Categoria: POLÍTICA

  • Bolsonarista entra em pânico ao saber de vídeos íntimos dele com Vorcaro

    Bolsonarista entra em pânico ao saber de vídeos íntimos dele com Vorcaro

    Ex-ministro do governo Bolsonaro teria disparado telefonemas pedindo ajuda a aliados na CPMI do INSS após a revelação de vídeos que mostram que Vorcaro patrocinava orgias entre políticos e autoridades

    Neste último fim de semana, passaram a circular na imprensa e entre parlamentares em Brasília sobre a descoberta de vídeos íntimos de festas e orgias patrocinadas por Daniel Vorcaro. Os materiais estariam na sala-cofre da CPMI do INSS e divulgados com a Polícia Federal.

    De acordo com a ‘Revista Fórum’, a existência dos vídeos íntimos  deixou em pânico figuras proeminentes do Centrão e do bolsonarismo, que teriam sido flagradas em poses e situações O banqueiro teria feito uma espécie de arquivo bomba para ser usado contra políticos e autoridades que ousassem ter algo contra ele.

    A publicação destacou que fontes citaram que tiveram acesso ao vasto material, com dezenas de vídeos e fotos, revelam que um ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) teria entrado em pânico e ligado para colegas da comissão pedindo ajuda, dizendo que está muito preocupado, “que ama muito a mulher e fez coisas que se arrepende”.

    O jornalista Renato Rovai revelou que “um dos senadores que teve um papel de destaque no governo Bolsonaro aparece de sunga, em poses sensuais, por trás de uma modelo loira” em um dos vídeos.

    Ainda segundo a ‘Fórum’, a divulgação sobre a chegada do novo lote de dados de Vorcaro, entregue pela Polícia Federal à CPMI do INSS na noite de sexta-feira (13), fez com que figuras proeminentes do Centrão e do ex-governo Bolsonaro disparassem telefonemas a membros da comissão pedindo para que não dessem atenção a conteúdos íntimos que constavam no celular do banqueiro.

    O pânico fez com que esses políticos e autoridades que teriam participado das festas fizessem pressão para que fosse levantado sigilo sobre a nova leva de dados. Os nomes de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira também surgiram em uma suposta lista de contatos de Daniel Vorcaro.

    Após a repercussão das novas informações, o ministro do STF André Mendonça declarou sigilo sobre a investigação do caso do Banco Master e impediu parlamentares da própria comissão a terem acesso ao material alegando que a decisão tem por objetivo “preservar a vida privada dos investigados”.

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  • Mendonça proíbe CPI do INSS de acessar documentos sigilosos de Vorcaro

    Mendonça proíbe CPI do INSS de acessar documentos sigilosos de Vorcaro

    Ministro do Supremo Tribunal Federal diz que decisão é necessária para preservar vida privada de investigados; sala no Congresso Nacional onde estão os arquivos já foi fechada

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça proibiu nesta segunda-feira (16) o acesso aos documentos decorrentes da quebra de sigilo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foram enviados pela Polícia Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS.

    A sala cofre onde os dados estão foi trancada por volta das 19h, a pedido do presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG).

    Mendonça afirmou que a decisão se dá “considerando a necessidade de preservação do sigilo em relação a aspectos da vida privada” de investigados na Operação Compliance Zero.

    Em sua decisão, Mendonça afirmou que a restrição aos arquivos de Daniel Vorcaro se dá “considerando a necessidade de preservação do sigilo em relação a aspectos da vida privada” de investigados na Operação Compliance Zero.

    O ministro determinou que a Polícia Federal e a presidência da CPI do INSS retirem os equipamentos que estão na sala cofre para que os dados armazenados sejam analisados novamente, evitando o compartilhamento de informações pessoais do dono do Master.

    “Intimem-se, COM EXTREMA URGÊNCIA, a Polícia Federal, a Presidência da CPMI-INSS e a defesa do investigado DANIEL BUENO VORCARO”, escreveu Mendonça.

