Categoria: POLÍTICA

  • Conselheiro de Trump próximo a Eduardo Bolsonaro deve vir ao Brasil de olho nas eleições

    Conselheiro de Trump próximo a Eduardo Bolsonaro deve vir ao Brasil de olho nas eleições

    Darren Beattie terá agenda com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro e deve discutir liberdade de expressão, minerais críticos e crime organizado; americano é crítico contumaz do governo Lula e do ministro do STF Alexandre de Moraes

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, deve viajar ao país na próxima semana para uma agenda que inclui reunião com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e compromissos voltados a acompanhar temas ligados ao processo eleitoral brasileiro.

    A informação foi confirmada por fontes ligadas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Crítico do governo Lula e do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Beattie pretende entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. Esta será a primeira viagem dele ao Brasil como conselheiro do governo de Donald Trump.

    O americano mantém proximidade com Eduardo Bolsonaro e com o influenciador Paulo Figueiredo. Aliados do bolsonarismo nos Estados Unidos, eles têm intensificado pedidos para que a comunidade internacional acompanhe o processo eleitoral brasileiro. A mobilização ocorre após o governo Trump recuar da aplicação de sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky.

    Beattie também vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais conduzidos pelo STF. Ele ainda deve ter uma ampla agenda com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que a partir de junho será comandado por indicados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o ministro Kássio Nunes Marques na presidência e André Mendonça como vice.

    A confirmação do americano ao posto de Conselheiro Sênior de Política para o Brasil aconteceu no fim de fevereiro. O conselheiro americano já chamou Moraes de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição contra o (ex-presidente brasileiro Jair) Bolsonaro”. Após a imposição de sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes, Eduardo Bolsonaro agradeceu a Beattie por seus esforços em uma publicação no X. O americano também é secretário assistente interino para assuntos culturais no departamento.

    Darren deve passar por Brasília e São Paulo. Na capital paulista, vai participar de um evento sobre minerais críticos. O governo americano vem negociando acordos de fornecimento preferencial desse tipo de recurso com diversos países.

    O Brasil, que possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, tem resistido a acordos de exclusividade e busca contrapartidas em investimentos para o processamento local dos minérios -o Departamento do Estado já afirmou que os EUA têm interesse no processamentos das matérias-primas.

    Outro assunto que deve permear a primeira viagem de Beattie ao Brasil é o crime organizado. Como uma reportagem do UOL mostrou, os Estados Unidos devem declarar as facções CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas nos próximos dias, decisão que contraria os esforços do governo brasileiro.

    O governo Lula entregou uma proposta de combate ao crime organizado no fim do ano passado para o Departamento do Estado, porém, segundo fontes próximas ao Departamento do Estado, a pasta considerou a proposta inadequada por, entre outros motivos, não conter a declaração de facções como grupos terroristas.

    Em fevereiro do ano passado, o governo americano designou facções do narcotráfico como a venezuelana Tren de Aragua e a mexicana Cartel de Sinaloa como “organizações terroristas estrangeiras”. Depois da designação, o governo Trump começou a atacar embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, afirmando que as tripulações eram compostas de “narcoterroristas”.

    Lula tenta planejar uma visita a Trump, em Washington -o próprio presidente brasileiro já havia anunciado essa intenção para meados de março. Porém, como uma reportagem da Folha de S. Paulo mostrou, com o início da guerra no Irã, o encontro pode ser adiado para abril. Lula já sinalizou que deve usar a reunião com o republicano para debater questões de segurança.

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  • Haddad deixa Fazenda na semana que vem para disputar Governo de SP

    Haddad deixa Fazenda na semana que vem para disputar Governo de SP

    Colaboradores, antes hesitantes, já dão como certo lançamento da candidatura do ministro Fernando Haddad ao governo de São Paulo; após descanso, petista se dedicará à montagem da chapa para Palácio dos Bandeirantes

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo Lula (PT) na semana que vem para concorrer ao Governo de São Paulo. Antes duvidosos sobre a disposição do ministro para a disputa, colaboradores diretos de Haddad já dão como certa sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.

    A data da saída foi antecipada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem.

    O ministro deverá dar uma pausa antes de se lançar oficialmente candidato ao governo. Uma de suas tarefas será a montagem de seu palanque. Haddad costuma dizer a aliados que o vice tem de ser da confiança do cabeça de chapa.

    Já no fim do mês passado, Haddad admitiu a aliados a hipótese de disputar o Governo de São Paulo. Ele teve um jantar com Lula para a discutir seu futuro político. Semanas antes, teve um café reservado com o presidente em São Paulo.

    Lula dizia a políticos próximos que a candidatura do ministro da Fazenda estava encaminhada. O presidente do PT, Edinho Silva, também repetia esse diagnóstico em suas conversas.

    Já os auxiliares do ministro mostravam-se incertos. Essa dúvida, no entanto, não existe mais. O mais provável é que as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) sejam candidatas ao Senado por São Paulo, na chapa de Haddad.

