Categoria: POLÍTICA

  • Moraes cancela todas autorizações de visitas concedidas quando Bolsonaro estava em domiciliar

    Moraes cancela todas autorizações de visitas concedidas quando Bolsonaro estava em domiciliar

    Entre as visitas agora canceladas estavam a dos governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Também havia autorização para a visita à Bolsonaro do secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento de todas as autorizações de visitas concedidas quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava em prisão domiciliar. O ex-chefe do Executivo foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 22, por risco de fuga.

    Entre as visitas agora canceladas estavam a dos governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Também havia autorização para a visita à Bolsonaro do secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP).

    Eventuais visitas a Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde o ex-presidente ficará custodiado, terão de ser autorizadas por Moraes. As únicas visitas autorizadas desde já são a dos advogados do ex-chefe do Executivo e da equipe média que acompanha seu tratamento.

    Moraes cancela todas autorizações de visitas concedidas quando Bolsonaro estava em domiciliar

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  • Bolsonaro recebeu PF sem Michelle em casa e não ofereceu resistência à prisão; leia bastidores

    Bolsonaro recebeu PF sem Michelle em casa e não ofereceu resistência à prisão; leia bastidores

    A Polícia Federal prendeu Jair Bolsonaro em Brasília neste sábado (22), após decisão de Alexandre de Moraes que citou riscos à ordem pública e descumprimento de medidas cautelares. O ex-presidente recebeu os agentes sem resistência, enquanto Michelle Bolsonaro foi informada da ação durante viagem ao Ceará

    Uma equipe da Polícia Federal chegou por volta das 6h10 à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado, 22, e comunicou a ele a ordem de prisão preventiva expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    Bolsonaro recebeu os agentes da PF e não ofereceu resistência à ordem. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estava em casa. Ela havia viajado para participar de um evento do PL no Ceará e foi avisada por telefone sobre a ação.

    Em publicação em uma rede social, a deputada Rosana Valle (PL-SP) disse que estava com Michelle quando ela recebeu a notícia. “Hoje, às 6h, ao lado de Michelle Bolsonaro, recebi a notícia da prisão de Jair Bolsonaro enquanto estávamos em solo cearense. Viemos para mais um encontro de lideranças femininas do PL Mulher. Ele está bem, confirmou à Michelle. Essa covardia não nos abala. Michelle está voltando para Brasília”, escreveu.

    Os advogados do ex-presidente também foram pegos de surpresa, já que na véspera haviam solicitado ao STF o cumprimento de prisão domiciliar por razões de saúde.

    A ação policial foi planejada na sexta-feira, 21, pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP), depois que o ministro Alexandre de Moraes proferiu a decisão de prisão preventiva.

    Acolhendo a um pedido da Polícia Federal, que citou riscos à ordem pública pela convocação de uma vígilia na porta do condomínio de Bolsonaro, Moraes determinou expressamente que a ordem de prisão fosse cumprida na manhã deste sábado sem uso de algemas e sem “exposição midiática”. Esse cumprimento aos finais de semana é atípico mas pode ocorrer em casos de urgência – o ex-ministro Walter Braga Netto também foi preso em um sábado, por exemplo.

    A prisão preventiva de Bolsonaro já havia sido solicitada pela PF em julho deste ano, na investigação que apurava ações do ex-presidente e do seu filho Eduardo Bolsonaro para interferir no andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe. Na ocasião, porém, Moraes preferiu adotar uma solução intermediária e determinou a imposição de tornozeleira eletrônica. Depois, diante de descumprimentos de cautelares, Moraes decretou a prisão domiciliar. Só agora, com o novo pedido apresentado pela PF, foi que o ministro decidiu decretar sua preventiva.

    Ele foi levado para a carceragem da Superintendência da PF em Brasília, que havia reformado uma cela para receber o ex-presidente no caso de uma preventiva.

    Bolsonaro recebeu PF sem Michelle em casa e não ofereceu resistência à prisão; leia bastidores

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  • Moraes cita risco de Bolsonaro fugir para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira na madrugada

    Moraes cita risco de Bolsonaro fugir para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira na madrugada

    A decisão de Alexandre de Moraes levou à prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado em Brasília. O ministro citou risco de fuga para embaixadas e violação da tornozeleira eletrônica, enquanto o ex-presidente aguarda o desfecho do processo sobre a trama golpista e a pena de 27 anos

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou o risco de fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao determinar sua prisão preventiva neste sábado (22).

