Categoria: POLÍTICA

  • Moro faz acordo com Flávio Bolsonaro para concorrer a governo do Paraná

    Moro faz acordo com Flávio Bolsonaro para concorrer a governo do Paraná

    Ex-juiz deve se candidatar pelo PL para garantir um palanque forte para Flávio no estado e estrutura partidária; durante governo Bolsonaro, o ex-presidente foi acusado por Moro de tentar interferir na PF contra investigação de Flávio

    Nesta terça-feira (17), o ex-deputado Tony Garcia revelou que ele e o pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), bateram o martelo sobre quem deveriam apoiar para concorrer ao governo do Paraná. Sergio Moro  (União-PR), que lidera as pesquisas de intenção de votos para o governo do Paraná e estava em busca de partido para disputar a eleição, teria sido o escolhido.

    De acordo com informações da ‘Revista Fórum’, Moro teria aceitado a proposta e deve se filiar ao PL na semana que vem. O acordo mira a garantia de um palanque forte para Flávio no estado e estrutura partidária para Moro, que temia ficar isolado.

    A parceria entre Flávio Bolsonaro e Sergio Moro surgiu com decisão do governador Ratinho Jr. de disputar a presidência da República pelo PSD, deixando de ter espaço no Paraná para focar em candidatura nacional.

    Moro no governo Bolsonaro

    Sergio Moro, pediu demissão em 24 de abril de 2020 em entrevista coletiva após exoneração do diretor-geral da Polícia Federal (PF) pelo presidente Jair Bolsonaro, o qual Moro acusou de interferência na Polícia Federal para proteger Flávio no esquema das rachadinhas.

    Nos bastidores, Flávio Bolsonaro teria sido o motivo para que Moro deixasse o Ministério da Justiça de Jair Bolsonaro. Em uma reunião gravada no Palácio, Bolsonaro disse: “Se não vai ajudar, não atrapalha “. E ainda afirmou que se não pudesse interferir no trabalho da PF mudaria o ministro. O que acabou ocorrendo.

     

    Moro faz acordo com Flávio Bolsonaro para concorrer a governo do Paraná

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Estado de saúde pode fazer Bolsonaro ir para prisão domiciliar? Veja o que diz especialista

    Estado de saúde pode fazer Bolsonaro ir para prisão domiciliar? Veja o que diz especialista

    Internado com pneumonia, ex-presidente pede prisão domiciliar por motivos de saúde. Defesa aponta gravidade do quadro, enquanto especialistas afirmam que decisão depende de avaliação médica e pode incluir restrições durante o cumprimento da pena.

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista de 2022.

    O ex-chefe do Executivo está internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde trata uma pneumonia bacteriana bilateral. Os advogados solicitam que o ministro Alexandre de Moraes reconsidere decisão anterior que negou o benefício.

    A defesa afirma que o quadro de saúde é de extrema gravidade e justifica a concessão da prisão domiciliar. Especialistas apontam que o ex-presidente pode atender aos requisitos legais, mas destacam que a decisão depende de avaliação médica oficial indicada pelo Judiciário.

    Caso o pedido seja aceito, a medida deve ser temporária e acompanhada de restrições, como limitação de visitas e de contatos externos. A permanência em casa dependerá da evolução do estado de saúde.

    .

    Estado de saúde pode fazer Bolsonaro ir para prisão domiciliar? Veja o que diz especialista

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Dirceu ataca Flávio, rejeita 'Lulinha paz e amor' e reúne políticos do Centrão em aniversário

    Dirceu ataca Flávio, rejeita 'Lulinha paz e amor' e reúne políticos do Centrão em aniversário

    Em evento com presença de ministros, aliados e nomes do Centrão, ex-ministro critica Flávio Bolsonaro, defende Lula e afirma que eleição será marcada por confronto político e debate sobre soberania, corrupção e rumos econômicos do país

    O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado federal José Dirceu (PT-SP) reuniu ministros, políticos da base governista e do Centrão e lideranças históricas do PT na festa em que comemorou seus 80 anos, em um restaurante de luxo em Brasília, na noite desta terça-feira (17). No discurso, Dirceu atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

    Dirceu afirmou que Flávio representaria a volta da extrema direita ao poder e que a soberania do Brasil está em jogo nas eleições deste ano. O ex-ministro declarou ainda que o senador teria um programa semelhante ao do presidente da Argentina, Javier Milei, com propostas como desvincular o salário mínimo das aposentadorias, privatizar bancos públicos e a Petrobras e acabar com o piso da saúde e da educação. Ele afirmou que o adversário quer fazer o país regredir ao século 19.

