Categoria: ECONOMIA

  • Governo autoriza nomeação de mil aprovados em concurso da Polícia Federal

    Governo autoriza nomeação de mil aprovados em concurso da Polícia Federal

    Medida contempla pessoas que prestaram o certame em 2021, que tinha 1.500 vagas imediatas; convocações podem abranger cargos de agente, escrivão, delegado, perito criminal e papiloscopista

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) anunciou, nesta quinta-feira (23), que autorizou a nomeação de mil candidatos aprovados no concurso público da Polícia Federal realizado em 2021. A medida permite a convocação além do número de vagas original, de 1.500.

    A efetivação das nomeações, de responsabilidade da Direção-Geral da Polícia Federal, depende da existência de cargos livres e do orçamento previsto, segundo o governo.

    Na nova leva, estão previstas 705 vagas para o cargo de agente, 176 para escrivão, 61 para delegado, 38 de perito criminal e 20 de papiloscopista.

    Quando o concurso foi anunciado, em 2020, o então presidente Jair Bolsonaro havia prometido 2.000 vagas imediatas.

    A equipe econômica da PF, porém, alegou na época que o pedido inicial foi de mil, e que as declarações estariam acima do que era considerado contratação apenas para reposição. Lei aprovada por iniciativa de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, proibia a abertura de novas vagas até o fim de 2021.

    Após meses de discussão, Bolsonaro aceitou reduzir o número para 1.500 vagas. As outras 500 prometidas ficaram para um concurso em 2022, que não aconteceu.

    Devido à pandemia, o concurso também foi adiado de 21 de março para 23 de maio de 2021. A banca organizadora foi a Cebraspe.

    Governo autoriza nomeação de mil aprovados em concurso da Polícia Federal

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  • Motta diz que pretende instalar na próxima semana comissão especial sobre PEC da 6×1

    Motta diz que pretende instalar na próxima semana comissão especial sobre PEC da 6×1

    Comissão especial deve discutir o mérito da proposta; Motta reiterou a previsão de que o plenário da Câmara realize a votação até o fim de maio

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende instalar na próxima semana a comissão especial sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala 6×1. As declarações ocorreram nesta quinta-feira, 23, em entrevista à rádio Correio FM, da Paraíba.

    Na quarta-feira, 22, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou a PEC. Agora, uma comissão especial deve discutir o mérito da proposta. Na entrevista, Motta reiterou a previsão de que o plenário da Câmara realize a votação até o fim de maio.

    “Cabe ao presidente da Casa criar a comissão especial. Nós vamos criar essa comissão já para ser instalada na próxima semana. Nós vamos fazer o ato de criação da comissão especial, para que, nessa comissão, assim como aconteceu na CCJ, todos possam ser ouvidos”, disse Motta.

    Ele também disse que, na comissão, os deputados devem debater, por exemplo, a possibilidade de conceder compensação aos empregadores do setor produtivo e a proposta de tratar somente da redução das horas trabalhadas, sem a restrição dos dias por semana. Segundo ele, a Câmara tem “vontade política” de aprovar a redução da jornada de trabalho.

    “Vamos tratar da possibilidade, por exemplo, de uma compensação para o setor produtivo. É possível que isso seja feito? Temos que avaliar o impacto fiscal”, declarou Motta. “Nós vamos também, de certa forma, ver se é necessária uma transição para que essa jornada de trabalho possa ser concedida”, acrescentou.

    O presidente da Câmara também mencionou outras sugestões ao texto. “A grande luta na construção dessa matéria é podermos proporcionar à classe trabalhadora a redução da jornada de trabalho sem redução salarial”, afirmou.

    Motta continuou: “É claro que irão surgir diversas ideias, como essa questão de hora trabalhada. Uns defendem mexer na jornada, mas não mexer na escala. Outros defendem que haja a compensação com a volta de uma possível desoneração da folha. Uns defendem que haja aí uma redução da jornada de forma gradativa pelos próximos anos. O debate em si de como essa redução será feita se dará na comissão especial.”

    Para instalar a comissão especial, o presidente da Câmara deverá, antes, anunciar o relator e o presidente do colegiado. Essas informações ainda não foram divulgadas.

