Categoria: POLÍTICA

  • Haddad defende Alckmin vice de Lula, e diz que Tebet tem mais raiz que Tarcísio em SP

    Haddad defende Alckmin vice de Lula, e diz que Tebet tem mais raiz que Tarcísio em SP

    Em 1º dia fora do Ministério da Fazenda, petista afirma que se reunirá com quadros de SP para discutir eleições; ex-ministro declarou que eleições de 2026 serão parecidas com as de 2022, quando ele também concorreu ao governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Agora pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad projetou uma campanha eleitoral muito semelhante à vivida em 2022, defendeu que Geraldo Alckmin (PSB) se mantenha como vice de Lula (PT) nas eleições e cutucou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao dizer que, até hoje, ele não tem familiaridade com o estado.

    Na manhã desta sexta-feira (20), Haddad concedeu uma entrevista coletiva a jornalistas em um hotel na região central da capital paulista. Em seu primeiro dia oficialmente fora do Ministério da Fazenda, ele declarou que se reunirá com quadros políticos do estado para discutir as eleições de 2026 e que vai buscar especialistas para dar início ao plano de governo o quanto antes.

    “Eu tenho obsessão com o plano. Não gosto de assumir nenhuma função sem apresentar um plano consistente para o estado”, declarou.

    Embora tenha evitado falar sobre o perfil que busca para um vice, afirmou que acha “natural” que Alckmin se mantenha na vice de Lula. Na noite de quinta (19), o presidente disse que a vaga estava aberta para o pessebista, mas que ele também poderia escolher disputar o Senado.

    “Eu sou a pessoa mais entusiasta do fato de que os dois compõem uma chapa muito importante para o Brasil. Agora, nós vamos ver como as coisas estão decantando, vamos ver como é que terminam as conversas com todos os setores da sociedade. Quero ouvir a opinião do governador Alckmin, quatro vezes governador de estado de São Paulo, sobre as nossas chances aqui e qual é a melhor composição para lograrmos êxito na eleição”, afirmou Haddad.

    O petista acrescentou que Alckmin ajudou muito na eleição de Lula em 2022 e observou que, de alguma forma, a disputa atual será muito parecida com a de quatro anos atrás -o próprio Haddad enfrentará Tarcísio nas urnas novamente.

    “Nós vamos fazer uma campanha parecida com 2022 aqui em São Paulo. Se Lula foi o candidato a presidente, eu fui candidato a governador. E nós nos entendemos muito bem. Agora muda um pouco a situação porque ele é presidente da República. Não sei se ele vai estar com escritório em São Paulo como teve em 2022, porque o QG [da campanha] era em São Paulo. Provavelmente, a campanha vai ficar mais centrada em Brasília até por questão logística. Mas eu não vejo razão para ser muito diferente da [campanha] de 2022.”

    Haddad, que resistiu meses à ideia de sair candidato ao Governo de São Paulo, disse que ninguém o verá dizendo que partiu para o sacrifício com a candidatura. “Uma pessoa que fez a campanha de 2016, a campanha de 2018, a campanha de 2022, você vai colocar em dúvida a disposição de luta dessa pessoa?”, questionou.

    Na sequência, ele declarou que se recorda da demora de Tarcísio, em 2022, em definir se sairia candidato por São Paulo, que não é o seu estado de origem -o governador é carioca-, e alfinetou o adversário ao dizer que ele continua não tendo familiaridade com o estado.

    “Outro dia eu vi alguém do Tarcísio falar ‘como é que vocês vão votar em uma senadora forasteira’, se referindo a Simone Tebet. Ela tem muito mais raízes em São Paulo, infinitamente, do que o Tarcísio. Tem duas filhas que moram há anos em São Paulo, vem toda semana.”

    Também na noite desta quinta, Lula confirmou que Tebet, ministra do Planejamento, mudará seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo com o intuito de se candidatar ao Senado. Filiada ao MDB, que apoia Tarcísio no estado, ela é cotada como possível candidata pelo PSB.

    Haddad defende Alckmin vice de Lula, e diz que Tebet tem mais raiz que Tarcísio em SP

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  • Moro e Deltan tentam 'reviver farsa da Lava Jato' com ajuda da Globo

    Moro e Deltan tentam 'reviver farsa da Lava Jato' com ajuda da Globo

    Deltan Dallagnol e Sergio Moro estão propagando tese de Gerson Camarotti, da GloboNews, de que Vorcaro ascendeu com desmonte da Lava Jato. Banco Master foi criado em 2019 e ganhou força no governo Bolsonaro, quando o ex-juiz era ministro da Justiça

    Com as eleições presidenciais se aproximando, a internet e imprensa estão sendo tomadas por narrativas para mexer com a imagem do governo Lula, que pelas pesquisas é o favorito para ser reconduzido ao cargo, além de fazer a oposição crescer nas pesquisas. No últimos dias vazamentos seletivos de uma ala da Polícia Federal (PF) foram jogados para a população para mexer com a opinião pública.

