Categoria: ECONOMIA

  • Países com mais bilionários do mundo: A posição do Brasil

    Países com mais bilionários do mundo: A posição do Brasil

    Conheça ainda a pessoa mais rica por nação!

    O dinheiro pode não fazer o mundo girar no sentido literal, mas certamente ajuda. Entre investimentos, heranças e bons negócios, há cidades que conseguiram concentrar uma bela lista de super ricos. Mas estamos aqui para ver quais países a maioria desses magnatas chama de lar…

    Curioso? Clique na galeria para ver quais nações possuem o maior número de milionários e bilionários do mundo e quem é a pessoa mais rica por país. Você vai se surpreender com a posição do Brasil neste ranking! 

    Países com mais bilionários do mundo: A posição do Brasil

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  • Aneel define que maio terá bandeira tarifária amarela

    Aneel define que maio terá bandeira tarifária amarela

    Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado. 

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou hoje (24) que a bandeira tarifária em maio será amarela, com um acréscimo nas contas de luz para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

    Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado. 

    Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos”, explicou a agência reguladora.

     

    A conta de luz está com bandeira verde, sem acréscimo, desde janeiro, definida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios. 

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. 

    Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS),  que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras. 

    As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta tem acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Os valores cobrados são os seguintes: 

    bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido; bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido; bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com acréscimo na tarifa de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. 

    Aneel define que maio terá bandeira tarifária amarela

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  • Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

    Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

    O corte atinge a equipe de Operações Globais e representa pouco menos de 2% do quadro total da empresa. A Nike informou que as demissões vão alcançar funcionários na América do Norte, na Ásia e na Europa. As notificações começaram nesta quinta-feira (23).

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Nike anunciou que vai demitir cerca de 1.400 pessoas, com foco na área de tecnologia, como parte de uma nova etapa de reestruturação, de acordo com a CNBC e a Fox Business.

    O corte atinge a equipe de Operações Globais e representa pouco menos de 2% do quadro total da empresa. A Nike informou que as demissões vão alcançar funcionários na América do Norte, na Ásia e na Europa. As notificações começaram nesta quinta-feira (23).

    A empresa diz que a medida faz parte da estratégia de retomada chamada “Win Now”. Em nota à CNBC, o diretor de operações, Venkatesh Alagirisamy, afirmou: “No total, essas mudanças vão resultar em uma redução de aproximadamente 1.400 funções em operações globais, com a maioria em tecnologia”.

    Alagirisamy reconheceu o impacto interno do anúncio. “Essas reduções são muito difíceis para os colegas diretamente afetados e também para as equipes ao redor”, escreveu, em nota à CNBC.

    A empresa afirma que o objetivo é simplificar a operação e reagir mais rápido ao mercado. Em memorando à Fox Business, Alagirisamy disse que a mate da companhia é ficar mais ágil: “Essas mudanças têm o objetivo de tornar a empresa menos complexa e mais responsiva”.

    A Nike também pretende centralizar operações de tecnologia em dois polos. Segundo a Fox Business, os hubs ficam em Beaverton, no Estado do Oregon, e no Nike India Technology Center.

    OUTRAS RODADAS DE CORTES E AJUSTES RECENTES

    Este é mais um corte em uma sequência de ajustes anunciados pela companhia nos últimos meses. Em janeiro, a Nike já havia informado a eliminação de 775 vagas, principalmente em centros de distribuição nos EUA, em um movimento ligado ao aumento do uso de automação.

    O CEO Elliott Hill tenta reverter a queda nas vendas e acelerar lançamentos. No balanço do terceiro trimestre fiscal divulgado no mês passado, a Nike alertou que as vendas devem continuar caindo no restante do ano e projetou recuo de cerca de 20% na China no trimestre atual.

    O QUE FOI DIFERENTE NA REESTRUTURAÇÃO DO ANO PASSADO

    Em fevereiro de 2024, a Nike anunciou um plano para reduzir a força de trabalho em cerca de 2%, o que equivalia a mais de 1.600 empregos. A medida foi apresentada como uma forma de cortar despesas em meio a pressões de demanda, segundo a Reuters.

