Categoria: ECONOMIA

  • Câmara dos EUA avança com projeto de lei para encerrar paralisação parcial do governo

    Câmara dos EUA avança com projeto de lei para encerrar paralisação parcial do governo

    O presidente da Câmara, Mike Johnson, obteve sucesso mais cedo no dia, quando os republicanos da Câmara conseguiram manter sua estreita maioria para aprovar o projeto durante uma votação processual chave.

    A atual paralisação parcial do governo dos EUA está se aproximando do fim após o presidente norte-americano, Donald Trump, pressionar os conservadores linha-dura a abandonarem um bloqueio contra um acordo que ele negociou com os democratas do Senado.

    O presidente da Câmara, Mike Johnson, obteve sucesso mais cedo no dia, quando os republicanos da Câmara conseguiram manter sua estreita maioria para aprovar o projeto durante uma votação processual chave.

    Apenas um republicano, o deputado Thomas Massie de Kentucky, juntou-se a todos os democratas da Câmara ao votar contra o avanço do projeto.

    A medida encerraria a paralisação parcial do governo que começou no sábado, financiando a maior parte do governo federal até 30 de setembro e o Departamento de Segurança Interna por duas semanas enquanto os legisladores negociam possíveis mudanças para o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA.

    *Fonte: Associated Press.

    *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Câmara dos EUA avança com projeto de lei para encerrar paralisação parcial do governo

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  • Haddad: levei caso Master a Lula após posse de Galípolo e orientação foi levar às autoridades

    Haddad: levei caso Master a Lula após posse de Galípolo e orientação foi levar às autoridades

    Ministro afirma que levou o caso ao presidente após a posse de Gabriel Galípolo no Banco Central, diz que Lula determinou apuração pelas autoridades competentes e espera que investigações identifiquem responsáveis e o destino dos recursos ligados ao Banco Master

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 3, que levou ao conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o caso envolvendo o Banco Master após Gabriel Galípolo assumir a presidência do Banco Central (BC). Segundo ele, a orientação de Lula foi encaminhar o assunto às autoridades competentes para apuração de possíveis crimes.

    “Desde o primeiro momento, a orientação do presidente da República foi: se há crime, leve ao conhecimento da autoridade responsável”, afirmou Haddad em entrevista à rádio BandNews FM.

    O ministro também elogiou a atuação de Galípolo à frente do BC. “Penso que o Banco Central já está entregando um bom trabalho na questão regulatória, porque herdou um abacaxi do tamanho que herdou”, disse.

    Haddad afirmou ainda que nunca tratou do caso Master com o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e que, durante aquela gestão, o tema era “opaco”.

    Segundo o ministro, a dimensão do problema ficou clara quando, durante a tramitação da proposta de autonomia financeira do BC, surgiram sugestões para elevar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

    “Eu só comecei a estranhar esse assunto, a entender que era algo preocupante, quando começaram a discutir a PEC da autonomia financeira do Banco Central e, no âmbito dessa discussão, queriam aumentar o valor da garantia do FGC, porque os R$ 250 mil já não estavam permitindo ‘rodar a bicicleta’ do Master”, afirmou.

    Por fim, Haddad disse esperar que as investigações identifiquem os reais responsáveis pelo caso e esclareçam o destino do dinheiro obtido com a venda de CDBs do banco que não estão mais nas contas da instituição. Segundo ele, o rastro dos recursos existe e precisa ser seguido.
     
     

    Haddad: levei caso Master a Lula após posse de Galípolo e orientação foi levar às autoridades

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  • Bom humor generalizado conduz Ibovespa a inéditos 186 mil pontos pela 1ª vez

    Bom humor generalizado conduz Ibovespa a inéditos 186 mil pontos pela 1ª vez

    Índice bate recorde histórico impulsionado pela expectativa de cortes na Selic a partir de março, reforçada pela ata do Copom, além do fluxo estrangeiro, alta das bolsas em Nova York e valorização do petróleo no mercado internacional

    O Ibovespa atingiu, nesta terça-feira, 3, os 186 mil pontos pela primeira vez na história, avançando quase 3.900 pontos em relação à abertura, aos 182.815,55 pontos. Desde o início do pregão, o índice vem renovando máximas históricas, impulsionado principalmente pela expectativa de início do ciclo de corte de juros pelo Banco Central em março, reforçada pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

    Além do cenário doméstico favorável, o movimento positivo também é sustentado pela alta das bolsas de Nova York e pela valorização do petróleo. Na B3, o clima é amplamente otimista, com nenhuma das 85 ações da carteira teórica operando em queda.

