Categoria: ESPORTES

  • Argentina vai na contramão e fecha ciclo para Copa sem enfrentar europeus

    Argentina vai na contramão e fecha ciclo para Copa sem enfrentar europeus

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Argentina encerra seu ciclo de preparação para a Copa do Mundo sem ter enfrentado um rival europeu desde a final do Mundial de 2022, contra a França, no Qatar.

    RIVAIS DE ESCALÕES MENORES

    A Argentina teve 37 jogos durante este ciclo para a Copa do Mundo. Foram 18 partidas pelas Eliminatórias, seis na Copa América e outros 11 amistosos – com mais dois a serem realizados nesta Data Fifa, contra Mauritânia (nesta sexta-feira (27)) e Zâmbia (31/3).

    A seleção teve 21 adversários durante os últimos três anos e três meses. O Equador foi o adversário que a Argentina mais enfrentou, com quatro jogos. Além dos rivais sul-americanos, a Albiceleste duelou contra rivais da América Central, da Ásia e da África.

    O único jogo previsto contra europeu no ciclo foi cancelado. Na Data Fifa de março, a Argentina enfrentaria a Espanha, na Finalíssima (vencedor da Copa América x vencedor da Eurocopa) no Qatar, mas o duelo não aconteceu devido aos ataques iranianos no país árabe e a Federação Argentina não aceitou jogar contra os espanhóis na Espanha.

    A Argentina é a única seleção sul-americana que não enfrentou nenhum adversário europeu no ciclo para a Copa deste ano. Brasil (Inglaterra, Espanha, Croácia e França), Uruguai (Inglaterra), Colômbia (Espanha, Alemanha, Croácia, França e Romênia), Equador (Itália e Holanda), Bolívia (Rússia e Andorra), Peru (Alemanha e Rússia), Chile (França, Rússia e Albânia) e Venezuela (Itália) enfrentaram seleções do Velho Continente.

    Há ainda uma possibilidade de mudança nesta história. A Argentina deve realizar amistosos antes do início da Copa do Mundo já com a lista oficial de convocados e pode decidir enfrentar alguma seleção europeia.

    A Argentina terá um europeu em seu grupo na Copa do Mundo. Os comandados de Lionel Scaloni vão enfrentar a Áustria, na segunda rodada. Jordânia (Ásia) e Argélia (África) completam a chave.

    O cenário atual é parecido com o que aconteceu na preparação para a Copa de 2022. Da Copa de 2018 até a do Qatar, a Argentina enfrentou apenas dois europeus: a Itália, na Finalíssima, e a Estônia.

    CICLO DE MUITAS VITÓRIAS E COM TÍTULO

    A Argentina manteve o embalo da Copa passada durante o ciclo para esta. Foram 35 jogos, com 27 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Somente Uruguai, Paraguai, Colômbia e Equador venceram Messi e companhia desde o começo de 2023

    O histórico positivo trouxe um título. Em 2024, a Argentina foi campeã da Copa América de forma invicta. A seleção bateu Canadá (duas vezes), Chile, Peru e passou por Equador e Colômbia nos pênaltis.

    RIVAIS DA ARGENTINA APÓS A COPA DE 2022

    Equador (4 vezes)
    Chile (3 vezes)
    Peru (3 vezes)
    Colômbia (3 vezes)
    Venezuela (3 vezes)
    Brasil (2 vezes)
    Paraguai (2 vezes)
    Uruguai (2 vezes)
    Bolívia (2 vezes)
    Canadá (2 vezes)
    Panamá (1 vez)
    Curaçao (1 vez)
    Austrália (1 vez)
    Indonésia (1 vez)
    El Salvador (1 vez)
    Costa Rica (1 vez)
    Guatemala (1 vez)
    Porto Rico (1 vez)
    Angola (1 vez)
    Zâmbia (1 vez)
    Mauritânia (1 vez)

    Argentina vai na contramão e fecha ciclo para Copa sem enfrentar europeus

  • Vini Jr. e Raphinha não deslancham, e seleção segue carente de protagonistas

    Vini Jr. e Raphinha não deslancham, e seleção segue carente de protagonistas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quando o atacante Hugo Ekitiké fez o segundo gol da seleção francesa no duelo contra o Brasil no Gillette Stadium, em Boston, parte da torcida nas arquibancadas passou a gritar pelo atacante Neymar, persistentemente ausente das listas de Carlo Ancelotti.

    Aos 34 anos, longe de seu auge físico e com dificuldades para ajudar o Santos neste início de temporada, Neymar segue como esperança de parte da torcida brasileira após mais de dois anos desde sua última aparição com a camisa amarela, em meio à falta de um nome que tenha conseguido assumir o papel de protagonista em seu lugar.

    No confronto contra os franceses nos Estados Unidos, com uma série de desfalques na zaga e no meio de campo, a expectativa era que o poderio ofensivo brasileiro, liderado por Vinicius Junior e Raphinha, pudesse fazer a diferença.

    Apesar de viverem grande fase no Real Madrid e no Barcelona, com a seleção brasileira, a dupla de ataque -que deve estar entre os 11 titulares nos jogos da Copa do Mundo- não tem conseguido repetir o mesmo desempenho há um bom tempo, com a nova atuação apagada contra a França atraindo críticas de torcedores e jornalistas.

