Categoria: POLÍTICA

  • Flávio Bolsonaro sobre Jair: aparência continua abatida, e a voz está enfraquecida

    Flávio Bolsonaro sobre Jair: aparência continua abatida, e a voz está enfraquecida

    O relato foi feito aos jornalistas pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve no Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado, 14.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar um quadro de soluço, tem voz fraca e aparência abatida. O relato foi feito aos jornalistas pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que esteve no Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado, 14.

    “Ontem não estava com soluços, mas hoje já estava. A aparência continua abatida. E você sente que ele não está com a voz forte, a voz normal. Está enfraquecida”, contou Flávio. Ele Jair Bolsonaro não disse que estava se sentindo melhor, ele disse que estava ‘na mesma’”, acrescentou.

    O senador afirmou que vai aguardar a elaboração de um novo laudo médico para que os advogados do ex-presidente façam um novo pedido à justiça para cumprir prisão domiciliar.

    Flávio ressaltou que Bolsonaro não pode ficar sem acompanhamento médico e familiar, pois há riscos de sofrer desequilíbrios e acidentes em virtude dos efeitos colaterais da sua medicação.

    “Ele é muito bem tratado no Batalhão. O problema é que ele dorme sozinho e passa muito tempo do dia sozinho (…) e pode sofrer acidente. Se tiver demora para atendimento, pode resultar na morte dele, isso é um fato”, argumentou.

    Segundo relato de Flávio, os médicos reafirmaram que se o atendimento hospitalar inicial ao ex-presidente tivesse demorado mais uma ou duras horas, seu quadro poderia ter evoluído para uma infecção generalizada. “Isso reforça a importância de ele ter acompanhamento permanente”.

    Flávio Bolsonaro sobre Jair: aparência continua abatida, e a voz está enfraquecida

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  • Bolsonaro segue estável na UTI, mas teve piora renal e alta de marcador inflamatório

    Bolsonaro segue estável na UTI, mas teve piora renal e alta de marcador inflamatório

    Segundo boletim médico, ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, recebendo antibióticos e hidratação intravenosa para tratar uma pneumonia, sem previsão de alta da UTI.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve piora nas funções renais e elevação dos marcadores inflamatórios neste sábado, 14.

     

    Segundo boletim médico, ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, recebendo antibióticos e hidratação intravenosa para tratar uma pneumonia, sem previsão de alta da UTI.

     

    Bolsonaro foi diagnosticado com \”pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração\”. O hospital informou que ele está estável clinicamente, \”porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios\”. \”Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa\”, completou.

     

    Assinam o boletim os seguintes médicos: Dr. Claudio Birolini, cirurgião geral, Dr. Leandro Echenique, cardiologista, Dr. Brasil Caiado, cardiologista, Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr., coordenador da UTI Geral e Dr. Allisson B. Barcelos Borges, diretor geral.

    Bolsonaro segue estável na UTI, mas teve piora renal e alta de marcador inflamatório

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  • Lula reforça discurso de soberania ao barrar americano, mas quer manter canal com Trump

    Lula reforça discurso de soberania ao barrar americano, mas quer manter canal com Trump

    A intenção do petista e do governo brasileiro é delimitar a influência americana sobre o Brasil, mas sem romper a relação que Lula tenta construir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    CATIA SEABRA, CAIO SPECHOTO E MARIANA BRASIL
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) reforçou seu discurso sobre soberania nacional ao barrar a entrada no país de Darren Beattie, conselheiro do governo americano que queria visitar Jair Bolsonaro (PL) na prisão. A intenção do petista e do governo brasileiro é delimitar a influência americana sobre o Brasil, mas sem romper a relação que Lula tenta construir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Em evento público na sexta-feira (13), Lula declarou que a revogação do direito de entrada do americano, aplicada pelo Itamaraty, é uma resposta brasileira ao cancelamento do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), efetuado no final do ano passado.

    O entorno de Lula receia que o governo Trump, que lidera as forças globais de direita, intervenha na política interna brasileira em favor do bolsonarismo, principalmente durante a eleição deste ano.

    A tentativa de Beattie encontrar o ex-presidente e seu filho Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República e provável adversário de Lula na disputa de outubro, seria um movimento nesse sentido.

