Categoria: ECONOMIA

  • Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível

    Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível

    Informação é do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin; a medida do Governo Federal busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra dos Estados Unidos e Israel no Oriente Médio

    Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo federal. A informação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (2).

    Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta hoje ou amanhã (3). A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

    De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses.

    Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60, pelas unidades da federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

    Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

    Alckmin reuniu a imprensa para apresentar um balanço da sua gestão à frete do MDIC. Ele vai disputar a reeleição para a Vice-Presidência em outubro, na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, pode seguir na cadeira da Vice-Presidência, mas precisa se desincompatibilizar da função de ministro do Executivo.

    Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível

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  • Toffoli voou em avião de empresa de Vorcaro para ir ao Tayayá, diz jornal

    Toffoli voou em avião de empresa de Vorcaro para ir ao Tayayá, diz jornal

    Dados da Anac indicam 10 voos de jatinho por ministro do Supremo Tribunal Federal em 2025; ministro Dias Toffoli foi procurado para comentar o assunto, mas não respondeu

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli voou num avião da Prime Aviation, que tinha como sócio o banqueiro Daniel Vorcaro, em 4 de julho de 2025. É o que indicam documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea), em reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. Procurados pelo jornal, o ministro e a defesa do banqueiro não se pronunciaram.

    De acordo com o jornal, o ministro entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h naquele dia, conforme consta em registros da Anac. Às 10h10, segundo dados do Decea, um avião da Prime Aviation, com prefixo PR-SAD, decolou para Marília (SP), cidade natal de Toffoli.

    Na mesmo dia, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo foram deslocados para Ribeirão Claro (PR), onde está localizado o resort Tayayá. De acordo com a Corte, o deslocamento ocorreu a pedido do STF para atender a uma autoridade. A cidade onde está o Tayayá fica a 150 quilômetros de Marília.

    Conforme a reportagem, documentos da Anac mostram dez registros de entrada de Toffoli em 2025 no terminal executivo do aeroporto da capital federal, destinado a aviões particulares.

    O cruzamento com os dados do Decea permite identificar o avião que teria sido utilizado pelo ministro em seis ocasiões, uma vez que não há outras decolagens e pousos em horários próximos. Em cinco desses casos, o avião pertencia a empresários.

    A Prime informou que “por questões de confidencialidade dos contratos, e em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, não divulga dados sobre os usuários das aeronaves do seu portfólio, sejam eles cotistas e seus convidados ou clientes de fretamento do serviço de táxi aéreo”.

    Como revelou o Estadão, o pastor da igreja Lagoinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era o único cotista do fundo de investimentos Leal, administrado pela Reag Investimentos – investigada pela Polícia Federal no caso Master. O Leal, por sua vez, é o único cotista do fundo Arleen, usado para comprar a participação da família Toffoli no resort no Paraná.

    Em janeiro, quando o Estadão revelou que Zettel era o cotista do fundo Leal, o pastor afirmou ter deixado o fundo em 2022. Os papéis do próprio Leal e as mensagens com Vorcaro mostram que, na verdade, ele continuou como cotista e manteve aportes no Tayayá por meio do fundo. Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro.

    Toffoli era relator do caso Master no STF. Um dia após vir à tona a existência de um relatório da Polícia Federal com conversas e menções a Toffoli no celular de Vorcaro, o ministro deixou a relatoria do caso Master no Supremo. O inquérito foi redistribuído e agora está nas mãos do ministro André Mendonça.

    Moraes viajou em aeronaves de Vorcaro

    Além de Toffoli, o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, pegaram voos em aeronaves particulares da empresa ligada ao dono do Master.

    A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. Moraes e Viviane pegaram ao menos oito voos entre maio e outubro de 2025. Sete deles foram da empresa Prime Aviation, na qual Vorcaro tinha uma participação societário, e um outro foi em uma aeronave do cunhado dele, Fabiano Zettel.