    Motta diz que pretende instalar na próxima semana comissão especial sobre PEC da 6×1

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  • Consumo nos lares brasileiros sobe 3,2% em março ante igual mês de 2025, revela Abras

    Consumo nos lares brasileiros sobe 3,2% em março ante igual mês de 2025, revela Abras

    Avanço ocorreu em um contexto de maior disponibilidade de renda, com a liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS

    O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,2% em março na comparação com igual mês do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O indicador avançou 6,21% ante fevereiro e encerrou o primeiro trimestre com alta acumulada de 1,92%.

    O desempenho foi influenciado pela antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, além do efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias. Parte relevante do consumo ficou concentrada na última semana de março.

    O avanço ocorreu em um contexto de maior disponibilidade de renda, com a liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS.

    “Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, afirmou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, em coletiva.

    Abrasmercado

    O Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março, a mais intensa do primeiro trimestre.

    Nos meses anteriores, as variações foram de +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro.

    Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

    Projeções e cenário

    Para os próximos meses, o cenário ainda apresenta risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta. “A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para alimentos”, disse Milan.

    No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional avançou 2,26% em março, passando de R$ 336,80 para R$ 344,40.

    A entidade vê suporte adicional ao consumo no segundo trimestre com medidas como a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS e o pagamento de restituições do Imposto de Renda, que tendem a reforçar a renda disponível das famílias.

    Consumo nos lares brasileiros sobe 3,2% em março ante igual mês de 2025, revela Abras

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  • Confira o calendário completo de pagamento do abono salarial do PIS/Pasep 2026

    Confira o calendário completo de pagamento do abono salarial do PIS/Pasep 2026

    Calendário vale para trabalhadores da iniciativa privada e para servidores, mas muda o banco que faz o pagamento; veja o calendário do PIS 2026 e as datas de pagamento

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O abono salarial do PIS/Pasep 2026 já tem calendário definido, com pagamentos liberados em lotes por mês de nascimento e prazo final de saque em 30/12.

    Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) aprovou um calendário fixo do abono salarial PIS/Pasep para 2026. Os depósitos começam em 15/2 e terminam em 15/8.

    Calendário vale para trabalhadores da iniciativa privada e para servidores, mas muda o banco que faz o pagamento. A Caixa paga o PIS, e o Banco do Brasil faz o pagamento do Pasep.

    Consulta do benefício está disponível desde fevereiro. O trabalhador pode checar se tem direito, o valor e o banco na Carteira de Trabalho Digital, no Portal Emprega Brasil ou pelo telefone 158.

    CALENDÁRIO DO PIS 2026: DATAS DE PAGAMENTO

    Liberação do abono segue o mês de nascimento do trabalhador. A data indica quando o pagamento fica disponível, e o saque pode ser feito até 30/12/2026.

    Nascidos em janeiro: pagamento a partir de 15/2/2026
    Nascidos em fevereiro: pagamento a partir de 15/3/2026
    Nascidos em março e abril: pagamento a partir de 15/4/2026
    Nascidos em maio e junho: pagamento a partir de 15/5/2026
    Nascidos em julho e agosto: pagamento a partir de 15/6/2026
    Nascidos em setembro e outubro: pagamento a partir de 15/7/2026
    Nascidos em novembro e dezembro: pagamento a partir de 15/8/2026
    Prazo final de saque: 30/12/2026

    QUEM PODE RECEBER O ABONO EM 2026

    Benefício é pago a quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024. Também é preciso ter recebido até dois salários mínimos mensais no ano-base e estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.

    Valor do abono varia conforme os meses trabalhados em 2024. O benefício pode chegar a um salário mínimo, de acordo com o tempo de trabalho no ano-base.

    O QUE MUDA A PARTIR DE 2026

    Teto de renda do abono passa a ser corrigido pela inflação. A mudança faz parte de uma regra de transição aprovada pelo Congresso, com redução gradual do público do benefício.

    Regra prevê que, até 2035, o abono fique restrito a quem recebe até 1,5 salário mínimo. A redução do público deve ocorrer de forma gradual.

    Confira o calendário completo de pagamento do abono salarial do PIS/Pasep 2026

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  • Ex-presidente do BRB troca de advogados e acende alerta sobre colaboração premiada

    Ex-presidente do BRB troca de advogados e acende alerta sobre colaboração premiada

    Advogado Cleber Lopes, próximo do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), deixou o caso nesta quarta (22). Paulo Henrique Costa foi preso na última quinta (16) por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde a semana passada, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa decidiu trocar sua equipe de defesa, em um indicativo de que pode assinar um acordo de colaboração premiada.