    “A ata do Copom confirmando que haverá cortes de juros é positiva. O Banco Central projeta inflação de 3,2% no terceiro trimestre de 2027, muito próxima do centro da meta, de 3,0%. Não é um horizonte distante”, afirma Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos. Segundo ele, ainda há efeitos do aperto monetário a serem absorvidos pelo IPCA, mas a queda dos juros tende a beneficiar a economia. “Se não fosse o mercado de trabalho apertado, o ciclo já poderia ter começado”, completa.

    Na avaliação de Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, a valorização do índice tem fundamento. “Há base para a alta, especialmente pela perspectiva de queda dos juros e pelo fluxo de capital estrangeiro”, diz. Ele ressalta, porém, que novos avanços devem ocorrer em um ambiente de maior volatilidade, dependente de dados macroeconômicos e da percepção de risco.

    Os investidores também analisam a Pesquisa Mensal Industrial (PIM). Em dezembro, a produção industrial caiu 1,2% frente a novembro, resultado mais fraco do que o esperado. Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 0,4%, enquanto o avanço acumulado em 12 meses ficou em 0,6%.

    Nos Estados Unidos, o mercado acompanha a paralisação parcial do governo. O presidente Donald Trump afirmou que assinará um acordo de financiamento “imediatamente” quando o texto chegar à sua mesa. A divulgação do relatório Jolts de criação de vagas foi adiada para 19 de fevereiro, assim como já havia ocorrido com o payroll, previsto para esta semana.

    Sobre a ata do Copom, divulgada nesta manhã, a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, avalia que o documento reforça a leitura de melhora do cenário. “O comitê reconheceu a desaceleração da inflação e a melhora do ambiente externo, abrindo espaço para o início da flexibilização monetária”, afirma. Ainda assim, ela projeta cautela. “Esperamos um corte inicial de 50 pontos-base, ritmo que deve ser mantido no cenário atual”, diz. O Inter estima a Selic em 12,50% ao fim do ano.

    Às 11h33, o Ibovespa avançava 2,17%, aos 186.768,43 pontos, em nova máxima histórica. No mesmo horário, o dólar recuava 0,97%, cotado a R$ 5,2095, enquanto os juros futuros também operavam em queda.

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    Bom humor generalizado conduz Ibovespa a inéditos 186 mil pontos pela 1ª vez

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  • Dólar abre em queda nesta terça-feira após divulgação de ata do Copom

    Dólar abre em queda nesta terça-feira após divulgação de ata do Copom

    Dólar recua com leitura da ata do Copom, enquanto mercados seguem atentos à indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, ao comportamento dos juros futuros no Brasil e aos impactos globais das decisões de política monetária

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu em queda nesta terça-feira (3), com investidores analisando a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, divulgada pela manhã.

    No documento, o comitê reforçou o plano de iniciar um ciclo de cortes de juros na próxima reunião, em março, diante da melhora da inflação e da convergência das expectativas em direção à meta de 3%.

    Às 9h08, a moeda norte-americana caía 0,39%, cotada a R$ 5,2370. Na segunda-feira (2), o dólar havia fechado em alta de 0,21%, a R$ 5,257, retomando ganhos após a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos).

    No mercado doméstico, o movimento da moeda americana acompanhou o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes e avançava 0,59% ao longo do dia.

    A Bolsa, por sua vez, subiu 0,78%, aos 182.793 pontos, impulsionada pelo desempenho das ações da Vale e de bancos brasileiros, além do fluxo de investidores estrangeiros para fora das praças norte-americanas.

