Categoria: ECONOMIA

  • STF reafirma correção do FGTS pelo IPCA e veta pagamento retroativo

    STF reafirma correção do FGTS pelo IPCA e veta pagamento retroativo

    O plenário confirmou entendimento de 2024, quando os ministros vetaram a correção das contas do FGTS pela Taxa Referencial (TR), que sempre foi utilizada para corrigir os depósitos e que tem valor próximo de zero

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reafirmar que as contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ser corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no país.

    A decisão foi tomada em sessão do plenário virtual da Corte e publicada na última segunda-feira (16). 

    O plenário confirmou entendimento de 2024, quando os ministros vetaram a correção das contas do FGTS pela Taxa Referencial (TR), que sempre foi utilizada para corrigir os depósitos e que tem valor próximo de zero.

     

    Além disso, também ficou mantida a parte da decisão que validou a correção pelo IPCA somente a novos depósitos e proibiu a correção para valores retroativos que estavam depositados nas contas em junho de 2024, quando a Corte reconheceu o direito dos correntistas à correção pelo índice de inflação.

    A Corte julgou um recurso de um correntista contra decisão da Justiça Federal da Paraíba que não reconheceu a correção retroativa do saldo pelo IPCA. 

    Correção

    Pela deliberação dos ministros, fica mantido o atual cálculo que determina a correção com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. A soma deve garantir a correção pelo IPCA. 

    Contudo, se o cálculo atual não alcançar o IPCA, caberá ao Conselho Curador do FGTS estabelecer a forma de compensação. 

    Durante a tramitação do processo, a proposta de cálculo foi sugerida ao STF pela Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo federal, após conciliação com centrais sindicais durante a tramitação do processo.

    O caso começou a ser julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada em 2014 pelo partido Solidariedade. A legenda sustentou que a correção pela TR, com rendimento próximo de zero, por ano, não remunera adequadamente os correntistas, perdendo para a inflação real.

    FGTS

    Criado em 1966 para substituir a garantia de estabilidade no emprego, o fundo funciona como uma poupança compulsória e proteção financeira contra o desemprego. No caso de dispensa sem justa causa, o empregado recebe o saldo do FGTS, mais multa de 40% sobre o montante.

    Após a entrada da ação no STF, leis começaram a vigorar, e as contas passaram a ser corrigidas com juros de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção pela TR. No entanto, a correção continuou abaixo da inflação. 

    STF reafirma correção do FGTS pelo IPCA e veta pagamento retroativo

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  • Calendário do INSS de fevereiro: veja quando seu benefício será pago

    Calendário do INSS de fevereiro: veja quando seu benefício será pago

    Pagamentos começam em 23 de fevereiro para quem recebe até um salário mínimo e seguem até 6 de março. Datas variam conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito após o hífen. Consulte o calendário e organize suas finanças

    O Instituto Nacional do Seguro Social divulgou o calendário de pagamentos dos benefícios previdenciários referentes a fevereiro de 2026. Como ocorre todos os meses, os depósitos serão realizados de forma escalonada, conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito após o hífen.

    Os pagamentos são divididos em dois grupos: segurados que recebem até um salário mínimo e aqueles que ganham acima desse valor.

    Para quem recebe até um salário mínimo, os créditos começam no dia 23 de fevereiro e seguem até 6 de março. Já os beneficiários com renda superior ao piso nacional terão os valores depositados entre 2 e 6 de março.

    Confira as datas:

    Benefícios de até um salário mínimo
    Final 1 – 23/02
    Final 2 – 24/02
    Final 3 – 25/02
    Final 4 – 26/02
    Final 5 – 27/02
    Final 6 – 02/03
    Final 7 – 03/03
    Final 8 – 04/03
    Final 9 – 05/03
    Final 0 – 06/03

    Benefícios acima de um salário mínimo
    Finais 1 e 6 – 02/03
    Finais 2 e 7 – 03/03
    Finais 3 e 8 – 04/03
    Finais 4 e 9 – 05/03
    Finais 5 e 0 – 06/03

    O escalonamento é adotado para evitar sobrecarga no sistema bancário e distribuir melhor o fluxo de saques ao longo dos dias. Para saber a data exata do depósito, o segurado deve verificar o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito após o traço.