    Até então, Costa era defendido pelo advogado Cléber Lopes, que é próximo do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e foi advogado dele no processo relativo aos ataques de 8 de Janeiro. Agora, o executivo será defendido pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino.

    A troca foi concretizada nesta quarta-feira (22). Questionado se Costa pretende assinar um acordo de colaboração premiada, Aragão afirmou que ainda não havia conversado com ele. “Ainda não sei [se ele vai assinar um acordo]. Não conversei com o cliente ainda”, afirmou à reportagem.

    A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem. Costa foi preso na última quinta-feira (16). Um dos fundamentos para a prisão é a suspeita de que ele tenha ocultado seis imóveis recebidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, como propina.

    O advogado de Ibaneis, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, diz que é zero a preocupação do ex-governador com uma possível delação de Costa. Segundo ele, Ibaneis está tranquilo.

    “Esse episódio foi levantado entre nós [possibilidade de alguém fazer um acordo de colaboração], e ele não tem nenhum tipo de preocupação”, afirma Kakay.

    Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e pela compra de carteiras de crédito consignado falsas, além das operações em que o ex-banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.

    A PF afirma que os seis imóveis recebidos por ele, dois em Brasília e quatro em São Paulo, são avaliados em R$ 146,5 milhões. Na decisão que autorizou a prisão, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), transcreve conversas entre ele e Vorcaro.

    Na quinta, Lopes disse que Costa não havia praticado crime algum e que a prisão era um exagero por parte da Justiça. “A defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não cometeu crime algum”, disse, ao deixar o apartamento do executivo.

    Costa foi presidente do BRB desde o começo do governo Ibaneis, em 2019. Ele foi afastado do cargo por 60 dias por determinação judicial na primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro, e demitido no dia seguinte pelo então governador.

    No início de abril, o BRB entregou à PF o relatório final de uma auditoria independente sobre seus negócios com o Master. O material consolidou suspeitas que já vinham sendo apuradas desde a primeira fase da operação.

    A auditoria aponta que as operações de compra de carteiras do Master eram tratadas internamente como “negócio do presidente” e conduzidas sob pressão e urgência. O relatório indica que as carteiras eram fragmentadas, para evitar a necessidade de aprovação pelo conselho de administração do banco público.

    A PF encontrou uma anotação na agenda da ex-diretora de Controle e Riscos do BRB Luana de Andrade Ribeiro, de julho do ano passado, em que afirma que Costa também teria determinado a compra de carteiras para salvar o Master.

    Ex-presidente do BRB troca de advogados e acende alerta sobre colaboração premiada

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  • Erro comum pode travar restituição no IR 2026; saiba o que fazer

    Erro comum pode travar restituição no IR 2026; saiba o que fazer

    Confusão entre dependente e alimentando é um dos principais motivos para cair na malha fina. Receita exige preenchimento correto das fichas e alerta que duplicidade de informações pode gerar inconsistências e atrasos no pagamento da restituição

    A entrega do Imposto de Renda 2026 já começa a preocupar muitos brasileiros, e um erro comum envolvendo pensão alimentícia pode fazer o contribuinte cair na malha fina e ter a restituição bloqueada.

    O principal problema está na confusão entre os termos “dependente” e “alimentando”. Mesmo quem paga a pensão corretamente pode enfrentar inconsistências na declaração se preencher essas informações de forma incorreta.

    A diferença é simples, mas fundamental. Dependente é a pessoa que vive sob responsabilidade financeira do contribuinte e, em geral, mora com ele. Já o alimentando é quem recebe pensão alimentícia definida por decisão judicial ou acordo formalizado em cartório.

    Um dos erros mais frequentes é declarar a mesma pessoa como dependente e alimentando ao mesmo tempo. Essa duplicidade é automaticamente identificada pelo sistema da Receita Federal e pode levar à retenção da declaração.

    A regra é clara: quem paga a pensão deve informar o beneficiário apenas na ficha de “Alimentandos”. Já quem recebe a pensão e tem a guarda da pessoa deve incluí-la como dependente.

    Para evitar problemas no cruzamento de dados, é importante preencher corretamente cada campo da declaração. Na ficha de alimentandos, é necessário informar o CPF do beneficiário e os dados da decisão judicial ou do acordo. Já os valores pagos devem ser registrados na ficha de “Pagamentos Efetuados”, utilizando os códigos específicos indicados pela Receita.

    Outro ponto de atenção são as deduções. Despesas com saúde e educação só podem ser abatidas se estiverem previstas expressamente na decisão judicial ou no acordo de pensão.

