Categoria: ECONOMIA

  • Empresários esperam que EUA apliquem novas tarifas contra o Brasil nesta semana

    Empresários esperam que EUA apliquem novas tarifas contra o Brasil nesta semana

    Empresários e integrantes do governo acompanham com preocupação a possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, enquanto Washington avalia medidas no âmbito da investigação comercial conduzida pela Seção 301.

    Empresários acompanham com expectativa a possibilidade de o governo dos Estados Unidos anunciar novas tarifas contra o Brasil no início desta semana. Se confirmada, a medida virá na esteira da decisão do governo norte-americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

    À reportagem, uma fonte do setor empresarial, sob condição de anonimato, afirmou que os produtos que poderão ser atingidos por uma nova rodada de tarifas, no âmbito da Seção 301, estariam sendo definidos ao longo deste fim de semana.

    Segundo a fonte, a decisão terá caráter político, e não econômico, uma vez que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil.

    Outra fonte com trânsito nas relações entre Brasil e Estados Unidos afirmou estar na expectativa de um anúncio já nesta segunda-feira.

    A avaliação é que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) possa impor tarifas elevadas e abrir um período de 30 dias para consultas e manifestações públicas.

    Caso a medida seja confirmada, ela contrariaria o entendimento firmado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que estabeleceram um prazo de 30 dias para a busca de uma solução negociada entre os dois países, evitando a adoção de novas tarifas. O período termina no próximo fim de semana.

    Em 7 de maio, Lula e Trump concordaram com uma espécie de prorrogação das negociações após uma visita técnica de autoridades diplomáticas brasileiras a Washington para apresentar a defesa do Brasil na investigação conduzida sob a Seção 301, aberta no ano passado.

    Fontes do governo brasileiro afirmaram não ter recebido comunicação oficial sobre eventuais mudanças tarifárias ou sobre novos desdobramentos da investigação.

    Nos bastidores, integrantes do Executivo dizem que acompanham a situação de perto, mas ressaltam que qualquer decisão depende exclusivamente de Washington.

    A avaliação do governo é que já seria esperado algum posicionamento sobre o andamento da investigação. A equipe responsável pela política externa brasileira considera que cumpriu sua parte ao fornecer esclarecimentos e informações ao longo de todo o processo.

    O entendimento dentro do governo é que o momento exige cautela e que não há espaço para especulações antes da divulgação oficial de eventuais medidas, sejam elas novas tarifas, prazos ou outras ações comerciais.

    Empresários esperam que EUA apliquem novas tarifas contra o Brasil nesta semana

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  • 'Ser barato não adianta nada', diz João Appolinário, que busca reerguer a Polishop

    'Ser barato não adianta nada', diz João Appolinário, que busca reerguer a Polishop

    “O varejo passa por um momento bem difícil. Sabe por quê?” Ele em seguida dá a resposta. O empresário acredita que a fórmula é a mesma que vai tirar a Polishop, empresa que criou há 27 anos, da recuperação judicial: varejistas só querem saber do preço. E valor é bem mais importante do que isso.

    ALEX SABINO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – João Appolinário, 66, tem o hábito de, quando quer explicar algo, perguntar antes.

    “O varejo passa por um momento bem difícil. Sabe por quê?” Ele em seguida dá a resposta. O empresário acredita que a fórmula é a mesma que vai tirar a Polishop, empresa que criou há 27 anos, da recuperação judicial: varejistas só querem saber do preço. E valor é bem mais importante do que isso.

    “No final do dia, valor tem sempre de ser maior que o preço. O varejista nunca anuncia o produto. Sabe o que ele anuncia? Preço. É sempre ‘de’ e ‘por’ [para ressaltar o preço normal e o cobrado com desconto]. Isso é destruição de valor”, afirma ele. “Produto com um valor mais elevado desperta desejo. É mais importante caber no bolso e ser desejado do que ser apenas barato. Ser barato não adianta nada.”

    É uma variação da história que gosta de contar sobre o produto da Polishop que ainda é mais lembrado pelos consumidores: o George Foreman grill. O diretor comercial da empresa defendia que o investimento fosse feito em outro artigo, uma novidade da década de 1990: o forno micro-ondas com prato giratório. Appolinário não quis. O argumento era que todos os concorrentes teriam aquilo. A aposta foi no grill. Em um ano, chegou a vender 400 mil unidades.

