Categoria: ECONOMIA

  • Preços do petróleo devem seguir em alta volatilidade mesmo com reabertura de estreito de Hormuz

    Preços do petróleo devem seguir em alta volatilidade mesmo com reabertura de estreito de Hormuz

    Para analistas, as incertezas nas negociações entre Washington e Teerã, além das dificuldades para normalizar o fluxo pela via -por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito-, tendem a manter a volatilidade nas cotações da commodity.

    FERNANDO NARAZAKI E MATHEUS DOS SANTOS
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Mesmo com a reabertura do estreito de Hormuz, anunciada pelo Irã nesta sexta-feira (17), os preços do petróleo devem seguir pressionados por meses.

    Para analistas, as incertezas nas negociações entre Washington e Teerã, além das dificuldades para normalizar o fluxo pela via -por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito-, tendem a manter a volatilidade nas cotações da commodity.

    Ainda assim, o anúncio do Irã derrubou os preços nesta sexta, levando o barril a cair para a casa dos US$ 86, no menor nível em mais de um mês. O preço do Brent, referência internacional, com vencimento em junho deste ano fechou o dia a US$ 91,57, menor valor desde 10 de março, com queda de 7,87%.

    O Ministério de Relações Exteriores do Irã anunciou nesta manhã a reabertura do trânsito marítimo por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, mas limitou a condição a navios que tenham autorização iraniana, o que não é aceito pelos EUA.

    “A passagem de todos os navios comerciais pelo estreito de Hormuz foi declarada totalmente aberta para o período restante do cessar-fogo”, afirmou Abbas Araghchi, chanceler do Irã, em post na rede social X.

    Segundo um alto funcionário do regime iraniano ouvido pela agência de notícias Reuters, todos os navios comerciais, incluindo embarcações norte-americanas, podem navegar pelo estreito, embora seus planos precisem ser coordenados com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

    Apesar de o Irã ter anunciado a reabertura, ela ocorre em condições muito específicas e está sujeita ao pagamento de taxas. Além disso, os EUA não encerraram o bloqueio marítimo imposto ao estreito.

    A decisão do Irã foi elogiada por Donald Trump. “OBRIGADO!”, escreveu o presidente norte-americano em sua plataforma Truth Social.

    Analistas no setor afirmaram que a medida deve ser tratada com cautela e que o tráfego marítimo deve demorar a ser retomado.

    “A abertura do estreito de Hormuz é um importante passo para normalizar o trânsito pela via navegável. Mas a reabertura é limitada em escopo”, afirmou James Reilly, economista sênior de mercados da Capital Economics.

    Para o diretor global de macroeconomia do ING, Carsten Brzeski, a reabertura ajudará a reduzir o preço da commodity nos próximos dias, mas a dúvida é quando as empresas de transporte marítimo vão retomar o fluxo. “Seguradoras e armadores ainda podem hesitar em enviar navios, o que significa que, mesmo que teoricamente aberto, o tráfego só aumentará gradualmente”, analisou.

    A Hapag-Lloyd, uma das maiores empresas do setor, disse estar avaliando a situação. “Por enquanto, ainda estamos evitando passar pelo estreito. Provavelmente passaremos, mas ainda é cedo para confirmar”, declarou um porta-voz da empresa à Reuters.

    De acordo com empresas do setor, cerca de 200 navios passaram pelo estreito desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra, sendo que o tráfego antes do conflito era, em média, de 140 embarcações por dia.

    Nesta sexta-feira, a empresa de dados marítimos Kpler informou que três navios-petroleiros do Irã deixaram o golfo Pérsico pelo estreito de Hormuz na última quarta-feira (15). As embarcações foram as primeiras sob sanções a atravessar o local desde que os EUA passaram a bloquear o tráfego na segunda-feira (13).

    Nenhum navio-petroleiro iraniano havia saído do golfo pelo estreito com uma carga de petróleo desde 10 de abril, de acordo com a Kpler. Dados da empresa indicam que cerca de 900 navios ficaram retidos no Golfo Pérsico ao longo da guerra.