    Desde 2022, os valores recebidos como pensão alimentícia são isentos de Imposto de Renda. Quem pagou imposto sobre esses valores nos últimos anos pode retificar declarações anteriores e solicitar a restituição.

    A recomendação é revisar todos os dados antes do envio para evitar erros e garantir que a restituição seja liberada sem atrasos.
     
     

     

    Erro comum pode travar restituição no IR 2026; saiba o que fazer

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  • Ibovespa cai e dólar fecha estável em dia de tensão externa

    Ibovespa cai e dólar fecha estável em dia de tensão externa

    Dólar à vista encerrou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,01%, cotado a R$ 4,974. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira recuou 1,65%, aos 192.888 pontos

    Num dia marcado por cautela nos mercados diante das tensões no Oriente Médio, a bolsa caiu mais de 1,5%, enquanto o dólar ficou praticamente estável, abaixo de R$ 5. Investidores reagiram à realização de lucros (venda de ações para embolsar ganhos recentes) na bolsa brasileira e às incertezas geopolíticas, que também impulsionaram os preços do petróleo.

    O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira recuou 1,65%, aos 192.888 pontos, no menor nível desde 8 de abril. O movimento reflete ajustes após altas recentes e uma reavaliação de riscos por parte dos investidores.

    As ações de bancos e de mineradoras, com grande peso no índice, lideraram as perdas e pressionaram o desempenho geral. Por outro lado, ações ligadas ao setor de energia ajudaram a limitar as perdas, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. Ainda assim, o saldo do dia foi negativo. 

    Dados recentes também apontam uma redução na entrada de capital estrangeiro na bolsa, o que contribuiu para o enfraquecimento do índice.

    Dólar estável

    O dólar à vista encerrou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,01%, cotado a R$ 4,974. A cotação está no menor nível desde 25 de março de 2024.

    Apesar da estabilidade no fim do pregão, a moeda oscilou ao longo do dia, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas externas, especialmente relacionadas ao conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

    No ano, o dólar acumula queda de 9,39% frente ao real, indicando um movimento de valorização da moeda brasileira em meio ao fluxo de capital e à diferença de juros entre o Brasil e o exterior.

    Petróleo em alta
    Os preços do petróleo subiram com força e voltaram a superar o patamar de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio.

    O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, avançou 3,5%, a US$ 101,91. O barril WTI, do Texas, subiu 3,66%, a US$ 92,96.

    A alta foi motivada por incertezas sobre a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, além de novos episódios na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

    Mesmo com a prorrogação do cessar-fogo anunciada pelo presidente Donald Trump, o cenário permanece instável, sustentando a pressão sobre os preços do petróleo.

    Ibovespa cai e dólar fecha estável em dia de tensão externa

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  • Governo autoriza nomeação de 3.147 aprovados no CNU

    Governo autoriza nomeação de 3.147 aprovados no CNU

    Maior quantidade de vagas está no ministério da Gestão, seguido pelo INSS; concurso teve duas fases e registrou mais de 760 mil inscrições em 2025

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) autorizou a nomeação de 3.147 candidatos aprovados na segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado) nesta quarta-feira (22).

    Cada órgão federal beneficiado é responsável por gerir suas próprias convocações e posses. Entre as 34 instituições contempladas, o próprio MGI concentra o maior volume de vagas, com 1.250 oportunidades, destinadas principalmente a cargos que podem atuar em mais de um órgão ou entidade da administração pública federal. Em segundo lugar aparece o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com 300 vagas.

    A lista completa de todos os cargos pode ser consultada no seguinte link (Clique Aqui!)

