Categoria: POLÍTICA

  • Bolsonaro mantém 'boa evolução' clínica, mas segue sem previsão de alta da UTI

    Bolsonaro mantém 'boa evolução' clínica, mas segue sem previsão de alta da UTI

    Segundo Caiado, Bolsonaro teve boa evolução após administração de um terceiro antibiótico na madrugada de domingo (15). Tomografia feita nesta quarta mostrou uma melhora no pulmão direito, enquanto o esquerdo continua com “comprometimento moderado”

    (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, mas segue sem previsão de alta da UTI do hospital DF Star, em Brasília, onde está internado desde a última sexta-feira (13) para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral.

    Boletim médico divulgado pelo hospital afirma que o ex-presidente segue tomando antibióticos e sob fisioterapia motora e respiratória. O documento é assinado pelos médicos Claudio Birolini, Brasil Caiado, Leandro Echenique, Antônio Paiva Fagundes e Alisson Borges.

    A equipe médica que atende o ex-presidente trabalha com a possibilidade de que ele deixe a UTI até o final da semana, segundo afirmou o cardiologista Brasil Caiado nesta quarta-feira. “A prudência manda deixarmos lá [na UTI] para termos total segurança, […] mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana”.

    Segundo Caiado, Bolsonaro teve boa evolução após administração de um terceiro antibiótico na madrugada de domingo (15). Tomografia feita nesta quarta mostrou uma melhora no pulmão direito, enquanto o esquerdo continua com “comprometimento moderado”.

    Logo após a internação, o médico Claudio Birolini, que integra a equipe de Bolsonaro, chegou a afirmar que a situação do ex-presidente era extremamente grave. “Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória, e se você não intervir, [pode fazer com que ela] morra”.

    Ao longo da semana, porém, Bolsonaro apresentou melhora. Boletim divulgado na última segunda-feira relatou recuperação das funções renais e dos marcadores inflamatórios.

    O ex-presidente, que tem 70 anos e acumula problemas de saúde, foi preso no ano passado e cumpre pena no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.

    A mais nova internação renovou a ofensiva da direita para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, conceda a Bolsonaro a prisão domiciliar. Como mostrou a Folha, mais de 100 deputados da oposição e do centrão assinaram um pedido nesse sentido enviado ao juiz.

    Bolsonaro mantém 'boa evolução' clínica, mas segue sem previsão de alta da UTI

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  • Junta médica de Bolsonaro tem antipetista e primo de Caiado

    Junta médica de Bolsonaro tem antipetista e primo de Caiado

    Relatórios usados pela defesa para pedir prisão domiciliar expõem vínculos políticos e familiares entre integrantes da equipe médica de Bolsonaro, enquanto o STF mantém negativa ao benefício e aponta condições adequadas de tratamento no sistema prisional

    (CBS NEWS) – A equipe médica de Jair Bolsonaro (PL), cujos relatórios têm sido usados pela defesa para pedir sua prisão domiciliar, é formada por um antipetista e um primo do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que já prometeu anistiar o ex-presidente.

    Outro primo do governador, psicólogo, é citado na lista de profissionais que foram recentemente à Papudinha atender o ex-presidente.

    Nas redes sociais, Claudio Birolini, o cirurgião-geral da equipe médica que assina os boletins, repostou publicação de tom crítico ao presidente Lula (PT) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    Ele também republicou críticas ao ator Wagner Moura, alvo da direita durante a corrida pelo Oscar com o filme “O Agente Secreto”, que não levou nenhuma estatueta na premiação.

    “URGENTE: Wagner Moura é internado às pressas no Hospital Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles, Califórnia. Blogueiro passou mal após ficar 10 horas sem repetir as palavras ‘ditadura’ e ‘Bolsonaro’ “, dizia a publicação replicada por Birolini.

    O médico tem criticado nas redes o projeto de lei do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) que institui a política nacional de combate ao discurso de ódio contra a mulher na internet, sinalizando que a iniciativa seria “vigilância total disfarçada”.