    A queda nas cotações do petróleo pressionou a Bolsa brasileira, que recuou 0,55%, a 195.733 pontos, nesta sexta-feira. O dólar caiu 0,18%, cotado a R$ 4,983.
    As ações preferenciais da Petrobras, que garantem prioridade no recebimento de dividendos, caíram 4,85%. Na mínima, os papéis chegaram a recuar 7,6%.
    Outras empresas do bloco petrolífero também registraram quedas. Prio e PetroRecôncavo caíram mais de 4% cada; Brava, 6%.

    Analistas dizem que a reabertura definitiva do estreito deve continuar pressionando as ações de petroleiras brasileiras, mas advertem que o quadro de incerteza dificulta previsões.

    Bruno Cordeiro, especialista em energia da StoneX, destaca que o cenário de incerteza persiste. “A retomada dos fluxos de petróleo e derivados depende de condições de segurança e de sinalizações mais firmes.”

    Ele também aponta indefinições nas negociações entre Washington e Teerã. “Os próximos dias serão determinantes para entender a extensão dessa decisão do Irã.”

    No caso específico do Brasil, Cordeiro avalia que uma reabertura definitiva tende a pressionar os preços do petróleo e impactar as receitas de exportação -o que pode pesar sobre os papéis de empresas do setor.

    “A retomada do fluxo no estreito, contudo, tende a ser gradual. A normalização logística e produtiva no golfo Pérsico pode levar meses, o que tende a manter os preços do petróleo valorizados no curto prazo”, afirma.

    Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, vê uma melhora global do humor com a reabertura do estreito, mas ressalta que o momento ainda exige precaução.

    “As falas de Donald Trump sobre o bloqueio e a tensão persistente com o Irã mantêm o mercado em modo de cautela, reduzindo a confiança de que a trégua seja duradoura”, afirma.

    Algo similar foi destacado por André Valério, economista sênior do Inter. “Apesar de o Irã ter anunciado a reabertura do estreito, ela ocorre em condições muito específicas. […] Uma normalização do fluxo ainda parece distante e podemos ver o preço do petróleo pressionado devido às condições adversas de oferta”, diz.

    BOLSAS CAEM NA ÁSIA E SOBEM NA EUROPA COM REABERTURA

    O anúncio também impactou Bolsas globais. As Bolsas da Europa registram alta nesta sexta-feira, enquanto a maioria dos mercados na Ásia fechou em baixa. O índice CSI300, que reúne as principais empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,17%, e o SSEC, em Xangai, devalorizou 0,1%. As Bolsas de Tóquio (-1,75%), Hong Kong (-0,89%) e Seul (-0,55%) também sofreram perdas.
    Já na Europa, o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, fechou em alta de 1,6%, em uma tendência que foi repetida em Frankfurt (2,25%), Londres (0,73%), Paris (1,97%), Madri (2,18%) e Milão (1,75%). Nos EUA, a Dow Jones fechou em alta de 1,79%, seguida por Nasdaq (1,52%) e S&P 500 (1,20%).

    Preços do petróleo devem seguir em alta volatilidade mesmo com reabertura de estreito de Hormuz

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  • Bancos centrais do mundo podem ter de rever posição de cortar juros, diz Durigan

    Bancos centrais do mundo podem ter de rever posição de cortar juros, diz Durigan

    Ministro afirma que conflito pressiona inflação e pode levar bancos centrais a rever cortes; Brasil se diz em posição mais favorável

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os bancos centrais do mundo todo podem ser obrigados a rever a posição de cortar juros diante dos efeitos da guerra dos Estados Unidos com o Irã. Segundo ele, o Brasil liderou a conversa sobre como fazer resposta temporária e focada na guerra durante as reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que ocorreram ao longo desta semana, em Washington, nos EUA.

    “O Brasil está em boa posição comparado com países da Ásia e África”, disse o ministro brasileiro, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 17.

    Durigan afirmou que é importante tratar das questões relacionadas à guerra com o Irã, mas também de assuntos estruturais em agendas globais.

    Um dos temas citados por ele foi o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). “Tivemos boas sinalizações sobre importância do TFFF de Espanha, China e outros países”, comentou Durigan.

    Venezuela

    O ministro da Fazenda destacou a importância da retomada das negociações entre o FMI e o Banco Mundial com a Venezuela e disse que a expectativa é “grande”.

