Categoria: ECONOMIA

  • Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,80% para 1,82%

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,80% para 1,82%

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 8ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 aumentou levemente, de 1,80% para 1,82%, depois de 10 semanas de estabilidade. Considerando apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, porém, a estimativa caiu de 1,90% para 1,82%.

    O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 8ª semana seguida. Considerando só as 65 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 102ª e 49ª semana seguida, respectivamente.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

     

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,80% para 1,82%

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  • Estamos prontos para avançar com processos sanitários para vender carne para a Coreia, diz Lula

    Estamos prontos para avançar com processos sanitários para vender carne para a Coreia, diz Lula

    “O Brasil vem trabalhado há 15 anos para obter acesso ao mercado de carne bovina coreano. Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, disse Lula

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira, 23, que o Brasil está pronto para avançar com os procedimentos sanitários para poder vender carne para aquele país. Ele discursou no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul.

    “O Brasil vem trabalhado há 15 anos para obter acesso ao mercado de carne bovina coreano. O bulgogi, tradicional churrasco coreano, combina com uma carne de qualidade como a brasileira”, disse. “Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, completou.

    Segundo ele, esse passo sanitário permitirá que os maiores frigoríficos do mundo, que são brasileiros, possam se instalar na Coreia. Lula repetiu que a corrente de comércio do Brasil com o país asiático está aquém do possível e citou acordos firmados na viagem como o de cooperação comercial e o para fortalecer cadeias de suprimentos.

    “A corrente de comércio entre o Brasil e a Coreia é de cerca de US$ 11 bilhões. Estamos aquém do recorde de quase 15 bilhões registrado em 2011. O intercâmbio atual não está à altura de duas economias do tamanho do Brasil e da Coreia”, enfatizou.

    Estamos prontos para avançar com processos sanitários para vender carne para a Coreia, diz Lula

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  • Imposto de Renda 2026: Quem deve declarar? Qual a tabela? Qual o prazo? Tire suas dúvidas

    Imposto de Renda 2026: Quem deve declarar? Qual a tabela? Qual o prazo? Tire suas dúvidas

    Regras finais serão divulgadas pela Receita no início de março, quando começa a entrega do IR; isenção para quem tem renda até R$ 5.000 só entra na declaração de 2027

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 deve começar em menos de um mês. O prazo ainda será formalizado pela Receita Federal, mas a provável data de início é 16 de março. O período deve se estender até 29 de maio.

    As empresas têm até o dia 27 deste mês para enviar o informe de rendimentos aos trabalhadores e demais prestadores de serviço para que possam usar as informações na declaração. Esses mesmos dados são enviados para o fisco.

    A declaração pré-preenchida do IR deverá ganhar ainda mais espaço. A Receita tem alimentado os sistemas com os dados enviados pelos próprios contribuintes no ano anterior, além de informações de empresas, convênios médicos e órgãos de Previdência públicos e privados, entre outros.

    A tabela vigente na declaração será a que foi utilizada para desconto do IR em 2025. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e o desconto menor do tributo para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 só serão informadas na declaração de 2027, caso o contribuinte se enquadre nas regras que obrigam a prestar contas.

    Desde 2023, o prazo para declarar o IR vai de 15 de março a 31 de maio. A mudança ocorreu para que haja tempo hábil de abastecer a declaração pré-preenchida com as informações que as empresas enviam ao fisco até o final de fevereiro.

    Quem é obrigado a declarar e não entrega no prazo paga multa mínima de R$ 165,74.

    O contribuinte precisa se preparar para o período, separando os documentos necessários. É preciso somar todos os rendimentos tributáveis no ano para saber se será obrigado a declarar ou não. Há, no entanto, outras regras que podem obrigar a entrega da declaração.

    Quem vende imóvel, por exemplo, pode estar sujeito à prestação de contas, assim como quem passou a morar no país em 2025 e se manteve nessa condição em 31 de dezembro do ano passado.

    Também é necessário separar a documentação que garante dedução no IR, como recibos de médicos, escolas, dentistas, planos de saúde e previdência privada.