    O gabinete de Moraes classificou a informação como ilação e afirmou que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”. O escritório de Viviane afirmou em nota que contrata diversos serviços de táxi aéreo e que, entre eles, já foi contratada a empresa Prime Aviation, ligada a Vorcaro. Disse ainda que nem Vorcaro nem seu cunhado estiveram presentes nos voos.

    Toffoli voou em avião de empresa de Vorcaro para ir ao Tayayá, diz jornal

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  • Agências bancárias estarão fechadas nesta Sexta-Feira Santa

    Agências bancárias estarão fechadas nesta Sexta-Feira Santa

    Os boletos de cobrança e contas como água, energia e telefone com vencimento no feriado podem ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil; o próximo dia 21 de abril, uma terça-feira, também é feriado, de Tiradentes

    As agências bancárias de todo o país estarão fechadas para atendimento presencial nesta sexta-feira (3), feriado nacional de celebração da Paixão de Cristo. As compensações bancárias, incluindo as TEDs, não serão efetivadas na data, mas o Pix, que funciona 24 horas todos os dias, poderá ser feito normalmente.

    De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os boletos de cobrança e contas como água, energia e telefone com vencimento no feriado podem ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil.

    Já o pagamento de tributos e impostos que vencem nesta sexta deve ser antecipado, para evitar a cobrança de juros e multas. Nesta quinta-feira (2), os bancos têm expediente normal.Sites e aplicativos de bancos e caixas eletrônicos também podem ser usados para pagamento de contas e transferências, entre outros serviços. Banco por telefone e correspondente também estão entre as alternativas de atendimento.

    A Febraban já lembra que o próximo dia 21 de abril, uma terça-feira, também é feriado, de Tiradentes. Da mesma forma, as agências estarão fechada para atendimento ao público neste dia.

    Na segunda-feira, dia 20, o expediente bancário segue normalmente nas localidades onde não há feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

    Agências bancárias estarão fechadas nesta Sexta-Feira Santa

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  • Lula defende o Pix após críticas em relatório comercial dos EUA

    Lula defende o Pix após críticas em relatório comercial dos EUA

    Presidente Lula afirmou em Salvador que o sistema do BC deve ser aprimorado

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira (2), críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros.

    “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).

    De acordo com o relatório anual do comércio estadunidense, as empresas daquele país temem que Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema do Pix, em detrimentos de outros sistemas de pagamentos. 

    “O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.Investigação

    No ano passado, o país governado por Donal Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. Um dos motivos especulados para a medida é de que o BC teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.

    Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. A defesa brasileira destacou que a administração pelo BC garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos e que outros bancos centrais, inclusive o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) testam ferramentas parecidas.

    O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018.

    O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, dos Estados Unidos, foi divulgado no último dia 31 de março e trata sobre questões de diversos países que podem significar “barreiras” ao comércio exterior dos Estados Unidos.

    Sobre o Brasil, o documento ainda aborda temas como mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira, as leis trabalhistas brasileiras, legislações sobre plataformas digitais, a Lei Geral de Proteção de Dados, taxa de uso de rede e satélites.

    VLT de Salvador

    Lula participou hoje de entregas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de mobilidade urbana em Salvador, na Bahia, e visitou obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da capital baiana. Um trecho do transporte público já funciona em testes operacionais.

    O projeto do VLT concentra R$ 1,1 bilhão de investimentos do governo federal. Também foram autorizados editais e estudos já para a ampliação do sistema sobre trilhos.

    O evento também foi o último ato como ministro do chefe da Casa Civil, Rui Costa, que deixa o cargo nesta quinta-feira. Ele deve disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições e, para isso, precisa se desincompatibilizar da função no Executivo. A secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o posto.

