Categoria: ECONOMIA

  • Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

    Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

    Para o exercício fiscal de 2026, a companhia manteve seu guidance, mas elevou a projeção de lucro por ação (EPS) para um intervalo entre 10,70 euros e 11,10 euros, ante faixa anterior de 10,40 euros a 11,00 euros

    A Siemens registrou aumento na receita do primeiro trimestre, com desempenho positivo em todos os negócios industriais, enquanto o lucro líquido recuou em meio à continuidade de pressões cambiais. A gigante industrial alemã informou nesta quinta-feira (12) que o lucro líquido no trimestre encerrado em dezembro caiu para 2,03 bilhões de euros, ante 3,71 bilhões de euros um ano antes. O resultado superou a previsão de 1,60 bilhão de euros de analistas, segundo consenso compilado pela própria companhia.

    A receita avançou 8% em base comparável, para 19,14 bilhões de euros. As encomendas somaram 21,37 bilhões de euros, ante 20,07 bilhões de euros no mesmo período do ano anterior. Analistas projetavam receita de 19,10 bilhões de euros e entrada de pedidos de 20,84 bilhões de euros, de acordo com o mesmo consenso.

    O lucro do negócio industrial subiu para 2,90 bilhões de euros, de 2,52 bilhões de euros, com a margem aumentando para 15,6%. O número também superou a expectativa de 2,64 bilhões de euros dos analistas.

    A divisão de infraestrutura inteligente registrou encomendas em nível recorde trimestral, de 7,17 bilhões de euros, enquanto a receita da área cresceu 10% em base comparável, para 5,53 bilhões de euros.

    A unidade de indústrias digitais registrou alta nas encomendas e na receita em todas as regiões reportadas, com fortes avanços comparáveis tanto na China quanto nos Estados Unidos, informou a Siemens.

    Para o exercício fiscal de 2026, a companhia manteve seu guidance, mas elevou a projeção de lucro por ação (EPS) para um intervalo entre 10,70 euros e 11,10 euros, ante faixa anterior de 10,40 euros a 11,00 euros.

    Por volta das 8h30 (de Brasília), a Siemens subia 6,93% em Frankfurt. Fonte: Dow Jones Newswires.

     

    Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

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  • INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

    INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

    Sem calendário oficial até o momento, tendência é que o abono anual seja pago entre abril e junho, mantendo o modelo adotado pelo governo desde 2020 e beneficiando aposentados e pensionistas da Previdência Social.

    A possibilidade de o INSS antecipar o pagamento do 13º salário em 2026 é sempre tema de expectativa entre aposentados e pensionistas. Apesar de o governo ainda não ter publicado o decreto que define as datas, o comportamento adotado nos últimos anos reforça a tendência de que o valor seja liberado antes do segundo semestre.

    Nos últimos cinco anos, a antecipação do chamado abono anual foi usada como instrumento para aquecer a economia e reforçar o orçamento de milhões de segurados. Como o pagamento já integra a previsão orçamentária, a mudança não amplia despesas públicas, apenas altera o período em que o dinheiro é liberado.

    Se o modelo recente for repetido, os depósitos devem ocorrer entre abril e junho, divididos em duas etapas. A ordem segue o número final do benefício, desconsiderando o dígito após o traço.

    Têm direito ao 13º quem recebeu, ao longo do ano, aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Beneficiários do BPC e da Renda Mensal Vitalícia ficam de fora, já que esses pagamentos não têm natureza previdenciária.

    Em geral, a primeira parcela corresponde à metade do valor total e não sofre desconto de Imposto de Renda. Já a segunda parte inclui eventuais tributos para quem é contribuinte. Quem começou a receber o benefício depois do início do ano recebe o valor proporcional.

    Após a oficialização do calendário, as informações poderão ser consultadas pelo aplicativo e site Meu INSS ou pelo telefone 135. O número final do cartão do benefício é o que determina a data exata do depósito.

    INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

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  • Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

    Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

    Os primeiros vencimentos são para os proprietários de veículos com placa final 1, com prazo até esta quinta. Na sexta-feira (13), é a vez dos veículos com final 2. O cronograma avança nos dias úteis seguintes até alcançar as placas de final 0, no dia 23

    (FOLHAPRESS) – Começa nesta quinta-feira (12) o segundo ciclo de vencimentos do IPVA 2026 em São Paulo. Nesta etapa, os motoristas que não optaram pelo pagamento à vista devem pagar a cota única sem desconto ou, para quem parcelou, quitar a segunda prestação do imposto. O calendário segue até o dia 23, de acordo com o final da placa.

