Categoria: ECONOMIA

  • Cartão de crédito: veja como controlar gastos e evitar dívidas

    Cartão de crédito: veja como controlar gastos e evitar dívidas

    Acompanhar a fatura, limitar parcelamentos e evitar o pagamento mínimo estão entre as principais medidas para usar o cartão sem comprometer o orçamento. Aplicativos bancários também ajudam no controle das despesas do dia a dia

    O cartão de crédito pode facilitar pagamentos, ajudar na organização financeira e oferecer benefícios como cashback e programas de pontos. Mas o uso sem controle também pode virar uma fonte de dívidas, principalmente por causa dos juros altos do crédito rotativo.

    Para evitar problemas, o primeiro passo é entender quanto entra e quanto sai do orçamento todos os meses. Ter clareza sobre despesas fixas, gastos variáveis e parcelas já assumidas ajuda a definir um valor seguro para usar no cartão.

    Aplicativos bancários e planilhas financeiras também podem ajudar no acompanhamento dos gastos e evitar surpresas na fatura.

    Outro cuidado importante é não considerar o limite liberado pelo banco como dinheiro disponível. O ideal é estabelecer um teto pessoal para os gastos mensais, compatível com a renda e com os compromissos financeiros já existentes.

    Também é recomendável evitar o pagamento mínimo da fatura. Quando isso acontece, o valor restante entra no crédito rotativo, modalidade que possui alguns dos juros mais altos do mercado. Para manter as contas em ordem, a orientação é pagar o valor total até a data de vencimento.

    Alguns hábitos simples ajudam no controle financeiro:

    • acompanhar os gastos pelo aplicativo do banco;
    • consultar a fatura regularmente;
    • ativar notificações de compras em tempo real;
    • programar débito automático;
    • escolher uma data de vencimento próxima ao recebimento do salário;
    • monitorar cobranças indevidas ou suspeitas.

    O parcelamento de compras também exige atenção. Apesar de ajudar em aquisições de maior valor, o excesso de parcelas pode comprometer o orçamento dos meses seguintes sem que a pessoa perceba.

    Antes de dividir uma compra, vale avaliar se ela é realmente necessária, quantas parcelas já estão em andamento e se o valor continuará cabendo no orçamento futuramente.

    Concentrar os gastos em um único cartão também costuma facilitar a organização financeira. Além de reduzir o risco de esquecer vencimentos, isso ajuda no acompanhamento da fatura e no controle do consumo mensal.

    Usado com planejamento e acompanhamento frequente, o cartão de crédito pode funcionar como uma ferramenta de organização financeira sem comprometer o orçamento.
     
     O parcelamento também exige atenção. Embora possa ser útil em compras de maior valor, o acúmulo de parcelas reduz a renda disponível nos meses seguintes e pode comprometer o orçamento sem que o consumidor perceba.

    Antes de parcelar, vale avaliar se a compra é realmente necessária, quantas parcelas já estão em andamento e se o valor continuará cabendo no orçamento futuramente.

    Outra orientação comum é concentrar os gastos em um único cartão. Segundo especialistas, usar muitos cartões dificulta o controle financeiro, aumenta o risco de atrasos e favorece compras impulsivas.

    Além de facilitar o acompanhamento da fatura, concentrar despesas em apenas um cartão também pode melhorar o acúmulo de pontos e cashback.

    Manter a disciplina e monitorar os gastos frequentemente são as principais formas de usar o cartão de crédito de maneira saudável e evitar o endividamento.
     
     

     

    Cartão de crédito: veja como controlar gastos e evitar dívidas

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  • Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

    Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

    Na abertura do pregão, às 19h deste domingo (24), o barril do tipo Brent -referência mundial- estava sendo negociado a US$ 99, queda de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira (22)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo abriu a semana em queda com o mercado internacional repercutindo um possível acordo entre o Irã e os Estados Unidos para o fim da guerra.

    Na abertura do pregão, às 19h deste domingo (24), o barril do tipo Brent -referência mundial- estava sendo negociado a US$ 99, queda de 5% em relação ao fechamento do mercado na sexta-feira (22).

    O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, abriu a semana cotado em US$ 92, valor 5% inferior ao do encerramento do mercado na sexta.

    Ambos os contratos de petróleo atingiram o menor nível desde 7 de maio.

    Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo com o Irã não fosse “alcançado, certificado e assinado”.

    “As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes que não se precipitassem porque o tempo está ao nosso lado. O bloqueio continuará em força e efeito total até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.

    Segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, um possível acordo para o fim da guerra levaria o número de navios autorizados a transitar pelo estreito de Hormuz a normalizar em 30 dias.

    O bloqueio naval deve ser completamente suspenso em 30 dias, de acordo com um memorando de entendimento, disse a Tasnim, acrescentando que parte dos fundos congelados do Irã deve ser liberada na primeira fase.

    No sábado (23), Trump disse que o acordo com o país persa estava nos detalhes finais. A declaração deste domingo parece contradizer o sinal de avanço do dia anterior, mas a leitura no mercado internacional de petróleo indica otimismo com a normalização de Hormuz.

    De acordo com agências de notícias do Omã, autoridades do país e do Irã se reuniram neste domingo para discutir princípios para uma governança da liberdade de navegação em Hormuz.

