Categoria: ECONOMIA

  • Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo

    Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo

    O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,22, com recuo de R$ 0,034 (-0,64%). 

    Num dia de recuperação no mercado financeiro, o dólar aproximou-se de R$ 5,20 e eliminou parte das altas dos últimos dias. A bolsa de valores teve ganho moderado e voltou a encostar nos 183 mil pontos.

    O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,22, com recuo de R$ 0,034 (-0,64%). 

    A cotação operou em baixa durante toda a sessão, chegando a R$ 5,20 por volta das 14h45, mas reduziu o ritmo de queda com investidores aproveitando a cotação baixa para comprar moeda.

     

    Com a queda desta sexta, o dólar caiu 0,65% na semana. Em 2026, a divisa acumula baixa de 4,9%.

    Ibovespa

    O mercado de ações teve mais um dia de recuperação. Após a forte queda na quarta-feira (4), o índice Ibovespa, da B3, subiu pela segunda vez consecutiva e atingiu 182.950 pontos, com alta de 0,45%.

    A bolsa alternou altas e baixas durante a sessão, mas firmou a tendência de alta perto do fim das negociações. Na semana, o Ibovespa subiu 0,87%.

    Fatores externos

    Sem grandes notícias no cenário interno, o mercado financeiro foi dominado por fatores externos. A recuperação das bolsas estadunidenses, que subiram nesta sexta após várias quedas consecutivas, beneficiou o mercado global.

    Nos últimos dias, ações de empresas de tecnologia despencaram por receio do estouro de uma bolha no setor de inteligência artificial. No entanto, parte da queda foi revertida nesta sexta, porque os papéis ficaram baratos, atraindo o interesse de compradores.

    *com informações da Reuters

    Dólar cai para R$ 5,22, em linha com o mercado externo

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  • Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

    Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

    A ligação entre as instituições ocorre devido à existência de operações do BRB para a compra de carteiras de crédito do Banco Master, que controlava o Will. O BRB, no entanto, não informou por qual negociação específica os contratos do Will Bank passaram a integrar sua base.

    JÚLIA GALVÃO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Clientes que contrataram empréstimos ou outros serviços financeiros no Will Bank relatam que passaram a constar como devedores do BRB (Banco de Brasília), mesmo em casos em que os débitos já haviam sido quitados.

    A informação foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

    A ligação entre as instituições ocorre devido à existência de operações do BRB para a compra de carteiras de crédito do Banco Master, que controlava o Will. O BRB, no entanto, não informou por qual negociação específica os contratos do Will Bank passaram a integrar sua base.

    Os registros aparecem no SCR (Sistema de Informações de Crédito), do BC (Banco Central), acessado pelos consumidores por meio do Registrato, plataforma que reúne dados enviados por instituições financeiras. Relatos indicam que clientes passaram a ter dívidas sinalizadas como ativas ou em atraso, com valores que continuam sendo atualizados com juros, apesar de afirmarem não ter pendências com o banco estatal.

    Entre os afetados está a trabalhadora rural Derlane Hermisdolffe, 34. Ela renegociou uma dívida de cartão com o Will Bank depois que o valor devido cresceu e chegou a cerca de R$ 10 mil. O débito foi quitado à vista por R$ 1.695,13. Segundo relata, após o pagamento do montante acordado, encerrou a conta na instituição financeira. Ainda assim, passou a constar no Registrato como devedora do BRB no último mês, com um débito que já ultrapassa R$ 50 mil.

    Derlane, de Água Doce do Norte (ES), afirma não ter condições de arcar com advogados e diz que entrou em contato com o BRB, que lhe informou um prazo até 11 de fevereiro para análise do caso. Até lá, o suposto valor devido ao banco segue aumentando.

    Em nota, o BRB afirma que, após a liquidação do Will Bank, deixou de receber do liquidante as informações necessárias sobre o repasse e a quitação das operações de crédito cedidas. “Pelas regras contratuais, o banco que originou os créditos deve acompanhar os pagamentos e, na sequência, fazer o envio dos dados e dos valores correspondentes ao BRB”, diz o banco estatal.

