Categoria: ECONOMIA

  • Agente do BC que cometeu erro no caso Master vai responder por conduta, diz presidente do TCU

    Agente do BC que cometeu erro no caso Master vai responder por conduta, diz presidente do TCU

    O Tribunal de Contas da União tem dois processos em aberto contra o Banco Central. O primeiro analisa a conduta do BC na rejeição da compra do Master pelo BRB, em setembro, e o segundo a liquidação do Master, em novembro.

    MARCOS HERMANSON
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, afirmou nesta terça-feira (10) que agentes do Banco Central que tenham cometido erro ou dolo no processo de liquidação do Master vão responder por suas condutas.
    “O TCU analisa se a liquidação do banco obedeceu às normas do direito administrativo -transparência, eficiência, regularidade”, disse o ministro na CEO Conference do BTG Pactual, em São Paulo. “Alguém vai responder se for pego em erro ou dano.”

    O Tribunal de Contas da União tem dois processos em aberto contra o Banco Central. O primeiro analisa a conduta do BC na rejeição da compra do Master pelo BRB, em setembro, e o segundo a liquidação do Master, em novembro.

    Em decisão bastante criticada, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, determinou uma inspeção presencial dos documentos do Banco Central relativos à liquidação do Master. A inspeção foi realizada após acordo com a autarquia.

    Na palestra desta terça-feira, Vital do Rêgo repetiu que os processos de inspeção são corriqueiros e afastou a possibilidade de uma reversão da liquidação do Master. “O TCU não tem poder para modificar a liquidação do banco. Só quem tem poder para liquidar uma instituição financeira é o Banco Central”, disse.

    Ele afirmou que o relatório da inspeção será entregue a Jhonatan de Jesus até quinta-feira (12). “E vamos a plenário, vamos votar com absoluta liberdade, e graças a Deus eu estou doido para virar essa página.”

    CONGRESSO AVILTOU LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, DIZ MINISTRO

    Vital do Rêgo criticou a decisão do Congresso de permitir, na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em dezembro do ano passado, que o governo persiga o piso da meta fiscal.

    “Temos uma lei chamada Lei de Responsabilidade Fiscal, que existe há 25 anos, e que de vez em quando é aviltada”, afirmou. “E dessa vez foi, mais uma vez, o Congresso Nacional, em votação da LDO, [que] decidiu que o piso era a meta”.

    Apesar da crítica do ministro, o próprio relator do caso no TCU, ministro Benjamin Zymler, deu parecer liberando o governo a mirar o piso da meta. Isso foi em outubro, portanto antes da decisão do Congresso. Depois, o tribunal comunicou ao governo Lula que perseguir o piso era arriscado, mas não ilegal.

    Vital do Rêgo diz que, em 2026, o TCU pode tomar decisão que obrigue o governo a perseguir o centro da meta, e não o piso. “Nós vamos ter a mesma posição, definindo que a meta é zero. E dessa vez é uma [previsão de superávit] mais ousada do governo para 2026 […] de R$ 34 bilhões.”

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  • Quem ganha 1 salário mínimo recebe o Bolsa Família? Veja o que diz a lei

    Quem ganha 1 salário mínimo recebe o Bolsa Família? Veja o que diz a lei

    Segundo o governo, o cálculo é simples: soma-se toda a renda de quem vive na mesma casa e divide-se o total pelo número de moradores.

    Muitas pessoas acreditam que quem ganha um salário mínimo não pode receber o Bolsa Família, mas essa ideia não está totalmente correta. Pelas regras válidas em 2026, o que define o direito ao benefício não é o salário individual, e sim a renda familiar por pessoa. O programa é voltado a famílias em situação de vulnerabilidade, e para ser considerada elegível a renda mensal por integrante deve ser de até R$ 218.

    Segundo o governo, o cálculo é simples: soma-se toda a renda de quem vive na mesma casa e divide-se o total pelo número de moradores. Assim, mesmo que alguém receba um salário mínimo, a família pode se encaixar no critério, desde que o valor por pessoa fique dentro do limite.

    Um exemplo é o caso de uma casa com oito pessoas, onde a única renda seja um salário mínimo, atualmente de R$ 1.621. Quando esse valor é dividido por oito, o resultado fica em torno de R$ 202,62 por pessoa. Como essa quantia é menor do que o teto de R$ 218, a família pode, sim, ter direito ao Bolsa Família.

