospital DF Star, em Brasília. No dia de Natal (25), ele passou por uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento foi realizado após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, concedida com base em uma perícia feita pela Polícia Federal.

    Antes da internação, o ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, determinada em decorrência da condenação pela trama golpista. A transferência para o hospital ocorreu em razão da necessidade de acompanhamento médico e da realização dos procedimentos cirúrgicos.

    Desde o início da internação, Michelle Bolsonaro tem utilizado as redes sociais para atualizar seguidores sobre o estado de saúde do marido e pedir orações. Na publicação deste sábado, ela destacou o impacto prolongado das crises de soluço, classificando o período como marcado por sofrimento e preocupação.

    O bloqueio do nervo frênico, segundo a ex-primeira-dama, é mais uma tentativa de resolver o problema que se arrasta há meses. Ainda não há informações oficiais divulgadas sobre o resultado do procedimento ou sobre a previsão de alta hospitalar.

    A equipe médica responsável pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro não divulgou novos boletins até o momento. O ex-presidente permanece sob cuidados no hospital, enquanto segue cumprindo a pena determinada pela Justiça.

    Michelle faz revelação dramática sobre saúde de Bolsonaro: "agonia"

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  • Fonseca superou doença por primeiro título e elege melhor momento do ano

    Fonseca superou doença por primeiro título e elege melhor momento do ano

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – João Fonseca empilhou recordes ao longo de 2025, mas elegeu a conquista do ATP 250 de Buenos Aires (ARG) como seu melhor momento deste ano.

    “Melhor momento do ano: quando eu ganhei em Buenos Aires. Estava muito doente, não consegui treinar nenhum dia da semana. Na segunda-feira, eu tinha aquecido dez minutinhos, meu jogo foi adiado por causa da chuva, no dia seguinte, eu estreei e estava me sentindo bem. Enfrentei quatro argentinos em casa [ao longo do torneio] e, enfim, foi o primeiro [título de ATP]”, disse João Fonseca, ao Esporte Espetacular.

    Com o título em Buenos Aires, Fonseca se tornou o brasileiro mais jovem a vencer um torneio da ATP. Ele conseguiu o feito com 18 anos, um a menos que Thiago Wild, que conquistou o ATP de Santiago aos 19, em 2020.

    O carioca terminou o ano com dois títulos, já que também levou o ATP 500 da Basileia. O resultado colocou o jovem tenista no top-30 do ranking mundial da ATP.

    A arrancada de Fonseca chamou a atenção, mas o brasileiro vê uma “pressão boa”. O tenista saltou mais de 700 posições em um intervalo de aproximadamente 2 anos. Este foi o primeiro ano de João Fonseca no tênis profissional.

    “É uma honra ter todo esse suporte dos brasileiros, ao mesmo tempo vem um pouco de expectativa, tem comparações, o que é normal, mas é uma pressão boa. É só gratidão, e isso cada vez me traz mais força para seguir trabalhando e realmente fazer história para o Brasil”, finaliza João Fonseca

    O brasileiro está de férias, mas já tem data para voltar às quadras. Ele foi confirmado no ATP 250 de Adelaide, no piso duro da Austrália. A competição acontece entre os dias 12 e 17 de janeiro, e serve como preparação para o Australian Open, o primeiro Grand Slam da temporada.

    Além disso, ele terá um “calendário obrigatório” para cumprir, já que está no top-30 do ranking mundial. Ele precisará participar de oito dos nove Masters 1000 do ano e deve estar em pelo menos cinco ATP 500.

    João Fonseca também tem um amistoso contra Carlos Alcaraz, atual número 1 do mundo, marcado para 12 de dezembro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo.

    Fonseca superou doença por primeiro título e elege melhor momento do ano

  • Sydney Sweeney enfrentou ano turbulento com polêmicas e fracassos de bilheteria

    Sydney Sweeney enfrentou ano turbulento com polêmicas e fracassos de bilheteria

    Ao longo do ano, Sweeney esteve associada tanto a fracassos de bilheteria quanto a polêmicas envolvendo política e acusações de eugenia e hipersexualização nas redes sociais. Propagandas renderam centenas de comentários online e dividiram opiniões.