    Nas redes sociais, o ex-juiz Sergio Moro (PL-PR) e o ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol (Novo) decidiram se juntar a TV Globo, que vem sendo acusada de propagar ataques contra o governo Lula, e estão defendendo uma tese de Gerson Camarotti, analista política da GloboNews, que tenta ligar a ascensão de Daniel Vorcaro ao que ele classifica como “desmonte da Lava Jato”.

    Em seguida, Sergio Moro compartilhou a tese nas redes afirmando que Daniel Vorcaro ascendeu pelo vazio deixado pela operação: “O desmonte da Lava Jato abriu os portões do inferno para a volta da roubalheira sem pudor”, disse. A tese do jornalista da TV Globo foi prontamente compartilhada por Deltan Dallagnol nas redes sociais.

    No entanto, Moro ignorou o fato que teve aval do Banco Central de Roberto Campos Neto para criar o Banco Master em 2019, quando ele era ministro da Justiça do então governo Jair Bolsonaro.

    No X (antigo Twitter), internautas rebateram publicações de Moro sobre o assunto, classificando a Lava Jato como ‘farsa’ e relembrando que na época da operação, a emissora carioca teria ‘usado’ o juiz para criar narrativas negativas contra o Partido dos Trabalhadores. Um internauta relembrou entrevista com ‘bajulação’ de Camarotti para Moro, defendendo a Lava Jato: “A Globo acha que esquecemos que eles tentaram usar a Lava Jato para afundar o PT. Tanto é, que o Valdemar Costa Neto estava envolvido na operação, mas apenas citam a esquerda. Valdemar é líder do PL, partido de Bolsonaro, no qual Moro se filiou”, disse um.

    “Você é aliado do mesmo grupo político que acabou com a Lava-Jato, está se fazendo de besta senador?”, questionou outro. O mais triste para mim é ver o senhor senador ao lado justamente das pessoas, ou melhor, da família que promoveu esse desmonte. Sei que busca preservar capital político e apoio, mas ao se aliar aos Bolsonaros você destruiu sua história. Sua covardia foi maior. Lamentável”, destacou internauta.

    Globo usa filho para desgastar Lula

    O advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que a TV Globo está retomando os velhos métodos da Lava Jato e usa a imagem do filho para desgastar o presidente Lula, que tentará seu quarto mandato no Palácio do Planalto nas eleições de outubro, onde provavelmente Flávio Bolsonaro (PL) estará entre os candidatos.

    Em entrevista à ‘Revista Fórum’, Carvalho comentou a edição da noite anterior do Jornal Nacional, que dedicou boa parte do telejornal para exibir reportagem baseada a partir de “uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens.

    Horas depois, Flávio Bolsonaro, que criticou a emissora muitas vezes a chamando de ‘GloboLixo’, compartilhou em suas redes a reportagem na íntegra, mostrando um alinhamento com a emissora.

    O advogado destacou que como a oposição não tem um projeto para o país, que a emissora então armou uma estratégia para bater no governo de outra forma. Para ele, a Globo se associar ao bolsonarismo, remete aos tempos ‘tenebrosos’ da Lava Jato, quando a força tarefa comandada por Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) – candidatos de Flávio Bolsonaro ao governo do Estado e ao Senado no Paraná – mantinha uma rede de relacionamentos com jornalistas da mídia liberal para fabricar narrativas contra Lula.

    “A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção”, afirmou Carvalho.

    Segundo ele, o método usa novamente vazamentos seletivos, escoados por agentes de Estado, incluindo dentro da Polícia Federal, para abastecer a narrativa na mídia liberal, que está alinha ao bolsonarismo. O advogado antecipou à Fórum que está entrando com representação na Justiça para pedir investigações sobre esses vazamentos.

    “Nós estamos representando a Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram”, disse.

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  • Lula diz que vaga de vice está aberta para Alckmin, mas não o descarta no Senado

    Lula diz que vaga de vice está aberta para Alckmin, mas não o descarta no Senado

    O presidente também anunciou que uma das vagas ao Senado será disputada pela ministra Simone Tebet (Planejamento), que mudará o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo e trocará o MDB pelo PSB

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) declarou, na noite desta quinta-feira (19), que a vaga de vice em sua candidatura à reeleição está aberta ao atual ocupante, Geraldo Alckmin (PSB), mas que caberá ao pessebista a escolha -se novamente ao Executivo ou se ao Senado.

    “Eu ficarei imensamente feliz de ter o Alckmin como vice outra vez”, disse Lula no Sindicato dos Metalúrgicos ao anunciar a pré-candidatura de Fernando Haddad ao Governo de São Paulo.