    Como solicitar o Bolsa Família?

    O primeiro passo é estar registrado no CadÚnico, com todos os dados atualizados e corretos. O cadastro deve ser feito em um posto de assistência social do município, como os Cras, apresentando CPF ou título de eleitor.

    Mesmo assim, é importante lembrar que estar no CadÚnico não significa entrada automática no programa.

    Regras para manter o benefício

    Além de atender ao critério de renda, quem recebe o Bolsa Família precisa cumprir exigências obrigatórias para continuar no programa. Entre elas estão:

    manter crianças e adolescentes frequentando a escola;
    realizar o acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes;
    manter a vacinação de todos os integrantes da família em dia.
    Valores pagos pelo Bolsa Família

    O programa garante um valor mínimo de R$ 600 por família, podendo aumentar conforme a composição familiar. Há pagamentos adicionais de:

    • R$ 150 por criança de até 6 anos;
    • R$ 50 para gestantes;
    • R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos;
    • R$ 50 por bebê de até seis meses.

    E se a renda aumentar?

    A legislação prevê a chamada Regra de Proteção, que evita o cancelamento imediato do benefício quando a renda familiar cresce. Nesse cenário, a família segue recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até um ano, ajudando na transição para uma nova condição financeira sem uma perda repentina do apoio.

    Quem ganha 1 salário mínimo recebe o Bolsa Família? Veja o que diz a lei

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  • Ibaneis não consegue reunir base aliada para tratar de BRB

    Ibaneis não consegue reunir base aliada para tratar de BRB

    Cancelamento do encontro expõe desconforto na base aliada do governador em meio às investigações sobre a operação entre o BRB e o Banco Master, que já mobiliza órgãos de controle e pressiona a relação do Executivo com a Câmara Legislativa.

    (FOLHAPRESS) — O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), cancelou um jantar que teria com deputados distritais da base aliada nesta segunda-feira (9) após aliados sinalizarem que o encontro poderia ser esvaziado. A decisão ocorre em meio ao desgaste provocado pelo escândalo envolvendo o BRB e o Banco Master.

    Segundo dois parlamentares que pediram anonimato, o convite partiu do próprio gabinete do governador. Diferentes locais foram cogitados para a reunião, como a residência oficial, a casa de Ibaneis e, por fim, a residência do secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha. Diante do risco de falta de quórum, o encontro acabou desmarcado, sem nova data definida.

    O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wellington Luiz (MDB), que integra a base do governo, negou que o cancelamento tenha ocorrido por falta de apoio. Segundo ele, a decisão foi adiar a conversa para depois do Carnaval.

    “Houve um entendimento para deixar a reunião para depois do Carnaval, até porque alguns deputados estão fora. Não há resistência da base em se encontrar com o governador”, afirmou. Wellington acrescentou que está à frente da articulação e que pretende ajustar uma nova data após o feriado.

    A reunião seria a primeira do ano entre Ibaneis e a Câmara Legislativa. Procurada, a assessoria do governador não se manifestou.

    Base silenciosa e clima de tensão
    Embora o governo conte com o apoio de 17 dos 24 deputados distritais, nenhum deles saiu em defesa do Executivo na abertura do ano legislativo, na semana passada. Na ocasião, parlamentares da oposição ocuparam a tribuna com críticas à gestão.

    Ibaneis também não compareceu à sessão nem enviou representante para a leitura da mensagem do governo. Wellington Luiz afirmou que a ausência se deu para evitar constrangimentos, diante do momento considerado delicado.

    Um deputado da base avalia que o governo foi jogado em uma crise em pleno ano eleitoral. Segundo ele, parte dos parlamentares se sente enganada por ter aprovado a operação envolvendo o Banco Master com base em informações limitadas repassadas pelo BRB e pelo Palácio do Buriti.