    Meses depois, em agosto de 2025, a empresa também falou em reduzir menos de 1% do quadro corporativo. Na ocasião, a Nike disse que buscava reorganizar equipes e recolocar o esporte no centro da estrutura, ainda sob a liderança de Hill, de acordo com a Reuters.

    Agora, a companhia diz que o foco é acelerar a execução do que já vinha sendo feito, sobretudo em tecnologia e cadeia de suprimentos. À medida que olhamos para frente, isso significa simplificar partes de como operamos, usar automação mais avançada quando isso ajuda a trabalhar melhor e construir uma base ainda mais forte de ponta a ponta para o crescimento futuro”, afirmou Alagirisamy à Fox Business.

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  • Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

    Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, recuando 2,84% na semana. Já a prata para maio fechou com avanço de 1,20%, a US$ 76,414, caindo 6,63% na semana.

    O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (24) em leve alta, com a possibilidade de novas negociações por um fim permanente no conflito no Oriente Médio em meio a um cessar-fogo fragilizado.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, recuando 2,84% na semana. Já a prata para maio fechou com avanço de 1,20%, a US$ 76,414, caindo 6,63% na semana.

    O metal dourado recuou pela manhã, chegando a ficar levemente abaixo do patamar de US$ 4.700, conforme relatos de que o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz e renovadas ameaças dos Estados Unidos reforçaram o sentimento de fragilidade na trégua, mas recuperou o fôlego e voltou a subir. Para o Swissquote, as tensões permanecem \”elevadas\” e o cessar-fogo \”fragilizado\”.

    Contudo, aliviando o sentimento, a Casa Branca confirmou, na tarde desta sexta, a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã, afirmando que a operação dos EUA no país persa passou para a \”fase diplomática\”. O presidente dos EUA, Donald Trump, também confirmou uma extensão de três semanas no cessar-fogo entre Israel e Líbano.

    Contudo, as preocupações inflacionárias permanecem, limitando a alta do ouro, conforme os bancos centrais avaliam o impacto dos preços de energia e ajustam a política monetária. O banco ING destaca que muitos BCs devem \”reagir a esse choque inflacionário\”, levando em conta o prolongamento no conflito e as consequências no tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz.

    O mercado acompanhou também o fim das investigações contra o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O processo era um obstáculo para a nomeação de Kevin Warsh como o nome presidente do órgão.

    *Com informações de Dow Jones Newswires

    Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

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  • Valorização da arroba bovina impulsiona expectativa de recorde na Expozebu

    Valorização da arroba bovina impulsiona expectativa de recorde na Expozebu

    Depois de a comercialização de gado de elite durante a feira do ano passado ter alcançado R$ 200 milhões em negócios fechados em 39 leilões e 9 shoppings de animais, a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), organizadora da Expozebu, espera bater a marca neste ano, em que também o número de eventos para arrematar bovinos cresceu.

    MARCELO TOLEDO
    UBERABA, MG (FOLHAPRESS) – Impulsionada por preços em alta na pecuária, a Expozebu, principal exposição do segmento no país, espera bater recorde de negócios a partir deste sábado (25), quando será aberta em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

    Depois de a comercialização de gado de elite durante a feira do ano passado ter alcançado R$ 200 milhões em negócios fechados em 39 leilões e 9 shoppings de animais, a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), organizadora da Expozebu, espera bater a marca neste ano, em que também o número de eventos para arrematar bovinos cresceu.

    No intervalo de um ano, a arroba (15 quilos) bovina teve valorização de 11,18%, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e foi comercializada à vista nesta quinta-feira (23) por R$ 362,40, ante os R$ 325,95 de 12 meses atrás. Em dólares, o valor passou de US$ 57,03, em 2025, para os atuais US$ 72,35, graças à valorização atual do real frente à moeda norte-americana.

    A expectativa de incremento nos negócios se deve também à intensa busca pela internacionalização do evento, conforme o pecuarista Eduardo Penteado Cardoso, diretor-técnico da ABCZ.