    Os primeiros vencimentos são para os proprietários de veículos com placa final 1, com prazo até esta quinta. Na sexta-feira (13), é a vez dos veículos com final 2. O cronograma avança nos dias úteis seguintes até alcançar as placas de final 0, no dia 23.

    Caso a data caia em fim de semana ou feriado, o pagamento pode ser feito no próximo dia útil. Após o vencimento, passam a incidir multa e juros, além da quebra do parcelamento para quem optou pelo pagamento em cotas.
    *
    VEJA O CALENDÁRIO DE VENCIMENTOS DO IPVA 2026 EM SP

    Para automóveis, motocicletas, ônibus, micro-ônibus, camionetas e caminhonetes, o vencimento da primeira parcela ou da cota única do IPVA ocorreu em janeiro, de acordo com o final da placa do veículo.

    Final da placa – 2ª parcela ou cota única sem desconto – 3ª parcela – 4ª parcela

    1 – 12 de fevereiro – 12 de março – 12 de abril
    2 – 13 de fevereiro – 13 de março – 13 de abril
    3 – 14 de fevereiro – 14 de março – 14 de abril
    4 – 15 de fevereiro – 15 de março – 15 de abril
    5 – 16 de fevereiro – 16 de março – 16 de abril
    6 – 19 de fevereiro – 19 de março – 19 de abril
    7 – 20 de fevereiro – 20 de março – 20 de abril
    8 – 21 de fevereiro – 21 de março – 21 de abril
    9 – 22 de fevereiro – 22 de março – 22 de abril
    0 – 23 de fevereiro – 23 de março – 23 de abril

    Se perdeu o prazo para o pagamento à vista ou para o parcelamento, em fevereiro há a possibilidade de quitar o imposto em parcela única, mas sem desconto.

    O parcelamento é cancelado quando uma parcela -exceto a primeira- deixa de ser paga no prazo.

    O IPVA paulista teve aumento médio de 2,51% em relação ao ano passado, segundo a tabela de valores venais divulgada pela Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), com base em levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). As alíquotas do imposto permanecem inalteradas.

    Para carros de passeio, o .IPVA corresponde a 4% do valor venal do veículo. No caso de motocicletas, motonetas, caminhonetes com cabine simples, ônibus e micro-ônibus, a alíquota é de 2%. Caminhões pagam 1,5%, enquanto veículos pertencentes a locadoras registradas no estado recolhem 1%.

    COMO PAGAR O IPVA 2026?

    O pagamento do IPVA 2026 pode ser feito nos canais digitais de bancos autorizados pelo governo paulista, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander, Safra, Sicoob, Daycoval, Mercantil e Rendimento. A quitação pode ser feita após informar o número do Renavam. É possível que os dados do veículo já estejam gravados, se o contribuinte quitou o IPVA daquele carro em anos anteriores pelo app do banco.

    Para pagar via Pix, o contribuinte deve acessar o site da Sefaz-SP, informar os dados do veículo e gerar um QR Code. A quitação pode ser feita em qualquer instituição financeira ou de pagamento participante do Pix -atualmente, mais de 900 no país-, com confirmação imediata.

    O QR Code tem validade de 15 minutos. Caso expire sem pagamento, é necessário emitir um novo código, sempre pelo site oficial da Sefaz-SP. No momento da transação, o contribuinte deve verificar se o destinatário é a “Secretaria da Fazenda e Planejamento”, com CNPJ 46.377.222/0003-90, em conta do Banco do Brasil.

    MOTORISTAS JÁ PODEM PAGAR O LICENCIAMENTO 2026

    Motoristas de São Paulo podem pagar o licenciamento de 2026, mesmo antes do início do calendário oficial de vencimentos do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), que começa em julho e vai até dezembro, conforme o final da placa. A antecipação vale para veículos de qualquer numeração e permite começar o ano com a documentação regularizada.