    “A gente não lançou um grill. Grill tem preço, não valor. É estrutura de ferro com uma resistência e pedaço de plástico. Você sabe dizer o que nós lançamos? Algo em que o sabor fica e a gordura sai. E mostrávamos o óleo saindo. Isso tem valor.”

    É um discurso confiante para o fundador e presidente de uma empresa que está em recuperação judicial desde maio de 2024. As dívidas eram de R$ 395,6 milhões e ainda havia um débito de R$ 50 milhões pelo aluguel de lojas em shopping centers. Entre os credores estavam Bradesco, Banco do Brasil, Zurich Seguros e BMP Money.

    A homologação do plano de recuperação foi aprovada pelos credores em 2025 após duas assembleias. O Tribunal de Justiça de São Paulo indicou 23 cláusulas do plano que feriam a lei e teriam de ser mudadas. A Polishop teve de apresentar um novo texto.

    Appolinário não diz ter ficado aliviado com a homologação. Vê isso como indicação de que o caminho é correto. Afirma que o plano tem sido seguido, mas não dá prazo para sair da recuperação. Nos últimos dois anos, conviveu com notícias de confisco de apartamentos que seriam de sua propriedade. Ele assegura que isso não aconteceu e que os imóveis citados não eram seus. Não foi a público desmentir.

    “Para quê? As pessoas acreditam no que elas querem.”
    “A gente fez uma RJ para se estruturar. Colocam as empresas em recuperação judicial todas no mesmo saco. Estamos pagando todo mundo. É um instrumento dentro da lei. Fizemos reestruturação para encolher, em um primeiro momento, e pagar todos os custos. Inclusive trabalhistas”, completa.
    Ele concorda com os detalhes já conhecidos que endividaram a Polishop. Pandemia, fechamento de lojas e aluguéis dos shoppings. Mas diz também que a Covid-19 afetou a empresa de uma forma diferente de outros varejistas.

    Os produtos vendidos pela companhia são importados da China em contrato de exclusividade. São anunciados em diferentes plataformas, uma receita de sucesso no início do século. O país asiático foi o primeiro a fechar a economia na pandemia e o último a reabrir.

    “Quando voltou, não foi com produtos novos e inovadores. Foi com os que já estavam sendo fabricados”, afirma.

    O otimismo atual também se deve ao fato de ele ver a Polishop em expansão. Deve abrir 12 novas lojas próprias até o final do ano e alcançar a marca de 30 franqueados. Há outra diferença que ele aponta em relação a outros varejistas: é o único no setor a ser franqueador.

    “Para o varejo, a plataforma chinesa é um problema. Para a Polishop, é mais um canal de vendas e quero estar em todas. Temos mais dez produtos inovadores para lançar este ano. A situação da empresa não foi percebida pelos clientes. Da mesma forma que as pessoas não deixaram de comprar no Pão de Açúcar por estar em dificuldade.”

    Todos os novos artigos deverão ter recursos de inteligência artificial por meio de uma tecnologia criada dentro da empresa. Ao respirar aliviado (embora não queira ser visto dessa forma), João Appolinário tem tempo para defender a bandeira do valor. E mesmo que concorde com a visão de que atua em segmento em que o consumidor é sensível ao preço, diz que isso vale até “o capítulo dois.”

    Grande parte da aposta de Appolinário para a Polishop está no digital. Seja na venda de soluções empresariais baseadas em inteligência artificial, seja no conceito de franquias digitais. Nesta, o franqueado passa a ter direito a uma loja online da empresa com investimento de cerca de 50% do cobrado para uma franquia física. São R$ 35 mil mais o estoque. Isso é possível porque os produtos da marca não podem ser encontrados em outras lojas.

    Ele reconhece que em marketplaces diferentes vendedores concorrem pelo mesmo cliente, mas não dá importância a isso. Aqui caberia a competência de cada vendedor.

    É a mesma filosofia que emprega no seu empreendimento de maior sucesso no momento. A Decor Colors tem cerca de 600 unidades. É a 34ª principal franquia do país, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising). O faturamento anual supera R$ 500 milhões. Appolinário diz que o cliente que entra na loja não quer uma lata de tinta. Deseja uma parede pintada, decorada, protegida. Procura valor, não preço.