    O número de estrangeiros interessados nas raças zebuínas criadas no Brasil tem crescido nos últimos anos, atingindo o ápice em 2025, com 729, de 37 países, ante os 538 de 34 países do ano anterior.

    Realizada desde 1935 na cidade mineira, a feira, considerada a maior de gado zebu do mundo, chega à 91ª edição com a previsão de receber 400 mil visitantes até o 3 de maio, para uma programação que inclui julgamentos de animais, concurso leiteiro, área comercial, rodadas de negócios internacionais, 11 shoppings de animais e 41 leilões -dois leilões e dois shoppings a mais que em 2025.

    Segundo a organização da Expozebu, a previsão de crescimento nos negócios se deve não apenas à ampliação de leilões e shoppings, mas principalmente ao momento do mercado pecuário.

    “A pecuária agora está num momento interessante, porque a arroba está bem valorizada. Os animais de reposição estão com bons valores e o setor de pecuária está com um ânimo bastante grande, principalmente o de corte”, afirmou Cardoso.

    Serão expostos para julgamento 2.800 animais zebus puros de origem -313 a mais que os 2.487 do ano passado-, número também recorde, conforme o diretor-técnico.

    Oito em cada dez cabeças de gado do Brasil são de raças zebuínas, sendo o nelore a principal delas, com 80% do total. As outras são gir, guzerá, brahman, indubrasil, sindi, cangaian e tabapuã, de forma pura ou cruzada.

    O zebu chegou ao país em 1868, quando um navio proveniente da Índia deixou na Bahia um casal de bovinos da raça, de acordo com a ACNB (Associação dos Criadores de Nelore do Brasil).

    A raça emplacou no país por ser de fácil adaptação aos diferentes biomas e atender expectativas dos produtores em relação à genética, com multiplicação e crescimento satisfatórios, tanto para carne quanto para leite, segundo a ABCZ.

    As tecnologias usadas para a melhora genética do rebanho brasileiro -inseminação artificial, fertilização in vitro e transferência de embriões- fizeram o país deslanchar e passar de importador de animais a exportador de genética superior, inclusive para a Índia -que busca a genética zebuína leiteira.

    O objetivo é fazer com que os animais tenham combinações genéticas mais benéficas para que a produtividade e, consequentemente, o ganho financeiro, sejam maiores. Nos últimos 20 anos, houve ganho de 14% no peso médio do animal abatido e, ao mesmo tempo, a produção de carne por hectare cresceu 36% no país.

    A seleção -escolha das melhores matrizes e touros que serão os pais da geração seguinte- resulta em animais de valores milionários, como a vaca nelore Donna Fiv Ciav, que teve 25% dos seus direitos comercializados por R$ 13,5 milhões em novembro. Isso significa que, “inteira”, seu valor é de R$ 54 milhões, recorde mundial.

    O valor foi obtido no leilão Cataratas Collection, feito pela Casa Branca Agropastoril e RS Agropecuária em Foz do Iguaçu (PR) e que teve como um dos compradores a Nelore Huff, do cantor sertanejo Murilo Huff, ex de Marília Mendonça (1995-2021).

    Três dos 41 leilões ligados à Expozebu foram realizados entre quarta-feira (22) e quinta, com um total comercializado de R$ 4,44 milhões.

    O valor individual mais alto até aqui foi do animal Bolívia FIV Irmãos Chiari, que teve 50% dos direitos vendidos por R$ 570 mil. Outros cinco leilões serão realizados até domingo (26).

    Para este ano, a ABCZ fez também uma parceria com a empresa Top Entretenimentos para a realização de um rodeio em Uberaba e oito shows, entre eles de Ana Castela, Leonardo e Gusttavo Lima.

    Valorização da arroba bovina impulsiona expectativa de recorde na Expozebu

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  • EUA e UE chegam a acordo de minerais críticos para enfraquecer domínio chinês, diz USTR

    EUA e UE chegam a acordo de minerais críticos para enfraquecer domínio chinês, diz USTR

    “Os EUA e a UE compartilham o compromisso de enfrentar as políticas e práticas não mercadológicas que distorceram as cadeias de suprimentos de minerais críticos”, disse Greer em comunicado.