    “Para a América Latina e o Caribe, é importante que a Venezuela vire a página, se desenvolva, tenha de volta assento e passe a tratar, seja com os bancos de Bretton Woods, seja com outros, como o CAF, como o BID”, afirmou ele. “A expectativa é grande para que a Venezuela possa retomar o caminho de desenvolvimento”, acrescentou.

    A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, anunciou na quinta-feira, dia 16, que o organismo internacional está agora negociando com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez.

    O país é membro do Fundo desde dezembro de 1946, mas as conversas foram suspensas em março de 2019 devido a problemas de reconhecimento governamental, de acordo com o FMI.

    Bancos centrais do mundo podem ter de rever posição de cortar juros, diz Durigan

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  • Real é a moeda que mais valoriza em 2026; Dólar em queda

    Real é a moeda que mais valoriza em 2026; Dólar em queda

    O valor de uma moeda é um indicador importante da saúde econômica de um país

    O real brasileiro foi a moeda que mais valorizou face ao dólar em 2026. A alta de quase 11% do real desde o início do ano é o melhor desempenho de qualquer moeda de dimensão relevante comparado ao dólar, de acordo com o EuroNews.

    O dólar abaixo de R$ 5 (R$ 4,99) pela primeira vez em mais de dois anos é resultado de um enfraquecimento global, especialmente do abrandamento da economia americana, mas encontra no Brasil um ambiente que amplia esse efeito: juros elevados e fluxo externo favorecido pelo cenário das commodities, segundo a Forbes.

    A taxa diretora Selic do Brasil está nos 14,75% . O segundo fator para essa valorização são as matérias-primas. O Brasil é o maior exportador mundial de soja, minério de ferro, carne bovina e açúcar, e é também um produtor relevante de petróleo bruto, conforme acrescenta a EuroNews. Quando os preços globais das matérias-primas sobem, como aconteceu no contexto de choque energético de 2026, os termos de troca do Brasil melhoram, as receitas de exportação aumentam e a procura pelo real reforça-se por um canal completamente distinto.

    De fato, muitos fatores podem influenciar a força da moeda de um país. Entre eles, estão baixa inflação, economia estável, altas taxas de juros e receitas de exportações, como petróleo ou minerais. Países com governança estável e políticas financeiras robustas costumam ter moedas mais fortes. Quando uma moeda mantém seu valor, atrai a confiança dos investidores, oportunidades de negócios e progresso econômico.

    Uma economia forte e diversificada também ajuda a reduzir a volatilidade, o que reforça ainda mais a posição da moeda globalmente. 

    Nesta galeria, analisamos algumas das moedas mais fortes do mundo, classificadas pelo valor que uma unidade da moeda (um real, por exemplo) conseguiria comprar em dólar americano. Curioso para ver quais estão no topo da lista? Clique para descobrir! Algumas vão te surpreender.

    Real é a moeda que mais valoriza em 2026; Dólar em queda

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  • Dólar cai para R$ 4,95 com otimismo sobre acordo entre EUA e Irã

    Dólar cai para R$ 4,95 com otimismo sobre acordo entre EUA e Irã

    Investidores repercutem possibilidade de trégua definitiva na guerra no Oriente Médio; reabertura do estreito de Hormuz faz petróleo cair para US$ 87, menor valor em um mês, e afeta petroleiras

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta sexta-feira (17), em meio ao otimismo dos investidores de que Estados Unidos e Irã irão alcançar um acordo de paz.

    Às 13h17, a moeda norte-americana caía 0,23%, coatada a R$ 4,980. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,950. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar a frente a outras seis divisas fortes, recuava 0,27%, a 97,94 pontos.

    Já a Bolsa tinha perdas de 0,31%, a 196.193 pontos, pressionada pelo tombo do setor petroleiro em meio à queda do barril do petróleo Brent no exterior.

    O ministério de Relações Exteriores do Irã anunciou nesta manhã, pelo horário de Brasília, a reabertura do estreito de Hormuz -via marítima por onde passam 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

    “A passagem de todos os navios comerciais pelo estreito de Hormuz foi declarada totalmente aberta para o período restante do cessar-fogo”, afirmou Abbas Araghchi, chanceler do Irã, em post na rede social X.

