Categoria: ECONOMIA

  • Governo Lula projeta salário mínimo em R$ 1.717 em 2027

    Governo Lula projeta salário mínimo em R$ 1.717 em 2027

    Estimativa consta em projeto que baliza formulação do Orçamento do ano que vem. Valor é 5,92% maior do que o piso atual, de R$ 1.621; reajuste impacta aposentadorias do INSS e outras despesas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê um salário mínimo de R$ 1.717 no ano que vem. O valor foi indicado no PLDO (projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, apresentado nesta quarta-feira (15).

    Se confirmado no futuro, representará um aumento de 5,92% em relação ao piso atual, que é de R$ 1.621. O projeto prevê ainda um salário mínimo de R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030.

    A estimativa segue a fórmula de correção da política de valorização, que inclui reajuste pela inflação de 12 meses até novembro do ano anterior mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (neste caso, 2025).

    No ano passado, a economia cresceu 2,3%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O salário mínimo é baliza mínima para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, como aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Sua correção interfere diretamente em algumas despesas mais relevantes do Orçamento Federal.

    Por isso, o governo decidiu limitar o ganho real ao mesmo ritmo da expansão do arcabouço fiscal, que fica entre 0,6% e 2,5% acima da inflação ao ano. A medida tenta evitar que o crescimento acelerado dos gastos obrigatórios indexados ao piso gerasse pressão sobre ações discricionárias (como custeio e investimentos), colocando em risco a sustentabilidade da regra.

    O ganho real previsto para 2027 fica dentro do limite de 2,5% que valerá para o aumento das despesas acima da inflação no ano que vem.

    O valor do piso projetado para 2027 ainda pode mudar ao longo do ano, conforme variações na estimativa para a inflação ou no ritmo de expansão do arcabouço no ano que vem. Uma nova avaliação será encaminhada com a proposta orçamentária, em 31 de agosto.

    Governo Lula projeta salário mínimo em R$ 1.717 em 2027

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  • União pagou R$ 384,11 milhões de dívidas de estados e municípios

    União pagou R$ 384,11 milhões de dívidas de estados e municípios

    Governo federal cobriu R$ 4,8 milhões em dívidas não honradas por quatro prefeituras: Iguatu (CE),  Guanambi (BA),  Paranã (TO) e Santanópolis (BA); dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional

    O Tesouro Nacional pagou, em março, R$ 384,11 milhões em dívidas atrasadas de estados e de municípios. Ao todo, foram quitados débitos em atraso de três governos estaduais e de três prefeituras.

    Os estados que precisaram de cobertura do Tesouro Nacional em janeiro foram os seguintes:

    • Rio Grande do Sul: R$ 250,07 milhões;
    • Rio de Janeiro: R$ 128,67 milhões;
    • Rio Grande do Norte: R$ 2,55 milhões.

    Em relação aos municípios, tiveram a dívida paga pela União as prefeituras de Igatu (CE), com R$ 2,55 milhões; de Paranã (TO), com R$ 214,36 mil; e Santanópolis (BA), com R$ 65,94 mil. 

    Acumulado

    Nos três primeiros meses do ano, o Tesouro quitou R$ 993,80 milhões em débitos em atraso de quatro estados e de quatro municípios. 

    Os dados acumulados são os seguintes:

    • Rio de Janeiro: R$ 492,85 milhões;
    • Rio Grande do Sul: R$ 389,74 milhões;
    • Rio Grande do Norte: R$ 86,87 milhões;
    • Amapá: R$ 19,55 milhões.

    O governo federal cobriu R$ 4,8 milhões em dívidas não honradas por quatro prefeituras: Iguatu (CE),  Guanambi (BA),  Paranã (TO) e Santanópolis (BA).

    Os dados estão no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria do Tesouro Nacional. 

    As garantias são executadas pelo governo federal quando um estado ou município fica inadimplente em alguma operação de crédito. Nesse caso, o Tesouro cobre o calote, mas retém repasses da União para o ente devedor até quitar a diferença, cobrando multa e juros.