    QUEM DEVE DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    As regras exatas ainda não foram divulgadas pela Receita Federal e pode ser que haja alguma alteração, em especial sobre o total utilizado como rendimento tributável em 2025. No ano passado, estava obrigado a declarar o IR:

    – Quem recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 33.888
    – Cidadão que recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Contribuinte que teve ganho de capital (ou seja, lucro) na alienação (transferência de propriedade) de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto; é o caso, por exemplo, da venda de imóvel com valor maior do que o pago na compra
    – Contribuinte com isenção do IR sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias
    – Quem realizou vendas na Bolsa de Valores que, no total, superaram R$ 40 mil, inclusive se isentas. E quem obteve lucro com a venda de ações, sujeito à incidência do imposto. Valores até R$ 20 mil são isentos
    – Cidadão que tinha, em 31 de dezembro, posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, acima de R$ 800 mil
    – Contribuinte que obteve receita bruta na atividade rural em valor superior a R$ 169.440 ou quer compensar prejuízos de anos anteriores ou do próprio ano-calendário
    – Quem passou a morar no Brasil em 2024 e encontrava-se nessa condição em 31 de dezembro
    – Contribuinte que optou por declarar bens, direitos e obrigações detidos por offshores
    – Titular de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira
    – Quem optou por atualizar o valor de imóveis com o pagamento de imposto menor instituído em dezembro de 2024
    – Contribuinte que obteve rendimentos em capital aplicado no exterior em aplicações financeiras ou lucros e dividendos de entidades controladas

    QUAL É O VALOR DAS DEDUÇÕES DO IR?

    Se os valores se mantiverem os mesmos de 2025, serão os seguintes:

    – Dedução por dependente: R$ 2.275,08 (valor mensal de R$ 189,59)
    – Limite anual de despesa por com educação: R$ 3.561,50
    – Limite anual do desconto simplificado (desconto-padrão): R$ 16.754,34
    – Para despesas de saúde devidamente comprovadas não há limite de valores
    – Cota extra de isenção para aposentados e pensionistas a partir de 65 anos: R$ 24.751,74 no ano (R$ 22.847,76 mais R$ 1.903,98 relativos ao 13º salário)

    QUAL PRAZO PARA DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2026?

    Ainda não há data exata, mas fontes disseram à Folha que o período de entrega da declaração do Imposto de Renda 2025 deverá ser de 16 de março a 29 de maio.

    A intenção do fisco é fazer como ocorre desde 2023 e liberar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda com o máximo de dados possível, por isso, o prazo não tem começado mais no primeiro dia útil de março.

    Quem opta pela pré-preencida entra na fila de prioridade da restituição, que inclui ainda contribuintes que recebem os valores por Pix, idosos acima de 60 e 80 anos, professores cuja maior fonte de renda é o magistério e cidadãos portadores de deficiência física ou mental ou doença grave.

    Para abastecer os supercomputadores da Receita com dados dos contribuintes, as empresas têm até o final de fevereiro para entregar os dados de cada cidadão ao fisco e para disponibilizar os informes de rendimentos aos contribuintes.

    QUAL É A TABELA DO IMPOSTO DE RENDA?

    TABELA MENSAL DE JANEIRO A ABRIL DE 2025

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.259,20 – – – –
    De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 169,44
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 381,44
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 662,77
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 896,00

    A PARTIR DE MAIO DE 2025

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.428,80 – – – –
    De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 182,16
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 394,16
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 675,49
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 908,73

    TABELA ANUAL DE 2025

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 28.467,20 – – – –
    De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,80 – 7,5% – R$ 2.135,04
    De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 – 15,0% – R$ 4.679,03
    De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16 – 22,5% – R$ 8.054,97
    Acima de R$ 55.976,16 – 27,5% – R$ 10.853,78

    COMO SABER SE SOU OBRIGADO A DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA?

    O principal ponto é somar a renda tributável recebida no ano, como salário, aposentadoria, renda como autônomo e aluguel de imóvel, por exemplo. Se o valor anual ultrapassar o limite de renda da Receita, é preciso declarar.