    O ministro, porém, não deixou claro se o cessar-fogo a que se referia era o acordo entre Israel e Líbano, que começou às 0h do Líbano (18h de Brasília na quinta-feira) e deve se estender até 26 de abril, ou ao pacto entre EUA e Irã, que começou em 7 de abril e acaba no dia 21 deste mês.

    A decisão foi elogiada por Donald Trump. “OBRIGADO!”, escreveu o presidente norte-americano na plataforma Truth Social.

    Ele disse, contudo, que o bloqueio naval norte-americano continuará valendo para navios com petróleo do Irã enquanto um acordo não estiver fechado. As negociações poderão ser retomadas já neste final de semana.

    O tráfego por Hormuz é uma das questões mais sensíveis do conflito. O Irã usou o controle militar que tem sobre a via para pressionar economicamente Trump, e os gargalos na cadeia energética global levaram à disparada do preço do petróleo para perto de US$ 120 o barril -o dobro da previsão para a commodity neste ano antes do conflito.

    A reabertura da via marítima animou o mercado. Os preços do barril do Brent estão em queda de mais de 10% e chegaram a ser negociados abaixo de US$ 90, o menor valor em um mês.

    “Os comentários do ministro das Relações Exteriores do Irã indicam uma desescalada enquanto o cessar-fogo estiver em vigor. Agora precisamos ver também se o número de navios-tanque que cruzam o estreito aumenta substancialmente”, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.

    Ainda nesta sexta, a consultoria Kpler, referência no monitoramento de tráfego marítimo, disse à agência France Presse que três petroleiros iranianos conseguiram furar o bloqueio naval, levando 5 milhões de barris de óleo para fora do golfo Pérsico na quarta-feira (15).

    O cenário geopolítico foi o principal responsável pela desvalorização do dólar frente ao real e pela alta da Bolsa nesta semana. A trégua temporária impulsionou a busca global por ativos de risco e retomou o fluxo de investidores estrangeiros para mercados emergentes.

    Nesta sexta, o sentimento do mercado é de cautela, diz Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas, mas “investidores estão mantendo apetite por risco”.
    “Apesar das incertezas nas negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio, que segue como ameaça à indústria petrolífera global, o fluxo de recursos externos para o Brasil permanece positivo.”

    A queda do petróleo, porém, afeta fortemente as empresas petroleiras com negócios na Bolsa.

    Nesta manhã, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras caíam 6,4% e 6,8%, respectivamente, cotadas a R$ 45,47 e R$ 50. Prio perdia 7,19%, seguida por Brava (6%) e PetroRecôncavo (3,4%).

    Dólar cai para R$ 4,95 com otimismo sobre acordo entre EUA e Irã

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  • Brasil tem recorde de turistas estrangeiros no 1º trimestre, com alta anual de 19,4%

    Brasil tem recorde de turistas estrangeiros no 1º trimestre, com alta anual de 19,4%

    No período, 1 em cada 4 turistas estrangeiros que chegaram ao país teve como destino o Rio de Janeiro; levantamento considera exclusivamente pessoas que residem fora do Brasil, tanto estrangeiros quanto brasileiros que vivem no exterior

    O Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros por via aérea no primeiro trimestre de 2026. Foram 2,33 milhões de visitantes internacionais, alta de 19,4% em relação a igual período do ano passado. Os números foram divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base em informações da Polícia Federal e do Ministério do Turismo.

    “Nosso objetivo é chegar, até o final do ano, a 7,5 milhões de turistas internacionais. Só no primeiro trimestre já atingimos a metade da meta”, destacou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

    Considerando todos os modais – aéreo, terrestre, marítimo e fluvial – o País também alcançou o melhor resultado da série histórica para o período, com 3,74 milhões de chegadas no trimestre. O levantamento considera exclusivamente pessoas que residem fora do Brasil, tanto estrangeiros quanto brasileiros que vivem no exterior.

    Desempenho aéreo

    Em janeiro, foram 742.848 chegadas por via aérea. O número representa crescimento de 22,15% frente ao mesmo mês de 2025. Em fevereiro, o número chegou a 835.464 visitantes (+15,44%) e, em março, a 750.934 (+21,36%).