    ANA CLARA COTTECCO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ano de 2025 foi tudo, menos monótono, para Sydney Sweeney. Antes vista pela crítica e pelo mercado como uma estrela em ascensão e uma das atrizes mais promissoras de sua geração, a americana passou os últimos meses no centro de uma sucessão de controvérsias que impactaram sua imagem pública.

    Ao longo do ano, Sweeney esteve associada tanto a fracassos de bilheteria quanto a polêmicas envolvendo política e acusações de eugenia e hipersexualização nas redes sociais. Propagandas renderam centenas de comentários online e dividiram opiniões.

    Na vida pessoal, a jovem de 28 anos também viveu reviravoltas: mudou de status de relacionamento três vezes e foi alvo de boatos sobre supostas inimizades nos bastidores.

    CAMPANHA POLÊMICA COM A AMERICAN EAGLE
    Em julho, Sweeney estrelou uma campanha publicitária da American Eagle com o slogan “Sydney Sweeney Has Great Jeans” (Sydney Sweeney tem ótimos jeans, em português), que se tornou alvo de críticas nas redes sociais. A ação foi acusada de hipersexualizar o corpo feminino e de usar uma mensagem interpretada por muitos como racista ou eugenista ao destacar sua aparência –loira, de olhos azuis– por meio do suposto trocadilho sonoro entre “jeans” e “genes”, palavras pronunciadas da mesma forma em inglês.

    A controvérsia ganhou ainda mais repercussão quando Donald Trump elogiou publicamente o anúncio. “Sydney Sweeney, uma republicana registrada, tem o anúncio mais quente que existe. É para a American Eagle, e as calças jeans estão voando das prateleiras. Pegue-os, Sydney!”, escreveu o presidente americano no X. A informação de que Sydney é filiada ao partido veio à tona em meio à polêmica e aumentou ainda mais a repercussão negativa entre os núcleos mais progressistas.

    Após dois meses, Sweeney disse à revista GQ que ficou surpresa com a repercussão da campanha e classificou como “surreal” o fato de Trump ter comentado o anúncio. A resposta breve não convenceu parte dos internautas.

    No início de dezembro, a atriz voltou ao tema e negou diretamente que a ação publicitária tivesse conotação racista. “Quem me conhece sabe que estou sempre tentando unir as pessoas. Sou contra o ódio e a divisão”, afirmou em entrevista à People.

    VENDA DE SABONETE COM ÁGUA DE BANHO
    Ainda no início de 2025, a atriz de “Euphoria” se envolveu em outra polêmica no universo das campanhas publicitárias. Sweeney participou de uma parceria com a marca de cuidados pessoais masculinos Dr. Squatch, que incluiu a venda de um sabonete feito com água de seu banho.

    A ação contou com vídeos da atriz em uma banheira e trocadilhos de conotação sexual. O caso repercutiu com críticas sobre a hipocrisia da jovem ao lucrar e incentivar hipersexualização das mulheres e do próprio corpo –tema sobre o qual a atriz já havia se manifestado de forma crítica em outras ocasiões.

    FRACASSOS DE BILHETERIA
    No cinema, 2025 foi especialmente duro. Sydney Sweeney emplacou três lançamentos com desempenho muito abaixo do esperado: “Americana”, “Eden” e “Christy”.

    Juntos, os filmes arrecadaram valores considerados decepcionantes diante dos orçamentos e das expectativas do mercado. Parte da crítica passou a relacionar os resultados negativos ao desgaste de sua imagem fora das telas.

    A última promessa do ano para Sydney Sweeney é o filme ‘A Empregada’, que chega nos cinemas brasileiros em 1 de janeiro e 19 de dezembro nos EUA. Fotos, vídeo e entrevistas da atriz com a colega de elenco Amanda Seyfried durante a turnê de divulgação do filme estão circulando nas redes sociais de forma positiva entre os fãs que estão ansiosos para ver o longa baseado no best-seller homônimo.

