Categoria: ECONOMIA

  • Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

    Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

    Programa amplia alcance para milhões de famílias e permite retirada do gás diretamente em revendedoras credenciadas; benefício substitui repasse em dinheiro e busca garantir acesso ao insumo essencial, além de reduzir impactos da pobreza energética no país

    Cerca de 206 mil famílias em todo o país passam a ter acesso ao vale-recarga do programa Gás do Povo. Para utilizar o benefício, o responsável familiar deve procurar uma das mais de 20 mil revendedoras credenciadas, que aderiram voluntariamente à iniciativa, e realizar a validação eletrônica na maquininha de cartões.

    A validação pode ser feita de diferentes formas: pelo aplicativo Meu Social – Gás do Povo, com o cartão do Bolsa Família com chip, com cartão de débito da Caixa ou informando o CPF do responsável familiar na maquininha da revenda para receber um código por SMS.

    Expansão nacional

    Em março, o programa passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Com a ampliação, o número de beneficiários triplicou, consolidando a iniciativa como uma das maiores políticas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

    A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

    A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

    Perfil dos beneficiários

    A maior parte das famílias atendidas é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, o equivalente a cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

    O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

    Ampliação do programa

    O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

    Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Em março, o benefício passou a alcançar todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendedoras credenciadas.

    Combate à pobreza energética

    O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

    Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, o que aumenta os riscos à saúde e de acidentes domésticos.

    Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

    A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

    Para receber o benefício, a família precisa:

    Ser beneficiária do Bolsa Família;
    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;
    Ter renda per capita de até meio salário mínimo;
    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
    Ter o CPF do responsável familiar regular, sem pendências.

    Onde consultar o benefício

    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para celulares Android;
    Página oficial do Gás do Povo no site do Ministério do Desenvolvimento Social;
    Portal Cidadão Caixa;
    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

    Canais para tirar dúvidas

    Disque Social 121 (MDS);
    FalaBR, do Governo Federal;
    SAC Caixa: 0800-726-0101.

     

     

     

     

    Caixa libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

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  • Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

    Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

    Alta do combustível pressiona tarifas, mas medidas do governo buscam conter impacto; segundo a Anac, aumento do QAV poderia elevar passagens em até 30%, mas deve ficar entre 10% e 12% com ações como redução de impostos e crédito às companhias

    O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Tiago Chagas, disse nesta sexta-feira (10), na Rádio Nacional, no programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, que as ações tomadas pelo Governo Federal e pela Petrobras têm contribuído para frear o aumento do preço das passagens aéreas.

    A Petrobras anunciou no dia 1º de abril um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros e é um dos principais custos das companhias aéreas. O aumento está ligado à escalada no preço do barril do petróleo devido à guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

     

    O presidente da Anac explica que “55% de aumento no preço do querosene de aviação represente mais ou menos de 20% a 30% no aumento da passagem aérea”. Segundo Chagas, o querosene de aviação representa 40% do custo da passagem que as pessoas compram.

    Com as medidas tomadas pelo governo, segundo o presidente da Anac, o aumento, em vez de ir para a casa dos 20% ou 30%, ficarão na faixa de 10% a 12%.

    Chagas aponta também a decisão da Petrobras de parcelar o aumento do querosene de aviação. A empresa não aplicou os 55% de forma imediata e repassou apenas 18% num primeiro momento, optando por parcelar o restante do aumento ao longo dos próximos seis meses.

    O governo federal ainda zerou os impostos PIS e Cofins e disponibilizou uma linha de crédito para as companhias aéreas.

    “São medidas para aliviar o caixa das empresas para que elas não repassem tanto o aumento do combustível no valor das passagens agora”, explicou o presidente da Anac.

    Chagas finalizou dizendo que o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às medidas do governo, o que deve acontecer rapidamente, segundo ele.

    “É de interesse delas [das empresas] porque se as pessoas não voarem, significa aviões menos cheios. Isso pode provocar até cancelamento de rotas que se tornam não rentáveis. As companhias aéreas estão muito preocupadas em perder um público que já está sofrendo”, afirmou o presidente da Anac.

     

    Medidas do governo freiam aumento de passagens aéreas

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  • Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

    Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

    Nova regra garante até três dias de ausência remunerada por ano para exames preventivos; empresas agora devem informar e incentivar o uso do benefício, que busca ampliar o acesso à saúde e estimular o diagnóstico precoce

    Uma nova lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe mudanças importantes para trabalhadores com carteira assinada. A medida reforça o direito de realizar exames médicos preventivos sem ter desconto no salário, ampliando o acesso à saúde e incentivando a prevenção de doenças.