    Segundo o BRB, após a liquidação, o fluxo de informações não foi retomado pelo liquidante, o que impede a baixa de algumas operações. Com isso, contratos já quitados no banco de origem passaram a aparecer como ativos ou inadimplentes no SCR. “[O banco] está preparado para realizar a correção imediata dos dados assim que houver retorno do administrador do banco em liquidação.”

    A assistente de logística Lavínia Machado, 28, diz que descobriu a suposta dívida depois de ter um financiamento imobiliário negado, após surgir uma restrição em seu CPF vinculada ao BRB. “Fiquei muito preocupada porque nunca tive dívidas no SPC ou Serasa”, afirma. Segundo ela, por recomendação do seu corretor, acessou o Registrato, onde encontrou o registro de uma dívida de R$ 3.377 atribuída ao banco estatal.

    Lavínia diz que, ao entrar em contato com o BRB, foi informada de que a instituição comprou parte da carteira do Will Bank e que os valores pagos pelos clientes não estariam sendo repassados. “Mesmo sem faturas vencidas, a restrição ficou no meu CPF”, diz.
    Ela afirma ainda que o banco prometeu resolver o problema em até sete dias úteis, o que não ocorreu. Além disso, no Registrato, sua dívida aparece como parcelamento de fatura, mas Lavínia diz que nunca fez esse tipo de acordo com o Will Bank. Ela também conta que já recorreu à Justiça.

    Já Laís Rocha, 21, afirma que mantinha em dia um parcelamento de fatura de cartão no Will Bank, mas viu seu score de crédito cair após surgir uma dívida vencida vinculada ao Banco de Brasília. As parcelas, segundo ela, são de R$ 100, mas o valor apontado como devido ao banco estatal já ultrapassa R$ 1.000.

    Laís diz que, no aplicativo do Will Bank, nunca recebeu mensagens de atraso ou cobrança de juros. Ela diz que pretende continuar pagando as quatro parcelas restantes para quitar a dívida e aguarda um retorno do BRB sobre o protocolo aberto.

    No portal Reclame Aqui, o BRB já acumula dezenas de reclamações relacionadas a registros de dívidas atribuídas ao banco. “No meu relatório no Registrato está constando uma conta vencida no valor de R$ 1.124 que acredito que está atrapalhando meu acesso a crédito. Mas eu nunca tive conta nesse banco, as duas dívidas que eu tinha já foram quitadas e saíram do Serasa”, diz um dos comentários registrados na plataforma.

    Segundo o advogado Jorge Calazans, especialista na defesa de vítimas de fraudes financeiras, em processos de liquidação extrajudicial, especialmente quando há interrupção abrupta das operações e migração de bases de dados, são relativamente comuns falhas de reporte e inconsistências cadastrais.

    No caso do Will Bank, ele afirma que houve um volume considerado anormal de reclamações envolvendo cobranças indevidas, com reaparecimento de obrigações já quitadas.

    Calazans diz que, após a decretação da liquidação, a responsabilidade pela correção das inconsistências cadastrais passa ao liquidante nomeado pelo Banco Central, que administra a massa liquidanda. Ainda assim, segundo ele, pode haver corresponsabilidade técnica do banco que adquiriu a carteira (neste caso o BRB), a depender do papel desempenhado no processamento e no envio das informações.

    O especialista afirma que, em casos como esse, o consumidor tem direito à correção imediata de informações falsas ou imprecisas. “Além disso, é juridicamente possível pleitear indenização por danos morais e materiais, já que a restrição indevida no sistema financeiro impacta diretamente a vida econômica do cidadão, dificultando ou impedindo o acesso a crédito e serviços bancários”, diz.

    O QUE FAZER AO DESCOBRIR A DÍVIDA?

    Calazans orienta que o primeiro passo é buscar a via administrativa, com contato direto com o canal oficial da liquidação para solicitar a correção formal dos dados, além do registro de reclamação no Procon. Ele também recomenda acionar o Banco Central para contestar informações lançadas no Registrato.

