Categoria: ECONOMIA

  • Apesar do lema 6×1, prioridade do governo é redução de jornada para 40 horas, diz ministro

    Apesar do lema 6×1, prioridade do governo é redução de jornada para 40 horas, diz ministro

    Apesar de o nome da escala evocar os dias de trabalho, a defesa do governo será a de uma redução no número de horas, das atuais 44 horas para 40 horas, disse Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha.

    FERNANDA BRIGATTI E ADRIANA FERNANDES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O fim da jornada 6×1, em que o trabalhador folga um dia após seis trabalhados, tem ocupado papel central na estratégia pré-eleitoral do governo Lula (PT). Apesar de o nome da escala evocar os dias de trabalho, a defesa do governo será a de uma redução no número de horas, das atuais 44 horas para 40 horas, disse Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego, ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha.

    “Não podemos transformar isso em Fla-Flu”, diz

    Outra prioridade definida pelo governo Lula para este ano, a regulamentação do trabalho por meio de aplicativos tem chance de avançar no Congresso. O relatório do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PB) tem previsão para ser votado em comissão especial em março e depois vai para o plenário.

    “Aprovando, os trabalhadores têm em mãos a possibilidade de continuar brigando por mais a partir dali. Não dá para continuar como está”, afirma.

    Deputado federal licenciado, Marinho diz que não vai disputar as eleições neste ano. Em outubro, ele, que foi presidente do PT de São Paulo, diz ver chances reais de Fernando Haddad (ministro da Fazenda) derrotar Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo estadual, e descarta que o caso Master desgaste Lula.
    *
    Folha – O Ministério do Trabalho defendia que o fim da escala 6×1 deveria ser negociado entre trabalhadores e empresas. O que levou o senhor a mudar de ideia?
    Luiz Marinho – Não tem mudança. A jornada máxima do Brasil é a prioridade do debate. Para acabar com a 6×1, é essencial reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Com 8 horas diárias, dá, em dias da semana, 5×2. Na prática, fim da 6×1.
    A lei tem que estabelecer a redução de jornada sem redução de salário, e a grade, com dois dias de descanso na semana, deve ser definida pelas negociações.

    Folha – O 6×1 ficou como o título do debate. Está errado?
    Luiz Marinho – Não está errado. É que a palavra ficou muito forte. Redução da jornada não pegou. Fim da 6×1 pegou porque é a jornada mais cruel, em especial para as trabalhadoras. O pessoal deseja ter mais tempo. Está chamando a atenção, em particular da juventude.
    Apesar de as PECs, tanto do deputado Reginaldo Lopes [PT-MG] quanto da deputada Erika Hilton [PSOL-SP], falarem em 36 horas, na prática, não há desejo, por parte do governo, de falar em 36 horas. Podemos falar daqui a sei lá quantos anos.
    Para toda a economia brasileira, reduzir de 44 para 36 horas não seria plausível, recomendável ou de bom senso. As 40 horas estão precificadas há bastante tempo. Quem perdeu essa oportunidade foram as lideranças das centrais sindicais, que queriam exigir tudo de uma vez.

    Folha – Agora é o momento de reduzir a jornada?
    Luiz Marinho – Tenho segurança de que agora é o momento. Você tem empresas que topam discutir, empresas que já implantaram. Mesmo as empresas que rechaçam, sabem que é plenamente possível reduzir para 40 horas semanais.
    As entidades empresariais vêm apresentando cálculos de impacto negativo do fim da 6×1. Não seria importante que o governo também tivesse cálculos para rebater esse impacto?
    Tem número para todos os gostos. Conversei com o Márcio Pochmann, presidente do IBGE. Vamos chamar os empresários para trabalhar junto.
    O que tem que se pensar é: por PEC ou é por projeto de lei? Defendo o projeto de lei. É mais rápido e plenamente possível de ser trabalhado.

    Folha – O governo não descartou a possibilidade de enviar o seu projeto com urgência?
    Luiz Marinho – Ainda não descartamos. Estamos abertos a dialogar com o Parlamento. Mas, se observar que as coisas não vão andar, podemos encaminhar um projeto com urgência.

    Folha – O setor empresarial tem defendido deixar o tema para depois das eleições. Como o senhor vê?
    Luiz Marinho – Tem situação que você precisa aproveitar o calor e o momento. Esse debate vem de 2023, 24, 25. Se conseguiu pautar para 26, vamos discutir. Acho que tem maturidade para, independente do processo eleitoral, fazer. Não podemos transformar isso em Fla-Flu. Temos que olhar qual é o interesse da sociedade, como está o mercado de trabalho, o que isso agregaria na economia.

    Folha – O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, disse à Folha que ‘ócio demais faz mal’. Foi uma fala preconceituosa?
    Luiz Marinho – Conheço o Marcos Pereira, talvez tenha sido uma fala infeliz. Uma mulher, uma mãe de família, uma jovem, será que dois dias na semana é ócio? Sou obrigado a dizer que é uma fala preconceituosa. Estou querendo poupar meu amigo, mas tem um preconceito.

    Folha – A Folha fez uma reportagem com a informação de que o brasileiro trabalha menos que a média mundial. Isso gerou polêmica.
    Luiz Marinho – Junta uma imensidão de países e pode dar distorção. Temos que olhar o Brasil, uma grande economia. Todas as vezes que se reduziu jornada, quando se estabeleceu o salário mínimo ou o fim da escravidão, diziam que ia acabar o mundo.
    Mas o ponto é outro: é desejável que as empresas aperfeiçoem suas formas de trabalho e invistam em tecnologia. Precisamos melhorar a produtividade. E isso exige investimento em qualificação, informação, educação e tecnologia.

    Folha – Em alguns setores já falta mão de obra qualificada.
    Luiz Marinho – As empresas têm que ajudar. O Sistema S é magnífico, mas precisa aperfeiçoar processos, sair da comodidade dos cursos de prateleira e perguntar às empresas o que elas precisam. Há uma revolução acontecendo no mercado de trabalho, e precisamos responder rapidamente.
    *Folha – Qual é a avaliação sobre o projeto para regulamentar o trabalho nos aplicativos?
    Luiz Marinho – Fizemos um trabalho, em 2023 e 2024, de dialogar com as partes. A conversa não surtiu efeito com entregadores. Não dá para conversar com nenhuma empresa que recusa sequer falar de salário mínimo. Isso não existe. Mas eles estão mais colaborativos agora.