    As dívidas honradas pelo Tesouro são descontadas dos repasses da União aos entes federados, como receitas dos fundos de participação e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), dentre outros. 

    Sobre as obrigações em atraso incidem juros, mora e outros custos operacionais referentes ao período entre o vencimento da dívida e a efetiva honra dos valores pela União.

    PropagAté o fim do ano passado, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), que prevê uma série de condições, como venda de ativos à União e um plano de corte de gastos para a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos pelos estados.

    O Propag prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas estaduais em até 30 anos. Em troca, os estados que aderirem vão aportar recursos para o Fundo de Equalização Federativa (FEF), que distribuirá dinheiro para todos os estados que aderirem, mesmo os que não tiverem débitos com a União, para investimentos em educação, segurança pública, saneamento, habitação, transportes e outras áreas.

    Após o Congresso derrubar os vetos ao Propag, no fim de novembro, 22 estados aderiram ao programa. Das unidades da Federação, só o Distrito Federal, o Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina não ingressaram na renegociação especial.

    Rio Grande do Sul

    Por causa das enchentes no estado, em 2024, a União suspendeu o pagamento da dívida por 36 meses. Além disso, os juros que corrigem a dívida anualmente, em torno de 4% ao ano mais a inflação, serão perdoados pelo mesmo período. 

    O estoque da dívida do estado com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e, com a suspensão das parcelas, o estado dispõe de R$ 11 bilhões a serem utilizados em ações de reconstrução.

    União pagou R$ 384,11 milhões de dívidas de estados e municípios

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  • Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar antecipação do 13º

    Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar antecipação do 13º

    Benefício extra começa a ser pago no dia 24 para quem ganha um mínimo. A primeira parcela será paga de 24 de abril a 8 de maio e a segunda parcela vai de 25 de maio a 8 de junho

    Cerca de 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem consultar a antecipação do décimo terceiro. A consulta pode ser feita no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou no site gov.br/meuinss.

    Com a previsão de injetar R$ 78,2 bilhões na economia, a antecipação do décimo terceiro do INSS será paga em duas parcelas. 

    A primeira parcela será paga de 24 de abril a 8 de maio. A segunda parcela vai de 25 de maio a 8 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no fim de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

    Este será o sétimo ano seguido em que os segurados do INSS receberão o décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. 

    Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia da covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024 e 2025, em abril e maio.

    Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. 

    O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 23,3 milhões de pessoas, cerca de 66,2% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário mínimo por mês (R$ 1.621). Outros 11,9 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 13,7 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.475,55.

     

    A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

    O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. 

    Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito ao décimo terceiro salário.

    Aposentados e pensionistas do INSS podem consultar antecipação do 13º

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  • Entenda as diferenças entre as propostas pelo fim da escala 6×1

    Entenda as diferenças entre as propostas pelo fim da escala 6×1

    Câmara dos Deputados discute duas PECs que reduzem a jornada de 44 para 36 horas semanais; governo enviou projeto de lei, que tem tramitação mais rápida, com diminuição para 40 horas por semana

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Congresso Nacional discute três propostas pelo fim da escala 6×1 -seis dias de trabalho com um de descanso. Duas são PECs (propostas de emenda à Constituição) e alteram a Constituição, prevendo redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas.

    O outro é um projeto de lei do governo Lula alterando pontos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e de outras leis, dentre eles, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a criação da escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.

    O relator das PECs (propostas de Emenda à Constituição), deputado federal Paulo Azi (União Brasil-BA), apresentou nesta quarta-feira (15) seu parecer recomendando que os textos sejam aprovados na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. Já o projeto de lei do governo, enviado na noite desta terça-feira (14), ainda não começou a tramitar.

    As propostas têm algumas diferenças e semelhanças. Nas PECs, além da redução da jornada ser maior, de 44 para 36 horas semanais, não há detalhamento sobre outros direitos. No caso do projeto do governo, há especificidades conforme categorias. A principal semelhança entre os três textos é que, em todos os casos, não poderá haver redução do salário.