    Caso a irregularidade persista ou haja urgência na liberação do crédito, ele afirma que é possível recorrer à via judicial para obter a exclusão do apontamento indevido, inclusive por meio de tutela de urgência, além de eventual indenização.

    O especialista diz ainda que é importante reunir toda a documentação que comprove a quitação da dívida antes de iniciar qualquer medida e lembra que ações indenizatórias possuem prazo prescricional de três anos.

    Clientes pagaram dívida com Will Bank, mas agora estão na lista de devedores do BRB

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  • O que mais preocupa os bilionários em 2026?

    O que mais preocupa os bilionários em 2026?

    O que os mais ricos do mundo mais temem neste momento.

    Riqueza e influência nem sempre trazem paz de espírito. À medida que avançamos para 2026, os indivíduos mais ricos do mundo enfrentam um conjunto singular de desafios. De acordo com os dados mais recentes da Pesquisa de Bilionários da UBS, os ultrarricos não estão mais focados apenas em aumentar suas fortunas.

    Políticas governamentais, guerras comerciais internacionais e o potencial para conflitos em larga escala são questões importantes que os preocupam. Do aumento do custo de vida devido a novos impostos à natureza imprevisível da política global, essas preocupações refletem um mundo em transição.

    Esta galeria examina os 15 principais medos que atualmente assombram os bilionários, oferecendo um raro vislumbre dos riscos que tiram o sono dos indivíduos mais poderosos do mundo. Ficou curioso? Clique para saber mais.

    O que mais preocupa os bilionários em 2026?

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  • Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

    Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

    “[São] Eles que têm que temer discutir economia com a gente, porque eles não tem argumento para defender o que eles fizeram, não tem”, disse, em evento durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador (BA).

    FERNANDA BRIGATTI E CATIA SEABRA
    BRASÍLIA, DF E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, disse nesta sexta-feira (6) que o governo Jair Bolsonaro (PL) promoveu uma “espécie de estupro das contas públicas, uma coisa alucinada.” Para o chefe da equipe econômica de Lula 3, o PT deveria tirar proveito e explicar o que foi herdado da gestão anterior.

    “[São] Eles que têm que temer discutir economia com a gente, porque eles não tem argumento para defender o que eles fizeram, não tem”, disse, em evento durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador (BA).
    Na avaliação de Haddad, a estratégia do governo Bolsonaro era deixar uma armadilha que inviabilizasse a gestão Lula, repetindo um argumento que tem defendido em entrevistas, o de que a atual situação fiscal deficitária são consequência de uma “herança maldita” da gestão anterior.

    Ele citou a flexibilização de acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), a postergação do pagamento de precatórios, o aumento de repasses ao Fundeb (Fundo de Manutenção da Educação Básica) e o reajuste do Auxílio Brasil (programa depois incorporado ao Bolsa Família), que não estavam no Orçamento.

    O relato de Haddad quanto ao quadro em 2023, quando assumiu a Fazenda, serviu também de ponte para uma defesa da política econômica de sua pasta desde então, que por diversas vezes foi alvo de críticas dentro do PT. Haddad era acusado de promover um “austericídio”.

    Medidas como a PEC da Transição e depois a lei complementar que criou o arcabouço fiscal foram, segundo o ministro da Fazenda, necessárias para evitar a total paralisia do governo ainda no primeiro ano de gestão.

    “Vejo muitas pessoas legitimamente questionando. Estou dizendo que podemos discutir, mas foi o acordo possível para você superar o teto de gastos, que já tinha sido desmoralizado”, afirmou. “E a gente substituiu com um Congresso no qual a gente tem, se tanto, 30% dos votos, e tinha que ter uma votação expressiva, quórum qualificado.”

    Haddad também defendeu medidas que, segundo ele, sequer haviam sido tentadas em governos anteriores, como a volta do voto de desempate no Carf, a tributação de offshores e de fundos familiares fechados. “Eu podia ficar a tarde só falando o que nós aprovamos”, disse. “Não é valentia de minha parte, se não fizesse, a gente chegava até aqui.”