    Ele é dono de 50% da empresa, herança de quando foi participante do programa Shark Tank, em que empresários de sucesso ouvem propostas para novos investimentos. Assim que escutou a ideia da Decor Colors, Appolinário ofereceu R$ 10 milhões por 50%. Foi a maior proposta da história da atração, da qual participou por oito anos.

    Ele fez investimentos em outros negócios que apareceram no reality e ainda mantém participação em alguns. Já recebeu convites para outros programas, diz.

    “Era um trabalho gigante porque, para mim, poderia ser mais uma empresa. Mas era o sonho da vida de quem estava se apresentando. E você pode frustrar as pessoas porque elas esperam não apenas que você invista, mas também que dê atenção, ajude a administrar.”

    É o mesmo princípio que leva para a Polishop. Ele pagava o preço para ser dono de parte do empreendimento. Mas o que tinha valor de verdade era sua participação.
    “Você sabe qual o problema? Eu não tenho tempo.”

    Raio-X da Polishop
    Ano de fundação: 1999
    Projeção de lojas próprias e franqueadas (no fim de 2026): 42
    Funcionários: cerca de 500
    Pedido de recuperação judicial: maio de 2024
    Faturamento mensal: R$ 30 milhões (setembro de 2025)
    Principais produtos na história: George Foreman grill, facas Ginsu 2000, óculos Ambervision, centrífuga de sucos Juicer e air fryer
    Competidores: Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza, Shopee

    'Ser barato não adianta nada', diz João Appolinário, que busca reerguer a Polishop

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  • Desenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atraso

    Desenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atraso

    A modalidade inédita de uso do FGTS para colocar as finanças em dia tem o objetivo de diminuir os índices de inadimplência dos trabalhadores no Brasil.

    Os trabalhadores podem usar, desde a última segunda-feira (25), parte dos recursos disponíveis do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso com bancos e instituições financeiras no Novo Desenrola Brasil.

    A modalidade inédita de uso do FGTS para colocar as finanças em dia tem o objetivo de diminuir os índices de inadimplência dos trabalhadores no Brasil.

    A expectativa do governo federal é que o programa de reequilíbrio financeiro movimente até R$ 8,2 bilhões em recursos do FGTS, de acordo com números informados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    O Ministério da Fazenda, que coordena o programa, esclarece que o uso do FGTS suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até a recomposição do saldo.

    Quem pode acertar dívidas

    Chamada também de Desenrola 2.0, a iniciativa de renegociação é destinada a:

    • Trabalhadores formais com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105, em 2026);
    • Clientes com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e 720 dias (cerca de dois anos);

    Entram na lista as dívidas em atraso com cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

    Ao entrar no Desenrola, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para amortização (redução parcial da dívida) ou quitação de débitos em atraso.

    O saldo do fundo destinado à renegociação de dívidas já pode ser consultado no aplicativo do FGTS no Novo Desenrola Brasil.

    Contas ativas e inativas do FGTS poderão ser usadas pelo trabalhador. Terão prioridade as inativas.

    O que o Novo Desenrola Brasil oferece

    Para possibilitar o pagamento parcial ou integral das dívidas atrasadas, o Novo Desenrola Brasil oferece condições diferenciadas e mais acessíveis ao trabalhador inadimplente:

    Desconto de até 90% aplicados sobre o valor da dívida original;Taxa máxima de juros de 1,99% ao mês;Prazo de parcelamento de 12 a 48 vezes;Consolidação das dívidas em uma única operação.

    Como aderir

    De acordo com o Ministério da Fazenda, para aderir ao programa federal, primeiramente, o trabalhador deverá autorizar o acesso das instituições financeiras onde tem as dívidas ao saldo do FGTS para pagar dívidas, diretamente no aplicativo do FGTS, disponível para Android e iOS. É preciso fazer login com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha da plataforma Gov.br.

    Depois da autorização no aplicativo, o trabalhador deve procurar o banco e outras instituições financeiras nas quais tenha dívidas e pedir adesão ao programa.

    Os bancos poderão consultar o saldo disponível por até 90 dias.