    Durante o pregão, os mercados financeiros continuaram reagindo à indicação de Warsh para o comando do banco central dos EUA, com a moeda americana se beneficiando de um cenário de menor incerteza.

    “Essa recuperação do dólar ocorre na esteira da decisão de Trump sobre o novo presidente do Fed, que, por ora, dissipou parte das preocupações em relação à independência da instituição”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Warsh é visto como um defensor de uma postura hawkish, mais agressiva no combate à inflação e favorável à manutenção de juros elevados, o que contraria o discurso de Trump, que pressiona por cortes e defende uma taxa em torno de 1%. Atualmente, os juros nos EUA estão entre 3,5% e 3,75%.

    O indicado deve assumir o cargo em maio, quando se encerra o mandato de Jerome Powell. A nomeação ainda precisa ser confirmada pelo Senado até 15 de maio.

    Antes da indicação, operadores temiam uma maior interferência política nas decisões do Fed. A avaliação agora é de que Warsh é um “nome com credibilidade” e que, apesar do discurso de crescimento econômico, tende a manter uma postura dura contra a inflação, segundo análise de Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    Integrantes da Casa Branca, no entanto, indicam que Warsh pode adotar uma abordagem mais flexível do que o mercado projeta. “Ele deverá ter uma postura mais sensível ao crescimento econômico e menos inclinada à manutenção de juros elevados por um período prolongado”, avalia Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos.

    A notícia também repercutiu no mercado de metais preciosos, que vinha acumulando recordes nas últimas semanas. O ouro chegou a cair 10% e a prata, 15%, nesta manhã.

    A queda reflete a perspectiva de juros mais altos nos EUA, o que torna os títulos do Tesouro americano mais atraentes. Com isso, ativos reais como ouro e prata, que vinham sendo usados como proteção em um cenário de juros baixos, passam a perder apelo.

    Kevin Warsh foi indicado na sexta-feira (30) pelo presidente Donald Trump, em decisão alinhada às críticas frequentes do republicano a Jerome Powell, nomeado por ele em 2017 e reconduzido pelo democrata Joe Biden em 2021.

    Desde o início do segundo mandato de Trump, Powell tem sido alvo de ataques por resistir às pressões da Casa Branca por cortes mais agressivos na taxa de juros.

    O dia também foi marcado pela queda das ações da Petrobras e de outras empresas do setor de petróleo, acompanhando a desvalorização da commodity, que chegou a recuar mais de 5% pela manhã.

    A baixa do petróleo foi impulsionada por declarações de Trump de que o Irã estaria “conversando seriamente” com Washington, sinalizando a possibilidade de um acordo entre os países. Na semana passada, os preços haviam disparado com o aumento das tensões geopolíticas.

    No cenário doméstico, investidores também acompanharam a retomada dos trabalhos do Congresso e do STF. Entre os temas no radar esteve a possibilidade de instalação de uma CPI do Banco Master.

    Além disso, a eventual indicação do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para a diretoria do Banco Central também influenciou o mercado, especialmente os juros futuros.

    Ao longo do dia, a taxa do contrato de DI para janeiro de 2028 subiu de 12,69% para 12,71%; a de janeiro de 2029 avançou de 12,69% para 12,75%; e a de janeiro de 2031 passou de 13,04% para 13,14%. No vencimento de 2035, a taxa foi de 13,30% para 13,42%.

    “Depois que o nome de Guilherme Mello passou a circular, a sensação predominante foi de desconforto e cautela. Isso costuma aparecer como juros mais altos nos prazos longos, já que o mercado passa a exigir uma remuneração maior para emprestar ao governo por muitos anos”, afirma Rafael Lima, CEO da fintech Ótmow.

    Dólar abre em queda nesta terça-feira após divulgação de ata do Copom

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  • Há 3 meses levei a Lula os nomes de Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello para o BC, diz Haddad

    Há 3 meses levei a Lula os nomes de Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello para o BC, diz Haddad

    Haddad diz que nomes foram enviados a Lula há três meses, critica vazamento das indicações e afirma que presidente ainda não fez convites formais para as vagas na diretoria da autoridade monetária.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou na manhã desta terça-feira (3) que indicou Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para duas cadeiras na diretoria do Banco Central. Em entrevista à Rádio BandNews, ele afirmou que os nomes foram encaminhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva há três meses.