    Apesar do desgaste, iniciativas mais duras da oposição, como a abertura de uma CPI ou um eventual pedido de impeachment, só devem avançar se houver indícios de envolvimento direto do governador. Até agora, Ibaneis tem dito a aliados que errou ao confiar no então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Investigação e impacto financeiro
    Como acionista majoritário do BRB, o governo do DF precisou submeter a operação com o Banco Master à aprovação da Câmara Legislativa, o que ocorreu por 15 votos a 7. O projeto foi sancionado por Ibaneis no dia seguinte e publicado em edição extra do Diário Oficial.

    Investigações do Banco Central, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal indicam que o Master teria vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado consideradas falsas ao BRB. Segundo os investigadores, a compra da instituição teria servido para mascarar a operação e evitar a quebra do banco controlado por Daniel Vorcaro.

    O Banco Central já determinou que o BRB reserve R$ 2,6 bilhões para cobrir possíveis prejuízos. Em depoimento à PF, o diretor de Fiscalização do BC, Aílton de Aquino, afirmou que o valor pode ser ainda maior, devido à baixa qualidade dos ativos recebidos.

    Na sexta-feira (6), o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, apresentou um plano de capitalização ao BC com quatro propostas. Parte das medidas depende do aval dos deputados distritais e inclui a venda de ativos do Master, empréstimos com consórcio de bancos, apoio do Fundo Garantidor de Créditos e a criação de um fundo imobiliário com ativos do governo do DF.

    Ibaneis não consegue reunir base aliada para tratar de BRB

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  • Inflação fica em 0,33% em janeiro e repete taxa de dezembro

    Inflação fica em 0,33% em janeiro e repete taxa de dezembro

    IPCA repete taxa de dezembro, acumula alta de 4,44% em 12 meses e permanece dentro do intervalo da meta; mercado avalia impacto dos juros elevados e projeta início de cortes da Selic a partir de março.

    (FOLHAPRESS) 

    A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,33% em janeiro, repetindo a taxa registrada em dezembro, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (10).

    O resultado veio praticamente em linha com as expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela Bloomberg projetavam uma alta de 0,32% para o primeiro mês de 2026, com estimativas variando entre 0,26% e 0,40%.

    Com o dado de janeiro, o IPCA passou a acumular alta de 4,44% em 12 meses. Até dezembro, o índice registrava variação de 4,26%, segundo o instituto.

    Na tentativa de conter a inflação, o Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano. O patamar elevado encarece o crédito e tende a reduzir o consumo de bens e serviços ao longo do tempo, o que ajuda a aliviar a pressão sobre os preços.

    Por outro lado, o aperto monetário costuma ter impacto negativo sobre a atividade econômica, que já apresentou sinais de desaceleração, inclusive no desempenho do PIB (Produto Interno Bruto).

    Meta de inflação e cenário para 2026
    O Banco Central trabalha com uma meta de inflação de 3% no acumulado de 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

    Desde 2025, o sistema de metas passou a ser contínuo, sem vinculação ao ano-calendário. Nesse modelo, a meta é considerada descumprida se o IPCA permanecer por seis meses consecutivos fora do intervalo de tolerância.

    O índice ultrapassou o teto contínuo pela primeira vez em junho do ano passado, mas voltou a ficar abaixo de 4,5% em novembro. Segundo analistas, a desaceleração dos preços de alimentos com a supersafra de grãos, a queda do dólar e os juros elevados ajudaram a conter a inflação no fim de 2025.

    Para 2026, a mediana das projeções do mercado aponta inflação de 3,97% até dezembro, abaixo do teto da meta. O dado consta no boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (9). Há quatro semanas, a estimativa era de 4,05%.

    Economistas avaliam que o Banco Central deve iniciar o ciclo de cortes da Selic a partir de março, quando ocorre a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O próprio colegiado já sinalizou essa possibilidade em sua reunião mais recente, realizada em janeiro.

    As projeções do mercado indicam que a Selic pode encerrar 2026 em 12,25%, de acordo com o Focus.

     
     
     

    Inflação fica em 0,33% em janeiro e repete taxa de dezembro

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  • Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

    Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

    Durante evento no Instituto Butantan, presidente atribuiu a variação cambial ao comportamento de Donald Trump, criticou o unilateralismo na política internacional, rejeitou a ideia de subordinação do Brasil às grandes potências e ironizou a possibilidade de um conflito com os Estados Unidos.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 9, que a variação recente do dólar não tem relação com a economia brasileira, mas com o comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a moeda norte-americana oscila de acordo com o “humor” do líder americano.