    Folha – Tem alguma saia justa do Trabalho com [Guilherme] Boulos [ministro da Secretaria-Geral]?
    Luiz Marinho – Não. Temos um presidente [Lula] que, se tiver qualquer saia justa, ele coloca a saia certa no governo.
    O que nós fizemos naquela fase [um GT no Ministério do Trabalho] foi ter um projeto para o Parlamento. As narrativas nos derrotaram. Hoje, as conversas estão mais civilizadas. Evidente que os trabalhadores desejam mais. O pior dos mundos é continuar como está. Se o relatório do deputado não é o ideal para A ou para B, mas pode ser o possível, é melhor do que está.

    Folha – Lula tem falado que muitos jovens não querem CLT. O senhor concorda?
    Luiz Marinho – Mais ou menos. Mas tenho uma preocupação adicional, que são as fraudes trabalhistas.

    Folha – É o que o STF pode liberar no julgamento da pejotização [o Supremo vai decidir legalidade de contratos PF]?
    Luiz Marinho – O STF não pode fazer uma aberração dessas. Isso seria uma catástrofe para a Previdência, para o Fundo de Garantia, para o FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador], para o Sistema S. Espero que o STF deixe passar. O Parlamento tem que entrar nesse debate. Isso não é papel do Supremo.

    Folha – O ministro Fernando Haddad sinalizou que deve se candidatar ao governo de São Paulo. Como está vendo o jogo político no estado?
    Luiz Marinho – O Haddad será candidato a governador. Esse é o meu sentimento, tenho a convicção de que ele será o nosso candidato a governador.
    O PT não ganhou eleição em São Paulo por falta de acreditar. E é possível derrotar o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo], que é um líder fraco, é um governo fraco.

    Folha – Como o senhor vê o caso do Banco Master, as CPIs e as quebras de sigilo?
    Luiz Marinho – Com tranquilidade. O caso Master, espero que conclua rapidamente, pague quem tem que pagar. O Fábio [Luis Lula da Silva, filho do presidente] disse: ‘Estou tranquilo, sereno. Já não é a primeira vez que quebra meu sigilo, que me vira de cabeça para baixo’. Se ele está dizendo que está tranquilo, vida que segue.
    Folha – Isso não desgasta a campanha do presidente?
    Luiz Marinho – O Lula apanha desde 1982. Estamos acostumados, estamos calejados.

    Raio-X | Luiz Marinho, 66
    Ministro do Trabalho e Emprego, é deputado federal licenciado. Foi prefeito de São Bernardo do Campo (ABC paulista) e presidiu o PT em São Paulo e a CUT (Central Única dos Trabalhadores).

    Apesar do lema 6×1, prioridade do governo é redução de jornada para 40 horas, diz ministro

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  • Conta dos 5 maiores bancos com capitalização do FGC pode se aproximar de R$ 30 bi

    Conta dos 5 maiores bancos com capitalização do FGC pode se aproximar de R$ 30 bi

    Estimativas de analistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) sugerem que os cinco maiores bancos do País podem ter que desembolsar, no agregado, um montante ao redor R$ 30 bilhões já nos próximos meses.

    Itaú Unibanco, Caixa Econômica, Bradesco, Banco do Brasil e Santander arcarão com os maiores custos para bancar a recomposição do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após o rombo deixado pelo caso Master. Estimativas de analistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) sugerem que os cinco maiores bancos do País podem ter que desembolsar, no agregado, um montante ao redor R$ 30 bilhões já nos próximos meses.

    O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, sob suspeitas de fraudes. Cerca de 800 mil investidores que aplicaram recursos em títulos do banco estavam cobertos pela proteção do FGC e estão sendo ressarcidos.

    O FGC tem patrimônio ao redor de R$ 125 bilhões. Desse total, Banco Master, Will Bank e Banco Pleno podem consumir ao menos R$ 52 bilhões, indicando a necessidade de recapitalizar a instituição.

    Até agora, entre os cinco maiores bancos, só o BB falou publicamente uma estimativa de desembolso. Enquanto isso, analistas e investidores estão fazendo seus próprios cálculos.

    A conta considera o adiantamento imediato do equivalente a cinco anos de contribuições mensais ao Fundo, como parte do plano de reconstrução acertado neste mês. Como não são públicos, os números representam uma estimativa para fornecer uma dimensão dos efeitos da reconstrução do FGC sobre o setor. Por isso, os cálculos dos analistas podem ser um pouco maiores que o dos próprios bancos, que têm acesso aos números completos.

    Para além desse valor, haverá ainda uma contribuição adicional extraordinária de 50% dos aportes mensais, o que no caso das quatro principais instituições de capital aberto pressupõe um dispêndio de R$ 2,6 bilhões por ano, segundo cálculos do Citi. A cifra terá impacto material, mas administrável sobre as principais métricas financeiras dos bancos, na opinião dos analistas.

    Pelas regras atuais, os bancos associados contribuem mensalmente com 0,01% do total de seus instrumentos financeiros garantidos. No caso dos Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), a alíquota mensal é de 0,02% para emissões com alienação de recebíveis e de 0,03% para o estoque sem alienação.

    No caso do Itaú, a fórmula se traduz em um desembolso inicial de R$ 8,8 bilhões e de mais R$ 882 milhões no ano para cobrir o incremento extraordinário de 50% nas contribuições, conforme estimativas do Citi. Os números podem estar ligeiramente superestimados, porque consideram os depósitos de toda a operação, inclusive fora do Brasil. E o FGC só cobre os depósitos no Brasil.

    O presidente do Itaú, Milton Maluhy, tem defendido a implementação de \”mecanismos inteligentes\” para recapitalizar o FGC e transmitir a mensagem de que o Fundo está bem capitalizado para cumprir o objetivo de proteção do investidor. Na visão dele, o processo deve atenuar ao máximo os custos para o setor financeiro e a sociedade. \”Muitas normas internacionais podem servir de referência\”, disse quando comentou os resultados do banco.

    O Bradesco deve mobilizar cerca de R$ 7 bilhões na primeira rodada e, depois, mais R$ 696 milhões no ano, ainda segundo o Citi. Para o Santander Brasil, o custo será de R$ 3,4 bilhões na primeira etapa e, na sequência, R$ 336,7 milhões.