    Haddad classificou como “muito ruim” o vazamento das possíveis indicações para a cúpula da autoridade monetária antes de uma decisão formal do presidente. “Posso atestar que Lula ainda não convidou ninguém”, disse o ministro, ao ressaltar que o presidente é zeloso em relação a cargos com mandato fixo, como os do Banco Central.

    Segundo Haddad, Lula voltou a tratar do assunto há cerca de três semanas, mas ainda deverá haver uma reunião específica para discutir diretamente as indicações. O ministro destacou, ainda, o currículo dos dois nomes sugeridos.

    Tiago Cavalcanti é professor titular de Economia e membro do Trinity College, da Universidade de Cambridge, e já vinha sendo citado como possível indicado, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Guilherme Mello, economista e sociólogo, é o atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.   

    Há 3 meses levei a Lula os nomes de Tiago Cavalcanti e Guilherme Mello para o BC, diz Haddad

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  • Lula pede ao Congresso prioridade para acordo Mercosul-UE e fim da escala 6×1

    Lula pede ao Congresso prioridade para acordo Mercosul-UE e fim da escala 6×1

    Em mensagem ao Congresso, presidente defende avanço do acordo Mercosul-União Europeia, o fim da escala 6×1 sem redução salarial e a regulação do trabalho por aplicativos. Texto também cita como prioridades a PEC da Segurança, o PL Antifacção e o programa Gás do Povo

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Congresso Nacional que priorize a tramitação de pautas como o Acordo Mercosul–União Europeia, o fim da escala de trabalho 6×1 e a regulação do trabalho por aplicativos. A solicitação foi feita em mensagem enviada ao Legislativo nesta segunda-feira (2).

    Ainda nesta tarde, o presidente encaminhou ao Congresso o texto do acordo comercial para apreciação. O despacho foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

    As três pautas citadas no documento estão entre as principais bandeiras do governo para o primeiro semestre. Além delas, o texto também menciona a PEC da Segurança, o PL Antifacção e a medida provisória do programa Gás do Povo.

    “Nosso próximo desafio é o fim da escala 6×1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”, diz um trecho da mensagem.

    Em outro ponto, Lula destaca a necessidade de regulamentar o trabalho por aplicativos. “Dentre os desafios nacionais inerentes ao Executivo e ao Legislativo para 2026, destaco ainda a urgente necessidade de regulação do trabalho por aplicativos, uma demanda importante das novas categorias profissionais, que não podem ter sua mão de obra precarizada e dependem da defesa institucional do Estado brasileiro para mediar melhores condições de trabalho.”

    Além de trazer a mensagem assinada pelo presidente da República, o documento faz um balanço das ações do governo até aqui e lista as prioridades para o ano. Em anos eleitorais, como este, o período de deliberação e votação no Congresso costuma ser mais curto em razão das restrições impostas pelo calendário eleitoral.

    Como de praxe, a mensagem foi entregue pessoalmente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e lida no plenário da Câmara dos Deputados. O presidente não participou presencialmente dessa etapa. Neste ano, a leitura ficou a cargo do deputado Carlos Veras (PT-PE), primeiro-secretário da Casa.

    A cerimônia foi conduzida pelos presidentes do Legislativo: Davi Alcolumbre (União-AP), no Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), na Câmara.

    Esta segunda-feira também marcou a abertura dos trabalhos do Judiciário no STF (Supremo Tribunal Federal), evento do qual Lula participou. Diferentemente de anos anteriores, o presidente discursou na cerimônia.

    Tanto na fala no Supremo quanto na mensagem enviada ao Congresso, Lula ressaltou o combate ao crime organizado, com foco no financiamento das facções, e elogiou a Operação Carbono Oculto, que investigou crimes financeiros e lavagem de dinheiro envolvendo gestoras da Faria Lima.