    Mesmo com a derrota, o treinador Carlo Ancelotti elogiou seus atacantes depois da partida. “Raphinha jogou muito bem. Depois teve um problema e tivemos de trocá-lo, mas teve muitas oportunidades, com um movimento muito bom sem bola”, afirmou o italiano.

    “O Vini é sempre perigoso. Pode ser que não tenha marcado, mas um atacante sempre pode fazer gols”, emendou o técnico, que não quis falar a respeito das cobranças vindas das arquibancadas por Neymar.

    “Creio que agora temos de falar dos que estão aqui, que jogaram, deram tudo, mostraram a cara. Estou satisfeito e vamos nos preparar para o próximo jogo contra a Croácia.”

    Na temporada 2025/26, Vinicius Junior é um dos principais nomes do Real, vice-líder do Espanhol e classificado às quartas de final da Champions League, contra o Bayern de Munique.

    Ele entrou em campo em 43 partidas pelo clube madrileno, com 17 gols marcados -média de 0,4 por partida- além de mais 9 assistências. Com o Brasil, esteve presente em nove partidas entre 2025 e 2026, com três gols -média de 0,3- e uma assistência.

    No Barcelona, líder do Espanhol e com duelo marcado contra o Atlético de Madrid pela Champions, Raphinha tem 31 jogos na temporada, com 19 gols -média de 0,6- e sete assistências. Pela seleção, foram seis apresentações desde o ano passado, com um gol.

    No único torneio disputado no atual ciclo para o Mundial, a dupla também teve atuação discreta durante a Copa América, com eliminação nas quartas de final para o Uruguai.

    Raphinha fez quatro jogos e marcou no empate com a Colômbia durante o torneio, enquanto Vini Jr. fez três partidas e dois gols, ambos na goleada por 4 a 1 sobre o Paraguai, em dois jogos da fase de grupos.

    Na Copa de 2022, ainda com Neymar em campo, os dois então estreantes em Mundiais também já não haviam alcançado grandes atuações. Vini Jr. fez quatro jogos e marcou na goleada por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Raphinha disputou as cinco partidas da campanha brasileira, sem gols.

    Antes do duelo em Boston, Vinicius Junior já havia abordado sobre a pressão e o desafio de tentar repetir seu bom desempenho com o clube espanhol também junto da seleção brasileira.

    “Sempre tento estar na minha melhor fase, fazendo gols e dando assistências, porque assim fico mais tranquilo, mais feliz, e eu estando mais feliz, todo mundo do meu lado também está mais feliz e confiante. E espero que tudo que faço pelo Real Madrid eu possa vir a fazer aqui na seleção brasileira, que é o meu maior objetivo, onde eu sempre sonhei estar”, afirmou o atacante.

    “Quero dar muito orgulho para o nosso país e muita alegria para toda nossa nação.”

    A seleção brasileira volta a campo na próxima terça-feira (31), em duelo contra a Croácia, às 21h (horário de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, na Flórida.

    A reedição do duelo pelas quartas de final da Copa de 2022, quando a seleção de Tite foi eliminada nos pênaltis, é a última partida antes da lista final de convocados para o Mundial, que deve ser divulgada no dia 18 de maio.

    Vini Jr. e Raphinha não deslancham, e seleção segue carente de protagonistas

  • Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

    Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

    (UOL/FOLHAPRESS) – O zagueiro Vitor Reis, do Girona, foi convocado por Carlo Ancelotti nessa quinta-feira (26) para o amistoso contra a Croácia, na próxima terça (31), em Orlando. Ele foi convocado no lugar de Marquinhos, que sentiu dores no quadril e não participou do jogo contra a França.

    QUEM É ELE?

    Natural de São José dos Campos (SP), Vitor Reis começou sua carreira nas categorias de base do Palmeiras, em 2016, no sub-11. No alviverde, o zagueiro foi bicampeão brasileiro sub-17 em 2022 e 2023, além de ter sido capitão da seleção brasileira no Mundial sub-17, em 2023.

    Vitor sempre foi considerado promessa. Em 2023, ele foi eleito pelo jornal The Guardian como um dos 60 jovens jogadores do mundo com maior potencial.

    Zagueiro foi chamado para integrar elenco profissional no mesmo ano em que estreou na Copinha. Vitor fez sua primeira participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2024, quando o Palmeiras foi eliminado pelo Aster Itaquá na terceira fase do torneio. Já pelo profissional, ele estreou em junho do mesmo ano, e não voltou a integrar as categorias de base do clube.

    Passagem curta no profissional. Pelo Palmeiras, Vitor Reis só disputou 22 jogos, sendo titular em 19 deles e marcando dois gols, contra Corinthians e Flamengo, respectivamente.

    Rumo à Inglaterra. O zagueiro foi negociado para o Manchester City por 37 milhões de euros fixos, sem bônus, conforme apuração do UOL. Ele foi anunciado no dia 21 de janeiro de 2025, e assinou um contrato de 4 anos, válido até o meio de 2029.