    A atualização da Consolidação das Leis do Trabalho já está em vigor e permite que o trabalhador se ausente do emprego por até três dias por ano, com remuneração garantida, desde que o motivo seja a realização de exames médicos preventivos.

    Na prática, isso significa que o empregado não perde dinheiro ao cuidar da própria saúde. O direito vale para todos os trabalhadores contratados pelo regime CLT e deve ser respeitado pelas empresas.

    O benefício não é totalmente novo. Ele já existia desde 2018, mas a nova lei trouxe uma mudança importante: agora, as empresas são obrigadas a informar os funcionários sobre esse direito e incentivar seu uso.

    Com isso, as empresas passam a ter responsabilidades como divulgar campanhas de prevenção, estimular a realização de exames e conscientizar os trabalhadores sobre a importância do diagnóstico precoce.

    A legislação destaca especialmente exames relacionados à prevenção de doenças como câncer de mama, câncer de próstata, câncer do colo do útero e infecções como HPV, reforçando a importância do cuidado regular com a saúde.

    Para utilizar o benefício, o trabalhador precisa comprovar a ausência. Isso pode ser feito com um documento simples que comprove o comparecimento ao exame, seguindo também as regras internas da empresa.

    A medida busca resolver um problema comum: muitos trabalhadores evitavam fazer exames por medo de perder parte do salário. Com a garantia de ausência remunerada, a expectativa é aumentar o acesso à saúde preventiva, identificar doenças mais cedo e reduzir afastamentos prolongados do trabalho.

    Especialistas apontam que a mudança beneficia tanto os trabalhadores, que ganham mais segurança para cuidar da saúde, quanto as empresas, que podem reduzir custos com licenças médicas mais longas no futuro.
     

     
     

    Agora é lei: Governo libera dinheiro para trabalhador CLT fazer exames

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  • Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

    Comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%; “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico”, afirmou o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves

    O faturamento do varejo brasileiro registrou expansão de 0,6%, já descontando a inflação, em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Segundo o levantamento, como o carnaval de 2026 caiu no mês passado e a Páscoa no primeiro fim de semana de abril isso impactou diretamente nas vendas do setor no período. No primeiro trimestre, a receita, no entanto, apresentou retração real, com queda de 1,3% no volume de vendas, apesar do crescimento nominal de 1,8%, evidenciando que a inflação anulou o avanço observado em valores correntes, conforme a Cielo.

    De acordo com a pesquisa, o comércio eletrônico foi um dos principais destaques de março, com alta nominal de 10,5%, bem acima do varejo físico, que avançou 1,5%. A performance do canal digital está associada, sobretudo, às campanhas promocionais do mês do consumidor, tradicionalmente mais concentradas no ambiente online.

    “Os números de março confirmam um varejo mais resiliente e estratégico. Mesmo com inflação pressionando e o consumidor mais cauteloso, estímulos promocionais, efeitos positivos de calendário e a força do digital ajudaram a sustentar o crescimento nominal. O cenário mostra um consumidor seletivo, mas ainda disposto a consumir quando há oportunidade clara de valor”, afirmou, em nota, o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves.

    De acordo com o levantamento, o resultado de março foi influenciado principalmente pela base de comparação mais favorável, já que o carnaval ocorreu em fevereiro em 2026, enquanto em 2025 foi celebrado em março. Esse deslocamento beneficiou segmentos que costumam ter restrições operacionais durante o feriado, como autopeças e serviços automotivos, ao mesmo tempo em que impactou negativamente setores tradicionalmente aquecidos pela data, como bares e restaurantes.

    Outro fator relevante foi a antecipação da Páscoa, celebrada no início de abril em 2026, o que concentrou parte das compras no fim de março e contribuiu para o desempenho do varejo no período.

    No entanto, se descontar o efeito calendário, o ICVA revela um recuo de 1,0% em março. Ou seja, os eventos deste ano foram responsáveis pelo resultado positivo. O desempenho mais fraco sem os efeitos das datas comemorativas reforça a percepção de um consumidor ainda cauteloso, com a renda pressionada pela inflação e o endividamento recorde das famílias – que alcançou 80,4% em março, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ainda assim, houve recuo na parcela de famílias que declara não ter condições de quitar suas dívidas, o que indica um esforço maior de organização financeira, com priorização de gastos essenciais e maior intermitência nas compras discricionárias.