    MUDANÇAS NA VIDA AMOROSA
    No campo pessoal, 2025 também foi marcado por rupturas. Sydney Sweeney falou pela primeira vez sobre o fim de seu noivado com o empresário Jonathan Davino, com quem se relacionava desde 2018. Em entrevistas, a atriz descreveu o momento como uma fase de redescoberta e reorganização emocional, afirmando estar focada em si e em suas amizades.

    Pouco tempo depois, voltou aos noticiários ao ser apontada como novo affair do empresário do entretenimento Scooter Braun, conhecido pela desavença profissional com Taylor Swift . Os dois foram vistos juntos em eventos e encontros sociais, alimentando especulações sobre um relacionamento mais sério.

    Embora nenhum dos dois tenha feito declarações detalhadas, ambos foram flagrados se beijando e trocando carícias em público em diferentes ocasiões.

    Sydney Sweeney enfrentou ano turbulento com polêmicas e fracassos de bilheteria

  • Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

    Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

    Depois de se lançar ao Palácio do Planalto sob críticas e desconfiança de partidos do centrão, Flávio tem tentado cacifar seu nome e apresentar argumentos para aplacar sua rejeição, o que inclui repetir que está dedicado a montar o melhor time.

    CAROLINA LINHARES E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – No primeiro mês em pré-campanha à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscou apoio de ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL), dirigentes do PL e políticos de direita com trânsito no mercado financeiro, além do influenciador Pablo Marçal (PRTB).

    Depois de se lançar ao Palácio do Planalto sob críticas e desconfiança de partidos do centrão, Flávio tem tentado cacifar seu nome e apresentar argumentos para aplacar sua rejeição, o que inclui repetir que está dedicado a montar o melhor time.

    Aliados avaliam que o ex-presidente Jair Bolsonaro se cercou de auxiliares inexperientes e, em muitos casos, inábeis –erro que o senador precisaria evitar. Por isso, há uma preocupação de Flávio em reunir a seu redor nomes que poderiam demonstrar credibilidade.

    Interlocutores de Flávio afirmam que ele pretende ampliar sua agenda de viagens pelo país a partir de fevereiro e focar sua pré-campanha em São Paulo e Minas Gerais, em uma tentativa de reverter votos que em 2022 migraram para Lula (PT) nesses estados.

    Nesta reta inicial, porém, o principal esforço de Flávio tem sido o de buscar o endosso do mercado financeiro –que não esconde a preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Quem tem sido o braço-direito do senador nesse meio é Filipe Sabará, ex-secretário municipal de João Doria.

    Sabará diz ter organizado os dois eventos de aproximação de Flávio com banqueiros e investidores na capital paulista, o primeiro com integrantes do banco suíço UBS e o segundo com empresários na casa de Gabriel Rocha Kanner, sobrinho de Flávio Rocha, dono da Riachuelo.

    “Eu tenho proximidade com o mercado. Foi meio natural, o pessoal começou a me perguntar sobre o Flávio, e eu resolvi fazer essa ponte. Me coloquei à disposição do senador”, diz o ex-secretário de Desenvolvimento Social, que causou polêmica em 2017 ao sugerir o uso de farinata em merendas escolares.

    Também foi Sabará –que em 2024 coordenou a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo– quem articulou o apoio do influenciador a Flávio. Após a conversa, Marçal colocou à disposição do senador seu arsenal de comunicação digital.

    Um amigo de Flávio diz, sob reserva, que o senador sabe que a avenida Faria Lima representa uma parcela ínfima do eleitorado brasileiro, incapaz de eleger alguém. Apesar disso, a avaliação é que a desconfiança do mercado financeiro passa um sinal ruim ao restante do eleitorado.

    Flávio tem recorrido aos conselhos de pessoas que integraram a equipe econômica do governo Bolsonaro. Entusiastas da candidatura afirmam ser cedo para prospectar nomes de eventuais futuros ministros, mas dizem que a intenção de Flávio é anunciar possíveis auxiliares antes da eleição.