    “Se ele [Alckmin] for meu vice, Haddad, eu fico tranquilo. Mas a gente precisa montar uma chapa de senador para disputar conosco, e eles [da direita] não têm senador para disputar conosco. Não sei se Geraldo vai ser candidato ao Senado, mas a vaga de vice está aberta para você”, declarou Lula.

    O presidente também anunciou que uma das vagas ao Senado será disputada pela ministra Simone Tebet (Planejamento), que mudará o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo e trocará o MDB pelo PSB.

    “Sei que a Simone Tebet vai ser uma das candidatas a senadora aqui”, afirmou Lula.

    O petista acrescentou que caberá a Alckmin a tarefa de discutir com Haddad qual a melhor opção para as eleições de 2026.

    CRÍTICA AO BC

    No evento, Lula também criticou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao associá-lo ao escândalo do Banco Master. Mais cedo, em uma agenda pela manhã, o presidente havia reclamado do corte de apenas 0,25 na taxa Selic -ele esperava uma redução maior.

    “Esse Banco Master, vira e mexe estão tentando empurrar nas costas do PT e do governo. Esse banco é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram, esse rombo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, Haddad, vão tentar dizer que somos nós”, disse Lula.

    “Quem reconheceu o banco em setembro de 2019 foi o Roberto Campos, e todas as falcatruas foram feitas por ele. Nós temos que ir a fundo, e a bancada do PT tem que ter coragem de denunciar”, acrescentou o petista.

    Para o anúncio de Haddad, o PT preparou um evento repleto de seus quadros, com deputados federais, estaduais, vereadores e petistas históricos, como o ex-ministro José Dirceu, além dos ministros Luiz Marinho (Trabalho), Camilo Santana (Educação), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e de Alckmin.

    Também estiveram no local Nadia Campeão, presidente nacional do PC do B; Beto Tripoli, presidente estadual do PV; e o deputado estadual Caio França, presidente estadual do PSB. Todos foram chamados ao palco para se juntar aos ministros.

    “Esse e o inicio de uma coligação ampla que a gente vai construir aqui em São Paulo”, declarou Kiko Celeguim, deputado federal e presidente estadual do PT.

    HOMENAGEM

    Antes do evento de pré-campanha, Lula participou de uma homenagem a Pepe Mujica, presidente do Uruguai morto em 2025. Mujica recebeu o título de doutor honoris causa, in memoriam, da Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo.

    Lula leu uma carta enviada a ele por Mujica, no qual o uruguaio falou a favor da integração regional como “sonho bolivariano esquecido no tempo”. O petista criticou os Estados Unidos, em momento marcado pela interferência do governo de Donald Trump em diferentes países do mundo, como Venezuela e Irã. “Não é possível que a gente não tenha consciência de que não são os outros que vão resolver nossos problemas”, afirmou.

    Ele também citou o período de colonização portuguesa, marcado pela exploração do ouro, e disse que estrangeiros querem fazer o mesmo com as terras raras brasileiras. “Querem nos explorar e fazer o mesmo que faziam com o ouro.”

    Ele chamou Mujica de irmão e companheiro e também teceu homenagens a sua companheira, a ex-vice-presidente do Uruguai Lucía Topolansky, que foi ao evento receber a homenagem em nome de Mujica.

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  • Paes deixa a Prefeitura do Rio com promessa quebrada, linguagem bolsonarista e apoio a Lula

    Paes deixa a Prefeitura do Rio com promessa quebrada, linguagem bolsonarista e apoio a Lula

    Com a saída, assume o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), 31, que será o mais novo a ocupar o cargo na história da cidade. A última semana de Paes no cargo foi usada para sinalizar os discursos de campanha até outubr

    (CBS NEWS) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), 56, renuncia nesta sexta-feira (20) ao cargo para disputar o governo estadual descumprindo promessa de campanha e apresentando os sinais de seu discurso eleitoral neste ano.

    Na última semana no cargo, provocou embates com o governador Cláudio Castro (PL) no setor de transportes e segurança pública. Ao mesmo tempo, adotou o termo “neutralizar” para se referir à morte de criminosos em confronto para sinalizar uma política linha dura ao eleitor bolsonarista, majoritário no Rio de Janeiro.

    Paes garante manter apoio ao presidente Lula nas eleições, mas tem buscado proximidade de nomes alinhados ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Ele entregou a indicação da vice para o ex-deputado Washington Reis (MDB), alinhado ao provável adversário do petista.

    O prefeito afirma ter o aval de Lula para fazer esses movimentos num estado em que Lula perdeu em 2022 na disputa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pré-candidato ao governo diz que não pretende nacionalizar a disputa.