    Também há outras regras, como ter recebido rendimentos isentos e não tributáveis acima de R$ 200 mil no ano. FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) são exemplos de renda não tributável.

    Quem tem bens e direitos -somando imóvel e carro, por exemplo- acima de R$ 800 mil também é obrigado a declarar. O valor a ser usado é o da compra do bem.

    QUAIS SÃO OS DOCUMENTOS PARA DECLARAR O IR?

    Empresas, instituições financeiras e órgãos públicos têm até 27 de fevereiro para entregar o informe de rendimentos referente a 2025, mas o contribuinte já pode reunir outros documentos para começar a organizar a declaração do IR.

    Dentre os principais documentos estão recibos e notas de despesas médicas e de educação, comprovantes de compra e venda de veículos ou imóveis no ano passado, informe de rendimentos da empresa onde trabalha ou para a qual prestou serviço em 2024 e extratos bancários, entre outros.

    COMO FAZER A DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA 2026?

    A declaração do IR pode ser feita de três formas: ao baixar o programa gerador do imposto no computador, pelo aplicativo para celular ou tablet Meu Imposto de Renda, ou online, pelo eCAC, que é o centro de atendimento virtual da Receita.

    É preciso ter senha do portal Gov.br com certificação ouro ou prata para a pré-preenchida. A Receita estuda ainda a descontinuação do programa para computador, utilizado por 8 em cada 10 contribuintes. A mudança, no entanto, não está prevista para este ano.

    Imposto de Renda 2026: Quem deve declarar? Qual a tabela? Qual o prazo? Tire suas dúvidas

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  • Gleisi Hoffmann celebra decisão de Dino que suspendeu privatização da Celepar

    Gleisi Hoffmann celebra decisão de Dino que suspendeu privatização da Celepar

    Flávio Dino obriga Paraná a realizar estudo sobre impacto da desestatização à proteção de dados; Governo paranaense diz que recorrerá da decisão e que medida é estratégica

    A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, celebrou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu em liminar a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).

    Em publicação no Instagram, Gleisi classificou a decisão como importante e enfatizou que “não se pode abrir mão da transparência e da soberania digital”.

    A ação de inconstitucionalidade em questão foi apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). “Seguimos firmes na defesa do interesse público e da proteção dos dados dos paranaenses”, disse a ministra.

    Gleisi Hoffmann celebra decisão de Dino que suspendeu privatização da Celepar

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  • Relator da PEC 6×1 será indicado no início desta semana, diz Hugo Motta

    Relator da PEC 6×1 será indicado no início desta semana, diz Hugo Motta

    O presidente da Câmara dos Deputados a decisão foi acordada em reunião com o presidente da comissão, o deputado Leur Lomanto Júnio (União-BA)

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (22) que o relator da PEC que acaba com a escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa será indicado no início desta semana. A declaração consta em vídeo publicado no Instagram de Motta. Segundo o parlamentar, a decisão foi acordada em reunião com o presidente da comissão, o deputado Leur Lomanto Júnio (União-BA).

    “O relator da proposta na comissão já será indicado no início desta semana. Combinamos também que a tramitação sobre a admissibilidade se dará até o final do mês de março. O debate será ampliado na comissão especial que será criada após a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça”, afirmou.

    No vídeo, Motta afirma que a discussão é legítima, mas pondera que ela precisa ser feita com responsabilidade. “Além de ouvir os trabalhadores, os representantes sindicais, nós queremos ouvir também quem emprega, os empresários, para que tudo isso seja conduzido sem radicalismo, sem imposição e sem improviso, com compromisso com o nosso país”, disse.

    Relator da PEC 6×1 será indicado no início desta semana, diz Hugo Motta

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  • Brasileiro trabalha menos que a média mundial, aponta pesquisa

    Brasileiro trabalha menos que a média mundial, aponta pesquisa

    Uma pesquisa com dados de 160 países, cobrindo 97% da população global, revela que trabalhadores de todo o mundo destinaram em média 42,7 horas semanais a atividades remuneradas em 2022 e 2023. Os brasileiros ocupados em empregos formais e informais dedicaram, nesse mesmo período, 40,1 horas semanais em média ao trabalho.