    Repostagem da última terça-feira (17) trazia conteúdo do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura de Bolsonaro, sobre o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

    O médico também tem postagens com outras figuras da direita, como Fernando Holiday, ex-vereador de São Paulo, Marcelo Queiroga, ministro da Saúde de Bolsonaro e pré-candidato ao Senado pelo PL, e Rubinho Nunes (União Brasil), vereador de São Paulo.

    Em outra postagem, o pai do médico, Dario Birolini, posa com o ex-presidente com a medalha “3I: imorrível, imbrochável e incomível”, usada pelo ex-mandatário para agraciar aliados.

    A reportagem questionou Claudio Birolini sobre as condições de saúde do ex-presidente e se uma prisão domiciliar poderia abrandar o quadro.

    A reportagem também perguntou como o médico se classifica ideologicamente.

    Birolini afirmou que não se manifestaria sobre a saúde do ex-mandatário fora de boletins e relatórios oficiais.

    Ele não comentou seu posicionamento ideológico, mas encaminhou suas informações profissionais disponíveis no Google Acadêmico e no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    No site, consta que o médico tem doutorado em clínica cirúrgica pela USP, quando foi orientado pelo pai, é diretor no hospital da mesma universidade e chefe do grupo de hérnias e parede abdominal.

    Já o cardiologista Brasil Caiado é primo do governador de Goiás.

    Nas redes, ele registra já ter recebido do político a comenda da Ordem do Mérito Anhanguera, principal honraria concedida pelo governo estadual.

    O governador tem defendido anistia a Bolsonaro, embora se apresente como uma das opções do PSD na disputa presidencial contra a polarização entre o ex-presidente e Lula.

    A reportagem também contatou Brasil Caiado, mas não teve resposta.

    A junta médica que tem assinado os boletins do ex-presidente é composta também pelo cardiologista Leandro Echenique, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr., coordenador da UTI Geral, e o diretor-geral Allisson B. Barcelos Borges.

    Outro primo do governador de Goiás que já atendeu Bolsonaro é Ricardo Caiado, psicólogo e neurocientista.

    Ele é mencionado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes como profissional já autorizado a ingressar nas dependências da carceragem do ex-presidente.

    O profissional diz ter atendido Bolsonaro quanto este esteve internado, no primeiro semestre de 2025, no hospital DF Star, e na Papudinha, neste mês de março.

    Ele afirmou à reportagem que sua carreira nunca teve qualquer influência do sobrenome.

    “A coincidência se dá porque em nossa família costumamos ser profissionais naquilo que nos dedicamos. O governador de Goiás, que também é médico ortopedista especialista em coluna, não tem qualquer influência sobre nós ou sobre a família do Presidente quanto às escolhas dos profissionais de saúde. Cada decisão respeita o foro íntimo familiar, como em qualquer família”, disse.

    À reportagem o governador também afirmou não ter feito a indicação dos primos ao ex-presidente.

    A defesa de Bolsonaro tem pedido sua prisão domiciliar baseada em relatórios médicos.

    Segundo ela, a última internação, decorrente de uma broncopneumonia, mostra um agravamento clínico do quadro.

    O pedido dos advogados, entretanto, tem sido negado pelo STF, sob o argumento de falta de requisitos para a domiciliar, “uma vez que o estabelecimento prisional demonstrou total capacidade para o tratamento adequado do sentenciado, garantindo sua saúde e dignidade”.

    A broncopneumonia é uma infecção pulmonar que afeta bronquíolos e alvéolos.

    Ela foi identificada pela equipe como a principal causa da última internação do ex-presidente, cuja saúde foi debilitada depois da facada recebida em 2018.

    Segundo o último boletim hospitalar, Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva e não tem previsão de alta, mas “apresentou boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios”.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma trama golpista para impedir a posse de Lula.
     