    As duas deverão mudar de partido para concorrer. A tendência é que Marina migre da Rede para o PT e Tebet, do MDB para o PSB. No caso da ministra do Planejamento, ela também terá de mudar seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo.

    Haddad resistia, reclamando, em conversas, de um cansaço após batalhas travadas para aprovação no Congresso de medidas econômicas e de um desgaste provocado por integrantes do póprio partido, críticos à política de austeridade adotada por ele.

    O ministro também manifestava o desejo de se dedicar à vida acadêmica. Aliados apontavam ainda um receio de acumular mais uma derrota em sua trajetória em São Paulo, dado o favoritismo do governador nas pesquisas.

    Mas, segundo aliados, Lula defendia a importância de uma candidatura que lhe garanta um palanque sólido no maior colégio eleitoral do país. Na opinião de aliados do presidente, seria indispensável forçar ao menos um segundo turno na disputa paulista para ajudar na nacional. A ideia é ter um aliado popular fazendo campanha para o presidente em São Paulo até a votação decisiva, em 25 de outubro.

    Haddad, por sua vez, apostava na conversão de ações do governo em voto a ponto de dispensá-lo da missão.

    A ascensão de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de opinião, no entanto, levou o ministro a repensar a própria escolha. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada no sábado (7), o senador fluminense se aproxima de Lula nas simulações de primeiro turno e empata tecnicamente na de segundo, marcando 43% ante 46% do petista.

    Pesa ainda o fato de Haddad ser, no campo de esquerda, o mais bem posicionado para a disputa paulista, como mostra o mais recente Datafolha.

    Quando a pergunta é sobre grau de conhecimento dos candidatos, o ministro da Fazenda está empatado, na margem de erro, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Exatamente a metade (50%) disse conhecer bem Haddad e 47% responderam o mesmo sobre Tarcísio.

    O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), quatro vezes governador de São Paulo, é conhecido muito bem por 54% e a ministra Simone Tebet (MDB), que é de Mato Grosso do Sul, por 22%.

    No cenário estimulado com cinco nomes, Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto. Ele é seguido por Haddad, com 31%, pelo ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), com 5%, pelo deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), com 5%, e pelo comentarista Felipe D’Avila (Novo), com 3%.

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  • CPMI do INSS: convocados não comparecem e depoimentos são adiados

    CPMI do INSS: convocados não comparecem e depoimentos são adiados

    Leila Mejdalani Pereira, Artur Ildefonso Azevedo, e Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção informaram, por motivos diversos, que não compareceriam a sessão desta segunda-feira (9); presidente da comissão ameaça usar condução coercitiva

    Os três depoimentos previstos para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foram cancelados. Os depoentes: Leila Mejdalani Pereira, presidente do Banco Crefisa; Artur Ildefonso Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção informaram, por motivos diversos, que não compareceriam.

    Com isso, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu fazer uma reunião de debates entre os integrantes da comissão e disse que poderá determinar condução coercitiva.

    À Comissão, as defesas de Leila e de Artur argumentaram que os clientes não compareceriam por entenderem que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se estenderia aos requerimentos de convocação.

    No entendimento da defesa, a decisão de Dino se aplica a todos os requerimentos aprovados, inclusive os de convocação. No entanto, o presidente da CPMI disse que a decisão de Dino só vale para a quebra de sigilo e remarcou o depoimento de Leila e de Artur para a próxima quinta-feira (12).

    Já o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, esteve na CPMI na quinta-feira da semana passada, quando a reunião foi cancelada por motivos de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL).

    Nesta segunda-feira, a justificativa da ausência de Assumpção foram exames médicos marcados anteriormente para hoje. A nova oitiva foi reagendada para o dia 23.

    Se não for prorrogada, a CPMI deve ser encerrada no dia 26 de março. A previsão é que a leitura do relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) seja feita dia 23 de março.

    CPMI do INSS: convocados não comparecem e depoimentos são adiados

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  • Lula: se a gente não preparar a defesa, qualquer dia alguém invade

    Lula: se a gente não preparar a defesa, qualquer dia alguém invade

    “Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, disse Lula sobre artigos militares para autodefesa

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa.

    “Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, disse Lula, ao receber Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.

    “Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, pontuou.

    O presidente brasileiro defendeu que os dois países do Sul Global articulem uma parceria estratégica para se tornarem um mercado relevante para a indústria de defesa.

    A declaração de Lula foi dada após assinatura de acordos bilaterais nas áreas de turismo, de comércio exterior e da indústria, no Palácio do Planalto. A visita do presidente sul-africano ao Brasil vai até esta terça (10).

    Lula também reiterou o perfil pacífico da América do Sul e que as tecnologias têm uso civil.

    “Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui, ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Nossos drones são para agricultura, para a ciência e tecnologia e não para a guerra.”

    Preço do petróleo

    Lula também manifestou sua “profunda preocupação” com a escalada de conflito no Oriente Médio que, segundo o presidente, representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacional. “O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura.”