    A Argentina foi o principal emissor de turistas no período, com 780.578 visitantes, seguida por Chile (316.252) e Estados Unidos (213.401). Entre os europeus, destacaram-se Portugal (113.765) e Alemanha (74.409).

    Pelos pontos de entrada, São Paulo (855.191) e Rio de Janeiro (843.615) concentraram a maior parte dos desembarques. Santa Catarina aparece na sequência, com mais de 328 mil entradas, seguida por Bahia (83.570) e Pernambuco (52.031).

    “Os resultados do trimestre refletem o esforço conjunto do governo federal para ampliar a conectividade, modernizar a infraestrutura e posicionar o Brasil como um destino cada vez mais competitivo no cenário internacional”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

    Brasil tem recorde de turistas estrangeiros no 1º trimestre, com alta anual de 19,4%

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  • Bancos, INSS e Correios não abrem na próxima terça (21), feriado de Tiradentes

    Bancos, INSS e Correios não abrem na próxima terça (21), feriado de Tiradentes

    Agências da Previdência Social também não têm atendimento na emenda de segunda-feira (20)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Agências bancárias, da Previdência Social e dos Correios estarão fechadas na próxima terça-feira (21), devido ao feriado de Tiradentes.

    Os bancos e os Correios funcionam em seus horários normais de atendimento na segunda-feira (20), mas as agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) estarão fechadas na emenda do feriado.

    A Central telefônica 135, do INSS, terá atendimento normal na segunda, das 7h às 22h. Na terça, porém, o serviço terá exclusivamente atendimento eletrônico. O site e aplicativo Meu INSS seguem disponíveis em ambas as datas.

    Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), compensações bancárias, como a TED (Transferência Eletrônica Disponível), não poderão ser efetivadas no feriado. O Pìx continua a funcionar normalmente 24 horas por dia.

    Boletos de cobrança e contas de consumo (como as de água, energia e telefone) que eventualmente vencerem no dia em que não há compensação bancária poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil após o feriado.
    Já os tributos e impostos precisam ser antecipados caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, para evitar a incidência de juros e multa. Boletos bancários podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado), no caso de clientes cadastrados como sacados eletrônicos.

    A Febraban recomenda que os clientes utilizem meios eletrônicos, tanto nas áreas de autoatendimento das agências quanto nos canais digitais dos bancos. Serviços de internet banking, mobile banking e caixas eletrônicos podem ser utilizados para pagamento de contas, checagem de saldo e extrato e transferências, por exemplo. Banco por telefone e correspondente também estão entre as alternativas de atendimento.

    Durante a terça-feira, os Correios não devem realizar entregas, que serão retomadas na quarta-feira (22). A estatal diz estar disponível por meio do atendimento automatizado no site Correios (clique aqui!); nos telefones 4003-8210, 0800-881-8210 ou 0800-881-8211 para pessoas com deficiência auditiva; no WhatsApp 11 4003-8210; e no chat, disponível no portal e no aplicativo.

    VEJA FERIADOS MUNICIPAIS E ESTADUAIS EM ABRIL

    23 de abril (quinta-feira)
    – Rio de Janeiro: Dia de São Jorge
    28 de abril (terça-feira)
    – Espírito Santo: Dia de Nossa Senhora da Penha

    VEJA PRÓXIMOS FERIADOS NACIONAIS
    Maio
    – 1º de maio (sexta-feira): Dia do Trabalho – feriado nacional

    Junho
    – 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi – ponto facultativo

    Setembro
    – 7 de setembro (segunda-feira): Independência do Brasil – feriado nacional

    Outubro
    – 12 de outubro (segunda-feira): Nossa Senhora Aparecida – feriado nacional

    Novembro
    – 2 de novembro (segunda-feira): Finados – feriado nacional
    – 15 de novembro (domingo): Proclamação da República – feriado nacional
    – 20 de novembro (sexta-feira): Dia de Zumbi e da Consciência Negra – feriado nacional

    Dezembro
    – 24 de dezembro (quinta-feira): Véspera de Natal – ponto facultativo após 14h
    – 25 de dezembro (sexta-feira): Natal – feriado nacional
    – 31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2027 – ponto facultativo após 14h

    Bancos, INSS e Correios não abrem na próxima terça (21), feriado de Tiradentes

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  • Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios

    Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios

    Alessandra Bambirra, uditora-fiscal do Trabalho e representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), diz que desvantagem ainda é grande em relação aos urbanos

    No Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo, nesta sexta-feira (17), ainda há muitos desafios a serem vencidos no Brasil em relação à precarização dos trabalhadores rurais. A afirmação foi feita à Agência Brasil pela auditora-fiscal do Trabalho e representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Alessandra Bambirra.