    O país da península arábica foi um dos menos atingidos por ataques retaliatórios iranianos, que miraram em particular outros países árabes da região com forte presença americana em bases militares, como Qatar e Emirados Árabes Unidos.

    O analista da MST Marquee Saul Kavonic disse que, apesar de todas as ressalvas e riscos que ainda cercam o acordo de paz, agora há alguma luz no fim do túnel, o que deve trazer um alívio de curto prazo para os preços do petróleo.

    No entanto, analistas esperam que sejam necessários meses para que os fluxos de petróleo pelo estreito voltem ao normal e para que instalações danificadas sejam reparadas.

    Petróleo abre a semana abaixo de US$ 100 diante de possível acordo entre Irã e EUA

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  • Fux acompanha Mendonça e vota para manter pai e primo de Vorcaro presos

    Fux acompanha Mendonça e vota para manter pai e primo de Vorcaro presos

    O ministro antecipou o voto e acompanhou o relator, André Mendonça, neste sábado (23). O julgamento começou na sexta-feira (22), mas foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes, que terá 90 dias para analisar o caso.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Luiz Fux votou pela manutenção da prisão do pai e do primo do banqueiro Daniel Vorcaro, detidos pela Operação Compliance Zero. Segundo a PF, Henrique Moura Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro teriam continuado com supostas atividades ilícitas mesmo após prisão do dono do Banco Master.

    O ministro antecipou o voto e acompanhou o relator, André Mendonça, neste sábado (23). O julgamento começou na sexta-feira (22), mas foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes, que terá 90 dias para analisar o caso.

    A petição está em análise em plenário virtual pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). Os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques também integram o colegiado.

    Toffoli, entretanto, não deve votar, porque se afastou da relatoria do caso Master após serem reveladas conexões entre ele, o resort Tayayá e o banco de Vorcaro. Ele também já declarou suspeição “por motivo de foro íntimo” e não votou na análise da prisão de Daniel Vorcaro e em um pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as fraudes.

    Em seu voto, Mendonça diz que há fortes indícios de que o empresário Felipe Vorcaro, preso em 7 de maio, assumiu o esquema após a prisão do primo, Daniel Vorcaro. A defesa nega.

    O magistrado cita, por exemplo, que foram criadas estruturas societárias e feitas operações financeiras consideradas suspeitas mesmo depois da deflagração de outras fases da Compliance Zero. Ele diz que a prisão preventiva visa “resguardar a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e preservar a higidez da persecução penal”.

    Já Henrique Vorcaro, preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, em 14 de maio, está sendo investigado por participar do grupo conhecido como “A Turma”, que seria usado pelo dono do Master para ameaçar adversários. As ações também teriam continuado após a prisão de Daniel Vorcaro, o que, segundo Mendonça, justifica a manutenção da preventiva.

    A defesa afirma, em nota, que a prisão “se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”.

    Mendonça declarou que a suposta organização criminosa tem “altíssima capacidade de reorganização” e mostrou persistência em continuar com as atividades investigadas. “Torna além de plausível, efetivamente provável que, se mantido em liberdade, os investigados sigam cometendo novos ilícitos”, diz.

    Fux acompanha Mendonça e vota para manter pai e primo de Vorcaro presos

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  • Número de brasileiros repatriados da União Europeia quase dobra em 2025

    Número de brasileiros repatriados da União Europeia quase dobra em 2025

    Segundo o Eurostat, instituto de estatísticas da UE, o Brasil ficou entre os 15 primeiros países tanto na categoria dos que tiveram cidadãos impedidos de entrar no bloco quanto no grupo dos que foram repatriados. Em um ano, o número de brasileiros repatriados quase dobrou. Os dados foram divulgados no início de maio.

    MICHELE OLIVEIRA
    MILÃO, ITÁLIA (FOLHAPRESS) – Os números de brasileiros que foram barrados nas fronteiras externas da União Europeia, que receberam notificações para deixar um país em que viviam de forma irregular no bloco e que acabaram repatriados aumentaram em 2025.

    Segundo o Eurostat, instituto de estatísticas da UE, o Brasil ficou entre os 15 primeiros países tanto na categoria dos que tiveram cidadãos impedidos de entrar no bloco quanto no grupo dos que foram repatriados. Em um ano, o número de brasileiros repatriados quase dobrou. Os dados foram divulgados no início de maio.

    O aumento de brasileiros repatriados para fora da UE coloca o Brasil na 13ª posição entre cerca de 170 nacionalidades. Eles somaram 3.050 no ano passado, uma alta de 94% em comparação a 2024.

    No total, 132,6 mil estrangeiros foram impedidos de entrar na UE em alguma das suas fronteiras externas, um aumento de 7% em relação a 2024. Os países que mais rejeitaram a entrada foram Polônia, França e Croácia.

    Do outro lado, os países que mais tiveram cidadãos com entrada negada foram Ucrânia, Albânia e Moldova. A maioria das negativas (54%) foi dada a pessoas que cruzavam fronteiras por terra. Em seguida, vieram as rejeições em aeroportos (43%) e fronteiras marítimas (3%).