    RAFAEL CARIELLO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em comparação com o resto do mundo, o brasileiro não trabalha muito. Nem pode ser considerado particularmente esforçado.

    Uma pesquisa com dados de 160 países, cobrindo 97% da população global, revela que trabalhadores de todo o mundo destinaram em média 42,7 horas semanais a atividades remuneradas em 2022 e 2023. Os brasileiros ocupados em empregos formais e informais dedicaram, nesse mesmo período, 40,1 horas semanais em média ao trabalho.

    O levantamento é do economista Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre, a partir de um novo banco de dados global de horas trabalhadas organizado pelos economistas Amory Gethin, do Banco Mundial, e Emmanuel Saez, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

    Os pesquisadores utilizam dados domiciliares reunidos pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), pelo Banco Mundial e pela União Europeia, entre outras fontes de informação.

    Disponível desde novembro do ano passado, o banco de dados organizado por Gethin e Saez –o mais amplo do tipo já construído– confirma relações esperadas entre características demográficas, de renda per capita, de impostos e transferências realizados por cada país, de um lado, e a quantidade de horas trabalhadas por seus cidadãos, de outro.

    Sob qualquer desses critérios, o brasileiro trabalha menos do que seria esperado. Para Duque, o que provavelmente explica o desvio brasileiro é uma questão cultural, uma preferência por maior quantidade de lazer.

    Na comparação direta com outros 86 países para os quais há dados por mais de duas décadas, o Brasil ocupa a 38ª posição em horas trabalhadas. Quando se leva em consideração a quantidade de horas trabalhadas esperada de cada país a partir do seu nível de produtividade e de sua estrutura demográfica, o Brasil cai para o terço de menor esforço global: ocupa a 60ª posição entre 85 países, para trabalhadores com 15 anos ou mais.

    A situação não melhora quando impostos e transferências, como aposentadorias e benefícios de renda mínima, são incorporados à análise. No ranking a partir da tendência esperada considerando produtividade, demografia, impostos e transferências, o Brasil ocupa a 53ª posição entre 76 países, novamente no terço inferior, de pior desempenho.

    De modo geral, a característica que melhor explica a quantidade de horas trabalhadas mundo afora é a produtividade dos trabalhadores. Mas de uma maneira que não é direta, linear. A relação entre a produtividade e as horas trabalhadas segue, grosso modo, a forma de uma montanha, com subida, pico e descida.

    À medida que cresce a produtividade da economia nacional, quando os países deixam de ser pobres e se tornam países de renda média, aumenta o número de horas trabalhadas. É a subida. Compensa, nesse caso, trabalhar mais e, afinal, poder consumir mais.

    A partir de certo ponto, contudo, a produtividade já é tão alta, e o consumo também, que os trabalhadores passam a dar mais valor para o lazer. Começa, então, a descida da serra: enquanto a produtividade continua a aumentar, o número de horas trabalhadas diminui. Quem é rico pode se dar ao luxo de trabalhar menos. Na França, por exemplo, trabalha-se em média 31 horas por semana (78º lugar, entre 87 países).

    O que Duque descobriu é que os trabalhadores brasileiros escolheram “descer a serra” e trabalhar menos antes de ficarem ricos. No Brasil, segundo o levantamento, trabalha-se 1 hora e 12 minutos a menos por semana do que seria esperado dado o seu nível de produtividade e o seu perfil demográfico.

    Um dos rankings montados organiza os países dos que mais desviam positivamente, em horas trabalhadas, daquilo que seria esperado dado o seu nível de produtividade e estrutura demográfica –são os que estão nos primeiros lugares do ranking– aos que mais desviam negativamente em relação a essa tendência geral –como o Brasil, que ocupa a 60ª posição.

    Nesse caso, os trabalhadores que mais se “esforçam”, para além do que seria esperado, são os dos Emirados Árabes Unidos. Os trabalhadores da Moldávia, país do Leste Europeu, ocupam o último lugar.