    Em março, descontada a inflação, o macrossetor de bens não duráveis foi o destaque em março, com crescimento de 3,2%, impulsionado principalmente pela Páscoa, informa a Cielo. O varejo alimentício especializado apresentou bom desempenho, enquanto cosméticos e higiene pessoal recuaram. O macrossetor de Serviços registrou queda de 3,7%, impactado por Alimentação – Bares e Restaurantes. Já Bens duráveis e semiduráveis apresentaram recuo de 1,8%, com destaque positivo para móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento, beneficiados por promoções.

    Regiões

    Na análise regional, o Nordeste foi a região que apresentou o maior crescimento real, com alta de 1,9% no ICVA deflacionado sem ajuste de calendário. O Sul teve avanço de 1,4%. As demais regiões registraram queda. Segundo o levantamento, no recorte por unidades da federação, alguns Estados se destacaram positivamente no desempenho do varejo em março. Em termos deflacionados, Sergipe liderou o crescimento, com alta de 6,5%, seguido por Amapá (+5,0%) e Minas Gerais (+4,0%), indicando um dinamismo regional relevante mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador. “Os resultados sugerem que, nesses Estados, fatores como estímulos sazonais, recomposição de consumo e maior resiliência de setores específicos contribuíram para um desempenho acima da média nacional”, informou a Cielo.

    Na outra ponta, alguns Estados registraram retração no período. Pará apresentou a maior queda, com recuo de 3,4%, seguido por Goiás (-2,0%) e Roraima (-1,4%). O desempenho mais fraco nessas regiões pode refletir uma combinação de fatores, como maior sensibilidade à inflação, menor intensidade de estímulos ao consumo e dinâmica setorial menos favorável no mês.

    A Cielo ressalta, ainda, que a cautela do consumidor também pode explicar o crescimento das vendas em setores não essenciais como turismo e transportes, que registraram alta relevante no mês, especialmente companhias aéreas. “A elevação do preço do barril de petróleo, ao gerar incerteza sobre custos futuros, pode ter estimulado a antecipação na compra de passagens, em um contexto em que as passagens aéreas avançaram 5,94% no período”, acrescenta. “Dinâmica semelhante foi observada nos postos de combustíveis, onde o consumo nominal cresceu, possivelmente refletindo a preocupação do consumidor com novas altas nos preços na bomba.”

    Vendas do varejo crescem 0,6% em março no comparativo anual, aponta ICVA

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  • Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

    Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

    Foram mais de 10 mil passageiros afetados e 8 mil desconectados, segundo publicação do CEO da companhia aérea Latam no País, Jerome Cadier, em rede social

    A Latam registrou o cancelamento de 84 voos após a pane no sistema de controle aéreo de São Paulo na manhã da quinta-feira, 9. Foram mais de 10 mil passageiros afetados e 8 mil desconectados, segundo publicação do CEO da companhia no País, Jerome Cadier, em rede social.

    “Em eventos raros, como o que aconteceu na manhã de ontem em Aeroporto de Congonhas, afetando a operação de vários aeroportos em São Paulo, vemos o quanto todo o sistema está interligado”, afirmou o executivo nesta sexta-feira, 10.

    Cadier disse ainda que o efeito cascata tem recuperação lenta, que pode levar dias. “E, ainda hoje, nossos passageiros vão sofrer as consequências de ontem, já que Brasília amanheceu com nevoeiro”, acrescentou.

    O CEO da Latam Brasil destacou que uma aeronave que opera voos domésticos no País realiza, em média, seis voos por dia. “Quando um aeroporto fica fechado e um voo precisa alternar ou atrasa muito às 9 horas, ele afeta outros quatro voos ao longo do dia”, explicou.

    Segundo o executivo, esse efeito cascata faz com que, por vezes, um voo entre Brasília e Fortaleza seja cancelado mesmo que o problema tenha ocorrido em São Paulo no dia anterior, por exemplo.

    O problema registrado na quinta-feira cujas causas ainda estão sendo apuradas, gerou reflexos na manhã desta sexta-feira, marcada também pelo mau tempo. Mas os aeroportos de Congonhas e Guarulhos afirmaram que os cancelamentos foram pontuais.

    O prédio do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo, localizado em Congonhas, chegou a ser evacuado na quinta pela manhã por causa de uma suspeita de incêndio e vazamento de gás, segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, que disse não haver informações concretas sobre o que aconteceu.

