Categoria: POLÍTICA

  • STF forma maioria para manter Vorcaro em presídio de segurança máxima em votação de 50 minutos

    STF forma maioria para manter Vorcaro em presídio de segurança máxima em votação de 50 minutos

    Relator André Mendonça afirma que há indícios de organização criminosa com impacto bilionário e risco de interferência nas investigações; julgamento no plenário virtual do STF ainda aguarda voto do ministro Gilmar Mendes

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte.

    O relator do caso, ministro André Mendonça, abriu a votação às 11h e votou pela manutenção da prisão. Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes.

    Ao defender a manutenção da prisão, Mendonça destacou a gravidade das suspeitas investigadas. “Nessa perspectiva, destaco que os crimes investigados envolvem valores bilionários e têm impacto potencial no sistema financeiro nacional. Há, sob outro prisma, evidências de tentativa de obtenção de informações sigilosas sobre investigações em andamento e monitoramento de autoridades. E existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações”, afirmou.

    O ministro também explicou por que considera insuficientes medidas alternativas à prisão preventiva. “As medidas menos gravosas previstas em nosso ordenamento jurídico não ostentam, em relação a tais investigados, o condão de obstar o cenário de risco às investigações, à apuração dos produtos ilícitos e à sua futura recuperação, apresentado pela Polícia Federal. A liberdade dos investigados compromete, assim, de modo direto, a efetividade da investigação e a confiança social na Justiça penal.”

    Na avaliação do relator, manter os investigados em liberdade poderia permitir a continuidade das atividades criminosas. “Permitir que permaneçam em liberdade significa manter em funcionamento uma organização criminosa que já produziu danos bilionários à sociedade.”

    Ele também apontou risco de destruição de provas. “Há risco concreto de destruição de provas, pois os investigados demonstraram possuir meios de acesso a documentos sensíveis e a sistemas estatais, além do domínio de empresas instrumentalizadas para a prática de ilícitos de seus interesses.”

    Segundo Mendonça, o grupo investigado demonstraria grande capacidade de reorganização mesmo após operações policiais. “A organização criminosa demonstra altíssima capacidade de reorganização, mesmo após a deflagração de operações. Portanto, caso os investigados permaneçam em liberdade, há elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada.”

    O ministro também ressaltou que, segundo a Polícia Federal, as atividades investigadas teriam continuado mesmo após o início das apurações. “No que diz respeito ao elemento da contemporaneidade, as atividades criminosas, tal como demonstrado pela Polícia Federal em sua representação, continuaram a ocorrer mesmo após o início do inquérito e as operações dele decorrentes.”

    Por esses motivos, Mendonça afirmou que a prisão preventiva é necessária. “Com base em tais razões, associadas à minuciosa descrição da prática contínua e reiterada de condutas ilícitas por parte dos investigados, os quais ocupam postos-chave na organização criminosa, entendo ser o caso de deferimento do pedido de prisão preventiva formulado pela Polícia Federal em relação a Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva.”

    No voto de 53 páginas, o ministro também explicou que a prisão preventiva exige a verificação de pelo menos um dos requisitos previstos no Código de Processo Penal para caracterizar o chamado “periculum libertatis”, ou seja, o risco de manter o investigado em liberdade.

    Segundo ele, no caso do banqueiro “está caracterizado o ‘fumus comissi delicti’ (indícios da prática do delito), consubstanciado nos fundados indícios de participação dos investigados nos graves crimes apurados na Operação Compliance Zero”.

    Para Mendonça, também estão presentes os requisitos relacionados ao risco à investigação. “Estão presentes também os requisitos do ‘periculum libertatis’, tanto no que se refere à conveniência da instrução criminal, tendo em vista a ampla rede de conexões dos investigados, os indícios de ameaças a pessoas que contrariem os interesses do grupo criminoso, a contínua utilização de mecanismos para ocultar os rastros dos crimes e a elevada possibilidade de eliminação e manipulação de documentos e provas.”