    Mendonça proíbe CPI do INSS de acessar documentos sigilosos de Vorcaro

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  • PGR denuncia Bacellar e TH Joias por obstrução de investigação

    PGR denuncia Bacellar e TH Joias por obstrução de investigação

    De acordo com acusação, os parlamentares teriam vazado informações sigilosas; denúncia da Procuradoria Geral da República foi baseada na investigação realizada pela Polícia Federal (PF)

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil) e o ex-deputado estadual Thiego Santos, conhecido como TH Joias, pelo crime de obstrução de investigação.

    Também foram denunciados o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2), além de duas pessoas ligadas a TH Joias.

    De acordo com a acusação, eles teriam vazado informações sigilosas sobre uma investigação de tráfico de armas e drogas para a organização criminosa Comando Vermelho (CV). 

    O desembargador e TH Joias já estão presos preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que tramita na Corte. Bacellar chegou a ser preso em dezembro do ano passado, mas uma votação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) determinou sua soltura. O deputado era presidente da Alerj e foi afastado do cargo, mas segue licenciado do mandato parlamentar e usa tornozeleira eletrônica.

    Investigação

    A denúncia da PGR foi baseada na investigação realizada pela Polícia Federal (PF).

    Os investigadores apuraram que o deputado Rodrigo Bacelar foi informado antecipadamente sobre a operação na qual TH Joias foi preso. Com acesso privilegiado à informação, TH conseguiu esconder provas que poderiam ser apreendidas.

    No decorrer da investigação, a PF encontrou indícios de que a fonte do vazamento tenha sido o desembargador Macário Ramos.

    Atualmente, TH Joias está preso na Penitenciária Federal de Brasília. A Agência Brasil busca contato com as defesas dos acusados.

    PGR denuncia Bacellar e TH Joias por obstrução de investigação

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  • Haddad deve deixar Ministério da Fazenda na próxima sexta-feira (20)

    Haddad deve deixar Ministério da Fazenda na próxima sexta-feira (20)

    Ministro Fernando Haddad fará breve pausa antes de mergulhar na pré-campanha eleitoral; petistas dão como certa candidatura ao governo de São Paulo, outros partidos acreditam em vitória como senador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Fernando Haddad (Fazenda) deve deixar o governo federal na próxima sexta-feira (20), quando está prevista a publicação da sua exoneração do cargo. O petista deve fazer uma pausa de dez dias antes de mergulhar de vez na pré-campanha ao governo de São Paulo.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que Haddad o acompanhasse na viagem aos Estados Unidos, prevista para o próximo mês, mas a indefinição sobre a data da visita oficial fez com que o ministro declinasse do convite, preferindo se concentrar na disputa eleitoral.

    Na última sexta-feira (13), Haddad confirmou que participaria das eleições como candidato, mas se esquivou de dizer a qual cargo. A candidatura ao Palácio dos Bandeirantes já é dada como certa entre integrantes do PT.

    Haddad resistiu a ser candidato ao governo de São Paulo e disse repetidas vezes que queria colaborar na elaboração do programa de campanha para as eleições de 2026. “Estou conversando com o presidente sobre isso. Vamos ver quem convence quem”, afirmou, em fevereiro.

    Ao final, quem saiu vitorioso foi Lula, que conseguiu convencer Haddad a disputar o governo de São Paulo, num pleito considerado difícil.

    O ministro enfrentará o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem bons índices de popularidade. Se a disputa entre os dois fosse hoje, Haddad marcaria 31% no primeiro turno, contra 44% de Tarcísio segundo a última pesquisa Datafolha.

    Com a saída de Haddad, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, deve assumir a pasta.

    Haddad deve deixar Ministério da Fazenda na próxima sexta-feira (20)

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  • Dino decide acabar com aposentadoria compulsória para juízes e prevê perda do cargo

    Dino decide acabar com aposentadoria compulsória para juízes e prevê perda do cargo

    Ministro diz que desde 2019 não há fundamento para magistrado seguir com verba após infração grave; Dino deu decisão em ação sobre juiz do TJ-RJ e acionou Supremo para anular decisões do CNJ

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta segunda-feira (16) que a aposentadoria compulsória, com afastamento remunerado, não deve ser aplicada como punição a juízes, e infrações graves devem ser sancionadas com a perda do cargo.