    Informações detalhadas sobre valores e extratos podem ser consultadas no aplicativo Meu INSS, disponível para celular, ou pelo site gov.br. Em caso de dúvidas, a central telefônica 135 atende de segunda a sábado.

    Com o calendário em mãos, aposentados, pensionistas e demais beneficiários podem se planejar com antecedência e organizar as despesas do mês.

    Calendário do INSS de fevereiro: veja quando seu benefício será pago

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  • Atividade econômica brasileira cresce 2,5% em 2025

    Atividade econômica brasileira cresce 2,5% em 2025

    O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 2,5% no ano passado em relação ao período anterior; em dezembro do ano passado, indicador recuou 0,2%

    A atividade econômica brasileira apresentou crescimento em 2025, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 2,5% no ano passado em relação ao período anterior.

    As altas foram de 13,1% na agropecuária, 1,5% na indústria e 2,1% em serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária subiu 1,8% no ano.

    Já em dezembro de 2025, o IBC-Br recuou 0,2% em relação a novembro, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 3,1%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. 

    No trimestre encerrado em dezembro ante o trimestre terminado em setembro de 2025, o índice apresentou alta de 0,4%.

    O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos. Ele ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 15% ao ano.

    Inflação

    A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

    Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

    Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,44% em 2025, dentro do intervalo de tolerância da meta.

    O recuo da inflação para a meta e esses indicadores, como o IBC-Br, que mostram a moderação no crescimento interno, levaram à manutenção da Selic pela quinta vez seguida, na última reunião do Copom, no fim de janeiro.

    Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na próxima reunião, em março, mas não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.

    Segundo a autarquia, a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, operando acima do seu potencial de expansão sem pressionar a inflação. Ainda assim, a manutenção dos juros em níveis restritivos se deve à resiliência de alguns fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho.

    A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio de 2024, a taxa começou a ser elevada novamente em setembro daquele ano. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho de 2025, sendo mantida nesse nível desde então.

    Produto Interno Bruto

    Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

    O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.

    Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

    Atividade econômica brasileira cresce 2,5% em 2025

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  • Governo autoriza 487 contratações temporárias para Aeronáutica

    Governo autoriza 487 contratações temporárias para Aeronáutica

    As 489 vagas disponíveis contemplam funções técnicas, administrativas e operacionais, incluindo engenheiros, contadores, entre outros; portaria estabelece prazo de seis meses para publicação de edital

    O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a Aeronáutica a contratar, por tempo determinado, até 489 profissionais para atender necessidades temporárias.

    A autorização consta na portaria conjunta (MGI/MD nº 7) publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19), assinada pelos ministros da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e da Defesa, José Mucio Monteiro.

    Vagas

    As 489 vagas disponíveis contemplam funções técnicas, administrativas e operacionais, incluindo engenheiros, contadores, técnicos de obras civis, operadores de máquinas, motoristas, mecânicos, profissionais da área de segurança do trabalho, piloto fluvial, entre outras ocupações, descritas no documento. 

    Os aprovados no processo seletivo apoiarão projetos e obras de desenvolvimento de infraestrutura aeroportuária executadas pela Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara).

    Processo simplificado

    A portaria estabelece o prazo de seis meses para publicação do edital de abertura das inscrições, contados a partir da publicação.

    O recrutamento será feito por processo seletivo simplificado, mediante análise do currículo profissional.

    As despesas com as contratações autorizadas serão de responsabilidade do Comando da Aeronáutica, conforme disponibilidade de orçamento próprio. A Aeronáutica também definirá a remuneração das pessoas a serem contratadas.

    Governo autoriza 487 contratações temporárias para Aeronáutica

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  • Inadimplência de aluguel atinge menor nível em oito meses

    Inadimplência de aluguel atinge menor nível em oito meses

    Falta de pagamento do aluguel é maior em imóveis residenciais de até R$ 1.000, em uma virada de movimento observado no ano passado; queda na taxa de inadimplência traz alívio, mas cenário ainda inspira cautela, diz especialista

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A inadimplência de aluguel no Brasil começou 2026 em queda e atingiu, em janeiro, a menor taxa dos últimos oito meses: 3,29%. O índice recuou 0,15 ponto percentual em relação a dezembro (3,44%) e 0,40 ponto frente a novembro (3,69%), segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica.