    Lula defende o Pix após críticas em relatório comercial dos EUA

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  • Governo Trump diz que PIX cria 'desvantagem' para empresas dos EUA

    Governo Trump diz que PIX cria 'desvantagem' para empresas dos EUA

    Relatório anual do comércio norte americano ressalta que empresas dos EUA temem que Banco Central do Brasil dê tratamento preferencial ao sistema do PIX, plataformas digitais também tiveram atenção

    Nesta quinta-feira (2), foi divulgado o relatório anual do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), onde é apontado que o Pix do Brasil e as propostas de regulação de plataformas digitais estão entre as principais barreiras aos interesses comerciais americanos.

    De acordo com o ‘Estadão’, no caso do Pix, o documento afirma que o Banco Central do Brasil “criou, detém, opera e regula” o sistema de pagamentos instantâneos, levantando preocupações de que haja tratamento preferencial à plataforma pública em detrimento de provedores estrangeiros de serviços financeiros, como cartões de crédito.

    O USTR também critica o projeto de lei que amplia os poderes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre mercados digitais. A proposta cria regras mais duras para grandes plataformas, que poderão ser enquadradas como empresas de “relevância sistêmica” e passar a cumprir exigências antecipadas, como limitações a certas práticas comerciais e obrigações de interoperabilidade. Na avaliação americana, essas medidas podem afetar de forma desproporcional empresas dos EUA, com risco de multas de até 20% do faturamento global.

    Ainda segundo a publicação, o relatório reforça ainda críticas recorrentes a entraves estruturais, como a lentidão no registro de patentes, fragilidades na proteção à propriedade intelectual, tarifas sobre etanol, restrições sanitárias à carne suína dos EUA e exigências de conteúdo local no setor audiovisual.

    No campo tarifário, o USTR classifica como elevadas as alíquotas brasileiras, com médias de 12,5% para bens industriais e 9% para agrícolas, além de apontar divergências entre tarifas consolidadas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e as efetivamente aplicadas.

    As conclusões integram a investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação comercial americana, que pode embasar a adoção de tarifas adicionais contra produtos brasileiros nos próximos meses.

    Governo Trump diz que PIX cria 'desvantagem' para empresas dos EUA

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  • Air France-KLM submete oferta inicial por fatia minoritária na TAP

    Air France-KLM submete oferta inicial por fatia minoritária na TAP

    Proposta inicial busca fatia minoritária na companhia portuguesa dentro do processo de privatização. Empresa vê potencial em Lisboa como hub e aposta em ampliar conexões no país, enquanto governo avalia ofertas de parceiros do setor aéreo

    A Air France-KLM, uma das maiores empresas aéreas da Europa, submeteu uma oferta inicial por uma fatia minoritária na TAP Air Portugal.

    A oferta não vinculante foi apresentada nesta quinta-feira, 2, antes do prazo final estipulado pelo governo português para o fim do dia.

    Portugal relançou, em julho, a privatização da TAP, com o objetivo de vender uma participação de 44,9% a um parceiro estratégico do setor aéreo, com outros 5% destinados a funcionários da companhia.

    “A TAP se encaixa naturalmente na estratégia multi-hub da Air France-KLM, e nossa ambição é fortalecer as operações em Lisboa, ao mesmo tempo em que desenvolvemos a conectividade em outras cidades do país, incluindo o Porto”, afirmou o CEO da Air France-KLM, Benjamin Smith, em comunicado.

    Por volta das 8h50 (de Brasília), a ação da Air France-KLM caía 0,50% na Bolsa de Paris.

    Air France-KLM submete oferta inicial por fatia minoritária na TAP

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  • Durigan reconhece problemas nos Correios e afirma que o governo busca corrigi-los

    Durigan reconhece problemas nos Correios e afirma que o governo busca corrigi-los

    Durigan afirma que governo quer melhorar a gestão dos Correios sem falar em privatização neste momento e aposta em eficiência e parcerias. Ele também propõe simplificar a declaração do IR, com dados já preenchidos para os contribuintes

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que ele e seu antecessor, Fernando Haddad, reconheceram falhas de gestão nos Correios e que o governo já atua para corrigir os problemas.