    Dino afirmou que, desde a aprovação da reforma da Previdência em 2019, não existe mais fundamento constitucional para punir juízes com aposentadoria, que faz com que eles continuem recebendo remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço, em casos de infração disciplinar grave.

    “Não mais subsiste no sistema constitucional a aposentadoria compulsória punitiva, à luz das alterações promovidas pela Emenda Constitucional nº 103/2019”, escreveu em sua decisão.

    No entendimento de Dino, caso o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) entenda que juízes mereçam punição máxima, deve enviar o caso à AGU para que o órgão apresente perante o STF uma ação de perda de cargo.

    Dino também oficiou o ministro Edson Fachin, que preside o Supremo e também o CNJ, “para -caso considerar cabível- rever o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário” e substituir a aposentadoria compulsória “por instrumentos efetivos para a perda do cargo de magistrados que cometem crimes e infrações graves”.

    O ministro deu a decisão de forma individual em uma ação que analisa o afastamento de um juiz da Comarca de Mangaratiba, do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que acionou o Supremo para anular decisão do CNJ que resultou em sua aposentadoria compulsória. A decisão ainda pode ser alvo de recursos e levada a colegiado.

    O juiz foi punido pelo TJ-RJ e pelo CNJ com censura, remoção compulsória e duas aposentadorias compulsórias por práticas como morosidade processual deliberada para favorecimento de grupos políticos da cidade e direcionamento proposital de ações à vara para concessão de liminares em benefício de policiais militares milicianos.

    Dino fundamenta a decisão alegando que a aposentadoria é um benefício adquirido após anos de trabalho e, por isso, não se encaixa como punição.

    “A aposentadoria é um benefício previdenciário que tem por finalidade garantir ao trabalhador condições dignas de vida quando não mais for possível o desenvolvimento de atividade laboral em virtude de idade-limite, incapacidade permanente para o trabalho ou pela conjugação dos critérios idade mínima e tempo de contribuição”, afirma o ministro.

    A aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço como pena disciplinar está prevista no artigo 42 da Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), que também traz outros tipos de sanções.
    No entanto, o ministro afirmou que a aposentadoria compulsória aplicável como punição administrativa aos magistrados, que havia sido inserida pela Emenda Constitucional nº 45/2004, deixou de existir na Constituição a partir da promulgação da Emenda Constitucional nº 103/2019.

    Com isso, Dino disse que “não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada ‘aposentadoria compulsória punitiva’”.

    No caso concreto, Dino também decidiu que o CNJ deverá reconsiderar as punições aplicadas ao juiz de Mangaratiba.

    O magistrado apresentou três opções: absolver o juiz, aplicar outra sanção válida -o que não inclui a aposentadoria compulsória- ou determinar o envio dos autos à AGU (Advocacia-Geral da União) para propor ao STF uma ação para conduzir à perda do cargo por sentença transitada em julgado.

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  • Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para se defender em processo da PF por abandono de cargo

    Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para se defender em processo da PF por abandono de cargo

    Ex-deputado, que está nos Estados Unidos, terá 15 dias para apresentar defesa em processo que apura faltas injustificadas ao trabalho após ser convocado para reassumir cargo público na corporação

    A Polícia Federal citou formalmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta segunda-feira (16) em um processo administrativo que investiga possível abandono do cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ). A notificação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro terá agora 15 dias para apresentar defesa.

    Segundo o documento, o processo é conduzido pela delegada Karen Cristina Dunder. A corporação informou que Eduardo Bolsonaro está “atualmente em lugar incerto e não sabido”, motivo pelo qual a notificação foi feita por meio de publicação oficial, após tentativas sem sucesso de localizá-lo para entrega pessoal da citação.