    Ele também disse que a volta do bolsonarismo teria como nome Flávio Bolsonaro, a quem chamou de golpista, afirmando que o senador teria a mesma origem política do pai. Segundo Dirceu, o parlamentar estaria alinhado aos interesses dos Estados Unidos e a uma agenda de guerra, o que, na sua avaliação, colocaria em risco a soberania nacional.

    Durante o evento, Dirceu elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o petista demonstrou capacidade de governar o país diante de conflitos internacionais, especialmente durante a crise do tarifaço. O ex-ministro também disse que a próxima campanha presidencial não seguirá o perfil conciliador adotado por Lula em 2002.

    Ele afirmou que será necessário conquistar a maioria da população com uma proposta de transformação política e social no Brasil, deixando claro que não se trata de uma campanha moderada.

    Condenado nos escândalos do mensalão e da Operação Lava Jato, Dirceu defendeu investigações sobre fraudes bilionárias envolvendo descontos indevidos no INSS e o Banco Master. Ao mesmo tempo, afirmou que políticos de direita chegaram ao poder com o discurso anticorrupção, que, segundo ele, deve voltar ao centro do debate neste ano.

    Ele citou como exemplos as eleições de Jânio Quadros, Fernando Collor e Jair Bolsonaro, além do período da ditadura militar, que, segundo ele, também se sustentou inicialmente sob o argumento de combate à corrupção.

    Entre os presentes estavam o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), além dos ministros Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Wolney Queiroz (Previdência Social).

    Políticos do Centrão também participaram do evento. Estiveram presentes o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado Celso Sabino (sem partido-PA).

    Dirceu ataca Flávio, rejeita 'Lulinha paz e amor' e reúne políticos do Centrão em aniversário

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Mendonça vai relatar pedido de prorrogação da CPMI do INSS

    Mendonça vai relatar pedido de prorrogação da CPMI do INSS

    Presidente da comissão aponta no STF omissão do presidente do Senado; comissão apura a suposta participação do banco em empréstimos consignados irregulares a aposentados e pensionistas

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federa (STF), foi sorteado nesta terça-feira (17) para relatar o pedido de prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. 

    Na sexta-feira (13), o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), protocolou um mandado de segurança no STF para o obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a ler o requerimento no qual a CPMI pede a prorrogação dos trabalhos, que estão previstos para acabar no dia 28 deste mês.

    Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação. 

    “A Mesa Diretora e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, não querem adotar as providências necessárias para a prorrogação da CPMI do INSS, desde a não determinação de recebimento do requerimento até a não promoção da leitura do referido pedido de extensão de prazo na sessão do Senado Federal ou do Congresso Nacional”, argumenta a CPMI.

    Caso Master

    Mendonça também é relator do inquérito que apura as fraudes no Banco Master.Ontem, o ministro proibiu a CPMI do INSS de ter acesso a novos dados da quebra de sigilos dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. 

    A comissão apura a suposta participação do banco em empréstimos consignados irregulares a aposentados e pensionistas.

    Com a decisão, os dados, que estão em uma sala-cofre da CPMI, no Senado, deverão ser devolvidos para a Polícia Federal (PF).  

    A medida foi tomada após o ministro determinar a abertura de inquérito para investigar o vazamento de conversas privada entre Vorcaro e sua ex-namorada.

     

    Mendonça vai relatar pedido de prorrogação da CPMI do INSS

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Dino cita existência de “atacadistas de emendas” ao condenar deputados

    Dino cita existência de “atacadistas de emendas” ao condenar deputados

    Ministro diz que após pandemia de covid o comércio de recursos piorou; “Nós temos uma rede de varejo, que foi posta tradicionalmente no Brasil”, disse Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou nesta terça-feira (17) a existência de “atacadistas de emendas”, que seriam responsáveis pela compra e venda de emendas parlamentares nos estados.

    A declaração do ministro foi feita durante o julgamento no qual a Primeira Turma da Corte condenou dois deputados federais do PL e um suplente por corrupção passiva.