    Poucas oportunidades no City. Mesmo sendo a maior venda de um zagueiro brasileiro na história, Vitor teve poucas chances na Inglaterra, atuando somente em 5 partidas desde seu anúncio.

    Empréstimo para o Girona pensando na Copa. Em agosto de 2025, o zagueiro foi emprestado para o Girona,da Espanha, também gerido pelo grupo City. A movimentação veio depois de um pedido dele para ser negociado, pensando em ter mais oportunidades para conseguir ir à seleção, conforme apurou o UOL à época.

    Titular absoluto na Espanha. Desde seu empréstimo, Vitor Reis atuou em 29 partidas pelo Girona, sendo titular em 28 delas. O zagueiro é o jogador da equipe com mais duelos ganhos e o segundo com mais passes feitos.

    Vitor Reis se apresenta à seleção na noite desta sexta-feira (27), no hotel onde a delegação está concentrado, e já participará do treino de sábado.

    O Brasil volta a campo na terça-feira (31), às 21h (Brasília), contra a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

    Jogadora de vôlei do Osasco afirma que questionamentos não são apenas pelo desempenho esportivo. Decisão deve aumentar judicialização, com ações em torno dos direitos fundamentais, preveem especialistas

    Folhapress | 14:24 – 27/03/2026

    Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

  • Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

    Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Principal expoente da causa trans no esporte brasileiro de alto rendimento nos últimos anos, a jogadora de vôlei Tifanny Abreu afirmou que a determinação do COI (Comitê Olímpico Internacional) de impôr testes genéticos para liberar a participação de atletas na categoria feminina representa um retrocesso na luta de todas as mulheres.

    Tendo convivido com uma série de questionamentos sobre sua presença em quadra ao longo da carreira, a jogadora do Osasco afirmou ter recebido com um sentimento de tristeza a resolução do Comitê Olímpico.

    “Muita gente tenta reduzir esse debate a um ataque exclusivo às pessoas trans, mas não é só sobre isso. É sobre mulheres. Sobre todas as mulheres”, disse a atleta por meio de nota.

    Na quinta-feira (26), o COI anunciou que apenas atletas biologicamente do sexo feminino, cujo gênero será determinado por um teste genético único de triagem, serão elegíveis para participar de competições na categoria feminina nos Jogos Olímpicos.

    Segundo a entidade, a política visa “proteger a categoria feminina”, como parte de sua iniciativa para estabelecer uma regra universal para competidores no esporte feminino de elite.

    Sob críticas de grupos LGBTQIA+ e de direitos humanos, entidades esportivas, federações internacionais e governos vêm promovendo um endurecimento das regras sobre a participação de mulheres transgênero em competições e eventos esportivos ao longo dos últimos meses.

    A alegação é a de que as ações visam preservar a justiça na categoria feminina e estariam embasadas em supostas vantagens competitivas em relação às atletas cis, devido a exposição à testosterona quando ainda se identificavam com o gênero masculino. Pesquisadores ressaltam, porém, que os dados disponíveis não são suficientes para confirmar suposta vantagem.

    Para além do debate sobre atributos físicos, Tifanny também citou na nota o caso da deputada Erika Hilton, que teve questionada sua eleição à presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, pelo fato de ser uma mulher trans.

    A deputada “teve sua identidade questionada ao ponto de tentarem retirá-la de um espaço que é, justamente, de representação das mulheres. Se antes o argumento era “vantagem” ou “força”, nesse caso foi o quê?”, questionou Tifanny .

    “Isso mostra que nunca foi só sobre desempenho. É sobre quem é reconhecida como mulher”, acrescentou a ponteira, que chegou a ter a participação vetada por vereadores de Londrina em um torneio na cidade no fim de fevereiro.

    A ministra Carmen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar autorizando a participação de Tifanny na competição, com a jogadora conquistando o título da Copa do Brasil com o Osasco.

    Segundo a atleta, as novas regras do COI podem prejudicar muitas mulheres, “inclusive cis, por critérios cada vez mais questionáveis. E isso precisa ser discutido com responsabilidade, não com exclusão.”

    “Existe um discurso de que tudo isso é para “proteger o esporte feminino”, mas na prática a gente vê outra coisa. Quando o assunto envolve pessoas trans, sempre surge uma tentativa de tirar, excluir, questionar sua presença, independentemente do contexto”, afirmou Tifanny.

    “Direitos não podem andar para trás. O mundo não pode regredir. Ou a gente se posiciona agora, ou aceita ver conquistas sendo desmontadas pouco a pouco por uma extrema direita que insiste em excluir, dividir, destruir”, acrescentou ela.

    DIREITOS FUNDAMENTAIS EM XEQUE, APONTAM ESPECIALISTAS

    Profissionais da área do Direito avaliam que a imposição do COI, ainda que alegadamente embasada em critérios científicos, tende a aumentar a judicialização em torno do tema.

    Advogada do Ambiel Bonilha Advogados e especialista em direito desportivo, Mariana Araújo Evangelista afirmou que, sob a ótica jurídica, a medida evidencia a prevalência do princípio da integridade competitiva sobre o da inclusão, ao menos no contexto do esporte de alto rendimento.