    Os dados mostram que, dos quase 27 mil ucranianos barrados, 85% dos casos ocorreram na Polônia. É um efeito da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de quatro anos. Atualmente, quase 1 milhão de refugiados ucranianos vivem na Polônia com visto de proteção temporária. Os barrados na fronteira são pessoas que se encontravam fora desse status.

    Os brasileiros aparecem em 12º nessa lista, com 2.910 pessoas impedidas de entrar, sendo a grande maioria (92%) barrada em aeroportos. Em relação a 2024, o número teve alta de 14%.

    Os países que mais rejeitaram brasileiros nas fronteiras foram Portugal e Irlanda. Os dois concentram grandes comunidades de brasileiros, o que acaba por atrair outros conterrâneos. Sem documentação adequada, acabam impedidos de entrar.

    Outro índice que registrou alta para brasileiros foi o de notificações para deixar um país do bloco devido a situação irregular, como falta de autorização para residência ou visto de trabalho.

    No ano passado, 6.875 brasileiros receberam ordem para sair da UE, cifra 57% maior do que em 2024. Os países que mais determinaram que brasileiros deixassem seus territórios foram Bélgica, França e Portugal. Neste último, a alta de brasileiros notificados foi de 315%.

    Os números em Portugal refletem mudanças recentes na legislação, como a extinção da “manifestação de interesse”, que permitia a quem tinha entrado no país como turista, sem visto, pedir a regularização para ter estadia permanente. Sem o mecanismo, vistos de trabalho ou de estudo devem ser obtidos antes da viagem.

    Os países que mais repatriaram brasileiros foram Bélgica, França, Portugal e Irlanda. Os casos incluem pessoas que deixaram um país da UE após terem recebido uma ordem para sair por estarem em situação irregular. A maioria (56%) foi repatriada de forma voluntária contando com algum tipo de assistência para a viagem e cerca de 30% foram deportados (retorno forçado).
    Em Portugal, o Brasil foi o país com mais cidadãos repatriados, representando 74% do total. Também na Bélgica os brasileiros foram a primeira nacionalidade da lista de repatriados, mas em proporção menor, com 20%. Na Irlanda, foram o segundo maior grupo.

    No total, 135,4 mil estrangeiros foram repatriados para fora do bloco em 2025, alta de 21%. Os que mais repatriaram foram Alemanha, França e Suécia. E os que mais deixaram o bloco nessa modalidade foram cidadãos da Turquia, Geórgia e Síria. Ao mesmo tempo em que as repatriações subiram, o número de pessoas presentes ilegalmente na UE diminiu 22%.

    Para Pedro Góis, professor da faculdade de economia da Universidade de Coimbra, em Portugal, especialista em movimentos migratórios, os dados refletem o aumento do rigor na aplicação das regras da UE. “Alguns países que eram mais benevolentes estão hoje mais atuantes na obrigação do retorno de imigrantes detectados irregularmente”, disse à Folha.

    No caso dos brasileiros, há ainda o que ele chama de “efeito escala”. “À medida em que há mais gente chegando a um país, é natural que haja também mais gente sendo obrigada a sair do país quando há um conflito com as autoridades”, afirma.

    O cenário para os próximos anos deve ser de agravamento no controle de imigrantes, seja por pressão política de partidos populistas de direita, seja devido a mudanças em sistemas de informação. Desde outubro vem sendo implementado o EES (sistema de entrada e saída, na sigla em inglês), com coleta de dados biométricos de viajantes com passaportes de fora da UE. A checagem ficará mais precisa quanto a vistos e prazos de permanência dentro do bloco.

    “A capacidade de vigiar individualmente e de forma integrada aumenta com a capacidade tecnológica. Haverá mais casos de notificações para saída voluntária e, se ela não acontecer, de deportações”, diz o professor. “O muro que foi construído –seja um muro legislativo, sejam fronteiras reais– torna hoje muito mais difícil a imigração que não seja legal para os países da União Europeia.”

    Número de brasileiros repatriados da União Europeia quase dobra em 2025

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  • Empresas importam mais de mil chineses por mês para trabalharem no Brasil

    Empresas importam mais de mil chineses por mês para trabalharem no Brasil

    Nos últimos três anos houve um crescimento contínuo no total de vistos laborais para cidadãos da China, segundo dados do Ministério da Justiça compilados pela reportagem. A média é de mais de mil registros por mês desde junho de 2025.

    PAULO PASSOS, MAELI PRADO E JOÃO PEDRO PITOMBO
    SÃO PAULO, SP, E CAMAÇARI, BA (FOLHAPRESS) – Principal destino dos investimentos chineses em 2025, o Brasil vive um movimento que não se restringe à chegada das empresas do país asiático. Com elas, desembarcam trabalhadores.

    Nos últimos três anos houve um crescimento contínuo no total de vistos laborais para cidadãos da China, segundo dados do Ministério da Justiça compilados pela reportagem. A média é de mais de mil registros por mês desde junho de 2025.

    As autorizações para chineses representaram 38% do total de vistos de trabalho concedidos a estrangeiros no primeiro trimestre deste ano no Brasil. Foram 3.193 autorizações para cidadãos do país, em um universo de 8.232 registros no período.

    Em 2023, a média mensal era de 270 autorizações para trabalhadores vindos do país, menos de 8% do total. O número saltou para 625 em 2024 e 844 no ano passado, quando, pela primeira vez, foram mais de 10 mil no consolidado dos 12 meses.