    O ministro ainda mencionou a necessidade de garantir a ordem pública. “Em relação à garantia da ordem pública, há a necessidade de pacificação social por meio da criação de um sentimento na sociedade de resposta célere do sistema de Justiça a um delito de elevadíssima repercussão social, com dimensões bilionárias.”

    A votação acontece no plenário virtual do STF e deve durar uma semana, com encerramento previsto para as 23h59 da próxima sexta-feira (20).

    Suspeição de ministro
    Na quarta-feira (11), o ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma, declarou-se suspeito para participar do julgamento. Ele já havia sido afastado da relatoria do caso em fevereiro após a Polícia Federal apontar vínculos dele com um fundo ligado ao banqueiro.

    Defesa de Vorcaro
    A defesa de Daniel Vorcaro tenta derrubar a prisão preventiva e contestou os principais pontos apresentados pela Polícia Federal.

    Entre eles estão mensagens que teriam sido trocadas entre o banqueiro e pessoas ligadas ao Banco Central, além do suposto envolvimento de um grupo chamado “A Turma”, que, segundo investigadores, teria atuado em ações de monitoramento e intimidação.

    Os advogados afirmam que não há registros de contatos recentes entre Vorcaro e as pessoas citadas na investigação e dizem que ele desconhece a existência de qualquer grupo com esse nome.

    A defesa também classificou como “mera ilação, destituída de credibilidade” a suspeita de que haveria uma espécie de milícia ligada ao grupo.

    Outro ponto questionado é o suposto bloqueio de mais de R$ 2,2 bilhões em uma conta vinculada ao pai do banqueiro. Segundo os advogados, não existe nenhuma conta bancária em nome de Henrique Vorcaro com esse valor.

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    STF forma maioria para manter Vorcaro em presídio de segurança máxima em votação de 50 minutos

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  • Com vômitos e calafrios, Bolsonaro é levado para hospital, diz Flávio

    Com vômitos e calafrios, Bolsonaro é levado para hospital, diz Flávio

    Ex-presidente apresentou mal-estar na prisão, com calafrios e vômitos, e foi encaminhado ao hospital; aliados pedem orações enquanto defesa volta a questionar condições médicas da unidade onde ele cumpre pena

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) informou nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira (13), que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está a caminho do hospital após apresentar mal-estar, com episódios de calafrios e vômitos.

    “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez. Informações preliminares indicam que ele acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu Flávio na rede X (antigo Twitter).

    O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) também comentou o caso nas redes sociais. “Recebo essa informação com preocupação e oração. Bolsonaro é um homem que já enfrentou muitas batalhas pela vida e pelo Brasil, e tenho fé de que mais uma vez superará esse momento”, afirmou.

    Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    A defesa do ex-presidente pediu a conversão da pena para prisão domiciliar, alegando que a unidade prisional não possui estrutura adequada para os atendimentos médicos necessários. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que o local atende integralmente às necessidades de saúde do condenado.

    Em seu voto para manter Bolsonaro preso, Moraes destacou ainda que o ex-presidente foi transferido para a Papudinha após tentar romper a tornozeleira eletrônica quando cumpria prisão domiciliar.

     

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  • Flávio Bolsonaro busca apoio de Ratinho Júnior e enfrenta resistência

    Flávio Bolsonaro busca apoio de Ratinho Júnior e enfrenta resistência

    O senador Flávio Bolsonaro tenta atrair Ratinho Júnior para sua pré‑campanha presidencial, mas aliados do governador resistem após desgastes acumulados entre PL e PSD. A disputa interna do PSD e episódios das eleições municipais de 2024 dificultam uma aliança imediata

    O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) busca o apoio do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), para sua candidatura à Presidência da República, mas a proposta enfrenta resistência dentro do grupo político do paranaense. A articulação foi conduzida pelo senador Rogério Marinho (PL‑RN), coordenador da pré‑campanha, durante encontro realizado em Brasília na quarta-feira, 11.

    Marinho ofereceu a Ratinho uma aliança já no primeiro turno das eleições de outubro. A adesão, porém, exigiria que o governador abrisse mão da disputa interna do PSD, que ainda avalia quem lançará ao Palácio do Planalto. Os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, disputam espaço para se viabilizar como candidatos da sigla.