    As mudanças na Constituição estão nas PECs 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que foram apensadas. Elas alteram artigo 7º e focam em diretrizes gerais para todos os trabalhadores urbanos e rurais.

    O projeto do governo é de lei ordinária, que altera diretamente a CLT e diversas leis específicas (como as leis dos aeronautas, atletas, radialistas e empregados domésticos). Ele detalha regras para regimes especiais, como a jornada 12×36 (12 horas de trabalho e 36 de descanso), exigindo que a média das horas respeite as 40 semanais.

    No ano passado, uma PEC do senador Paulo Paim (PT-RS) chegou a ser aprovada na CCJ do Senado, mas tende a ser engavetada.

    VEJA AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS PROPOSTAS PELO FIM DA ESCALA 6×1

    JORNADA DE TRABALHO E ESCALA SEMANAL

    – PEC Erika Hilton: propõe redução de 44 para 36 horas semanais, com limite de oito horas de trabalho por dia. A jornada deverá ser de quatro dias por semana – PEC Reginaldo Lopes: propõe jornada de trabalho de 36 horas semanais, com limite de oito horas por dia, mas sem determinar que deverão ser apenas quatro dias de trabalho e três de descanso
    – Projeto do governo: limita a jornada de trabalho a 40 horas semanais, com escala 5×2 -cinco dias de trabalho e dois descanso-; o descanso remunerado deve ser aos sábados e domingos de preferência

    SALÁRIO

    – PEC Erika Hilton: não há redução de salário
    – PEC Reginaldo Lopes: não há redução de salário
    – Projeto do governo: não há redução nominal nem proporcional de salário, nem alteração dos pisos vigentes, mesmo em regime especial, avulso ou trabalho de tempo parcial

    ESCALA 12×36

    – PEC Erika Hilton: não trata diretamente
    – PEC Reginaldo Lopes: não trata diretamente
    – Projeto do governo: fica mantida a escala 12×36 (12 horas de trabalho por 36 horas de descanso), limitada da 40 horas semanais, com dois dias de descanso na semana, por meio de negociação coletiva

    HORAS EXTRAS

    – PEC Erika Hilton: não trata diretamente de horas extras
    – PEC Reginaldo Lopes: não trata diretamente de horas extras
    – Projeto do governo: não aborda diretamente as horas extras, mas deixa claro que os dois dias descanso preferenciais aos sábados e domingos são remunerados; com isso, conforme diz a CLT, deve haver folga compensatória ao trabalhador ou pagamento da hora extra em dobro

    NEGOCIAÇÃO COLETIVA

    – PEC Erika Hilton: prevê que a negociação coletiva pode prever compensação de horários e determinar como será a redução da jornada
    – PEC Reginaldo Lopes: prevê que acordo ou convenção coletiva de trabalho podem determinar a compensação de horários e como será a redução da jornada
    – Projeto do governo: prevê que as negociações coletivas com regras diferentes para jornada, folgas e compensações seguem valendo. Trecho da lei diz que as escolhas dos dias de folga, por exemplo, respeitarão “as peculiaridades de cada atividade ou negociação coletiva de trabalho”

    CATEGORIAS ABRANGIDAS

    – PEC Erika Hilton: não aborda especificamente, mas vale para todos os trabalhadores
    – PEC Reginaldo Lopes: não aborda especificamente, mas vale para todos os trabalhadores
    – Projeto do governo: diz que a regra vale para todos os trabalhadores, incluindo comércio, domésticos, profissionais da área da saúde, aeronautas, atletas profissionais, radialistas e outros

    QUANDO COMEÇARÁ A VALER

    – PEC Erika Hilton: entra em vigor 360 dias após a data da publicação
    – PEC Reginaldo Lopes: começaria a valer dez anos após a data de publicação
    – Projeto do governo: entra em vigor na data de publicação

    TRAMITAÇÃO

    – PEC Erika Hilton: precisa ser aprovada em dois turnos, com 308 deputados e 49 senadores favoráveis em cada uma das votações; é promulgada pelo Congresso
    – PEC Reginaldo Lopes: precisa ser aprovada em dois turnos, com 308 deputados e 49 senadores favoráveis em cada uma das votações; é promulgada pelo Congresso
    – Projeto do governo: precisa ser aprovado em votação normal na Câmara e no Senado, por maioria simples (50% + um voto); é sancionado pelo presidente da República