    “É uma estatal ligada ao Ministério das Comunicações, mas, quando precisou de ajuda, nós participamos, conversamos com instituições financeiras para viabilizar empréstimos. Agora que há aval do Tesouro e crédito com taxas razoáveis, vamos exigir medidas para regularizar a empresa”, disse Durigan, em entrevista à GloboNews exibida na noite de quarta-feira, 1º.

    O ministro afirmou que, neste momento, não considera necessária a privatização da estatal, mas citou outras alternativas. “Não é preciso falar inicialmente em privatização, mas podemos discutir joint ventures com empresas privadas, separar cadeias logísticas e promover melhorias na operação. Isso pode resultar em vendas e maior eficiência, o que vejo com bons olhos.”

    Durigan também defendeu a adaptação da empresa às mudanças do mercado. “Do lado do Ministério da Fazenda, estamos exigindo eficiência e mudança de paradigma. É preciso enxugar a máquina, digitalizar processos e ganhar produtividade.”

    Declaração de Imposto de Renda

    O ministro também comentou o pedido feito à Receita Federal para automatizar o sistema de declaração do Imposto de Renda.

    Segundo ele, a medida faz parte de um esforço para reduzir a burocracia. “Defendo um Estado presente, mas menos burocrático. Essa é uma diretriz que vou seguir enquanto estiver no ministério.”

    Durigan afirmou ainda que a orientação é simplificar ao máximo o processo. “O sistema bancário e as obrigações das empresas já são digitais. Precisamos avançar para que as pessoas recebam a declaração praticamente pronta e apenas confirmem as informações. O trabalho de preencher a declaração precisa ser reduzido.”

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    Durigan reconhece problemas nos Correios e afirma que o governo busca corrigi-los

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  • Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

    Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

    Plano será revisto para ampliar produção e reduzir impacto das oscilações internacionais no preço do combustível. Estatal busca atender toda a demanda interna e reforçar segurança energética do país diante da instabilidade no mercado global

    A Petrobras anunciou que vai revisar seu plano estratégico para garantir que o Brasil se torne autossuficiente em diesel nos próximos cinco anos. A decisão ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional provocada pela guerra no Irã.

    O anúncio foi feito pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante um seminário. Segundo ela, o objetivo é reduzir a dependência de importações, que hoje representam cerca de 30% do consumo nacional.

    O plano atual prevê um aumento de aproximadamente 300 mil barris por dia na produção ao longo dos próximos anos, o que atenderia cerca de 80% da demanda interna. Agora, a companhia quer ir além.

    “Estamos revendo esse plano para avaliar se podemos chegar a cobrir toda a demanda em cinco anos”, afirmou Chambriard, destacando a importância do diesel para o transporte de cargas e para o agronegócio no país.

    Nas últimas semanas, o preço do diesel subiu cerca de 20% no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, reflexo direto das tensões no Oriente Médio.

    Para atingir a autossuficiência, a Petrobras planeja ampliar a capacidade de suas refinarias. Entre as principais ações estão a expansão da Refinaria Abreu e Lima e o aumento da produção na Refinaria Duque de Caxias, por meio da integração com o Complexo de Energias Boaventura.

    A empresa também está ajustando suas unidades para priorizar a produção de diesel em relação a outros derivados e não descarta a compra de refinarias privadas, caso surjam oportunidades estratégicas.

    A revisão do plano começa a ser discutida em maio, com a versão final prevista para novembro.

    Segundo Chambriard, alcançar a autossuficiência vai reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado externo e garantir mais estabilidade no abastecimento de energia.
     

     
     

    Petrobras quer zerar dependência de diesel importado em até 5 anos

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  • Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

    Aumento anunciado pela Petrobras pressiona custos das companhias aéreas e pode impactar rotas e preços de passagens. Entidade do setor alerta para efeitos da guerra no Oriente Médio e defende medidas para reduzir a volatilidade do combustível

    A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou que a alta no preço do querosene de aviação, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, deve trazer “sérias consequências” para o setor no Brasil.