    Paes é o prefeito que por mais tempo comandou o Palácio da Cidade: 13 anos e 2 meses e 20 dias, superando seu antigo padrinho político, Cesar Maia (12 anos). É também o primeiro a renunciar ao cargo desde a redemocratização.

    Ao deixar o cargo, o prefeito descumpre uma promessa de campanha feita durante a disputa pela reeleição, em 2024, quando declarou ser sua obrigação concluir o quarto mandato que disputava.

    Ele tem dito que sua candidatura ao governo é um forma de contribuir ainda mais com a cidade. Aliados afirmam que a mudança não provocará rejeição, pois, segundo pesquisas internas, o eleitor de Paes deseja que ele concorra ao Palácio Guanabara.

    Com a saída, assume o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), 31, que será o mais novo a ocupar o cargo na história da cidade.

    A última semana de Paes no cargo foi usada para sinalizar os discursos de campanha até outubro.

    Na segurança pública, o prefeito vem demonstrando apoio às operações policiais, se afastando de críticas feitas pelo próprio presidente Lula às ações como a do ano passado no Complexo do Alemão, quando 122 pessoas morreram, dos quais cinco policiais.

    Na manhã desta quinta-feira (19), ao comentar a operação da polícia no morro dos Prazeres, em Santa Teresa, o prefeito defendeu as incursões com termos bolsonaristas, mas criticou Castro por não ter um plano de ocupação de áreas dominadas pelo crime organizado.

    “Chegou a hora de terminar com a hipocrisia tradicional no Rio: se um delinquente ameaça a vida de um agente do Estado ou de um cidadão, só o Estado constituído tem o dever e o direto de neutralizar esse delinquente. Paremos com essa falsa assimetria de tratar policiais como devem ser tratados os delinquentes”, escreveu em suas redes sociais.

    O termo “neutralizar” é usado como um eufemismo no meio bolsonarista para se referir à morte de criminosos em confronto.

    Um dia antes, na quarta-feira (18), o prefeito usou pela primeira vez o termo em suas redes ao criticar o fato de o Complexo do Alemão continuar sendo usado como “quartel-general” do Comando Vermelho, mesmo após a Operação Contenção.

    “Retomem a autoridade e o monopólio da Força do Estado. Tem que ficar até ter o controle e trazer paz pra quem mora lá! Se tiver que neutralizar mais 200 que seja feito mas restaurem a ordem! Não adianta ir e sair! Só lembrando: esse governo do Cláudio Castro(PL) já está aí há 8 anos! Tudo gente com gogó e conversinha de valente mas sem ação efetiva! Isso vai mudar!”, escreveu.

    Na segunda-feira (16), o embate foi no setor de transportes, quando a prefeitura iniciou a operação do chamado BRT Metropolitano, que prevê a ligação entre municípios da Baixada Fluminense e a rede de corredores viários da capital fluminense.

    A primeira linha ligaria Mesquita ao Terminal Pedro Fernandes com a promessa de reduzir tempo e custo aos passageiros. O Detro (Departamento Estadual de Transporte Rodoviário), contudo, afirmou que o município estava invadindo atribuição do estado e proibiu a circulação dos ônibus. Um coletivo foi rebocado e o secretário municipal de Transportes do Rio de Janeiro, Jorge Arraes, foi ameaçado de prisão caso insistisse no serviço.

    “Alô povo da Baixada Fluminense, especialmente de Mesquita. O governo Cláudio Castro acabou de apreender um ônibus nosso do BRT Metropolitano que vai atender o morador da Baixada pela metade do tempo e metade do preço! Que gente desrespeitosa. E tem mais: estão defendendo a máfia dos ônibus e a tragédia que são esses ônibus intermunicipais. Não fazem e não deixam fazer!”, escreveu Paes.

    No fim do dia, houve um acordo para o início da operação da linha de Mesquita para o terminal.

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  • Pressão por domiciliar a Bolsonaro mobiliza Tarcísio, Michelle, deputados e ministros do STF

    Pressão por domiciliar a Bolsonaro mobiliza Tarcísio, Michelle, deputados e ministros do STF

    Moraes determinou aos médicos de Bolsonaro um novo relatório sobre as condições de saúde do ex-presidente. Ao menos metade dos ministros da corte entende que a melhor opção seria transferir ex-presidente para casa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A nova ofensiva para que o STF (Supremo Tribunal Federal) conceda a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve a participação de Flávio e Michelle Bolsonaro, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), da bancada bolsonarista no Congresso e até de ministros da corte.

    Políticos e advogados ouvidos pela reportagem dizem que a chance de que o ministro Alexandre de Moraes atenda aos apelos desta vez é mais concreta. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e, após iniciar o cumprimento da pena na superintendência da Polícia Federal, foi transferido para a unidade conhecida como Papudinha, no DF, em janeiro.