    Segundo aliados, Ratinho afirmou que o PSD não definiu seu presidenciável e que não poderia se comprometer em nome do partido. Uma nova conversa foi marcada para as próximas semanas, com expectativa de outro encontro até o fim de março. Marinho declarou que o PL respeita o governador e negou qualquer tipo de ultimato.

    Nos bastidores, aliados de Ratinho afirmam que o governador pretende lembrar Flávio do desgaste provocado por Jair Bolsonaro nas eleições municipais de 2024. Na ocasião, apesar de um acordo para que o PL indicasse o vice na chapa de Eduardo Pimentel (PSD) em Curitiba, o ex-presidente apoiou a jornalista Cristina Graeml, gesto que irritou o grupo do governador e surpreendeu dirigentes do PL.

    Com Bolsonaro preso e afastado das articulações políticas, Flávio e Marinho tentam reconstruir pontes com Ratinho. Entretanto, declarações recentes de Marinho, como a afirmação de que “só existem dois partidos no Brasil, o PT e o PL”, geraram novo desconforto entre pessedistas paranaenses.

    Diante da indefinição no Paraná, Flávio Bolsonaro avalia alternativas para garantir palanque no Estado. Uma delas é apoiar o senador Sergio Moro (União), que trabalha para disputar o governo estadual. Outra possibilidade é manter o acordo firmado em 2024, que reserva ao PL uma das vagas ao Senado apoiadas pelo PSD, hoje destinada ao deputado Filipe Barros.

    Cristina Graeml tenta viabilizar sua pré-candidatura e se reuniu com Marinho e Moro nesta semana, mas anotações internas da campanha de Flávio indicam receio de que ela prejudique Barros na disputa. Também está no radar do PL a hipótese de apoiar Guto Silva (PSD), nome de confiança de Ratinho Júnior, o que poderia facilitar uma composição entre as duas siglas no Estado.

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  • Moraes volta atrás e nega visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro

    Moraes volta atrás e nega visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro

    O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, encaminhou ao STF uma consideração afirmando que a visita de Darren Beattie a Jair Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconsiderou decisão anterior e negou visita do conselheiro do presidente americano Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    O magistrado considerou a manifestação do ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, encaminhada à corte. O ministro afirmou que a visita poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

    O americano chegou a ter o pedido de visita a Bolsonaro autorizado por Moraes, mas a defesa do ex-presidente requisitou que a data fosse alterada.

    Vieira afirmou que as autoridades americanas tinham requisitado apenas duas reuniões no Ministério das Relações Exteriores, mas que elas foram pedidas apenas na quarta (11). Nenhum dos encontros, prosseguiu Vieira, está confirmado pelo Itamaraty.

    Ainda, que não havia, até quarta, qualquer agenda diplomática registrada no Ministério das Relações Exteriores envolvendo Darren Beattie e que o pedido de visita ao ex‑presidente não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado.

    Moraes afirma, então, que a realização da visita de Beattie a Bolsonaro “não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido”.

    Darren Beattie é crítico do governo Lula e de Moraes. Ele já chamou o ministro de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro. Além disso, recebeu agradecimentos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após as sanções da Lei Magnitsky impostas ao ministro.

    O conselheiro de Trump estará em São Paulo e em Brasília para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, segundo apurou a Folha de S.Paulo, e deve se encontrar com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

    Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais, que tramitam no Supremo sob a relatoria de Moraes.

    Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por ministros do STF indicados por Bolsonaro, com Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.

    Moraes volta atrás e nega visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro

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  • CPMI do INSS aprova convocação de cunhado e ex-namorada de Vorcaro

    CPMI do INSS aprova convocação de cunhado e ex-namorada de Vorcaro

    Comissão reagendou depoimentos que estavam marcados para esta quinta-feira (12); Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha, Zettel foi apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do Master

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos de mensalidades associativas não autorizadas dos benefícios de milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (12), a convocação do empresário Fabiano Zettel.  

    Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha, Zettel foi apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do Master. Segundo um dos autores do requerimento aprovado, o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), a instituição “supostamente” firmou contratos de créditos consignados irregulares com beneficiários do INSS.

    Zettel foi preso em meados de janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

    “Há indícios relevantes de que fraudes em operações de crédito consignado, ofertadas a aposentados e pensionistas do INSS, tenham ocorrido por meio de acordo de cooperação firmado entre o Banco Master e o INSS, com possível participação de dirigentes, intermediadores e correspondentes bancários”.

    No requerimento, Duarte Jr. especificou que a convocação de Zettel busca “esclarecer possível envolvimento dos negócios familiares, do Master, de igrejas e outros empreendimentos” e também as suspeitas de fraude na concessão de empréstimos consignados e descontos ilegais em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

    Outros

    Os integrantes da CPMI do INSS também aprovaram a convocação da ex-namorada de Vorcaro Martha Graeff. Segundo o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), a empresária e influenciadora digital conhece a rede de contatos do banqueiro e teria testemunhado ou ouvido relatos de Vorcaro sobre supostas conversas dele com várias autoridades públicas, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    Também foram aprovadas as convocações das seguintes pessoas:

    • Ângelo Antônio Ribeiro da Silva: ex-diretor do Banco Master e da Master Holding Financeira;
    • João Vitor da Silva, sócio-Administrador da empresa Spyder Consultoria e Intermediação;
    • Luiz Antônio Bull: ex-diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos, Operações e Tecnologia do Banco Master.
    • Lucineide dos Santos Oliveira, diretora da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), entidade suspeita de cobrar, indevidamente, mensalidades associativas de aposentados;
    • Marcos de Brito Campos Júnior, ex-superintendente do INSS no Nordeste e ex-diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit);
    • Mauro Caputti Mattosinho, piloto de avião;
    • Renato de Matteo Reginatto, advogado.

    Requerimentos rejeitados

    Por maioria dos votos dos integrantes do colegiado, foram rejeitados os requerimentos de convocação da publicitária Danielle Miranda Fonteles e da empresária Roberta Moreira Luchsinger. De acordo com o relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o depoimento de Danielle poderia auxiliar “na elucidação de movimentações financeiras de vulto envolvendo o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, vulgo ‘Careca do INSS’, apontado como o principal articulador do esquema de fraudes no INSS”.

    Já Roberta é apontada por Gaspar como um “elemento vinculado ao núcleo político da organização criminosa liderada por Antunes”, alguém “essencial para a movimentação de valores e a gestão de contas empresariais que serviam como instrumentos de lavagem de capitais”. “Seu testemunho é crucial para detalhar a circulação dos recursos ilícitos e a fase de ocultação”, argumentou Gaspar no requerimento que foi rejeitado. De acordo com parlamentares da oposição, Roberta também é amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e, nas palavras de Gaspar, “detém informações sensíveis sobre a proximidade e a articulação do ‘núcleo político’ [do esquema fraudulento] com figuras influentes”.

    Retiradas da pauta por acordo, não foram votadas as propostas de convocação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do ex-policial civil Rogério Giglio Gomes. A expectativa é que os requerimentos sejam analisados na próxima semana.

    Depoentes

    Nenhuma das quatro pessoas convocadas a depor nesta quinta-feira compareceu. De acordo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a empresária Leila Mejdalani Pereira, presidente do clube Palmeiras e do Banco Crefisa, que já deveria ter deposto na última segunda-feira (9), alegou, “de modo equivocado”, que uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, teria anulado sua convocação.

    ‘Em que pese ela estar convocada desde a semana passada e ter faltado injustificadamente à primeira convocação, o ministro vedou a condução coercitiva, permitindo que, caso ela faltasse [de novo], solicitasse uma nova data. Sendo assim, esta presidência, diante de mais uma interferência do STF no trabalho deste Parlamento e desta comissão, não tem alternativa que não designar, pela terceira vez, uma data para a oitiva da senhora Leila”, comentou Viana, marcando a oitiva da empresária para a manhã da próxima quarta-feira (18).