    Em outro ranking, o esforço extra dos trabalhadores de cada país é medido também em relação ao que seria esperado (em horas trabalhadas) considerando os impostos sobre o trabalho e as transferências recebidas pelos trabalhadores. Quanto maiores os impostos e maiores as transferências, menor é o número de horas trabalhadas, em média. Aqui é o Japão que se destaca, positivamente, enquanto em Moçambique, no último lugar, trabalha-se quase 14 horas a menos do que seria esperado.

    Segundo Duque, ele imaginava que os incentivos contabilizados nesse ranking ajudassem a explicar o número de horas trabalhadas abaixo da média pelos brasileiros. Altos encargos trabalhistas e transferências significativas (para o nível de renda do país) estariam diminuindo a oferta de trabalho. Era a expectativa.

    É o que acontece, por exemplo, na Alemanha, onde se trabalha 1 hora e 48 minutos a menos do que seria esperado dado o nível de produtividade local. Toda essa diferença desaparece, contudo, quando se considera a carga tributária: nesse caso, os alemães passam a trabalhar 6 minutos a mais do que seria esperado, por semana.

    “Eu imaginei que a gente fosse ver, talvez, uma redução da diferença do Brasil” para o resto do mundo, quando se contabilizasse o impacto do Estado no mercado de trabalho, disse Duque. “Porque eu achei que a gente tivesse uma estrutura tributária e de transferências que desincentivasse o trabalho. O que eu descobri foi o contrário.” No ranking que leva em consideração impostos e transferências, o brasileiro ainda trabalha 1 hora e 18 minutos a menos do que seria esperado.

    O economista Samuel Pessôa, colega de Duque no FGV Ibre e seu interlocutor durante a exploração do novo banco de dados, diz que a escolha por uma quantidade menor de trabalho e maior de lazer é legítima. “Parece ser um sinal de que lazer, no Brasil, vale mais do que em outros lugares –e está tudo certo.” Pessôa lembra, contudo, que pode ser que as muitas horas despendidas em trânsito de casa ao trabalho, pelos brasileiros, tenham algum impacto sobre a oferta de trabalho.

    Seja qual for a razão da menor oferta relativa de trabalho pelos brasileiros, o resultado é certo, afirmam os dois: uma menor renda per capita. “Tem um impacto direto”, observa Duque. Mesmo que aumente a produtividade das horas trabalhadas que restam, “a compensação não vai ser de 100%”.

    Pessôa, que também é colunista da Folha, observa que uma parte da diferença de renda per capita entre o Brasil e países asiáticos, como Coreia e Taiwan, se deve não só à produtividade, mas à quantidade de horas trabalhadas. No seu levantamento, Duque descobriu que os homens coreanos trabalham 5 horas e 18 minutos a mais do que seria esperado dada a sua produtividade, enquanto os brasileiros homens trabalham meia hora a menos. Uma diferença de quase 6 horas por semana. No caso das mulheres, a diferença é de 11 horas semanais.

    “Se a gente trabalha 25% a menos, mesmo que a produtividade por hora seja a mesma, nosso PIB per capita vai ser 25% menor”, resume Pessôa.

    O economista considera que faz sentido ter esse impacto em mente no momento em que se discute o fim da escala 6×1. “A gente está discutindo uma lei de redução da jornada porque quem trabalha 44 horas gostaria de trabalhar menos. Essas pessoas vão trabalhar menos e vai reduzir a jornada média. A medida não vai ser inócua. E a justificativa para poder reduzir as horas de trabalho é que supostamente já se trabalha muito. Bom, agora a gente está vendo que, na média, a gente não trabalha tanto.”

    Brasileiro trabalha menos que a média mundial, aponta pesquisa

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  • Uso de dados alternativos abre caminho de crédito para endividados

    Uso de dados alternativos abre caminho de crédito para endividados

    Criado na Califórnia, nos Estados Unidos, o score comportamental veio da percepção de que consumidores sem acesso a crédito tradicional tinham de ser analisados de outra forma.

    ALEX SABINO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Todo final de tarde, Edilaine Santos da Silva, 33, soma as vendas. Ela tem um objetivo claro.
    “Crédito é o que mais preciso para o meu negócio. Sempre faço isso para provar que estou me esforçando em controlar meu dinheiro”, afirma.