    Segundo o ministro, a tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usa desde julho deste ano foi violada no início da madrugada. Moraes afirma que este seria um indício de que o ex-presidente poderia fugir, aproveitando o que seria uma movimentação diante do condomínio em que ele vive, durante uma vigília convocada por um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    “O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025”, afirma Moraes na decisão que determinou a prisão preventiva.

    “A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, acrescenta o ministro.

    Moraes diz também que Bolsonaro poderia buscar abrigo na embaixada dos EUA para evitar sua prisão, dias antes do fim do processo da trama golpista e início do cumprimento de sua pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

    “Importante destacar, ainda, que o condomínio do réu está localizado a cerca de 13 km (treze quilômetros) do Setor de Embaixadas Sul de Brasília/DF, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América, em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 (quinze) minutos de carro”, diz Moraes.

    O ministro afirma ainda que Bolsonaro teria planejado uma “fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país”.
    A Polícia Federal prendeu Bolsonaro preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, na reta final do processo da trama golpista.

    O ex-presidente estava em regime domiciliar desde 4 de agosto e foi levado pela PF após a decretação da prisão preventiva, sob justificativa de garantia da ordem pública. Uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho dele, para a noite deste sábado, motivou a decisão.

    Em nota, a PF disse que cumpriu mandado de prisão preventiva por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), que tem Alexandre de Moraes como relator do processo.

    A PF chegou à casa de Bolsonaro por volta das 6h, em comboio com ao menos cinco carros. O ex-presidente foi levado cerca de 20 minutos depois para a Superintendência da PF, onde ficará preso.

    A defesa do ex-presidente foi procurada, mas ainda não comentou. Segundo aliados, Bolsonaro estava soluçando, mas sereno quando foi preso.

    Moraes cita risco de Bolsonaro fugir para embaixada dos EUA e violação de tornozeleira na madrugada

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  • Michelle reage à prisão de Bolsonaro com versos bíblicos e desabafo

    Michelle reage à prisão de Bolsonaro com versos bíblicos e desabafo

    A ex-primeira-dama publicou o Salmo 121 e depois voltou às redes para criticar a justiça brasileira, relembrar o atentado de 2018 e afirmar que seguirá apoiando o marido. Michelle estava no Ceará e disse que retorna a Brasília ainda hoje

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recorreu às redes sociais para divulgar um versículo bíblico momentos após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, ocorrida na manhã deste sábado (22). Ela publicou o Salmo 121, conhecido por transmitir confiança na proteção divina.

    Logo depois, Michelle fez uma nova postagem afirmando que “não vamos desistir da nossa nação” e declarou apoio ao marido. Ela afirmou confiar na justiça divina, criticou decisões da justiça brasileira e relembrou o atentado de 2018, dizendo que as sequelas daquele episódio ainda acompanham o ex-presidente.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Instagram  

    Michelle mencionou ainda um trecho do Salmo 18 e disse acreditar que Bolsonaro não deve abandonar o propósito que, segundo ela, Deus teria designado. A ex-primeira-dama informou estar no Ceará e afirmou que retornaria a Brasília, agradecendo o apoio de apoiadores e pedindo que todos continuem em oração.

    Bolsonaro foi preso por volta das 6h e, segundo relatos, manteve a calma durante a ação. Michelle não estava na residência no momento da detenção. Após ser conduzido pela Polícia Federal, o ex-presidente chegou à sede da corporação às 6h35 e, depois dos procedimentos iniciais, foi transferido para uma Sala de Estado na Superintendência da PF, local reservado para autoridades.

    Michelle reage à prisão de Bolsonaro com versos bíblicos e desabafo

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  • Urgente: Bolsonaro é preso pela Polícia Federal em Brasília

    Urgente: Bolsonaro é preso pela Polícia Federal em Brasília

    A Polícia Federal prendeu o ex-presidente na manhã deste sábado, em Brasília, durante a etapa final do processo sobre a trama golpista. A Justiça o condenou a 27 anos e três meses de prisão, marcando um dos capítulos mais duros da política recente.