    Questionado sobre a inteção de Lula incluir em sua campanha para este ano uma proposta de tarifa zero no transporte público, Haddad afirmou que o programa precisa ser desenhado com consistência, de modo a não deixar margem para retrocesso.

    Segundo ele, é necessário definir como será o financiamento do programa e que considere questões como a emissão de carbono. “Gosto de fazer as coisas assim, entregar uma coisa que vai ter sustentabilidade, porque aí vira uma conquista da população e a direita não consegue destruir.”

    Outra bandeira prioritária de Lula para este ano, o fim da jornada de trabalho 6×1 foi citada pelo ministro como algo que “não tem impacto fiscal”, e que por isso não exigira o tempo de maturação da proposta da tarifa zero.

    O ministro da Fazenda também defendeu a queda nos juros básicos, a Selic, para menos de 10%. A Selic está em 15% ao ano, e o Copom (Comitê de Política Econômica) indicou que deve dar início a um ciclo de cortes. “Temos que ir para juro de um dígito e nunca mais pensar em juros de dois dígitos no Brasil. Nós podemos crescer, ter um crescimento mínimo garantido.”

    Haddad foi questionado sobre o efeito do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que poderia agora, em ano eleitoral, ser usado como munição pela oposição. O ministro afirmou que Lula não olha “governador A, B ou C, ele quer saber se vai atender ou não a população daquele estado.”

    Segundo o ministro da Fazenda, o programa partiu de uma decisão política e da constatação de que a situação de alguns estados era insustentável. “Agora, nós acabamos favorecendo os estados não devedores porque a gente incluiu o mecanismo de que uma parte do desconto cria um fundo para partilhar para os estados não devedores.”

    SOLUÇÃO FINAL PARA PENDURICALHOS VIRÁ DO CONGRESSO

    O ministro Fernando Haddad afirmou, ao deixar o congresso do PT, que tem defendido desde o início do governo a elaboração de uma lei para regular verbas indenizatórias e que todos os Poderes precisam se sujeitar às mesmas regras fiscais.

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana, em seu segundo dia de trabalho depois do recesso parlamentar, projetos de lei que preveem uma nova gratificação a servidores do Legislativo e que criam uma licença compensatória que permite que o salário dos funcionários das Casas ultrapasse o teto constitucional.

    Haddad afirmou que o conceito da verba indenizatória se perdeu nos últimos anos. O chefe da equipe econômica disse defender, além de uma regra, um teto para esses benefícios.”O deputado Pedro Paulo, por exemplo, apresentou uma proposta de regulação disso na forma de uma PEC, que não foi apreciada”, disse, em referência ao parlamentar do PSD do Rio de Janeiro que é relator da proposta de reforma administrativa.

    “Penso que a solução final para isso virá do Congresso”, afirmou. Haddad também disse considerar que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, está certo em suspender os pagamentos. Na quinta (5), Dino deu 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem verbas pagas e suspendam aquelas sem base legal.

    No Planalto, integrantes da equipe do presidente Lula defendem o veto da lei aprovada.

    Haddad diz que Bolsonaro 'estuprou' contas públicas

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  • Processos encarecem passagem, diz presidente da Anac sobre limitar ações por atraso de voo

    Processos encarecem passagem, diz presidente da Anac sobre limitar ações por atraso de voo

    Proposta da Anac reforça que companhias aéreas não podem ser responsabilizadas por atrasos causados por força maior, como clima e fechamento de aeroportos. Idec vê risco de restrição de direitos, enquanto agência afirma que assistência ao passageiro continua obrigatória

    (FOLHAPRESS) — O presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Faierstein, afirmou que a proposta do órgão para isentar companhias aéreas de responsabilidade civil em casos específicos de atraso ou cancelamento não retira direitos dos passageiros. Segundo ele, a medida apenas delimita situações em que as empresas não podem ser penalizadas por fatores fora de seu controle.

    Faierstein citou dados da própria agência para sustentar o argumento. Em 2025, apenas 1,6% dos voos foram cancelados e outros 6,5% registraram atrasos superiores a 30 minutos. “É um dos maiores índices de pontualidade do mundo”, afirmou.