    Neste ano, a taxa do licenciamento é de R$ 174,08. Para concluir o procedimento, é necessário que não haja pendências no veículo, como multas de trânsito ou débitos de débitos de IPVA. Segundo o Detran-SP, a atualização do documento ocorre de forma imediata após a confirmação do pagamento.

    É possível pagar a taxa em bancos conveniados ou no próprio portal do Detran-SP, onde o motorista informa o número do Renavam e pode quitar, no mesmo ambiente, eventuais débitos pendentes, inclusive via Pix.

    A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) diz que a disponibilização dessas informações nos sistemas depende da implementação de cada instituição financeira, mas que, no geral, já é possível acessar o licenciamento nos canais de atendimento.

    VEJA O CALENDÁRIO DE LICENCIAMENTO 2026 EM SP
    Para motos, automóveis e camionetas

    Mês – Final da placa
    Julho – 1 e 2
    Agosto – 3 e 4
    Setembro – 5 e 6
    Outubro – 7 e 8
    Novembro – 9
    Dezembro – 0

    Para caminhões e caminhões-tratores
    Mês – Final da placa
    Setembro – 1 e 2
    Outubro – 3, 4 e 5
    Novembro – 6, 7 e 8
    Dezembro – 9 e 0

    CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO IPVA PARA CAMINHÕES

    Os caminhões seguem um calendário diferenciado. Para esses veículos, o pagamento integral antecipado em janeiro também gerou desconto de 3%, enquanto a quitação em cota única, sem desconto, vence em 22 de abril. O parcelamento pode ser feito em até cinco vezes, com vencimentos distribuídos entre os meses de março e setembro.

    Final da placa – 1ª parcela – Cota única sem desconto – 2ª parcela – 3ª parcela – 4ª parcela – 5ª parcela
    1 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    2 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    3 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    4 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    5 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    6 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    7 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    8 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    9 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    0 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro

    GOVERNO ALERTA PARA EVITAR CAIR EM GOLPES

    A Sefaz-SP alerta que as informações oficiais sobre o IPVA 2026 estão disponíveis apenas em páginas do domínio “sp.gov.br” e orienta os contribuintes a desconfiarem de links enviados por mensagens, emails ou redes sociais que prometem facilidades no pagamento do imposto.

    O motorista que deixar de pagar o IPVA no prazo fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso, além de juros de mora calculados com base na taxa Selic. Após 60 dias, a multa chega a 20% do valor do imposto. A inadimplência também impede o licenciamento do veículo e pode resultar na inscrição do débito na dívida ativa.

    Os proprietários que desejam antecipar o licenciamento anual do veículo devem quitar todos os débitos pendentes, incluindo o IPVA, a taxa de licenciamento e eventuais multas de trânsito.

    Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

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  • Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

    Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

    Cade valida aumento da participação da United na Azul no contexto do Chapter 11 e afasta, por ora, riscos concorrenciais; relator faz ressalvas sobre governança e indica nova análise caso a American Airlines ingresse na estrutura societária da companhia brasileira.

    O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, aprovou por unanimidade o ato de concentração envolvendo a Azul e a United Airlines. A operação prevê o aumento da participação minoritária da United na companhia brasileira, no contexto do processo de reorganização judicial conduzido nos Estados Unidos sob o Chapter 11. Com a medida, a fatia da empresa norte-americana no capital social da Azul passa de 2,02% para cerca de 8%.

    Em 30 de dezembro, a Superintendência-Geral do Cade já havia dado aval ao negócio em rito sumário, sem impor restrições, ao concluir que não havia riscos concorrenciais relevantes. O Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo apresentou recurso, argumentando que a análise deveria incluir também a operação envolvendo a American Airlines, ainda não notificada ao Cade, diante do que chamou de forte entrelaçamento estratégico no âmbito do Chapter 11 e da influência das empresas norte-americanas no mercado latino-americano.

    O instituto sustentou ainda que a participação minoritária da United tanto na Azul quanto na holding Abra Aviação, controladora da Gol Linhas Aéreas, poderia facilitar a troca de informações concorrencialmente sensíveis e abrir espaço para condutas coordenadas entre empresas como United, Azul, Gol, Copa, Avianca e, futuramente, American Airlines.

    Relator do caso, o conselheiro Diogo Thomson afirmou que o novo Estatuto Social da Azul estabelece salvaguardas específicas para restringir o acesso a informações sensíveis e disciplinar potenciais conflitos de interesse. Segundo ele, “entendo que as preocupações concorrenciais associadas ao potencial compartilhamento de informações sensíveis mostram-se, no presente momento, suficientemente mitigadas”.