    VEJA LISTA DE VAGAS POR ÓRGÃO

    – Ancine (Agência Nacional do Cinema): 10 vagas;
    – ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis): 16 vagas;
    – Anac (Agência Nacional de Aviação Civil): 70 vagas;
    – Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações): 50 vagas;
    – ANM (Agência Nacional de Mineração): 80 vagas;
    – ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar): 20 vagas;
    – Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários): 30 vagas;
    – ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres): 50 vagas;
    – Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): 14 vagas;
    – IN (Imprensa Nacional): 14 vagas;
    – MCID (Ministério das Cidades): 15 vagas;
    – C.Aer (Comando da Aeronáutica): 90 vagas;
    – C.Ex (Comando do Exército): 131 vagas;
    – CM (Comando da Marinha): 140 vagas;
    – HFA (Hospital das Forças Armadas): 127 vagas;
    – MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar): 64 vagas;
    – Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional): 60 vagas;
    – MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura): 32 vagas;
    – Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho): 65 vagas;
    – MTur (Ministério do Turismo): 8 vagas;
    – MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos): 1.250 vagas;
    – ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação): 50 vagas;
    – FCP (Fundação Cultural Palmares): 10 vagas;
    – Funarte (Fundação Nacional das Artes): 28 vagas;
    – Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco): 20 vagas;
    – FBN (Fundação Biblioteca Nacional): 14 vagas;
    – Enap (Fundação Escola Nacional de Administração Pública): 21 vagas;
    – Ibram (Instituto Brasileiro de Museus): 28 vagas;
    – MF (Ministério da Fazenda): 30 vagas;
    – MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional): 10 vagas;
    – INCA (Instituto Nacional do Câncer): 78 vagas;
    – INC (Instituto Nacional de Cardiologia): 75 vagas;
    – Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia): 94 vagas;
    – IEC (Instituto Evandro Chagas): 28 vagas;
    – Cenp (Centro Nacional de Primatas): 25 vagas;
    – INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): 300 vagas.

    O governo criou o CNU com o objetivo de recompor o quadro de servidores, em um contexto de redução de quadros nos últimos anos e de expectativa de mais de 70 mil aposentadorias no serviço público federal até 2030.

    O CNU registrou em sua primeira edição 48,4% das pessoas aprovadas eram mulheres e 40,5% das pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência. Além disso, os aprovados vêm de 578 cidades diferentes, em todos os estados mais o Distrito Federal.

    O concurso foi realizado em duas fases, nos dias 5 de outubro e 7 de dezembro de 2025, e registrou mais de 760 mil inscrições. O processo mobilizou candidatos de 4.951 cidades e as provas foram aplicadas fisicamente em 228 municípios.

    Governo autoriza nomeação de 3.147 aprovados no CNU

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  • “Taxa das blusinhas” preservou 135 mil empregos, estima CNI

    “Taxa das blusinhas” preservou 135 mil empregos, estima CNI

    Medida ajudou a conter importações, preservou mais de 100 mil empregos e movimentou a economia brasileira, mantendo em circulação de R$ 19,7 bi na economia

    Apesar de impopular, a cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, teve efeitos positivos para o país, revelou levantamento divulgado nesta quarta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Segundo a entidade empresarial, a medida ajudou a conter importações, preservou mais de 100 mil empregos e movimentou a economia brasileira. Bilhões de reais em produtos estrangeiros deixaram de ser comprados, ao mesmo tempo em que o imposto reforçou o caixa da União, disse a confederação.

    A CNI calculou os efeitos do Imposto de Importação, com base no valor médio das remessas em 2025, comparando o volume de importações projetado pela confederação para o ano passado e o valor que foi efetivamente registrado.

    Principais números do levantamento

    • R$ 4,5 bilhões em importações evitadas;
    • 135,8 mil empregos preservados no país;
    • R$ 19,7 bilhões que circularam na economia brasileira;
    • Queda de 10,9% no número de encomendas internacionais de 2024 a 2025;
    • Recuo de 23,4% no número de remessas no primeiro semestre de 2025 em relação ao primeiro semestre de 2024, antes da entrada em vigor;
    • Arrecadação de R$ 1,4 bilhão com o imposto em 2024, e de R$ 3,5 bilhões, em 2025.

    De acordo com a CNI, a tributação reduziu a concorrência desleal dos produtos importados, principalmente da China, dando fôlego à indústria brasileira.

    “O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda”, afirmou em nota Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.

    “Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, acrescentou.

    Como funciona a taxa

    A medida estabelece a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A regra entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

    Na prática, o imposto é cobrado no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz fraudes.

    Efeito nas importações

    Com a nova regra, o volume de encomendas caiu:

    Em 2024, foram 179,1 milhões de remessas para o Brasil;Em 2025, o número recuou para 159,6 milhões.

    Sem a taxação, a projeção da indústria era de que o número chegaria a mais de 205 milhões de pacotes, o que mostra o impacto direto da medida na redução das compras no exterior.

    Antes da mudança, produtos importados de baixo valor muitas vezes entravam no país sem pagar todos os tributos, enquanto itens nacionais eram taxados normalmente.