    Auxiliares de Lula ouvidos pela reportagem ressalvam que é possível que o movimento de Beattie não tenha tido o aval direto de Trump.

    Também afirmam que as negociações com os Estados Unidos para viabilizar a visita de Lula ao país não devem ser afetadas pelo episódio, apesar de alguns reconhecerem que o tom do presidente pode piorar o clima entre os dois países. A viagem do petista era esperada para o começo de março, mas tem sido postergada.

    O governo brasileiro busca acordos com os Estados Unidos principalmente relacionados ao combate ao crime organizado. Trump usou o tema como pretexto, por exemplo, para agir contra a Venezuela. Um acordo sobre o assunto poderia servir como uma espécie de vacina contra algum tipo de investida americana.

    Pesquisa Genial/Quaest indicou recentemente que uma contraposição aos Estados Unidos pode ajudar na popularidade de Lula. O levantamento, realizado de 6 a 9 de março, mostra que 48% dos brasileiros têm opinião desfavorável aos Estados Unidos, enquanto 38% são favoráveis. Em outubro de 2023, 56% tinham imagem positiva do país e 25%, negativa.

    A relação entre EUA e Brasil teve um ponto mais baixo em 2025, quando Trump aplicou sanções econômicas ao país e as vinculou às investigações contra Jair Bolsonaro. O governo brasileiro buscou negociar e conseguiu a retirada de parte das sanções. Lula e Trump se aproximaram pessoalmente a partir de um encontro em reunião da ONU.

    A possibilidade de retomar um discurso de soberania nacional vem no momento em que Flávio aparece empatado com o presidente nas pesquisas de intenção de voto.

    Um dos melhores momentos da popularidade de Lula, em 2025, foi construído combinando os discursos de soberania nacional, taxação dos mais ricos com alívio de impostos para os mais pobres e contraposição a um projeto que blindaria congressistas de investigações.

    Com um novo embate retórico contra os Estados Unidos seria possível retomar ao menos parte do ganho político obtido no ano passado. Falas nesse sentido foram proferidas ainda na sexta pelo presidente do PT, Edinho Silva. “A questão da soberania dos países infelizmente hoje está sendo debatida internacionalmente, por conta muito dessa postura agressiva do governo Trump”, declarou ele.

    Ele também mencionou “lideranças políticas” se alinhando ao presidente dos EUA, referindo-se aos bolsonaristas.

    Segundo a última pesquisa do Datafolha, Flávio dobrou suas intenções de voto no primeiro turno e hoje estaria empatado em um cenário contra Lula. O avanço do opositor veio acompanhado de uma oscilação na avaliação negativa do governo, de 37% para 40%.

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), defendeu a revogação do visto de Darren Beattie e criticou falas proferidas no passado recente pelo americano.

    “A tentativa de Darren Beattie, assessor de Donald Trump, de visitar o condenado Jair Bolsonaro, não deu certo. E agora ficará sem visto de entrada no Brasil, por decisão do presidente Lula. O que é correto, porque tem várias autoridades brasileiras que tiveram seus vistos cancelados para os EUA”, escreveu.

    Beattie tentou marcar um encontro com Bolsonaro após a defesa do ex-presidente solicitar autorização do STF (Supremo Tribunal Federal). Para isso, o conselheiro americano não procurou previamente integrantes do Itamaraty nem do Palácio do Planalto, como é praxe em visitas deste tipo. Hoje, Bolsonaro cumpre pena, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado.

    O americano chegou a ter seu pedido de visita autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas a defesa do ex-presidente requisitou que a data fosse alterada. Após isso, o ministro pediu informações ao Itamaraty sobre a agenda de Beattie no Brasil.

    Como resposta, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, declarou que a visita do conselheiro poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, levando Moraes a recuar da liberação.

    No pedido oficial, o funcionário americano justificava a visita com sua participação no fórum de minerais críticos da Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), a ser realizado em São Paulo – sem menções aos encontros com a família Bolsonaro.
    Segundo diplomatas ouvidos pela reportagem, é possível que a vinda de Darren Beattie, que pertence ao segundo escalão do governo americano, e o conflito entre as justificativas apresentadas não tenham sequer passado por avaliação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

    Eles argumentam que os critérios para permissão de visitas diplomáticas como essa são valores compartilhados entre os dois países e que teriam sido avaliados pelo primeiro escalão antes da formalização do pedido à Justiça brasileira.