    O conselheiro fez ressalvas quanto a compromissos de governança e compliance e destacou que, caso a American Airlines venha a ingressar na estrutura societária da Azul, o Cade fará uma análise concorrencial mais aprofundada. “O cenário concorrencial poderá ser substancialmente alterado na hipótese de ingresso efetivo da American Airlines na estrutura societária da Azul”, afirmou.

    Thomson manteve a decisão da Superintendência-Geral, acrescentando fundamentos apresentados em seu voto. Ressaltou que, embora o novo Estatuto Social ainda não tenha sido formalmente aprovado, as disposições acordadas são premissas relevantes para a aprovação da operação, juntamente com os compromissos assumidos pelas partes.

    A análise do caso havia sido postergada após o recurso do IPSConsumo. O relator habilitou o instituto como terceiro interessado para aprofundar a instrução, citando a complexidade da operação e a existência de “questões estruturais ainda abertas, especialmente relacionadas à governança e aos incentivos concorrenciais decorrentes da operação”.

    A Azul alertou ao Cade que eventuais atrasos na saída do Chapter 11 representariam “graves riscos” à saúde financeira e à continuidade operacional da companhia. A empresa afirmou que a prorrogação injustificada da análise poderia comprometer seus serviços e aumentar os custos do processo de reestruturação.

    Segundo a aérea, “a operação é extremamente relevante para que a Azul permaneça uma concorrente agressiva e efetiva, sendo, portanto, claramente pró-competitiva em relação ao seu cenário contrafactual”. A companhia também mencionou riscos jurídicos relacionados a possíveis questionamentos de credores ao plano de recuperação e informou que eventuais atrasos além de fevereiro de 2026 poderiam elevar ainda mais os custos mensais do processo.

    O plano de reestruturação, iniciado em maio de 2025, estabelece que a Azul precisa captar ao menos 850 milhões de dólares como condição para sair do Chapter 11. A captação ocorrerá por meio de oferta pública de ações, sendo 750 milhões de dólares aportados por um grupo de credores e 100 milhões de dólares pela United Airlines.

    Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

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  • 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

    73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

    Pesquisa aponta amplo apoio ao fim da escala 6×1 sem corte de salários e mostra diferenças de opinião entre eleitores de Lula e Bolsonaro; proposta volta à pauta da Câmara após decisão de Hugo Motta.

    Levantamento divulgado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostrou que 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 11.

    De acordo com o estudo, 63% dos entrevistados disseram inicialmente ser favoráveis ao fim da escala 6×1, sem considerar a questão salarial, enquanto 22% afirmaram ser contrários.

    A taxa de aprovação cresce 10 pontos percentuais quando os entrevistados contrários são questionados se passariam a apoiar a proposta caso ela não implicasse redução de salário.

    Por outro lado, 28% se dizem favoráveis ao fim da escala 6×1 mesmo que haja diminuição nos vencimentos.

    Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados indicam que o apoio diminui quando a proposta envolve perda de renda. “Quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente aceita abrir mão de recursos financeiros em troca disso”, afirmou.

    O levantamento apontou ainda que:

    28% são a favor do fim da escala 6×1, mesmo com redução do salário;

    30% apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial;

    11% são contra o fim da escala 6×1, mesmo sem redução de salário;

    10% são contra, mas apoiariam se não houvesse redução salarial;

    6% não são nem a favor nem contra;

    5% são a favor do fim da escala 6×1, mas não se posicionaram quanto à redução de salário;

    1% é contra o fim da escala 6×1, mas não opinou sobre a questão salarial.

    Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71% são favoráveis ao fim da escala 6×1, 15% são contrários e 15% não opinaram. Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 53% apoiam o fim da escala, 32% são contrários e 15% não se posicionaram.

    A pesquisa também mostrou que 62% dos brasileiros afirmaram já ter ouvido falar do tema, mas apenas 12% disseram entender bem o que a proposta significa. Outros 35% nunca ouviram falar das discussões sobre o fim da escala 6×1.

    Foram entrevistadas 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da federação, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

    Na segunda-feira, 9, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu anexar a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que trata do tema, a outra proposta semelhante apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava parada na Comissão de Constituição e Justiça.