    Viana também remarcou para a próxima semana o depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, executivo do C6 Bank, que alegou que já tinha compromissos inadiáveis agendados para hoje, mas comparecerá na quinta-feira (19).

    Já a diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Lea Bressy Amorim, apresentou atestado médico para não comparecer. O tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (Cbpa), Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, segue preso e não foi autorizado pela Justiça a comparecer ao Congresso Nacional.

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  • Visita de funcionário dos EUA a Bolsonaro é ingerência em ano eleitoral

    Visita de funcionário dos EUA a Bolsonaro é ingerência em ano eleitoral

    Mauro Vieira respondeu a questionamento de Moraes sobre agenda de Darren Beattie no Brasil; defesa de Jair Bolsonaro solicitou que audiência com americano tivesse data alterada

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, disse ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que a visita a Jair Bolsonaro de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump, pode configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

    A manifestação de Vieira ocorreu em resposta a decisão de Moraes da noite de quarta-feira (11), que havia solicitado informações ao Itamaraty sobre a agenda de Beattie no Brasil.

    O americano teve pedido de visita a Bolsonaro autorizado por Moraes, mas a defesa do ex-presidente requisitou que a data fosse alterada.

    Visita de funcionário dos EUA a Bolsonaro é ingerência em ano eleitoral

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  • Moraes autoriza buscas da PF contra acusado de perseguir Flávio Dino

    Moraes autoriza buscas da PF contra acusado de perseguir Flávio Dino

    Luís Pablo teria monitorado o ministro do Supremo Tribunal Federal e seus familiares; buscas foram cumpridas nesta terça-feira (10) pelos agentes na casa do blogueiro em São Luís, no Maranhão

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou medida de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) contra o blogueiro maranhense Luís Pablo, acusado do crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino.

    As buscas foram cumpridas nesta terça-feira (10) pelos agentes na casa do blogueiro em São Luís. Foram apreendidos computadores e aparelhos celulares.

    De acordo com a investigação, o blogueiro teria monitorado os deslocamentos do carro oficial utilizado por Dino e seus familiares no Maranhão para publicar reportagens sobre o suposto uso irregular do veículo, que pertence ao Tribunal de Justiça e foi cedido para a equipe de segurança do ministro.

    O pedido de abertura de investigação foi feito pela PF e também contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Ao chegar ao Supremo, o caso foi enviado para o ministro Cristiano Zanin. No mês passado, Zanin pediu a redistribuição do caso, que foi enviado para Alexandre de Moraes.

    Defesa

    Em nota, o acusado disse que ainda aguarda acesso ao processo para entender os fundamentos da decisão que fundamentou as buscas.

    “Luís Pablo reafirma seu compromisso com o exercício responsável do jornalismo, com a apuração de fatos de interesse público e com o respeito aos princípios constitucionais e convencionais que garantem a liberdade de imprensa e o direito à informação”, declarou. 

    Moraes autoriza buscas da PF contra acusado de perseguir Flávio Dino

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  • Zanin nega pedido para determinar criação da CPI do Banco Master

    Zanin nega pedido para determinar criação da CPI do Banco Master

    Mandado de segurança foi protocolado pelo deputado Rodrigo Rolemberg, que alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais, como o registro  das assinaturas de um terço dos deputados

    O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (12) pedido para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

    O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alegou que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais, como o registro  das assinaturas de um terço dos deputados.

    Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI. 

    Na decisão, Zanin citou “deficiências processuais” no pedido de parlamentar e afirmou que provas de que Motta demonstra resistência pessoal para instalar a comissão. 

    “No presente caso, porém, como demonstrado acima, há deficiências relevantes na instrução do mandado de segurança que sequer permitem aferir, neste momento e de plano, omissão ou resistência pessoal da autoridade, como narrado na inicial”, decidiu o ministro. 