    O presidente Lula afirmou que, por conta da guerra contra o Irã, o preço do petróleo já vem subindo em quase todo mundo e deve encarecer ainda mais..

    Lula destacou também os impactos humanitário e econômico do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel atacarem de forma coordenada o Irã. Os bombardeios matarem o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei e quase duas centenas de pessoas em Teerã.

    “Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, de insumos e de alimentos. São mais vulneráveis, sobretudo, as mulheres e as crianças que sofrem os impactos mais severos dessas crises”, declarou  Lula.

    Terras raras

    Durante a declaração à imprensa, o mandatário brasileiro explicou que o Brasil tem potencial para exploração de minerais críticos considerados essenciais para a transição energética e digital em curso.

    O presidente Lula disse ainda ao presidente da África do Sul que é preciso repensar o papel da exploração dos recursos naturais nos territórios.

    “Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito por minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro.”

    Para o presidente Lula o caminho é o fortalecimento das cadeias produtivas da mineração dos dois países, a partir do conhecimento do potencial mineral das duas nações.

    “Chega! Já levaram toda a nossa prata, todo o nosso ouro, todo o nosso diamante, todo o nosso minério de ferro. O que mais querer levar? Quando a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou.

    Lula enfatiza que não é questão de tomada de decisão política, mas que é preciso tirar proveito da exploração de minerais críticos para melhorar as condições de vida da população.

    Democracia

    O presidente Lula confirmou que em 18 de abril estará em Barcelona (ES) a convite do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para quarta reunião Em defesa da Democracia.

    “Queremos aproximar nossos países nos temas de regulação do ambiente digital, inteligência artificial e a valorização das fontes de informação de qualidade, incluindo tantas políticas domésticas quanto a articulação para fortalecer essa agenda no ambiente multilateral.”

    Por fim, Lula enfatizou que o Brasil e a África do Sul compartilham a convicção de que o Sul Global deve ter voz ativa nas grandes decisões internacionais.

    Lula: se a gente não preparar a defesa, qualquer dia alguém invade

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  • Pesquisa: 9 em cada 10 brasileiros não se arrependeram de votar em Lula ou Bolsonaro em 2022

    Pesquisa: 9 em cada 10 brasileiros não se arrependeram de votar em Lula ou Bolsonaro em 2022

    pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado, 7, mostra que nove em cada dez brasileiros dizem não se arrepender de terem votado no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022

    A menos de sete meses das eleições presidenciais de 2026, a maioria dos eleitores brasileiros diz não se arrepender do voto no último pleito, em 2022. A nova pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado, 7, mostra que nove em cada dez brasileiros dizem não se arrepender de terem votado no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) naquele ano.

    Nestas eleições, Lula venceu Bolsonaro em uma disputa acirrada, com 50,9% dos votos no segundo turno, contra 49,1% do adversário.

    Os entrevistados foram questionados pela pesquisa se há arrependimento ou não no voto para presidente em 2022. Do total, 90% dizem que não se arrependem da escolha na urna. Outros 10% afirmam o contrário.

    O levantamento também questionou especificamente quem votou em cada candidato, e os resultados foram semelhantes entre Lula e Bolsonaro.

    Separando a pesquisa pelos que votaram em cada candidato, 89% dos eleitores de Lula dizem não se arrepender do voto, enquanto 11% afirmam que se arrependeram e 1% não soube responder. Já entre os eleitores de Bolsonaro, 91% responderam que não se arrependem da escolha, ao passo que 8% afirmaram ter se arrependido. Outros 1% não souberam responder.

    O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 3 a 5 de março. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026.

    No pleito deste ano, Lula pretende disputar a reeleição, e irá concorrer a um quarto mandato. Seu maior adversário nas urnas deve ser o filho do ex-presidente Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que já se lançou como pré-candidato à presidência.

    Por decisão do TSE, Bolsonaro está inelegível por oito anos após a Justiça Eleitoral entender que ele cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao realizar, em julho de 2022, uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada para questionar o sistema eleitoral brasileiro.

    Pesquisa: 9 em cada 10 brasileiros não se arrependeram de votar em Lula ou Bolsonaro em 2022

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  • Senador obtém assinaturas para abrir CPI contra Moraes e Toffoli por caso Master

    Senador obtém assinaturas para abrir CPI contra Moraes e Toffoli por caso Master

    Senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, recolheu as 27 assinaturas e vai apresentar pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tem dito não querer investigar tentáculos de Daniel Vorcaro

    O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que reuniu, nesta segunda-feira, 9, o número mínimo de assinaturas para protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as condutas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no escândalo do Banco Master. São necessários 27 apoiamentos para protocolar o texto e, até a tarde desta segunda, já eram 29 assinaturas.

    Mensagens obtidas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que ele mantinha conversas com Moraes. O Estadão mostrou a ligação de um empreendimento de familiares de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, de Vorcaro.