    “Eu fico me perguntando: ‘E o dólar que ia para R$ 7 e está em R$ 5,23?’ O dólar está oscilando porque depende do humor do Trump. Não depende de nós e não depende da seriedade da nossa economia”, disse Lula durante cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo.

    Ao comentar a política externa dos Estados Unidos, o presidente brasileiro criticou o que chamou de unilateralismo baseado na ideia de que países mais fortes podem impor sua vontade aos mais fracos. Lula afirmou que o Brasil não busca exercer supremacia regional, mas também não aceita ocupar uma posição de inferioridade no cenário internacional.

    “O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco não nos interessa. Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou sobre a Bolívia. Mas também não quero ser menor do que os Estados Unidos e do que a China. Não estamos escolhendo entre a China e os Estados Unidos, estamos escolhendo o que é melhor para o nosso país”, declarou.

    Ainda ao tratar das tensões com os Estados Unidos, intensificadas após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em julho do ano passado, Lula ironizou a possibilidade de um conflito militar entre os dois países.

    “Não adianta ficar falando na televisão que tem o maior navio de guerra ou o maior submarino. Eu não quero briga com eles, eu sou doido? Vai que eu brigo e eu ganho. O que eu vou fazer depois?”, disse, em tom de brincadeira.

    Na mesma agenda, o presidente visitou o Instituto Butantan e anunciou R$ 1,8 bilhão em investimentos voltados à ampliação da infraestrutura e da capacidade produtiva de vacinas e insumos biológicos.

     
     

    Dólar oscila porque depende do humor de Trump, diz Lula

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  • Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

    Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

    Ampliação no cruzamento de dados e novas checagens administrativas acendem o sinal de atenção para segurados, que precisam acompanhar comunicados oficiais e entender em quais situações o instituto pode solicitar confirmação de informações

    Boatos sobre a criação de um novo cadastro obrigatório do INSS em 2026 têm gerado preocupação entre aposentados e pensionistas, mas o instituto esclarece que nenhuma exigência geral foi criada. Não existe convocação em massa nem necessidade de recadastramento automático para todos os beneficiários.

    O que mudou foi a forma de fiscalização. A partir deste ano, o INSS intensificou o cruzamento de dados com registros públicos e passou a agir de forma mais pontual quando identifica informações inconsistentes nos cadastros. Nessas situações específicas, o próprio sistema abre uma solicitação individual de atualização.

    Desde 2023, a comprovação de vida deixou de ser presencial e passou a ocorrer de maneira automática, com base em movimentações oficiais, como uso do CPF, registros bancários e acesso a serviços públicos. Mesmo assim, inconsistências em dados pessoais, endereço ou documentos podem gerar alertas e pedidos de correção.

    O objetivo da atualização não é criar novas obrigações, mas garantir que os benefícios sejam pagos corretamente. O INSS afirma que as revisões ajudam a evitar fraudes, corrigir dados desatualizados e reduzir erros que podem levar a bloqueios indevidos.

    Nem todos os segurados serão afetados. A exigência aparece apenas para quem recebe uma notificação formal dentro do sistema. Em geral, isso atinge aposentados, pensionistas, beneficiários de auxílios ou pessoas com informações divergentes nos bancos de dados oficiais.

    Ignorar uma solicitação de atualização pode resultar na suspensão temporária do benefício. Por isso, a orientação é simples: acompanhar regularmente o Meu INSS, no site ou aplicativo oficial. Se não houver aviso ativo, não há qualquer providência a ser tomada.

    Quando existe uma exigência aberta, o próprio sistema indica quais documentos devem ser enviados. Normalmente, são solicitados documento com foto, CPF e comprovante de residência. Todo o processo é feito de forma digital, sem necessidade de ir a uma agência, e o andamento pode ser acompanhado online.

    A recomendação do INSS é que os segurados verifiquem a plataforma com frequência, respeitem os prazos indicados e guardem os comprovantes de envio. Em caso de dificuldades técnicas, o atendimento telefônico pelo número 135 continua disponível.