    Renegociação da dívida

    Não será necessário comparecer às agências bancárias da Caixa para concluir a operação.

    O prazo estimado para formalização online da operação é de até 30 dias após a consulta do saldo disponível.

    Após concretizar a renegociação da dívida, as informações serão registradas na Caixa Econômica Federal, responsável por administrar os recursos do fundo.

    O banco oficial, então, fará a transferência dos valores diretamente aos bancos responsáveis pelos contratos.

    Desenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atraso

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  • Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo

    Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo

    A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

    Profissionais autônomos e donos de pequenos negócios cadastrados como microempreendedores individuais (MEIs) tem até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual Simplificada do MEI (Dasn-Simei) referente ao ano calendário de 2025.

    A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

    Como fazer a declaração 

    A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor

    . O responsável deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.

     

    Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime. 

    Multa

    A Receita Federal orienta os microempreendedores a entregarem suas declarações dentro do prazo a fim de evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ. 

    A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso. 

    Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo

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  • Lula teme ataque ao Pix após decisão dos EUA contra CV e PCC

    Lula teme ataque ao Pix após decisão dos EUA contra CV e PCC

    Nos bastidores do Palácio do Planalto, existe o receio de que autoridades americanas passem a argumentar que mecanismos de transferência instantânea podem facilitar a movimentação de recursos ligados ao crime organizado. Caso essa interpretação ganhe força, bancos e instituições financeiras que operam transações por meio do Pix poderiam acabar enfrentando questionamentos ou até eventuais sanções relacionadas ao trânsito desses recursos.

    A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas acendeu um sinal de alerta no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A preocupação envolve não apenas o combate ao crime organizado, mas também possíveis reflexos sobre o sistema financeiro brasileiro, incluindo o Pix.

    Nos bastidores do Palácio do Planalto, existe o receio de que autoridades americanas passem a argumentar que mecanismos de transferência instantânea podem facilitar a movimentação de recursos ligados ao crime organizado. Caso essa interpretação ganhe força, bancos e instituições financeiras que operam transações por meio do Pix poderiam acabar enfrentando questionamentos ou até eventuais sanções relacionadas ao trânsito desses recursos.

    A medida anunciada pelos Estados Unidos será implementada em duas etapas. O Departamento de Estado dos Estados Unidos definiu uma dupla classificação para as facções, com efeitos jurídicos distintos e complementares. As organizações serão enquadradas como Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT) e também como Organização Terrorista Estrangeira (FTO), sendo que uma das classificações já possui força legal imediata, enquanto a outra passa a valer em 5 de junho.

    A classificação SDGT é administrada pelo Departamento do Tesouro americano e tem foco principalmente financeiro. Entre seus efeitos estão o congelamento de ativos e a restrição ao acesso ao sistema financeiro baseado em dólar.

    Já a categoria FTO amplia significativamente as consequências jurídicas. Sob responsabilidade do secretário de Estado dos EUA, ela criminaliza qualquer forma de apoio às organizações listadas, levando o enfrentamento dessas facções para um campo jurídico mais amplo do que as tradicionais ações de segurança pública.

    O temor do governo brasileiro é que os desdobramentos da medida ultrapassem as investigações criminais e atinjam setores da economia. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ser necessário “defender a infraestrutura do Pix” e “os empresários que eventualmente possam ser afetados com isso”.

     
     

    Lula teme ataque ao Pix após decisão dos EUA contra CV e PCC

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  • Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB

    Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB

    Em abril, o FMI revisou recentemente a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 1,6% para 1,9%. Consultoria Austin Ratings compilou projeções do FMI para 45 países

    O Brasil deve voltar a ocupar a posição de 10ª maior economia do mundo em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas pela consultoria Austin Ratings a partir de dados de 45 países.

    A estimativa foi reforçada após o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 1,1% no primeiro trimestre deste ano, desempenho acima do esperado pelo mercado.

    O levantamento mostra que o Brasil deve ultrapassar o Canadá no ranking global das maiores economias medido em dólares correntes. Em 2024 e 2025, o país havia caído para a 11ª posição, após ser superado pela Rússia e pelo Canadá. 

    Sexto maior avanço

    Entre os 45 países analisados pela Austin Ratings, o Brasil registrou o sexto maior crescimento econômico no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores.