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  • Moraes negou recurso de desafeto de Vorcaro no período em que Viviane defendia ex-banqueiro

    Moraes negou recurso de desafeto de Vorcaro no período em que Viviane defendia ex-banqueiro

    Ministro do STF negou recurso de investidor em disputa com Daniel Vorcaro enquanto escritório de sua família mantinha contrato com o banco. Situação não configura impedimento legal, mas expõe conexões entre Judiciário e setor financeiro

    (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou no ano passado um recurso apresentado pelo investidor Vladimir Timerman, da Esh Capital, considerado desafeto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    A decisão foi proferida em maio de 2025, período em que Vorcaro também movia ações contra Timerman e era defendido pelo escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa de Moraes, e seus filhos.

    O escritório Barci de Moraes manteve contrato de R$ 3,5 milhões mensais com o Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, para representar os interesses da instituição financeira.

    Embora os processos envolvendo Vorcaro e Timerman, com a participação do escritório e a atuação de Moraes como juiz, não configurem conflito direto segundo as regras da magistratura, o caso evidencia como relações no Judiciário podem se entrelaçar com interesses privados.

    Na mesma época da decisão de Moraes, Vorcaro também processava Timerman em uma queixa-crime no Tribunal de Justiça de São Paulo, assinada pelo escritório de Viviane Barci. O ex-banqueiro alegava ter sido alvo de calúnia e difamação após acusações de fraude feitas pelo investidor.

    Na primeira instância, uma das estratégias da defesa foi listar processos judiciais envolvendo Timerman, com o objetivo de caracterizá-lo como um perseguidor recorrente.

    Entre os exemplos citados estava uma ação movida pelo empresário Nelson Tanure contra o investidor. Ao negar o pedido de trancamento desse processo no STF, Moraes manteve um dos argumentos usados pela defesa de Vorcaro.

    No recurso analisado, Timerman pedia o encerramento de uma ação penal em que era acusado de perseguir Tanure nas redes sociais. Ele alegava constrangimento ilegal e ausência de justa causa.

    Moraes, relator do caso, rejeitou o pedido e determinou o prosseguimento da ação, afirmando não haver ilegalidades e destacando o direito do réu de se defender durante o processo.

    O entendimento seguiu decisões anteriores do Tribunal de Justiça de São Paulo e do STJ. Posteriormente, a Primeira Turma do STF confirmou a decisão de forma unânime.

    Na época, o contrato do escritório ligado à família de Moraes com o Banco Master ainda estava em vigor, antes da revelação de investigações envolvendo a instituição e suas operações financeiras.

    A assessoria do escritório Barci de Moraes não comentou o caso. A defesa de Timerman também optou por não se manifestar.

    No processo movido por Tanure, Timerman foi condenado a um ano, dez meses e 15 dias de prisão, além de multa. Ele nega as acusações e recorre da decisão.

    Já a queixa-crime de Vorcaro contra o investidor foi rejeitada em setembro do ano passado por falta de justa causa.

    Em nota, o STF afirmou que a decisão foi unânime e alinhada ao parecer da Procuradoria-Geral da República, ressaltando que não há relação legal que configure impedimento ou suspeição.

    Moraes também tem sido alvo de questionamentos após relatos de troca de mensagens com Vorcaro no dia da prisão do ex-banqueiro.

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  • Michelle quer novo encontro com Moraes para pedir domiciliar a Bolsonaro

    Michelle quer novo encontro com Moraes para pedir domiciliar a Bolsonaro

    Aliados do ex-presidente dizem que ex-primeira-dama quer dizer que marido não pode ficar sozinho à noite; nova internação reacendeu articulação no STF para que ministro conceda prisão domiciliar humanitária

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) quer um novo encontro com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para pedir que o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cumpra a pena em casa.

    Segundo aliados do ex-presidente, Michelle quer ter a oportunidade de dizer pessoalmente ao magistrado que Bolsonaro não pode ficar sozinho à noite pelo risco de broncoaspiração. Ela também quer relatar a Moraes em pessoa que, de acordo com a equipe médica, se tivesse sido socorrido cerca de uma hora mais tarde, o ex-presidente poderia ter morrido durante o episódio que o levou ao hospital na sexta-feira (13).