    Em resumo, 2026 não trouxe um novo cadastro para todos, mas sim um controle mais rigoroso e direcionado. Quem mantém os dados corretos e acompanha o Meu INSS não precisa se preocupar com mudanças repentinas nem com bloqueios inesperados.

    Atualização de dados no INSS em 2026: quando é necessária e como agir

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  • Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

    Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

    A última vez em que a moeda americana esteve nesse patamar foi em 28 de maio de 2024, há quase 21 meses, quando encerrou o dia a R$ 5,160.

    MATHEUS DOS SANTOS
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,187, nesta segunda-feira (9), e renovou a mínima em quase dois anos. A última vez em que a moeda americana esteve nesse patamar foi em 28 de maio de 2024, há quase 21 meses, quando encerrou o dia a R$ 5,160.

    A moeda se desvalorizou em meio a um cenário global de maior apetite ao risco. O movimento foi desencadeado por um alerta de autoridades chinesas a instituições financeiras do país para reduzirem a exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

    No cenário doméstico, a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um evento promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) também influenciou o pregão.
    A Bolsa, por outro lado, avançou 1,79%, aos 186.241 pontos, impulsionada pelo desempenho positivo de Vale e dos bancos. É a primeira vez que o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fecha acima dos 186 mil pontos.

    O pregão repercutiu um alerta da China para que bancos limitem a compra de Treasuries, os títulos do Tesouro americano, em meio a dúvidas crescentes sobre a atratividade dos ativos dos Estados Unidos.

    Segundo a Bloomberg, reguladores chineses aconselharam instituições financeiras a reduzir a exposição a esses papéis devido a preocupações com concentração de risco e volatilidade. Autoridades pediram que os bancos limitem novas aquisições de títulos do governo americano e orientaram instituições com maior exposição a reduzir suas posições.

    O Banco Popular da China e a Administração Nacional de Regulação Financeira não comentaram o assunto.

    “Esse movimento pressionou o dólar, uma vez que o maior comprador de Treasuries -e grande gerador de demanda por dólares- reduziu sua atuação”, diz Higor Rabelo, especialista da Valor Investimentos.

    No cenário internacional, a moeda também desvalorizou, com o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outros seis fortes moedas, caindo 0,80%. No último dia 29, o dólar já havia fechado cotado a R$ 5,194, mínima anual da moeda até então.

    Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a valorização do real durante o dia é reflexo de um bom momento em 2026. “O desempenho está apoiado em boas perspectivas para mercados emergentes, na expectativa de cortes da taxa Selic nas próximas reuniões (mantendo um diferencial de juros com os EUA atrativo) e no movimento generalizado de diversificação global para fora dos EUA”.

    Ainda no cenário internacional, o PLD (Partido Liberal Democrático), sigla da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, conquistou 316 assentos na Câmara Baixa, resultado muito além dos 233 necessários para garantir a maioria simples, segundo os dados coletados pela emissora pública NHK.

    Com a vitória, o PLD fortaleceu seu poder, uma vez que governa o país de maneira quase ininterrupta desde 1955. As ações japonesas atingiram níveis recordes após o resultado, com o índice Nikkei avançando 3,9%, a 56.363 pontos.

    Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, episódio também impactou a Bolsa brasileira. “Os resultados da eleição japonesa que trazem ao país um panorama de expansão fiscal e cortes de impostos ajudaram a impulsionar o apetite global por risco”, diz.

    Com um maior controle fiscal, cresce a previsão de uma política monetária menos restritiva, o que favorece ativos de risco.

    Perri também destaca que o movimento de rotação global, que favorece mercados emergentes, impulsionando a Bolsa. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o volume aportado por investidores estrangeiros na B3 em janeiro deste ano superou a soma total do ano de 2025.

    No ambiente doméstico, Gabriel Galípolo, presidente do BC, reforçou que a autarquia terá uma condução gradual da política monetária brasileira, sinalizando que o ritmo de cortes na taxa Selic acompanhará indicadores.

    “A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)… Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste”, afirmou em evento, em São Paulo.
    A fala está em linha com a ata do Copom divulgada na semana passada. O documento sinalizou um possível corte da taxa Selic em março, após melhora do cenário inflacionário, mas destacou a necessidade de manter os juros em patamar elevado até que o processo de convergência da inflação ao centro da meta esteja consolidado.