    Nos três primeiros meses deste ano, a maior parte dos expatriados (55%) desembarcou na Bahia, onde há uma fábrica da BYD. A fabricante de carros elétricos é responsável por cerca de um terço dos registros. No total, do início do ano passado até o início deste mês, 2.700 funcionários chineses da companhia conseguiram visto de trabalho.

    A maioria das autorizações tem prazo de um ano. O vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, diz haver uma rotatividade grande dos expatriados, que ficam de 90 a 120 dias para dar treinamentos aos funcionários locais.

    “Eles vêm para transferir tecnologia. Nós tivemos que construir uma indústria que não existia no Brasil”, afirma o executivo. Ele cita que, do parque que era da Ford, nada servia para o processo de fabricação da montadora chinesa, líder em carros eletrificados.

    A empresa está no topo da lista das cinco companhias que mais importaram trabalhadores chineses desde 2025. Constam também a Falcão Engenharia (260 trabalhadores autorizados no período), a fabricante de máquinas de construção XCMG Brasil (214), a Engenova Construções (197) e a montadora GWM (139).

    Tanto a Falcão como a Engenova são prestadoras de serviços para a BYD nas obras do complexo industrial em Camaçari.

    A cidade baiana de 300 mil habitantes é a quarta maior e tem o principal polo industrial do estado. Em 2021, a economia local sofreu o abalo com o fechamento da fábrica da Ford, que gerou demissões e um efeito cascata nos setores do comércio e serviços.

    Baldy estima que até o final do ano, a BYD terá 10 mil funcionários no Brasil. Segundo ele, serão, no máximo, 3% de chineses.

    Em Camaçari, a chegada dos expatriados movimentou os hotéis locais e aqueceu o mercado imobiliário. “Os chineses, em geral, buscam imóveis nos bairros mais próximos da fábrica”, afirma o corretor Jorge Carvalho, 62, que atua na cidade.

    Além dos trabalhadores da fábrica e de terceirizadas, foram contratados operários chineses para as obras de um residencial com 600 apartamentos a 3,5 km da fábrica. Ele deve abrigar trabalhadores da China e de outras cidades brasileiras.

    Na terça-feira (19), sindicalistas faziam um piquete na entrada da obra, em paralisação por aumento salarial e melhoria das condições de trabalho. Entre os operários baianos há queixas de que os trabalhadores locais são preteridos.
    Em dezembro de 2024, o Ministério Público do Trabalho resgatou 163 trabalhadores em situação considerada análoga à escravidão de obras da BYD.

    A montadora e duas empresas terceirizadas assinaram acordo de R$ 40 milhões com o MPT (Ministério Público do Trabalho) para encerrar a ação civil pública.

    Baldy afirma que os trabalhadores eram contratados por prestadoras de serviço. “Fomos parte da solução nesse processo. Nos antecipamos a decisões judiciais e providenciamos hospedagem e o retorno dos trabalhadores à China”, afirma o executivo.

    A presença de estrangeiros em Camaçari virou assunto em conteúdos nas redes sociais, muitas vezes em postagens que compartilham informações falsas. Nelas, o residencial construído pela BYD é chamado de “cidade chinesa”, com um número de operários estrangeiros inflado.
    “É xenofobia. Quando a Ford veio para a Bahia, tinham americanos, canadenses, mexicanos, gente do Sudeste, e as pessoas não falavam isso”, afirma Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade baiana.

    Na unidade da BYD, afirma o sindicalista, a maioria dos chineses está em postos administrativos e são poucos os que trabalham no chão de fábrica: “Se tivesse 50 chineses na linha de produção, os peões estavam reclamando.”
    O Obmigra (Observatório das Migrações Internacionais), do Ministério da Justiça, lista as profissões dos estrangeiros que obtiveram autorização para trabalhar no Brasil. Entre os chineses, as mais frequentes são operadores de time de montagem e técnicos de diferentes especialidades, como manutenção de sistemas, de máquinas e mecânicos.

    Os números também revelam que 47% dos que chegaram desde 2025 possuem ensino superior e 32%, ensino médio.

    O segundo estado com mais registros é São Paulo, onde se concentram escritórios das empresas e também a fábrica de outra montadora de carros eletrificados, a GWM, inaugurada em 2026.

    A montadora afirma que 9% do total dos 1.800 funcionários no Brasil são chineses, e que a maior parte atua em funções especializadas e temporárias, com foco em capacitação da mão de obra local.

    “A vinda deles está relacionada às demandas específicas de natureza técnica e à fase de estruturação e expansão das atividades da companhia no país”, afirmou Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da companhia.

    Longe das fábricas, na região da Berrini, em São Paulo, circulam trabalhadores das mais de 50 empresas da China com escritórios nos arredores. A presença dos expatriados fez surgir uma rede de serviços para atendê-los, o que inclui sete restaurantes de comida típica do país numa área de seis quadras.

    O movimento de ida de profissionais chineses para outros mercados é incentivado por Pequim. Registros oficiais da viagem de Lula ao país em 2009 relatam um pedido do então líder Hu Jintao, antecessor de Xi Jinping, para que o Brasil facilitasse “procedimentos administrativos das aprovações e emissões de visto de trabalho para os funcionários chineses, melhorando o ambiente de atração dos investimentos estrangeiros”.