    JUSTIFICATIVAS

    – PEC Erika Hilton: enfatiza a saúde mental, o combate ao burnout e diz que pode haver criação de 6 milhões de empregos
    – PEC Reginaldo Lopes: justifica a mudança como um motor para o consumo e produtividade, citando exemplos de países europeus com jornadas reduzidas
    – Projeto do governo: foca na modernização da legislação trabalhista e na garantia de descanso ampliado para categorias específicas, como os comerciários, hoje os que têm a escala de trabalho com menos dias de descanso.

    Entenda as diferenças entre as propostas pelo fim da escala 6×1

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  • Café brasileiro vira matéria-prima para cookies, mel e cosméticos

    Café brasileiro vira matéria-prima para cookies, mel e cosméticos

    Casca do grão substitui até 30% da farinha de trigo em cookies, conforme pesquisa
    Diversificação ajuda produtores a agregar valor e enfrentar crises econômicas

    BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O café deixou de ser “só” uma bebida quente para o consumidor brasileiro. Primeiro, já há tempos, ele passou a ser consumido em diferentes formas de preparo e, mais recentemente, transformou-se em matéria-prima para a produção de cookies, mel e cosméticos.

    Maior produtor mundial do grão, produtores rurais e empresários do país são motivados a buscar a diversificação do seu uso, o que ajuda a dar destinação à produção também em caso de intempéries econômicas, como o recente tarifaço aplicado -e depois retirado- pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Cookies feitos a partir da casca de cafés robustas amazônicos finos foram apresentados a visitantes da SIC (Semana Internacional do Café), em novembro, em Belo Horizonte, fruto de uma pesquisa conduzida pela engenheira de alimentos Lívia Lacerda de Oliveira, professora na UnB (Universidade de Brasília).

    Lívia já trabalhava com café, mas disse ter sido instigada a usar a casca em seus estudos pelo pesquisador Enrique Alves, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Rondônia.

    “Nunca tinha pensado, e a casca até então era resíduo. Em algumas pesquisas de literatura vi que faziam farinha, mas sempre usando quantidades muito ínfimas, 5%, 10%. O máximo que achei foi 15%, e a gente conseguiu atingir 30% de substituição da farinha de trigo, e sem nenhum aditivo”, afirmou a engenheira. A patente do estudo foi registrada.

    Também foi apresentado um chá (infusão) a partir da casca, e méis obtidos em lavouras cafeeiras foram degustados.

    “Estamos trabalhando no chá, que tem um perfil de diversidade sensorial gigante. Está em fase de desenvolvimento. Já é bastante utilizado em algumas cafeterias, bem nichado, mas agora a gente está estudando quimicamente, sensorialmente, vendo todos os critérios”, disse o pesquisador da Embrapa.

    Cafeicultoras observavam itens de beleza derivados da matéria-prima que produzem no campo, em meio a corredores repletos de produtores de cafés especiais, cerveja tendo o grão como destaque, e variadas opções de drinques a partir dele.

    A farmacêutica e bioquímica Vanessa Vilela criou em 2007 a Kapeh, que tem produtos como perfumes com café em sua composição.

    “Muito interessante ver que o café tem outras aplicações que não só a bebida, isso abre um leque grande para nós, que produzimos”, disse a produtora Maria Oliveira, que cultiva café com marido e filho no sul de Minas.

    Essa diversificação, na avaliação de Celírio Inácio da Silva, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), é uma tendência que ganhou força nos últimos anos.

    “Do café você aproveita tudo, tudo do café você pode comer. E o valor agregado do café é uma conta que todos fazem para qualquer produto. Se eu tenho um café que vai servir para fazer café gelado, para fazer cosméticos, para fazer shampoo, para fazer aromatizante, eu vou ter muito mais possibilidade de usar aquele café. O produtor pode dizer ‘vem cá, qual é o custo da saca [de determinada qualidade]? Se eu vender para uma indústria de cosméticos, terei maior valor agregado”, disse.