    Já o Banco do Brasil declarou que vai tirar R$ 5 bilhões de seu caixa para cumprir a antecipação das contribuições ordinários, fora mais R$ 500 milhões de contribuição extraordinária. Do ponto de vista contábil, o impacto será gradual: ao Broadcast, o banco público explicou que a rubrica será constituída como um ativo no balanço. Com isso, a cada mês, a instituição vai abater do ativo de contribuições o valor de R$ 83 milhões, que passa a ser reconhecido nas demonstrações financeiras através da margem.

    O montante se soma a uma despesa mensal de R$ 41,5 milhões para entregar o desembolso extraordinário. Para o banco, analistas calculam uma contribuição maior, na casa dos R$ 6,8 bilhões, mas com a ressalva que o número leva em conta todos os depósitos do BB, o que inclui os números fora do Brasil.

    Para a Caixa Econômica Federal, pelos dados mais recentes disponíveis, o impacto do adiantamento de 60 meses está estimado em cerca de R$ 5,8 bilhões, de acordo com um analista que não quis se identificar. Com menos depósitos elegíveis, as fintechs tendem a enfrentar repercussões mais limitadas: o Nubank, por exemplo, arcaria com R$ 251,2 milhões no primeiro momento.

    No caso do Santander, os cálculos dos analistas indicam necessidade de colocar entre R$ 3,6 bilhões a R$ 3,7 bilhões. Ao comentar os resultados do banco, no começo do mês, o CEO Mario Leão defendeu a contínua evolução do ambiente regulatório para evitar outro evento semelhante ao colapso do Banco Master e disse que o processo de recomposição e os ajustes nas regras do FGC será \”desafiador\”.

    Compulsório

    Para mitigar esses efeitos, os bancos negociam uma proposta para redirecionar recursos do compulsório bancário para a recomposição do FGC. A solução demanda autorização do Banco Central, que ainda não se manifestou sobre o assunto. \”Como os compulsórios já são ativos sem remuneração mantidos no Banco Central, redirecioná-los poderia reduzir o custo de oportunidade para os bancos\”, ressaltam analistas do Citi, liderados por Gustavo Schroden.

    A liberação de compulsórios, sobretudo o não remunerado, seria o melhor cenário para os bancos, na visão de um analista de um banco estrangeiro. De todo modo, para este analista, os bancos estão bem capitalizados e esse dinheiro extra que será desembolsado não terá maiores impactos. Haverá, sim, um custo de oportunidade, se o compulsório não for utilizado. Ou seja, esse dinheiro que poderia render juro para o banco ou ser usado para outro fim vai ficar parado no FGC. \”Claramente precisa ser feito alguma coisa no FGC. O impacto do escândalo do Master foi grande\”, comenta.

    Já no lucro dos bancos, o aporte dos bancos no FGC deve ter impacto marginal. \”Vemos impactos limitados para nossa cobertura, variando de 0,4% dos lucros (Nubank) a cerca de 1,9% (Banco do Brasil), estima Schroden, do Citi em um relatório recente.

    Conta dos 5 maiores bancos com capitalização do FGC pode se aproximar de R$ 30 bi

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  • Fim da escala 6×1 avança no Congresso e eleva receio de setores produtivo e financeiro

    Fim da escala 6×1 avança no Congresso e eleva receio de setores produtivo e financeiro

    O que se coloca sobre a mesa de discussão, entre analistas especializados na área fiscal, é que provavelmente será necessária alguma concessão para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o artigo 7.º da Carta Magna, hoje fixado em 44 horas semanais.

    À medida que a discussão sobre a redução da carga horária de trabalho, com o fim gradual da escala 6 por 1, avança no Congresso, cresce o receio, no setor produtivo, de aumento de custos, e, no setor financeiro, de impactos sobre as contas públicas.

    O que se coloca sobre a mesa de discussão, entre analistas especializados na área fiscal, é que provavelmente será necessária alguma concessão para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o artigo 7.º da Carta Magna, hoje fixado em 44 horas semanais.

    No mercado financeiro, a percepção é de que o potencial relator da PEC, Paulo Azi (União Brasil), pode conduzir a proposta de forma mais moderada, mas o avanço das conversas já é visto como negativo.

    A diretora de Macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management, Solange Srour, acompanha as discussões na Câmara, no Senado e em vários setores da economia. Para ela, as conversas caminham para um acordo que envolva a desoneração da folha como compensação a eventual aumento de custos para as empresas – algo que vai contra as intenções da Fazenda.

    \”Só a diminuição da jornada 6 por 1 não gera impacto fiscal. Isso tem impacto presumido, aumento de custo. Se houver um tipo de desoneração da folha, vai ter impacto fiscal. E no orçamento não tem espaço para nada disso, nem 2026 e nem para a frente, dado que a gente está trabalhando no limite do limite para trazer as metas de primário colocadas pelo governo\”, disse Solange.

    Ela acrescenta que há uma \”discussão grande\” sobre se a redução da jornada trará aumento de produtividade, e considera que, no caso do Brasil, a resposta é negativa. \”Países que já aumentaram a produtividade deveriam poder discutir isso sem tantas preocupações. Não é o caso do Brasil\”.

    A economista ressalta que o governo federal não pode abrir mão de arrecadação e lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) – órgão que mediou o acordo entre Executivo e Legislativo para eliminar a desoneração da folha até 2027 – determinou que qualquer gasto ou renúncia de receita precisa vir acompanhado de fonte de compensação.

    Por isso, qualquer despesa ou desoneração que surja como contrapartida ao fim da jornada 6 por 1, sem fonte de recursos, configurará novo desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. \”Não precisa o STF falar sobre isso. É uma lei que já foi aprovada, mas que não é respeitada. Hoje se cria despesa e desonera sem ter a contrapartida que deveria ocorrer se a lei fosse respeitada\”, disse Solange.

    Cientista político e analista econômico da Tendências Consultoria Integrada, Rafael Cortez também acredita que a redução da jornada exigirá concessões tributárias, reforçadas pela pressão de grandes grupos econômicos no Congresso.

    Ele ressalta que a proposta combina dois fatores de alto apelo político e eleitoral: redução da jornada e desoneração. \”O problema é encontrar uma contrapartida à renúncia de receitas para manter a legalidade do fim da jornada 6 por 1 tendo em vista o estabelecido pelo STF\”, disse Cortez.