    O senador tem discutido propostas com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, com o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e com o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) Gustavo Montezano.

    A empresários, ele se apresenta como “Bolsonaro moderado” e afirma seguir a “cartilha de Paulo Guedes”, com a promessa de diminuir impostos, controlar a taxa de juros e enxugar a máquina pública.

    Na avaliação de Sabará, alguns nomes do mercado já acreditam que o candidato anti-Lula será mesmo Flávio e não Tarcísio.

    “A rejeição imputada a ele não é dele, é do pai dele. O mercado não tem receio com ele, porque ele tem a pauta do Paulo Guedes. A única pergunta que me fazem é se ele vai até o fim”, afirma ele, que diz acreditar que Flávio é o único com chances de derrotar Lula e que vê nele disposição de levar a candidatura adiante.

    Segundo participantes do almoço na casa de Kanner, Flávio disse ser o Bolsonaro que sempre quiseram -respeitado no Senado, disposto a fazer composições políticas e a conversar com todos, até mesmo o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O senador teria ouvido perguntas duras, como a alta rejeição da família.

    O deputado estadual Lucas Bove (PL) se colocou à disposição de Flávio para atuar em sua pré-campanha em São Paulo. Além de contatos em associações comerciais e bancos, Bove também tem relação com os ruralistas no estado.

    “Nós vamos estar juntos, estamos trabalhando por ele aqui. Assim que a candidatura dele foi confirmada, já unificou toda a base bolsonarista. Estamos muito confiantes”, afirma.

    Sem o mesmo entusiasmo no PP, no União Brasil e no Republicanos, Flávio tem se apoiado politicamente no presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e no secretário-geral do partido e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (RN), que também foi ministro do governo Bolsonaro.

    Disposto a concorrer ao governo do Rio Grande do Norte no ano que vem, Marinho tem se engajado na pré-campanha de Flávio e tentado articular apoios ao filho mais velho de Bolsonaro junto a outros partidos.

    À Folha Flávio disse querer Marinho ao lado dele no ano que vem. “Ele vai estar comigo o tempo inteiro do meu lado, porque é uma pessoa competente, de confiança, inteligente e que adora desafios. Eu preciso de pessoas que não gostam de ficar na zona de conforto. É um amigo e também acredita nesse projeto”, afirma.

    A pré-campanha, por enquanto, não tem um marqueteiro designado. Nome do PL, Duda Lima já afirmou que não vai trabalhar em campanhas em 2026.

    “Minha decisão de não comandar mais campanhas eleitorais é pública, mas convivi com muitos profissionais competentes de marketing eleitoral e sei que Flávio fará boas escolhas na estruturação de um ótimo time de marketing”, diz.

    Em 2024, quando comandou a campanha de reeleição de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo, Duda teve uma série de atritos com os filhos de Bolsonaro e outros apoiadores do ex-presidente, que buscavam influenciar nas decisões internas ao mesmo tempo em que acenavam para o rival Marçal.

    Flávio Bolsonaro busca ex-ministros, Marçal e políticos com trânsito no mercado

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  • Como uma cabra fez Brigitte Bardot abandonar o cinema e abraçar o ativismo

    Como uma cabra fez Brigitte Bardot abandonar o cinema e abraçar o ativismo

    Em entrevista em maio deste ano, ela disse que, na década de 1970, já não se sentia bem fazendo cinema. “Eu sentia que estava indo ladeira abaixo, e que já não havia mais grandes história, bons roteiros, bons diálogos. Também já não havia mais bons diretores”, disse.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morta ao 91 anos, a atriz Brigitte Bardot estava longe das telas de cinema desde a década de 1970 e se dedicava desde então ao ativismo pela causa animal.

    Em entrevista em maio deste ano, ela disse que, na década de 1970, já não se sentia bem fazendo cinema. “Eu sentia que estava indo ladeira abaixo, e que já não havia mais grandes história, bons roteiros, bons diálogos. Também já não havia mais bons diretores”, disse.

    “Foi assim que tomei a decisão de parar –e, além disso, para salvar uma cabra.”