    Além da união de esforços, a situação de saúde de Bolsonaro é apontada como um novo fator de convencimento. O ex-presidente foi internado na semana passada com broncopneumonia bacteriana causada por aspiração do vômito em decorrência dos soluços constantes. Sua equipe médica classificou o quadro como grave.

    Aliados de Bolsonaro afirmam também que a fragilização de Moraes com o caso do Banco Master pode contribuir para que ele decida a favor de Bolsonaro.

    Segundo esse raciocínio, Moraes teme ser atingido pelas investigações que miram Daniel Vorcaro, já que sua esposa foi contratada pela defesa do Master, e vai buscar manter uma ponte de diálogo e negociação com Flávio, uma vez que o senador está empatado com Lula (PT) nas pesquisas e poderia ser eleito presidente.

    Um argumento utilizado por políticos e por outros ministros junto a Moraes é que uma eventual morte de Bolsonaro seria encarada politicamente como responsabilidade do ministro. A transferência para a prisão domiciliar, ao contrário, aliviaria essa acusação.

    Interlocutores do senador afirmam que Moraes demonstrou ter gostado da visita de Flávio na terça-feira (17), quando o filho mais velho de Bolsonaro reforçou o pedido pela domiciliar.

    Foi o mesmo relato feito após a primeira reunião de Michelle com o ministro, em janeiro. Como mostrou a Folha de S. Paulo, a ex-primeira-dama quer um novo encontro com Moraes para pedir que Bolsonaro cumpra pena em casa.

    Segundo aliados do ex-presidente, Michelle quer ter a oportunidade de dizer pessoalmente ao magistrado que Bolsonaro não pode ficar sozinho à noite pelo risco de broncoaspiração. Ela também quer relatar a Moraes que, de acordo com a equipe médica, se ele tivesse sido socorrido cerca de uma hora mais tarde, o ex-presidente poderia ter morrido.

    A atual internação de Bolsonaro mobilizou ainda ministros da corte. Ao menos dois ministros próximos a Moraes se dedicam a esse esforço de convencimento, iniciado ainda no ano passado. Nas palavras de um deles, a transferência passou a ser uma questão humanitária.

    Ainda, outros três ministros relataram à reportagem que em outros momentos, o último deles no Carnaval, colegas têm conversado com Moraes sobre o tema. Alguns dizem, inclusive, que caso fossem relatores teriam concedido a medida.

    A preocupação é o quanto uma piora do quadro de Bolsonaro poderia respingar na imagem já abalada da corte. Além do próprio relator, a questão poderia atingir todo o Supremo e os integrantes de forma mais ampla.

    A proximidade do período eleitoral é outro elemento calculado por essa ala. Na avaliação desses magistrados, a corte pode não conseguir sair dos holofotes da política sem isso -ainda que outras matérias, como o caso Master, tenham crescido a atenção política sobre o tribunal mais uma vez.

    Assim, ao menos metade dos ministros já entende que a melhor opção seria deixar Bolsonaro cumprir sua pena em casa.

    Nesta quinta (19), foi a vez de Tarcísio reiterar o pedido da defesa do ex-presidente. O governador teve reuniões com os ministros Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin, presidente da corte.

    Tarcísio viajou a Brasília para tratar principalmente do julgamento de uma ação que pede a suspensão da privatização da Sabesp, mas a expectativa de aliados e dos próprios ministros era a de que ele usaria a oportunidade para também pedir a prisão domiciliar.

    Em janeiro, após a reunião com Michelle e a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, havia expectativa de que o ministro finalmente decidisse pela domiciliar. Mas a explosão do caso Master, com menção à mulher do ministro, aliada aos ataques de bolsonaristas a Moraes, teriam inviabilizado qualquer acordo. Com a internação, a possibilidade de decretação de regime domiciliar volta à mesa.

    Em outra frente, mais de cem deputados federais da oposição e do centrão assinaram um pedido enviado nesta quarta-feira (18) a Moraes para pressionar pela prisão domiciliar.

    A solicitação para Bolsonaro deixar a Papudinha, encabeçada por Gustavo Gayer (PL-GO), conta com a assinatura de dezenas de congressistas do partido do ex-presidente, mas também tem o apoio de nomes de outras legendas, como PSD, PP, MDB, União Brasil e Republicanos.

    Na terça, a defesa de Bolsonaro apresentou ao Supremo um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de que houve uma piora da saúde de Bolsonaro, que resultou na internação hospitalar.

    Os advogados citam que a internação emergencial demonstra um agravamento no quadro clínico de Bolsonaro e que a Papudinha é “absolutamente incompatível com a preservação de sua saúde e integridade física”, o que pode levar a intercorrências fatais.