    O desempenho brasileiro ficou atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China. O avanço também superou o de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Itália.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o PIB brasileiro cresceu 1,1% de janeiro a março, impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela recuperação de investimentos.

    Ranking global

    Pelas projeções do FMI compiladas pela Austin Ratings, as dez maiores economias do mundo em 2026 devem ser:

    • Estados Unidos: US$ 32,399 trilhões
    • China: US$ 20,863 trilhões
    • Alemanha: US$ 5,455 trilhões
    • Japão: US$ 4,381 trilhões
    • Reino Unido: US$ 4,267 trilhões
    • Índia: US$ 4,158 trilhões
    • França: US$ 3,597 trilhões
    • Itália: US$ 2,739 trilhões
    • Rússia: US$ 2,655 trilhões
    • Brasil: US$ 2,637 trilhões

    A diferença entre Brasil e Rússia aparece bastante estreita nas estimativas do FMI.

    Peso do câmbio

    O ranking considera o PIB em dólares correntes. Por isso, além do crescimento econômico, a taxa de câmbio também influencia diretamente a posição de cada país.

    Quando o real se valoriza frente ao dólar, o tamanho da economia brasileira em moeda americana aumenta. O mesmo ocorreu com a Rússia nos últimos anos, impulsionada pela valorização do rublo e pela alta do petróleo.

    Em abril, o FMI revisou recentemente a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 1,6% para 1,9%. Caso esse ritmo seja mantido, a expectativa é de que o país alcance a nona posição mundial em 2027, ultrapassando a Rússia.

    PIB per capita

    Apesar da volta ao top 10 global, o Brasil segue distante das economias mais ricas quando o critério é renda por habitante.

    Segundo o FMI, o PIB per capita brasileiro foi estimado em cerca de US$ 10,685 mil em 2025, bem abaixo de países desenvolvidos e até de economias menores da Europa. No ranking do Fundo Monetário, o Brasil está logo abaixo da Albânia, com PIB per capita de US$ 11,234 no ano passado.

    Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB

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  • STF marca para 24 de junho retomada do julgamento sobre uberização

    STF marca para 24 de junho retomada do julgamento sobre uberização

    Ministros decidem validade do vínculo entre motoristas e plataformas

    O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar no dia 24 de junho o julgamento sobre a validade do vínculo de emprego entre motoristas de aplicativos e as plataformas.  A controvérsia é conhecida como “uberização” das relações de trabalho.

    O julgamento foi suspenso no dia 1° de outubro do ano passado, quando foram ouvidas as sustentações das partes envolvidas no julgamento. Ainda não foram proferidos votos dos ministros sobre a questão.

    Serão julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes e que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber.

    As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

    A decisão que será tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estão parados em todo o país à espera do posicionamento do plenário sobre a questão. 

    As plataformas sustentaram no Supremo que atuam como empresas de tecnologia e realizam a “intermediação tecnológica” entre passageiros e motoristas, que são responsáveis pelas corridas.

    Por outro lado, os representantes dos motoristas de aplicativos e entregadores afirmam que as categorias fazem parte de um grupo de “trabalhadores sem direitos”. Também foi citada a precarização da atividade.

    STF marca para 24 de junho retomada do julgamento sobre uberização

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  • Petróleo fecha em queda e despenca em maio com perspectiva de EUA-Irã

    Petróleo fecha em queda e despenca em maio com perspectiva de EUA-Irã

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 1,73% (US$ 1,54), a US$ 87,36

    O petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 29, com o Brent chegando a operar abaixo de US$ 90 por barril pela primeira vez desde março, em meio a notícias de que Estados Unidos e Irã estariam nas etapas finais para anunciar um acordo que encerraria a guerra no Oriente Médio.

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 1,73% (US$ 1,54), a US$ 87,36.

    Já o Brent para agosto recuou 1,7% (US$ 1,58), a US$ 91,12 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

    Na semana WTI e Brent caíram 9,56% e 12%, respectivamente. No mês, a queda foi de 16,8% e 17,4%, respectivamente.

    O Brent cedeu cerca de US$ 19 em maio, a sua maior queda mensal em dólares desde março de 2020, segundo dados da Dow Jones Market Data. O WTI, com baixa de US$ 17, registrou sua maior queda em dólares desde novembro de 2021.