    De acordo com o presidente da Anac, a proposta não impede a judicialização quando ela é necessária. “Se a companhia aérea não pagou hotel, não ofereceu alimentação ou se o atraso ocorreu por falha da aeronave, da tripulação ou do sistema, estamos dizendo claramente que a culpa é dela”, explicou.

    A agência submeteu à consulta pública, na última quinta-feira (22), uma proposta de alteração da regulação civil que mantém a responsabilidade das empresas por danos decorrentes de atrasos significativos. O texto, porém, reforça que as companhias não podem ser responsabilizadas em situações de caso fortuito ou força maior.

    Na prática, atrasos e cancelamentos provocados por tempestades, fechamento de aeroportos ou determinações de autoridades não dariam direito à indenização por dano moral. Essa previsão já constava em uma lei de 2020, mas seria reforçada caso a nova regulamentação entre em vigor.

    O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) manifestou preocupação com a proposta. Em nota, a entidade afirmou que a regra pode desestimular o reconhecimento de danos morais e funcionar como uma barreira ao acesso à Justiça. “Qualquer revisão normativa deve fortalecer a qualidade do serviço e os mecanismos de prevenção de danos, e não restringir direitos já consolidados dos passageiros”, afirmou o instituto.

    Faierstein disse que o texto ainda não é definitivo e que a consulta pública existe justamente para receber contribuições da sociedade, inclusive do Idec. Ele também se comprometeu a prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional antes da aprovação final da medida.

    Defensores da proposta argumentam que há uma “indústria de ações judiciais” contra companhias aéreas, o que encarece as passagens. O presidente da Anac endossou essa avaliação e afirmou que cerca de 4,6% do preço dos bilhetes estaria relacionado aos custos com processos judiciais. “A gente brinca que existe advogado de porta de finger. Quando o passageiro pousa, já tem alguém com a procuração pronta. A coisa perdeu o controle”, disse.

    A Anac prevê para março a implementação de uma plataforma virtual que permitirá ao Judiciário consultar os motivos de atrasos e cancelamentos de voos.

     

    Processos encarecem passagem, diz presidente da Anac sobre limitar ações por atraso de voo

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  • BRF aprova pagamento de R$ 532,4 milhões em dividendos à Marfrig

    BRF aprova pagamento de R$ 532,4 milhões em dividendos à Marfrig

    O montante aprovado corresponde a R$ 0,60 por ação e tem como base o balanço patrimonial levantado pela empresa em 31 de dezembro de 2025. O pagamento foi efetuado em parcela única, na quarta-feira, 4

    A BRF aprovou a distribuição de dividendos intermediários no valor de R$ 532,4 milhões ao seu acionista único, a Marfrig. A decisão foi tomada de forma unânime pelo Conselho de Administração da companhia em reunião realizada na sede da empresa em São Paulo, na segunda-feira, 2.

    O montante aprovado corresponde a R$ 0,60 por ação e tem como base o balanço patrimonial levantado pela empresa em 31 de dezembro de 2025.

    O pagamento foi efetuado em parcela única, na quarta-feira, 4.

    A reunião do Conselho foi presidida por Marcos Antonio Molina dos Santos e contou com a presença de Marcia Aparecida Pascoal Marçal dos Santos e Tang David.

    Todos os membros votaram favoravelmente à proposta, sem ressalvas. Conforme estabelecido no estatuto social da BRF e na legislação aplicável, os dividendos intermediários aprovados serão imputados ao dividendo obrigatório referente ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025.

    A Marfrig tornou-se a única acionista da BRF após processo de fusão entre as duas empresas, que resultou na criação da MBRF.

    BRF aprova pagamento de R$ 532,4 milhões em dividendos à Marfrig

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  • Dólar abre em queda nesta sexta-feira após novas projeções econômicas da Fazenda

    Dólar abre em queda nesta sexta-feira após novas projeções econômicas da Fazenda

    Moeda americana recua acompanhando o cenário externo, enquanto investidores avaliam projeções econômicas do governo, falas de Lula sobre política e eleições, dados do mercado de trabalho dos EUA e balanços corporativos que impulsionam a Bolsa brasileira

    FOLHAPRESS) — O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (6), acompanhando o recuo da moeda norte-americana frente a outras divisas no mercado internacional. No Brasil, investidores também repercutem as novas projeções econômicas divulgadas pela manhã pelo Ministério da Fazenda.