    Bolsonaro está internado desde então em um hospital particular em Brasília com broncopneumonia. Conforme o boletim médico divulgado nesta quarta (18), ele teve melhora nos dois pulmões, mas segue sem previsão de alta hospitalar.

    A broncopneumonia bacteriana foi causada pela aspiração do vômito em decorrência dos soluços que ele enfrenta desde a facada que levou durante a campanha presidencial em 2018.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL), seu filho e também pré-candidato a presidente, se reuniu com Moraes na noite desta terça-feira (17) ao lado do advogado Paulo Cunha Bueno.

    “Foi uma conversa objetiva em que nós expusemos as nossas preocupações, nossos fundamentos, para reiterar o pedido da defesa”, disse Flávio, acrescentando que o quadro de saúde do pai tende a piorar, caso ele siga preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda.

    A defesa de Bolsonaro apresentou ao Supremo um novo pedido de prisão domiciliar humanitária nesta terça, sob o argumento de que, nas últimas semanas, houve uma piora no quadro de saúde dele, que resultou na internação hospitalar.

    Os advogados citam que a internação emergencial demonstra um agravamento no quadro clínico de Bolsonaro e que a Papudinha é “absolutamente incompatível com a preservação de sua saúde e integridade física”, o que pode levar a intercorrências fatais.

    A nova internação de Bolsonaro reacendeu no STF uma articulação para que Moraes autorize sua transferência para o regime domiciliar. Na corte, ao menos dois ministros ligados a Moraes se dedicam a esse esforço de convencimento, iniciado ainda no ano passado.

    Michelle foi recebida por Moraes no gabinete dele no Supremo em janeiro. Na ocasião, perguntou ao ministro se ele não poderia conceder a Bolsonaro o mesmo benefício dado por ele ao ex-presidente Fernando Collor -prisão domiciliar humanitária. Moraes respondeu que Collor foi diagnosticado com Parkinson e tem risco de queda.

    Michelle quer novo encontro com Moraes para pedir domiciliar a Bolsonaro

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  • Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

    Fux altera regras de eleição indireta no RJ e atinge pré-candidatos a mandato-tampão

    Ministro do STF afirma que prazo de desincompatibilização de 6 meses deve ser respeitado mesmo em pleito não planejado; magistrado também defende votação secreta para evitar interferência do crime organizado na eleição

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O estado de São Paulo confirmou no último dia 11 o primeiro caso de sarampo de 2026: um bebê de seis meses que contraiu a doença durante uma viagem à Bolívia em janeiro. A criança não estava vacinada porque ainda não tinha chegado à idade recomendada para receber o imunizante.

    A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, só é aplicada a partir dos 12 meses. A razão é biológica: bebês recebem anticorpos da mãe durante a gestação, e esses anticorpos interferem na resposta imunológica à vacina nos primeiros meses de vida. “A mãe que já teve a doença ou já tomou a vacina passa os anticorpos na gravidez para o filho. Por isso a gente só recomenda vacinar depois de 12 meses”, diz o infectologista pediatra Renato Kfouri.

    Isso não significa que o bebê está completamente protegido pelo anticorpo materno nesse período. “Nem sempre eles são suficientes para prevenir a doença”, diz Kfouri. É essa janela que torna crianças menores de um ano especialmente vulneráveis quando expostas ao vírus.

    Para bebês entre seis meses e um ano que vão a regiões com transmissão ativa do sarampo, especialistas recomendam uma estratégia chamada “dose zero”: aplicar a vacina antes do primeiro aniversário. Ela oferece proteção parcial, não substitui as duas doses do calendário regular -feitas aos 12 e 15 meses- e por isso não é contabilizada no esquema vacinal.