    Relator dos processos que tratam da transparência nas transferências de emendas, Dino destacou que os parlamentares têm a função de indicar recursos para os estados. 

    No entanto, segundo o ministro, as indicações passaram a ser comercializadas ilegalmente, principalmente após a pandemia de covid-19, quando os repasses passaram a ser flexibilizados, deixando “sequelas institucionais”.

    “O que está em questão é que se criaram autênticos atacadistas de emendas. Nós temos uma rede de varejo, que foi posta tradicionalmente no Brasil, se afirmaram figuras, em vários estados, quiçá, em todos, de atacadistas, que ocupam uma espécie de topo dessa rede, em que emendas são compradas e vendidas”, afirmou.

    Julgamento

    Por 4 votos a 0, a Primeira Turma formou placar unânime para aceitar a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), por cobrança de propina para a liberação de emendas parlamentares.

    Conforme a acusação, os deputados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA) entre janeiro e agosto de 2020.

    Dino cita existência de “atacadistas de emendas” ao condenar deputados

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Kassab indica a aliados que anunciará Ratinho Jr. como pré-candidato do PSD

    Kassab indica a aliados que anunciará Ratinho Jr. como pré-candidato do PSD

    Ratinho disputa com outros dois governadores, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), a pré-candidatura à Presidência; pesquisa Datafolha mais recente mostra Ratinho com apenas 7% das intenções de voto no primeiro turno

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do PSD, Gilberto Kassab, sinalizou a aliados que deve anunciar na próxima semana o nome do governador Ratinho Jr. como o pré-candidato à Presidência do partido. A informação foi confirmada por três integrantes da cúpula da legenda que o apontam como favorito para vencer a disputa interna. Ainda assim, eles evitam cravar a escolha pelo receio de que conversas finais mudem o desfecho.

    A ideia da direção do partido e dos governadores é acelerar a divulgação do nome para que o escolhido possa estruturar sua campanha e se apresentar ao país, uma vez que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consolidou seu nome de forma mais rápida do que era esperado na sigla.

    Integrantes da direção do PSD imaginavam que a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o filho mais velho demoraria mais, e por isso tinham marcado a escolha do candidato a presidente para abril, depois da janela partidária para quem for candidato definir seu partido -que acaba dia 4. No entanto, o senador cresceu rapidamente nas pesquisas, se aproximou do presidente Lula (PT) no primeiro turno e já se encontra empatado com o petista no segundo turno.

    Dirigentes do partido dizem que Ratinho virou o favorito dentro do PSD para assumir a candidatura por algumas razões: por estar filiado há mais tempo, aparecer melhor nas pesquisas e conseguir uma boa aceitação entre os eleitores de menor renda por causa do pai, o apresentador de TV e empresário Ratinho. Seria um nome também com baixa rejeição, além de se debatido há meses entre os filiados.

    Em entrevista para jornais de Santa Catarina, o presidente estadual do partido e integrante do conselho político do PSD, Jorge Bornhausen, afirmou que se reuniu com Kassab e ouviu que a decisão já está tomada.

    “Ficou ajustado que no dia 25 de março será anunciado o nome do Ratinho Júnior. Eu faço parte da comissão de escolha. Evidentemente, respeitando os outros dois grandes governadores, eu optei pelo Ratinho Júnior, que é de centro-direita como eu. Esse é o caminho que o eleitorado deseja”, declarou Bornhausen.

    A reportagem procurou ele e Kassab para comentarem, mas não teve retorno.

    Ratinho disputa com outros dois governadores, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), a pré-candidatura à Presidência. Aliados afirmam que eles procuraram Kassab para questioná-lo sobre a escolha e ouviram que o martelo ainda não está batido e que a decisão ocorrerá até o fim do mês.

    Kassab tem conversado com os três para garantir que renunciem ao governo local até 4 de abril e se candidatem nas eleições de outubro. A estratégia é que aqueles preteridos para a Presidência disputem o Senado ou como vice, numa chapa pura do PSD.

    De acordo com dirigentes e parlamentares da sigla, a preferência sempre foi por Ratinho, mas dependia de uma decisão dele próprio de concorrer. Flávio ainda tenta demovê-lo, ao ameaçar com um rompimento do acordo no Paraná, onde o PL apoiaria o sucessor escolhido pelo governador em troca da vaga para o Senado.