    Em 2017, a lei de migração, que substituiu o antigo Estatuto do Estrangeiro de 1980, instituiu mudanças que simplificaram os processos para estrangeiros obterem autorização para trabalhar no país.

    No Brasil, as empresas precisam respeitar uma regra da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que determina que ao menos dois terços dos empregados devem ser brasileiros. A mesma proporção vale para o total da folha salarial, que pode ser comprometida em um terço com vencimentos de estrangeiros.

    Há flexibilizações na legislação para casos que envolvam insuficiência de mão de obra nacional qualificada, como aponta a advogada Luiza Neves Chang, coordenadora do China Desk do escritório Bichara Advogados.

    “Nesses casos, a presença de engenheiros e técnicos estrangeiros tende a ser juridicamente justificável, especialmente quando vinculada à assistência técnica, implantação industrial ou capacitação gradual de profissionais brasileiros.”

    Empresas importam mais de mil chineses por mês para trabalharem no Brasil

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  • Suspensão da China de 3 frigoríficos do Brasil tem caráter temporário e preventivo, diz Abiec

    Suspensão da China de 3 frigoríficos do Brasil tem caráter temporário e preventivo, diz Abiec

    Tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre os dois países, com vistas à rápida normalização da situação”, acrescentou a entidade

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse, em nota, que a suspensão da China das importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros tem “caráter temporário e preventivo”.

    “A Abiec acompanha, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a suspensão temporária de três unidades frigoríficas brasileiras pelas autoridades sanitárias da China, em função da identificação de resíduos em desacordo com os requisitos sanitários chineses. A medida tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes”, esclareceu a Abiec na nota enviada à reportagem. “O tema segue sendo tratado no âmbito técnico entre Brasil e China, com vistas à rápida normalização da situação”, acrescentou a entidade.

    Como mostrou na quinta-feira, 22, a reportagem do Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) desabilitou as importações das unidades da JBS S/A, de Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), PrimaFoods, de Araguari (MG, SIF 177) e Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, nome fantasia Frialto, de Matupá (MT SIF 4490), alegando presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona nas cargas.

    A substância, utilizada como medicamento veterinário, é proibida na China.

    A Abiec ressaltou que o Brasil tem um dos “sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente”.

    “Com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas apontadas pelas autoridades chinesas já estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países”, explicou a associação. “A Abiec reforça a confiança no sistema sanitário brasileiro e destaca que os demais estabelecimentos habilitados seguem operando normalmente, assegurando o fluxo das exportações de carne bovina brasileira ao mercado chinês”, disse.

    Ao todo, 63 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar carne bovina para a China. O país asiático é o principal destino da proteína nacional, com embarques que somaram 1,7 milhão de toneladas, gerando US$ 8,8 bilhões no ano passado.

    Suspensão da China de 3 frigoríficos do Brasil tem caráter temporário e preventivo, diz Abiec

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  • Acelen eleva gasolina em 3,6%; Petrobras mantém preço inalterado há 116 dias

    Acelen eleva gasolina em 3,6%; Petrobras mantém preço inalterado há 116 dias

    Reajuste acontece em um momento de queda do preço do petróleo no mercado internacional, diante de novos avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio

    A Refinaria de Mataripe, na Bahia, controlada pela Acelen, do grupo Mubadala, aumentou a gasolina em 3,6% na quinta-feira, 21, indicando a continuidade da pressão sobre os preços do combustível no mercado internacional. Já o preço do diesel S-10 ficou estável em relação à semana passada e o S-500 teve queda de 1,8%.

    O reajuste acontece em um momento de queda do preço do petróleo no mercado internacional, diante de novos avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. Por volta das 10 horas desta sexta-feira, a commodity do tipo Brent operava em queda de 1,39%, a US% 103,4 o barril.

    Apesar do aumento, a gasolina de Mataripe continua 2% abaixo do preço praticado no Golfo do México, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Em relação ao diesel, o preço na refinaria baiana está 10% acima do exterior.

    Petrobras

    Já a Petrobras completa 116 dias sem alterar o preço da gasolina. A defasagem média nas refinarias da estatal era de 66% no fechamento da quinta-feira, abrindo espaço para aumento de R$ 1,67 no mercado interno. A expectativa é de que a empresa anuncie o reajuste da gasolina no curto prazo, depois de ter aderido ao programa de subvenção do governo no último dia 20.

    A estatal informou no entanto, que a adesão não altera a estratégia comercial, que continua levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

    Em entrevista no início de maio, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, havia afirmado que aguardava a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) – que trata do uso da receita adicional com a alta do petróleo para compensar o aumento da gasolina no mercado interno -, para anunciar a alta do combustível. O PLP está em tramitação no Congresso.

    Mais recentemente, Magda disse que o aumento da gasolina viria “já, já”, mas alertou para a queda do preço do etanol, principal concorrente da gasolina, e o cuidado para a companhia não perder mercado.