    O senador diz que continuará a coleta dos apoios para protocolar o pedido quando tiver um “número mais seguro”.

    “Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, disse Vieira. “O Brasil só será uma verdadeira República democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei.”

    A oposição no Senado Federal é quem move a linha de frente contra os dois ministros do Supremo. Apesar disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, só assinou o requerimento depois que os 27 apoiamentos mínimos já haviam sido obtidos. A assinatura de Flávio foi a 29ª da lista. Flávio vinha sendo cobrado, sobretudo nas redes sociais, para que prestasse seu apoio ao requerimento.

    Nesta mesma segunda-feira, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) irá protocolar pedido de impeachment contra Moraes.

    Será o décimo pedido de impeachment de ministro do STF protocolado no Senado apenas neste ano. Moraes já foi alvo de um desses requerimentos, baseado na revelação do jornal O Globo sobre a existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes.

    No dia seguinte deverá haver o décimo primeiro. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que irá protocolar outro pedido na terça-feira, 10.

    Os outros oito pedidos já protocolados no período pedem o impeachment de Dias Toffoli, também com acusações sobre a proximidade do ministro e o banco de Vorcaro.

    Segundo a lei brasileira, os pedidos de impeachments de ministros são analisados pelo Senado. Cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), determinar a abertura ou não do processo.

    Dados extraídos do celular de Vorcaro revelam que ele prestava contas a Moraes sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

    Outras mensagens mostram que Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse “bloqueado” do evento, e Vorcaro levou o tema à organização do fórum.

    Para manter o sigilo, Vorcaro e Moraes usavam o recurso de visualização única. Por essa razão, as respostas do ministro não estão disponíveis, mas as notas do dono do Master permaneceram acessíveis no histórico do aparelho celular do banqueiro.

    Veja quem assinou a lista pedindo a CPI:

    Alessandro Vieira (MDB-SE)

    Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

    Eduardo Girão (Novo-CE)

    Magno Malta (PL-ES)

    Luis Carlos Heinze (PP-RS)

    Sergio Moro (União-PR)

    Esperidião Amin (PP-SC)

    Carlos portinho (PL-RJ)

    Styvenson Valentim (PSDB-RN)

    Marcio Bittar (PL-AC)

    Plínio Valério (PSDB-AM)

    Jaime Bagattoli (PL-RO)

    Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)

    Damares Alves (Republicanos-DF)

    Cleitinho (Republicanos-MG)

    Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

    Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

    Jorge Kajuru (PSB-GO)

    Margareth BUzetti (PP-MT)

    Alan Rick (Republicanos-AC)

    Wilder Morais (PL-GO)

    Izalci Lucas (PL-DF)

    Mara Gabrilli (PSD-SP)

    Marcos do Val (Podemos-ES)

    Rogério Marinho (PL-RN)

    Flávio Arns (PSB-PR)

    Laércio Oliveira (PP-SE)

    Dr. Hian (PP-RR)

    Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

    Senador obtém assinaturas para abrir CPI contra Moraes e Toffoli por caso Master

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  • Panamá deporta ex-ministro Franklin Martins e depois pede desculpas

    Panamá deporta ex-ministro Franklin Martins e depois pede desculpas

    Agentes panamenhos o interrogaram, fotografaram e coletaram impressões digitais, colocando-o depois em um voo de volta para o Rio de Janeiro. Franklin atribuiu o incidente à sua prisão durante a ditadura militar e à colaboração intensa entre os governos panamenho e americano

    (CBS NEWS) – O governo do Panamá reteve e depois deportou para o Brasil, na última sexta-feira (6), o jornalista e ex-ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) Franklin Martins, quando este fazia uma escala com destino à Cidade da Guatemala, onde participaria de um seminário.

    Agentes panamenhos o interrogaram, fotografaram e coletaram impressões digitais, colocando-o depois em um voo de volta para o Rio de Janeiro. Franklin atribuiu o incidente à sua prisão durante a ditadura militar e à colaboração intensa entre os governos panamenho e americano.

    O governo brasileiro pediu explicações à chancelaria panamenha, que no domingo (8) emitiu um pedido formal de desculpas. “O sr. Franklin de Souza Martins será sempre bem-vindo ao Panamá e teremos o prazer de recebê-lo em nosso país”, diz a mensagem.

    Em relato enviado ao Itamaraty, Franklin afirma ter sido abordado no desembarque do aeroporto por dois policiais à paisana e conduzido até uma sala de interrogatório. Lá pediram que ele preenchesse dados pessoais e perguntaram se já havia sido preso.

    “[O policial] deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela -e isso não era um crime, mas um dever para os democratas”, diz o relato.

    Franklin foi detido no Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Ibiúna (SP), em 1968. Depois, integrou grupo guerrilheiro que participou do sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, trocado por presos políticos da ditadura militar.

    O ex-ministro relata que perguntou o motivo da prisão aos agentes panamenhos, e que estes teriam citado a Lei de Migração de 2008, que proíbe conexões via Panamá a passageiros que tenham cometido crimes graves, entre eles sequestros.