    Com a candidatura presidencial de Ratinho, o PL afirma que terá o senador Sergio Moro (União Brasil) como candidato ao Governo do Paraná. Isso pode ocorrer pelo próprio PL ou pelo União Brasil, caso Moro consiga convencer a federação do partido com o PP a lançá-lo candidato. A campanha de Flávio terá uma reunião com os dois partidos nesta semana.

    Apesar de figurar melhor do que os concorrentes internos nas pesquisas, Ratinho está bem atrás de Lula e de Flávio no primeiro turno. O PL tenta convencê-lo a se aliar a Flávio, com a possibilidade de ser vice, mas no PSD o discurso é de que há espaço para crescimento até outubro e que uma aliança com a direita ou a esquerda racharia o partido nos estados.

    A pesquisa Datafolha mais recente mostra Ratinho com 7% das intenções de voto no primeiro turno, no cenário estimulado (quando são apresentados os candidatos). Lula teria 38% e Flávio, 32%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teria 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Aldo Rebelo (DC), com 2%. Outros 11% dizem que votariam em branco ou nulo e 3% afirmam estarem indecisos.

    O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios de terça-feira (3) a quinta-feira (5). Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

    Kassab indica a aliados que anunciará Ratinho Jr. como pré-candidato do PSD

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Primeira Turma do STF condena 3 deputados do PL por desvios de emendas por unanimidade

    Primeira Turma do STF condena 3 deputados do PL por desvios de emendas por unanimidade

    Parlamentares, que negam qualquer crime, são acusados de cobrar de volta 25% do valor destinado a município do Maranhão; julgamento começa nesta terça na Primeira Turma da corte

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira (17) três deputados do PL por corrupção passiva pelos desvios na destinação de emendas parlamentares. Por outro lado, os ministros descartaram a acusação de organização criminosa.

    Até o momento, o colegiado vota para condenar os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Votaram nesse sentido o relator do caso, Cristiano Zanin, e os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

    Também são réus Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.

    Esta é a primeira condenação por desvios de emendas parlamentares fixada pelo Supremo.

    No voto, Zanin afirmou existirem, nos autos, provas robustas sobre como o grupo teria solicitado propina de 25% sobre emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.

    O relator também afirmou que, embora a defesa tenha argumentado que não havia proximidade política entre os réus, o interesse da conduta era outro.

    “Na verdade, aqui não se buscava provavelmente uma convergência política, mas, sim, como ficou demonstrado, o recebimento de vantagens indevidas como contrapartida à destinação de valores federais. E da mesma forma, o fato de um dos parlamentares ser de outro estado também não afasta aqui a alegação da PGR, porque na verdade ele não estava fazendo uma ação política, mas sim uma ação criminosa que buscava o recebimento de vantagens indevidas”, disse.

    Quanto à imputação do crime de organização criminosa, Zanin entendeu não haver provas suficientes da prática. Ele foi acompanhado pelos colegas.

    Moraes, ao acompanhar, afirmou não haver dúvida da participação dos réus associados para a prática do crime de corrupção passiva. “Os autos também comprovam que os próprios deputados assumiram o protagonismo da solicitação”, disse.

    O ministro destacou a atuação de Josimar no grupo.

    “Há inúmeros diálogos que [mostram que] o deputado federal Josimar foi não apenas um dos autores dos pedidos de valores, mas também coordenou pedido dessa natureza com pastor Gil e Bosco. E cito aqui os diálogos. A situação narrada também encontra correspondência em anotações encontradas pela PF da contabilidade da propina”, afirmou.

    De acordo com Cármen Lúcia, em alguns processos sobre desvios de emendas é relevante entender o modelo de indicação de emendas, o que não ocorre neste caso. Isso porque foi o uso do recurso que demonstrou ilegalidade.

    “Para a configuração de materialidade, para o meu entendimento, não há nenhum relevo identificar o modelo de indicação dessas emendas. Temos aqui a indicação de maneira lícita, mas com a finalidade absolutamente criminosa, que é promover essa ciranda”, disse.

    A ministra também comentou a forma de atuação do grupo, com definição de condutas e inclusive uso de violência.

    “Um grupo de pessoas que reunidas, ainda que não de forma organizada para configuração de organização criminosa, mas que atuam numa composição criminosa impressionante. Sabe-se onde ir, a quem solicitar”, afirmou.