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  • Michelle atualiza quadro de saúde de Bolsonaro e apela "continuem orando"

    Michelle atualiza quadro de saúde de Bolsonaro e apela "continuem orando"

    “Meu galego ainda está indisposto, mas já conseguiu comer um pouquinho, fez nebulização, a febre baixou, tomou banho e agora vai fazer a fisioterapia respiratória. A Laurinha chegou para ficar com ele enquanto vou em casa tomar um banho. Continuem orando por sua recuperação. Eu agradeço muito! Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”, disse a ex-primeira-dama.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais nesta noite para atualizar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-mandatário foi internado às pressas na manhã desta sexta-feira (13/3) no hospital DF Star após apresentar um quadro de febre alta, queda de saturação, sudorese e calafrios.

    Em publicação no X, Michelle detalhou que Bolsonaro conseguiu se alimentar e teve breve melhora no seu quadro de febre.

    “Meu galego ainda está indisposto, mas já conseguiu comer um pouquinho, fez nebulização, a febre baixou, tomou banho e agora vai fazer a fisioterapia respiratória. A Laurinha chegou para ficar com ele enquanto vou em casa tomar um banho. Continuem orando por sua recuperação. Eu agradeço muito! Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”, disse a ex-primeira-dama.

    Segundo o boletim médico, o ex-presidente fez exames de imagens e laboratoriais que confirmaram uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

    O médico Claudio Birolini afirmou na noite desta sexta-feira (13) que, apesar de apresentar estabilidade, o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “extremamente grave”.

    “Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou.

    Bolsonaro passou mal na cela em que está, na Papudinha. A equipe médica de plantão optou por transferir Jair Bolsonaro para o hospital na manhã desta sexta, a fim de que o quadro fosse investigado.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha, presídio localizado no complexo da Papuda, no Distrito Federal, desde o dia 15 de janeiro.

    Michelle atualiza quadro de saúde de Bolsonaro e apela "continuem orando"

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  • Bolsonaro está estável, mas situação é extremamente grave, diz médico

    Bolsonaro está estável, mas situação é extremamente grave, diz médico

    Ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, está internado em UTI com quadro de broncopneumonia; claudio Birolini diz que pneunomia pode colocar vida do paciente em risco

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O médico Claudio Birolini afirmou na noite desta sexta-feira (13) que, apesar de apresentar estabilidade, o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “extremamente grave”.

    “Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou.

    Os médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado concederam entrevista a jornalistas no hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões.

    O boletim médico divulgado pelo DF Star no início da tarde desta sexta informou que Bolsonaro chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

    Segundo a Polícia Militar do DF, ele teve um mal-estar súbito na madrugada em sua cela na Papudinha e precisou ser atendido pela equipe médica de plantão, que entendeu ser necessária a transferência imediata para o hospital.

    A infecção pulmonar do ex-presidente, que afeta bronquíolos e alvéolos, é causada pela aspiração de líquidos do estômago decorrente do quadro de refluxo. Bolsonaro sofre com soluços desde a facada que levou durante a campanha presidencial em 2018.

    O ex-presidente chegou à unidade de saúde com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e exames laboratoriais. Ele está sendo medicado com dois antibióticos administrados na veia.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante do ex-presidente durante a internação e liberou visitas dos filhos: o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos, Jair Renan (PL-SC) e Laura.

    Em 1º de janeiro, o ex-presidente teve alta após fazer uma cirurgia de hérnia. À época, Moraes negou pedido da defesa pela prisão domiciliar.

    Bolsonaro foi condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele foi preso na sede da PF em 22 de novembro, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica. Antes disso, estava preso em sua residência.

    A transferência para a Papudinha ocorreu em janeiro. Em março, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar, que também foi negado por Moraes. A decisão do ministro foi referendada depois pela Primeira Turma do STF.

    Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha é arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.