    No acumulado do ano passado, a média de inadimplência ficou em 3,50%, praticamente estável em relação a 2024 (3,49%).

    Para Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, a queda no início do ano é um sinal positivo. Ele diz, no entanto, que o cenário ainda inspira cautela.

    Segundo Gonçalves, inflação e juros altos seguem no radar e podem impactar diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos.

    De acordo com o levantamento da Superlógica, a inadimplência entre os imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 superou os contratos de alta renda (acima de R$ 13 mil).

    O diretor afirma que “ainda é cedo para cravar uma tendência”. Ele avalia que será preciso acompanhar os próximos meses para entender se esse recuo é um movimento pontual, especialmente porque, no ano passado, a faixa acima dos R$ 13 mil concentrou os maiores níveis de inadimplência.

    As taxas de inadimplência mais baixas foram de imóveis alugados entre R$ 3.000 e R$ 5.000 e entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com taxas de 1,76% e 1,82%, respectivamente.

    No segmento comercial, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 apresentaram a segunda queda consecutiva, com taxa de 7,22% em janeiro, após 8,06% em dezembro.

    Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos caiu pela terceira vez seguida, para 2,15%, após alcançar 2,23% em dezembro. A de casas teve ligeira queda de 3,74% para 3,54%. Nos imóveis comerciais, a taxa recuou de 4,65%, em dezembro, para 4,46%, no último mês.

    O levantamento considerou mais de 600 mil contratos em todo o país e classificou como inadimplentes os boletos com mais de 60 dias de atraso. Os dados são anonimizados.

    NORTE É LÍDER DE INADIMPLÊNCIA

    Em janeiro, a região Norte voltou ao topo do ranking, com uma taxa de 4,03%, enquanto o Nordeste, no topo desde maio de 2025, começou o ano em segundo lugar, com 3,96% -uma queda de 1,27 ponto percentual, ante os 5,23% de dezembro.

    A região Centro-Oeste registrou inadimplência de 3,28%, um recuo de 0,25 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já o Sudeste mostrou leve diminuição de 0,01 ponto percentual em relação a dezembro, encerrando janeiro com a taxa em 3,16%.

    O Sul, com 2,46% de inadimplência, mantém a menor taxa do país.

    Inadimplência de aluguel atinge menor nível em oito meses

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  • Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro

    Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro

    Os preços dos veículos – tanto os novos quanto os usados – ficaram estáveis em janeiro, na comparação com dezembro de 2025; vendas registram o maior volume desde 2008 com alta de 9,2%

    O número de veículos financiados no Brasil cresceu em janeiro, atingindo a marca de 616 mil unidades comercializadas, entre automóveis leves, motos e veículos pesados. Os dados são do levantamento da Trillia, nova linha de negócios de dados da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

    Foi o maior volume registrado para um mês de janeiro desde 2008 e representou alta de 9,2% na comparação com o mesmo período de 2025.

    Entre o total de veículos financiados, o destaque ficou para os seminovos, que tiveram crescimento de 8,8% no período, somando 412 mil unidades. Já os modelos novos somaram 204 mil financiamentos, valor 10,1% superior a janeiro de 2025. 

    Veículos pesados

    Considerando-se apenas o financiamento de automóveis leves, o crescimento foi de 8,7% em janeiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas financiadas de motos subiram 21,9%.

    No entanto, houve queda em relação aos veículos pesados. Nesse caso, as vendas por financiamentos apresentaram queda de 3,2%, puxado pela queda de 25,1% dos modelos zero quilômetro, apesar do avanço de 10,9% nos veículos usados.

    Preços

    Os preços dos veículos – tanto os novos quanto os usados – ficaram estáveis em janeiro, na comparação com dezembro de 2025. Em relação aos usados, houve uma queda média de 0,30% nos preços dos veículos. Entre os veículos novos a variação média também foi pequena, com queda de 0,30% na comparação com dezembro do ano passado. 

    Segundo a B3, a redução dos preços dos veículos novos perdeu força em janeiro, o que mostra um início de ano mais estável para o setor.

    Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro

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  • Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

    Os projetos de lei vetados parcialmente pelo presidente nesta quarta foram aprovados no início do ano legislativo e previam a criação de indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil. Este trecho acabou rejeitado por Lula

    (FOLHAPRESS) – O veto parcial do presidente Lula a projetos de lei que estabelecem reajustes a funcionários da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do TCU (Tribunal de Contas da União) pode acelerar a criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias, afirma o líder do PT, Pedro Uczai (SC).

    “Vamos enfrentar esse tema e vamos regular para todos os poderes da República”, defendeu o petista. “Ao invés de discutir derrubada do veto, vamos construir uma legislação unificada para o Brasil inteiro sobre esse tema”, afirmou ele à Folha.

    O líder da oposição, Cabo Gilberto (PL-PB), aponta que se reunirá na próxima semana com a bancada para definir os próximos passos, mas adiantou que viu o veto de Lula como “natural” e “parte do jogo democrático”. “O que eu defendo é que todos os poderes respeitem o teto”, afirmou.

    Os projetos de lei vetados parcialmente pelo presidente nesta quarta foram aprovados no início do ano legislativo e previam a criação de indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil. Este trecho acabou rejeitado por Lula.

    O presidente também barrou a criação de licença compensatória para servidores comissionados. A proposta daria um dia de folga a cada três trabalhados em períodos como feriados, finais de semana e dias de descanso, e o servidor poderia optar por receber uma indenização ao invés da folga.

    Lula vetou ainda o escalonamento de reajustes para 2027, 2028 e 2029, sob a justificativa de que a Lei de Responsabilidade Fiscal veda a criação de despesas obrigatórias no fim do mandato que não possam ser cumpridas integralmente dentro dele.

    O petista, no entanto, sancionou o reajuste para os servidores da Câmara, do Senado e do TCU para 2026.

    A proposta de regulamentação das verbas idenizatórias precisará ser debatida por conta de uma decisão liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, de suspender o pagamento de penduricalhos (verbas indenizatórias) não previstos em lei, tomada em 5 de fevereiro.

    A decisão concedeu 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem e suspendam pagamentos sem base legal, seja por lei nacional, estadual ou municipal. Além disso, cobrou do Congresso a edição de lei que regulamente, no âmbito nacional, quais verbas indenizatórias poderiam superar o teto.

    Segundo o ministro, enquanto isso não é feito, multiplicam-se no país os chamados penduricalhos, que vão em muitos casos contra a jurisprudência do Supremo sobre o assunto. Ele citou como exemplos “auxílio-peru”, “auxilio-panetone”, “auxílio-saúde” (independentemente da existência ou não de planos de saúde) e “gratificações de acervo processual” (que poderiam premiar quem acumula muitos processos).

    O líder do PSB, Jonas Donizetti (SP), acrescenta que o veto do presidente já estava previsto, em razão da repercussão negativa por causa da aprovação dos projetos e da decisão de Dino do início do mês. Ele afirma que aguardará o julgamento da limitar pelo STF, marcado para dia 25, para definir os rumos.

    Até agora, o assunto não foi tratado pelos líderes partidários com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    No caso da Câmara, uma reunião com os líderes dos partidos foi realizada por Motta na segunda-feira posterior à liminar, dia 9, mas ficou em torno apenas a pauta da semana. O Senado ficou esvaziado, sem sessões deliberativas. A expectativa é de retomada dos trabalhos somente no dia 24, terça-feira.

    A Folha de S. Paulo mostrou que a decisão de Dino já era vista por parlamentares como embasamento a um provável veto de Lula, que se confirmou nesta quarta-feira (18). Apesar disso, eles aguardam o julgamento da liminar pelo plenário do STF, no dia 25, para saber se haverá apoio da maioria dos ministros ou não.

    Líderes ouvidos pela reportagem afirmaram que há mais resistência no Judiciário do que nos outros Poderes em relação ao corte de penduricalhos. Dessa forma, caso o STF referende a decisão de Dino, haverá mais abertura para editar uma lei, como defende Uczai.

    O Congresso já tentou avançar com a regulamentação dos supersalários em diversas ocasiões, a última dentro da reforma administrativa proposta pela Câmara, mas o projeto travou por resistência dos servidores atingidos, geralmente localizados na cúpula do serviço público e com os melhores salários.