    O fim da escala 6 por 1 é um dos trunfos do governo para a campanha de reeleição do presidente Lula no pleito de outubro e já pressiona o Congresso. Levantamento feito pela Nexus mostra que quase dois terços da população brasileira aprovam a redução da jornada e que, no Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do País, o apoio é ainda maior.

    Segundo Solange Srour, a volta do tema ao centro do debate político traz mais uma conta para o Orçamento, que opera com déficits recorrentes, dívida crescente e baixa credibilidade fiscal. A economista lembra que desonerações raramente são neutras, temporárias ou bem focalizadas.

    \”A política de alívio sobre a folha, renovada sucessivas vezes, gerou perdas bilionárias de arrecadação sem evidências consistentes de ganhos duradouros em emprego ou produtividade. Transformou-se em benefício permanente, capturado por setores organizados, e em obstáculo adicional à consolidação fiscal. Agora, corre-se o risco de repetir o mesmo roteiro: aprova-se uma medida popular, ignora-se seu impacto econômico e, em seguida, tenta-se \’corrigir\’ o problema com mais renúncia tributária\”, criticou a economista da UBS Global Wealth Management.

    Fim da escala 6×1 avança no Congresso e eleva receio de setores produtivo e financeiro

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  • Paramount celebra compra da Warner por US$ 110 bi e detalha os planos da fusão

    Paramount celebra compra da Warner por US$ 110 bi e detalha os planos da fusão

    No comunicado, a empresa de David Ellison, novo magnata de Hollywood e herdeiro de Larry Ellison, fundador da Oracle, destaca que o novo grupo nasce com um acervo de filmes com mais de 15 mil títulos, \”milhares de horas de programação televisiva\”, presença em mais de 200 países e ambição de dominar o streaming.

    A Paramount Skydance Corporation, em conjunto com a Warner Bros. Discovery, Inc. (WBD), anunciou nesta sexta-feira, 27, a assinatura de um acordo definitivo de fusão, pelo qual adquire a WBD para formar \”uma empresa global líder em mídia e entretenimento\”. O negócio foi concretizado após a desistência da Netflix.

    No comunicado, a empresa de David Ellison, novo magnata de Hollywood e herdeiro de Larry Ellison, fundador da Oracle, destaca que o novo grupo nasce com um acervo de filmes com mais de 15 mil títulos, \”milhares de horas de programação televisiva\”, presença em mais de 200 países e ambição de dominar o streaming.

    O texto antecipa dados que deverão pautar uma teleconferência que a Paramount vai realizar na segunda-feira, 2, às 8h30 (horário do leste dos EUA; 10h30 em Brasília), para discutir o acordo de fusão com a WBD.

    Conforme o comunicado, de acordo com os termos do acordo, a Paramount pagará US$ 31 por ação em dinheiro por todas as ações em circulação da WBD. A transação foi aprovada por unanimidade pelos conselhos de administração de ambas as empresas, e a expectativa é de que seja concluída no terceiro trimestre de 2026, sujeita às condições habituais de fechamento, incluindo aprovações regulatórias e aprovação pelos acionistas da WBD, com votação prevista para o início da primavera (outono no Hemisfério Sul) de 2026.

    Caso a transação não seja concluída até 30 de setembro deste ano, os acionistas da WBD receberão uma \”taxa de acompanhamento\” de US$ 0,25 por ação por trimestre (calculada diariamente) até a conclusão do negócio.

    \”A fusão abre portas para oportunidades inovadoras e envolventes de narrativa em todos os estúdios de cinema e televisão de primeira linha da empresa combinada, além de suas plataformas de streaming e lineares\”, diz o comunicado. \”Juntas, a Paramount e a WBD oferecerão mais opções aos consumidores por meio de suas principais plataformas de streaming, com um portfólio excepcional de propriedade intelectual que produziu franquias populares como Game of Thrones, Missão Impossível, Harry Potter, Top Gun, o Universo DC e Bob Esponja.\”

    O texto atribui a seguinte declaração a David Ellison: \”Desde o início, nossa busca pela Warner Bros. Discovery foi guiada por um propósito claro: honrar o legado de duas empresas icônicas e, ao mesmo tempo, acelerar nossa visão de construir uma empresa de mídia e entretenimento de próxima geração. Ao reunir esses estúdios de classe mundial, nossas plataformas de streaming complementares e o talento extraordinário por trás delas, criaremos ainda mais valor para o público, parceiros e acionistas – e estamos extremamente entusiasmados com o que está por vir\”.

    David Zaslav, Presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, disse: \”Estou muito satisfeito com o resultado que alcançamos para os acionistas da WBD e para a indústria do entretenimento. Nosso princípio orientador ao longo de todo o processo foi garantir uma transação que maximizasse o valor de nossos ativos icônicos e de nosso estúdio centenário, ao mesmo tempo em que oferecêssemos a maior segurança possível para nossos investidores. Estamos ansiosos para trabalhar com a Paramount para concluir esta transação histórica\”.

    O comunicado cita \”benefícios estratégicos e financeiros de uma fusão Paramount-Warner Bros. Discovery\”. Leia, abaixo, mais detalhes do negócio e dos planos para o novo grupo, conforme o texto divulgado:

    Campeã de Hollywood: investiremos na expansão dos motores criativos que estão no cerne tanto da WBD quanto da Paramount. Manteremos ambos os estúdios, priorizando a atração e a retenção de talentos criativos de classe mundial, fortalecendo nossa capacidade de fornecer um amplo fluxo de conteúdo de alta qualidade, incluindo 15 longas-metragens para cinema por ano por estúdio, para nossas plataformas combinadas e parceiros de distribuição terceirizados.

    Cria um concorrente global no streaming: ao unir os pontos fortes da Paramount e da WBD, criaremos uma plataforma direta ao consumidor de primeira linha, com alcance, engajamento e recursos de monetização aprimorados – posicionando a empresa combinada para aumentar a concorrência, acelerar o crescimento de assinantes, aprofundar o engajamento e impulsionar uma lucratividade significativa a longo prazo.

    Pró-Competição: a combinação de Paramount+, HBO Max e Pluto cria um negócio DTC altamente competitivo que expande tanto as opções para o consumidor quanto as oportunidades para talentos criativos e mão de obra. O acordo proporcionará um valor atraente tanto para fornecedores de conteúdo quanto para consumidores, estabelecendo mais um concorrente forte e confiável no mercado de streaming atual.