    Trump afirmou no início da tarde que se reuniria na Casa Branca para tomar uma decisão final em relação ao acordo com o Irã, o que levou o Brent a operar a US$ 89 logo após a informação. Para um acordo, o líder americano reiterou uma série de exigências que o Irã não demonstrou disposição para aceitar no passado.

    Mais cedo, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã “não tem confiança em garantias nem em palavras” e que apenas os comportamentos são “o critério”, em meio a dúvidas sobre o cessar-fogo acordado com os EUA após novos ataques trocados entre os lados no Oriente Médio.

    Para o analista do Price Futures Group, Phill Flynn, a queda dos preços do petróleo nesta sexta reflete a esperança dos investidores de que uma saída diplomática esteja ao alcance. “Isso é uma boa notícia para a estabilidade energética global e para os consumidores”, afirma.

    Enquanto isso, no fronte da guerra na Ucrânia, um ataque de drones na madrugada contra a região russa de Yaroslavl provocou um grande incêndio em uma instalação de armazenamento de combustível. A refinaria tem sido repetidamente alvo de drones, incluindo ataques nos dias 8 e 13 de maio.

    *Com informações da Dow Jones Newswires

    Petróleo fecha em queda e despenca em maio com perspectiva de EUA-Irã

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  • Etanol lidera queda em maio com recuo de 5,6%, mostra pesquisa; diesel cai 3,3% e gasolina, 1%

    Etanol lidera queda em maio com recuo de 5,6%, mostra pesquisa; diesel cai 3,3% e gasolina, 1%

    O Distrito Federal registrou a maior queda do etanol hidratado em maio (-10,0%), com preço médio de R$ 4,528 por litro

    O etanol hidratado teve a maior queda entre os combustíveis monitorados em maio pela Veloe/Fipe, em um movimento de acomodação após elevações expressivas registradas entre março e abril. Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra recuo de 5,6% no mês no preço do etanol, para média nacional de R$ 4,488 por litro.

    A retração foi disseminada entre os combustíveis e interrompeu a trajetória de alta observada em abril. Além do etanol, o diesel comum e o diesel S-10 caíram 3,3% no período. As gasolinas comum e aditivada recuaram 1%, enquanto o GNV foi o único a subir: 0,3%.

    Entre os Estados, o Distrito Federal registrou a maior queda do etanol hidratado em maio (-10,0%), com preço médio de R$ 4,528 por litro. Na sequência aparecem São Paulo (-7,2%; R$ 4,200), Minas Gerais (-6,0%; R$ 4,522), Paraná (-5,1%; R$ 4,534) e Mato Grosso (-4,9%; R$ 4,418).

    Na média nacional, os preços de maio ficaram em R$ 7,218 por litro para o diesel S-10, R$ 7,135 para o diesel comum, R$ 6,889 para a gasolina aditivada, R$ 6,752 para a gasolina comum, R$ 4,574 para o GNV e R$ 4,488 para o etanol hidratado.

    Apesar do alívio nos preços em maio, os combustíveis fósseis seguem acumulando aumentos relevantes em 2026 e em 12 meses, em um ambiente de volatilidade do petróleo, incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e dinâmica de repasse aos postos.

    De janeiro a maio, o diesel S-10 lidera a alta (+16,8%), seguido do diesel comum (+16,6%), gasolina comum (+7,5%), gasolina aditivada (+7,2%) e etanol (+0,3%); o GNV é o único em queda (-1,6%). Em 12 meses, o diesel S-10 sobe 16,1% e o diesel comum, 15,7%, enquanto a gasolina comum avança 6,1%, a aditivada 5,9% e o etanol 2,6%; o GNV recua 4,9%.

    A Fipe associa a queda mais intensa do etanol à entrada mais forte da safra no Centro-Sul, o que elevou a oferta e ampliou a competitividade do biocombustível frente à gasolina em parte dos mercados regionais.

    “Maio trouxe um movimento importante de acomodação dos preços, especialmente no etanol, impulsionado pelo avanço da safra e pela ampliação da oferta. Ainda assim, diesel e gasolina permanecem em patamares elevados no acumulado do ano, mostrando que os efeitos das pressões internacionais sobre energia continuam presentes no mercado brasileiro”, disse em nota o CEO da Veloe, André Turquetto.