    Moraes mencionou “a total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”. Também citou o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.

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  • Entenda a broncopneumonia, doença que levou Bolsonaro à UTI

    Entenda a broncopneumonia, doença que levou Bolsonaro à UTI

    Infecção respiratória pode ser provocada por uma bactéria, um vírus ou um fungo; principais sintomas são tosse seca ou com catarro, falta de ar, febre alta com calafrios e cansaço intenso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nesta sexta-feira (13) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana. Em comunicado, o hospital DF Star afirmou que o ex-presidente chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

    A doença é uma infecção respiratória que atinge os brônquios e o parênquima pulmonar, parte do pulmão que é responsável pela troca de oxigênio pelo gás carbônico durante a respiração. Quando essa área é comprometida, a troca gasosa fica prejudicada, o que pode levar a dificuldades respiratórias graves e até à morte. O agente causador da infecção pode ser uma bactéria, um vírus ou um fungo.

    Na prática clínica, o termo broncopneumonia é usado como sinônimo de pneumonia, segundo a médica Fernanda Bacceli, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Os pacientes geralmente apresentam tosse seca ou com catarro, falta de ar, febre alta com calafrios, entre outros.

    O filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que a infecção teria sido causada pela aspiração de líquidos do estômago durante soluços. Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025, e Flávio atribui a gravidade do quadro às condições da prisão, enquanto pede a transferência para prisão domiciliar. “Estão brincando com a vida do meu pai”, declarou o senador.

    Bacceli, porém, afirma que não é possível estabelecer essa relação com certeza. “A principal causa de internação hospitalar no mundo inteiro é pneumonia ou broncopneumonia e uma parte delas é por aspiração”, diz. Segundo ela, é possível que o estresse ou a alimentação tenham desencadeado o quadro, mas também é possível que tivesse acontecido mesmo se o ex-presidente estivesse em casa.

    CAUSAS PODEM SER VIRAIS OU GÁSTRICAS

    A principal causa da broncopneumonia é viral. Influenza, coronavírus e vírus sincicial respiratório estão entre os agentes mais comuns, explica a médica. Após um quadro gripal, a imunidade cai e as próprias bactérias que habitam o pulmão, chamadas de microbiota, podem se multiplicar de forma excessiva e causar uma infecção bacteriana secundária. A doença também pode ser causada por infecção fúngica.

    Outra causa é a broncoaspiração, caso do ex-presidente Bolsonaro. Nesse processo, algum conteúdo do trato gastrointestinal entra na via aérea em vez de seguir para o esôfago. Isso pode ocorrer durante a deglutição, quando o alimento vai para o caminho errado, em episódios de refluxo ácido ou em situações de vômito. Nesse caso, bactérias que colonizam o sistema digestivo chegam ao pulmão e causam a infecção, explica Bacceli.

    Segundo o Ministério da Saúde, a doença pode provocar febre alta, tosse, dor no tórax, falta de ar, mal-estar generalizado e prostração. Alterações da pressão arterial e confusão mental também estão entre os sintomas.

    Nos casos mais graves, a infecção pode causar toxemia, condição em que toxinas carregadas pelo sangue provocam danos ao organismo. A secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada é outro sinal de alerta.

    IDADE É UM DOS FATORES DE RISCO

    A gravidade da broncopneumonia varia de caso a caso. A idade é um dos principais fatores de risco. A partir dos 60 anos, há uma redução natural da imunidade específica para infecções bacterianas, o que aumenta a chance de complicações. Pessoas com doenças crônicas ou em tratamentos que reduzem a imunidade também têm risco maior.

    Ainda assim, a doença pode surpreender. “Ela mata algumas pessoas aos 20 anos e a gente pode dar alta para alguns pacientes com 100 anos”, explica Bacceli. O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são determinantes para a evolução do quadro.

    TRATAMENTO PODE SER FEITO EM CASA OU EM AMBULATÓRIO

    O tratamento da broncopneumonia bacteriana é feito com antibióticos por um período de 7 a 10 dias. A necessidade de hospitalização depende da evolução de cada paciente. Casos mais leves podem ser tratados em casa, com antibióticos em comprimido. Quadros com queda na oxigenação exigem acompanhamento hospitalar, com administração de oxigênio e, em situações mais graves, internação em UTI e ventilação mecânica.