    A gota d’água foi durante as gravações de seu último filme, “L’Histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise”, de 1973.

    A história se passava na Idade Média. Entre os figurantes havia uma senhora idosa com sua cabra.

    “Eu ia vê-los sempre que tinha uma folga”, disse Bardot ao Le Monde em 2018. “Mas um dia a senhora me disse: ‘Espero que o filme esteja pronto até domingo. É a Primeira Comunhão do meu neto; vamos fazer um grande churrasco com a cabra.’ Fiquei horrorizada! E comprei a cabra imediatamente. Levei-a para o meu hotel quatro estrelas; ela dormiu no meu quarto, e até na minha cama com meu cachorrinho. Esse foi o ponto de virada. Adeus ao cinema.”

    Inicialmente, Bardot criou uma pequena associação, de funcionamento improvisado, mas acabou sufocada pela burocracia administrativa, ela contou ao Le Monde. Segundo ela, um amigo a apresentou ao então ministro do Interior, que lhe explicou que uma fundação teria um alcance maior.

    O problema era reunir os 3 milhões de francos necessários, valor que ela não possuía. Bardot relatou que decidiu então leiloar tudo o que tinha de valor –joias dadas por Gunter Sachs, móveis de seus pais, sua guitarra, o vestido de noiva do casamento com Roger Vadim e até a primeira Marianne, símbolo nacional da França, feita à sua imagem e semelhança. Após se desfazer de objetos que marcaram sua carreira, a atriz conseguiu levantar o montante e, em 1988, fundou sua fundação.

    Posteriormente, Bardot também doou sua propriedade em Saint-Tropez para a fundação. “Naquele momento, eu tinha me tornado uma guerreira!”

    Posteriormente, para que a instituição fosse reconhecida como de utilidade pública e pudesse atuar judicialmente, Bardot afirmou ter doado La Madrague à fundação, dizendo que, naquele momento, sentiu-se transformada em uma verdadeira guerreira.

    Em 1997, Bardot foi condenada por um tribunal francês por racismo. Ela foi multada e obrigada a fazer um pagamento simbólico a grupos defensores dos direitos humanos que a processaram. A atriz foi levada à justiça por censurar uma prática islâmica de sacrifício de ovelhas.

    Bardot foi acusada de racismo por ter falado, em entrevista que deu ao Le Figaro em abril de 1996, contra o festival de Eid al-Adha. Depois de ter se queixado da “superpopulação estrangeira” na França, ela disse que o ritual era “tortura, sinal dos mais atrozes sacrifícios pagãos”.

    Em 2001, a Peta, Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, lhe concedeu o prêmio o PETA Humanitarian Award, como reconhecimento por sua luta em defesa dos animais, especialmente contra a caça às focas.

    Durante a Copa do Mundo de 2002, ela propôs um boicote a produtos sul-coreanos, como forma de protesto contra o consumo de carne de gatos e cachorros na Coreia do Sul.

    Em 2021, foi condenada na França por insultos racistas, após chamar os habitantes da ilha francesa de Reunião, no Oceano Índico, de nativos que “preservaram seus genes selvagens”.
    Bardot havia enviado uma carta em 2019 ao então delegado do governo da ilha, denunciando a “barbárie dos habitantes de Reunião com os animais”.

    “Os nativos mantiveram seus genes selvagens”, escreveu a ativista, que comparou Reunião com “a ilha do diabo”, cuja “população degenerada” ainda está “imbuída” de “tradições bárbaras”.
    Embora tenha se desculpado com os habitantes de Reunião, ela justificou suas palavras pelo “destino trágico” dos animais da ilha, um “absurdo”, para Axel Vardin, um dos advogados dos demandantes.

    Em 2017, a atriz francesa fez uma crítica contundente ao papa Francisco em uma carta enviada ao pontífice.

    “Você aborda a miséria humana favorecendo estranhamente a migração muçulmana em detrimento dos cristãos do Oriente Médio, mas mais miserável que o destino destes seres humanos é o dos animais que não se beneficiam de nenhum apoio e são um mundo infinito de dores sem voz”, escreve Bardot na carta.