    A princípio, a avaliação entre alguns líderes no Congresso era de que um veto de Lula aos projetos poderia desgastar a relação entre Executivo e Legislativo, mas o mal-estar não se confirmou neste primeiro momento, em que os deputados e senadores estão fora de Brasília e até do país por causa do Carnaval.

    O caso repete outro projeto que gerou desgaste entre o presidente e parte da Câmara: quando ele vetou o aumento do número de deputados federais dos atuais 513 para 531 no ano passado. Na época, uma decisão gerou uma crise com Motta, mas uma saída foi estabelecida pelo STF, que manteve a atual composição de vagas da Câmara por Estado, sem redistribuí-las de acordo com o aumento populacional.

    Veto de Lula a supersalários para Congresso e TCU pode acelerar criação de lei para regulamentar verbas indenizatórias

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  • Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

    Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

    O resultado é 10% superior ao do Carnaval do ano passado. Quanto ao público, com mais de 65 milhões de pessoas curtindo as festas em todo o país, o aumento estimado é de 22% na comparação com o mesmo período de 2025

    Os resultados positivos do Carnaval 2026 para o setor de turismo podem ser os maiores da série histórica iniciada há 15 anos.

    Estimativas divulgadas nesta Quarta-feira de Cinzas pelo Ministério do Turismo projetam uma movimentação financeira de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da procura por acomodação, alimentação e lazer durante o Carnaval. A estimativa foi realizada com base em dados da CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e da Fecomércio SP.

    O resultado é 10% superior ao do Carnaval do ano passado. Quanto ao público, com mais de 65 milhões de pessoas curtindo as festas em todo o país, o aumento estimado é de 22% na comparação com o mesmo período de 2025.

    Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o grande movimento durante o Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer a festa acontecer e fortalece as políticas públicas do setor.

    “Cada turista que chega fortalece a economia local. São milhares de famílias que encontram, no turismo, uma fonte digna de renda. O carnaval é um exemplo claro de como o turismo não é apenas lazer. É política pública de desenvolvimento”.

    Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, comenta a tendência de crescimento do setor, o que favorece a geração de emprego e renda.

    “Esse carnaval tem sido uma característica de um grande avanço, tanto nas áreas turísticas litorâneas, quanto também algumas cidades do interior que têm carnaval histórico. E acho que vamos bater todos os recordes em termos que ocupação e demanda de restaurantes nessas praças”.

    José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo da Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, também destaca a movimentação nas principais cidades turísticas.

    “No setor de bares e restaurantes, as primeiras informações são de que o movimento foi ótimo, principalmente nas cidades mais turísticas, que tiveram alta ocupação durante a folia. Mas também a gente teve relatos de empreendimento que ficam fora do circuito e aproveitaram para chamar as famílias e pessoas que queriam um almoço mais tranquilo, e também conseguiram um om faturamento”.

    As cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda são as que mais atraíram turistas durante o Carnaval. São Paulo liderou com público, mais de 16,5 milhões de pessoas e um impacto econômico de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de R$ 5,7 bilhões e ocupação hoteleira atingindo 98%.

    O polo Recife/Olinda reuniu mais de 7,6 milhões, com movimentação superior a R$ 3 bilhões, e o estado de Pernambuco projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões de pessoas curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.

    Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval

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  • Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

    Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

    Mercado avaliou ata do Federal Reserve, que foi divulgada nesta quarta; Vale pressionou Bolsa brasileira após balanço do quarto trimestre

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou esta quarta-feira (18) em alta de 0,25%, a R$ 5,242, com o mercado digerindo a ata da última reunião do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval.

    Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou o pregão em queda de 0,24%, a 186.015 pontos, segundo dados preliminares.

    A Bolsa brasileira foi pressionada pela Vale, cujas ações fecharam o dia em queda de 3,71%. Na última quinta-feira (12), a mineradora divulgou que seu lucro caiu 56% em 2025, para R$ 13,8 bilhões. Segundo a companhia, o resultado reflete aumento de provisões no fim do ano e questões contábeis. No quarto trimestre, a mineradora teve prejuízo de R$ 21 bilhões.