    “Ainda que fundamentada em argumentos científicos e de segurança, a adoção de um critério biológico rígido tende a enfrentar questionamentos relevantes sob a perspectiva de direitos fundamentais, especialmente no que diz respeito à proporcionalidade e à vedação à discriminação”, afirmou Mariana.

    “A ausência de consenso científico absoluto sobre vantagens competitivas pode fragilizar a justificativa para uma restrição tão ampla”, acrescentou a especialista.

    Ela disse ainda esperar que a decisão do Comitê Olímpico funcione como uma espécie de catalisador para novas restrições em âmbito internacional, tanto por federações internacionais quanto por legislações nacionais.

    “A tendência é que disputas envolvendo elegibilidade esportiva ganhem ainda mais espaço em instâncias como o Tribunal Arbitral do Esporte, o CAS, consolidando esse debate como um dos mais sensíveis e atuais do direito desportivo”, disse Mariana.

    Especialista em direito desportivo, Higor Maffei Bellini afirmou que o COI é a organizadora dos Jogos e detém competência regulatória para fixar critérios de elegibilidade e participação nas suas competições, inclusive em matéria de categoria feminina.

    “Isso não significa, porém, que a decisão seja imune a controle jurídico.”

    Bellini disse que o CAS (Tribunal Arbitral do Esporte) deve ser a via a qual muitos atletas e entidades poderão recorrer, mas ressaltou que “é importante não tratar essa via arbitral como ponto final absoluto”.

    “A experiência recente mostra que, uma vez esgotado o controle na Suíça, inclusive perante o Tribunal Federal Suíço, a discussão pode avançar para a jurisdição europeia de direitos humanos”, afirmou o especialista.

    Ele citou o caso da corredora sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica nos 800 m, com triunfos em Londres, em 2012, e no Rio de Janeiro, em 2016. Seu quadro é classificado como hiperandrogenismo, um tipo de distúrbio endócrino que gera produção de testosterona acima da média.

    Em 2019, nova política da World Athletics determinou que corredoras com o quadro de Semenya se submetessem a tratamento hormonal para reduzir a testosterona se quisessem continuar participando de provas entre 400 m e 1.600 m. Distâncias em que, na avaliação da federação, poderiam levar vantagem.

    A recomendação foi rejeitada pela atleta, que disse sofrer discriminação da federação. Ela acabou impedida de competir nas distâncias.

    Em julho de 2025, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) decidiu que a Suíça, sede do COI e do CAS, violou o direito da atleta a um julgamento justo.
    “A discussão deixa de ser apenas de organização do esporte e passa a envolver também direitos civis ou direitos humanos, tanto das mulheres cis quanto das mulheres trans”, afirmou Bellini.

    De um lado, a pretensão de assegurar que mulheres cis disputem vagas em condições de igualdade material, sem influência de fatores biológicos ligados ao desenvolvimento masculino; de outro, o direito da pessoa trans de não ser discriminada e de participar de uma atividade que também tem dimensão econômica, já que o esporte de alto rendimento é trabalho e meio de subsistência para muitas atletas.

    “Como os Jogos de Los Angeles serão apenas em 2028, há tempo, em tese, para que atletas diretamente atingidas tentem discutir não só a validade esportiva da norma perante o CAS, mas depois também a sua legalidade em tribunais europeus, sob a ótica da igualdade, da não discriminação, do acesso efetivo à justiça e da proteção dos direitos fundamentais de mulheres trans e cis.”

    Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

  • Torcida grita “Neymar” na arquibancada e Ancelotti responde na coletiva

    Torcida grita “Neymar” na arquibancada e Ancelotti responde na coletiva

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após o Brasil sofrer o segundo gol da França no amistoso disputado nesta quinta-feira (26), mesmo com um jogador a mais, parte da torcida brasileira presente nas arquibancadas do Gillette Stadium, em Boston, gritou o nome de Neymar.

    Sem chamar o camisa 10 do Santos desde que assumiu o comando da equipe, sob a alegação de que ele precisa melhorar fisicamente, o treinador italiano Carlo Ancelotti não quis falar a respeito do coro dos torcedores e preferiu exaltar os jogadores que compõem o grupo presentes na partida.

    “Creio que agora temos de falar dos que estão aqui, que jogaram, deram tudo, mostraram a cara. Estou satisfeito e vamos nos preparar para o próximo jogo contra a Croácia”, limitou-se a responder Ancelotti, ao ser questionado em entrevista após a partida sobre os gritos pelo atacante santista.

    Apesar do revés, o italiano disse que a partida desta quinta-feira reforçou sua convicção em torno da lista de convocados e elogiou o desempenho de nomes que foram chamados por ele pela primeira vez, como os zagueiros Léo Pereira, do Flamengo, e Bremer, da Juventus, e o atacante Igor Thiago, do Brentford.

    “Depois desse jogo, estou muito mais confiante, mas acho que para decidir a lista final, não vai ser tão fácil para mim”, afirmou o técnico da seleção brasileira. “Há muita concorrência.”

    A previsão é que a lista de convocados para a disputa da Copa do Mundo acontece no dia 18 de maio.