    O número de casos de sarampo nas Américas cresceu 32 vezes entre 2024 e 2025, o que levou a Opas, escritório regional da OMS, a emitir um alerta e pedir ação imediata dos países. Em 2025, foram 14.891 casos em 13 países do continente.

    A Bolívia registrou 597 casos e continua com transmissão ativa. Nos Estados Unidos, a situação é epidêmica, em meio à desconfiança pública nas vacinas impulsionada pelo governo Donald Trump. O país registrou 2.242 casos no ano passado, com três mortes. No Brasil, foram 38 casos confirmados em 2025, dez deles contraídos fora do país.

    “Entre seis meses e um ano, você avalia se esse bebê está indo para uma situação de risco. Sem dúvida, ele deve fazer essa dose extra para ir com mais segurança”, afirma Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

    Antes dos seis meses, a vacina não tem indicação: a concentração de anticorpos maternos ainda é alta para permitir qualquer resposta imunológica. Há quem defenda que, nesse caso, a melhor decisão é simplesmente não viajar. “Se a criança não está com a vacinação completa, a ida a qualquer lugar é arriscada”, diz o imunologista Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Einstein Hospital Israelita.

    A dose zero, no entanto, não faz parte do calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e só é ativada na rede pública em situações de surto no Brasil.

    “A ação é programática. Não temos essa recomendação de vacinação extraordinária e individualizada”, afirma Eder Gatti, diretor do PNI no Ministério da Saúde. Algumas cidades têm centros públicos de medicina do viajante que podem avaliar o caso individualmente, mas não é regra. Para a maioria das famílias, a dose precisará ser obtida na rede privada.

    Além do sarampo, o calendário do SUS (Sistema Único de Saúde) para o primeiro ano de vida oferece até os seis meses vacinas contra hepatite B, tuberculose, poliomielite, rotavírus, coqueluche, tétano, difteria, meningite por Haemophilus, pneumonia e meningite C. Aos seis meses entra a vacina contra gripe -duas doses com intervalo de um mês da primeira vacinação. Aos nove meses, a vacina contra febre amarela, prevista no calendário nacional para toda a população é especialmente relevante para viagens a áreas com transmissão ativa da doença, como partes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

    A SBIm recomenda vacinas adicionais ou com formulações mais abrangentes do que as oferecidas pelo SUS -como a pneumocócica 20-valente, no lugar da 10-valente disponível nos postos-, mas o calendário básico público já cobre as principais doenças preveníveis na infância.

    A preocupação não se limita a viagens internacionais. O Brasil tem perfis epidemiológicos muito diferentes entre suas regiões: áreas com risco de febre amarela, dengue, malária e leishmaniose exigem atenção específica conforme o destino.

    “Vacinação em dia é garantia de proteção para coqueluche, pneumonia, diarreia por rotavírus, febre amarela, gripe. Não muda nada viajar dentro ou fora do Brasil”, diz Kfouri.

    A orientação dos especialistas converge em um ponto: consultar o pediatra antes de qualquer viagem com bebê, verificar o perfil epidemiológico do destino e avaliar se há alguma dose que possa ser antecipada.

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  • Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

    Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

    A deputada Fabiana Bolsonaro, do PL, decidiu atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara

    Na tarde desta quarta-feira (18), a deputada estadual paulista Fabiana Bolsonaro (PL) fez ‘blackface’ (quando alguém se pinta para representar uma pessoa negra, de forma pejorativa) no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em protesto transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

    Fabiana Bolsonaro alegou que Erika Hilton está “roubando um espaço” das mulheres cisgênero ao assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar citou uma suposta “transição de raça” comparando com a transição de gênero.

    Protesto transfóbico

    “Agora, aos 32 anos, decido me maquiar. Me pintando de negra, sinto na pele a dor que uma pessoa negra sentiu? O racismo? Eu estou negra agora?”, questionou.