    A Polícia Federal esteve na casa de Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em Brasília, e efetuou a prisão do ex-presidente na etapa final do processo sobre a trama golpista. 

    O ex-presidente cumpria prisão domiciliar quando a Polícia Federal o levou após a Justiça decretar a prisão preventiva, sob argumento de necessidade para garantir a ordem pública. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

    Na sexta-feira (21), a defesa apresentou ao STF um pedido para que ele permanecesse em casa. Na petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados citaram problemas de saúde e alegaram risco à vida do ex-presidente. Eles solicitaram que Bolsonaro continuasse em prisão domiciliar, regime em que estava desde 4 de agosto.

    Urgente: Bolsonaro é preso pela Polícia Federal em Brasília

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  • Trump cita Lula, mas Eduardo Bolsonaro nega mérito do governo em tarifa

    Trump cita Lula, mas Eduardo Bolsonaro nega mérito do governo em tarifa

    Após Trump mencionar diálogo com Lula sobre a revisão tarifária, Eduardo Bolsonaro afirmou que a medida dos EUA atende apenas a interesses internos. O deputado atribuiu o antigo aumento das tarifas à instabilidade jurídica no Brasil e criticou o governo federal.

    O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contestou, nesta quinta-feira, 20, qualquer participação do governo Lula na decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa extra de 40% sobre diversos produtos brasileiros. A manifestação veio após Donald Trump mencionar publicamente sua conversa com o presidente brasileiro e afirmar que o diálogo ajudou a destravar as negociações bilaterais.

    Para Eduardo, porém, a medida adotada pela Casa Branca não tem relação com Brasília. Em mensagem publicada no X, o deputado argumentou que o recuo tarifário atende exclusivamente a interesses internos dos EUA. Ele citou a tentativa do governo americano de conter a inflação em setores que dependem de insumos importados e lembrou que o país se aproxima das eleições legislativas de 2026.

    Segundo o parlamentar, a atual gestão norte-americana busca resultados rápidos para que os eleitores percebam algum alívio de preços antes da votação. Eduardo ainda responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes pela antiga elevação das tarifas, afirmando que a suposta “instabilidade jurídica” criada por ele teria contribuído para o aumento imposto aos produtos brasileiros.

    Trump assinou a ordem executiva no início da tarde e suspendeu a sobretaxa que incidia sobre itens relevantes das exportações nacionais, como café, carne bovina, frutas e madeiras beneficiadas. A medida representa um alívio para o setor, que vinha pressionando por avanços desde o início do ano.

    O documento divulgado pela Casa Branca menciona a ligação telefônica entre Trump e Lula em 3 de outubro. Na ocasião, ambos concordaram em abrir um canal de negociação sobre o tarifaço. Segundo o texto, as conversas evoluíram nos últimos meses a ponto de tornar desnecessária a manutenção das taxas extras aplicadas a parte das importações agrícolas.

     

    Trump cita Lula, mas Eduardo Bolsonaro nega mérito do governo em tarifa

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  • Indicação de Messias ao STF estremece relação do governo com Senado

    Indicação de Messias ao STF estremece relação do governo com Senado

    O desgaste da gestão petista com o Senado atinge especialmente o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT). Tanto pelo cargo que ocupa quanto por ser amigo de Lula há décadas, Wagner é um dos principais canais de comunicação entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Casa

    (CBS NEWS) – A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) deve estremecer a relação do governo com o Senado, principal fonte de governabilidade de Lula (PT) neste mandato até o momento.

    O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e uma parcela dos parlamentares preferia que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tivesse sido indicado. A interlocutores, após oficializada a decisão de Lula, Alcolumbre demonstrou insatisfação.
    Havia expectativa de que o presidente telefonasse para informá-lo antes de a notícia tornar-se pública, o que não ocorreu, de acordo com a assessoria de imprensa de Alcolumbre.

    Horas após a indicação de Messias, o presidente do Senado anunciou que levará ao plenário na próxima semana um projeto com potencial de impacto de bilhões de reais para as contas públicas, sobre a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.