    Ancelotti disse ainda que o resultado em si da partida “não é a coisa mais importante”, embora tenha reconhecido que ele mostre as deficiências e os destaques positivos do time.

    “A equipe competiu até o final do jogo, com algumas boas oportunidades, mas faltou um pouco de vigilância para evitar o contra-ataque onde eles marcaram”, afirmou o treinador.

    Ele acrescentou que, a partir do jogo desta quinta contra a França, avalia que o Brasil é capaz de “competir contra as melhores equipes do mundo, não tenho nenhuma dúvida. Estou convencido que vamos disputar a Copa do Mundo com toda nossa energia.”

    Os gols da vitória francesa foram de Mbappé e Ekitiké para a França; Bremer descontou para o Brasil, acirrando a briga entre os zagueiros por uma vaga na Copa

    Folhapress | 19:24 – 26/03/2026

     

     

    Torcida grita “Neymar” na arquibancada e Ancelotti responde na coletiva

  • Copa do Mundo não terá técnicos brasileiros pela 1ª vez na história

    Copa do Mundo não terá técnicos brasileiros pela 1ª vez na história

    SANTOS, SP (FOLHAPRESS) – A queda da Albânia para a Polônia, em Varsóvia, nesta quinta-feira (26), pela semifinal da repescagem europeia para a Copa do Mundo, frustrou o sonho de 2,4 milhões de albaneses de vivenciar o primeiro Mundial da história do país, mas, curiosamente, também pode ter sido um duro golpe para o futebol brasileiro.

    Com a equipe dirigida pelo ex-lateral e hoje técnico Sylvinho eliminada, a Copa 2026 pode ser a primeira da quase centenária história do torneio em que não haverá um único técnico brasileiro no banco de reservas. E isso no maior Mundial de todos os tempos -que teve o número de seleções ampliado de 32 para 48.

    “Em 2013, mencionei em uma declaração ao [jornal] O Globo que estávamos defasados em termos de trabalho quanto aquilo que faziam fora do país. Um ano depois, o Zico ratificou essa minha fala. Depois de ficar muito tempo fora, vi que era necessário abrirmos os olhos. Que da forma como as coisas estavam acontecendo, ficamos para trás. Alguns companheiros de profissão ficaram chateados, mas aí veio 2014, o 7 a 1…”, disse à reportagem o técnico Paulo Autuori, que foi demitido nesta quinta-feira pelo Sporting Cristal, do Peru.

    “E eu falava de todos nós treinadores brasileiros, não de um ou outro profissional. A sensação que havia no país era de que não precisávamos aprender nada pelo fato de sermos pentacampeões do mundo. A alta quantidade de técnicos estrangeiros, que jamais vou ser contra até por ter sido um imigrante por anos, e a ausência na Copa são consequências”, completou.

    Duas vezes campeão da Copa Libertadores, Autuori jamais dirigiu uma seleção em um Mundial, mas carrega no currículo longas passagens pelo futebol português -onde iniciou a carreira de técnico, passando por Nacional, Vitória de Guimarães, Marítimo e Benfica. Trabalhou também em países como Japão, Catar, Bulgária, Colômbia e Peru.

    Desde 1930, quando a seleção brasileira foi comandada pelo paulistano Píndaro de Carvalho Rodrigues, sempre houve a presença de um ou mais técnicos brasileiros em todas as 21 edições seguintes.

    A primeira vez com dois deles foi registrada em 1966, quando Vicente Feola dirigiu o Brasil e Otto Glória comandou Portugal até a terceira colocação da competição naquele ano, a melhor da história do país europeu até hoje.

    A partir de então, passou a ser comum a presença de brasileiros à frente de outras seleções. Casos de Didi pelo Peru, em 1970; Alexandre Guimarães pela Costa Rica, em 2002 e 2006; René Simões pela Jamaica e Paulo César Carpegiani pelo Paraguai, em 1998, além de outros como Zico, Marcos Paquetá e Luiz Felipe Scolari, que dirigiu Portugal em 2006.

    O recordista absoluto é Carlos Alberto Parreira, que trabalhou como treinador em seis Copas: duas pelo Brasil (1994 e 2006), uma pelo Kuwait (1982), uma pelos Emirados Árabes Unidos (1990), uma pela Arábia Saudita (1998) e última pela África do Sul (2010).

    “Há treinadores brasileiros jovens que não devem nada em termos conceituais e metodológicos a estrangeiros como Sampaoli, Lacarmón, Varini ou outros de fora com qualidade. O meu objetivo é abrir espaço para eles, é isso que me dá brilho nos olhos. Foi o que fiz no Athletico-PR e no Cruzeiro, com mentorias. Nos mantivemos cômodos por muito tempo”, relatou Autuori.

    Colaborou para a quebra da estatística o fato de a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ter apostado em maio de 2025 na contratação de um técnico estrangeiro, Carlo Ancelotti. O experiente italiano, vencedor de cinco edições de Champions League, chegou como mais nem pago treinador de seleções do mundo depois das fracassadas experiências com Fernando Diniz e Dorival Júnior.

    Nas últimas duas Copas, Tite comandou a seleção brasileira, sucumbindo nas quartas de final, enquanto o país não teve representantes à frente de outras seleções.