    A análise do caso teve início na última terça (10), quando foram ouvidas as sustentações da PGR (Procuradoria-Geral da República) e das defesas dos réus.
    Segundo a denúncia oferecida pela PGR, o esquema envolvia uma tentativa de extorquir a Prefeitura de São José de Ribamar para que 25% do valor enviado ao município, o terceiro mais populoso do Maranhão, fosse devolvido aos parlamentares.

    “Os documentos apreendidos na investigação corroboram a acusação de que os réus constituíram organização voltada à destinação de emendas parlamentares em troca de propina”, disse o subprocurador-geral Paulo Jacobina, que representa a PGR no julgamento.

    De acordo com ele, Maranhãozinho tinha uma posição de liderança no esquema, que operou entre 2019 e 2021. A organização também contava com a participação de assessores e intermediários, que exerciam o papel de “cobradores” junto aos gestores municipais.

    As denúncias contra os três foram as primeiras apresentadas contra parlamentares com Paulo Gonet como PGR. A Procuradoria também pediu a perda do mandato público e a fixação de indenização por danos morais coletivos.

    Os investigadores contabilizam mais de R$ 1,6 milhão em propina -R$ 1,03 milhão (referente à parcela de 25% de R$ 4,12 milhões em emendas de Bosco Costa), R$ 375 mil (25% de R$ 1,5 milhão em emendas de Maranhãozinho) e R$ 262 mil (25% de R$ 1,05 milhão em emendas de Pastor Gil).

    O esquema, de acordo com a investigação policial, envolvia extorsão a prefeituras beneficiadas com o dinheiro do Orçamento viabilizado pelos deputados citados. O agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, se encarregava das abordagens, segundo a acusação.

    O desvio dos recursos ocorreria, de acordo com o inquérito, por meio de contratos com empresas de fachada. A apuração indica que os valores eram repassados aos deputados. Pacovan e seu grupo recebiam uma comissão, aponta a investigação.

    O advogado Felipe Fernandes de Carvalho, que representa Maranhãozinho, disse que a acusação é baseada em meras deduções e que não há provas de que o deputado tenha solicitado vantagens indevidas. “A situação probatória atual é menos clara do que a existente no momento da denúncia”, disse.

    A defesa de Gil, feita pelo advogado Maurício de Oliveira, pediu a absolvição do parlamentar, afirmando ter havido quebra da cadeia de custódia e “manipulação inequívoca” das provas. Segundo ele, ao longo da instrução da ação penal, a PGR “pouco ou nada fez” para obter evidências que embasassem a denúncia.

    Na mesma linha, o advogado de Costa, Leandro Raca, argumentou que a PGR não cumpriu seu ônus de provar a hipótese criminal. “Não há nenhum ato de solicitação [de propina] praticado pelo deputado, nem elemento de prova que indique seu conhecimento quanto a solicitações imputadas a terceiros.”

    Primeira Turma do STF condena 3 deputados do PL por desvios de emendas por unanimidade

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Moraes barra saída temporária de Delgatti por falta de comprovação de requisito legal

    Moraes barra saída temporária de Delgatti por falta de comprovação de requisito legal

    Defesa de Walter Delgatti Neto protocolou nesta terça-feira (17), um pedido para que o ministro reconsidere o deferimento; Moraes acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e negou pedido

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de saída temporária do hacker Walter Delgatti Neto. A decisão impede que o detento deixe a prisão nesta terça-feira, 17.

    No começo do mês, a administração da Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, em Tremembé (SP), havia informado ao STF que Delgatti preenchia os requisitos para a saída temporária de março de 2026. O período previsto era de 17 a 23 de março, com uso de tornozeleira eletrônica.

    Ao receber a comunicação, Moraes encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão apontou que o ofício da penitenciária era genérico: indicava apenas as datas da saída, sem comprovar a finalidade exigida pelo artigo 122 da Lei de Execução Penal como frequência a curso supletivo profissionalizante ou de instrução do segundo grau ou superior.

    Moraes acolheu o parecer e, em decisão publicada na sexta-feira, 13, concluiu que o requisito objetivo não estava preenchido e negou o benefício.

    Nesta terça-feira, 17, a defesa protocolou pedido de reconsideração no STF e juntou ofício complementar da própria penitenciária.