    Ele diz ter sido levado para outra sala, ao lado do guichê de imigração, onde foi fotografado de frente e de perfil e teve as impressões digitais coletadas.

    “Pelo menos, os funcionários da Migración eram mais sociáveis. Permitiram que eu fosse ao banheiro. Autorizaram a compra de um hambúrguer na hora do almoço. Ajudaram a recarregar meu celular. E procuraram mostrar simpatia, dando a entender que sabiam que, às vezes, erros eram cometidos com os ‘retenidos’”, diz o relato.

    Franklin foi colocado em um voo para o Rio de Janeiro por volta das 14h. No Brasil, recebeu de volta o passaporte.

    Em resposta à consulta feita pela Folha de S.Paulo, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o ministro Mauro Vieira entrou em contato com o chanceler do Panamá e este mandou mensagem pedindo desculpas e dizendo que Franklin Martins é bem-vindo naquele país.

    “Permita-me expressar, em nome do Governo Nacional do Panamá, nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado por esta situação, que ocorreu no âmbito da aplicação estritamente administrativa dos procedimentos automáticos de imigração”, diz a mensagem do chanceler panamenho.

    “Ao mesmo tempo, desejamos transmitir que o sr. Franklin de Souza Martins será sempre bem-vindo ao Panamá e teremos o prazer de recebê-lo em nosso país em uma data que ele julgar conveniente, em um espírito de respeito, amizade e consideração por sua carreira pessoal e profissional.”

    Veja abaixo o relato enviado pelo ex-ministro Franklin Martins ao Itamaraty e o pedido de desculpas do governo panamenho
    *
    RELATO DO EX-MINISTRO FRANKLIN MARTINS 

    “No dia 6 de março de 2026, pouco depois da 01:00 h da madrugada, deixei o aeroporto do Galeão a bordo de um avião da Copa Airlines. Meu destino final era a Cidade da Guatemala, onde participaria durante três dias de um seminário promovido pela iniciativa “Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas”, na Universidade Rafael Landívar. No trajeto, faria uma conexão na Cidade do Panamá.

    Lá chegamos por volta das 06:00 da manhã. O voo para a capital da Guatemala deveria sair duas horas e meia depois. Ao desembarcar do avião, no final do ‘finger’ que dava para a entrada da área internacional do aeroporto, dois policiais à paisana pediam aos passageiros seus passaportes, que eram examinados rapidamente e devolvidos. Quando entreguei meu documento, um dos agentes dirigiu-se ao seu colega (provavelmente seu superior) e entregou-lhe o passaporte. Imediatamente o policial pediu-me que o acompanhasse. Perguntei-lhe o motivo. Respondeu apenas que precisava fazer uma entrevista comigo.

    Levou-me até as dependências de uma área fechada, ainda na parte internacional do aeroporto, que não possuía qualquer identificação. Ao chegarmos, pediu que eu me sentasse numa cadeira em frente à mesa e dirigiu-se à sala ao lado. Falou com alguém e voltou em poucos minutos. Os dois ambientes eram separados por uma grande parede de vidro. Através dela, os chefes dos interrogadores e outros policiais, sem serem vistos pelo interrogado, poderiam acompanhar tudo que estava acontecendo e sendo dito na sala ao lado.

    O agente pediu-me que preenchesse um documento com meus dados (nome, profissão, idade, endereço, motivo da viagem, se já tinha sido preso, motivo da prisão etc). Perguntei a razão da entrevista e ele não quis responder. Disse que era um procedimento padrão autorizado pela lei de migração de 2008 e que depois me daria outras informações. E começou a fazer perguntas que, de um modo geral, apenas repetiam o que já estava informado no documento que eu havia preenchido. Pediu-me provas de que eu iria participar de um seminário numa universidade da Guatemala. Mostrei-lhe a programação, que ele fotografou. Tirou fotos minhas também e colheu minhas impressões digitais três vezes.

    Visivelmente, o policial estava querendo ganhar tempo. Deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela – e isso não era um crime, mas um dever para os democratas. Depois de mais algumas perguntas sem importância, pediu-me que aguardasse. Entrou na sala ao lado, separada da dependência em que estávamos pela grande parede de vidro. E não voltou mais.

    Depois de uns 20 minutos sozinho na sala, preocupado com a possibilidade de perder o voo do Panamá para a Guatemala, que sairia às oito e pouco da manhã, bati na porta várias vezes. Não responderam. Pouco depois, outro policial veio falar comigo. Disse que meu caso tinha sido decidido por seus superiores. Eu não poderia viajar para a Guatemala. Seria deportado de volta para o Brasil no primeiro voo com destino ao Rio de Janeiro. Perguntei-lhe a razão. Ele tampouco explicou claramente. Como seu colega, voltou a falar na Lei de Migração de 2008. Disse que ela determinava que estrangeiros não poderiam entrar no Panamá ou fazer conexões para outros países através do Panamá se tivessem cometido crimes considerados graves, como tráfico de drogas, crimes financeiros, assassinatos, sequestros etc. Mais uma vez afirmei que não havia cometido crime algum, mas lutado contra uma ditadura. E me orgulhava disso.
    Pedi então que eles entrassem em contato com a Embaixada do Brasil ou me permitissem fazer uma ligação telefônica para nossa representação diplomática. O policial respondeu que não fariam isso. Alegou que se tratava de uma decisão soberana e exclusiva das autoridades panamenhas.