    “Tem paciente que toma antibiótico na veia, em 48 horas sai do oxigênio e vai embora só para terminar o tratamento em comprimido em casa. E tem paciente que mesmo usando antibiótico evolui pior”, diz Bacceli. Após a fase aguda, alguns pacientes precisam de fisioterapia respiratória para recuperar a musculatura e a função pulmonar.

    VACINA PODE PREVENIR

    A principal medida de prevenção contra a broncopneumonia é a vacinação. Estão disponíveis vacinas contra os vírus influenza e Covid, além da vacina pneumocócica, indicada em dose única para pessoas a partir de 50 anos.

    As vacinas, porém, oferecem proteção parcial. “Elas cobrem apenas alguns tipos de agentes infecciosos, e não todos”, explica Carlos Carvalho, diretor da divisão de pneumologia do InCor do Hospital das Clínicas da USP, ouvido pela Folha de S. Paulo em oportunidade prévia.

    Em casos de broncoaspiração, como o do ex-presidente, diz Bacceli, cuidados como o tratamento de doenças gástricas e evitar deitar de barriga para cima após episódios de vômito também ajudam a reduzir o risco.

    Entenda a broncopneumonia, doença que levou Bolsonaro à UTI

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  • Caso sobre quebra de sigilo de Lulinha será analisado por plenário do STF

    Caso sobre quebra de sigilo de Lulinha será analisado por plenário do STF

    Decisão do ministro do STF interrompe análise no plenário virtual, onde não há discussão; tribunal analisa se mantém liminar de Dino que suspendeu quebras de sigilos aprovadas pela CPI do INSS

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu destaque nesta sexta-feira (13) do julgamento da suspensão de quebras de sigilos aprovados pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS, como o de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

    A análise era feita de forma virtual pela corte, quando não há discussão e os ministros apenas depositam seus votos no sistema. Com o pedido de Gilmar, o julgamento é zerado e deve ser realizado no plenário físico. Cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar uma data para a retomada da análise.

    O único a votar até o momento havia sido Flávio Dino, que suspendeu na última quarta (5) a quebra dos sigilos bancário e fiscal validados pela comissão. Ele votou nesta sexta para manter sua decisão.

    A medida de Dino foi uma extensão de sua decisão, também favorável, à empresária Roberta Moreira Luchsinger, amiga de Lulinha e que seria ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, segundo a CPI.

    A comissão aprovou 87 requerimentos em 26 de fevereiro. As defesas questionaram a forma definida para a votação, feita em bloco. Em sua liminar, Dino disse que “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.

    “A votação ‘em globo’ de OITENTA E SETE [grifo do autor] requerimentos, dentre eles convocações de pessoas a depor, quebras de sigilo bancário e fiscal e outros, parece não se compatibilizar com as exigências constitucionais e legais”, escreveu.

    Em ofício elaborado pela advocacia do Senado, a CPI do INSS alega que, ao contrário do que disse o ministro, as quebras foram regularmente motivadas e estão no escopo das investigações da CPI.

    Assim, o grupo pediu que Dino reconsiderasse a sua liminar e, caso o pedido seja negado, que seja enviado com prioridade para julgamento do colegiado do Supremo, já que os trabalhos da comissão estão próximos do fim.

    A decisão de Dino ocorreu no momento em que já circulavam publicamente dados bancários de Lulinha. A defesa apresentou uma petição ao ministro sobre possíveis vazamentos das informações. O mesmo foi feito à PF e à CPI.

    De acordo com seus dados bancários enviados à CPMI, Lulinha, movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles e confirmadas pela Folha.

    Caso sobre quebra de sigilo de Lulinha será analisado por plenário do STF

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  • Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

    Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

    Ex-presidente foi internado após ter mal-estar na prisão; aliados pedem orações enquanto defesa volta a questionar condições médicas da Papudinha, no Rio de Janeiro, unidade onde ele cumpre pena

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira, 13, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba a visita de familiares e tenha acompanhamento de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, onde está internado após apresentar “quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios”. Além disso, o magistrado também determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24h para Bolsonaro no hospital.