    A pasta elevou de 2,2% para 2,3% a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025 e reduziu de 2,4% para 2,3% a projeção para 2026. A expectativa de inflação para este ano foi revisada de 3,5% para 3,6%.

    Às 9h08, o dólar caía 0,42%, cotado a R$ 5,2319. Na quinta-feira (5), a moeda havia fechado em leve alta de 0,04%, a R$ 5,253. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 0,23%, aos 182.127 pontos.

    O mercado também reagiu a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista pela manhã. Ele afirmou que pretende viajar a Washington na primeira semana de março para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    “Somos presidentes das duas maiores democracias do Ocidente. Não dá para ficar conversando por Twitter. Precisamos sentar à mesa, olhar um no olho do outro e discutir o que interessa aos EUA e ao Brasil”, disse Lula ao portal UOL. Segundo ele, temas como exportações, indústria e exploração de minerais críticos e terras raras devem estar na pauta.

    Sobre o escândalo envolvendo a liquidação do Banco Master, o presidente afirmou que o caso representa uma “chance real de pegar” magnatas ligados à corrupção e à lavagem de dinheiro no país. Lula também voltou a criticar o nível elevado da taxa de juros, mas ressaltou que a economia segue crescendo. “Bons resultados da economia vão virar votos, é só deixar a campanha começar”, afirmou, em referência às eleições deste ano.

    Pesquisa Meio Ideia divulgada na quarta-feira aponta Lula em empate técnico em simulações de segundo turno contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro (PL). A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais. Em todos os cenários testados, as diferenças entre os candidatos ficam dentro desse intervalo.

    Desde o recesso de fim de ano no Congresso, o mercado tem mantido cautela ao precificar o cenário eleitoral. Parlamentares devem retomar as atividades em março, e em abril os candidatos devem oficializar suas pré-candidaturas. Até lá, investidores aguardam sinais sobre a condução da política econômica a partir de 2027.

    “O mercado é apolítico. O que ele precifica é a taxa de juros e o impacto sobre os ativos de risco. Hoje, o juro restritivo de 15% reflete um fiscal mais expansionista, e a expectativa é de que a oposição defenda maior austeridade”, afirma Rubens Cittadin Neto, especialista em renda variável da Manchester Investimentos.

    No cenário internacional, dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos também influenciaram os negócios. As vagas de emprego em aberto caíram em dezembro ao menor nível em mais de cinco anos, segundo a pesquisa Jolts do Departamento do Trabalho. O número recuou em 386 mil, para 6,542 milhões, o patamar mais baixo desde setembro de 2020.

    Além disso, o Banco da Inglaterra manteve a taxa básica de juros em 3,75%, após uma votação apertada de 5 a 4, enquanto o Banco Central Europeu também decidiu manter os juros inalterados, sem sinalizar os próximos passos. Apesar desse cenário, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,16%, aos 97,77 pontos.

    Mesmo assim, o dólar não conseguiu se firmar em alta no Brasil. “O ambiente global mais cauteloso pressiona moedas emergentes, mas, no caso brasileiro, a entrada de recursos estrangeiros na Bolsa — especialmente em bancos — tem limitado uma valorização mais forte do dólar”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Na Bolsa, a temporada de balanços concentrou atenções. O Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 46,8 bilhões em 2025, alta de 13,1% em relação ao ano anterior, renovando o recorde histórico entre bancos brasileiros em valores corrigidos pela inflação. As ações da instituição subiram 2%.

    Também figuravam entre as maiores altas Axxia, antiga Eletrobras, com avanço de 4%, e MRV, que liderava os ganhos do índice, com alta de 6,6%. Na ponta negativa, Vale e Petrobras recuavam 1,4% e 3,33%, respectivamente, enquanto a Braskem registrava a maior queda do dia, de 4,55%.   