    Por volta das 10:00hs da manhã, deixei a sala acompanhado por dois policiais – sem identificação, mas provavelmente integrantes da Policía Nacional – e fui levado para o andar de baixo, sendo confinado numa sala de Migración de Panamá, ao lado dos guichês de controle dos passaportes dos viajantes. Lá fiquei por mais quatro horas sem qualquer explicação. Novamente, fui fotografado de frente e perfil. Colheram por duas vezes minhas impressões digitais.

    Pelo menos, os funcionários da Migración eram mais sociáveis. Permitiram que eu fosse ao banheiro. Autorizaram a compra de um hamburguer na hora do almoço. Ajudaram a recarregar meu celular. E procuraram mostrar simpatia, dando a entender que sabiam que, às vezes, erros eram cometidos com os “retenidos”. Voltaram a falar na Lei de 2008, mas deixaram escapar que sua aplicação havia se tornado mais rígida depois de decretos recentes do governo. Em 2025, os EUA e o Panamá assinaram acordos bastante abrangentes na área da segurança.

    Pouco depois das 14:00hs, outro funcionário da Migración, levando meu passaporte e a passagem da Copa Airlines da Cidade do Panamá para o Rio de Janeiro, acompanhou-me até o portão de embarque. O documento foi entregue à chefe dos comissários de bordo, com a determinação de que só me fosse devolvido no Rio. Ao chegarmos na Cidade Maravilhosa, a aeromoça entregou-o a uma funcionária brasileira da Copa Airlines, que me acompanhou até a sala da Polícia Federal ao lado dos guichês de controle dos passaportes. Em um minuto, recebi de volta o documento.

    Uma observação final: é evidente que não se tratou de uma operação fortuita. Ela foi planejada, provavelmente a partir do cruzamento de informações das bases de dados panamenhas e/ou norte-americanas – a cooperação entre os órgãos de segurança dos dois países é intensa – com os nomes dos passageiros do voo. Não creio que se tratou de uma perseguição à minha pessoa. Devem estar adotando esse procedimento como um padrão. Talvez seja um sinal dos tempos turbulentos que estamos vivendo.

    Será que quem lutou contra a ditadura militar no Brasil e, em algum momento, foi condenado pelos tribunais militares daquela época, não deve ser alertado se for visitar o Panamá ou mesmo fazer uma conexão para outro país? Não seria o caso do governo brasileiro, através de seus representantes diplomáticos, conversar sobre esses abusos com as autoridades panamenhas?”

    PEDIDO DE DESCULPAS DO GOVERNO DO PANAMÁ

    Sua Excelência
    Mauro Viera
    Saudações cordiais.

    Escrevo-lhe em relação ao recente incidente ocorrido no Aeroporto Internacional de Tocumen, envolvendo o cidadão brasileiro Franklin de Souza Martins, que estava em trânsito para a Guatemala e teve sua entrada negada devido à aplicação automática de procedimentos de imigração com base em informações dos sistemas automatizados de alerta utilizados pelas nossas autoridades.

    Após analisar o incidente, gostaria de expressar que este evento não reflete, de forma alguma, a consideração e o respeito que o Governo da República do Panamá nutre pelo sr. de Souza Martins, nem por sua distinta trajetória pública como jornalista e servidor público no Brasil durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Permita-me expressar, em nome do Governo Nacional do Panamá, nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado por esta situação, que ocorreu no âmbito da aplicação estritamente administrativa dos procedimentos automáticos de imigração.

    Ao mesmo tempo, desejamos transmitir que o sr. Franklin de Souza Martins será sempre bem-vindo ao Panamá e teremos o prazer de recebê-lo em nosso país em uma data que ele julgar conveniente, em um espírito de respeito, amizade e consideração por sua carreira pessoal e profissional.

    Aproveito esta oportunidade para reiterar o profundo apreço do Panamá pela República Federativa do Brasil e por sua distinta liderança diplomática. As relações entre nossos dois países são excelentes, caracterizadas por estreita cooperação, diálogo político fluido e sincera amizade entre nossos governos e entre os presidentes de ambas as nações.

    Reiterando os meus mais altos e distintos cumprimentos, envio-lhe minhas mais cordiais saudações.

    Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez
    Ministro das Relações Exteriores
    República do Panamá

    Panamá deporta ex-ministro Franklin Martins e depois pede desculpas

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  • Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

    Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

    Segundo nota divulgada pelos advogados, a defesa protocolou um pedido solicitando providências para garantir o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília

    A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as conversas entre o banqueiro e seus advogados no presídio não sejam gravadas.

    Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, que integra o Complexo da Papuda. No local, ele cumpre prisão preventiva determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, para evitar possível obstrução das investigações sobre fraudes supostamente cometidas por ele e por seus aliados.

    Segundo nota divulgada pelos advogados, a defesa protocolou um pedido solicitando providências para garantir o pleno exercício do direito de defesa durante o período de custódia do empresário na Penitenciária Federal de Brasília.

    “Diante desse cenário, a defesa requereu ao Supremo Tribunal Federal que seja garantida a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação, com a possibilidade de ingresso de cópias impressas dos autos e de registro de anotações durante os encontros”, afirmaram os advogados.

    O presídio onde o banqueiro está detido prevê que as visitas aos detentos ocorram por meio de interfone, com filmagem e gravação, ou por videoconferência, também com monitoramento.

    No pedido, a defesa afirma que, caso as visitas não possam ocorrer sem gravação, será solicitada a transferência de Vorcaro para outra unidade prisional.

    “A defesa destacou que a comunicação reservada entre advogado e cliente constitui garantia essencial do direito de defesa. Caso essas prerrogativas não possam ser asseguradas pela unidade prisional, foi solicitado que Daniel Vorcaro seja transferido para outro estabelecimento em Brasília capaz de garantir o pleno exercício dessas garantias legais”, disseram os advogados.

    O Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestou sobre o pedido.

    Vorcaro foi preso na última quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. Desde a prisão, os advogados afirmam que ainda não conseguiram visitar o banqueiro.

    “Segundo informações prestadas pela direção da unidade prisional, a visita dos advogados não poderia ocorrer de imediato, dependendo de agendamento para alguma data da próxima semana. Foi informado ainda que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo e que os defensores não poderiam ingressar sequer com papel e caneta”, disseram.

    A Penitenciária Federal de Brasília é uma das cinco unidades de segurança máxima administradas pelo governo federal. Entre os detentos está, por exemplo, o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além de outros integrantes da facção.

    Vorcaro passará a maior parte do tempo sozinho na cela. Ele só poderá sair para tomar banho, receber visitas em salas separadas por vidro, com comunicação por interfone, e para o banho de sol. As visitas, tanto de familiares quanto de advogados, podem durar até três horas, e todas as conversas são gravadas.
     
     

     

    Defesa de Vorcaro pede ao STF que conversa com banqueiro na prisão não seja gravada

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  • Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

    Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

    Presidente da Câmara afirmou que o governo Lula mantém diálogo positivo com os Estados Unidos e destacou que o país tem defendido sua soberania nas relações com Washington, mesmo após medidas comerciais adotadas por Donald Trump

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou acreditar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem interesse em interferir nas eleições brasileiras.

    A declaração foi feita nesta segunda-feira (9), durante entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia. Na ocasião, Motta disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem mantido um “bom diálogo” com o governo norte-americano.

    “O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos. Com relação ao Brasil, o presidente Lula tem conseguido implementar um bom diálogo com o presidente Trump depois das tarifas que ele decidiu impor ao Brasil”, afirmou Motta.

    O presidente da Câmara acrescentou que as conversas entre os dois países têm ocorrido de forma positiva.

    “Esse diálogo vem se dando de forma positiva. O Brasil demonstrou capacidade de diálogo, defendendo a sua soberania”, disse.

    Por fim, Motta reforçou que não acredita em qualquer tentativa de interferência nas eleições brasileiras.

    “O Brasil, neste ponto, está bem posicionado, e eu não acredito que o presidente Trump tenha interesse de interferir nas eleições brasileiras”, afirmou.
     

     
     

    Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

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  • PF suspeita de crime financeiro e avança sobre resort ligado a Toffoli com quebras de sigilo

    PF suspeita de crime financeiro e avança sobre resort ligado a Toffoli com quebras de sigilo

    A PF não pode investigar Toffoli por suspeitas de crimes comuns sem a autorização do Supremo. A apuração é de responsabilidade do próprio tribunal, com atuação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da polícia

    (CBS NEWS) – A PF (Polícia Federal) suspeita de crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual uma empresa da família do ministro Dias Toffoli foi sócia, e pretende avançar nas investigações com análises de quebras de sigilo e identificação de eventuais irregularidades.

    O integrante do STF (Supremo Tribunal Federal) não é investigado pela PF, mas há expectativa na corporação de que transações relacionadas a ele e à sua família apareçam entre os dados coletados.

    As quebras de sigilo envolvem fundos que têm conexão com o Banco Master e tiveram relações, mesmo que indiretas, com o Tayayá. A polícia deve requisitar ainda RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre transações financeiras atípicas ou suspeitas.