    O ex-deputado responde a um processo administrativo disciplinar (PAD), aberto em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas ao trabalho. Em fevereiro, ele foi afastado preventivamente do cargo de escrivão e deveria entregar a arma de fogo e a carteira funcional da corporação.

    Após perder o mandato de deputado federal, em dezembro do ano passado, Eduardo foi convocado pela Polícia Federal para reassumir o cargo público que ocupa desde 2010, quando ingressou na instituição por concurso. Como ele está nos Estados Unidos desde o início do ano passado, não retornou ao trabalho, o que levou à abertura do procedimento administrativo. Ao final do processo, ele poderá ser demitido do cargo.

    No fim de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo que investigou a tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.

    De acordo com a PGR, o ex-deputado teria atuado para pressionar autoridades e tentar obter sanções dos Estados Unidos contra o Brasil durante o julgamento do caso. Mesmo fora do país, o processo deverá ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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    Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para se defender em processo da PF por abandono de cargo

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  • Flávio Bolsonaro lidera crescimento nas redes, e Lula critica dependência digital

    Flávio Bolsonaro lidera crescimento nas redes, e Lula critica dependência digital

    Levantamento mostra que pré-candidato à Presidência tem ampliado presença online e registrado mais engajamento nas últimas semanas. Especialistas apontam que críticas de Lula ao mundo digital podem afastar parte do eleitorado

    (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem ganhado espaço nas redes sociais desde que foi anunciado como pré-candidato à Presidência da República. Nas últimas semanas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou a registrar crescimento mais acelerado no ambiente digital do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A movimentação acontece em um momento em que pesquisas de intenção de voto indicam empate técnico entre Flávio e Lula em um eventual segundo turno.

    Enquanto o senador amplia sua presença nas redes, Lula tem demonstrado certa resistência ao universo digital. Em discursos recentes, o presidente já afirmou diversas vezes que não usa celular e costuma criticar o uso excessivo do aparelho, prática comum entre grande parte da população.

    Especialistas avaliam que esse tipo de discurso pode afastar parte do eleitorado conectado. Ao mesmo tempo, o avanço de Flávio na internet acompanha a consolidação de sua candidatura e o crescimento nas pesquisas.

    A pedido da Folha de S.Paulo, a consultoria de dados Bites analisou o desempenho digital dos principais nomes da política nacional. O levantamento compara, semana a semana, qual líder apresentou maior “tração” nas redes sociais entre 2022 e 2026.

    No marketing político, o termo “tração” se refere à capacidade de um perfil crescer de forma consistente na internet, medido pelo volume de interações como curtidas, comentários e compartilhamentos.

    Nos primeiros anos analisados, Jair Bolsonaro dominava com folga o cenário digital. Segundo especialistas, sua eleição em 2018 teve forte influência de uma estrutura digital voltada para mobilização política.

    “A direita apostou primeiro nas redes, enquanto a esquerda demorou a perceber a relevância desse ambiente”, afirma André Eler, diretor técnico da Bites.

    Após a eleição de Lula em 2022, o cenário mudou temporariamente. A vitória do petista nas urnas gerou entusiasmo nas redes e o presidente chegou a superar Bolsonaro em engajamento por seis semanas.

    Esse cenário voltou a se inverter pouco depois. A liderança digital de Bolsonaro se manteve até agosto de 2025, quando ele passou a cumprir prisão domiciliar e ficou incomunicável. Meses depois, após condenação por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente foi transferido para o regime fechado.

    Nesse período, Lula tentou fortalecer sua presença nas redes com o apoio da Secretaria de Comunicação Social, comandada pelo ministro Sidônio Palmeira. A estratégia ajudou o presidente a liderar o engajamento digital por 15 semanas no ano passado.

    Flávio Bolsonaro, que inicialmente tinha menor alcance nas redes, começou a crescer quando passou a atuar como principal porta-voz do bolsonarismo. O salto de popularidade ocorreu após o pai anunciar, em dezembro, que ele seria o candidato da família à Presidência.

    Desde então, o senador passou a liderar o engajamento digital em várias semanas deste ano.