    Pressão por domiciliar a Bolsonaro mobiliza Tarcísio, Michelle, deputados e ministros do STF

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  • Ex-assessora de Flávio Bolsonaro é denunciada sob acusação de lavar dinheiro de filho miliciano

    Ex-assessora de Flávio Bolsonaro é denunciada sob acusação de lavar dinheiro de filho miliciano

    Raimunda Magalhães havia sido uma das acusadas no esquema de ‘rachadinha’ na Alerj; por outro lado, defesa afirma que ainda não teve acesso aos autos; senador não comenta

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Uma ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foi denunciada sob acusação de participar da lavagem de dinheiro do filho, o miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020 em uma operação policial na Bahia.

    De acordo com a denúncia divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Ministério Público estadual, Raimunda Veras Magalhães integrou uma rede de pessoas e empresas usada para “receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho”.

    A advogada Manoela Santos, que representa Raimunda, disse que ainda não teve acesso aos autos. Flávio, que é pré-candidato à Presidência, não quis comentar por não ter tomado conhecimento da acusação.

    Raimunda foi uma das denunciadas no esquema de “rachadinha” atribuído a Flávio pelo MP-RJ no período em que esteve na Alerj. O caso foi arquivado em 2021 após a anulação de provas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal).

    Segundo o MP-RJ, Adriano controlava pontos de jogo do bicho em Copacabana em associação com o bicheiro Bernardo Bello. A investigação apontou que quatro empresas movimentaram R$ 8,5 milhões.

    “Entre os empreendimentos de fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha localizado em um shopping na zona norte, cuja conta registrou, em seis meses, aproximadamente R$ 2 milhões em créditos”, afirma o MP-RJ.

    Raimunda trabalhou como assessora de Flávio entre abril de 2016 e novembro de 2018. A denúncia aponta uma movimentação financeira atípica numa pizzaria entre 2014 e 2019.

    De acordo com a denúncia, o estabelecimento recebeu depósitos de pessoas que faziam a lavagem de dinheiro do miliciano. Entre as transferências está uma empresa de estética, um dos focos da investigação.

    O MP-RJ apresentou também denúncia contra o deputado federal Juninho do Pneu (União Brasil-RJ). A Promotoria afirma que ele adquiriu bens de Adriano após sua morte avaliados em R$ 3,5 milhões. A acusação afirma que ele e a viúva do miliciano, Julia Lotuffo, também denunciada, tinham ciência da origem ilegal do imóvel e da irregularidade da transação.

    Juninho afirmou, em nota, que foi seu pai quem comprou o sítio apontado na denúncia. O deputado declarou que nunca teve relação com as pessoas citadas na denúncia. Disse ainda que a investigação sobre ele deveria ser conduzida pela PGR (Procuradoria-Geral da República), em razão do foro especial de deputados federais.

    A reportagem não localizou a defesa de Julia.

    Ao todo, três denúncias foram oferecidas para tratar da atuação de Adriano no jogo do bicho, numa rede de matadores de aluguel e na ocultação de seu patrimônio após a morte.

    “A terceira ação penal trata dos integrantes que atuavam sob o comando do miliciano e que continuaram em atividade após sua morte. As apurações indicam que o grupo criminoso persistiu e sofisticou sua estrutura mesmo após a morte de Adriano da Nóbrega. Segundo o Gaeco/MP-RJ, Julia Lotufo atuava como líder e controlava toda a contabilidade e os ativos da organização criminosa, cujos negócios ilícitos envolviam agiotagem, contravenção e mercado imobiliário irregular”, afirma o MP-RJ.

    Ex-assessora de Flávio Bolsonaro é denunciada sob acusação de lavar dinheiro de filho miliciano

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  • "Sem STF, fica pior", diz Dino sobre atuação da Corte

    "Sem STF, fica pior", diz Dino sobre atuação da Corte

    O ministro disse que o STF tem erros e acertos, que são frutos da “falibilidade humana”; declaração de Flávio Dino foi dada ao homenagear Alexandre de Moraes

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (19) que a Corte é insubstituível na função de proteção dos direitos dos cidadãos.

    O comentário foi feito na abertura da sessão da tarde desta quinta-feira, na qual o ministro Alexandre de Moraes foi homenageado pelos nove anos de atuação no Supremo. 

    Dino disse que o STF tem erros e acertos, que são frutos da “falibilidade humana”.

    “Aqueles que acham ruim existir o Supremo Tribunal Federal, que saibam que sem ele, fica muito pior. Então, é muito importante compreender esse caráter insubstituível das instituições para proteção dos direitos do cidadão”, afirmou. 

    O ministro também ressaltou que Moraes tem a função difícil de comandar os processos sobre a trama golpista.

    “Falou-se em tantos momentos duros, difíceis, eles não integram o passado. A aridez contra as instituições, a era dos abusos, demanda essa compreensão quanto à proteção das instituições. Alexandre de Moraes integra essa função difícil, porém imprescindível”, completou.