    O ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia, e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital. Segundo a decisão, podem entrar na unidade médica:

    “A esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante do internado”;

    “Os filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, a filha Laura Firmo Bolsonaro e enteada Letícia Marianna Firmo da Silva”.

    Nas redes sociais, Michelle manifestou apoio ao marido. Em uma publicação em seu perfil no Instagram nesta sexta, ela pede orações para Bolsonaro. “Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem”, escreveu.

    Medidas de segurança no hospital

    Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 8h desta sexta, ele precisou ser atendido na prisão e deslocado até o hospital após queixar-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

    Na decisão, Moraes também determina que o batalhão do presídio “providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital”.

    Ainda nas medidas de segurança da internação de Bolsonaro, Moraes proibiu a entrada no quarto hospitalar e na UTI de “computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia assegurar o cumprimento da restrição”, escreveu.

    Quadro médico de Bolsonaro

    O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente deu entrada e foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com “quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios”. Segundo os médicos, os exames confirmaram “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”, ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

    Segundo o boletim, Bolsonaro “no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”. A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

    Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava “consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, “nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago”, disse aos jornalistas na saída do hospital.

    Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. “Isso pode se alastrar para uma grande infecção”, disse o senador.

     

    Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

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  • Bolsonaro é internado em UTI hospitalar com broncopneumonia bilateral

    Bolsonaro é internado em UTI hospitalar com broncopneumonia bilateral

    Ex-presidente apresentou mal-estar na prisão, com calafrios e vômitos, e foi encaminhado ao hospital; aliados pedem orações enquanto defesa volta a questionar condições médicas da unidade onde ele cumpre pena

    O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

    O ex-presidente Bolsonaro chegou à unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

    Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.O boletim médico divulgado no início da tarde informa que o ex-presidente foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bilateral.

    No momento, o ex-presidente Bolsonaro está em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.

    A nota é assinada pela equipe médica composta pelo cardiologista Dr. Brasil Caiado; o Coordenador da UTI Geral, Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Dr. Allisson B. Barcelos Borges.

    Internação

    Inicialmente, a informação sobre a internação foi divulgada por um dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma rede social, e confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal.

    Ao deixar o hospital após visitar o pai na unidade de terapia, o senador Flávio Bolsonaro comentou com jornalistas o estado de saúde do ex-presidente

    “Conversei rapidamente com os médicos, disseram que dessa vez foi a pior vez que ele se internou aqui com relação à quantidade de líquido que tinha no pulmão dele”, declarou Flávio.

    Bolsonaro é internado em UTI hospitalar com broncopneumonia bilateral

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  • STF forma maioria para manter Vorcaro em presídio de segurança máxima em votação de 50 minutos

    STF forma maioria para manter Vorcaro em presídio de segurança máxima em votação de 50 minutos

    Relator André Mendonça afirma que há indícios de organização criminosa com impacto bilionário e risco de interferência nas investigações; julgamento no plenário virtual do STF ainda aguarda voto do ministro Gilmar Mendes

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte.

    O relator do caso, ministro André Mendonça, abriu a votação às 11h e votou pela manutenção da prisão. Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes.

    Ao defender a manutenção da prisão, Mendonça destacou a gravidade das suspeitas investigadas. “Nessa perspectiva, destaco que os crimes investigados envolvem valores bilionários e têm impacto potencial no sistema financeiro nacional. Há, sob outro prisma, evidências de tentativa de obtenção de informações sigilosas sobre investigações em andamento e monitoramento de autoridades. E existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações”, afirmou.

    O ministro também explicou por que considera insuficientes medidas alternativas à prisão preventiva. “As medidas menos gravosas previstas em nosso ordenamento jurídico não ostentam, em relação a tais investigados, o condão de obstar o cenário de risco às investigações, à apuração dos produtos ilícitos e à sua futura recuperação, apresentado pela Polícia Federal. A liberdade dos investigados compromete, assim, de modo direto, a efetividade da investigação e a confiança social na Justiça penal.”

    Na avaliação do relator, manter os investigados em liberdade poderia permitir a continuidade das atividades criminosas. “Permitir que permaneçam em liberdade significa manter em funcionamento uma organização criminosa que já produziu danos bilionários à sociedade.”