    O Representante Comercial dos EUA (USTR, em inglês), Jamieson Greer, anunciou nesta sexta-feira, 24, um acordo sobre o Plano de Ação Estados Unidos-União Europeia para minerais críticos, visando coordenar políticas e medidas comerciais sobre cadeias de suprimentos de minerais e enfraquecer o domínio da China no setor.

    \”Os EUA e a UE compartilham o compromisso de enfrentar as políticas e práticas não mercadológicas que distorceram as cadeias de suprimentos de minerais críticos\”, disse Greer em comunicado. \”Vamos explorar medidas comerciais, como pisos de preços ajustados na fronteira, que podem fortalecer nossas indústrias domésticas de minerais críticos e outros setores que são essenciais para nossa competitividade\”, acrescentou.

    Greer também agradeceu ao Comissário de Comércio da UE, Maro efcovic, por seu compromisso em assegurar o acordo e o comércio transatlântico de minerais críticos, enfatizando que ambos continuarão a levar as discussões para outros fóruns, como o G7.

    EUA e UE chegam a acordo de minerais críticos para enfraquecer domínio chinês, diz USTR

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  • Entenda a revisão da poupança, quem tem direito e quem ainda pode aderir ao acordo

    Entenda a revisão da poupança, quem tem direito e quem ainda pode aderir ao acordo

    Em maio de 2025, o Supremo deu mais 24 meses para pagamento a todos que se enquadram nos critérios. A decisão deve ser seguida em todas as ações judiciais de revisão da poupança. Na mesma decisão, também foi declarada a constitucionalidade dos planos econômicos

    (FOLHAPRESS) – Mais de 290 mil poupadores prejudicados pelos planos econômicos Bresser, Verão e Collor 1 e 2 ainda podem ser ressarcidos. O prazo para aderir ao acordo da poupança vai até 3 de maio de 2027, e todos que tiveram perdas na caderneta e entraram na Justiça para reclamar os valores têm direito à adesão ao acordo coletivo homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2018.

    Em maio de 2025, o Supremo deu mais 24 meses para pagamento a todos que se enquadram nos critérios. A decisão deve ser seguida em todas as ações judiciais de revisão da poupança. Na mesma decisão, também foi declarada a constitucionalidade dos planos econômicos.

    O STF entendeu que, embora tenham causado perdas, os planos buscavam a estabilidade econômica.

    Para a diretora executiva da Febrapo (Frente Brasileira pelos Poupadores), Ana Seleme, a decisão reconhece que os planos econômicos foram prejudiciais, e que os poupadores têm direito de ser ressarcidos. Segundo balanço da Febrapo, entre junho de 2018 e dezembro de 2025, foram pagos R$ 5,6 bilhões em acordos.

    Os poupadores interessados devem entrar no Portal Informativo de Planos Econômicos, neste link. Após o envio dos dados solicitados, o banco indicado como devedor tem 60 dias para avaliar o cumprimento dos requisitos. Concluída a análise, o pagamento é feito em até 15 dias.

    Para a revisão das perdas ocorridas em cada plano econômico, há critérios de cálculo específicos. A partir do saldo da caderneta do poupador à época das medidas do governo, é calculado o valor da indenização. A ideia é suprir os chamados expurgos inflacionários.

    Os planos Bresser (1987) e Verão (1989) são do governo José Sarney, e os planos Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991), do governo Fernando Collor de Melo. Todos envolveram o congelamento, o confisco ou a limitação de atualização da caderneta de poupança.

    Foram acompanhados de outras medidas para tentar conter a inflação. As medidas não surgiram resultado e ainda prejudicaram as aplicações de milhões de brasileiros perderam valor.

    Nos últimos 30 anos, o Judiciário recebeu e julgou ações individuais e coletivas a respeito da revisão da poupança. Em 2019, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) estimou que 700 mil processos relacionados à correção da poupança estavam em trâmite no país.

    A grande quantidade de processos e as divergências entre as decisões levaram a questão ao STF. Em 2009, a Consif (Confederação Nacional do Sistema Financeiro) ingressou com a ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) 165, buscando a declaração de constitucionalidade dos planos econômicos e a extinção das ações de revisão das poupanças.