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), elogiou nesta quinta-feira (19) a atuação do ministro Alexandre de Moraes e disse que ele pode ser considerado pivô da defesa da democracia brasileira.

    A declaração do ministro foi feita durante a abertura da sessão desta tarde, na qual Moraes recebeu homenagens pelos nove anos de atuação na Corte. 

    Nomeado pelo ex-presidente Michel Temer, ele foi empossado no dia 22 de março de 2017.

    Ministros

    Para o decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, Moraes soube dar respostas institucionais aos ataques sofridos pelo tribunal. 

    “Com início da resposta institucional à escalada de ataques contra o Supremo, seus ministros e familiares, foi em março de 2019, quando assumiu o inquérito das fake news, o ministro Alexandre foi alçado à posição de pivô da defesa da democracia”, lembrou.

    “Vossa Excelência [Alexandre de Moraes] evitou que caíssemos em um abismo autoritário, onde provavelmente ainda estaríamos vivendo. O Brasil tem uma dívida com Vossa Excelência”, completou Gilmar Mendes.

    Fachin

    O ministro Alexandre de Moraes também foi homenageado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.

    O presidente do STF disse que Moraes conduziu com rigor os processos sobre a trama golpista e demonstrou que a Constituição vale para todos.

    “Haveria a condução, com rigor, de inquéritos e ações penais de excepcional complexidade? Alexandre de Moraes respondeu a essa pergunta com sua atuação demonstrando a virtude intimorata dos magistrados desta Corte. A sua contribuição não foi a de substituir o tribunal, foi a de garantir que o tribunal pudesse decidir”, afirmou.

    Moraes

    Após receber as homenagens, Alexandre de Moraes afirmou que a Corte atuou para defender a democracia e deu exemplo para os demais tribunais do mundo.

    “São nove anos, que parecem 90 anos. Quase uma década em que o Brasil passou por grandes atribulações e esse Supremo Tribunal Federal, como órgão colegiado, deu as respostas que a sociedade precisava e queria”, disse.

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  • Deputados pedem cassação de Fabiana Bolsonaro por blackface na Alesp

    Deputados pedem cassação de Fabiana Bolsonaro por blackface na Alesp

    A deputada Fabiana Bolsonaro, do PL, decidiu atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara

    Um grupo de deputados estaduais de São Paulo entrou com um processo no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) pedindo a cassação da deputada Fabiana Bolsonaro (PL), acusada da prática racista de blackface e discurso transfóbico no fim da tarde desta quarta-feira (18).

    Em discurso no plenário, Fabiana criticou a eleição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que é uma mulher trans, para presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. 

    Além de recorrer ao Conselho de Ética, a deputada estadual Mônica Seixas e a vereadora de São Paulo Luana Alves, ambas do PSOL, registraram um boletim de ocorrência contra Fabiana na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

    “Racismo e transfobia são crimes! Já acionamos o Conselho de Ética e estamos na delegacia exigindo responsabilização imediata”, escreveu Mônica nas redes sociais. 

    Fabiana Bolsonaro também foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo por racismo, por iniciativa da deputada estadual Ediane Maria (PSOL).

    Nas redes sociais, Fabiana disse que a atitude no plenário da Assembleia foi uma analogia. 

    “A analogia foi clara, só não entendeu quem não quis! Assim como eu não me torno negra só porque pintei a pele, ninguém que não nasceu mulher pode representar com legitimidade as dores biológicas, psicológicas e históricas que só as mulheres biológicas conhecem”, disse. 

    A deputada do PL também divulgou uma nota pública negando ter praticado blacface durante sua fala. 

    “Como deputada, afirmo com total clareza e responsabilidade jurídica: durante minha presença no Plenário da Assembleia Paulista não fiz blackface. É uma mentira deliberada para tentar calar um debate legítimo”.

    Blackface

    Durante um discurso, nesta quarta-feira, na tribuna da Alesp, enquanto se manifestava contra Erika, Fabiana pintou de marrom seu rosto e braços. 

    “Estou pintada de negra por fora. Eu me reconheço como negra. Por que então eu não posso presidir a Comissão sobre racismo, antirracista? Por que não posso cuidar dessa pauta? Porque eu não sou negra?”, disse. 

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  • Globo usa filho para desgastar Lula, diz advogado de Lulinha

    Globo usa filho para desgastar Lula, diz advogado de Lulinha

    O advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que a emissora carioca está usando Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para desgastar Lula, como teriam feito no período da Lava Jato

    O advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua na defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que a TV Globo está retomando os velhos métodos da Lava Jato e usa a imagem do filho para desgastar o presidente Lula, que tentará seu quarto mandato no Palácio do Planalto nas eleições de outubro, onde provavelmente Flávio Bolsonaro (PL) estará entre os candidatos.