    Apesar da grande mecanização em várias culturas, o país ainda tem grande número de trabalhadores rurais com desvantagem em relação aos urbanos em termos de conhecimento, educação, acesso à informação, à internet, aos meios de comunicação.

    “A gente tem uma discrepância muito grande quando trabalha com a fiscalização porque vê uma vulnerabilidade muito maior nos trabalhadores do campo”. 

    Também é observada no campo uma diferença socioeconômica porque, ao mesmo tempo em que se tem empresas e trabalhadores altamente qualificados na área rural, fazendas com grandes produções, ainda são encontrados trabalhadores em situações degradantes de trabalho, sem condições mínimas que garantam dignidade. “A diferença é muito grande em relação ao que encontramos no campo”, disse a auditora-fiscal.

    Trabalho escravo

    Alessandra confirmou que o trabalho escravo ainda está presente no país. Na zona urbana é encontrado, em sua maior parte, na construção e no trabalho têxtil. No meio rural, apresenta situações muito críticas. 

    “Principalmente nas jornadas exaustivas, nas condições degradantes de moradia ou alojamento, servidão por dívida, na qual o empregador cobra do trabalhador tudo que seria obrigação dele. O trabalhador fica com aquela dívida e não consegue se desvincular”, acrescentou.

    O estado de Minas Gerais é pioneiro no país no combate ao trabalho escravo, mas Alessandra lembrou que a auditoria-fiscal precisa de estrutura e pessoal para cumprir o seu trabalho. “Dos dois lados ainda encontramos desafios para combater essa chaga”.

    Certificação

    Ela destacou que é preciso haver política pública mais eficaz, que parta de um interesse genuíno de combate a esse tipo de situação degradante no trabalho. Os auditores-fiscais têm buscado a responsabilização das cadeias produtivas. “Porque, se depender só do cumprimento da legislação, a gente encontra barreiras”.

    Alessandra admitiu que já são vistas grandes empresas que trabalham com café, cana, cacau e sisal, por exemplo, tentando fazer o vínculo da marca que está sendo divulgada com todo o processo de produção, que seja livre do trabalho escravo, de trabalho infantil, de condições degradantes, de acidentes e adoecimento por trabalho, e que garanta direitos. 

    A certificação de alta qualidade deve ser dada não só ao produto e à marca, mas a todo o processo de produção, defendeu. “A certificação do processo também é importante. E é com isso que contamos na responsabilização de toda a cadeia. Isso é muito importante para que se obter resultados econômicos de forma que as empresas comecem a se responsabilizar por todo o processo”.

    O trabalho no campo ainda é marcado pela informalidade, por isso o trabalhador segue mais vulnerável à exclusão previdenciária, à precarização e à invisibilidade institucional. Grande parte dos trabalhadores resgatados de situações irregulares de trabalho é oriunda de regiões mais vulneráveis de Minas Gerais e do Nordeste de forma geral, e muitas vezes aliciados por intermediários conhecidos como “gatos”.

    Integração

    O Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo implica a necessidade de ação que integre tanto o poder público quanto as próprias empresas do setor rural.

    “O trabalho no campo nunca vai ser desnecessário, porque a população do mundo só aumenta e precisamos de mais alimentos. Há mais demanda por produtos, e o trabalhador é o elo mais frágil dessa cadeia”.

    Toda essa estrutura deve ser voltada para o trabalhador do campo, incluindo políticas públicas e básicas, como saúde, educação, acesso à informação, infraestrutura de acesso, garantias previdenciárias. Para Alessandra Bambirra, existe uma discrepância grande demais em relação ao trabalhador do campo para um país como o Brasil.