    A jornalistas, Motta afirmou que o debate sobre a escala 6×1 é “inadiável”.

     
     

    73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

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  • Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

    Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

    Documentos apontam que 3D Minerals, criada semanas antes de leilão da ANM, recebeu financiamento do banco para consolidar controle de 116 áreas de minerais críticos; caso está sob análise do TCU.

    (FOLHAPRESS) – O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, financiou a maior aquisição de áreas de minerais críticos já registrada no Brasil. Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo indicam que a empresa 3D Minerals, vencedora de 116 lotes em leilão da Agência Nacional de Mineração em agosto de 2024, contou com aporte direto da instituição financeira.

    Criada apenas 45 dias antes do leilão, a 3D Minerals arrematou áreas que, somadas, ultrapassam o tamanho do Distrito Federal. O direito minerário dessas regiões passou a ser investigado pelo Tribunal de Contas da União após reportagem publicada no ano passado.

    Em novembro de 2024, o Banco Master concedeu empréstimo à 3D Minerals, tendo como garantia metade das ações da empresa. O recurso foi usado para quitar uma dívida milionária assumida pela companhia poucos meses depois de vencer o leilão.

    Com sede em um pequeno escritório em Belo Horizonte e capital social de R$ 5 mil, a 3D Minerals conseguiu controlar 6.462 km² em áreas estratégicas para exploração de minerais críticos. No mesmo leilão, a empresa se envolveu em outra controvérsia ao obter autorização da ANM para alterar o valor de um lance após a abertura dos envelopes. Após a revelação do caso, o TCU determinou o cancelamento da proposta.

    A 3D Minerals foi fundada por Eduardo e Daniel Wanderley, integrantes de uma tradicional família do setor de construção civil em Belo Horizonte. Desde o ano passado, a reportagem tenta contato com os sócios, mas não obteve resposta. Questionamentos recentes sobre a relação com o Banco Master também não foram respondidos.

    As conexões entre Vorcaro e a família Wanderley vão além da 3D Minerals. Documentos revelam uma rede de negócios envolvendo mineração, setor alimentício e até sociedade em aeronave executiva.

    Um fundo de investimento chamado Victoria Falls, estruturado no ecossistema do Banco Master, foi utilizado para organizar participações societárias e injetar recursos em empresas ligadas aos Wanderley. Em maio de 2022, o fundo criou a holding 5W Participações, com capital social de R$ 10 milhões, voltada principalmente ao setor mineral.

    Embora o fundo controlasse formalmente a 5W, a gestão era exercida por cinco membros da família Wanderley. O Victoria Falls era administrado pelo Master, com carteira gerida pela Smart Agro Investimentos, ligada a executivos também associados à Reag Investimentos. Tanto o Master quanto a Reag tiveram operações liquidadas pelo Banco Central sob suspeitas de fraudes.

    Outros documentos mostram que Fabiano Zettel, pastor e cunhado de Vorcaro, mantém sociedade com Saulo Wanderley Filho em uma aeronave modelo Falcon 2000, avaliada entre US$ 6 milhões e US$ 10 milhões. Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

    O avanço do grupo na mineração incluiu ainda participação na Taquaril Mineração, conhecida como Tamisa, responsável por um polêmico projeto na Serra do Curral, em Minas Gerais. Em determinado momento, o ativo chegou a representar mais de 90% do capital da mineradora nos balanços do fundo.

    Em setembro de 2025, com a liquidação do fundo ligado ao Master, as cotas da 5W foram transferidas integralmente para integrantes da família Wanderley. Já a 3D Minerals permanece sob controle de Daniel e Eduardo Wanderley.

    O Victoria Falls também participou da holding H4ALL, voltada ao setor de alimentos saudáveis, mas deixou o negócio no mesmo período, repassando as cotas aos sócios da família.

    O fundo teve origem em 2010, quando era denominado FIP Cowan e estava vinculado à construtora dos Wanderley. Ao longo dos anos, mudou de nome e de gestores até integrar a estrutura do Banco Master e ampliar sua atuação para outros setores.

    Em agosto do ano passado, o Ministério Público junto ao TCU solicitou a suspensão das tratativas relacionadas às 116 áreas vencidas pela 3D Minerals. O relator do caso, ministro Aroldo Cedraz, negou a cautelar e determinou diligências. O processo segue em análise técnica e ainda não foi julgado pelo plenário.