    Toffoli

    Antes da decisão de Zanin, o ministro Dias Toffoli foi escolhido relator original do pedido de instauração da CPI. Contudo, Toffoli se declarou suspeito para analisar o caso.

    No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do inquérito sobre as fraudes no Banco Master após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a ele em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

    O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF. 

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  • Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

    Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

    Sem confirmar partido pelo qual vai concorrer ao cargo, ministra Simone Tebet citou pedidos do presidente Lula e vice Alckmin e ‘grata surpresa’ com votos dos paulistas em 2022

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira, 12, que concorrerá ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.

    A ministra confirmou a intenção de concorrer ao cargo em entrevista a jornalistas em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Tebet disse que ainda não definiu o partido pelo qual disputará o cargo.

    Na declaração à imprensa, a ministra afirmou ter “eterna gratidão” ao Mato Grosso do Sul, seu Estado natal, pelo qual foi senadora e prefeita da capital.

    Segundo Simone, a candidatura ao Senado por São Paulo foi sugerida a ela pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

    Ainda de acordo com a ministra, a escolha de São Paulo como local da disputa também partiu da “grata surpresa” de constatar que, em 2022, os paulistas responderam por um terço dos votos que recebeu como candidata a presidente.

    Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira, 9, Tebet está empatada tecnicamente com o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), na disputa pelo Senado por São Paulo. No pleito deste ano, haverá a renovação de dois terços da Casa. Cada Estado elegerá dois representantes.

    Tebet foi cotada para disputar o governo de São Paulo e já havia declarado que concorreria pelo cargo sugerido pelo presidente. “Coloquei meu destino político na mão do presidente”, disse a ministra em 30 de janeiro.

    Enquanto Tebet será candidata ao Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido de Lula, concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes como oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.

    Simone Tebet anuncia que vai disputar o Senado por São Paulo

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  • Moraes pede ao Itamaraty detalhes sobre agenda de assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro

    Moraes pede ao Itamaraty detalhes sobre agenda de assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro

    Ministro quer saber se assessor de Donald Trump tem agenda oficial no país e se pediu visita ao ex-presidente, preso em Brasília. Defesa de Bolsonaro tenta antecipar encontro alegando compromissos do americano

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou nesta quarta-feira (11) que o Itamaraty envie informações sobre a agenda de Darren Beattie no Brasil. O objetivo é esclarecer se o assessor de Donald Trump possui compromissos no país e se pediu autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília.

    O STF já havia autorizado que Darren Beattie se encontrasse com Bolsonaro na próxima quarta-feira (18). Os advogados do ex-presidente, no entanto, protocolaram um pedido para remarcar a visita para segunda-feira (16) ou terça-feira (17), alegando que o assessor já possui compromissos no Brasil que não podem ser alterados, o que inviabilizaria o encontro na data inicialmente definida.

    Para a defesa de Bolsonaro, a data estabelecida pelo ministro “acaba por inviabilizar materialmente a própria realização da visita autorizada”. Segundo os advogados, por se tratar de um funcionário “de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos”, não haveria possibilidade concreta de estender a agenda de Beattie.

    Moraes solicitou ao Ministério das Relações Exteriores “informações sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie, atual Senior Advisor for Brazil Policy do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, e eventual pedido de visitação a Jair Messias Bolsonaro”.

    O ministro havia determinado que o encontro ocorresse na quarta-feira por ser o dia específico para visitas no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    “Não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação”, afirmou Moraes na decisão. Ele também ressaltou que os visitantes devem se adequar ao regime do estabelecimento prisional, e não o contrário, para preservar a organização administrativa e a segurança do local.

    Beattie vem ao Brasil com o objetivo de entender como funciona o processo eleitoral brasileiro. Segundo os advogados de Bolsonaro, a visita do assessor se “reveste de evidente interesse institucional”.

    Nomeado para o cargo no mês passado, Beattie é responsável por orientar políticas e ações entre Washington e Brasília. O assessor também é crítico do governo Lula e do ministro Alexandre de Moraes, especialmente em relação ao processo que investiga a tentativa de golpe.

     

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