    O alvo central de inflação do Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para analistas, a ata reforçou a perspectiva de início do ciclo de cortes, mas deixou em aberto o ritmo do afrouxamento monetário, que seguirá dependente dos dados.

    Alexandre Viotto, chefe de banking da EQI Investimentos, afirma que o discurso de Galípolo transmitiu uma mensagem de controle. “A leitura predominante é de que o ciclo de cortes de juros deve ser suave -não se espera, por exemplo, reduções agressivas de 0,5 ponto percentual em sequência”.

    O comportamento deve beneficiar o chamado “carry trade” brasileiro. Nele, pega-se dinheiro emprestado a taxas mais baixas, como a dos EUA, para investir em ativos com alta rentabilidade, como a renda fixa brasileira. Assim, quanto mais atrativo o carry trade, mais dólares tendem a entrar no Brasil.

    A temporada de balanços também seguiu no radar de analistas. Após Santander, Itaú e Bradesco, o BTG Pactual divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025.

    O banco registrou alta anual de 40,3% no lucro, alcançando R$ 4,6 bilhões no período, levemente acima da expectativa de R$ 4,56 bilhões apurada pela LSEG.

    Também estão previstos para esta segunda-feira os balanços de BB Seguridade, Motiva e Banco Pan.

    Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

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  • Boulos diz que vai discutir tramitação de projeto sobre fim da escala 6×1 com Motta para acelerar processo

    Boulos diz que vai discutir tramitação de projeto sobre fim da escala 6×1 com Motta para acelerar processo

    Motta enviou para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do assunto. O governo quer que o Legislativo discuta um PL (Projeto de Lei) em regime de urgência, seguindo uma estratégia segundo a qual, desse modo, o projeto poderia ser aprovado com mais rapidez.

    BRUNO RIBEIRO
    MAUÁ, SP (FOLHAPRESS) – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), disse nesta segunda-feira (9), durante uma visita do presidente Lula (PT) a Mauá, na Grande São Paulo, que vai procurar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir divergências entre eles acerca da tramitação da redução da escala de trabalho 6×1.

    Motta enviou para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do assunto. O governo quer que o Legislativo discuta um PL (Projeto de Lei) em regime de urgência, seguindo uma estratégia segundo a qual, desse modo, o projeto poderia ser aprovado com mais rapidez.

    “Nós vamos chamar o presidente Hugo Motta para uma reunião na quinta-feira [12]”, disse Boulos. “Já tínhamos conversado com ele antes, em um jantar na semana passada, lá na Granja do Torto, com o presidente Lula, o presidente Hugo Motta, eu, a ministra Gleisi [Hoffmann] e o ministro [Luiz] Marinho, para discutirmos os melhores caminhos do trâmite do fim da escala 6×1.”

    “Todo o processo tem negociação, mas nós não abrimos mão de um máximo de 5×2, da redução da jornada para 40 horas, e também de não haver redução de salário. Essa é a perspectiva que o governo quer levar ao presidente Hugo Motta”, disse Boulos.

    O governo elegeu a redução da jornada de trabalho como uma das prioridades do ano, e o PT trabalha para aprovar a proposta antes do início do período eleitoral, quando Lula tentará a reeleição.

    “Uma PEC, vocês sabem, tem de ter mais votos do que um projeto de lei. Ou seja, tem mais dificuldade de aprovação, precisa de apoio de partidos da oposição. Já um projeto de lei, se nós conseguirmos consolidar a base do governo, a gente consegue aprovar neste semestre e garantir esse direito para os trabalhadores brasileiros”, complementou Boulos.

    Motta informou nesta segunda que, depois de passar pela CCJ, que analisa a constitucionalidade das propostas, será criada uma comissão especial na Casa para debater o texto. O deputado afirmou que “todos os setores” serão ouvidos “com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros.

    O texto que prevê o fim da escala 6×1 que será analisado pelos deputados é a PEC apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP), a qual foi apensada a proposta de Reginaldo Lopes (PT-MG).

    A PEC de Lopes, assim como a de Erika, altera o artigo 7º da Constituição, criando a jornada máxima de 36 horas semanais, que podem ser distribuídas ao longo da semana como o empregador achar melhor. Por dia, o limite de trabalho é de oito horas.