    Alcolumbre já indicou que não deve trabalhar pela aprovação do nome do advogado geral para a vaga no Supremo. Messias, por sua vez, recebeu o apoio público do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

    Primeiro integrante da corte a cumprimentá-lo publicamente pela indicação, ele disse que ajudará o chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) no diálogo com senadores.

    O desgaste da gestão petista com o Senado atinge especialmente o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT). Tanto pelo cargo que ocupa quanto por ser amigo de Lula há décadas, Wagner é um dos principais canais de comunicação entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Casa. Ele também é um dos maiores defensores da indicação de Messias para o STF. O advogado-geral da União trabalhou em seu gabinete no passado.

    Além da discordância sobre a indicação, Alcolumbre ficou incomodado com uma fala proferida por Wagner à imprensa. O líder do governo expôs que o presidente do Senado, em conversa com Lula, tinha demonstrado preferência por Pacheco -e que o chefe do governo federal estava decidido por Messias.

    Senadores próximos de Alcolumbre relatam que ele chegou a deixar de atender a telefonemas de Wagner. A Folha de S.Paulo tentou contato com o líder do governo e com o presidente do Senado, mas não obteve resposta.

    A preferência de Lula por Messias é de conhecimento do mundo político há semanas, mas ganhou ainda mais relevância na segunda-feira (17). Naquele dia, o presidente da República teve uma conversa final com Rodrigo Pacheco e o informou que escolhera outro nome para a indicação ao STF, como revelou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

    Na terça-feira, Alcolumbre demonstrou seu descontentamento publicamente pela primeira vez. “Tem que esperar [a indicação para o STF chegar ao Senado], fazer o quê? Se eu pudesse, eu fazia a indicação”, disse a jornalistas.

    A tensão entre governo e Senado causada pela indicação de Messias ainda pode aumentar. Líderes de bancada têm demonstrado, nos bastidores, disposição para insistir no nome de Pacheco. O ex-presidente do Senado é o nome favorito da maioria da Casa, não só de Alcolumbre.

    Lula, por sua vez, não abre mão de Messias. Ele julga a escolha uma prerrogativa da Presidência da República que não deve estar sujeita a pressões externas.

    A indicação cabe a Lula, mas seu escolhido só assumirá o posto de ministro do STF se houver aprovação do Senado. Primeiro, ele deve ser sabatinado e aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). E, depois, são necessários ao menos 41 votos favoráveis no plenário da Casa. O voto é secreto.
    A última vez que os senadores rejeitaram a indicação de um presidente da República para a corte ocorreu no final do século 19.

    Na última semana, a votação apertada que os senadores deram a favor da recondução de Paulo Gonet como procurador-geral da República foi interpretada por políticos e ministros do STF como um recado a Lula sobre a indicação de Messias. Gonet teve 45 votos, só 4 a mais do que precisava. Foi o placar mais apertado para um procurador-geral desde a redemocratização, nos anos 1980.

    A avaliação no Senado é que Gonet correu risco de ser rejeitado, apesar de ser benquisto pela maioria dos senadores. Pesou contra ele a atuação para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como líder da trama golpista que tentou impedir a presidência de Lula.

    Gonet foi aprovado depois de uma mobilização de líderes da Casa. Alcolumbre foi decisivo para garantir o mínimo de votos necessários para o PGR obter mais dois anos de mandato, mas indicou que não deve adotar a mesma conduta com Messias.

    Apesar disso, o líder do PT na Casa minimizou o placar. “Havia um grupo forte de oposição a ele [Gonet] pelo fato de ele ter feito a denúncia ao ex-presidente da República. No caso do Messias, não vejo ele arestado com nenhum segmento aqui dentro do Senado”, afirmou Wagner.

    ‘NOVO DINO’ E APOIO DO REPUBLICANOS

    Além da preferência por Pacheco, pesa contra Messias o receio de senadores de que ele se torne um “novo Flávio Dino”, como alguns políticos dizem reservadamente.

    Dino também foi uma escolha pessoal de Lula. Uma vez no cargo, o ministro passou a dar decisões que fiscalizam emendas parlamentares e restringem seu uso. A atitude revoltou senadores e deputados, que têm nesse mecanismo a principal forma para enviar recursos públicos para obras em suas bases eleitorais.