    A transação apoia um ecossistema competitivo de exibição em cinemas e distribuição de conteúdo: cada filme terá um lançamento completo nos cinemas, com uma janela mínima de 45 dias globalmente antes de estar disponível em vídeo sob demanda pago (VOD), com a intenção de 60 a 90 dias ou mais para maximizar o público de nossos lançamentos de maior sucesso.

    Ambos os estúdios continuarão a apoiar um ecossistema vibrante de terceiros, licenciando seus filmes e séries em suas próprias plataformas e em plataformas de terceiros, enquanto permanecem compradores ativos de conteúdo de estúdios terceirizados e produtores independentes.

    Após sua exibição nos cinemas, cada filme passará para a janela de vídeo doméstico padrão atual do setor, preservando o vídeo sob demanda pago antes da disponibilidade em serviços de streaming por assinatura. A Paramount continuará a aderir a regimes de janelas de exibição específicos nas regiões geográficas em que opera, incluindo na França, onde mantém seus compromissos de janela de exibição.

    Um Portfólio Atraente de Propriedade Intelectual e Conteúdo: a empresa resultante da fusão possuirá um acervo de filmes com mais de 15 mil títulos e milhares de horas de programação televisiva. Ela abrigará muitas das franquias mais icônicas e duradouras do mundo, incluindo Harry Potter, Missão Impossível, O Senhor dos Anéis, Game of Thrones, o Universo DC, Tartarugas Ninja, Transformers, Star Trek e Bob Esponja.

    Amplo Portfólio de Direitos Esportivos: a empresa resultante da fusão deterá um dos portfólios de direitos esportivos mais atraentes e competitivos do setor, incluindo: NFL, Olimpíadas, UFC, PGA Tour, NHL, Futebol Americano das ligas Big Ten e Big 12, Basquete Universitário da NCAA e Liga dos Campeões, com a capacidade de distribuir esses direitos coletivamente em todas as nossas plataformas, proporcionando aos fãs de esportes acesso mais fácil a mais conteúdo que desejam em um só lugar.

    Redes Lineares Mais Fortes: um portfólio complementar de canais a cabo que abrangem entretenimento, esportes e notícias melhorará significativamente o fluxo de caixa, desbloqueará eficiências e fortalecerá nossa capacidade de gerenciar as pressões do mercado linear. Isso também cria uma plataforma mais atraente e unificada para os anunciantes por meio de oportunidades integradas de vendas e ativação em diversos canais.

    Portfólio Internacional Diversificado: presença em mais de 200 países e territórios, incluindo canais a cabo e abertos, que proporcionará mais oportunidades para que histórias de classe mundial – incluindo produções locais – sejam vistas globalmente e nos permitirá continuar a servir o público local em todo o mundo com as melhores histórias em TV, cinema, esportes e notícias.

    Tecnologia para Criar uma Infraestrutura Mais Robusta e uma Interface de Usuário Aprimorada: ao simplificar a base tecnológica de todos os aspectos dos negócios da empresa combinada, melhoraremos a experiência do usuário, geraremos eficiências financeiras e operacionais e eliminaremos redundâncias.

    Bem Posicionados para Investir em Crescimento: o balanço patrimonial e o fluxo de caixa pro forma permitirão o investimento contínuo em iniciativas de crescimento, como demonstrado pelos grandes negócios anunciados pela Paramount desde a conclusão da fusão com a Skydance, incluindo: Trey Parker e Matt Stone de South Park, o UFC, os Irmãos Duffer e a Activision, entre outros. Os recursos combinados da empresa e o apoio dos investidores comprometidos da Paramount permitirão um aumento no investimento em geração de conteúdo, revitalizando a indústria da mídia e aprimorando a concorrência em benefício de talentos e da mão de obra.

    Destaques da Transação

    A Paramount adquirirá 100% da WBD por US$ 31 por ação em dinheiro, mais a \”taxa de aquisição\”, avaliando a WBD em US$ 81 bilhões em valor patrimonial e US$ 110 bilhões em valor de mercado. A Paramount espera que a aquisição gere mais de US$ 6 bilhões em sinergias, impulsionadas por uma combinação de: integração tecnológica (como a migração da empresa combinada para um único sistema de planejamento de recursos empresariais e a consolidação de plataformas de streaming), ganhos de eficiência em toda a empresa, incluindo economia em compras, otimização da presença imobiliária combinada e outras simplificações da eficiência operacional.

    Considerando todas as sinergias, isso avalia a WBD em 7,5 vezes o EBITDA (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) de 2026. No fechamento do negócio, esperamos ter uma relação dívida líquida/EBITDA de 4,3 vezes, considerando as sinergias, com um caminho claro para atingir o grau de investimento em até três anos após a conclusão da transação.

    A transação é financiada por US$ 47 bilhões em capital próprio, totalmente garantido pela Família Ellison e pela RedBird Capital Partners. No fechamento do negócio, o capital próprio poderá incluir outros parceiros estratégicos e financeiros. De acordo com os termos dos compromissos de capital próprio, novas ações Classe B da Paramount serão emitidas ao preço de US$ 16,02 por ação. Os termos deste investimento em capital próprio foram decididos por um Comitê Especial do Conselho de Administração da Paramount, composto por diretores independentes com assessoria jurídica e financeira independente. Além do novo investimento em capital próprio, a transação é garantida por US$ 54 bilhões em compromissos de dívida do Bank of America, Citigroup e Apollo, incluindo US$ 15 bilhões para garantir a linha de crédito-ponte existente da WBD e US$ 39 bilhões em nova dívida adicional. Os US$ 54 bilhões excluem US$ 3,5 bilhões em financiamento-ponte dessas instituições para garantir nossa linha de crédito rotativo existente de US$ 3,5 bilhões.

    Além disso, os acionistas atuais da Paramount terão a oportunidade de participar de uma oferta de direitos de até US$ 3,25 bilhões em ações Classe B da Paramount, juntamente com o novo investimento de capital, que deverá ocorrer mais próximo da data de fechamento, ao preço de US$ 16,02 por ação.

    A transação proposta entre a Paramount e a WBD não está sujeita a quaisquer condições de financiamento. Em decorrência da celebração do contrato de fusão, a Paramount encerrou sua oferta pública de aquisição em dinheiro para adquirir todas as ações em circulação da WBD.