    “Não adianta eu me maquiar, eu não sei as dores que vocês passaram. Não adianta eu fingir algo, eu não sei as dores”, em analogia para dizer que Hilton não poderia representar as mulheres cisgênero na Câmara. “Eu me reconheço como negra, por que eu não posso presidir a comissão sobre racismo? Por que eu não posso cuidar dessa pauta?”, disse.

    A parlamentar defendeu ainda que seja criada uma comissão separada para pessoas trans: “Uma trans está tirando o espaço de uma mulher [cis]. Que crie a sua categoria, a sua comunidade. E tem muitas pessoas trans que precisam dessa defesa. Para vocês crescerem, não precisam nos engolir”.

    Erika Hilton

    Vale destacar que em diversos municípios pelo Brasil, há muitas comissões dos Direitos da Mulher liderada apenas por homens. A questão de gênero nunca foi debatida pela direita e extrema-direita, que agora usa Erika Hilton para ter visibilidade. A deputada do PSOL é uma das parlamentares que mais apresentou e aprovou projetos voltados para mulheres.

    Fabiana Bolsonaro

    Fabiana de Lima Barroso, que adotou o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como forma de identificação política, foi vice-prefeita de Barrinha, no interior de São Paulo, antes de se eleger para a Alesp.

    Deputada Fabiana Bolsonaro faz 'blackface' em protesto transfóbico

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  • Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

    Governador de MG aumenta críticas ao Supremo como estratégia para tentar crescer em pesquisas; Gilmar afirmou em sessão que gestão do mineiro sobrevive graças a liminares concedidas pelo tribunal

    BELO HORIZONTE, MG (CBS NEWS) – Governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) voltou a criticar nesta quarta-feira (18) o Supremo Tribunal Federal (STF) e comparou a atuação da corte à de um papa pedófilo.

    Zema, que ainda patina nas pesquisas eleitorais, tem adotado nas últimas semanas um discurso de confronto com o Supremo em meio às polêmicas do caso Master que cercam o tribunal.

    “O que nós estamos assistindo no Brasil, eu não me lembro de ter assistido à mais alta corte, que deveria ser referência. Olha o que ela está aprontando. É como se nós tivéssemos um papa pedófilo. O que esperar dos padres?”, afirmou o governador em evento do agronegócio em Belo Horizonte.

    O governador mineiro, que vai passar o cargo no próximo domingo (22) ao vice, Mateus Simões (PSD), criticou o Supremo após ser questionado sobre como levaria a bandeira do agronegócio para a pré-campanha à Presidência.

    Como mostrou a coluna Painel, Zema e o partido Novo têm buscado ocupar o espaço dos bolsonaristas nas críticas ao Judiciário.

    Estrategistas do governador mineiro avaliam que os partidários de Flávio Bolsonaro (PL) têm adotado cautela nos ataques ao Judiciário, com o intuito de demonstrar moderação junto ao eleitor de centro.

    O acúmulo de críticas de Zema ao STF chegou a ser alvo de comentários do ministro Gilmar Mendes em sessão do Supremo no início do mês.

    “É chocante ver um governador como o de Minas Gerais, que levou o estado a uma debacle econômica, mas está sobrevivendo graças a liminares dadas por este tribunal, atacar o tribunal. Eu fico pensando ‘Pai, eles não sabem o que fazem’”, disse o decano.

    Gilmar se referia a uma decisão do STF ainda do fim do governo do antecessor de Zema, Fernando Pimentel (PT), que liberou o estado de pagar suas dívidas com a União.

    A liminar foi renovada ao longo do governo Zema até a entrada do estado no Regime de Recuperação Fiscal -também por decisão do Supremo.

    Minas Gerais encerrou 2025 com R$ 177 bilhões em dívidas junto à União, alta de 40% em valores corrigidos pela inflação em relação a 2018, último ano antes de Zema assumir o cargo.

    A gestão estadual afirma que não contraiu novas dívidas no período e que a alta é justificada pela incidência de juros e outros encargos. Também diz que um indicador que mede a capacidade de pagamento do estado melhorou durante o governo Zema.