    No documento, o chefe de divisão Rodolfo Duarte Costa esclareceu que a saída programada não tinha finalidade de estudo, mas sim de ressocialização com visita à família, previsto na Portaria Conjunta 02/2019 dos Deecrims da 9ª Região Administrativa Judiciária de São José dos Campos.

    Delgatti foi condenado pelo STF a 8 anos e 3 meses de reclusão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça e inserir documentos falsos nos autos, entre eles uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes com assinatura forjada do próprio relator.

    A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato por ser apontada pela PGR como mentora do crime. Ela teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

    Antes dessa condenação, Delgatti já respondia por outro processo. Na Operação Spoofing, foi condenado em primeira instância a 20 anos de reclusão por hackear autoridades da extinta Operação Lava Jato e vazar mensagens obtidas ilegalmente.

    O caso ainda tramita em segunda instância na Justiça Federal em Brasília, e o hacker responde ao processo em liberdade.

    Delgatti chegou à Penitenciária 2 de Tremembé em fevereiro de 2025 para cumprir a pena imposta pelo STF. Em dezembro do mesmo ano, ainda no regime fechado, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também no Vale do Paraíba.

    Em janeiro de 2026, após Moraes deferir a progressão ao regime semiaberto, retornou à unidade de Tremembé.

    Moraes barra saída temporária de Delgatti por falta de comprovação de requisito legal

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Polícia Legislativa vai investigar vazamento de dados de Vorcaro

    Polícia Legislativa vai investigar vazamento de dados de Vorcaro

    Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), quer a prorrogação das investigações; parlamentar disse que pretende enviar um questionamento ao gabinete do ministro André Mendonça, no STF

    O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), comentou, nesta terça-feira (17), que a Polícia Legislativa do Congresso Nacional irá investigar o vazamento das informações obtidas com a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    “Sabemos é que existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação e informações particulares ligadas à quebra de sigilo de Daniel Vorcaro que poderiam inviabilizar as provas”, admitiu Viana, nesta terça-feira (17)

    Na segunda-feira, o ministro do Supremo tribunal Federal (STF) André Mendonça proibiu a CPMI do INSS de acessar dados do material apreendido armazenado na sala-cofre da comissão.

    O parlamentar mineiro garante que as informações de foro íntimo do investigado não são de interesse da CPMI. “Nos interessa o relacionamento dele com entes da República, com o sistema financeiro e o esclarecimento de onde foi parar o dinheiro roubado dos brasileiros.”

    Para dar sequência nos trabalhos dos parlamentares, o senador adiantou que pretende enviar um questionamento ao gabinete do ministro André Mendonça, no STF, para saber quando o material será devolvido, logo que as informações privadas forem retiradas do material disponibilizado à CPMI. 

    Banco Central

    O presidente Carlos Viana também confirmou que pretende convidar para depor no mesmo dia na CPMI do INSS o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

    O objetivo das oitivas simultâneas é ouvir as visões sobre o Caso Master e a oferta de crédito consignado em benefícios do INSS e evitar o confronto político entre governo e oposição.

    “Da mesma forma que o escândalo do INSS passou por três governos, o Master também teve governos que influenciaram, porque não é um escândalo que começou agora”. Viana ressaltou que tanto Galípolo quanto Campos Neto têm explicações a dar.

    “Minha ideia é convidarmos os dois para estarem juntos e receberem o mesmo tratamento diante da comissão e responderem a todas as perguntas de forma clara e transparente ao país”, disse o presidente da CPMI.

    Operação Sem Desconto

    Sobre a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira, o senador Viana comentou que a deputada Maria Gorete Pereira, apontada como uma das figuras centrais do esquema sob apuração, foi diversas vezes citada durante as audiências da CPMI do INSS.

    Ao comentar o avanço das apurações, Viana prevê novas prisões.

    “Já são 14 os presos ligados ao escândalo do INSS e outras prisões virão”, disse Carlos Viana.

    O senador ainda destacou que, desde o início dos trabalhos, a CPMI do INSS atua de forma integrada com os órgãos de investigação e de controle. “Estamos diante de um esquema que atacou diretamente aposentados e pensionistas e que corrompeu boa parte do Estado brasileiro.”

    Igreja Lagoinha

    Questionado por jornalistas sobre se teria enviado recursos públicos de emendas parlamentares para uma associação ligada à Igreja Batista Lagoinha, Carlos Viana respondeu que seis igrejas apareceram nas investigações e que todos os sigilos bancários das pessoas investigadas foram quebrados.