    Em 2015, escreveu uma carta para Choupette, a gata do estilista Karl Lagerfeld, pedindo-lhe para “ronronar no ouvido” de seu mestre para que ele abandonasse o uso de peles em suas coleções.

    “Minha doce Choupette, conto com você para ronronar no ouvido de Papai Karl o desespero que todos os seus irmãozinhos peludos sentem quando ele ‘promove’ seus cadáveres. Eles que, como você, querem apenas viver, são inocentes e são condenados à morte para que suas peles sejam usadas para roupas para desumanos”, escreveu a atriz.

    Como uma cabra fez Brigitte Bardot abandonar o cinema e abraçar o ativismo

  • Renato Gaúcho prevê seleção forte na Copa e descarta retorno imediato: ‘Estou de férias’

    Renato Gaúcho prevê seleção forte na Copa e descarta retorno imediato: ‘Estou de férias’

    Renato Gaúcho indicou que ainda não deve retomar a carreira de treinador no início de 2026. O técnico afirmou que seguirá em período de descanso e evitou comentar sobre possíveis convites.

    \”Vou ficar mais um tempo (fora). Estou de férias\”, disse Renato, no Maracanã, onde participou do Jogo das Estrelas. Sem clube desde a saída do Fluminense, em setembro de 2025, o treinador não detalhou por quanto tempo pretende permanecer afastado.

    Além do futuro profissional, Renato comentou o momento da seleção brasileira e demonstrou confiança na equipe comandada por Carlo Ancelotti para a próxima Copa do Mundo. Para o treinador, o Brasil reúne fatores que o colocam entre os principais candidatos ao título do Mundial.

    \”Estou bastante otimista. Vem uma safra nova muito boa. O Ancelotti teve tempo para trabalhar, conhece bem os jogadores, até porque a maioria atua na Europa. Isso facilitou bastante\”, avaliou.

    Renato destacou ainda que o desempenho no Mundial dependerá da condição física e técnica dos principais nomes, mas vê o grupo com potencial para brigar pelo hexacampeonato. \”O Brasil tem uma seleção forte, jovem, boa. Tenho certeza de que vai chegar como uma das favoritas\”, comentou.

    Renato Gaúcho prevê seleção forte na Copa e descarta retorno imediato: ‘Estou de férias’

  • Jovens cansados de tela aumentam vendas de agendas e planners de papel

    Jovens cansados de tela aumentam vendas de agendas e planners de papel

    Gabriela diz que a escrita manual passou a ser uma forma de recuperar processos criativos e de organização que, segundo ela, ficaram limitados no ambiente digital. “Eu sinto que isso está limitando minha criatividade, de certa forma, e eu estou perdendo o hábito de escrever.”

    GABRIELA CECCHIN
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “Eu quero ficar cada vez mais ‘off’ das telas”. Essa foi a decisão da publicitária Gabriela Brito, 27, que trocou plataformas como Notion e Trello, que usou durante cerca de três anos, por um planner, agenda física que permite visualizar a semana, o mês e o ano em páginas separadas.

    Gabriela diz que a escrita manual passou a ser uma forma de recuperar processos criativos e de organização que, segundo ela, ficaram limitados no ambiente digital. “Eu sinto que isso está limitando minha criatividade, de certa forma, e eu estou perdendo o hábito de escrever.”

    A virada do ano impulsiona a busca por planners, agendas e calendários físicos. Na Shop Figlia, fundada pela publicitária Marina Mie Murakoshi, 23, o planner é o principal produto da marca e concentra um pico de vendas no fim do ano, já que a empresa trabalha apenas com versões datadas.

    No lançamento mais recente, segundo a fundadora, as vendas registradas nos primeiros 12 minutos praticamente igualaram metade do volume alcançado em todo o ano anterior. Ao fim da primeira hora, o total já havia atingido o resultado do lançamento do ano passado.