    Acelen eleva gasolina em 3,6%; Petrobras mantém preço inalterado há 116 dias

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  • Veja quem consegue receber restituição do Imposto de Renda dos últimos cinco anos

    Veja quem consegue receber restituição do Imposto de Renda dos últimos cinco anos

    Trabalhadores temporários e demitidos podem ter direito ao benefício. Contribuintes podem declarar retroativamente desde 2022 para recuperar valores

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Receita Federal vai pagar restituição do Imposto de Renda de forma automática a cerca de 4 milhões de contribuintes neste ano, referente a descontos aplicados em 2024. Esses contribuintes receberão o dinheiro mesmo sem ter enviado a declaração do ano passado.

    Ao todo, serão R$ 500 milhões devolvidos no chamado cashback para pessoas que não eram obrigadas a declarar, mas tiveram desconto do IR na fonte ao longo de 2025. O pagamento desse lote especial será feito em 15 de julho.

    A consulta ao lote especial de restituição poderá ser feita a partir de 8 de julho, por meio do portal e-CAC, na área “Meu Imposto de Renda”. A Receita também informa que os contribuintes poderão alterar ou cancelar a declaração automática, caso desejem.

    Se o contribuinte descobrir que se enquadra nessa situação, também pode verificar se deixou de receber restituições em anos anteriores. Segundo Ricardo Ribeiro Júnior, superintendente do Imposto de Renda em São Paulo, ainda é possível enviar declarações retroativas dentro do prazo legal de cinco anos. A Receita orienta que esses contribuintes consultem ao menos os anos a partir de 2022. Caso tenha havido desconto de Imposto de Renda na fonte, é possível recuperar integralmente os valores pagos.

    A Receita só vai pagar o cashback automático referente aos descontos de 2024. Para recuperar valores descontados anteriormente, o cidadão precisará enviar a declaração e não poderá ficar com pendências ou na malha fina. Como essas pessoas não são obrigadas a declarar o Imposto de Renda, não haverá cobrança de multa pelo envio da declaração fora do prazo.

    A Receita Federal diz que o projeto piloto do cashback fará restituições automáticas apenas do IRPF 2025 (exercício 2025, ano-calendário 2024). As declarações de anos anteriores poderão ser preenchidas e transmitidas normalmente pelo próprio contribuinte, mas é preciso baixar o programa da declaração referente a cada ano, um por um, e fazer as declarações de cada ano. A continuidade da restituição automática será avaliada após os resultados do projeto piloto.

    Além disso, a restituição automática será destinada apenas a contribuintes considerados de baixo risco fiscal. Segundo a Receita, é necessário estar com o CPF em situação regular e ter chave Pix vinculada ao CPF. A classificação de baixo risco fiscal segue critérios técnicos adotados pela Receita Federal com base nas informações disponíveis em suas bases oficiais. O contribuinte pode consultar se o CPF está regular por meio do serviço de Comprovante de Situação Cadastral.

    Se o contribuinte teve desconto do IR no ano passado, mas não é obrigado a declarar neste ano, também pode receber a restituição se enviar a declaração neste ano.

    O prazo para declarar o Imposto de Renda acaba às 23h59 do próximo dia 29 de maio. A declaração pode ser entregue baixando o programa IRPF 2026, no site oficial da Receita Federal. Outra opção é prestar contas pelo Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online. O acesso pode ser feito pelo site da Receita pelo e-CAC, pelo portal de serviços digitais do governo ou ainda pelo aplicativo da Receita Federal no celular. Quem é obrigado e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.

    A Receita Federal explica que o IR pode ser descontado na fonte ao longo do ano com base na tabela mensal, mesmo que o contribuinte não seja obrigado a entregar a declaração anual. Isso acontece porque a obrigatoriedade da declaração só é definida ao fim do ano-calendário, considerando a renda total recebida em todo o ano e outros critérios legais.

    Segundo o órgão, casos comuns são os de trabalhadores empregados apenas em parte do ano ou autônomos que prestaram serviços para empresas e tiveram retenção em alguns pagamentos. Também há casos em que há o desconto em meses de férias ou com horas extras, por exemplo.

    CONTRIBUINTE QUE TRABALHOU DE FORMA TEMPORÁRIA EM ALGUNS MESES DO ANO

    Um contribuinte que teve um contrato formal temporário por alguns meses do ano e que pagou Imposto de Renda porque seu salário estava acima dos dois salários mínimos, que garante isenção do IR, pode ter imposto a receber.

    Nesse caso, é preciso declarar o IR para ter o valor de volta. No entanto, o cidadão deve prestar atenção, porque deverá informar todas as suas fontes de renda, seus gastos e valores em suas contas bancárias, desde que sejam a partir de R$ 140.

    QUEM FOI DEMITIDO

    Um contribuinte que trabalhou por quatro meses em 2025, com um salário de R$ 6.000, por exemplo, e foi demitido, ficando desempregado em todos os outros meses, não está obrigado a declarar. Na soma, os rendimentos tributáveis dele chegaram a R$ 24 mil, abaixo dos R$ 35.584 que obrigam a declarar.

    No entanto, ele pagou Imposto de Renda. Só esteve isento do IR em 2025 quem ganhou até dois salários mínimos. Se declarar, terá 100% do imposto de volta.