    “O ano passado também entrou para a história pela maior ofensiva contra o crime organizado de todos os tempos. E, pela primeira vez, o combate às facções criminosas chegou ao andar de cima. A Operação Carbono Oculto desmantelou um esquema bilionário que utilizava distribuidoras, refinarias, postos de gasolina e fintechs para a lavagem de dinheiro do crime”, afirma a carta.

    Nesse contexto, o presidente voltou a defender a aprovação da PEC da Segurança Pública, proposta apresentada quando Ricardo Lewandowski comandava o Ministério da Justiça, além do PL Antifacção.

    “Esses esforços serão fortalecidos com propostas legislativas do nosso governo. A primeira delas é a PEC da Segurança Pública, que cria o ambiente adequado para maior cooperação da União com os estados, hoje responsáveis pela gestão da segurança pública. Outra é a aprovação do PL Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado ao prever penas mais severas para seus líderes e ao restringir a progressão de pena”, conclui o texto.

    Lula pede ao Congresso prioridade para acordo Mercosul-UE e fim da escala 6×1

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  • Câmara aprova Gás do Povo, programa que troca vale por botijões

    Câmara aprova Gás do Povo, programa que troca vale por botijões

    Cerca de 35% dos vendedores de botijões das capitais participam de programa de entrega de botijões; proposta incorpora conteúdo de MP de estímulo à indústria naval que perderia a validade

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o texto-base da medida provisória (MP) que cria o Gás do Povo, programa que troca o pagamento do Auxílio-Gás pela retirada de botijões diretamente nos revendedores.

    Uma das vitrines eleitorais da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a proposta foi aprovada com votos favoráveis de 415 deputados federais, garantindo uma vitória ao governo na primeira sessão deliberativa do ano.

    Até agora, o programa está rodando em todas as capitais e o governo prevê chegar a todos os municípios até o mês de março. A adesão voluntária tem preocupados integrantes o governo, como mostrou a Folha de S. Paulo, mas a expectativa do setor é que mais comércios decidam participar conforme o programa avança.

    Levantamento do Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que, na média, a adesão em todas as capitais está em 35%. Nas cidades incluídas na primeira fase do programa, a entidade calcula que 52% das revendas estejam cadastradas. Nas 17 que começaram em 26 de janeiro, a adesão está entre 25% e 30%.

    Até dezembro, os beneficiários recebiam o valor equivalente ao preço médio do botijão na região em que moram. Agora, passam a retirar o botijão diretamente nas revendedoras participantes. Esses comerciantes receberão o pagamento em até dois dias. O texto aprovado na Câmara prevê um prazo máximo de sete dias úteis para as lojas receberem.

    Têm direito ao botijão as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. A prioridade será para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Até que todos tenham acesso ao botijão gratuito, o pagamento do valor será mantido.

    O relatório aprovado pela Câmara nesta segunda amplia o escopo do programa e inclui a possibilidade de instalação de biodigestores e outros sistemas de cocção de baixa emissão de carbono. O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), relator do texto na comissão mista que analisou a MP, diz que a inclusão busca atender regiões rurais onde falta acesso ao botijão.

    Junto à essa possibilidade, Leal também incluiu como público-alvo do programa as cozinhas solidárias e comunitárias, que poderão, segundo o texto aprovado, ser financiadas pelo Ministério de Minas e Energia, por entes subnacionais (estados e municípios) ou por recursos decorrentes de multas e termos de ajustamento de conduta (TACs) em infrações ambinetais.

    “Os biodigestores são uma inovação que já existe, pode usar desejos para produzir o gás, já existe em alguns lugares. A ideia é espalhar um pouco mais e incluir um forma de financiamento, abrir a possibilidade de os biodigestores serem financiados”, diz Hugo Leal.

    A lei que trata de crimes contra a ordem econômica também foi alterada por meio da MP, no trecho que se refere ao uso do GLP em motores, saunas, caldeiras e para o aquecimento de piscina. Esses usos deixam de ser enquadrados na legislação, mantido apenas o veto para fins automotivos.