    Com bolo na mão, ela desce correndo a estreita escada do apartamento e percorre a viela onde mora, em Paraisópolis, o maior bairro favelizado em São Paulo. A região na zona sul da capital é casa de 58,2 mil pessoas, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022.

    A dívida de Edilaine está em cerca de R$ 10 mil. Pelos métodos tradicionais, seria impossível para ela conseguir crédito para a “Delícias da Edi”, como chama seu comércio. A aposta está em instituições que concedem dinheiro no chamado score comportamental ou social.

    Criado na Califórnia, nos Estados Unidos, o score comportamental veio da percepção de que consumidores sem acesso a crédito tradicional tinham de ser analisados de outra forma. O método rastreia hábitos financeiros e analisa hábitos pessoais do interessado em obter empréstimo.

    “É muito injusto, em um país como o nosso, a gente avaliar empréstimo olhando pelo retrovisor e vendo apenas quem pagou e quem não pagou alguma conta. O que importa é como eu me comporto com o dinheiro, qual é a minha relação com ele e se naquele momento estou comprometido com as minhas finanças”, diz Paula Esteves, 44, fundadora do Instituto WorkLover, dedicada a não deixar que MEIs (microempreeendores individuais) e microempresas fechem.

    A receita ensinada por Paula é a necessidade de separar a entrada de dinheiro pessoal e da empresa. Segundo ela, a mistura entre as duas coisas e a perda do controle representam uma das principais causas da desistência de empreendedores.

    Voltado a moradores de comunidades, o G10 Bank, da ONG G10 Favelas, tenta encontrar maneiras de impulsionar o comércio em Paraisópolis. Um dos métodos é a concessão de crédito fora do histórico financeiro tradicional. Depoimentos de pessoas influentes na comunidade, por exemplo, servem como validadores de pedidos de empréstimo.

    “Nós criamos uma espécie de comitê de crédito. É organizado por meio de um movimento chamado ‘presidente de rua’. São líderes que cuidam de grupos de 50 famílias, e esses líderes nos ajudam a tomar a decisão para que o crédito seja concedido ou não”, afirma Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas.

    “É algo que vai além do Serasa. É uma avaliação de participação comunitária, da nota dos filhos [na escola], do envolvimento na comunidade. Diversos fatores geram pontuação para a concessão de crédito ao morador”, completa.

    Uma das portas de acesso é o programa Donas de Si, para mulheres empreendedoras de Paraisópolis. A iniciativa é comandada por Paula Esteves. Ela incentiva que suas pupilas, como Edilaine, por exemplo, usem o aplicativo “Separadin”, criado por sua ONG, para segregar a entrada de receita da empresa e pessoal.

    Tanto Paula quanto Gilson acreditam que programas de score comportamental e social vão crescer porque o método apenas financeiro não é sustentável.

    O número de MEIs inadimplentes em 2024 era de 6,2 milhões. São 40% dos registros ativos no país. O principal motivo é o não pagamento do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que representa INSS, ISS e ICMS.

    De 1,8 milhão de empresas notificadas pela Receita Federal no ano passado, 1,1 milhão eram MEIs. A dívida total delas era de R$ 26,7 bilhões.

    Na pessoa física, o Brasil atingiu um número recorde em abril de 2025, com 70,3 milhões de inadimplentes. Cada negativado devia, em média, R$ 4,7 mil.

    “Como o crédito tradicional não pode refletir plenamente o risco, dados de fontes alternativas têm se tornado cada vez mais importantes para os modelos de avaliação de crédito porque cobrem uma gama maior de variáveis”, diz o chinês Zhongyuan Xu, pesquisador e professor da Universidade Emory, nos Estados Unidos.

    Ele é autor do estudo “Score de crédito usando dados alternativos: uma máquina de aprendizado”, publicado pela Goizueta Business School.

    Outros especialistas defendem também o uso de inteligência artificial que registre mudanças de hábitos financeiros, aplicativos de celular, frequência de recargas, compras feitas em e-commerces e cruzamento de informações entre vendas do comércio e deslocamentos registrados por sistema de localização.