    A família Wanderley, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e o Banco Master não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

     

     
     

    Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

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  • Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

    Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

    Durante evento do BTG Pactual nesta terça-feira (10), o ministro citou a possível conclusão do processo para ilustrar seu entusiasmo com o atual momento do setor aéreo brasileiro. Segundo ele, as principais companhias em operação no país estão conseguindo se recuperar financeiramente, a exemplo da Gol -que deixou o Chapter 11 em junho do ano passado- e da Latam, que recentemente anunciou a compra de 74 aviões da Embraer.

    THIAGO BETHÔNICO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), disse esperar que a Azul saia da recuperação judicial nos Estados Unidos -o chamado Chapter 11- nos próximos 30 dias.

    Durante evento do BTG Pactual nesta terça-feira (10), o ministro citou a possível conclusão do processo para ilustrar seu entusiasmo com o atual momento do setor aéreo brasileiro. Segundo ele, as principais companhias em operação no país estão conseguindo se recuperar financeiramente, a exemplo da Gol -que deixou o Chapter 11 em junho do ano passado- e da Latam, que recentemente anunciou a compra de 74 aviões da Embraer.

    “A gente saneou as companhias aéreas ofertando crédito por meio do Fnac [Fundo Nacional de Aviação Civil] de R$ 5 bilhões e agora surge uma janela positiva”, afirmou.
    O prazo esperado pelo ministro para a conclusão da recuperação judicial da Azul está alinhado com o que a própria companhia antecipa. Em dezembro de 2025, a aérea teve seu plano aprovado pela Justiça dos EUA, o que é considerado um dos principais passos para o encerramento do processo.

    Para concluir o Chapter 11, a Azul propôs uma redução de mais de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) em dívidas, obrigações com arrendamentos de aeronaves, juros anuais e custos recorrentes com frota. A empresa também previu uma captação de quase US$ 1 bilhão.

    A companhia entrou com o pedido de recuperação judicial nos EUA em maio de 2025 com o objetivo de reorganizar suas dívidas. Poucos meses depois, após encerrar operações em diversas cidades e deixar de ofertar rotas, a companhia viu seu desempenho operacional melhorar e declarou ter “dinheiro suficiente” para sair do Chapter 11.

    O mercado de aviação comercial vem se recuperando nos últimos anos da crise da pandemia. Durante o evento do BTG, o ministro Costa Filho comemorou o crescimento do setor aéreo no país e citou o retorno de grandes empresas ao mercado, como TAP, Emirates, Iberia e American Airlines. Segundo ele, a aviação internacional cresceu mais de 14% em 2025.

    De acordo com o ministro, também cresceu o número de usuários anuais da malha aérea. “Fechamos o ano passado com 130 milhões de passageiros no Brasil. Em três anos de governo foram incluídos mais de 30 milhões de passageiros na aviação do país”, disse. “Estou muito animado com o momento que vive a aviação brasileira.”

    LEILÃO DO TECON 10 FICA PARA MAIO

    Durante o painel no evento, Silvio Costa Filho falou sobre o cronograma com que o ministério trabalha para o leilão do Tecon 10, o megaterminal do porto de Santos.

    Segundo ele, a expectativa é que o edital seja publicado nos primeiros dez dias de março, e que o leilão seja realizado em maio.
    “Nós estamos modelando ainda o edital para que a gente possa, ao lado da Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários], apresentar após o carnaval ao presidente Lula”, afirmou.

    O leilão do Tecon 10 vive um vaivém há meses. Um dos principais entraves é uma regra para impedir a participação de armadores, como são chamados os donos de navios.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o episódio mais recente colocou em campos opostos a Casa Civil e o Ministério de Portos e Aeroportos. Isso porque a preferência do presidente Lula é por uma solução que permita a participação de armadores chineses no certame. A indefinição pode adiar ainda mais o certame, que deveria ter acontecido no final do ano passado.

    O megaterminal será instalado em uma área no bairro do Saboó, em Santos, de 622 mil metros quadrados. O projeto é que seja multipropósito, movimentando contêineres e carga solta. O vencedor do leilão será definido pelo modelo da maior outorga: ganha quem oferecer mais dinheiro pelo direito de construí-lo e operá-lo.