    Em números absolutos de seguidores, Lula ainda mantém vantagem. Porém, o crescimento recente de Flávio tem sido mais acelerado. Desde dezembro, o senador ganhou cerca de 3,4 milhões de novos seguidores, enquanto o presidente somou aproximadamente 378 mil no mesmo período.

    “As taxas de crescimento de Flávio já se aproximam das que Bolsonaro teve no auge”, afirma Eler.

    Aliados do senador atribuem a expansão nas redes ao interesse do público em conhecer melhor o nome escolhido por Jair Bolsonaro para representar o grupo político nas eleições.

    Segundo interlocutores, a estratégia atual busca apresentar Flávio como uma figura com perfil de estadista, capaz de representar o país internacionalmente.

    As redes sociais do senador têm destacado viagens e encontros políticos no exterior. Em um dos vídeos publicados recentemente, ele aparece conversando em espanhol com o presidente da Argentina, Javier Milei, durante a posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast.

    O objetivo, segundo aliados, é construir gradualmente uma imagem mais moderada do pré-candidato.

    De acordo com pesquisa Datafolha, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, os dois estão tecnicamente empatados: o senador tem 43% e o presidente, 46%.

    Enquanto Flávio aposta na presença digital, Lula mantém um discurso crítico em relação à dependência tecnológica.

    Durante a inauguração de um centro médico no Rio de Janeiro, o presidente sugeriu que as pessoas deveriam “fazer um cafuné no marido ou na mulher” ao acordar, em vez de olhar imediatamente o celular.

    Em entrevista ao podcast Mano a Mano, do rapper Mano Brown, Lula afirmou que o uso excessivo de smartphones tem contribuído para o enfraquecimento da convivência social.

    Para a especialista em marketing digital Mariana Bonjour, esse tipo de discurso pode gerar distanciamento com o eleitorado.

    “O presidente acaba ficando distante do cidadão comum, e outro candidato ocupa esse espaço”, afirma.

    Ela avalia que, apesar dos esforços da comunicação do governo, as redes de Lula ainda funcionam como uma extensão do noticiário tradicional, sem uma linguagem própria para o ambiente digital.

    “Não existe equipe ou orçamento que substitua a presença direta do candidato na rede. Autenticidade não se terceiriza”, diz.

    Segundo a especialista, o formato mais valorizado pela internet atualmente é o entretenimento e a comunicação espontânea.

    Enquanto as publicações de Lula costumam ter produção elaborada, os conteúdos de Flávio frequentemente são gravados pelo próprio senador, sem intermediação de equipe.

    Um exemplo recente foi um vídeo publicado na sexta-feira (13), em que ele pediu orações para o pai, internado na UTI com broncopneumonia.

    O presidente também tem adotado uma postura crítica em relação às grandes empresas de tecnologia. Em seu terceiro mandato, Lula apresentou projetos para regulamentar redes sociais no Brasil e defendeu regras para o uso de inteligência artificial.

    Para o estrategista político Paulo Loiola, existe também um componente ideológico na relação da esquerda com o mundo digital.

    “As big techs são grandes empresas estrangeiras muitas vezes associadas à direita, enquanto a esquerda tem uma tradição política baseada na mobilização presencial”, afirma.

    Segundo ele, a diferença geracional também influencia nesse cenário. Lula tem 80 anos, enquanto Flávio Bolsonaro tem 44.

    Loiola observa que, embora o contato direto com eleitores continue sendo importante, a internet ampliou o alcance da comunicação política.

    “Não vou dizer que o aperto de mão deixou de importar, mas ninguém consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. A internet permite alcançar muito mais gente”, conclui.
     
     
     

    Flávio Bolsonaro lidera crescimento nas redes, e Lula critica dependência digital

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  • Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam 1ª medidas caso ocupem a Presidência

    Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam 1ª medidas caso ocupem a Presidência

    Governadores do PSD que disputam espaço na corrida presidencial apresentam propostas iniciais de governo, que incluem fim da reeleição, maior autonomia para estados na legislação penal e classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

    Os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), todos pré-candidatos à Presidência da República pelo PSD, revelaram em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, quais seriam as primeiras medidas de governo caso um deles seja eleito.