    OIT

    Apesar de todas as dificuldades, o Brasil tem políticas reconhecidas na área internacional. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca o modelo brasileiro de Previdência Rural como referência regional, por assegurar proteção social a agricultores familiares, pescadores artesanais e trabalhadores em regime de subsistência, inclusive sem contribuição direta. Paralelamente, o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Auditoria-Fiscal do Trabalho e da Rede de Observatórios do Trabalho, faz o monitoramento contínuo da informalidade, do trabalho análogo à escravidão e das desigualdades territoriais.

    A delegacia sindical de Minas Gerais do Sinait considera que a fiscalização do trabalho é ferramenta fundamental para combater irregularidades e prevenir violações. Em 2025, naquele estado, foram realizadas 783 ações fiscais em estabelecimentos rurais, que identificaram 2.063 trabalhadores em situação irregular e 3.964 irregularidades relacionadas à saúde e segurança no trabalho.

    Operações recentes no sul e centro-oeste de Minas Gerais resultaram em 59 trabalhadores resgatados em lavouras de café. No norte do estado, 18 pessoas foram encontradas em condições degradantes em carvoarias, atividade reconhecida pelo alto risco social e ambiental. Em muitos casos, foram identificadas situações envolvendo núcleos familiares, inclusive com presença de crianças e adolescentes e moradias precárias.

    Garantia de direitos trabalhistas no campo ainda enfrenta desafios

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  • É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

    É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

    Melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo; gastos com educação e saúde garantem dedução no imposto

    Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

    A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso. 

    “A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres. 

    Despesas com educação e saúde

    Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

    O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas. 

    Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

    Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

    A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo. 

    “Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes”, orienta a professora Ahiram Cardoso.

    Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.

    “O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”

    O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

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  • Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

    Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento na quinta-feira (16), independentemente do NIS; veja!

    A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (17) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,22. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,8 bilhões.

    Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês.

    O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Pagamento unificado

    Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento na quinta-feira (16), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e cinco municípios mineiros atingidos por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6).Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Regra de proteção

    Cerca de 2,34 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706.

    Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

    Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

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  • Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer no final do mês; entenda o que muda

    Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer no final do mês; entenda o que muda

    O programa agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil mensais. Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, a renda considerada é a renda bruta familiar mensal

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Até o final deste mês será possível comprar a casa própria pelos limites de renda e valores dos imóveis atualizados para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Com as novas regras, o programa passa a incluir desde apartamentos compactos nas faixas mais baixas até imóveis de padrão médio, com dois ou três quartos, nas faixas superiores.

    A principal novidade é o aumento da renda bruta familiar permitida, que agora chega a R$ 13 mil mensais, focando especialmente na classe média que enfrenta dificuldades com os juros altos do mercado tradicional.

    A ampliação deve incluir cerca de 6,4 milhões de famílias no público potencial do programa, segundo a Abrainc (associação das incorporadoras).

    Segundo a entidade, a atualização dos tetos revisa o poder de compra do programa, considerando os recentes aumentos de inflação e custos de construção que não estavam contemplados nos antigos limites de preço de imóvel.

    A medida, diz a Abrainc, também traz mais previsibilidade ao setor, favorecendo novos investimentos e a continuidade dos lançamentos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

    De acordo com o indicador Abrainc Fipe, em 2025 os lançamentos do MCMV cresceram 38%, acima da média do mercado imobiliário total, que foi de 31%, demonstrando a relevância do programa para o setor.

    Em São Paulo, além dos benefícios do MCMV, os compradores têm acesso a programas complementares de benefícios vindos da prefeitura e do governo estadual. Com isso, só na capital foram vendidas 93 mil unidades em 2025, 79% acima de 2024.

    Impulsionado pelas mudanças no programa, o setor da construção civil prevê a criação de 123 mil empregos em 2026. Na ponta, o movimento já aparece nos estandes de vendas.

    Grandes incorporadoras passaram a direcionar lançamentos e ofertas para os novos tetos de R$ 400 mil e R$ 600 mil, ampliando o estoque de imóveis dentro do Minha Casa, Minha Vida.

    O QUE MUDA NAS FAIXAS DE RENDA

    O programa agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil mensais, com quatro faixas:

    – Faixa 1: até R$ 3.200
    – Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
    – Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
    – Faixa 4: de R$ 9.600,01 a R$ 13 mil

    Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, a renda considerada é a renda bruta familiar mensal, que é a soma dos ganhos de todas as pessoas que vão compor o financiamento e morar no imóvel, antes de descontos como INSS e Imposto de Renda.