    O executivo citou como exemplo a China, país que tem registrado aumento no consumo de café ao utilizá-lo de formas diferentes das tradicionais.

    “É o café com melancia, com laranja, é o café diferenciado, muito café gelado. Tem outras formas de beber o café. O jovem tem entrado no mundo do café e ele tem que ter uma bebida própria. Nem sempre é o café quente”, afirmou.

    Durante a SIC, marcas brasileiras apresentaram novidades nesse sentido, como a Nescafé, que pelo segundo ano levou o café solúvel para se beber gelado -as formas mais comuns são água (com e sem gás) e água tônica.

    Na Três Corações, principal player do mercado nacional, 70% do faturamento do grupo está no café torrado e moído, e o restante em outros produtos, como capuccinos, cafés com leite e cafés solúveis, entre outros.

    “E, dentro dos cafés torrados e moídos, 3% hoje são cafés especiais. É um volume considerável, basta ver que os cafés especiais têm crescido mais de 20% anualmente no portfólio nosso”, disse o presidente da empresa, Pedro Lima.

    Nesse sentido, até por ter um sabor diferente da variedade arábica, os canéforas (conilon e robusta) surgem como opção para a diversificação do uso do café. “Ele está numa equação de preço, com qualidade, posicionamento de produto e é uma ferramenta que pode ser trabalhada na equação climática. Então a gente tem as ferramentas”, disse Caio Alonso Fontes, diretor da Espresso&CO, realizadora da feira, que reuniu 27 mil pessoas de 33 países e gerou cerca de R$ 150 milhões em negócios.

    Café brasileiro vira matéria-prima para cookies, mel e cosméticos

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  • Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, diz Aneel; redução é de 9,2%

    Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, diz Aneel; redução é de 9,2%

    A frequência das interrupções do serviço de energia manteve trajetória de redução, passando 4,89 interrupções em 2024 para 4,66 interrupções em média no ano passado

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta quarta-feira, 15, que houve melhoria na qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica no ano passado, em comparação com o ano de 2024. Os consumidores ficaram 9,30 horas em média sem energia no ano, o que representa uma redução de 9,2% em relação ao período anterior. Pela primeira vez, todas distribuidoras de grande porte tiveram indicador de qualidade abaixo de 1 em ranking de desempenho.

    A frequência das interrupções do serviço de energia manteve trajetória de redução, passando 4,89 interrupções em 2024 para 4,66 interrupções em média por consumidor em 2025. Isso significa uma melhora de 4,7% no período. O valor de compensações pagas aos consumidores também teve redução no ano passado. Segundo a Agência, isso mostra uma “evolução na qualidade do serviço prestado pelas concessionárias.

    A compensação para os consumidores de energia elétrica, prevista em caso de descumprimento dos limites de duração e frequência de interrupções, caiu de R$ 1,122 bilhão em 2024 para R$ 1,002 bilhão em 2025. A quantidade de compensações pagas também diminuiu, de 27,3 para 21,6 milhões.

    Desempenho por distribuidora 

    A Aneel avaliou todas as concessionárias do país no período de janeiro a dezembro de 2025. Há uma divisão em dois grupos. O primeiro abarca as concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil. O segundo grupo considera as concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.

    Das empresas de grande porte, a distribuidora com a melhor colocação foi a Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz), mesmo resultado em 2024.

    Ela foi seguida pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern), em segundo lugar, e pela Equatorial Pará Distribuidora de Energia (Equatorial PA), em terceiro lugar.

    A distribuidora que mais evoluiu em 2025 foi a CPFL Piratininga (SP), com um avanço de 7 posições em relação a 2024, seguida por Neoenergia Coelba (BA) e Equatorial PI (PI), que subiram 5 posições. A concessionária que mais caiu no ranking foi a Enel SP, com queda de 9 posições, seguida por Energisa MS e Neoenergia Brasília (DF), que tiveram recuo de 7 posições em comparação a 2024. No geral, para as empresas de grande porte, a pior colocação foi para a Equatorial CEEE.