    Na quarta-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do combustível para abril. Para reduzir o impacto imediato, a empresa ofereceu condições especiais às companhias aéreas: um reajuste inicial de 18% já na próxima semana, com o restante sendo pago em seis parcelas mensais a partir de julho.

    Em nota, a Abear destacou que os preços dos combustíveis no Brasil seguem as variações do mercado internacional, mesmo com cerca de 80% do querosene sendo produzido no próprio país.

    Segundo a entidade, o aumento “tem consequências graves para a abertura de novas rotas e a prestação de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”.

    A associação também defendeu a criação de “mecanismos permanentes” para reduzir a volatilidade dos preços do querosene no Brasil.

    No cenário internacional, o preço do petróleo voltou a subir após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu intensificar ações militares contra o Irã nas próximas semanas.

    O barril do petróleo Brent, referência global, subiu cerca de 5%, ultrapassando os 106 dólares. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou mais de 4%, chegando a mais de 104 dólares.

    Em resposta à ofensiva militar iniciada por Estados Unidos e Israel, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural comercializados no mundo.

     

    Alta do querosene preocupa setor aéreo e pode afetar voos no Brasil

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  • Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual; reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento

    A Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 70,2 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo lucro de R$ 5,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Apesar do desempenho mais fraco na base anual, a varejista avançou na recuperação ao longo de 2025 e reduziu o prejuízo líquido em 81%, para R$ 59,9 milhões, ante perda de R$ 315,8 milhões em 2024, em meio a ganhos operacionais.

    O movimento foi sustentado pela evolução do resultado operacional. O Ebitda cresceu 198,6% em 2025, para R$ 366,8 milhões, com expansão de 15,9 pontos porcentuais na margem, enquanto a receita líquida avançou 6,5%, para R$ 1,48 bilhão.

    Segundo o presidente da Marisa, Edson Garcia, a melhora reflete os ganhos operacionais ao longo do ano. “A combinação de crescimento de receita, redução de despesas e expansão de margem resulta em um Ebitda mais robusto”, afirmou.

    No último trimestre do ano passado, porém, houve deterioração dos indicadores. O Ebitda recuou 44%, para R$ 67 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 458 milhões no período, queda de 2,2% na base anual, em meio à estratégia de priorizar a rentabilidade.

    A companhia segue em um processo de recuperação gradual. “Foi um trabalho de turnaround que começou lá atrás. Colocamos o trem no trilho e agora é manter disciplina e consistência”, destaca o CEO.

    Foco na rentabilidade

    O reposicionamento da companhia também está focado na cliente de menor renda e ajustes na estratégia de preços e sortimento. Segundo Garcia, a empresa passou por uma fase de reestruturação em 2024 e de estabilização em 2025, com foco agora na rentabilização.

    A companhia também tem avançado na expansão de categorias, com destaque para o segmento infantil, cujas vendas cresceram 53% em 2025 e passaram a representar cerca de 15% da receita, ganhando relevância na estratégia e ajudando a atrair um público feminino mais jovem.

    A dívida líquida da Marisa encerrou 2025 em R$ 277,3 milhões, acima dos R$ 29,7 milhões registrados um ano antes, refletindo a captação de recursos para financiar iniciativas estratégicas. Apesar do aumento, a alavancagem permaneceu em nível considerado confortável, em 0,8 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda.

    Os investimentos (capex) somaram R$ 18,9 milhões em 2025, com foco em tecnologia, modernização de lojas e eficiência operacional. Os aportes priorizaram melhorias em sistemas, integração da cadeia de suprimentos e iniciativas voltadas à experiência do cliente.

    Marisa registra prejuízo de R$ 70,2 milhões no 4º trimestre

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