    Para minimizar os impactos, a Aena, administradora de Congonhas, ampliou na quinta o funcionamento do terminal até meia-noite.

    Latam teve 84 voos cancelados e 10 mil passageiros afetados por pane em SP

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  • Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

    Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

    Governo havia recorrido de decisão que beneficia multinacionais; decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada

    O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou recurso da União e manteve a decisão liminar, ou seja, de caráter provisório, que proíbe a alíquota de 12% de imposto de exportação de petróleo.

    A decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada, em despacho assinado pouco antes das 22h da quinta-feira (9).

    A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão jurídico vinculado ao Ministério da Fazenda, havia interposto o recurso, chamado de agravo de instrumento, contra uma decisão de primeira instância, tomada na terça-feira (7).

    A decisão liminar atendia o pleito de cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega). 

    Ao analisar o agravo de instrumento, a desembargadora Carmen Lima de Arruda entendeu que a Fazenda Nacional “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual emergente da manutenção da decisão agravada, não se vislumbrando prejuízo em aguardar o julgamento final”.

    O TRF2 ainda não marcou a data do julgamento definitivo da questão.

    Entenda o casoA cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março. 

    A MP foi editada pelo governo como uma tentativa de conter à escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.

    O imposto de exportação compensaria a queda de arrecadação provocada pela zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais que incidem sobre o óleo diesel. Com alíquota zero, os preços poderiam chegar mais baratos ao consumidor final. Outro efeito seria o desestímulo para que as exportadoras vendessem petróleo para fora do país.

    O governo promoveu também subvenção (espécie de reembolso) para incentivar importadores e produtores de diesel que não vendessem aqui no país o diesel a preços maiores que os determinados.

    As companhias exportadoras de petróleo que se sentiram prejudicadas alegam que o imposto tinha finalidade “meramente arrecadatória”, ferindo o princípio da anterioridade, que proíbe a cobrança de tributos sem um tempo mínimo determinado. 

    Em primeira instância, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, atendeu o pedido das cinco multinacionais.

    Recurso
    Ao recorrer da decisão, a Fazenda Nacional argumentou, entre outros pontos, que a cobrança questionada não incorreu em qualquer desvio de finalidade, estando justificada no cenário internacional da guerra deflagrada no Oriente Médio, “diante do aumento drástico do preço do barril de petróleo e da escassez deste produto, com potenciais efeitos deletérios sobre a economia nacional”.

    “Tem como função primordial a regulação do comércio exterior e a proteção do mercado interno”, sustenta a Fazenda Nacional.
    Inflação de combustíveis
    A alta no preço dos combustíveis, pano de fundo da discussão na Justiça Federal, teve uma face revelada nesta sexta-feira pelo termômetro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial do país.

    A inflação de março foi de 0,88%, puxada principalmente pelo grupo transportes. O item combustíveis subiu 4,47%. A gasolina, que em fevereiro tinha 0,61%, subiu 4,59% em março. O diesel passou de aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março. 

    Na última segunda-feira (6) o governo lançou um pacote de medidas para conter a alta no preço dos combustíveis. As medidas tratam de subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo. 

    Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

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  • IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

    IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

    De acordo com o IBGE, a taxa acumulada em 12 meses ate março foi de 4,14%, acima da mediana que indicava avanço de 4,03%

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março, ficando 0,18 ponto porcentual (p.p.) acima da taxa registrada em fevereiro (0,70%).

    O resultado ficou acima do teto das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,82%, com mediana positiva de 0,77% e piso de aumento de 0,47%.

    Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira, 10. Pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com o IBGE, a taxa acumulada em 12 meses ate março foi de 4,14%, acima da mediana que indicava avanço de 4,03%, mas dentro do intervalo das projeções, que iam de 3,72% a 4,40%.

    IPCA de março sobe 0,88% e supera projeções

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  • Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

    Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

    O levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora

    Apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.

    De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.

    “Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI. 

    Principais números da pesquisa

    36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);

    18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;

    12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;

    10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;

    9,3% preferem abrir o próprio negócio;

    6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);

    20% não encontraram oportunidades atrativas.

    Preferência entre jovens

    Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira.

    41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT;

    38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo.

    Segundo Claudia Perdigão, o emprego formal traz mais segurança para os jovens, que procuram maior estabilidade no início da carreira profissional.

    Renda complementar

    O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda.

    Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte de sustento.

    Alta satisfação

    A pesquisa também aponta elevado nível de satisfação no mercado de trabalho, o que ajuda a explicar a baixa busca por novas oportunidades.