    A Centerview Partners LLC e a RedBird Advisors atuam como principais consultoras financeiras da Paramount, e o Bank of America Securities, o Citi, a M. Klein & Company e a LionTree Advisors também atuam como consultoras financeiras. Os escritórios de advocacia Cravath, Swaine & Moore LLP e Latham & Watkins LLP atuam como consultores jurídicos da Paramount. O escritório Latham & Watkins LLP também atua como consultor jurídico do consórcio de investidores, incluindo a família Ellison.

    Allen & Company, J.P. Morgan e Evercore atuam como consultores financeiros da WBD, e os escritórios de advocacia Wachtell Lipton, Rosen & Katz e Debevoise & Plimpton LLP atuam como consultores jurídicos.

    O Barclays Capital atua como consultor financeiro do Comitê Especial do Conselho de Administração da Paramount, e o escritório de advocacia Cleary, Gottlieb, Steen & Hamilton LLP atua como consultor jurídico.

    A Paramount

    Empresa da Skydance Corporation, é líder global de mídia e entretenimento de nova geração, composta por três segmentos de negócios: Estúdios, Venda Direta ao Consumidor e Mídia de TV. O portfólio da Paramount reúne marcas lendárias, incluindo Paramount Pictures, Paramount Television, CBS – a rede de televisão aberta mais assistida dos Estados Unidos, CBS News, CBS Sports, Nickelodeon, MTV, BET, Comedy Central, Showtime, Paramount+, Paramount TV e as divisões de Animação, Cinema, Televisão, Interativo/Jogos e Esportes da Skydance.

    A WBD

    A Warner Bros. Discovery é uma empresa líder global de mídia e entretenimento que cria e distribui o portfólio de conteúdo de marca mais diferenciado e completo do mundo em televisão, cinema, streaming e jogos. A Warner Bros. Discovery inspira, informa e entretém o público em todo o mundo por meio de suas marcas e produtos icônicos, incluindo: Discovery Channel, HBO Max, discovery+, CNN, DC, TNT Sports, Eurosport, HBO, HGTV, Food Network, OWN, Investigation Discovery, TLC, Magnolia Network, TNT, TBS, truTV, Travel Channel, Animal Planet, Science Channel, Warner Bros. Motion Picture Group, Warner Bros. Television Group, Warner Bros. Pictures Animation, Warner Bros. Games, New Line Cinema, Cartoon Network, Adult Swim, Turner Classic Movies, Discovery en Español, Hogar de HGTV e outros.

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  • Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Atualmente, a Anthropic é a única empresa de IA autorizada a atuar formalmente em operações confidenciais; crise provocou reação no Vale do Silício

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um confronto entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a startup de inteligência artificial Anthropic expôs divergências sobre o uso militar irrestrito de sistemas avançados de IA e mobilizou funcionários de grandes empresas de tecnologia.

    No centro da disputa está a recusa da companhia, dona do chatbot Claude, em flexibilizar regras que limitam aplicações em armas autônomas letais e vigilância doméstica em massa, condição apontada como essencial pelo Pentágono para manter e ampliar contratos.

    O impasse se intensificou após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, rejeitar nesta quinta (26) o que descreveu como a “oferta final” do governo para continuidade do fornecimento de seus modelos mais avançados às Forças Armadas.

    O prazo dado pelo Pentágono para a oferta acaba às 19h01 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27).

    Segundo Amodei, aceitar os termos significaria enfraquecer princípios adotados pela empresa para impedir usos considerados eticamente inaceitáveis.

    “Não podemos remover proteções fundamentais que evitam aplicações como vigilância em massa ou sistemas autônomos ofensivos sem supervisão adequada”, afirmou, de acordo com relatos sobre as negociações.

    A resposta do Pentágono veio em tom de advertência. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, ameaçou cancelar contratos existentes e excluir a empresa da cadeia de suprimentos da defesa nacional caso não haja acordo. A medida abriria espaço para concorrentes assumirem projetos estratégicos, inclusive em missões confidenciais.

    O subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, Emil Michael, indicou que ainda há margem para negociação. “Estou aberto a mais conversas”, disse em entrevista à emissora de televisão Bloomberg TV, acrescentando que o departamento apresentou “concessões significativas” na redação contratual.

    Atualmente, a Anthropic é a única empresa de IA autorizada a atuar formalmente em operações confidenciais, segundo fontes da administração ouvidas pelo Financial Times. Sua eventual exclusão representaria oportunidade comercial para rivais que já mantêm contratos milionários com o Departamento de Defesa e negociam expansão para projetos sigilosos. Entre eles estão a OpenAI, o Google e a xAI, de Elon Musk.

    A crise provocou reação no Vale do Silício. Funcionários da Amazon, do Google e da Microsoft enviaram carta aberta nesta sexta-feira (27) aos seus superiores pedindo que apoiem a Anthropic e rejeitem contratos que envolvam armas autônomas ou monitoramento em larga escala.

    “Sabemos que [o Pentágono] procurará rapidamente adotar outros modelos sem essas salvaguardas, independentemente de tentarem forçar a Anthropic a cumpri-las”, diz a carta. “Estamos escrevendo para instar nossas próprias empresas a também se recusarem a cumprir as exigências”, complementa.

    O documento é endossado por grupos como a Communications Workers of America, que tem 700 mil integrantes, e a Alphabet Workers Union, além de coletivos de funcionários da DeepMind e da Amazon. Mais de 270 funcionários assinaram petição pública defendendo que suas empresas mantenham “últimas barreiras” claras para o uso militar da IA.

    Internamente, o debate também divide lideranças. O CEO da OpenAI, Sam Altman, informou a funcionários que tenta intermediar um entendimento entre a Anthropic e o Pentágono.

    Já o diretor científico do Google DeepMind, Jeff Dean, afirmou que “vigilância em massa viola princípios constitucionais e tem efeito inibidor sobre a liberdade de expressão”, reiterando compromisso anterior contra armas autônomas letais.

    Por outro lado, executivos do setor reconhecem a complexidade do tema. Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI, declarou que a empresa não descarta contratos com o Departamento de Defesa, mas que mantém discussões internas sobre limites aceitáveis de uso.

    “Não é uma decisão de cima para baixo”, afirmou, destacando a diversidade de opiniões entre pesquisadores. O desfecho das negociações poderá redefinir parâmetros da colaboração entre empresas de tecnologia e o aparato de defesa dos EUA.

    Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

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  • Diesel e gasolina caem em fevereiro e etanol sobe por fatores sazonais, aponta IPTL

    Diesel e gasolina caem em fevereiro e etanol sobe por fatores sazonais, aponta IPTL

    Em média, o preço do diesel S-10 recuou 0,32%, a gasolina 0,15%, e o etanol subiu 1,49%; fevereiro foi marcado por recuos nos preços dos dois tipos de diesel na maior parte do País

    O diesel e a gasolina registraram queda de preços em fevereiro, enquanto o etanol teve alta puxada por fatores sazonais, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) divulgado nesta sexta-feira, 27. Em média, o preço do diesel S-10 recuou 0,32%, a gasolina 0,15%, e o etanol subiu 1,49%.

    “O leve recuo no preço médio da gasolina em fevereiro indica um cenário de relativa estabilidade para o combustível, após as oscilações registradas nos meses anteriores. Já o aumento no valor do etanol pode estar relacionado a fatores sazonais e à dinâmica de oferta e demanda, comum neste período entre safras”, disse em nota o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

    Já o recuo do diesel, na avaliação de Mascarenhas, “indica um momento de relativa estabilidade após os reajustes observados anteriormente”. Para ele, apesar da queda, os valores ainda permanecem em um patamar elevado, o que mantém a pressão sobre os custos do transporte rodoviário e, consequentemente, sobre toda a cadeia logística.

    Diesel

    Na análise regional, fevereiro foi marcado por recuos nos preços dos dois tipos de diesel na maior parte do País. A principal exceção foi o diesel comum no Nordeste, que registrou alta de 0,63%. No Sudeste, o combustível apresentou estabilidade, com preço médio de R$ 6,21.

    Entre as quedas mais relevantes, o diesel comum teve sua maior redução no Centro-Oeste, de 0,79%, chegando a R$ 6,24. Já o diesel S-10 registrou o recuo mais expressivo no Sul, de 0,50%, com preço médio de R$ 6,02. Os preços mais em conta para ambos os tipos de diesel foram encontrados no Sul: R$ 5,98 para o comum e R$ 6,02 para o S-10. Já os preços mais caros foram os do Norte: R$ 6,75 para o comum e R$ 6,61 para o S-10.

    Etanol

    Na análise por regiões, todas registraram aumento para etanol em fevereiro. A mais alta foi registrada no Nordeste, de 1,59%, fazendo com que o biocombustível fosse comercializado por, em média, R$ 5,11. O Norte segue com o etanol mais caro, com preço médio de R$ 5,34 (+0,75%). Já o etanol mais competitivo foi o da região Sudeste, com média de R$ 4,69 (+1,52%).

    Gasolina

    Em relação à gasolina, a maioria das regiões acompanhou a tendência nacional de queda, com destaque para Centro-Oeste e Sul, com recuo de 0,46%. O Nordeste foi a única região onde o combustível ficou mais caro, com aumento de 0,15% em relação a janeiro (R$ 6,53). O maior preço médio em fevereiro foi o do Norte, R$ 6,83 (estável), e o mais competitivo, o do Sudeste, com média de R$ 6,33 (-0,16%).

    Diesel e gasolina caem em fevereiro e etanol sobe por fatores sazonais, aponta IPTL

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  • Renda domiciliar per capita chega a R$ 2.316 em 2025, diz IBGE

    Renda domiciliar per capita chega a R$ 2.316 em 2025, diz IBGE

    Valor variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal; os dados da pesquisa é baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua

    O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.

    Entre as unidades da federação, esse valor variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. Nove estados e o DF superaram o rendimento médio nacional.

    Na sequência do DF, que registrou a maior renda, ficaram os estados de São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$2.839), Santa Catarina (R$2.809), Rio de Janeiro (R$2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335). 

    Os dados da pesquisa é baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Conforme o órgão, a divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de pagamentos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Além disso, em consequência, define os compromissos assumidos para determinar os valores que serão repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU) “para o cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita”.

    Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores.

    “Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes”, informou, acrescentando que para o cálculo, todos os moradores são considerados, incluindo os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

    Os valores são definidos levando em consideração os rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes, efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua aos domicílios, feitas no 1º, 2º, 3º, e 4º trimestres de 2025.

    Segundo o IBGE, a PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada desde janeiro de 2012, “que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país”.

    Em 2020 e 2021 os dados sofreram impacto da pandemia de covid-19 e de acordo com o IBGE, houve queda acentuada de taxas de aproveitamento da coleta, sobretudo da primeira visita ao domicílio. “As menores taxas de aproveitamento das entrevistas refletiam o contexto excepcional, ocasionado pela pandemia de covid-19 nesses anos e os procedimentos adotados para minimizar as perdas de informação que poderiam ocorrer devido à pandemia, ao isolamento social e ao acesso dos entrevistadores aos domicílios”, explicou.

    Esse panorama começou a mudar a partir de 2022, quando já se observava o processo de recuperação do aproveitamento das entrevistas em curso, o que se consolidou em 2023.

    “Diante desses impactos, para o cálculo do rendimento domiciliar per capita dos anos de 2020, 2021 e 2022 foi adotada a quinta visita ao domicílio, em alternativa ao padrão até então adotado (primeira visita) e temporariamente suspenso em decorrência da pandemia de covid-19.”

    “A partir de 2023, com o retorno aos níveis de aproveitamento das amostras, o cálculo do rendimento domiciliar per capita volta a ter como referência o banco de primeira visita aos domicílios”, concluiu o IBGE.

    Renda domiciliar per capita chega a R$ 2.316 em 2025, diz IBGE

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  • Justiça do Trabalho tem novo recorde de ações após reforma trabalhista

    Justiça do Trabalho tem novo recorde de ações após reforma trabalhista

    Mudança na CLT limitou direito à Justiça gratuita, mas Tribunal Superior do Trabalho abrandou regra; número segue abaixo de 2016, quando se aproximou de 3 milhões, e especialistas divergem sobre consolidação

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O número de novas ações na Justiça do Trabalho cresceu 8,47% entre 2024 e 2025, e bateu novo recorde após a reforma trabalhista de 2017. Em 2025, o Judiciário recebeu na primeira instância 2,321 milhões de novos processos ante 2,134 milhões do ano anterior, segundo dados extraídos do sistema estatístico do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

    Os números mostram, porém, que o total é 12,35% abaixo do registrado em 2017 -com 2,648 milhões de novas ações-, quando as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foram aprovadas, e 15,78% menor do que em 2016, ano anterior à reforma, ocasião na qual se registraram 2,756 milhões de novos processos.