    “Dever ou não dever é o resultado final. O que vale é o desenvolvimento do hábito de estar comprometido com as finanças. Se estou me relacionando bem com o meu dinheiro, vou poder pagar. Se a minha dívida é grande demais, não vou ter nenhuma decisão para tomar. Só vou levar a vida”, finaliza Paula.

    É deste ciclo vicioso que Edilaine pretende sair. Ela já deixou um relacionamento abusivo para viver sozinha com os seis filhos. Sua primeira gravidez veio quando tinha 14 anos e o mais velho está com 18. Seu antigo marido não permitia que ela fizesse cirurgia para impedir gravidez.

    Atualmente, ela vende entre R$ 400 e R$ 500 em bolos por mês na comunidade de Paraisópolis. Uma vez por semana coloca um ponto na avenida Ibirapuera, onde tem uma clientela estabelecida. Vai também à estação de metrô Giovanni Gronchi.

    “Assim eu vou conseguindo meu dinheiro e me mantendo. Quando conseguir crédito, vai ficar muito mais fácil”, acredita.

    Uso de dados alternativos abre caminho de crédito para endividados

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  • Competitividade brasileira não era e não será afetada com tarifas, diz Haddad

    Competitividade brasileira não era e não será afetada com tarifas, diz Haddad

    “Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e no jantar consome produtos brasileiros”, declarou o ministro à imprensa neste sábado (21).

    VICTORIA DAMASCENO
    NOVA DÉLI, ÍNDIA (FOLHAPRESS) – A competitividade do Brasil não será afetada pelas tarifas globais de 10% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    “Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e no jantar consome produtos brasileiros”, declarou o ministro à imprensa neste sábado (21).

    “O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo.”

    As novas tarifas, aplicadas nesta sexta-feira (20) e em vigor a partir do dia 24, foram uma resposta de Trump à decisão da Suprema Corte americana que considerou ilegais, horas antes, as taxas impostas pelo americano no início de 2025. O principal argumento é que o presidente não pode impor tarifas amplas sem autorização explícita do Congresso.

    Segundo o ministro, a instabilidade tarifária complica o cenário, mas o Brasil colhe frutos da ação diplomática. “Obviamente que não queríamos estar passando por isso, mas eu penso que, diante do desafio, o Brasil e a diplomacia brasileira andaram bem”, disse.

    Haddad fez as declarações após evento da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em Nova Déli, na Índia, onde viaja ao lado de empresários e outras autoridades, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma visita de Estado e participação na cúpula de inteligência artificial sediada pelo país.

    As novas tarifas impostas por Trump isentam uma série de produtos, entre eles a carne bovina, o tomate, a laranja e os minerais críticos.

    O vice-presidente Geraldo Alckmin, um dos principais negociadores das questão com os EUA, afirmou na sexta que as novas condições seriam benéficas. Setores como de máquinas e equipamentos, motores, armas, têxteis e calçados eram alvo de tarifa de 40%, fazendo com que a nova alíquota represente redução.

    Competitividade brasileira não era e não será afetada com tarifas, diz Haddad

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  • Brasil e Índia assinam acordo de cooperação para minerais críticos

    Brasil e Índia assinam acordo de cooperação para minerais críticos

    “Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, disse o brasileiro. “Nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global.”

    VICTORIA DAMASCENO
    NOVA DÉLI, ÍNDIA (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinaram neste sábado um acordo de cooperação para minerais críticos e terras raras.

    “Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, disse o brasileiro. “Nossos países estão assegurando o devido espaço para essa tecnologia na agenda climática e energética global.”

    A declaração foi feita na manhã deste sábado (21), no horário de Brasília, ao lado de Modi, em Nova Déli, na Índia, onde o presidente se encontra para uma visita de Estado e para participar da Cúpula de Impacto sobre Inteligência Artificial.

    O acordo era esperado, uma vez que tanto Brasil quanto Índia estão entre os países com as maiores reservas desses tipos de minérios, essenciais para tecnologias voltadas à transição energética, atrás somente da China. Apesar disso, ambos têm mínima capacidade de mineração e processamento, com o Brasil em condições ainda inferiores às da indústria indiana.