    Segundo a CNI, isso gerava uma concorrência desigual. Com a nova regra, há maior equilíbrio entre produtos nacionais e estrangeiros.

    Combate a fraudes

    A CNI complementa que a “taxa das blusinhas” também inibiu práticas como subfaturamento, divisão de pedidos e uso indevido de isenções, que eram comuns antes da taxação.

    Com o novo sistema, as plataformas internacionais precisam informar e recolher os impostos no ato da venda, o que aumenta o controle e reduz irregularidades.

    Impacto econômico

    Além de reduzir importações, a medida elevou a arrecadação federal com importações de pequeno valor, que passou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.

    Para a indústria, informou a CNI, o principal efeito é a proteção da produção nacional, com manutenção de empregos e geração de renda no país.

    “Taxa das blusinhas” preservou 135 mil empregos, estima CNI

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  • Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 após prorrogação do cessar-fogo entre EUA e Irã

    Petróleo volta a ultrapassar US$ 100 após prorrogação do cessar-fogo entre EUA e Irã

    Incerteza sobre o conflito no Oriente Médio eleva preços da commodity; bolsas recuam com maior aversão global ao risco, em dia de pregão fechado no Brasil

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo voltou a superar US$ 100 nesta quarta-feira (22) e atingiu US$ 101,94 (R$ 507,43) às 12h35 (horário de Brasília), uma valorização de 3,55%. É o maior valor desde 13 de abril, quando alcançou US$ 103,87.

    O barril Brent, referência mundial, começou na casa de US$ 98, caiu para US$ 96,56 às 2h15 e ultrapassou os US$ 100 às 5h30. Depois disso caiu para a casa dos US$ 99, mas voltou a subir a partir das 9h30.

    Na terça, o contrato de junho também chegou a ultrapassar US$ 100, mas terminou o dia a US$ 99,06, depois que os EUA anunciaram uma nova prorrogação do cessar-fogo com o Irã que agora tem prazo indefinido, pois depende da apresentação de uma proposta do regime iraniano.

    O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava cotado a US$ 92,49 (R$ 460,39), alta de 3,14%, às 12h30.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, também anunciou que manteve o bloqueio norte-americano no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. Por sua vez, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou nesta quarta que impediu dois navios que tentavam usar a rota.

    “Os dois navios infratores (…) foram apreendidos pelo CGRI e conduzidos para a costa iraniana”, informou as autoridades iranianos. Uma das embarcações pertenceria ao “regime sionista”, segundo a Guarda Revolucionária, o que seria uma referência a Israel.

    O Irã vem impedindo o tráfego em Hormuz desde o começo do conflito em 28 de fevereiro, limitando-o apenas a embarcações autorizadas pelo regime. Empresas de transporte marítimo dizem que o tráfego em Hormuz caiu 95%. Antes da guerra, a média de 140 embarcações passando pelo local diariamente.

    “O processo de paz parece instável novamente, à medida que algumas das difíceis realidades da guerra vêm à tona”, disse Kyle Rodda, analista sênior de mercados financeiros da Capital.com.

    “O risco é que a dinâmica política interna do Irã e as tensões estratégicas entre os EUA e o Irã -sem mencionar Israel- mantenham uma inércia em direção à escalada”, completou Rodda.

    A situação colocou o mercado financeiro em compasso de espera e as Bolsas da Europa registram queda nesta quarta. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, caía 0,46%, às 12h35, com movimento sendo repetido em Frankfurt (-0,43%), Londres (-0,20%), Paris (-0,96%), Madri (-0,91%) e Milão (-0,20%).

    Já nos EUA, o cenário era de valorização, com Nasdaq subindo 1,3%. A S&P 500 tinha valorização de 0,81% e a Dow Jones, de 0,70%.

    Na Ásia, o índice CSI300, que reúne as principais companhias de Xangai e Shenzhen, subiu 0,66% e atingiu seu maior nível desde 14 de janeiro. O índice SSEC, em Xangai, fechou em alta de 0,52%, mesma tendência vista em Tóquio (0,4%) e Seul (0,46%). Já a Bolsa de Hong Kong caiu 1,22%.

    “Parece que os mercados estavam certos ao presumir que o pico de incerteza da guerra ficou para trás”, comentou Matt Simpson, analista sênior de mercado da StoneX. “O apetite por risco provavelmente continuará elevado, e as quedas serão vistas com bons olhos pelos otimistas do mercado de ações. O fechamento do estreito de Hormuz já está precificado”, disse.

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