    A ata do Fed mostrou que o colegiado de política monetária do BC americano estava dividido durante a reunião, mas que o consenso acabou sendo de pausar os cortes e retomá-los caso a inflação se mostre suficientemente comportada.

    “Ao considerar as perspectivas para a política monetária, muitos participantes avaliaram que novos ajustes para baixo na faixa-alvo da taxa provavelmente seriam apropriados se a inflação recuasse em linha com suas expectativas”, disse o documento.

    Os índices acionários dos Estados Unidos avançavam na manhã desta quarta, com as ações de tecnologia ampliando os ganhos após um período de fraqueza.

    Wall Street tem sido abalada neste mês por temores de que ferramentas de inteligência artificial em rápida evolução possam desestabilizar modelos de negócios, provocando vendas em setores que vão de software a transporte rodoviário.

    Ações mais amplamente ligadas à IA e grandes empresas de tecnologia também recuaram recentemente, conforme investidores passaram a exigir evidências mais concretas de que os pesados investimentos na tecnologia estão, de fato, impulsionando receitas e lucros.

    “Não vimos realmente uma correção significativa, apenas muita volatilidade diária, o que indica que o mercado está mais em um ponto de inflexão, esperando algum catalisador positivo ou negativo para direcioná-lo”, disse Sam Stovall, estrategista-chefe da CFRA.

    Na sexta, antes do feriado de Carnaval, o dólar avançou 0,57%, cotado a R$ 5,229, e a Bolsa caiu 0,69%, a 186.464 pontos.

    Os investidores repercutiram os dados de inflação dos Estados Unidos medidos pelo CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês).

    “Os mercados operaram mistos na sexta, mas em um tom predominantemente negativo, impulsionado pela reação ao CPI de janeiro nos EUA, que, apesar de benigno, não freou a rotação setorial contra tech e commodities” diz Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    O relatório apontou que os preços ao consumidor subiram 0,2% no mês passado, contra expectativa de 0,3%. Nos 12 meses até janeiro, o CPI teve alta de 2,4%. A desaceleração na taxa de inflação anual, que estava em 2,7% em dezembro, refletiu principalmente a saída do cálculo dos valores mais altos do ano passado.

    Dólar fecha em alta e Ibovespa cai na volta do Carnaval

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  • Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

    Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

    O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo registrou crescimento de 14,09%, com trânsito de 227.484 passageiros

    Os aeroportos do Centro-Oeste receberam mais de 12,5 milhões de passageiros em 2025, 7,5% a mais do que em 2024. O movimento é o maior registrado nos terminais da região em sete anos, segundo dados compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base no Painel de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Em porcentagem, Sinop (MT) liderou o ranking em 2025. O Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo registrou crescimento de 14,09%, com trânsito de 227.484 passageiros. A alta reflete as melhorias implementadas como a requalificação do pavimento da pista de pouso e decolagem e das taxiways (pistas de táxi), segundo a Centro-Oeste Airports, concessionária do terminal.

    As outras quatro cidades com maior movimentação de passageiros aéreos no Centro-Oeste no ano passado foram Brasília, Goiânia (GO), Várzea Grande (MT) e Campo Grande (MS). Na capital federal, o aumento foi de 10,13%, com fluxo de 8.173.860 viajantes no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek.

    Na capital de Goiás, a movimentação no Santa Genoveva cresceu 9,47% com o trânsito de 1.913.579 viajantes. Em Várzea Grande, o Marechal Rondon registrou alta de 7,09% com 1.245.965 passageiros aéreos. Por fim, o Aeroporto de Campo Grande recebeu 3,15% a mais de viajantes, registrando 775.150 passageiros.

    A expectativa do governo é de que a região continue a registrar crescimento consistente nos próximos anos. “É desenvolvimento regional conectado ao crescimento do país. Fortalecer a infraestrutura aérea é mais eficiência logística e competitividade para quem produz. Também representa integração do campo com os mercados nacionais e internacionais”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

    A partir deste ano e até 2027 serão investidos R$ 91 milhões nos aeroportos da região. Os recursos foram anunciados em dezembro pelo Ministério de Portos e Aeroportos e integram a carteira pública de investimentos de aeroportos regionais.

    Aeroportos do Centro-Oeste registram maior movimento de passageiros em 7 anos

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