    Entram nessa conta salários formais, rendimentos de trabalho autônomo, aposentadorias, pensões e outras fontes comprováveis. O valor total é o que define em qual faixa o comprador se encaixa e, consequentemente, a taxa de juros e eventuais subsídios a que terá direito.

    QUAL A TAXA DE JUROS PELO MINHA CASA, MINHA VIDA

    As taxas de juros do Minha Casa, Minha Vida variam conforme a renda familiar e são significativamente mais baixas do que as do mercado imobiliário tradicional -hoje, em torno de 12% ao ano. Na prática, quanto menor a renda, menor a taxa.

    Veja como ficam no programa:

    – Faixa 1 (até R$ 3.200): entre 4% e 4,5% ao ano (para rendas mais próximas do teto de R$ 2.850,01 a R$ 3.200)
    – Faixa 2 (R$ 3.200,01 a R$ 5.000): entre 4,75% e 5,5% ao ano
    – Faixa 3 (R$ 5.000,01 a R$ 9.600): entre 6,5% e 7,66% ao ano
    – Faixa 4 (R$ 9.600,01 a R$ 13 mil): cerca de 10% ao ano

    O QUE DÁ PARA COMPRAR

    O imóvel que pode ser financiado pelo Minha Casa, Minha Vida depende da faixa de renda da família e dos novos tetos de valor, que foram elevados para acompanhar a alta dos preços do mercado imobiliário.

    O programa não fixa um tamanho padrão de imóvel, mas impõe requisitos técnicos mínimos que, na prática, fazem com que as unidades tenham pelo menos algo entre 36 m² e 40 m² nas faixas mais populares e variem acima disso nas demais.

    Segundo a Abrainc, a tipologia predominante no Minha Casa, Minha Vida é a de dois dormitórios, em todas as faixas de renda.

    Até cerca de R$ 275 mil (faixas 1 e 2):
    – Mais compactos, geralmente apartamentos de 2 dormitórios, com metragem reduzida e foco em custo
    – São comuns em bairros mais afastados ou cidades menores

    Até R$ 400 mil (faixa 3):
    – Apartamentos novos de padrão intermediário, ainda com 2 quartos na maioria dos casos, mas já com mais espaço e áreas de lazer

    Até R$ 600 mil (faixa 4):
    – Passam a entrar imóveis de padrão médio, com 2 ou 3 dormitórios, maior metragem e condomínios mais completos, inclusive em regiões mais valorizadas das grandes cidades

    QUANTO A CAIXA FINANCIA

    A Caixa Econômica Federal, principal operadora do programa, já está apta a operar com as novas regras de renda, que entraram em vigor em 1º de abril de 2026.

    Por outro lado, a implementação completa depende de ajustes operacionais. O banco informou que tem até 15 dias a partir de 9 de abril (data da regulamentação) para adaptar sistemas e procedimentos.

    Já é possível iniciar o processo e simular nas novas condições, mas a liberação integral das operações pode levar alguns dias.

    O percentual financiado no Minha Casa, Minha Vida não é igual para todos os casos, pois varia conforme a faixa de renda, o tipo de imóvel e a região do país.

    Na prática, o programa não cobre 100% do valor, e o comprador precisa dar um valor de entrada. Com os novos tetos, o valor exigido de entrada também sobe.

    O percentual financiado varia por região:

    – Norte, Nordeste e Centro-Oeste: até 80% do valor do imóvel
    – Sul e Sudeste: entre 60% e 65%, dependendo da faixa

    COMO PEDIR E ONDE SIMULAR O FINANCIAMENTO

    O processo começa pela simulação:
    – Acesse o Simulador Habitacional no site ou aplicativo da Caixa
    – Informe renda familiar, valor do imóvel e localização
    – O sistema indica a faixa, a taxa de juros e eventual subsídio

    Para seguir com o financiamento, será preciso apresentar:
    – comprovantes de renda (holerite, declaração de IR)
    – documentos pessoais extrato do FGTS

    Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer no final do mês; entenda o que muda

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