    O relator incluiu no relatório final dois jabutis, como são chamadas propostas sem relação com o projeto original, que, segundo ele, foram acordados com integrantes do governo e na comissão. “Só ficaram temas que tinha acordo. Biometano, gasoduto, tinha mais coisa [em anális na comissão], mas não teve consenso.”

    Os dois tratam de mudanças que chegaram a ser propostas pelo governo em MPs que não chegaram a ser votadas. O primeiro, na frente de energia, permite que agentes anteriormente desligados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e que ainda possuam débitos relacionados à repactuação do risco hidrológico (chamado de GSF) possam participar do chamado mecanismo concorrencial previsto no novo marco do setor elétrico.

    O outro incorpora o texto de uma outra medida provisória, a 1.315/2025, que amplia a renúncia fiscal do Executivo em R$ 800 milhões por meio da depreciação acelerada para indústria naval e de petróleo. A medida original também foi apresentada em setembro do ano passado, mas a comissão mista que a analisaria sequer foi instalada e perderia a validade em nos próximos dias.

    MP QUE ABRIU CRÉDITO PARA COMBATE À GRIPE AVIÁRIA É APROVADA

    Na primeira sessão deliberativa do ano, os deputados federais aprovaram também uma medida provisória de abertura de crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões liberados no ano passado pelo governo Lula para que o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) reforçasse ações de vigilância.

    Em setembro, quando a medida provisória foi enviada, a pasta atuava no combate à gripe aviária (identificada no país alguns meses antes) e a outras pragas como a mosca-da-carambola, vassoura-de-bruxa da mandioca e monilíase do cacaueiro. A preocupação, à época, era com o risco de dispersão dessas pragas, que poderiam reduzir a disponibilidade de frutas, cacau e mandioca, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Câmara aprova Gás do Povo, programa que troca vale por botijões

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  • Dólar fecha em alta em linha com o exterior; Bolsa sobe com fluxo estrangeiro

    Dólar fecha em alta em linha com o exterior; Bolsa sobe com fluxo estrangeiro

    O dia foi marcado pela queda das ações da Petrobras e de outras empresas do setor de petróleo acompanhando a baixa da commodity, que chegou a despencar mais de 5% nesta manhã

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,21%, a R$ 5,257, nesta segunda-feira (2), retomando ganhos após a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos).

    No mercado doméstico, o movimento da moeda americana ficou em linha com o índice DXY -que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes-, que avançou 0,59% ao longo do dia.

    Já a Bolsa subiu 0,78%, aos 182.793 pontos, impulsionada pelo desempenho das ações da Vale e de bancos brasileiros, além do fluxo de investidores estrangeiros para fora das praças norte-americanas.

    Durante o pregão, os mercados financeiros continuaram reagindo a indicação de Warsh ao comando do banco central dos Estados Unidos, com a moeda americana se beneficiando de um cenário de menor incerteza.

    “Essa recuperação do dólar ocorre na esteira das decisão de Trump sobre o novo presidente do Fed, que, por ora, dissiparam parte das preocupações em relação à independência da instituição”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Warsh é visto como um defensor da postura “hawkish” (agressiva no combate à inflação e defensor de juros altos), que vai na contramão do que vem defendendo Trump, que exige a redução dos juros para 1%. Atualmente, a taxa está entre 3,5% e 3,75%.

    O indicado deve assumir o cargo em maio, quando acaba o mandato de Jerome Powell. A indicação de Warsh para o cargo precisa ser confirmada pelo Senado até 15 de maio, data que marca o fim do mandato de Powell.

    Operadores temiam tentativas de interferência política nas decisões do Fed através da escolha do novo presidente. A percepção é de que Warsh é um “nome com credibilidade” e que, apesar de defender juros baixos, “teria uma postura ‘hawkish’”, segundo análise de Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    Declarações de membros da Casa Branca sobre o indicado ao cargo, contudo, defendem que Warsh poderá ser mais flexível na abordagem de juros do que o projetado. “Warsh deverá ter uma postura mais sensível ao crescimento econômico e menos inclinada à manutenção de juros elevados por tempo prolongado”, diz Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos.