    Ancelotti não é o primeiro estrangeiro no comando da seleção, que já contou com o uruguaio Ramón Platero, em 1925, o português Joreca, em 1944, e até mesmo um argentino: Filpo Nuñez, em 1965. Nenhum deles, porém, chegou até a Copa.

    “Há pouco tempo, companheiros nossos falaram sobre Ancelotti e foram muito desagradáveis nas respostas. Não penso da mesma forma, tive a oportunidade de trabalhar muitas vezes fora e sou muito aberto a estrangeiros. Tentamos vários treinadores brasileiros e os resultados não foram bons. Por isso se pensou em um estrangeiro e talvez o melhor de todos eles pelos títulos, experiência e qualidade comprovadas. Lamentamos a falta de um brasileiro só pelo bom trabalho do Sylvinho”, analisou Carpegiani à reportagem.

    Sylvinho assumiu a seleção albanesa em janeiro de 2023. A passagem que deve ser encerrada com o fim do contrato em junho teve como ápice a vaga na última Eurocopa, a segunda da história do país, que fez com que ganhasse o prêmio Águia de Ouro das mãos do primeiro-ministro do país.

    Na competição europeia, teve elogiada participação na fase de grupos, dificultando nos jogos contra Espanha e Itália, além de ter conseguido um empate com a Croácia. Levou a Albânia à disputa de sua primeira repescagem na história, em grupo liderado pela Inglaterra, mas não conseguiu superar os poloneses.

    Copa do Mundo não terá técnicos brasileiros pela 1ª vez na história

  • No sufoco, Itália bate Irlanda do Norte e mantém vivo o sonho de voltar à Copa

    No sufoco, Itália bate Irlanda do Norte e mantém vivo o sonho de voltar à Copa

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Contando com o apoio dos cerca de 20 mil torcedores que lotaram as arquibancadas do Estádio Atleti Azzurri d’Italia, em Bergamo, a Itália bateu a Irlanda do Norte pelo placar de 2 a 0 nesta quinta-feira (26), em duelo válido pela repescagem europeia, e manteve viva a chance de voltar a uma Copa do Mundo.

    Na próxima e decisiva rodada, no dia 31, a seleção Azurra comandada pelo ex-volante Gennaro Gattuso encara o País de Gales -que venceu a Bósnia e Herzegovina por 1 a 0 em Cardiff, gol de Daniel James-, em jogo que define o último integrante do grupo B do Mundial, ao lado de Canadá, Qatar e Suíça.

    Tetracampeã, a seleção italiana não disputa a Copa desde 2014, quando foi eliminada ainda na fase de grupos, após derrotas para Costa Rica e Uruguai. Na edição de 2018, caiu ainda na repescagem para a Suécia, e na de 2022, para a Macedônia do Norte.

    Sob pressão para evitar ficar de fora pela terceira vez consecutiva, a Itália -que jogou em casa por ter melhor ranking-, saiu para o jogo e pressionou o time da Irlanda do Norte desde o início.

    Apesar da maior posse de bola -cerca de 70% a 30%- e das inúmeras bolas cruzadas na área adversária -foram nove escanteios para a seleção italiana, contra dois para a norte-irlandesa-, o primeiro gol do jogo saiu apenas aos dez minutos da etapa complementar, dos pés do volante Sandro Tonali, do Newcastle, que acertou um potente chute da entrada da grade área.

    O segundo gol italiano sairia apenas aos 34 minutos, com o atacante Moise Kean, da Fiorentina, aproveitando passe do próprio Tonali para acertar chute cruzado que bateu na trave antes de entrar.

    A vitória representou uma revanche para a seleção italiana, que havia sido derrotada pela Irlanda do Norte em partida das Eliminatórias para a Copa de 1958, em Belfast. O resultado classificou a seleção norte-irlandesa, deixando a italiana fora da Copa pela segunda vez, após a ausência na edição inaugural de 1930, quando recusou o convite para se deslocar até o Uruguai.

    Os gols da vitória francesa foram de Mbappé e Ekitiké para a França; Bremer descontou para o Brasil, acirrando a briga entre os zagueiros por uma vaga na Copa

    Folhapress | 19:24 – 26/03/2026

    No sufoco, Itália bate Irlanda do Norte e mantém vivo o sonho de voltar à Copa

  • Conselho do São Paulo reprova balanço de 2025 da gestão Casares

    Conselho do São Paulo reprova balanço de 2025 da gestão Casares

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou o balanço financeiro de 2025, o último da gestão Júlio Casares à frente do clube. Com 194 votos a 34, a pauta foi reprovada pelos conselheiros. Quatro se abstiveram.

    SAQUES NÃO JUSTIFICADOS CRIARAM POLÊMICA

    Apesar de o balanço apresentar um superávit de R$ 56,8 milhões, sendo impulsionado por arrecadação recorde próxima de R$ 1 bilhão, o principal ponto de divergência é a falta de explicações sobre saques realizados pela gestão anterior.

    Durante a apresentação conduzida por Sérgio Pimenta, diretor financeiro do clube, foi informado que o departamento identificou R$ 11 milhões em saques ligados à antiga presidência de Julio Casares.