    AUTÔNOMO OU MEI QUE VIROU CLT

    Um contribuinte que tinha atividade como MEI (Microempreendedor Individual) ou era autônomo e, no ano passado, utilizou sua microempresa por seis meses. Depois, nos outros seis meses do ano, foi contratado formalmente ganhando R$ 3.000.

    Ele pagou Imposto de Renda por seis meses, mais IR sobre o 13º salário, que é um rendimento tributado exclusivamente na fonte, mas não atingiu a renda mínima que o obriga a declarar. No ano, teve rendimento tributável de R$ 18 mil, abaixo dos R$ 35.584 que obrigam a declarar. Caso envie a declaração do IR, terá o imposto de volta.

    CONTRIBUINTE QUE GANHOU AÇÃO JUDICIAL

    Quem ganhou rendimentos acumulados por meio de ação judicial, seja trabalhista (por salário ou hora extra, por exemplo) ou previdenciária, pode ter tido imposto retido na fonte, dependendo do valor.

    Ao fazer a declaração de ajuste anual do Imposto de Renda e informar quanto recebeu, qual a quantidade de meses a que esses atrasados se referem e quanto pagou para o advogado, que deve ser descontado do valor total, ele pode ter de volta o IR que pagou.

    QUEM GANHOU ALGUM PRÊMIO OU BÔNUS DA EMPRESA DURANTE O ANO

    O contribuinte que trabalhava ganhando até dois salários mínimos em 2025 não pagou IR todos os meses. Mas, se ganhou um prêmio da empresa em dinheiro ou uma bonificação salarial acima do limite de isenção, teve retenção do IR.

    A mesma regra vale para alguém que fez hora extra e ganhou salário maior, que foi tributado, em alguns meses do ano, ou mesmo a bolada acumulada ao tirar férias.

    VALE A PENA ENVIAR DECLARAÇÕES RETROATIVAS PARA RECUPERAR O IR RETIDO?

    Segundo Charles Gularte, sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei, o envio de declarações retroativas para recuperar valores de IR retidos na fonte, com correção pela Selic, pode ser feito pelo Meu Imposto de Renda, disponível online e no aplicativo da Receita Federal, ou pelos programas geradores de cada ano, disponíveis para download.

    De modo geral, ele diz que a medida costuma valer a pena para quem teve IR retido mas não era obrigado a declarar. Nesses casos, não há cobrança de multa, e como normalmente há menos movimentações financeiras, o preenchimento também tende a ser mais simples.

    Gularte afirma, porém, que, em alguns casos, o custo de contratar um contador pode superar o valor da restituição. Ainda assim, a declaração pode servir como comprovante oficial de renda em situações como aluguel de imóveis, pedidos de crédito e financiamentos.

    Ele adiciona que, em anos anteriores, a qualidade das informações da declaração pré-preenchida não era tão eficiente, o que exigia a inclusão manual de muitos dados. “Por isso, é essencial redobrar a atenção no preenchimento, conferindo e adicionando todas as informações necessárias para evitar cair na malha fina e gerar retrabalho”, diz.

    Veja quem consegue receber restituição do Imposto de Renda dos últimos cinco anos

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  • Dólar sobe com tensão EUA-Irã e foco também em risco fiscal e pesquisas eleitorais

    Dólar sobe com tensão EUA-Irã e foco também em risco fiscal e pesquisas eleitorais

    Investidores monitoram o relatório bimestral de receitas e despesas do governo, previsto para as 15h, e aguardam uma nova pesquisa Datafolha sobre intenções de voto, rejeição aos candidatos e avaliação de Lula (PT)

    O dólar acompanha a valorização da moeda americana e a alta dos rendimentos curtos dos Treasuries, em meio à ausência de um acordo entre EUA e Irã e à recuperação do petróleo, após três dias de queda.

    No foco local, investidores monitoram o relatório bimestral de receitas e despesas do governo, previsto para as 15h, e aguardam uma nova pesquisa Datafolha sobre intenções de voto, rejeição aos candidatos e avaliação do governo Lula (PT). O levantamento será o primeiro realizado integralmente após as revelações do caso Dark Horse, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Uma eventual piora da percepção sobre o senador tende a elevar a cautela nos mercados, diante da avaliação de parte dos agentes de que sua eleição poderia favorecer um cenário fiscal mais previsível.

    Pesquisa Apex/Futura, divulgada hoje, mostra o presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nos cenários de primeiro e segundo turnos da disputa presidencial. Em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula tem 47,7% ante 42,2%, após empate técnico na sondagem anterior. O levantamento é o primeiro do instituto após o caso “Dark Horse”. Em cenário com Michelle Bolsonaro (PL), Lula também lidera, com 47,9% a 41,6% no segundo turno.

    No Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que coordenou e protegeu a travessia de 35 embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, reforçando sua influência sobre a principal rota global de petróleo.

    O Paquistão intensificou a mediação entre Irã, EUA e Israel para reduzir tensões no Oriente Médio. Autoridades paquistanesas e iranianas se reuniram hoje para discutir alternativas diplomáticas, enquanto Islamabad segue atuando como canal de comunicação entre Teerã e Washington. Apesar dos esforços, a situação continua instável, sobretudo no Estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo global.

    Aliados da Otan e autoridades de defesa americanas reagiram com perplexidade à decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de enviar 5 mil soldados à Polônia, semanas após anunciar retirada de tropas da Europa.