    No longo prazo, o acordo pode impactar diversas indústrias, como a de energias renováveis, a de carros elétricos, a da aviação, a militar e a de semicondutores, por exemplo.

    A China detém o monopólio sobre os recursos, uma vez que possui cerca de 70% das reservas mundiais e em torno de 90% da capacidade de processamento, técnica que envolve diversas etapas de alta complexidade.

    O tema voltou ao centro das disputas geopolíticas e comerciais com a decisão de Pequim, em outubro do ano passado, de expandir o controle de exportação sobre qualquer produto que contivesse terras raras chinesas.

    A decisão foi uma retaliação às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ficou em vigor por cerca de um mês. Foi um dos principais motores para o encontro entre o americano e o líder chinês Xi Jinping no mesmo mês.

    Na prática, a medida exigia que itens com os minérios do país asiático precisassem de autorização do regime chinês para serem exportados, independentemente do local de fabricação do produto final.

    Brasil e Índia assinam acordo de cooperação para minerais críticos

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  • Novas tarifas de 10% de Trump entram em vigor dia 24 e isentam carne, laranja e minerais críticos

    Novas tarifas de 10% de Trump entram em vigor dia 24 e isentam carne, laranja e minerais críticos

    Baseado na Seção 122, criada em 1974, o mecanismo autoriza a taxação por “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”. De acordo com o mecanismo, as taxas só podem ser mantidas por 150 dias e, no anúncio, a Casa Branca afirma que elas serão mantidas durante todo esse período.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (20) a aplicação de uma nova tarifa de 10% sobre todos os países após a Suprema Corte do país derrubar as cobranças anteriores. Segundo a Casa Branca, as novas taxas entram em vigor na terça-feira (24).

    Baseado na Seção 122, criada em 1974, o mecanismo autoriza a taxação por “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”. De acordo com o mecanismo, as taxas só podem ser mantidas por 150 dias e, no anúncio, a Casa Branca afirma que elas serão mantidas durante todo esse período.

    O governo americano também disse que ficarão isentos da nova tarifa itens como carne bovina, tomates e laranjas. Também não serão sobretaxados produtos considerados estratégicos ou essenciais, como minerais críticos, energia, fertilizantes, medicamentos, eletrônicos, veículos, produtos aeroespaciais, materiais informativos (como livros), além de bens oriundos do Canadá e do México que estejam em conformidade do acordo USMCA, o tratado comercial entre os três países.

    Estão excluídos ainda produtos já sujeitos a tarifas com base na seção 232, lei que permite que o presidente americano investigue se determinadas importações representam uma ameaça à segurança nacional, e determinados têxteis importados de países da América Central.

    Também nesta sexta, Trump também ordenou que o USTR, escritório do representante comercial norte-americano, amplie investigações com base na Seção 301 contra práticas comerciais consideradas “irracionais ou discriminatórias”.

    O regulamento autoriza o governo dos EUA a retaliar, com medidas tarifárias e não tarifárias, qualquer nação estrangeira que tome práticas vistas como injustificadas e que penalizam o comércio americano.

    O Brasil é investigado desde julho do ano passado por supostas práticas comerciais desleais. O objetivo da investigação é analisar se políticas brasileiras seriam irracionais ou discriminatórias e se oneram ou restringem o comércio dos EUA. Na noite desta sexta, o USTR afirmou que as investigações em curso, incluindo sobre Brasil e China, continuam.

    Também afirmou que pretende abrir novas investigações, mas não detalhou contra quais países, e que os processos terão tramitação acelerada, podendo resultar na imposição de tarifas.

    Na nota divulgada, o órgão critica a ação da Suprema Corte e diz que a IEEPA, medida em que Trump se baseou para aplicar tarifas pelo mundo, foi essencial para o combate das crises do fentanil, da imigração e do déficit comercial.

    Novas tarifas de 10% de Trump entram em vigor dia 24 e isentam carne, laranja e minerais críticos

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