    A vaga no STF foi aberta depois de o agora ex-ministro Luís Roberto Barroso antecipar sua aposentadoria. Ele poderia ficar no tribunal até os 75 anos, mas decidiu deixar o posto com 67, após de concluir seu mandato como presidente da Corte.

    A indicação de Messias foi celebrada por petistas, criticada por bolsonaristas, e defendida por alguns integrantes do centrão.

    “No processo de apreciação de seu nome pelo Senado Federal, o ministro Messias terá oportunidade de comprovar sua qualificação para a mais alta corte do país, demonstrada à frente da AGU e ao longo de sua carreira no campo do Direito e da Administração Pública”, disse a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

    Já o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a indicação “reforça o compromisso com a defesa da Constituição, o fortalecimento da Democracia e a estabilidade das instituições brasileiras”.

    O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido de Jair Bolsonaro na Câmara, disse que, se o Senado aprovar o AGU, “serão mais 30 anos de um esquerdista petista, julgando e atrasando o Brasil com seus valores de esquerda”.

    “O fato de ser evangélico não é escudo: o Evangelho prega justiça, não perseguição e seletividade. STF exige independência, não mais partidarismo”, afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC).

    O líder do Republicanos na Casa, Mecias de Jesus (RR), por sua vez, disse defender Messias por sua competência, sólida formação, e por ser alguém que preserva valores com os quais comunga, como a defesa da família e dos princípios cristãos. “Sua qualificação técnica supera debates ideológicos”, afirmou.

    Indicação de Messias ao STF estremece relação do governo com Senado

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  • Câmara diz que não foi informada sobre saída de Ramagem do país

    Câmara diz que não foi informada sobre saída de Ramagem do país

    Condenado a 16 anos por participação na trama golpista, o deputado foi visto em Miami, apesar de estar proibido de viajar. Parlamentares do PSOL pediram ao STF sua prisão imediata

    A Câmara dos Deputados informou nesta quinta-feira (20) que a Casa não foi comunicada sobre a saída do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) do país.

    A manifestação foi divulgada após o site PlatôBR informar que Ramagem está em Miami, nos Estados Unidos. Ele foi filmado pela equipe do site enquanto entrava em um condomínio da cidade norte-americana.

    Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, Ramagem foi condenado na ação penal da trama golpista a 16 anos de prisão e recorre em liberdade.

    Durante a investigação, Ramagem foi proibido pelo ministro Alexandre de Moraes de sair do país e teve que entregar todos os passaportes nacionais e estrangeiros.

    Segundo a Câmara, a presidência da Casa, que é exercita pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), não foi comunicada sobre o afastamento do parlamentar do território nacional e nem autorizou nenhuma missão oficial de Ramagem no exterior.

    A Casa também informou que o deputado apresentou atestados médicos que abrangem os períodos entre 9 de setembro e 8 de outubro e 13 de outubro a 12 de dezembro.

    Prisão

    Ontem, deputados federais da bancada do PSOL-RJ pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a decretação da prisão do parlamentar.

    Segundo os deputados, “tudo indica” que Ramagem fugiu do Brasil. A prisão foi solicitada pelos deputados Pastor Henrique Vieira, Glauber Braga, Chico Alencar, Tarcísio Motta e Talíria Petrone.

    A suposta fuga do deputado ocorre no momento em que se aproxima o fim da tramitação da ação do golpe e a execução das penas do deputado e dos demais réus, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Na semana passada, os réus do Núcleo 1 tiveram os recursos contra a condenação negados pela Primeira Turma da Corte.

    Com a decisão, as defesas devem protocolar nos próximos dias os últimos recursos para evitar o cumprimento imediato das condenações.

    A defesa de Ramagem informou que não vai se pronunciar. 

    Câmara diz que não foi informada sobre saída de Ramagem do país

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  • Lula indica Jorge Messias para vaga no STF e contraria alas do Senado e do tribunal

    Lula indica Jorge Messias para vaga no STF e contraria alas do Senado e do tribunal

    Messias é tido como progressista e não é filiado ao PT. Evangélico, ele foi importante interlocutor do governo Lula com o grupo religioso -segmento que se uniu majoritariamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) oficializou nesta quinta-feira (20) a indicação de Jorge Messias para a vaga do STF (Supremo Tribunal Federal) aberta com a saída do ministro Luís Roberto Barroso. A decisão contraria uma ala importante da corte, composta pelos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, e também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    Lula se reuniu com Messias nesta manhã no Palácio da Alvorada, antes de embarcar para uma agenda em São Paulo. De lá, nesta sexta, ele viajará para a África do Sul, para participar da Cúpula de Líderes do G20.