    Ele também apontou risco de destruição de provas. “Há risco concreto de destruição de provas, pois os investigados demonstraram possuir meios de acesso a documentos sensíveis e a sistemas estatais, além do domínio de empresas instrumentalizadas para a prática de ilícitos de seus interesses.”

    Segundo Mendonça, o grupo investigado demonstraria grande capacidade de reorganização mesmo após operações policiais. “A organização criminosa demonstra altíssima capacidade de reorganização, mesmo após a deflagração de operações. Portanto, caso os investigados permaneçam em liberdade, há elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada.”

    O ministro também ressaltou que, segundo a Polícia Federal, as atividades investigadas teriam continuado mesmo após o início das apurações. “No que diz respeito ao elemento da contemporaneidade, as atividades criminosas, tal como demonstrado pela Polícia Federal em sua representação, continuaram a ocorrer mesmo após o início do inquérito e as operações dele decorrentes.”

    Por esses motivos, Mendonça afirmou que a prisão preventiva é necessária. “Com base em tais razões, associadas à minuciosa descrição da prática contínua e reiterada de condutas ilícitas por parte dos investigados, os quais ocupam postos-chave na organização criminosa, entendo ser o caso de deferimento do pedido de prisão preventiva formulado pela Polícia Federal em relação a Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva.”

    No voto de 53 páginas, o ministro também explicou que a prisão preventiva exige a verificação de pelo menos um dos requisitos previstos no Código de Processo Penal para caracterizar o chamado “periculum libertatis”, ou seja, o risco de manter o investigado em liberdade.

    Segundo ele, no caso do banqueiro “está caracterizado o ‘fumus comissi delicti’ (indícios da prática do delito), consubstanciado nos fundados indícios de participação dos investigados nos graves crimes apurados na Operação Compliance Zero”.

    Para Mendonça, também estão presentes os requisitos relacionados ao risco à investigação. “Estão presentes também os requisitos do ‘periculum libertatis’, tanto no que se refere à conveniência da instrução criminal, tendo em vista a ampla rede de conexões dos investigados, os indícios de ameaças a pessoas que contrariem os interesses do grupo criminoso, a contínua utilização de mecanismos para ocultar os rastros dos crimes e a elevada possibilidade de eliminação e manipulação de documentos e provas.”

    O ministro ainda mencionou a necessidade de garantir a ordem pública. “Em relação à garantia da ordem pública, há a necessidade de pacificação social por meio da criação de um sentimento na sociedade de resposta célere do sistema de Justiça a um delito de elevadíssima repercussão social, com dimensões bilionárias.”

    A votação acontece no plenário virtual do STF e deve durar uma semana, com encerramento previsto para as 23h59 da próxima sexta-feira (20).

    Suspeição de ministro
    Na quarta-feira (11), o ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma, declarou-se suspeito para participar do julgamento. Ele já havia sido afastado da relatoria do caso em fevereiro após a Polícia Federal apontar vínculos dele com um fundo ligado ao banqueiro.

    Defesa de Vorcaro
    A defesa de Daniel Vorcaro tenta derrubar a prisão preventiva e contestou os principais pontos apresentados pela Polícia Federal.

    Entre eles estão mensagens que teriam sido trocadas entre o banqueiro e pessoas ligadas ao Banco Central, além do suposto envolvimento de um grupo chamado “A Turma”, que, segundo investigadores, teria atuado em ações de monitoramento e intimidação.

    Os advogados afirmam que não há registros de contatos recentes entre Vorcaro e as pessoas citadas na investigação e dizem que ele desconhece a existência de qualquer grupo com esse nome.

    A defesa também classificou como “mera ilação, destituída de credibilidade” a suspeita de que haveria uma espécie de milícia ligada ao grupo.

    Outro ponto questionado é o suposto bloqueio de mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta vinculada ao pai do banqueiro. Segundo os advogados, não existe nenhuma conta bancária em nome de Henrique Vorcaro com esse valor.

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    STF forma maioria para manter Vorcaro em presídio de segurança máxima em votação de 50 minutos

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