    Na leitura semanal, o etanol renovou a mínima do ano na semana de 23 de maio, ao atingir R$ 4,40 por litro, após uma sequência de recuos iniciada na segunda quinzena de abril. Diesel S-10 e gasolina comum também mostraram acomodação gradual ao longo de maio, mas seguem acima do nível observado no começo do ano.

    O monitor também aponta melhora do poder de compra no primeiro trimestre de 2026. Pelos cálculos da Fipe com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum consumiu 5,5% da renda domiciliar das famílias brasileiras, melhor marca para o período desde o início da série histórica, em 2017. O indicador, porém, revela diferenças regionais: o peso do abastecimento segue maior no Norte (8,5%) e no Nordeste (7,5%).

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  • ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais e familiares

    ANS aprova reajuste de até 5,11% para planos de saúde individuais e familiares

    Índice é o menor definido pela agência na série histórica, se excluída a taxa negativa de 2021. Percentual poderá ser aplicado entre maio de 2026 e abril de 2027 e não vale para planos coletivos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou nesta sexta-feira (29) o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares.

    O índice ficou abaixo do teto autorizado no ano passado, de 6,06%, e manteve a trajetória de desaceleração observada após os percentuais mais elevados registrados no pós-pandemia.

    Pela série histórica da ANS, trata-se do menor reajuste desde 2000, ano em que foi regulamentado o teto, desconsiderado o índice negativo excepcional de 2021, quando houve redução de -8,19%.

    Entre os maiores reajustes já autorizados estão os de 2015, 2016 e 2017, todos acima de 13%, além de 2022, com 15,5%.

    O percentual poderá ser aplicado pelas operadoras no período entre maio de 2026 e abril de 2027, sempre no mês de aniversário de cada contrato. A decisão foi tomada durante reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência nesta manhã.

    Segundo a ANS, o cálculo considera a variação das despesas assistenciais das operadoras, incluindo tanto o aumento dos custos médico-hospitalares quanto a frequência de uso dos serviços pelos beneficiários. Neste ano, a metodologia resultou em uma variação das despesas assistenciais (VDA) de 8,32%.

    O reajuste vale apenas para planos contratados diretamente por pessoas físicas, modalidade que reúne cerca de 7,7 milhões de beneficiários no país, ou 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil.

    Os contratos coletivos -empresariais ou por adesão, firmados via sindicatos e associações- seguem sem teto definido pela agência e têm os percentuais negociados entre operadoras e contratantes.

    Esses planos coletivos representam a maior parte do mercado de saúde suplementar no Brasil e frequentemente concentram reclamações de consumidores por reajustes considerados elevados.

    A ANS afirma que o modelo busca equilibrar a proteção dos usuários e a sustentabilidade financeira do setor. Operadoras, por outro lado, argumentam que os custos da assistência médica continuam pressionados pela incorporação de tecnologias, envelhecimento da população e aumento da demanda por atendimentos.

    Já entidades de defesa do consumidor costumam cobrar maior regulação dos contratos coletivos e criticam reajustes acima da inflação em parte do setor.

    Para contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança do novo percentual poderá ocorrer nos meses seguintes, com possibilidade de retroativos, conforme as regras definidas pela agência.

    Em nota à imprensa, a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) diz que o reajuste definido não acompanha a variação efetiva dos custos médico-hospitalares, e afirma que a defasagem tende a tornar cada vez mais desafiadora a sustentabilidade do sistema.

    “O cenário é especialmente sensível para operadoras de pequeno e médio porte, que possuem menor capacidade de absorver impactos regulatórios, administrativos e assistenciais. Em 2025, esse grupo registrou resultado operacional negativo de aproximadamente R$ 200 milhões, enquanto cerca de 45% das empresas do segmento encerraram o período no prejuízo”, diz Marcelo Dietrich, diretor da Abramge e liderança de pequenas e médias operadoras na entidade.

    A entidade também defende o debate sobre a metodologia aplicada aos reajustes pela ANS para promover previsibilidade regulatória e equilíbrio econômico-financeiro.

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