    A indicação de Lula ainda precisará passar por votação no Senado, onde deve haver resistências. O presidente também ignorou as pressões para que indicasse uma mulher para o cargo e ampliasse a diversidade racial no tribunal. Hoje, Cármen Lúcia é a única ministra da corte -que está com dez magistrados, à espera do substituto de Barroso para ocupar a última vaga.

    Chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Messias era apontado como favorito para o cargo desde o anúncio da aposentadoria de Barroso, devido à proximidade com o presidente. O trio de ministros do STF e a cúpula do Senado, no entanto, faziam campanha pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é advogado.

    Como a Folha de S.Paulo mostrou, o presidente afirmou a aliados que iria iniciar uma nova rodada de conversas para oficializar a escolha de Messias. Ele esteve com Pacheco na segunda (18) para comunicá-lo sobre sua decisão.

    Messias é tido como progressista e não é filiado ao PT. Evangélico, ele foi importante interlocutor do governo Lula com o grupo religioso -segmento que se uniu majoritariamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, também foi consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob o comando de Aloizio Mercadante, sendo ainda secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior. Ganhou confiança pelo trabalho iniciado como consultor jurídico de ministérios.

    No governo Dilma, foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil -função que o tornou conhecido nacionalmente como “Bessias”, no episódio do vazamento em 2016 de uma escuta telefônica da Lava Jato, autorizada pelo então juiz Moro.

    Apesar de não haver irregularidades na conduta do ex-auxiliar, o vazamento do áudio lembra um dos momentos de maior rejeição aos governos petistas.

    Durante o governo Bolsonaro, Messias ocupou a chefia de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado.

    Até então sem muita proximidade com Lula, Messias passou a conquistar reconhecimento do presidente já na montagem do governo. No papel de coordenador jurídico da transição, atuou na redação de decretos de reestruturação da Esplanada, incluindo a definição do Orçamento para 2023.

    O nome de Messias ao STF já havia sido cotado na época da aposentadoria de Rosa Weber da corte, em 2023. No entanto, a posição acabou ficando com o então ministro da Justiça, Flávio Dino. Logo no primeiro ano do governo, Lula descrevia Messias como eficiente e discreto no cargo, com uma atuação sem estardalhaços, a ponto de cogitá-lo para o STF.

    Apesar de não ter sido escolhido para o Supremo naquela época, o prestígio junto ao presidente cresceu no vácuo deixado com a saída de Dino do Ministério da Justiça e da Segurança Pública para o STF. Messias se tornou o principal consultor jurídico de Lula e passou a ser chamado a opinar inclusive em temas políticos.

    O Senado deve agora sabatinar e votar a indicação do presidente, e o governo terá que lidar com a frustração das expectativas dos senadores de que Pacheco, ex-presidente da Casa, fosse escolhido. No entanto, o plano do petista é lançar o senador na corrida ao Governo de Minas Gerais em 2026, para ter um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país.

    A recondução de Paulo Gonet ao comando da PGR (Procuradoria-Geral da República) por 45 votos a 26, no placar mais apertado desde a redemocratização, foi interpretada por ministros do STF e senadores governistas, do centrão e da oposição como um alerta sobre as dificuldades que Messias poderá enfrentar no Senado.

    Apesar disso, integrantes do governo minimizaram o placar afirmando que o resultado mostra a conjuntura atual do Senado, com votos estabelecidos da oposição e dos blocos governistas, e que Lula já está ciente das dificuldades que Messias terá. Eles defendem, no entanto, que agora com a indicação oficializada iniciará o processo de diálogo junto aos senadores para garantir a aprovação do nome do AGU.

    “Havia um grupo forte de oposição a ele [Gonet] pelo fato de ele ter feito a denúncia ao ex-presidente da República. No caso do Messias, não vejo ele arestado com nenhum segmento aqui dentro do Senado”, afirmou Jaques.