    Desse total, R$ 4 milhões possuem justificativas detalhadas, como despesas com arbitragem e premiações.

    Por outro lado, R$ 6,95 milhões foram classificados como “fundo promocional da presidência”, sem documentação ou explicação clara sobre o destino dos recursos.

    Samir Xaud afirmou que foi pego de surpresa com inscrição no meião dos jogadores; dirigente destaca identidade e afirma que já pediu à Nike para mudar ‘Brasa’ por Brasil

    Folhapress | 18:23 – 26/03/2026

    Conselho do São Paulo reprova balanço de 2025 da gestão Casares

  • França vence com 10 e dá choque de realidade no Brasil a 76 dias da Copa

    França vence com 10 e dá choque de realidade no Brasil a 76 dias da Copa

    FOXBOROUGH, EUA (UOL/FOLHAPRESS) – A seleção brasileira perdeu para a França por 2 a 1, no amistoso que colocou o Brasil diante do adversário mais complicado enfrentado até aqui na era Carlo Ancelotti. E olha que a equipe francesa jogou a maior parte do segundo tempo com um a menos.

    Os gols da vitória francesa foram de Mbappé e Ekitiké, um em cada tempo do jogo no Gillette Stadium, em Foxborough, região metropolitana de Boston (EUA).

    Bremer descontou para o Brasil, acirrando a briga entre os zagueiros por uma vaga na Copa.

    O Brasil teve um primeiro tempo ruim, tanto que saiu perdendo após um erro de Casemiro, e buscou mais o jogo na etapa final. Mas não o suficiente para evitar a derrota.

    E pior: o Brasil tomou o segundo gol da França mesmo quando estava em vantagem de 11 contra 10, após a expulsão de Upamecano. O rival europeu mostrou por que está na lista dos favoritos à Copa do Mundo.

    Foi a terceira derrota em nove jogos da seleção brasileira sob o comando de Ancelotti. A ressalva é que foi com muitos desfalques, mas foi um choque de realidade a 76 dias do Mundial.

    Em um universo de testes, Luiz Henrique melhorou o time no segundo tempo. O zagueiro Ibañez foi testado como lateral na etapa final, mas teve atuação discreta. O volante Danilo entrou como dono das bolas paradas, quando o Brasil já estava mais desesperado.

    Vini Jr. passou a ser o camisa 10, mas foi um dos piores do Brasil em campo.

    O Brasil volta a campo na terça-feira, contra a Croácia, em Orlando, às 21h (de Brasília), para fazer o último amistoso antes da lista final da Copa.

    PRESSÃO FRANCESA

    A França ignorou o ambiente mais brasileiro na arquibancada e rapidamente mostrou seu poderio, pela forma com a qual dominou a posse de bola. Ao fim do primeiro tempo, o placar nesse quesito estava em 65% a 35% para os franceses.

    A receita do time de Deschamps, muito mais entrosado, foi marcar a saída do Brasil de forma intensa e adiantada. Com a bola, os movimentos do meio pra frente envolveram a defesa brasileira.

    O time de Ancelotti tentava se safar em bloco baixo, com duas linhas de quadro e a dupla Vini Jr. e Matheus Cunha mais à frente.

    O Brasil não conseguiu reter a bola no campo ofensivo. Estava sempre tentando jogadas na correria, mas falhava na execução de dribles e passes. O goleiro Ederson, para complicar, ainda não estava no melhor dos dias na saída com os pés.

    A inversão de lado entre Martinelli e Raphinha teve um efeito, mas ele não foi duradouro. Foi nesse contexto que o Brasil conseguiu recuperar uma bola na frente e acionar Martinelli. A batida de canhota passou perto.

    O GOL DE MBAPPÉ

    No contexto de pressão na saída de bola, roubou a bola de Casemiro. Simbólico que um tenha sido sucessor do outro no Real Madrid.

    E aí o passe em velocidade para Mbappé foi como uma flecha entre os zagueiros brasileiros. Fora de posição porque era uma jogada de ataque, Léo Pereira não interceptou e Bremer não conseguiu fazer a cobertura. O camisa 10 da França mostrou toda sua classe ao tocar por cima de Ederson, aos 31 minutos do primeiro tempo.

    COMO ANCELOTTI TENTOU CORRIGIR

    Raphinha foi o primeiro a sair na seleção brasileira. Segundo a CBF, ele sentiu dores na coxa direita e será reavaliado nesta sexta-feira (27).

    Veio a calhar, porque ele não estava jogando bem e quem entrou foi Luiz Henrique. A “irresponsabilidade” do bem com a bola no pé desse driblador nato trouxe efeito imediato para a seleção. As jogadas pela direita passaram a fluir.

    Em uma das escapadas do Brasil, Wesley sairia na cara do goleiro, se não tivesse sofrido falta de Upamecano. Inicialmente, o zagueiro francês levou cartão amarelo. Mas o VAR chamou, e o árbitro decidiu pelo vermelho direto.

    O PÓS-EXPULSÃO? GOL DA FRANÇA

    O Brasil passou a marcar ainda mais adiantado. Mas aí a França, com sua qualidade técnica e leitura, conseguiu se ajustar.