    Oito anos após o início da ADPF, foi firmado o acordo coletivo. A discussão foi mediada pela AGU (Advocacia-Geral da União) e contou com a participação do Banco Central. O documento final foi assinado por representantes dos bancos, entidades de defesa do consumidor e Febrapo, entidade criada em 2014.

    A homologação do acordo pelo STF foi feita nos autos da ADPF 165. Em 2020, foi feito um aditivo, que incluiu no acordo os poupadores prejudicados pelo plano Collor 1 -na primeira versão só foram contemplados os planos Bresser, Verão e Collor 2.

    A indicação de que o STF decidiria o mérito da ADPF no começo de 2025 deu a impressão de que as conteovérsias sobre o tema cessariam. No enanto, o acórdão, de relatoria do ministro Cristiano Zanin, gerou questionamentos entre as partes interessadas.

    Na decisão, o STF impõe a aplicação do acordo coletivo a todas as ações que discutem os expurgos inflacionários. O prazo definido para a adesão dos poupadores é de 24 meses.

    No processo, três pedidos de esclarecimentos -chamaos de embargos de declaração- buscam a revisão desse ponto. Uma das alegações é de que não se pode impor um acordo coletivo sobre as ações individuais. Nem todos os poupadores foram representados pelas entidades que realizaram o acordo e, portanto, teriam direito de seguir com suas demandas individuais.

    Os embargos pedem que o Supremo diferencie os poupadores individuais, não os obrigue a aceitar o acordo e permita que sigam seus pleitos judiciais. O advogado Alexandre Berthe, que patrocina ações relacionadas à revisão da poupança há 20 anos, afirma que o acordo é financeiramente ruim para os poupadores.

    “Com o acordo, um poupador pode receber hoje menos do que o valor que solicitou 20 anos atrás, no início da ação judicial” diz. No entanto, afirma que a decisão do Supremo abre pouca margem para discussão. Por isso, ele tem aconselhado os clientes a aceitarem os termos do acordo coletivo

    As entidades signatárias do acordo também apresentaram divergência nos autos. A AGU informou ao STF que a Febrapo e as entidades representativas dos bancos discordam sobre a forma como a decisão deve ser seguida. A Febrapo defende que os bancos entrem nas ações judiciais relativas à revisão de poupança e depositem os valores devidos.

    A Febraban e a Consif, por outro lado, entendem que o depósito só deve ser feito aos poupadores que expressamente manifestarem interesse no acordo.

    A diretora da Febrapo, Ana Seleme, receia que não haja capacidade operacional de se chegar a todos os poupadores antes do prazo. Por isso, ela espera que o STF defina a maneira mais adequada de garantir o acesso ao acordo. “Todos os poupadores a qualquer tempo devem ser pagos”, diz Seleme.

    A Febraban reforçou, em nota, a necessidade de que os poupadores manifestem o desejo de aderir ao acordo. Também informou que os bancos apresentaram a proposta de acordo em 53 mil ações individuais desde novembro de 2025. Segundo a entidade, até o final do prazo estabelecido pelo STF “os bancos buscarão apresentar as propostas de acordos e pagar todos os poupadores elegíveis que fizerem a adesão”.

    Neste momento, os embargos e questionamentos estão sob revisão do ministro Zanin. Não há previsão de julgamento.
    *
    QUEM AINDA PODE ADERIR AO ACORDO?

    Poupadores com processo judicial em andamento podem aderir ao acordo. Em nome deles, podem atuar seus advogados, defensores públicos, inventariantes ou herdeiros. São considerados herdeiros cônjuge, filhos, pais e parentes de até quarto grau.

    COMO SOLICITAR O ACORDO DE REVISÃO?

    Os interessados devem acessar a plataforma, neste link, e preencher os dados solicitados. A partir do cadastro, será feita a simulação dos valores a receber.
    Depois disso, o poupadoror deve indicar o método pelo qual deseja receber o pagamento. Também será necessário escolher a forma de pagamento dos honorários.