    95% estão satisfeitos com o emprego atual;

    70% se dizem muito satisfeitos;

    4,6% estão insatisfeitos;

    1,6% muito insatisfeitos.

    A mobilidade no mercado é limitada:

    20% buscaram outro emprego recentemente;

    35% dos jovens (16 a 24 anos) procuraram nova vaga;

    6% dos trabalhadores com mais de 60 anos fizeram o mesmo.

    O tempo no emprego também influencia:

    36,7% com menos de um ano no trabalho buscaram nova vaga;

    9% com mais de cinco anos na mesma função fizeram o mesmo.

    Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora.

    Pesquisa revela que brasileiro prefere emprego com carteira assinada

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  • Camisotti confessa fraudes nos descontos do INSS assina acordo de delação com PF

    Camisotti confessa fraudes nos descontos do INSS assina acordo de delação com PF

    Empresário está preso desde setembro do ano passado e é alvo da Operação Sem Desconto; defesa enviou material ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF, para homologação

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Preso desde setembro sob suspeita de ser um dos beneficiários das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o empresário Maurício Camisotti assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal no qual admite a existência de fraudes nos descontos das aposentadorias.

    Camisotti é apontado como um dos principais operadores do esquema. Ele foi um dos alvos da Operação Sem Desconto na mesma fase que deteve Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

    A informação foi inicialmente publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela reportagem.

    Ele negociava o acordo desde o fim do ano passado. Nesta semana, a defesa enviou o material ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável pela homologação.

    O acordo também deverá passar pela PGR (Procuradoria-Geral da República), mas a negociação foi feita apenas com a PF. Esta é a primeira delação da investigação.

    O escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões, sem autorização dos segurados, ganhou notoriedade em abril do ano passado durante a primeira operação da PF e da CGU (Controladoria Geral da União).

    Os investigadores suspeitam que entidades responsáveis pelos descontos e empresas que prestam serviços a elas seriam usadas como fachada para lavagem de dinheiro. Camisotti é apontado como beneficiário das fraudes.

    Empresas ligadas a Camisotti receberam, por exemplo, transferências da Ambec (Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos). A entidade é uma das principais investigadas no caso dos descontos irregulares. O INSS repassou quase R$ 400 milhões à Ambec entre 2023 e 2025.

    Como a Folha mostrou no ano passado, Camisotti sacou R$ 7,2 milhões em dinheiro vivo. O valor foi retirado de sua conta em 11 saques.

    Entre 2018 e 2025, foram feitos 17 saques, sendo o maior deles no valor de R$ 3 milhões, segundo relatório elaborado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a pedido da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Congresso sobre fraudes no INSS.

    Também foram retirados R$ 285 mil de sua conta -neste caso, o relatório não afirma com clareza quem foi o sacador, apesar de apontar Camisotti como titular da conta. Essas transações levantaram suspeitas de burla na fiscalização do sistema financeiro.

    À época da prisão, a defesa de Camisotti dizia que ele nunca participou de qualquer irregularidade envolvendo o INSS.

    Na última semana, um desdobramento da Sem Desconto, que está sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão de outros dois suspeitos de envolvimento no escândalo e a instalação de tornozeleira eletrônica na deputada Gorete Pereira (MDB-CE). Ela nega ter cometido qualquer irregularidade.

    Camisotti confessa fraudes nos descontos do INSS assina acordo de delação com PF

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  • Receita recebe mais de 10 milhões de declarações do Imposto de Renda

    Receita recebe mais de 10 milhões de declarações do Imposto de Renda

    Número equivale a 22,8% do total de documentos esperados para este ano

    Mais de 10 milhões de contribuintes acertaram as contas com o Leão em 17 dias de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). Até as 18h29 desta quinta-feira (9), 10.028.171 documentos foram enviados.

    O número equivale a 22,8% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações.

    Tradicionalmente, o ritmo de entrega é maior na primeira semana por causa dos contribuintes que preencheram o documento com antecedência. 

    Segundo a Receita Federal, 76,7% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 13,4% terão que pagar Imposto de Renda e 9,9% não têm imposto a pagar nem a receber.>>Entenda as novidades da declaração do Imposto de Renda 2026 

    A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (70,4%), mas 18,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 10,8% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

    Um total de 60,8% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,3% dos envios.

    O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

    Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

    As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

    Receita recebe mais de 10 milhões de declarações do Imposto de Renda

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