    Das empresas com até 400 mil consumidores, as campeãs foram a Muxfeldt Marin e Cia (MUXENERGIA, RS) e a Roraima Energia, empatadas na primeira posição, seguidas pela Energisa Acre. Nesse grupo, a distribuidora que mais evoluiu em 2025 foi a Uhenpal (RS), com o avanço de 4 posições, seguida de Muxenergia (RS) e Eflul (SC), que subiram 2 posições em comparação com o ano de 2024.

    A concessionária que mais regrediu no ranking foi a Pacto Energia PR, com recuo de 13 posições, seguida pela EFLJC (SC), que perdeu 5 posições em comparação a 2024. No grupo de empresas de menor porte, o pior desempenho ficou com a Cooperaliança.

    No Ranking de 2025 houve a entrada das distribuidoras Amazonas Energia, Equatorial CEA, Equatorial AL e Roraima Energia, após anos de exclusão (com limites de indicadores flexibilizados). Ou seja, para 2025, os limites dessas empresas já foram estabelecidos considerando a metodologia usual da Aneel.

    A classificação é feita com base no chamado Desempenho Global de Continuidade (DGC), formado a partir de dois indicadores. O primeiro é a duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC), verificando o tempo que, em média, no período de observação, cada unidade consumidora ficou sem energia elétrica. O segundo é Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), número de interrupções ocorridas, em média, no período de observação.

    O ranking é publicado anualmente pela Agência desde 2012. Pela primeira vez no histórico do ranking da continuidade, todas as distribuidoras de grande porte apresentaram DGC abaixo de 1,00.

    Medidas

    Com a melhoria nos indicadores, a Aneel aponta para ações como os planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam desempenho insuficiente, as fiscalizações da Agência e a definição de limites menores de interrupção para as concessionárias.

    Além disso, as distribuidoras de energia que formalizaram a prorrogação por 30 anos do contrato de concessão, com contratos a vencer entre os anos de 2025 e 2031, assinaram aditivo com base em regras consideradas mais rígidas. São previstas, por exemplo, ações para o aumento da resiliência das redes de distribuição frente a eventos climáticos.

    Outro destaque foi para a opinião e satisfação dos consumidores. Se, sistematicamente os consumidores estiverem insatisfeitos com o serviço prestado pela distribuidora, a Agência vai levar em consideração esse resultado como requisitos que poderá levar à troca da distribuidora, no limite.

    Consumidores ficaram 9,3 horas em média sem energia em 2025, diz Aneel; redução é de 9,2%

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  • Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

    Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

    Secretário do Tesouro indica retomada de tarifas após decisão da Suprema Corte e cita uso da Seção 301 como alternativa legal. Medida pode impactar comércio global e atingir países investigados, incluindo o Brasil.

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (14) que as tarifas do presidente Donald Trump podem ser restabelecidas, até julho, aos níveis que vigoravam antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubá-las.

    “Tivemos um revés na Suprema Corte em relação à política tarifária, mas vamos implementar ou conduzir estudos com base na Seção 301, então as tarifas podem voltar a vigorar no nível anterior no começo de julho”, disse Bessent durante o evento WSJ Opinion Live, em Washington.

    O secretário também afirmou que a nova medida trará mais previsibilidade, já que a Seção 301 já foi testada nos tribunais, o que facilitaria a tomada de decisões por parte de líderes empresariais e investidores.

    Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Trump excedeu sua autoridade ao impor tarifas globais amplas com base em uma lei de emergência.

    Posteriormente, o governo passou a utilizar a Seção 301, um dispositivo baseado na Lei de Comércio de 1974 que concede ao presidente dos Estados Unidos autoridade para impor tarifas ou outras penalidades após investigações sobre práticas comerciais que prejudiquem o comércio americano.

    Uma dessas investigações, que envolve 59 países, entre eles o Brasil, busca avaliar se essas nações utilizam “trabalho forçado” na produção de bens exportados para os Estados Unidos, o que poderia representar concorrência desleal para produtos americanos.

    Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho

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  • Dinheiro esquecido: BC libera mais de R$ 1 mil; veja quem pode sacar

    Dinheiro esquecido: BC libera mais de R$ 1 mil; veja quem pode sacar

    Banco Central informa que ainda há R$ 10,5 bilhões disponíveis no sistema. Embora a maioria receba valores baixos, cerca de 2% dos brasileiros podem sacar mais de R$ 1 mil. Consulta é gratuita e pode ser feita com CPF ou CNPJ no site oficial.

    Milhões têm dinheiro esquecido em bancos no Brasil, e uma pequena parcela pode receber valores acima de R$ 1 mil. Segundo dados atualizados do Banco Central, ainda há cerca de R$ 10,5 bilhões disponíveis para resgate por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR).

    Apesar do montante bilionário, os valores não são distribuídos de forma igual. A maior parte dos brasileiros terá quantias pequenas a receber, enquanto um grupo reduzido concentra os valores mais altos.

    De acordo com as estatísticas, cerca de 2% dos beneficiários têm mais de R$ 1.000 disponíveis. Em números absolutos, isso representa aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Já a grande maioria, mais de 80%, deve encontrar valores entre R$ 0 e R$ 10.

    Esse cenário acontece porque o dinheiro esquecido costuma vir de diferentes fontes ao longo da vida financeira dos usuários. Entre os principais casos estão contas bancárias encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, valores não resgatados em consórcios, recursos em cooperativas de crédito e saldos esquecidos em corretoras ou instituições de pagamento.

    Na prática, quem teve maior movimentação financeira ao longo dos anos, passou por diferentes bancos ou participou de consórcios, por exemplo, tem mais chances de encontrar valores mais altos. Ainda assim, mesmo quantias menores podem surpreender quem nunca fez a consulta.

    Para verificar se há dinheiro disponível, o processo é simples e gratuito. Basta acessar o site oficial do Banco Central, informar CPF ou CNPJ e checar se existem valores a receber. Caso haja saldo, é possível solicitar o resgate diretamente pelo sistema.

    O pagamento pode ser feito via Pix, inclusive de forma automática para pessoas físicas que cadastraram o CPF como chave. Nesses casos, o valor é transferido diretamente pela instituição financeira. Já empresas, contas conjuntas ou usuários sem cadastro automático precisam solicitar o resgate manualmente, acessando o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.

    Os recursos esquecidos não são benefícios novos, mas sim valores que já pertencem aos cidadãos e ficaram parados por anos sem resgate. Desde que o sistema foi criado, em 2022, mais de R$ 14 bilhões já foram devolvidos.

    Não há prazo final para retirar o dinheiro, e o sistema segue aberto. Por isso, a recomendação é fazer a consulta, especialmente para quem teve histórico com diferentes instituições financeiras, já que, mesmo sendo minoria, há casos de valores acima de R$ 1 mil disponíveis para saque.
     
     

     

    Dinheiro esquecido: BC libera mais de R$ 1 mil; veja quem pode sacar

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  • Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Dólar continua abaixo de R$ 5 com alívio externo; moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993

    O mercado brasileiro teve mais um dia positivo, com a bolsa renovando máximas históricas e o dólar voltando a fechar abaixo de R$ 5. Apesar da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aliviaram as tensões externas e fizeram o preço do petróleo cair.

    O índice Ibovespa, o principal da bolsa de valores brasileira, encerrou esta terça-feira (14) em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. O indicador aproximou-se da marca simbólica dos 200 mil pontos ao atingir 199.354,81 pontos na máxima do dia, às 11h01.

    Com o desempenho recente, o índice acumula alta de: 

    • 0,68% na semana;
    • 5,97% no mês;
    • 23,29% no ano.

    Esta foi a 11ª alta seguida do indicador e o quinto recorde consecutivo. Em 2026, a bolsa brasileira renovou máximas em 18 dias. O Ibovespa subiu apesar do recuo nas ações de petroleiras, afetada pela queda no preço internacional do petróleo.

    Câmbio

    O dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5, refletindo o ambiente externo mais favorável ao risco.