    Após a habilitação, o banco indicado como devedor tem 60 dias para avaliar o cumprimento dos requisitos. Concluída a análise, o pagamento é feito em até 15 dias.

    COMO É O CÁLCULO DOS VALORES A RECEBER?

    O saldo da caderneta do poupador no momento da vigência do plano econômico será multiplicado pelo multiplicador correspondente, apresentado abaixo:
    – Plano Bresser: 0,05303, calculado apenas para saldo em junho de 1987
    – Plano Verão: 5,08192, calculado apenas para saldo em janeiro de 1989
    – Plano Collor 1: 0,03720, calculado apenas para processos que pleiteiam única e exclusivamente o Collor 1 com saldo em abril de 1990
    – Plano Collor 2: 0,00174, calculado apenas para saldo janeiro de 1991
    Os multiplicadores são corrigidos mensalmente pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

    QUAIS OS DESCONTOS SOBRE OS VALORES?
    – Sem desconto: para valores de até R$ 5.000
    – 8% de desconto: para valores entre R$ 5.000,01 e R$ 10 mil
    – 14% de desconto: para valores entre R$ 10.000,01 e R$ 20 mil
    – 19% de desconto: para valores acima de R$ 20 mil
    Além dos descontos há o pagamento de honorários, 10% do valor a receber para o advogado do credor e 5% para a Febrapo

    Entenda a revisão da poupança, quem tem direito e quem ainda pode aderir ao acordo

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  • Petrobras abre mão de preferência na venda da Braskem e firma novo acordo de acionistas

    Petrobras abre mão de preferência na venda da Braskem e firma novo acordo de acionistas

    Petrobras abre caminho para novo controle da Braskem ao firmar acordo com o fundo Shine, que prevê divisão igual de poder na gestão e mudanças na governança, enquanto a estatal mantém participação relevante na companhia petroquímica

    PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou na noite desta quinta-feira (23) que não irá exercer direitos de preferência e de venda conjunta (“tag along”) após a venda da participação da Novonor na Braskem ao fundo de investimento em participações Shine (Shine I FIP).

    Em fato relevante, a estatal também anunciou a assinatura de um novo acordo de acionistas com o fundo, que prevê controle compartilhado da petroquímica e mudanças na governança.

    Pelo novo arranjo, Petrobras e Shine terão direito de indicar o mesmo número de membros para o conselho de administração e para a diretoria executiva da Braskem. O acordo também estabelece a obrigatoriedade de consenso entre as partes nas deliberações do conselho e da assembleia geral.

    Na prática, ao abrir mão desses direitos, a Petrobras permite que a Novonor venda sua fatia diretamente ao novo investidor, sem obrigar que a estatal compre as ações nas mesmas condições (direito de preferência) ou que possa vender sua própria participação junto com a controladora (tag along).

    A decisão evita a interferência no negócio e destrava a transferência de controle, anunciada no início da semana.

    Segundo a estatal, o documento será encaminhado à Braskem e passará a valer após a conclusão da transferência das ações ao fundo.

    Com a operação, a Petrobras mantém sua participação de 36,1% no capital total da Braskem, sendo 47% do capital votante. O Shine assumirá 50,1% do capital votante e 34,3% do capital social total da companhia. Já a Novonor terá sua participação reduzida a uma fatia residual, permanecendo com 4% do capital social total.

    A Novonor assinou na segunda-feira (20) a transferência de sua fatia na petroquímica ao fundo Shine, que é assessorado pela gestora IG4 Capital. Uma das exigências para a conclusão da venda da participação era que a Petrobras não exercesse seus direitos de preferência e de tag along -decisão que já havia sido aprovada pela estatal em fevereiro.

    O contrato da venda da participação da Novonor deriva do acordo anunciado em dezembro do ano passado, que envolveu a compra pela IG4 de cerca de R$ 20 bilhões em dívidas da Novonor detidos pelos maiores bancos do Brasil e garantidas por ações da Braskem.

    A IG4 é uma gestora brasileira de investimentos, especializada em companhias endividadas, em reestruturação financeira ou com problemas de governança.