    Uma ala de ministros do STF também buscou convencer Lula a escolher Pacheco, com quem eles mantêm boa relação. Moraes, por exemplo, costuma jantar semanalmente com o senador e Alcolumbre. Em outubro, o presidente recebeu Gilmar, Moraes, Dino, Cristiano Zanin e o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça) no Palácio da Alvorada para discutir a sucessão de Barroso.

    Gilmar chegou a anunciar em agosto que seu candidato à vaga do Supremo era Pacheco. “A corte precisa de pessoas corajosas e preparadas juridicamente e o senador Pacheco é o nosso candidato. O STF é jogo para adultos”, disse à colunista Mônica Bergamo.

    Lula, porém, optou por um aliado mais próximo. O presidente tem elogiado a combatividade e a lealdade do titular da AGU, dizendo que Messias está maduro para a função. Petistas também acenam com a possibilidade de que Pacheco seja indicado numa futura vaga, em caso de reeleição do presidente, o que tornaria mais importante a participação do senador na campanha eleitoral de Minas Gerais.

    Além de Pacheco, outro citado para o cargo de ministro do Supremo foi Bruno Dantas, atualmente ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), por ter um bom trânsito no Senado e no STF.

    As chances de indicação de uma ministra pelo critério de representatividade gênero eram consideradas baixas. Aliados de Lula afirmavam que ele já escolheu mulheres para cargos no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STM (Superior Tribunal Militar) nos últimos meses.

    Além de Cármen, apenas outras duas mulheres integraram a corte nos seus 134 anos de história: Rosa Weber e Ellen Gracie, nomeadas por Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso, respectivamente. As três são brancas.

    Barroso anunciou sua aposentadoria no STF no dia 9 de outubro, deixando a presidência do Supremo com o ministro Edson Fachin. O ministro ainda poderia ficar até 2033 no cargo, quando completaria 75 anos, a idade máxima permitida, mas optou por deixar o cargo poucos dias depois de seu anúncio.

    Lula indica Jorge Messias para vaga no STF e contraria alas do Senado e do tribunal

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  • Eduardo Bolsonaro é incluído na lista de devedores da União por dívida de R$ 14 mil

    Eduardo Bolsonaro é incluído na lista de devedores da União por dívida de R$ 14 mil

    A PGFN incluiu o deputado Eduardo Bolsonaro na Dívida Ativa da União por faltas não justificadas em sessões da Câmara. O parlamentar, que está nos EUA desde fevereiro, deve R$ 13,9 mil e acumula 47 ausências, podendo ter o mandato cassado por excesso de faltas.

    (UOL/CBS NEWS) – A PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) incluiu o nome do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Dívida Ativa da União.

    A Procuradoria atendeu a um pedido da Câmara dos Deputados. Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, deve R$ 13.941,40 por ausências não justificadas em sessões.

    O valor corresponde a quatro faltas de março. As ausências foram registradas quando o deputado já estava nos Estados Unidos, mas ainda não tinha iniciado o período de licença parlamentar, que começou em 18 de março.

    A inscrição na dívida ativa permite a adoção de medidas de cobrança. O devedor pode sofrer restrição de crédito (protesto, inserção do Serasa, entre outros), no próprio patrimônio e pode até perder os seus bens por leilão judicial, segundo a PGFN.

    A Câmara tentou cobrar Eduardo, mas não conseguiu. Como o UOL mostrou, o gabinete dele em Brasília foi procurado em agosto e houve a entrega da comunicação do débito, mas a dívida não foi quitada. O nome dele também foi incluído no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal) em outubro.

    A licença parlamentar terminou em 4 de agosto. Desde então, o deputado voltou a contabilizar faltas -ele tem 47 ausências não justificadas, uma justificada e 13 presenças, segundo dados da Câmara.

    Eduardo pode ter o mandato cassado por excesso de faltas. Segundo as regras, o deputado que não tiver dois terços de presença perde o cargo. A Câmara, no entanto, só vai contabilizar a frequência de 2025 no ano que vem.

    O UOL procurou o deputado por meio de sua assessoria, mas não recebeu resposta. O espaço segue aberto.

    Eduardo Bolsonaro é incluído na lista de devedores da União por dívida de R$ 14 mil

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