    Em entrevista à ‘Revista Fórum’, Carvalho comentou a edição da noite anterior do Jornal Nacional, que dedicou boa parte do telejornal para exibir reportagem baseada a partir de “uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, à empresa de uma amiga de Lulinha e pagamentos feitos por ela para uma agência de viagens”.

    Horas depois, Flávio Bolsonaro, que criticou a emissora muitas vezes a chamando de ‘GloboLixo’, compartilhou em suas redes a reportagem na íntegra, mostrando um alinhamento com a emissora.

    O advogado destacou que como a oposição não tem um projeto para o país, que a emissora então armou uma estratégia para bater no governo de outra forma. Para ele, a Globo se associar ao bolsonarismo, remete aos tempos ‘tenebrosos’ da Lava Jato, quando a força tarefa comandada por Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) – candidatos de Flávio Bolsonaro ao governo do Estado e ao Senado no Paraná – mantinha uma rede de relacionamentos com jornalistas da mídia liberal para fabricar narrativas contra Lula.

    “A Globo está tentando desgastar o governo atingindo a imagem do filho do presidente para novamente, de uma forma absolutamente inadequada, retomar o tema da corrupção”, afirmou Carvalho.

    Segundo ele, o método usa novamente vazamentos seletivos, escoados por agentes de Estado, incluindo dentro da Polícia Federal, para abastecer a narrativa na mídia liberal, que está alinha ao bolsonarismo. O advogado antecipou à Fórum que está entrando com representação na Justiça para pedir investigações sobre esses vazamentos.

    “Nós estamos representando a Polícia Federal para pedir apurações rigorosas em relação a esses vazamentos seletivos, que são sempre descontextualizados e sugerem coisas que efetivamente não aconteceram”, disse.

    Investigações contra Lulinha

    Marco Aurélio Carvalho reafirmou “que Lulinha “não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum dos fatos que estão sendo investigados no bojo da CPMI do INSS”.

    “[Ele] Não recebeu um único real sequer do empresário Antônio Camilo ou de quaisquer que sejam as suas empresas”, afirmou relembrando que dados vazados não demonstraram ligação do filho de Lula com o caso de corrupção.

    “Todas as linhas de investigação da Polícia Federal, que envolvem direta ou indiretamente o Fábio, foram absolutamente rechaçadas, afastadas pelas próprias circunstâncias e por fatos que são rigorosamente incontestáveis. Então, o que talvez justifique esse tempo dedicado a ele, seja a perseguição implacável da qual ele segue sendo vítima que tem um punho político e eleitoral indiscutível”, disse para a publicação.

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  • Bolsonaro mantém 'boa evolução' clínica, mas segue sem previsão de alta da UTI

    Bolsonaro mantém 'boa evolução' clínica, mas segue sem previsão de alta da UTI

    Segundo Caiado, Bolsonaro teve boa evolução após administração de um terceiro antibiótico na madrugada de domingo (15). Tomografia feita nesta quarta mostrou uma melhora no pulmão direito, enquanto o esquerdo continua com “comprometimento moderado”

    (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, mas segue sem previsão de alta da UTI do hospital DF Star, em Brasília, onde está internado desde a última sexta-feira (13) para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral.

    Boletim médico divulgado pelo hospital afirma que o ex-presidente segue tomando antibióticos e sob fisioterapia motora e respiratória. O documento é assinado pelos médicos Claudio Birolini, Brasil Caiado, Leandro Echenique, Antônio Paiva Fagundes e Alisson Borges.

    A equipe médica que atende o ex-presidente trabalha com a possibilidade de que ele deixe a UTI até o final da semana, segundo afirmou o cardiologista Brasil Caiado nesta quarta-feira. “A prudência manda deixarmos lá [na UTI] para termos total segurança, […] mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana”.

    Segundo Caiado, Bolsonaro teve boa evolução após administração de um terceiro antibiótico na madrugada de domingo (15). Tomografia feita nesta quarta mostrou uma melhora no pulmão direito, enquanto o esquerdo continua com “comprometimento moderado”.

    Logo após a internação, o médico Claudio Birolini, que integra a equipe de Bolsonaro, chegou a afirmar que a situação do ex-presidente era extremamente grave. “Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória, e se você não intervir, [pode fazer com que ela] morra”.

    Ao longo da semana, porém, Bolsonaro apresentou melhora. Boletim divulgado na última segunda-feira relatou recuperação das funções renais e dos marcadores inflamatórios.

    O ex-presidente, que tem 70 anos e acumula problemas de saúde, foi preso no ano passado e cumpre pena no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.

    A mais nova internação renovou a ofensiva da direita para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, conceda a Bolsonaro a prisão domiciliar. Como mostrou a Folha, mais de 100 deputados da oposição e do centrão assinaram um pedido nesse sentido enviado ao juiz.

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