    Dólar abre em queda nesta sexta-feira após novas projeções econômicas da Fazenda

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  • Não havia investigação formal sobre carteiras do Master quando Lula se encontrou com Vorcaro

    Não havia investigação formal sobre carteiras do Master quando Lula se encontrou com Vorcaro

    Presidente afirma que não houve interferência política e que apuração seria técnica, mas documentos do Banco Central indicam que investigação sobre operações do Banco Master começou meses após reunião no Planalto.

    (FOLHAPRESS) Em entrevista ao UOL nesta quinta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter dito ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que a instituição seria alvo de uma “investigação técnica” do Banco Central, sem qualquer “posição política pró ou contra”.

    O presidente não deixou claro, porém, a qual apuração se referia. Caso estivesse falando da investigação sobre fraudes na venda de carteiras de crédito ao BRB, as datas não coincidem com os fatos apurados pelas autoridades.

    O encontro entre Lula e Vorcaro ocorreu em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Participaram ainda o então CEO do Master, Augusto Lima, os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, além de Gabriel Galípolo, que assumiria a presidência do Banco Central em janeiro de 2025.

    Documentos que fundamentam a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, elaborados pelo próprio Banco Central, indicam que a investigação teve início apenas em março de 2025, cerca de três meses após a reunião no Planalto.

    Questionado pelo UOL sobre o encontro, Lula disse que recebeu representantes de diversos bancos durante o mandato e que Vorcaro relatou estar sofrendo perseguições. Segundo o presidente, a resposta foi que não haveria interferência política e que eventuais irregularidades seriam analisadas tecnicamente pelo Banco Central.

    Ainda de acordo com Lula, após a conversa ele chamou o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central e o procurador-geral da República para discutir o caso. O presidente afirmou que se tratava de uma oportunidade de investigar grandes esquemas de corrupção, caso fossem confirmadas irregularidades.

    Procurada, a assessoria da Presidência afirmou que a fala de Lula se referia exclusivamente ao encontro de dezembro de 2024 e à possibilidade de o Banco Central apurar tecnicamente uma queixa apresentada por Vorcaro, e não à investigação que veio a público posteriormente.

    Relatórios do Banco Central obtidos pela Folha de S. Paulo mostram que a autarquia identificou problemas nas transações de carteiras de crédito entre o Master e o BRB nos primeiros meses de 2025. Em 17 de março, o BC enviou ofício ao Master pedindo explicações sobre operações que resultaram em um fluxo de R$ 12,2 bilhões do banco público para a instituição privada, valor que superava o limite de exposição permitido.

    Inicialmente, o Master informou que os créditos teriam sido originados por associações de servidores da Bahia. O Banco Central, porém, concluiu que essas entidades não tinham capacidade financeira para movimentar tais valores e fez novos questionamentos. Foi então que o Master mencionou a Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações, que se tornou o centro das suspeitas.

    A empresa havia sido criada em novembro de 2024 com outro nome e passou por mudanças societárias e de capital pouco antes e logo após o encontro no Planalto. Parte dessas alterações só foi registrada oficialmente meses depois, já no curso da apuração do Banco Central.

    Com base nas investigações, o BC encaminhou representação criminal ao Ministério Público Federal em julho de 2025. A Polícia Federal abriu inquérito em agosto do mesmo ano. Vorcaro chegou a ser preso em novembro, mas foi solto por decisão do TRF-1. O caso tramita no STF, e o Banco Master entrou em liquidação extrajudicial em 18 de novembro.

    Não havia investigação formal sobre carteiras do Master quando Lula se encontrou com Vorcaro

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  • Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação no parlamento

    Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação no parlamento

    Governo Milei inicia o processo de ratificação do tratado, destacando ganhos para exportações, indústria e internacionalização das empresas. A proposta será analisada em sessões extraordinárias do Parlamento, enquanto outros países do bloco avançam e a União Europeia avalia aplicação provisória.

    O presidente da Argentina, Javier Milei, encaminhou ao Parlamento o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul para dar início ao processo de ratificação, apesar de o texto ainda depender de análise do Tribunal de Justiça da União Europeia.