    Na Europa, o comissário da UE, Valdis Dombrovskis, afirmou que o Banco Central Europeu (BCE) deverá reagir à inflação elevada na Europa, projetada em 3,1% neste ano, acima da meta de 2%. O membro do Conselho do BCE Alexander Demarco disse também que a autoridade monetária provavelmente elevará os juros no próximo mês para reforçar seu compromisso com o cumprimento de seu mandato.

    Dólar sobe com tensão EUA-Irã e foco também em risco fiscal e pesquisas eleitorais

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  • Aposentados do INSS vão receber R$ 2 bilhões em atrasados da Justiça

    Aposentados do INSS vão receber R$ 2 bilhões em atrasados da Justiça

    Pagamento será feito a quem ganhou processo contra o instituto, sem possibilidade recurso. Valores vão quitar ações de concessão ou revisão de aposentadoria, pensão, auxílio e BPC

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou R$ 2 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a aposentados, pensionistas e demais beneficiários que derrotaram o instituto em ações judiciais de concessão ou revisão do benefício.

    O montante irá contemplar 96,7 mil segurados que ganharam 132,6 mil processos. O depósito é feito por meio de RPVs (Requisições do Pequeno Valor), que são atrasados de até 60 salários mínimos -R$ 97.260 neste ano- e inclui benefícios como aposentadoria, pensão, auxílios e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

    Terão direito ao valor os segurados que ganharam a ação judicial e cuja ordem de pagamento foi dada pelo juiz em alguma data no mês de abril. O dinheiro deve ser depositado na conta do beneficiário ou de seu advogado até o início de junho.

    Ao todo, o CJF liberou R$ 2,5 bilhões para pagar 163,4 mil cidadãos que derrotaram o governo em 208,9 mil processos. Além de casos previdenciários envolvendo o INSS, há ainda verba a ser paga a servidores.

    Em nota, o conselho informa que cabe aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) definir o dia exato do depósito segundo cronogramas próprios. Para saber quando irá receber, o segurado deve conferir a informação no site do TRF responsável por seu caso ou checar essa data com seu advogado.

    O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo “Valor inscrito na proposta”, no site do TRF responsável pelo processo. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará “Pago total ao juízo”.

    O QUE SÃO OS ATRASADOS DO INSS?

    Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem vai ao Judiciário e vence uma ação contra o órgão previdenciário. O processo pode estar relacionado à revisão, quando o segurado prova que ganhava valor menor e tem direito a mais, ou à concessão, quando busca o reconhecimento de um direito inicial.

    Podem ser discutidos na Justiça benefícios como auxílio-doença, aposentadoria (por tempo de contribuição, por idade, por invalidez e da pessoa com deficiência) ou até mesmo o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é uma renda assistencial.

    Esses valores são pagos em lotes mensais, conforme o mês em que a RPV foi autorizada pelo juiz, etapa também chamada de autuação ou emissão. É possível verificar a data da emissão no acompanhamento processual, após a ação virar um atrasado.

    QUEM TEM DIREITO?

    Os atrasados são pagos apenas a quem ganhou a ação judicial contra o instituto, sem que haja nenhuma possibilidade de recurso. Apenas processos que já transitaram em julgado, ou seja, não têm mais como discutir se há ou não direito àquela verba, viram atrasados.

    Receberá neste lote mensal quem venceu a ação contra o INSS, conquistou atrasados de até 60 salários mínimos e teve a ordem de pagamento emitida pela Justiça no mês de janeiro de 2026.

    QUANTO FOI LIBERADO EM CADA TRIBUNAL?

    TRF da 1ª Região (Sede no DF, com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)

    – Geral: R$ 729.366.704,14
    – Previdenciárias/Assistenciais: R$ 624.915.717,62 (30.269 processos, com 36.476 beneficiárias(os))
    TRF da 2ª Região (sede no RJ, com jurisdição no RJ e ES)
    – Geral: R$ 222.872.596,18
    – Previdenciárias/Assistenciais: R$ 162.473.660,57 (6.967 processos, com 10.266 beneficiárias(os))
    TRF da 3ª Região (sede em SP, com jurisdição em SP e no MS)
    – Geral: R$ 428.036.416,05
    – Previdenciárias/Assistenciais: R$ 339.810.047,82 (10.810 processos, com 14.560 beneficiárias(os))
    TRF da 4ª Região (sede no RS, com jurisdição no RS, no PR e em SC)
    – Geral: R$ 436.117.032,79
    – Previdenciárias/Assistenciais: R$ 364.102.055,17 (19.549 processos, com 27.855 beneficiárias(os))
    TRF da 5ª Região (sede em PE, com jurisdição: PE, CE, AL, SE, RN e PB)
    – Geral: R$ 462.275.379,35
    – Previdenciárias/Assistenciais: R$ 394.532.590,62 (18.418 processos, com 30.337 beneficiárias(os))
    TRF da 6ª Região (sede em MG, com jurisdição em MG)
    – Geral: R$ 223.191.949,13
    – Previdenciárias/Assistenciais: R$ 202.534.054,94 (10.640 processos, com 13.120 beneficiárias(os))

    Aposentados do INSS vão receber R$ 2 bilhões em atrasados da Justiça

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