    Eduardo Leite afirmou que pretende propor o fim da reeleição para cargos do Executivo como um dos primeiros atos de seu eventual governo. Segundo ele, a medida ajudaria a reduzir a polarização política e a criar um ambiente de maior diálogo no país.

    “Eu não tenho ambição de fazer com que os brasileiros pensem da mesma forma. Eu não quero que os brasileiros se unam no mesmo pensamento político, e sim no mesmo propósito”, disse o governador gaúcho, ao criticar o atual clima de polarização política no Brasil.

    Leite afirmou ainda que enviaria ao Congresso uma proposta de emenda constitucional logo no início do mandato.

    “Eu, para poder criar um melhor ambiente, mandaria imediatamente no início do governo uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República. Me ajudem a fazer as transformações que o país precisa. Não olhem para mim como um obstáculo para a próxima eleição”, declarou.

    Ratinho Júnior, por sua vez, defendeu a descentralização das decisões do governo federal e afirmou que encaminharia ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição para permitir que os estados legislem sobre crimes contra a vida.

    “Eu defendo a descentralização do Brasil. Acho que um grande erro do país, não só na segurança pública, mas em diversas áreas, é a centralização do poder em Brasília. Estou convencido de que você não conserta o Brasil apenas com decisões tomadas na capital, mas com mais autonomia para estados e municípios”, afirmou o governador do Paraná.

    Já Ronaldo Caiado disse que sua primeira medida seria apresentar uma proposta para que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam reconhecidos oficialmente como organizações terroristas.

    A proposta segue linha semelhante à defendida recentemente pelo governo dos Estados Unidos. Durante a entrevista, Caiado também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de se opor à classificação das facções.

    “Essas facções se apoderaram de tal maneira das estruturas de poder que hoje parecem inatingíveis. Muitos governantes pensam: ‘Vou mexer com isso? Vou sair do governo e ficar na mira desse pessoal’. Isso acontece porque existe um governo federal sendo complacente e conivente com as facções”, afirmou.

    Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite anunciam 1ª medidas caso ocupem a Presidência

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  • Entenda o que está em jogo nas negociações entre Brasil e EUA sobre facções criminosas

    Entenda o que está em jogo nas negociações entre Brasil e EUA sobre facções criminosas

    Possível decisão do governo Trump de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas preocupa o governo brasileiro, que teme impactos econômicos, tensões diplomáticas com os EUA e até brechas para ações militares americanas

    (CBS NEWS) A possível decisão do governo de Donald Trump de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas tem causado preocupação no governo brasileiro. A medida pode gerar consequências econômicas, criar tensões diplomáticas com os Estados Unidos e até abrir brechas para ações militares em território brasileiro.

    No dia 8, o portal UOL revelou que a administração Trump estuda incluir as duas facções na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos, conhecidas como Foreign Terrorist Organizations. A iniciativa acendeu um alerta no governo Lula.

    Essa classificação é um ato administrativo do governo americano e não depende de autorização judicial. Por isso, pode ser aplicada com grande margem de decisão por parte da Casa Branca e, em alguns casos, ter efeitos extraterritoriais, atingindo pessoas ou instituições fora dos Estados Unidos.

    Desde então, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem participado de reuniões para tentar impedir a mudança e discutir alternativas com autoridades americanas. Nos bastidores, o governo também teme que o tema seja explorado politicamente pela oposição em ano eleitoral.

    Além disso, o governo Trump chegou a sugerir que o Brasil recebesse em presídios nacionais estrangeiros capturados nos Estados Unidos, em um modelo semelhante ao adotado por El Salvador, que abriga detentos em sua penitenciária de segurança máxima conhecida como Cecot.

    Impactos econômicos

    Caso PCC e Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas, empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional poderiam ser afetados por medidas unilaterais dos Estados Unidos.

    A legislação americana prevê punições não apenas para integrantes dessas organizações, mas também para pessoas, empresas e instituições financeiras que tenham recursos ligados a esses grupos ou conhecimento sobre eles.