    Em 2017, por exemplo, a empresa adquiriu o controle da CAB Ambiental, do grupo Galvão, e relançou a companhia como Iguá Saneamento. A Iguá é uma das quatro companhias que dominam 84% dos serviços privados de água e esgoto. Em 2024, a IG4 deixou o controle da empresa.

    A entrada de um novo acionista controlador pode ajudar a melhorar as perspectivas da Braskem, que enfrenta margens apertadas no setor petroquímico e dívidas relacionadas aos danos causados pelas operações de mineração de sal em Maceió (AL). Segundo o balanço de 2025, a dívida líquida da companhia superava os R$ 11 bilhões.

    Petrobras abre mão de preferência na venda da Braskem e firma novo acordo de acionistas

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  • Justiça libera R$ 2,8 bilhões para pagar atrasados do INSS; veja quem recebe

    Justiça libera R$ 2,8 bilhões para pagar atrasados do INSS; veja quem recebe

    Ao todo, o CJF liberou R$ 3,3 bilhões para pagar 277,8 mil cidadãos que derrotaram o governo em 218 mil processos. Além de casos previdenciários envolvendo o INSS, há ainda verba a ser paga a servidores

    (FOLHAPRESS) – O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou R$ 2,8 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a aposentados, pensionistas e demais beneficiários que derrotaram o instituto em ações judiciais de concessão ou revisão do benefício.

    O montante irá contemplar 178,7 mil segurados que ganharam 130 mil processos. O pagamento é feito por meio de RPV (Requisições do Pequeno Valor), que são atrasados de até 60 salários mínimos –o que dá R$ 97.260 neste ano– e inclui benefícios como aposentadoria, pensão, auxílios e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

    Terão direito ao valor os segurados que ganharam a ação judicial e cuja ordem de pagamento foi dada pelo juiz em alguma data no mês de março. O dinheiro deve ser depositado na conta do beneficiário ou de seu advogado até o início de março.

    Ao todo, o CJF liberou R$ 3,3 bilhões para pagar 277,8 mil cidadãos que derrotaram o governo em 218 mil processos. Além de casos previdenciários envolvendo o INSS, há ainda verba a ser paga a servidores.

    O CJF informa que cabe aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) definir o dia exato do depósito segundo cronogramas próprios. Para saber quando irá receber, o segurado deve conferir a informação no site do TRF responsável por seu caso ou checar essa data com seu advogado.

    O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo “Valor inscrito na proposta”, no site do TRF responsável pelo processo. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará “Pago total ao juízo”.

    Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, o TRF responsável é o da 3ª Região, e o site para consulta é o trf3.jus.br. É preciso informar seu CPF, o número da OAB do advogado da causa, ou o número do processo.

    Depois que dinheiro é liberado, o tribunais dão início a uma fase chamada de processamento, quando são abertas contas na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil.

    O QUE SÃO OS ATRASADOS DO INSS?

    Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem vai ao Judiciário e vence uma ação contra o órgão previdenciário. O processo pode estar relacionado à revisão, quando o segurado prova que ganhava valor menor e tem direito a mais, ou à concessão, quando busca o reconhecimento de um direito inicial.

    Podem ser discutidos na Justiça benefícios como auxílio-doença, aposentadoria (por tempo de contribuição, por idade, por invalidez e da pessoa com deficiência) ou até mesmo o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é uma renda assistencial.

    Esses valores são pagos em lotes mensais, conforme o mês em que a RPV foi autorizada pelo juiz, etapa também chamada de autuação ou emissão. É possível verificar a data da emissão no acompanhamento processual, após a ação virar um atrasado.

    QUEM TEM DIREITO?

    Os atrasados são pagos apenas a quem ganhou a ação judicial contra o instituto, sem que haja nenhuma possibilidade de recurso. Apenas processos que já transitaram em julgado, ou seja, não têm mais como discutir se há ou não direito àquela verba, viram atrasados.

    Receberá neste lote mensal quem venceu a ação contra o INSS, conquistou atrasados de até 60 salários mínimos e teve a ordem de pagamento emitida pela Justiça no mês de março de 2026.