    Os trabalhadores poderão ter jornada de 5×2, segundo a PEC de Lopes, em setores como o de bancos, por exemplo, trabalhando sete horas diárias. Na de Erika, no entanto, são quatro dias de trabalho.

    O presidente da Câmara ainda defendeu, em comunicado divulgado pela assessoria de imprensa, a construção de uma proposta “o mais justa possível” e declarou que, quando a carteira de trabalho foi criada, “também fizeram péssimas projeções”.

    Boulos diz que vai discutir tramitação de projeto sobre fim da escala 6×1 com Motta para acelerar processo

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  • Galípolo reconhece 'melhora' no cenário inflacionário desde a conclusão da alta dos juros

    Galípolo reconhece 'melhora' no cenário inflacionário desde a conclusão da alta dos juros

    Presidente do Banco Central diz que expectativas e inflação corrente apresentaram melhora após o fim do ciclo de alta da Selic, mas destaca resiliência da atividade econômica e sinais de mercado de trabalho ainda aquecido.

    O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, reconheceu nesta segunda-feira, 9, que houve uma melhora no cenário inflacionário desde a decisão da autoridade monetária de interromper o ciclo de alta da Selic e manter a taxa em 15% por um período “bastante prolongado”.

    “Existe a necessidade de reconhecer que houve melhora entre o período em que concluímos a alta de juros e agora. Há melhora nas expectativas e na inflação corrente”, afirmou Galípolo durante um evento sobre estabilidade financeira promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

    Segundo ele, a inflação se comportou melhor do que o esperado em um ambiente de política monetária restritiva, embora a atividade econômica siga demonstrando resiliência. “Temos evidências de um mercado de trabalho apertado”, destacou.

    Galípolo acrescentou que a política monetária passou por diferentes fases ao longo do período recente. Inicialmente, houve a elevação dos juros em um contexto no qual as expectativas de inflação “namoravam” o patamar de 6%. Naquele momento, lembrou, a inflação de alimentos chegou a se aproximar de 17%.

    Galípolo reconhece 'melhora' no cenário inflacionário desde a conclusão da alta dos juros

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  • Assim como diesel, gasolina no Brasil fica mais barata do que no exterior, diz Abicom

    Assim como diesel, gasolina no Brasil fica mais barata do que no exterior, diz Abicom

    Para alinhar os preços ao mercado internacional, seria possível aumentar o diesel em R$ 0,23 por litro e a gasolina em R$ 0,05 por litro, segundo a média dos principais polos de importação (Itaqui, Suape, Paulínia, Araucária, Itacoatiara e Aratu)

    A alta do petróleo no mercado internacional tem aumentado a defasagem dos preços dos combustíveis vendidos nas refinarias brasileiras, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A gasolina, que até o final de janeiro era vendida mais cara nas refinarias brasileiras, passou a ficar 2% mais barata no fechamento de sexta-feira, 6. Já o diesel, que chegou a registrar defasagem de 19% no início de fevereiro e não é reajustado pela Petrobras desde maio do ano passado, registrou na sexta-feira uma diferença de 7% contra o preço praticado nas refinarias instaladas no Golfo do México.

    Para alinhar os preços ao mercado internacional, seria possível aumentar o diesel em R$ 0,23 por litro e a gasolina em R$ 0,05 por litro, segundo a média dos principais polos de importação (Itaqui, Suape, Paulínia, Araucária, Itacoatiara e Aratu).

    Se levada em conta apenas a Petrobras, dona de 80% do mercado de refino, a alta do diesel poderia ser de R$ 0,24 por litro.

    A Refinaria de Mataripe, na Bahia, que diz acompanhar o preço de paridade de importação (PPI), não reajustou os combustíveis na semana passada.

    Já a Petrobras, que abandonou o PPI em maio de 2023, fez o último reajuste da gasolina no dia 27 de janeiro, uma queda de 5,2% para as distribuidoras, ou menos R$ 0,14 por litro. Já o diesel teve queda de R$ 0,16 por litro em 6 de maio de 2025 pela estatal.

    Assim como diesel, gasolina no Brasil fica mais barata do que no exterior, diz Abicom

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