    Especialistas apontam a flexibilização nas novas regras da CLT feitas após julgamentos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no próprio TST como responsáveis pelo aumento. O principal ponto seria a volta da gratuidade da Justiça do Trabalho, limitada na reforma.

    Em 2021, o Supremo decidiu que o trabalhador que tem direito à gratuidade e perde o processo contra o ex-empregador não pode ter cobrança de custas processuais.

    No final de 2024, o TST firmou tese de que o direito à gratuidade deve ser garantido de forma automática para quem ganha até 40% do teto da Previdência-como diz a reforma-, e também a quem ganha mais, mas apresenta declaração de pobreza, como ocorria anteriormente.

    Os estudiosos se dividem, porém, sobre o ritmo de crescimento. Para alguns, o volume de novos processos ainda não atingiu o pico e deve seguir em alta, enquanto para outros, o total não deve aumentar muito mais e já teria atingido seu pico pós-reforma e após as mudanças ampliando a justiça gratuita.

    Estudo da Predictus, empresa especializada em dados judiciais, mostra que, em 2018, primeiro ano completo sob as novas regras, o total de novas ações caiu para cerca de 2 milhões após ter registrado, em 2016, o pico histórico da série, com quase 3 milhões de novas ações trabalhistas ajuizadas no país.

    Em 2017, o volume ficou em 2,648 milhões de processos e, em 2018, caiu para 1,748 milhões, segundo os dados do TST. Entre 2022 e 2025, o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego, segundo levantamento da Predictus. Para Hendrik Eichler, diretor e fundador da empresa, esse ritmo de crescimento é natural.

    Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.

    “A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.
    Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.

    “A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.

    O levantamento da empresa aponta que entre 2022 e 2025 o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego.

    Para advogado Daniel Domingues Chiode, sócio do escritório Chiode Minicucci | Little, o número de novas ações na Justiça do Trabalho tende a continuar crescendo e ainda não atingiu o seu pico. Segundo ele, seu escritório vive um crescimento contínuo no volume de ações trabalhistas.

    Para dar conta da demanda, a estrutura praticamente dobrou de 34 para 67 profissionais no último ano, refletindo as decisões tomadas pelo STF e TST, consolidadas no final de 2024. Ele afirma que as empresas precisam se preparar.

    Chiode avalia que a alta das ações não se explica apenas pela volta da gratuidade na Justiça, mas também está ligada à ao funcionamento do Judiciário trabalhista. Para ele, trata-se de um sistema de “loteria”, com decisões divergentes em casos semelhantes, e precedentes que não são obrigatoriamente seguidos, o que incentiva o ajuizamento de processos com baixo risco financeiro para o trabalhador.

    “É algo que existe, não é bom nem ruim, é a realidade”, diz.

    Justiça do Trabalho tem novo recorde de ações após reforma trabalhista

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  • Prévia da inflação de fevereiro atinge 0,84%, diz IBGE

    Prévia da inflação de fevereiro atinge 0,84%, diz IBGE

    Maior impacto partiu do grupo educação, com alta de 5,20%. Nos índices regionais, São Paulo teve a maior variação (1,09%)

    A prévia da inflação oficial de fevereiro ficou em 0,84%, o que representa avanço em relação ao mês anterior, quando ficou em 0,20%. O maior impacto (0,32 p.p.) no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) partiu do grupo educação, que teve alta de 5,20%. A explicação está nos reajustes no início do ano letivo que ocorreram nas mensalidades de escolas e cursos.

    Outro grupo que influenciou o indicador foi o de transportes, com elevação de 1,72%. Neste caso, o peso no índice ficou em 0,35 p.p. (ponto percentual). Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de vestuário e 0,67% de saúde e cuidados pessoais.

    A alta acumulada do IPCA-15 no ano é de 1,04%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 4,10%. O resultado é menor do que os 4,50% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. 

    Os dados do IPCA-15 de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam ainda que no grupo saúde e cuidados pessoais a alta ficou em 0,67% e impacto de 0,09 p.p, com destaques para os avanços em artigos de higiene pessoal (0,91%) e do plano de saúde (0,49%).

    No grupo alimentação e bebidas, que subiu 0,20% com impacto de 0,04 p.p., a alimentação no domicílio avançou 0,09% em fevereiro, que representa recuo em relação a janeiro, quando marcou 0,21%. Conforme o indicador, as principais variações positivas ficaram com o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%).

    Nas queda de percentual, os destaques foram o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). “A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%)”, informou o IBGE.

    Após cair 0,26% em janeiro, o grupo habitação teve alta de 0,06% em fevereiro. Os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%) foram destaques.

    Em sentido contrário, a energia elétrica residencial caiu 1,37% e foi o subitem com o maior impacto negativo no indicador (0,06 p.p.). O motivo foi a ocorrência no período de bandeira tarifária verde, que é sem custo adicional para os consumidores. “A taxa de água e esgoto teve alta de 1,97%, enquanto o subitem gás encanado registrou queda de 0,71% nas tarifas”, informou o IBGE.

    Indicadores regionais

    Nos índices regionais, São Paulo teve a maior variação (1,09%). A explicação está nas elevações dos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). A menor variação ficou em Recife (0,35%). O motivo foram as quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

    De acordo com o IBGE, para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, foram analisados os preços coletados no período de 15 de janeiro de 2026 a 12 de fevereiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (base).

    “O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia”, diz o levantamento.

    A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 26 do mesmo mês.

    Prévia da inflação de fevereiro atinge 0,84%, diz IBGE

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  • Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda de fevereiro

    Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda de fevereiro

    Ao todo, 204.824 contribuintes receberão R$ 578,97 milhões; consulta está disponível desde o último dia 20 na página da Receita Federal na internet

    Cerca de 205 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências vão acertar as contas com o Leão. Nesta sexta-feira (27), a Receita Federal paga o lote da malha fina de fevereiro, que também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    Ao todo, 204.824 contribuintes receberão R$ 578,97 milhões. Desse total, R$ 337,69 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma: 

    • 127.585 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
    • 39.290 contribuintes de 60 a 79 anos;
    • 17.318 contribuintes sem prioridade;
    • 10.735 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
    • 6.632 contribuintes acima de 80 anos;
    • 3.264 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

    A consulta está disponível desde o último dia 20 na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Pagamento

    O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

    Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve, acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

    Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda de fevereiro

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