    COMO SI EM QUAL DATA VOU RECEBER?

    A data de pagamento dos atrasados depende de quando o juiz mandou o INSS quitar a dívida e de quando a ação chegou totalmente ao final. Os atrasados de até 60 salários mínimos, chamados de RPVs, são quitados em até dois meses após a ordem de pagamento do juiz. Valores maiores viram precatórios, que são pagos apenas uma vez por ano.

    COMO SEI SE É UMA RPV OU UM PRECATÓRIO?

    RPVs são dívidas de até 60 salários mínimos pagas com mais agilidade. O prazo legal é de até 60 dias para a quitação do atrasado. Já os precatórios federais são débitos acima deste valor, pagos apenas uma vez por ano, conforme a data da inscrição da proposta no sistema, depois que o processo chegar totalmente ao final e o juiz dá a ordem de pagamento.

    Ao fazer a consulta no site do TRF responsável, aparecerá a sigla RPV, para requisição de pequeno valor, ou PRC, para precatório. Em geral, o segurado já sabe se irá receber por RPV ou precatório antes mesmo do fim do processo, porque os cálculos são apresentados antes.

    QUANDO FOI LIBERADO EM CADA TRIBUNAL?

    TRF da 1ª Região (sede no DF, com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)

    Geral: R$ 965.597.246,88 Previdenciárias/Assistenciais: R$ 799.428.687,74 (38.643 processos, com 45.715 beneficiárias(os)) TRF da 2ª Região (sede no RJ, com jurisdição no RJ e ES)

    Geral: R$ 292.636.172,01 Previdenciárias/Assistenciais: R$ 217.584.134,35 (9.165 processos, com 13.395 beneficiárias(os)) TRF da 3ª Região (sede em SP, com jurisdição em SP e no MS)

    Geral: R$ 505.035.256,34 Previdenciárias/Assistenciais: R$ 421.510.979,49 (13.583 processos, com 17.906 beneficiárias(os)) TRF da 4ª Região (sede no RS, com jurisdição no RS, no PR e em SC)

    Geral: R$ 601.143.517,56 Previdenciárias/Assistenciais: R$ 515.807.189,75 (28.056 processos, com 40.599 beneficiárias(os)) TRF da 5ª Região (sede em PE, com jurisdição em PE, no CE, em AL, em SE, no RN e na PB)

    Geral: R$ 624.022.092,57 Previdenciárias/Assistenciais: R$ 557.683.060,77 (26.411 processos, com 43.694 beneficiárias(os)) TRF da 6ª Região (sede em MG, com jurisdição em MG)

    Geral: R$ 294.927.302,88 Previdenciárias/Assistenciais: R$ 272.264.459,96 (14.195 processos, com 17.394 beneficiárias(os))

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  • Correios tem prejuízo de R$ 8,5 bi em 2025, puxado por obrigações judiciais e custo operacional

    Correios tem prejuízo de R$ 8,5 bi em 2025, puxado por obrigações judiciais e custo operacional

    A receita bruta foi de R$ 17,3 bilhões, com queda de 11,35% na comparação com 2024; patrimônio líquido encerrou o período em R$ 13,1 bilhões negativos

    Os Correios informaram nesta quinta-feira, 23, que a estatal registrou em 2025 prejuízo de R$ 8,5 bilhões, número impulsionado por passivos com processos judiciais e o custo operacional da estatal. “O balanço reflete um cenário de enfrentamento de passivos históricos e a intensificação de medidas estruturantes para garantir a sustentabilidade da estatal no longo prazo”, disse a empresa.

    A receita bruta foi de R$ 17,3 bilhões, com queda de 11,35% na comparação com 2024.

    O passivo com processos judiciais somaram R$ 6,4 bilhões em 2025.

    Há valores relacionados a provisões judiciais trabalhistas, especificamente sobre o Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta Externa (AADC) e o Adicional de Periculosidade (AP).

    “Essa medida de governança assegura que o passivo da empresa esteja fielmente representado, eliminando incertezas para os ciclos futuros”, afirmou a estatal.

    O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 13,1 bilhões negativos.

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