    O principal desses fundos sob suspeita é o Arleen, que pertence à teia usada pelo Master em fraudes investigadas por autoridades. Uma empresa da família de Toffoli, a Maridt, vendeu sua participação no Tayayá em 2021 ao fundo.

    A conexão entre o resort e a teia fraudulenta de fundos de Vorcaro por meio do Arleen foi revelada pela Folha de S. Paulo.

    O próprio ministro afirmou, mais tarde, ser um dos sócios da Maridt e ter recebido rendimentos pela venda das cotas da empresa para o Arleen, o que provocou uma crise que levou ao afastamento da relatoria do inquérito do Master.

    Como a PF apura crimes financeiros nas investigações relacionadas ao Master, integrantes da corporação veem como inevitável a necessidade dessas quebras de sigilo que, por consequência, chegarão a transações ligadas a Toffoli.

    Procurado no final da manhã deste domingo (8) por meio da assessoria do Supremo via mensagem de WhatsApp e questionado se gostaria de comentar as investigações, o ministro Dias Toffoli não se manifestou até a publicação desta reportagem.

    O cotista do Arleen é o fundo Leal, que por sua vez tem como cotista o advogado e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado nas investigações como operador do dono do Master. Zettel foi preso na última quarta-feira (4), assim como Vorcaro, na terceira fase da Operação Compliance Zero.

    Caso entenda que há suspeitas de irregularidades e necessidade de investigar Toffoli por alguma movimentação de recursos, a Polícia Federal terá que enviar um documento apontando os achados ao atual relator dos inquéritos no Supremo, o ministro André Mendonça.

    A PF não pode investigar Toffoli por suspeitas de crimes comuns sem a autorização do Supremo. A apuração é de responsabilidade do próprio tribunal, com atuação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da polícia.

    O caso Master começou a tramitar no STF sob a relatoria de Toffoli no fim do ano passado, quando a defesa de Vocaro protocolou um pedido para levar a investigação à corte -até então, as apurações tramitavam na primeira instância da Justiça Federal. O ministro decidiu que as diligências e medidas relacionadas à investigação deveriam ser supervisionadas por ele.

    Toffoli, porém, passou a sofrer pressão para se afastar do caso. Em fevereiro, a PF entregou um relatório ao presidente do Supremo, Edson Fachin, com informações que apontavam suspeitas de eventuais irregularidades nas relações de Toffoli com o Master.

    O documento, que era uma Informação de Polícia Judiciária, poderia levar não apenas a uma análise sobre a imparcialidade ou suspeição do ministro para conduzir os inquéritos do caso, mas também a uma investigação contra ele.

    No fim, a peça foi autuada por Fachin como um pedido de suspeição, mas acabou arquivada após Toffoli decidir deixar a relatoria do caso, que foi sorteada para Mendonça. Na ocasião, Toffoli admitiu que era um dos sócios da Maridt e que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 para um fundo da teia do banqueiro Daniel Vorcaro.

    Até então, o que se sabia é que a empresa era de dois irmãos do ministro. Como a companhia é uma sociedade fechada, os irmãos não são obrigados a divulgar toda a relação de sócios nem o tamanho da participação de cada um no negócio.

    Toffoli argumentou que, como sua empresa já havia deixado a sociedade no resort meses antes de estourar o caso da compra do Master pelo BRB e de ser designado relator no STF, não havia impedimentos para conduzir as investigações.

    O Arleen Fundo de Investimentos teve, até 2025, ações da Tayayá Administração e Participações, responsável pelo resort em Ribeirão Claro (PR), que pertencia em parte à família de Toffoli, e também participação direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que tinha como um de seus sócios um primo do ministro.

    A conexão com o caso Master aconteceu por uma cadeia de fundos. O Arleen foi um dos cotistas do RWM Plus, que por sua vez também recebeu investimentos de fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro.

    O Arleen e todos os demais fundos da teia tiveram como administradora a Reag, que administrava também fundos ligados a Vorcaro e é investigada na operação Carbono Oculto, por suspeita de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

    A PF vê a situação de Toffoli de maneira divergente à do ministro Dias Toffoli. O jornal O Globo mostrou que, em 17 de novembro de 2025, data da prisão de Vorcaro, o ministro do STF trocou ao menos nove mensagens com o empresário. Os horários das trocas coincidem com imagens do bloco de notas do ex-banqueiro, no qual estão escritas mensagens que indicam se tratar de um processo para evitar salvar o Banco Master e interferir num processo contra Vorcaro na Justiça.

    A Folha de S. Paulo confirmou que houve ligações e trocas de mensagens entre eles, mas não o teor delas. Para a PF, o conteúdo analisado até o momento não enseja investigações sobre a conduta de Moraes.

    Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo em 9 de dezembro, o Banco Master contratou, no início de 2024, o escritório de familiares de Moraes, por R$ 3,6 milhões mensais, para auxiliar na defesa dos interesses da instituição por três anos.

    PF suspeita de crime financeiro e avança sobre resort ligado a Toffoli com quebras de sigilo

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