    O projeto de lei foi enviado na quinta-feira à Câmara dos Deputados, câmara baixa do Congresso argentino. No texto, o governo afirma que o acordo traz “inúmeros benefícios”, entre eles um forte impulso às exportações de bens e serviços e a criação de condições mais favoráveis para a internacionalização das empresas do país.

    Segundo o documento, diversos produtos argentinos destinados ao mercado europeu terão “melhorias significativas” de acesso, como carne bovina, camarão, lula, pescada, mel, cítricos, biodiesel e vinho, além de itens regionais como leguminosas e erva-mate.

    Para a indústria local, o projeto destaca a ampliação do acesso a matérias-primas industriais e a abertura de novas oportunidades de exportação no setor manufatureiro.

    A proposta deve ser analisada durante as sessões extraordinárias do Parlamento, iniciadas na segunda-feira e previstas para seguir até 27 de fevereiro. O texto foi divulgado nas redes sociais pela deputada Sabrina Ajmechet, do partido governista, que manifestou a expectativa de que a Argentina seja o primeiro país do Mercosul a ratificar o acordo e começar a colher seus benefícios.

    Uruguai, Paraguai e Brasil também deram início, na última semana, aos respectivos processos de ratificação parlamentar.

    “Um dia histórico para os argentinos”, escreveu o chanceler Pablo Quirno na rede social X, em referência tanto ao acordo entre UE e Mercosul quanto ao tratado firmado com os Estados Unidos. “A Argentina retorna ao mundo”, acrescentou.

    Horas antes, Quirno havia anunciado a assinatura de um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos. Em novembro, os dois países informaram ter chegado a um entendimento para abrir o mercado argentino a produtos norte-americanos, em troca da redução de tarifas sobre determinadas exportações argentinas pelo governo do então presidente Donald Trump.

    O acordo entre UE e Mercosul foi assinado em 17 de janeiro, em cerimônia realizada em Assunção, após 25 anos de negociações. Para entrar em vigor, precisa ser ratificado por ao menos um país do Mercosul e pela União Europeia.

    O Parlamento Europeu não pode ratificar o tratado antes da manifestação do Tribunal de Justiça da UE. Ainda assim, do ponto de vista jurídico, a Comissão Europeia poderia optar por aplicá-lo de forma provisória. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, já defendeu que o acordo passe a valer assim que for ratificado por algum dos parceiros sul-americanos.

    O tratado prevê a eliminação de tarifas para 91% das exportações da UE ao Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas ao mercado europeu, criando uma área comercial potencial de mais de 700 milhões de consumidores. 
     
     

    Milei envia acordo UE-Mercosul para ratificação no parlamento

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  • Balança comercial tem superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro

    Balança comercial tem superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro

    O resultado do último mês veio abaixo da mediana apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 4,8 bilhões em janeiro. As estimativas do mercado financeiro para esta leitura variavam de US$ 3,46 bilhões a US$ 6,10 bilhões.

    A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 4,343 bilhões em janeiro de 2026, após saldo positivo de US$ 9,633 bilhões em dezembro de 2025. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta quinta-feira, 5, o valor foi alcançado com exportações de US$ 25,153 bilhões e importações de US$ 20,81 bilhões.

    O resultado do último mês veio abaixo da mediana apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 4,8 bilhões em janeiro. As estimativas do mercado financeiro para esta leitura variavam de US$ 3,46 bilhões a US$ 6,10 bilhões.

    Em janeiro, as exportações registraram queda de 1,0% na comparação com janeiro de 2025, com crescimento de 2,1% em Agropecuária, que somou US$ 3,872 bilhões; queda de 3,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,072 bilhões; e, por fim, recuo de 0,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 14,082 bilhões.

    As importações também caíram, 9,8% na comparação mesmo mês do ano passado, com declínio de 28,7% em Agropecuária, que somou US$ 439 milhões; retração de 30,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 770 milhões; e, por fim, queda de 8,02% em Indústria de Transformação, com US$ 19,446 bilhões.

    Balança comercial tem superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro

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