    Na avaliação do governo brasileiro, isso pode abrir margem para sanções contra empresas que tenham tido contato indireto com recursos relacionados às facções, mesmo que não tivessem conhecimento da origem criminosa.

    Instituições financeiras, por exemplo, poderiam ser alvo de medidas punitivas caso tenham movimentado valores posteriormente associados às organizações.

    Tensão diplomática

    A possível classificação também ameaça gerar novos atritos entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, os dois países vinham reduzindo tensões após disputas comerciais provocadas por tarifas impostas anteriormente.

    Na tentativa de evitar a medida, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, entrou em contato com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, logo após a divulgação da informação.

    Entre os argumentos apresentados pelo governo brasileiro está a sugestão de que Washington aguarde um encontro presencial entre Lula e Trump antes de tomar qualquer decisão definitiva. A expectativa é de que essa reunião aconteça em abril.

    O governo brasileiro também sustenta que a classificação das facções como organizações terroristas poderia gerar efeitos inesperados no país e afetar áreas importantes da cooperação bilateral.

    Outra preocupação é a possibilidade de os Estados Unidos passarem a restringir a concessão de vistos para cidadãos brasileiros.

    Risco de ações militares

    Em um cenário mais extremo, a nova classificação poderia abrir brechas legais para que os Estados Unidos tratem o combate às facções brasileiras como uma questão de segurança nacional.

    Nesse contexto, autoridades americanas poderiam justificar operações envolvendo militares ou agentes da CIA em áreas de fronteira ou até dentro do território brasileiro.

    Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), indicam que PCC e Comando Vermelho ampliaram significativamente sua atuação nos últimos anos.

    Segundo o levantamento, as duas facções já estão presentes em todos os estados brasileiros e exercem hegemonia em pelo menos 13 deles.

    O PCC domina principalmente Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo e Piauí. Já o Comando Vermelho tem forte presença no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rio de Janeiro, estado onde surgiu.

    As duas organizações também expandiram suas atividades para fora do país. O Comando Vermelho mantém negócios com pelo menos oito países da América Latina, enquanto o PCC já possui presença identificada em ao menos 16 nações.
     
     
     

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  • Bolsonaro está estável e tem melhora na função renal, diz boletim médico

    Bolsonaro está estável e tem melhora na função renal, diz boletim médico

    Apesar da melhora, os médicos relatam que os marcadores inflamatórios do ex-presidente estão elevados, o que levou à ampliação da cobertura de antibióticos.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue estável clinicamente e apresentou melhora na função renal, segundo boletim médico divulgado neste domingo (15) pelo hospital DF Star, onde ele está internado desde sexta-feira (13) para tratar uma pneunominia nos dois pulmões.

    Apesar da melhora, os médicos relatam que os marcadores inflamatórios do ex-presidente estão elevados, o que levou à ampliação da cobertura de antibióticos.
    Bolsonaro permanece na UTI do hospital DF Star para tratar um quadro de pneumonia bacteriana bilateral, causada por broncoaspiração sem previsão de alta.

    “[Bolsonaro] Evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue. Em decorrência destas alterações, houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos. Segue com suporte clínico intensivo e com intensificação da fisioterapia respiratória e motora”, diz o boletim.

    O ex-presidente foi encaminhado ao hospital após passar mal na Papudinha, onde está detido dsde janeiro. Um relatório de acompanhamento feito na quinta-feira (12), véspera da transferência de Bolsonaro ao hospital, afirmou que ele estava em estado regular de saúde.

    Às 6h45 da sexta, as equipes médicas foram acionados por agentes porque Bolsonaro disse que passou a apresentar náuseas e tremores durante a madrugada. Ele estava com febre e calafrios.
    A equipe médica entendeu ser necessária a transferência imediata para o hospital. Segundo Flávio, “os policiais procederam como têm que proceder num caso de emergência”.

    O ex-presidente chegou ao DF Star com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e a exames laboratoriais.

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