    Serão quatro berços, como são chamados os locais de atracação do navio para embarque e desembarque. A previsão de investimento nos 25 anos de concessão pode chegar a R$ 40 bilhões.

    Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

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  • Diretor da PF diz que caso Master 'vem de outras gestões' no BC

    Diretor da PF diz que caso Master 'vem de outras gestões' no BC

    A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas sobre balanço das gestões da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

    RAQUEL LOPES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que o caso envolvendo o Banco Master tem origem em gestões anteriores do Banco Central, mas foi enfrentado na atual, com atuação integrada e parcerias institucionais, o que permitiu o avanço das investigações.

    A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas sobre balanço das gestões da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

    “E isso [enfrentamento] foi possível graças a essa integração, essa parceria, essa cooperação, graças à coragem também do presidente [Gabriel Galípolo], de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a coragem, a capacidade de levar à frente, levar à Polícia Federal esses dados, conforme manda a lei”, disse.

    “E aqui eu também parafraseio o presidente Galípolo para dizer e reiterar que essa autonomia que o Banco Central teve para fazer isso também tivemos nós na Polícia Federal para avançar”, acrescentou.

    Como a Folha de S. Paulo mostrou, Gabriel Galípolo disse nesta segunda (9) ser grato por passar pelo caso Master sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento da ABBC (Associação Brasileira de Bancos).

    “Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula. Eu quero sublinhar a garantia da autonomia do BC e da Polícia Federal”, disse o presidente da autoridade regulatória.

    “Muita gente pode dizer, ‘mas isso é uma garantia constitucional, está dada ali’. É isso mesmo. Mas termos essa certeza, essa tranquilidade que vamos poder trabalhar com essa devida autonomia, sem que ninguém nos pergunte o que está sendo descoberto, o que não está sendo descoberto, e garantir essa proteção por parte do Presidente da República para que a gente possa desenvolver o nosso trabalho é bastante importante”, completou Galípolo.

    Em janeiro, Lula afirmou, em um evento em Maceió, que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

    Galípolo também agradeceu ao apoio do ministro Fernando Haddad (Fazenda) e o trabalho de Paulo Gonet, procurador-geral da República e da Polícia Federal.

    Em sua fala, o presidente do BC defendeu a decisão de liquidar o banco de Daniel Vorcaro, diante de diversos vencimentos de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

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  • Ouro fecha em queda, em correção a ganhos recentes e à espera de dado dos EUA

    Ouro fecha em queda, em correção a ganhos recentes e à espera de dado dos EUA

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,95%, a US$ 5.031,00 por onça-troy.

    O ouro fechou em queda nesta terça-feira, 10, mas ainda permaneceu acima de US$ 5 mil por onça-troy, em correção a ganhos da véspera, enquanto investidores aguardam a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, na quarta-feira, 11. O mercado também pondera sinalizações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a trajetória dos juros dos EUA.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,95%, a US$ 5.031,00 por onça-troy.

    Já a prata para março recuou 2,25%, a US$ 80,38 por onça-troy.

    Após o adiamento por conta da paralisação parcial do governo dos EUA, o payroll será publicado na quarta e a expectativa é de criação entre 30 mil e 135 mil empregos em janeiro, de acordo com o Projeções Broadcast. Na avaliação do Sucden Financial, a expectativa do importante indicador do mercado de trabalho americano influencia as negociações do ouro, mas ressalta a alta volatilidade nos preços da commodity de segurança.

    Nesta terça, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, disse que sua previsão aponta que o BC norte-americano pode permanecer com a taxa inalterada \”por um bom tempo\” e que, em vez de tentar ajustar os juros com precisão, prefere \”pecar por excesso de paciência\”, sinalizando uma abordagem mais cautelosa da política monetária. A ausência de corte nos juros pode limitar os ganhos do ouro.

    O analista David Miller, que gerencia o ETF Gold Enhanced Yield com a Strategy Shares, projeta que, apesar da recente volatilidade, é possível que aconteça uma nova alta “em breve” do metal precioso, já que muitos dos fundamentos que explicam sua valorização não mudaram. \”É provável que os bancos centrais continuem comprando ouro\”, explica.