    O segundo gol foi um contra-ataque bem construído pelo lado francês. O Brasil estava tão desorganizado que Olise conduziu a bola em um cenário de quatro jogadores atacando e três brasileiros defendendo. Léo Pereira deu um passe para o lado na corrida e aí foi fatal: bola para Ekitiké. Mais uma finalização que encobriu Ederson: 2 a 0 aos 19 minutos do segundo tempo.

    TESTES PARA TODO LADO

    O cenário do jogo foi a senha para Ancelotti deflagrar de vez os testes na seleção. Ele já tinha colocado João Pedro, em uma troca pensando em presença de área, ainda quando estava empatado.

    Com 2 a 0 atrás, vieram mexidas mais pelo aspecto da observação. Ibãnez, por exemplo, entrou como lateral-direito, no lugar de Wesley. No meio-campo, Danilo, do Botafogo, substituiu Andrey Santos.

    REAGIU, MAS NÃO BASTOU

    O Brasil se lançou ainda mais ao ataque. Mas a França seguiu muito consciente, trocando passes como melhor modo de se defender.

    Só que a seleção conseguiu um gol depois de cruzar bola para a área francesa – a batida foi de Danilo. Luiz Henrique tocou para o centro da área, e coube a Bremer aparecer entre os zagueiros e fazer o gol brasileiro.

    Ancelotti ainda promoveu as estreias de Igor Thiago e Gabriel Sara, em uma tentativa final de pelo menos empatar. Bremer teve a chance mais clara de ser o herói por completo. Mas não deu.

    FICHA TÉCNICA

    Brasil 1 x 2 França
    Local: Gillette Stadium, em Foxborough (EUA)
    Data/hora: 26/3/2026, às 17h (de Brasília)
    Árbitro: Guido Gonzales Jr (EUA)
    Assistentes: Nick Uranga e Cory Richardson (EUA)
    Cartão vermelho: Upamecano, 10’/2ºT (FRA)
    Gols: Mbappé, 31’/1ºT (FRA); Ekitiké, 19’/2ºT (FRA); Bremer, 33’/2ºT (BRA)

    Brasil: Ederson, Wesley (Ibañez), Bremer, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro (Gabriel Sara), Andrey Santos (Danilo); Raphinha (Luiz Henrique), Martinelli (João Pedro), Vini Jr e Matheus Cunha (Igor Thiago). Técnico: Carlo Ancelotti.

    França: Maignan, Malo Gusto (Kalulu), Konaté, Upamecano e Theo Hernandez; Tchouaméni (Kanté) e Rabiot; Dembélé (Lacroix), Olise (Akliouche), Ekitiké (Doué) e Mbappé (Thuram). Técnico: Didier Deschamps

    França vence com 10 e dá choque de realidade no Brasil a 76 dias da Copa

  • Presidente da CBF veta ‘Brasa’ no uniforme da seleção brasileira

    Presidente da CBF veta ‘Brasa’ no uniforme da seleção brasileira

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud, afirmou que foi “pego de surpresa” com o meião do uniforme da seleção brasileira apresentado pela Nike com a inscrição “Brasa” em vez de “Brasil”. Segundo o dirigente, o lema definido pela empresa para descrever sua campanha de marketing não estará no uniforme dos jogadores.

    “Fui pego um pouco de surpresa. O que me foi apresentado quando estava lá não tinha ‘Brasa’, mas sabíamos que havia uma campanha publicitária que seria feita para a Copa em relação a isso.

    De antemão, pelo respeito que tenho pela bandeira do Brasil, que todos já sabem, e pela seleção brasileira, não tem ‘Brasa’ no nosso uniforme principal”, disse Xaud em entrevista à ESPN.

    Apesar de afirmar que não tinha conhecimento da escolha feita pela patrocinadora, o dirigente disse que o meião apresentado se trata apenas de uma campanha de divulgação. “Isso foi feito pela Nike para uma campanha publicitária isolada, mas deixo claro que nosso uniforme é o nosso manto, verde e amarelo. Sempre deixo isso claro.”

    Xaud contou ainda que, como o contrato atual com a Nike foi assinado na gestão passada, ele teve que se debruçar sobre uma série de questões assim que assumiu o cargo, em maio de 2025. Segundo o dirigente, a polêmica mais sensível ocorreu após a ideia da fornecedora de lançar uma camisa vermelha.

    “Ao meu conhecimento, a partir do momento em que entrei, já no primeiro mês de gestão, nós nos debruçamos sobre assuntos importantes e vocês acompanharam comigo a questão da camisa vermelha, uma coisa que de princípio já barramos, pois eu sei da nossa identidade, da nossa cultura como brasileiros, como torcedores”, explicou. “Essa questão do patriotismo, sempre deixo claro: independentemente de lado político, aqui não estamos para fazer política em cima do futebol, principalmente na CBF.”

    Procurada pela reportagem, a Nike não respondeu até a publicação deste texto.

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    Folhapress | 16:36 – 26/03/2026

    Presidente da CBF veta ‘Brasa’ no uniforme da seleção brasileira