    A notícia também reverberou nesta segunda sobre o setor de metais preciosos após sucessivos recordes nas últimas semanas. O ouro chegou a cair 10% e a prata, 15%, nesta manhã.

    Isso aconteceu porque, caso se confirme, juros mais altos nos EUA significam que aplicar em títulos do governo americano fica mais atraente e rentável. Investidores estavam comprando ativos reais -como ouro, prata e outras commodities- com a perspectiva de juros mais baixos, buscando maior proteção de valor. Com o cenário mudando, essas posições ficam mais arriscadas, levando a venda desses ativos.

    Kevin Warsh foi indicado na sexta-feira (30) pela manhã pelo presidente norte-americano, em decisão que dialoga com os ataques recorrentes de Trump a Powell, indicado pelo republicano em seu primeiro mandato, em 2017, e reconduzido ao cargo pelo democrata Joe Biden, em 2021.

    Desde o início do segundo mandato de Trump, Powell tem sido alvo de críticas por resistir às pressões da Casa Branca por cortes mais agressivos na taxa de juros.

    O dia também foi marcado pela queda das ações da Petrobras e de outras empresas do setor de petróleo acompanhando a baixa da commodity, que chegou a despencar mais de 5% nesta manhã.

    A queda do petróleo é motivada pela presidente dos EUA, Donald Trump, de que o Irã estava “conversando seriamente” com Washington, sinalizando um acordo entre os países.

    Na semana passada, o preço do petróleo disparou após as tensões entre os países escalarem.

    No cenário doméstico, investidores também estiveram atentos a retomada das atividades do Congresso e STF. Entre as pautas, a possibilidade da instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master foi acompanhando por analistas.

    Além disso, a possível indicação do secretário de política econômica da Fazenda, Guilherme Melo, para diretoria do BC, também esteve no radar durante o pregão, afetando juros futuros.

    Ao longo do dia, a taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) de janeiro de 2028 subiu de 12,69% para 12,71%; o de janeiro de 2029 avançava de 12,69% para 12,75%; e o de janeiro de 2031 saiu de 13,04% para 13,14%. No vencimento de 2035, a taxa passou de 13,30% para 13,42%..

    “Depois que o nome de Guilherme Mello passou a circular, a sensação predominante foi de desconforto e cautela, e isso costuma aparecer como juros mais altos nos prazos mais longos, ou seja, o mercado pede uma remuneração maior para emprestar dinheiro ao governo por muitos anos, porque fica mais inseguro”, diz Rafael Lima, CEO da fintech Ótmow.

    Dólar fecha em alta em linha com o exterior; Bolsa sobe com fluxo estrangeiro

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  • Trump anuncia acordo comercial entre EUA e Índia, que vai parar de comprar petróleo da Rússia

    Trump anuncia acordo comercial entre EUA e Índia, que vai parar de comprar petróleo da Rússia

    Presidente norte-americano diz que indianos se comprometeram a comprar mais de US$ 500 bi; em troca, os EUA devem reduzir tarifa cobrada da Índia de 25% para 18%

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) que chegou a um acordo comercial com a Índia, que concordou em parar de comprar petróleo russo e comprar muito mais dos Estados Unidos e, potencialmente, da Venezuela.

    “Por amizade e respeito ao primeiro-ministro Modi e, conforme seu pedido, com efeito imediato, concordamos com um acordo comercial entre os Estados Unidos e a Índia, pelo qual os Estados Unidos cobrarão uma tarifa recíproca reduzida, diminuindo-a de 25% para 18%”, postou Trump em sua rede social Truth Social.

    Já a Índia deve reduzir para 0% as tarifas cobradas sobre produtos norte-americanos. Além disso, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. também se comprometeu a comprar mais de US$ 500 bilhões em produtos de energia, tecnologia, agrícolas e outros dos Estados Unidos, de acordo com Trump.