    Além das compras de ouro por bancos centrais, a expectativa se concentra para a confirmação do Senado para Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para assumir a presidência do Federal Reserve quando Jerome Powell deixar a posição.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que não pediu para o indicado cortar juros, mas ressaltou que ele foi escolhido por possuir \”mente aberta\”.

    *Com informações da Dow Jones Newswires

    Ouro fecha em queda, em correção a ganhos recentes e à espera de dado dos EUA

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  • Alimentos e bebidas têm menor inflação para janeiro em duas décadas

    Alimentos e bebidas têm menor inflação para janeiro em duas décadas

    É a menor alta dos preços do segmento em um mês de janeiro em duas décadas, desde 2006. À época, o avanço havia sido de 0,11%.

    LEONARDO VIECELI
    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A inflação do grupo alimentação e bebidas desacelerou a 0,23% em janeiro no Brasil, apontam dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    É a menor alta dos preços do segmento em um mês de janeiro em duas décadas, desde 2006. À época, o avanço havia sido de 0,11%.

    Os resultados são do IPCA, o índice oficial de inflação do país. O grupo alimentação e bebidas é o principal do indicador.

    Por questões de oferta e demanda, a comida costuma ficar mais cara entre o final e o início de ano. O que chama a atenção é que a alta de 0,23% ficou bem abaixo da registrada em outros períodos da série histórica.

    A variação também é a segunda menor para meses de janeiro desde o início do Plano Real -a moeda passou a circular em julho de 1994.

    A inflação de 0,23% veio após taxa de 0,27% em dezembro. De acordo com economistas, os preços de parte dos alimentos ainda refletem questões como a ampliação da produção e a queda do dólar em 2025. A moeda americana influencia os valores das commodities.

    “É uma reação a boas safras e apreciação cambial no ano passado”, diz o economista Fábio Romão, sócio da consultoria Logos Economia.

    Dentro de alimentação e bebidas, o subgrupo alimentação no domicílio (em casa) desacelerou o ritmo de alta a 0,10% em janeiro, após marcar 0,14% em dezembro. O IBGE destacou as quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%) no mês passado.

    Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IPCA, disse que os preços do leite refletiram a ampliação dos estoques com os impactos da produção nacional e das importações.

    Já a baixa do ovo de galinha, segundo o técnico do IBGE, está associada à trégua do custo da ração das aves e ao período de menor consumo nas férias.

    Com a volta às aulas e a proximidade da quaresma, a procura pode ficar mais aquecida nos próximos meses, gerando alguma pressão sobre os preços.

    O tomate, por sua vez, subiu em janeiro. A alta do alimento foi de 20,52%. De acordo com Fernando, houve efeito da “desaceleração da safra” com recentes registros de calor e chuvas.
    “Teve aumento de descarte. Deu uma pressionada no preço”, disse o pesquisador.

    As carnes também tiveram alta em janeiro (0,84%). O IBGE citou a carestia do contrafilé (1,86%) e da alcatra (1,61%).

    O Brasil terá eleições presidenciais em 2026, e o preço da comida costuma ser apontado como um dos principais elementos de influência no voto da população.

    Fatores como emprego e renda, que tiveram recuperação no país, também são considerados relevantes na decisão dos eleitores.
    Nos 12 meses de 2025, a alimentação no domicílio acumulou inflação de 1,43% no IPCA. Segundo Fábio Romão, é difícil que um resultado tão baixo seja repetido em 2026.

    Isso se explica pelo cenário de possível alta dos preços das carnes e dos eventuais impactos no campo do fenômeno climático El Niño, diz o economista.

    A carestia da proteína animal é esperada em 2026 devido a uma inversão no ciclo da pecuária, com menor oferta de animais para abate.
    Fábio projeta inflação de 3,8% para a alimentação no domicílio neste ano. Caso a estimativa se confirme, a comida passará a ser um vetor de pressão no IPCA, mas ainda mostrará uma variação bem-comportada em termos históricos, afirma o economista.
    Na mediana de 2011 a 2025, o avanço da alimentação no domicílio foi consideravelmente maior, de 7,8%, aponta ele.

    O custo da alimentação pesa sobretudo no orçamento das famílias mais pobres. Em termos proporcionais, essa camada da população destina uma parcela maior da renda para a compra de comida.

    Alimentos e bebidas têm menor inflação para janeiro em duas décadas

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