    A moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993, com:

    • queda de 0,06% no dia;
    • queda de 3,57% em abril;
    • queda de 9,02% no ano.

    Por volta das 11h, a cotação chegou a R$ 4,97, mas o ritmo de queda diminuiu com investidores aproveitando o baixo valor para comprar moeda.

    O movimento foi influenciado pela redução das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense).

    Petróleo em queda

    Os preços do petróleo tiveram forte recuo nos mercados internacionais, acompanhando a perspectiva de avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos.

    O barril do Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 4,6%, para US$ 94,79 em Londres. O barril WTI, do Texas, recuou cerca de 7,9%, a US$ 91,28 em Nova York.

    A queda da cotação do petróleo ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas emergentes e ativos de risco.

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

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  • Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Proposta será remetida de hoje para amanhã, afirma José Guimarães; presidentes da Câmara e do Senado discutiram assunto em almoço

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a Casa discuta a redução da jornada de trabalho por meio de PEC (proposta de emenda à Constituição). Lula, porém, reforçou que mesmo com a preferência de Motta pela PEC, enviará um projeto de lei com urgência constitucional para tentar acelerar a tramitação.

    Os dois abordaram a redução da jornada de trabalho durante almoço nesta terça-feira (14), que também contou com a participação do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e do novo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

    O projeto que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso, é uma das prioridades do governo para este ano eleitoral.

    Motta definiu pela tramitação em forma de PEC no início de fevereiro e o relator do texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara deve apresentar o texto nesta quarta-feira (15). A tramitação da PEC é mais demorada, pois requer ainda a criação de uma comissão especial. Depois, o texto deve ser aprovado em dois turnos pelo plenário.

    Setores governistas defendem há semanas o envio de um projeto com urgência constitucional, que tem prazo de 45 dias de tramitação em cada Casa, para acelerar a discussão. O Executivo, porém, hesitou para reduzir as chances de atrito com Motta.

    Na última semana, Motta disse que foi informado pelo então líder do governo, José Guimarães, que o governo havia desistido de enviar o projeto. O Planalto, entretanto, negou esse acordo.

    Parte dos deputados prefere que o projeto tramite em forma de PEC para terem mais protagonismo sobre a proposta, que é popular e tem apelo eleitoral. Motta também teria dito que a proposta retoma o protagonismo da Câmara, segundo o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

    Com esse formato, o Congresso também teria mais poder sobre o tema, uma vez que propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção presidencial.

    Ao enviar um projeto de lei, Lula quer manter o direito a veto de trechos da proposta que for aprovada. Além disso, integrantes do governo desconfiam que a Câmara se voltou para a PEC justamente por ser um tipo de projeto com maior dificuldade para ser aprovado.

    Ficou acertado no almoço que, após o envio do projeto, Motta e os representantes do governo discutirão com as demais bancadas da Câmara para definir os próximos passos da discussão.

    “Nós acertamos que vamos enviar o projeto de lei com urgência constitucional sobre o 6×1”, disse Guimarães a jornalistas no Palácio do Planalto. Ele afirmou que o projeto será remetido “de hoje para amanhã”.

    “Uma crise que estava existindo, manda ou não manda, está superada. É um desejo do presidente encaminhar, e o presidente Hugo Motta concordou. Nós vamos sentar lá e discutir”, declarou o ministro das Relações Institucionais.

    Guimarães assumiu a articulação política em cerimônia realizada poucas horas antes, também no Planalto.

    No almoço, também ficou acertado que o projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos não terá votação neste momento. A avaliação do governo é de que o ambiente político está conturbado para este tema. Motta indicou a Lula que aceita retirar o projeto de discussão por tempo indeterminado.

    Na segunda-feira, 13, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), demonstrou insatisfação com a retirada do projeto.

    “O governo agora que mande o projeto e depois justifique para a população o aumento dos preços”, disse nesta terça. “Vou ficar aguardando o governo mandar o projeto dele. Estou desafiando o ministro Boulos”, afirmou.

    Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral, é quem articula a proposta pelo lado do governo federal.

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

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