    A Igreja Batista da Lagoinha estaria envolvida em desdobramentos da Operação Compliance Zero, porque o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha, Fabiano Zettel, foi apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do Master.

     A instituição nega vínculos com Daniel Vorcaro e afirma que Zettel era voluntário.

    Durante a entrevista coletiva no Senado Federal, Viana negou qualquer ligação de que a Igreja Lagoinha tenha recebido dinheiro do INSS.

    “Há um relacionamento de um pastor que tinha uma igreja separada, CNPJ separado, e que tinha ligação com o [banco] Master. Ele [Fabiano Zettel] tem que dar explicações e já foi convocado [pela CPMI].”

    Banco C6

    Carlos Viana destacou que o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, publicou no Diário Oficial da União a suspensão de novas operações de crédito consignado envolvendo banco C6 em razão de descumprimento de regras e cobranças indevidas descontadas dos benefícios administrados pelo INSS, até que os valores sejam restituídos aos aposentados e pensionistas, com a devida correção.

    “Sempre foi um apelo dessa presidência [da CPMI] interromper, imediatamente, as práticas abusivas, proteger o aposentado, corrigir o sistema e responsabilizar quem errou.”

    Prorrogação da CPMI

    Por fim, o presidente Carlos Viana defendeu a prorrogação do prazo dos trabalhos do colegiado, atualmente previstos para encerrar em 28 de março.

    “É um ano eleitoral, mas nós não podemos perder o foco, que é investigar o rombo na Previdência e fazer com que não aconteça novamente na história do país”, disse o presidente da comissão.

     

    Polícia Legislativa vai investigar vazamento de dados de Vorcaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Bolsonarista entra em pânico ao saber de vídeos íntimos dele com Vorcaro

    Bolsonarista entra em pânico ao saber de vídeos íntimos dele com Vorcaro

    Ex-ministro do governo Bolsonaro teria disparado telefonemas pedindo ajuda a aliados na CPMI do INSS após a revelação de vídeos que mostram que Vorcaro patrocinava orgias entre políticos e autoridades

    Neste último fim de semana, passaram a circular na imprensa e entre parlamentares em Brasília sobre a descoberta de vídeos íntimos de festas e orgias patrocinadas por Daniel Vorcaro. Os materiais estariam na sala-cofre da CPMI do INSS e divulgados com a Polícia Federal.

    De acordo com a ‘Revista Fórum’, a existência dos vídeos íntimos  deixou em pânico figuras proeminentes do Centrão e do bolsonarismo, que teriam sido flagradas em poses e situações O banqueiro teria feito uma espécie de arquivo bomba para ser usado contra políticos e autoridades que ousassem ter algo contra ele.

    A publicação destacou que fontes citaram que tiveram acesso ao vasto material, com dezenas de vídeos e fotos, revelam que um ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) teria entrado em pânico e ligado para colegas da comissão pedindo ajuda, dizendo que está muito preocupado, “que ama muito a mulher e fez coisas que se arrepende”.

    O jornalista Renato Rovai revelou que “um dos senadores que teve um papel de destaque no governo Bolsonaro aparece de sunga, em poses sensuais, por trás de uma modelo loira” em um dos vídeos.

    Ainda segundo a ‘Fórum’, a divulgação sobre a chegada do novo lote de dados de Vorcaro, entregue pela Polícia Federal à CPMI do INSS na noite de sexta-feira (13), fez com que figuras proeminentes do Centrão e do ex-governo Bolsonaro disparassem telefonemas a membros da comissão pedindo para que não dessem atenção a conteúdos íntimos que constavam no celular do banqueiro.

    O pânico fez com que esses políticos e autoridades que teriam participado das festas fizessem pressão para que fosse levantado sigilo sobre a nova leva de dados. Os nomes de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira também surgiram em uma suposta lista de contatos de Daniel Vorcaro.

    Após a repercussão das novas informações, o ministro do STF André Mendonça declarou sigilo sobre a investigação do caso do Banco Master e impediu parlamentares da própria comissão a terem acesso ao material alegando que a decisão tem por objetivo “preservar a vida privada dos investigados”.

    Bolsonarista entra em pânico ao saber de vídeos íntimos dele com Vorcaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política