    “Maravilhoso falar com meu querido amigo Presidente Trump hoje (segunda-feira). Feliz que os produtos Made in India agora terão uma tarifa reduzida de 18%”, declarou Modi em uma publicação na rede social X (antigo Twitter). “Muito obrigado ao Presidente Trump em nome dos 1,4 bilhão de pessoas da Índia por este maravilhoso anúncio”.

    Na semana passada, o governo indiano havia anunciado “a mãe de todos os acordos” ao assinar tratado com a União Europeia. Um dos objetivos seria reduzir a dependência dos EUA e da China.

    O acordo surge após meses de tensas negociações comerciais entre as duas maiores democracias do mundo.

    Em agosto do ano passado, Trump dobrou as tarifas sobre importações da Índia para 50% para pressionar Nova Déli a parar de comprar petróleo russo, e no início deste mês disse que a taxa poderia subir novamente se o país não reduzisse suas compras.

    As compras de petróleo da Venezuela ajudariam a substituir parte do petróleo russo comprado pela Índia, o terceiro maior importador de petróleo do mundo.

    A Índia depende fortemente de importações de petróleo, cobrindo cerca de 90% de suas necessidades, e a importação de petróleo russo mais barato tem ajudado a reduzir seus custos de importação desde que Moscou invadiu a Ucrânia em 2022 e as nações ocidentais impuseram sanções às suas exportações de energia.

    Recentemente, a Índia começou a reduzir suas compras da Rússia. Em janeiro, elas eram de cerca de 1,2 milhão de barris por dia (bpd), e projeta-se que diminuam para cerca de 1 milhão de bpd em fevereiro e 800 mil bpd em março, de acordo com um relatório da Reuters.

    Os mercados indianos foram duramente atingidos desde que as tarifas foram impostas por Washington, tornando-se o mercado com pior desempenho entre as nações emergentes em 2025, com saídas recordes de investidores estrangeiros.

    Trump anuncia acordo comercial entre EUA e Índia, que vai parar de comprar petróleo da Rússia

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  • Senador quer levar Galípolo a comissão para explicar liquidação do Master

    Senador quer levar Galípolo a comissão para explicar liquidação do Master

    Veneziano Vital (MDB-PR), irmão do presidente do TCU, Vital do Rêgo, quer ouvir o presidente do BC; pedido foi encaminhado à Comissão de Assuntos Econômicos e ainda precisa ser analisado pelo colegiado

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) apresentou nesta segunda-feira (2) à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado um pedido para que Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, seja convidado a “prestar informações sobre a atuação da autoridade monetária na liquidação do Banco Master”.

    A liquidação da instituição financeira foi decretada pelo BC em 18 de novembro do ano passado. Horas antes, ainda na noite do dia 17, Daniel Vorcaro, dono do banco, foi preso pela Polícia Federal quando tentava embarcar para Dubai. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar.

    No pedido encaminhado à CAE, Veneziano afirma que “em nome da transparência”, acha que “convém que as autoridades envolvidas possam vir a este colegiado” falar sobre o “chamado ‘escândalo do banco Master’, assim como sua atuação para interromper e conter os danos causados por esse pernicioso esquema”.

    Veneziano é irmão do ministro Vital do Rêgo, presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), onde uma inspeção foi aberta para apurar a conduta do Banco Central na supervisão do Master. A inspeção foi determinada por outro ministro, Jhonatan de Jesus, que chegou a falar na possibilidade de reverter a liquidação.

    Depois, Galípolo e Vital do Rêgo se reuniram para discutir o assunto e fecharam um acordo para que o BC retirasse um recurso contra a decisão de Jhonatan de Jesus. Ficou acordado também que a corte de contas analisará a documentação do caso Master visando ter segurança jurídica.

    A Folha de S. Paulo mostrou no domingo (1º) que o Banco Central vive um clima de desconfiança entre os servidores depois da abertura de uma investigação interna, a pedido de Galípolo, para apurar eventuais falhas no processo de supervisão e fiscalização do Banco Master.

    Senador quer levar Galípolo a comissão para explicar liquidação do Master

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