     

    Zema compara STF a papa pedófilo e diz que tribunal 'está aprontando'

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  • Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

    Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

    O ex-presidente está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão; Bolsonaro foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou “boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios”, segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta quarta-feira, 18. Apesar do progresso no tratamento, os médicos destacam que ainda não há previsão de alta da unidade de terapia intensiva (UTI).

    O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o boletim médico, Bolsonaro “tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.

    Após deixar o hospital na manhã desta quarta, o médico Brasil Caiado explicou a jornalistas que um novo exame apontou uma melhora parcial do pulmão direito, sendo que o lado esquerdo do órgão ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.

    O cardiologista destacou ainda que apesar de não haver previsão de alta da UTI, existe uma expectativa de que, com as reações positivas ao tratamento, Bolsonaro possa ser transferido para o quarto neste final de semana.

    “A prudência manda deixarmos lá (na UTI) para termos total segurança, observar, como eu falei, o quadro clínico, a evolução laboratorial, a melhora dos sintomas. Mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana, que evoluamos para uma transferência para o quarto. Mas eu não sei exatamente o momento”, disse Caiado.

    Na última sexta, o médico afirmou que essa foi a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, causadas pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta.

    “Pelo passado dele de várias comorbidades, e a principal delas, neste caso, nós suspeitamos, é esofagite, a gastrite e o refluxo gastroesofágico. Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave”, explicou o médico.

    “Em geral, (o tratamento é com) antibiótico, terapia venosa. Em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar por mais de sete dias, oito, dez, doze (de internação), mas é impossível falar”, afirmou. “Temos que nos antecipar a qualquer tipo de probabilidade de complicação. Depende muito da resposta do organismo dele ao antibiótico”, completou.

    Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

    Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

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  • Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

    Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

    “A Câmara dos Deputados tem e deve ser sempre uma casa plural, que respeita todos, que respeita as minorias”, disse Hugo Motta, após ser questionado sobre ataques contra Erika Hilton

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a prática de transfobia ao comentar sobre a repercussão da nomeação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) à presidência da Comissão de Mulheres da Câmara.

    As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 18, à imprensa, após Motta ter inaugurado a Sala Lilás da Câmara, espaço voltado para o acolhimento de mulheres vítimas de violência.

    “Não concordamos com nenhum episódio de transfobia ou com qualquer tipo de preconceito. A Câmara dos Deputados tem e deve ser sempre uma casa plural, que respeita todos, que respeita as minorias”, disse Motta, após ser questionado sobre o caso de Erika.

    A deputada entrou com ações contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o “Ratinho”, do SBT, após ele ter dito ser contrário à nomeação da parlamentar como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher porque “ela não é mulher”. A instalação do colegiado ocorreu em 11 de março.

    Hugo Motta: Não concordamos com nenhum episódio de transfobia

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  • STF: Mendonça prorroga inquérito sobre Banco Master por 60 dias a pedido da PF

    STF: Mendonça prorroga inquérito sobre Banco Master por 60 dias a pedido da PF

    O ministro André Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que disse precisar de novas diligências para esclarecer os fatos envolvendo o Banco Master

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça prorrogou por mais 60 dias o inquérito que apura irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Ele atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que disse precisar de novas diligências para esclarecer os fatos.

    A Polícia Federal requer nova prorrogação de prazo para a realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos. Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais 60 dias”, diz a decisão, que também intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre a prorrogação.

    Esta é a segunda vez em que o inquérito foi prorrogado. A primeira foi em janeiro, quando o caso ainda era relatado pelo ministro Dias Toffoli. Ele saiu da relatoria após a PF entregar ao Supremo um relatório com citações ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, que está preso.

    A investigação apura a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito ao BRB e uma estrutura de ativos inflados que teria elevado artificialmente o patrimônio do Master. Entre os investigados estão diretores do Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos ligados às instituições financeiras.

    STF: Mendonça prorroga inquérito sobre Banco Master por 60 dias a pedido da PF

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