    Para Marina, o planner físico tem sido buscado como ferramenta de organização, mas também como espaço de pausa em meio à rotina acelerada. A fundadora afirma que a marca tem observado um público interessado em planejamento sem rigidez excessiva, com foco em equilíbrio e bem-estar.

    “As pessoas buscam cada vez mais praticidade, com ferramentas que permitirão encontrar clareza sobre si, que possam acolher a rotina delas, e trazer equilíbrio do planejamento sem qualquer produtividade tóxica”, afirma.

    Na papelaria Organizando a Vida, dezembro e janeiro concentram a principal temporada do ano. A fundadora Deise Santos, 28, afirma que, nesse período, o faturamento da loja cresce entre 30% e 60%, impulsionado sobretudo por planners anuais e agendas datadas. Segundo ela, o aumento das buscas começa ainda na segunda quinzena de outubro e se mantém elevado até o início do ano seguinte.

    Já na Paperview, especializada em planners físicos, o fim do ano também concentra um aumento consistente na procura por produtos de auto-organização. Para a fundadora Angela Bufarah, 55, o planner passou a ocupar um espaço distinto das ferramentas digitais.

    “As novas tecnologias não competem com o planner físico, elas caminham juntas. Aplicativos e agendas digitais são ótimos para alertas e compromissos, mas o planner em papel é o espaço da pausa, da escrita à mão, da reflexão”, comenta.

    O uso do planner também aparece associado a autocuidado. A terapeuta ocupacional Lívia Lilla Delduque, 24, afirma que o papel ajuda a organizar prioridades e hábitos. “Consigo ampliar minhas atividades de autocuidado e a manter hábitos mais saudáveis”, comenta Lívia.

    Para alguns, o planner físico também traz sentimentos de controle e concretude. A engenheira civil Caroline de Jesus Rodrigues, 24, diz que fez a transição da agenda digital para o papel há cerca de três anos. “Dá uma sensação de profissionalismo anotar todas as suas metas e depois ticar o que você fez.”

    Já a servidora pública federal Camille Ghedin Haliski, 46, afirma que usa ferramentas digitais no trabalho, mas mantém o planner físico como referência pessoal. “Para os assuntos realmente importantes para mim, uso o planner físico.”

    A estudante de direito e professora de inglês Mayara Gisele Simões Araújo, 22, afirma que pretende seguir usando o Google Calendário para compromissos diários, mas recorre ao planner para ter uma visão mais ampla de metas e prioridades. “É um investimento grande, mas vai me ajudar muito”, diz.

    Nas papelarias consultadas pela reportagem, o preço dos planners variava de R$ 96 a R$ 329, com base no tamanho, no número de divisões internas, no nível de personalização e nos materiais para decoração.

    O interesse por produtos físicos chegou também às livrarias. Segundo Alexandre Martins Fontes, presidente da ANL (Associação Nacional de Livrarias) e responsável pela rede Martins Fontes, as vendas de agendas, calendários e planners crescem de forma acentuada no fim do ano.

    “Em outubro a gente vende três vezes mais do que a média que a gente vende de janeiro a setembro. Em novembro, cinco vezes mais. Em dezembro, dez vezes mais”, conta.
    Para ele, os números indicam que, apesar da consolidação das agendas digitais, o papel segue relevante no consumo cultural. “As pessoas continuam comprando planners, agendas e calendários físicos.”

    A livraria Martins Fontes passou a investir em materiais de papelaria nos últimos cinco anos. “Durante muito tempo, a gente só vendia livro. Hoje a livraria não é mais do que simplesmente um lugar onde você vai comprar um livro. É um lugar onde você encontra as pessoas, vai tomar um café.”

    Fontes diz que a aposta só se sustenta porque há demanda. “Se não tivesse mercado, nós não estaríamos aqui mostrando esses números para você.”

    Pensando nisso, além de agendas e cadernos, a rede estuda ampliar a oferta de outros itens analógicos. “Eu estou, para o ano que vem, fazendo um projeto de começar a vender um pouco de vinil também”, afirmou.

    Jovens cansados de tela aumentam vendas de agendas e planners de papel

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